quinta-feira, 13 de março de 2008

São Tomé e Príncipe e Nigéria retomam exploração de petróleo conjunta em maio


São Tomé e Príncipe e a Nigéria retomam em Maio próximo o processo de exploração conjunta de petróleo numa zona de comum acordo, depois de uma suspensão de 18 meses, revelou quarta-feira em São Tomé o primeiro-ministro são-tomense. Patrice Trovoada, chefe do governo são-tomense fez esta revelação em entrevista aos jornalistas no balanço da sua deslocação a Abuja, Nigéria, onde participou na reunião do Conselho Ministerial Conjunto (CMC), uma das estruturas de exploração de petróleo numa zona conjunta entre os dois países.

Além de negociações com vista à tomada de uma decisão sobre dois dos seis blocos ainda por adjudicar na zona, o Conselho Ministerial a realizar-se em São Tomé, deverá também aprovar o orçamento da Autoridade Conjunta de exploração para 2008 estimado em 13 milhões de dólares.

Autoridade Conjunta é o órgão executor das acções de natureza técnica concebidas pelo Conselho Ministerial Conjunto, a estrutura que decide de acordo a política traçada por governos dos respectivos países."Dentro de três meses teremos uma outra reunião do CMC aqui em São Tomé”, sublinhou Patrice Trovoada, que se manifestou preocupado com a “lentidão” por parte de algumas empresas petrolíferas que operam nesta área marítima conjunta de exploração.

Em Março de 2007, a empresa chinesa Sinopec e a suíça Addax Petroleum, operadoras de dois blocos da zona, anunciaram o início das perfurações para Agosto de 2008, enquanto a Chevron-Texaco anunciava uma descoberta petrolífera, mas sem carácter comercial resultante de um primeiro furo feito num outro poço da região.

Assinado em Fevereiro de 2001, o tratado de exploração conjunta estabelece 60 por cento de receitas para Nigéria e 40 para o arquipélago são-tomense (Fonte: Macauhub, 2008-03-13).

quarta-feira, 12 de março de 2008

Petrobras e Shell firmam acordo para suprimento de GNL


A Petrobras e a Shell firmaram hoje um acordo de suprimento e entrega firme de Gás Natural Liquefeito (GNL) para atendimento aos terminais de regaseificação de Pecém (Ceará) e da Baía de Guanabara (Rio de Janeiro). A Petrobras definirá, a cada carregamento, em qual terminal será entregue o GNL.


Segundo a estatal, o acordo atende parte da capacidade de importação da Petrobras e vai compor, junto aos demais acordos em negociação já assinados, um portfólio de contratos para atendimento das necessidades de suprimento de gás natural para geração termoelétrica no Brasil. Segundo a estatal, o contrato com a Shell ainda depende da inspeção técnica de segurança dos terminais que estão sendo construídos. "Para a Petrobras, esta parceria com a Shell é muito importante. O contrato também demonstra o esforço da Petrobras na aquisição de cargas firmes de GNL para complementação da demanda brasileira de gás natural", afirmou a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster (Fonte: Agência Estado/Gas Brasil, 2008-03-12).

Galp quer produzir 150 mil barris de petróleo por dia


A Galp Energia apresentou um plano de investimentos de 5,3 bilhões de euros (R$ 13,7 bilhões) para o período 2008-2012 nesta segunda-feira.

No negócio da exploração e produção, no qual se concentra a maior parte da atividade internacional da empresa, serão investidos 1,5 bilhão de euros (R$ 3,9 bilhões) para a exploração de petróleo nos blocos de Angola e Brasil.

Esse investimento contempla ainda o desenvolvimento de outras atividades no Brasil, em Portugal, Moçambique, em Timor Leste e na Venezuela, onde a Galp Energia estuda o desenvolvimento, em parceria com a Petróleos da Venezuela, de um terminal de liquefação de gás natural.

Só em Portugal, serão investidos cerca de 3 bilhões de euros (R$ 7,75 bilhões), que vão contribuir para o equilíbrio da balança energética do país, com uma redução de cerca de 520 milhões de euros (R$ 1,3 bilhão) na fatura das importações e a criação de mais 7.300 empregos diretos e indiretos no país.
A apresentação do plano de investimentos aconteceu após a inauguração do novo edifício da sede da Galp Energia, em Lisboa. A empresa vai investir 2,8 bilhões de euros (R$ 7,2 bilhões) no negócio da refinação e distribuição para modernizar as refinarias do Porto e de Sines. Serão aplicados mais de 1 bilhão de euros (R$ 2,6 bilhões) no desenvolvimento de unidades de produção de biodiesel de segunda geração e na conclusão da compra da rede da Agip Ibérica.
Estima-se que o projeto de conversão das refinarias venha a representar uma poupança de mais de 6% na fatura energética anual no país, com reflexos significativos ao nível da balança comercial portuguesa.

A Galp espera atingir com este plano de investimentos uma produção de cerca de 150 mil barris de petróleo por dia, ou seja, cerca de 47% das necessidades de abastecimento de petróleo bruto do país e de 3 a 6 bilhões de metros cúbicos de gás natural, que representam 45% e 95% do mercado de gás natural de Portugal.
A empresa também informou que avalia a participação em projetos de produção e exploração na Venezuela e na Líbia.
No negócio do gás e eletricidade, a Galp quer investir 1 bilhão de euros (R$ 2,6 bilhões) no crescimento da rede de retalho de gás natural, por meio da construção de mais 2.105 km de rede de distribuição, do aumento da capacidade de armazenamento em 45 milhões de metros cúbicos, da construção da central de ciclo combinado em Sines e dos projetos de co-geração e energia eólica (Fonte: Ag Lusa/Folha Online, 2008-03-10).

Endesa obtém licença para comercializar gás em Portugal


A Endesa obteve uma licença para comercializar gás em Portugal mostrando o seu interesse pelo mercado nacional que, actualmente, dispõe de 85% do volume total do mercado liberalizado.

A Endesa solicitou a licença de comercialização à Direcção Geral da Energia e Geologia do Ministério da Economia e Inovação de Portugal, tornando-se a primeira empresa espanhola a dispor desta licença, segundo o comunicado da Endesa.

A energética espanhola aproveitou a altura de liberalização do mercado de gás em Portugal que se iniciou no passado mês de Janeiro. "Para a Endesa, Portugal dispõe de um mercado muito importante, e mostra a sua clara aposta para o mercado ibérico" segundo a mesma fonte.


O mercado Português encontra-se liberalizado em 85%, ou seja 4,5 mil milhões de metros cúbicos estão já liberalizados no segmento de grandes consumidores. Em Janeiro de 2010, todos os consumidores portugueses terão acesso a este mercado (Fonte: Jornal de Negócios Online, 2008-03-11).

Anunciada nova descoberta de petróleo no Mar do Timor


O grupo petrolífero italiano ENI anunciou, em Milão, uma nova descoberta de petróleo no Mar de Timor, numa área conjuntamente administrada por Timor-Leste e pela Austrália.
Em comunicado, a ENI refere que os testes iniciais indicam uma produção potencial de 6.100 barris de petróleo por dia.

A descoberta foi feita numa zona a 500 quilómetros da costa australiana e o poço de exploração foi perfurado a 3.568 metros de profundidade.
A concessão é operada pela ENI, com 40 por cento, numa «joint-venture» com a japonesa Inpex, com 35 por cento e a canadiana Talisman Energy, com os restantes 25 por cento.

A Galp Energia está presente na exploração petrolífera em Timor-Leste, depois de ter assinado contratos com a ENI respeitantes a cinco blocos.

Os blocos de Timor-Leste atribuem direitos de exploração em cinco áreas diferentes localizadas no mar, que totalizam uma área conjunta de 12.100 quilómetros quadrados.
As concessões atribuídas são de sete anos para a fase de exploração e de 25 anos para a fase de produção.
O consórcio para a exploração em Timor-Leste é constituído pela ENI (90 por cento) e a Galp Energia (10 por cento). A ENI detém uma participação de 33,4 por cento da Galp Energia (Fonte: Diario Digital/Lusa, 2008-03-11).

domingo, 9 de março de 2008

Portugal e Venezuela prosseguem com acordo de cooperação econômica e energética


O presidente da entidade venezuelana para a aquisição de produtos agro-alimentares inicia segunda-feira uma visita a Lisboa para negociações com empresas do sector, no âmbito do futuro acordo de cooperação económica e energética entre os dois países.


Georges Kabboul, presidente da Bariven-Pdvsa, vai começar por reunir-se, segunda-feira, com o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, iniciando depois contactos com empresas com vista à celebração de contratos para fornecimentos portugueses à Venezuela.


Segundo o Ministério da Economia, que divulgou a informação, a agenda da reunião dos dois responsáveis contempla nomeadamente a questão da inclusão do azeite, do bacalhau e de equipamentos de padaria na lista de produtos que podem ser importados pela Venezuela.


O comunicado refere que esta questão tem vindo a ser colocada recorrentemente às autoridades venezuelanas por Fernando Serrasqueiro com o objectivo de aproveitar o momento de relançamento das relações económicas bilaterais para "dar cumprimento aos interesses da comunidade portuguesa na Venezuela".


No início de Fevereiro, Portugal e Venezuela assinaram em Lisboa um protocolo que cria condições para que as exportações portuguesas para este país possam ser multiplicadas por 10 até ao montante das importações de petróleo de empresas portuguesas.


"Através deste protocolo, que será seguido por um acordo entre os dois governos, Portugal cria condições para vender à Venezuela produtos diversificados num montante até às importações de petróleo de empresas portuguesas", explicou então o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho.


Na ocasião, Pinho indicou que a Galp Energia estima que em 2008 as exportações de petróleo da Venezuela possam ultrapassar os 300 milhões de dólares (202,7 milhões de euros), quando o valor de exportações de Portugal para a Venezuela é actualmente de apenas cerca de 20 milhões de euros, pelo que o acordo visa equilibrar a balança comercial, a prazo, entre os dois países.


A Venezuela definiu como uma das áreas prioritárias os produtos alimentares, com destaque para o leite, mas de acordo com o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Luís Mira, Portugal não tem bens alimentares excedentários para vender à Venezuela em troca de petróleo.


"Portugal é apenas excedentário em vinho, mas não me parece que seja um bem de primeira necessidade para a Venezuela", disse Luís Mira em declarações à Agência Lusa em finais de Fevereiro.


O acordo formal entre os dois governos será assinado durante a visita do primeiro-ministro português, José Sócrates, a Caracas, prevista para Abril (Fonte RTP, 2008-03-09).

sábado, 8 de março de 2008

Governo são-tomense retira do Parlamento proposta de alteração de lei sobre petróleo e sociedade civil aplaude


A coligação internacional sediada em Londres "Publiquem o que Pagam" (PWYP, na sigla em inglês) e os seus parceiros da sociedade civil de São Tomé e Príncipe saudaram a decisão do Governo das ilhas de retirar do Parlamento a proposta de alteração da Lei Quadro das Receitas Petrolíferas, soube- se sexta-feira de fonte associativa.

A PWYP, a ONG são-tomense WEBETO e a Federação das Organizações não Governamentais de São Tomé e Príncipe (FONG) afirmam que alterar a lei nos moldes propostos enfraqueceria a transparência no sector petrolífero das ilhas e acreditam que a sua retirada do Parlamento "salvaguarda a reputação internacional e os interesses económicos e de desenvolvimento" do país.

A proposta do anterior Governo liderado pelo primeiro-ministro Tomé Vera Cruz, na altura apoiada pelo chefe de Estado Fradique de Menezes, previa a realização de concurso público como condição prévia para a adjudicação de blocos petrolíferos e a introdução de dois novos mecanismos no diploma legal a serem utilizados na Zona Económica Exclusiva (ZEE) do arquipélago, cuja licitação deverá acontecer no segundo semestre deste ano.

Além do leilão, e caso a proposta fosse aprovada pelo Parlamento, a lei passaria a consagrar regimes de "negociação directa para a fase de pesquisa" e de "dispensa excepcional e pontual de concurso público para pesquisa e produção".

Em carta enviada ao novo primeiro-ministro, Patrice Trovoada, ao seu ministro dos Petróleos e com cópias aos outros órgãos de soberania, as organizações dizem não ser contra uma possível alteração da lei petrolífera, precisando que querem apenas que uma pretensão destas não seja feita "nos termos da anterior proposta" e que se leve em conta as preocupações de todas as partes interessadas.

Na carta, a que a PANA teve acesso, elas apelam para a operacionalização urgente da Comissão de Fiscalização do Petróelo, até ao momento inoperante embora consagrada em lei desde 2004, pois acreditam que este seria um passo fundamental para introduzir maior transparência no sector (Fonte: Panapress, 2008-03-07).

sexta-feira, 7 de março de 2008

São Tomé e Príncipe: Acordo com Guiné Equatorial não inclui exploração conjunta de petróleo


São Tomé e Príncipe assinou com a Guiné Equatorial um acordo geral de cooperação que abrange várias áreas mas exclui qualquer acordo no domínio da exploração conjunta de petróleo, disse hoje o primeiro ministro são-tomense, Patrice Trovoada.


No regresso a São Tomé de uma visita de três dias à Líbia e ao Gabão, de que não deu pormenores, Patrice Trovoada explicou o acordo assinado há uma semana com a Guiné Equatorial, país com o qual São Tomé e Príncipe mantém laços de cooperação em diversos sectores.


"Com essa vontade de cooperarmos, fomos assinando acordos sectoriais, mas faltava o acordo mãe. E isso é que foi reposto com a assinatura de um acordo geral de cooperação", justificou Patrice Trovoada.


O primeiro-ministro são-tomense referiu ainda que o presidente da Guiné Equatorial abordou a possibilidade dos dois países virem, no futuro, a explorar em conjunto um bloco de petróleo.
"Trata-se apenas de uma possibilidade e nós iremos nas próximas semanas discutir em profundidade com a Guiné Equatorial quais as possibilidades".


Fonte da Agencia Nacional de Petróleo confirmou igualmente à Agencia Lusa não existir qualquer acordo específico sobre petróleo com a vizinha Guiné Equatorial.
"Não existe nenhum acordo específico. O que existe com a Guiné Equatorial é um acordo de delimitação de fronteiras marítimas assinado em 2000, cujo documento está depositado nas Nações Unidas", disse.

No entanto, em declarações anteriores à Televisão pública de São Tomé e Príncipe, o Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema M`Basogo, disse haver um poço "muito rico em petróleo na fronteira marítima entre os dois países", e que as duas partes estão a trabalhar para que seja feita uma exploração conjunta.

Fonte contactada pela Lusa reconhece haver "muita actividade petrolífera na (referida) zona", mas adianta que é prematuro afirmar-se categoricamente que há poços de petróleo.

A afirmação do chefe de Estado da Guiné Equatorial da existência de muito petróleo na fronteira entre os dois países e de um acordo de exploração conjunto de petróleo suscitou expectativas entre os são-tomenses, o que começa a preocupar as autoridades.
"A questão do petróleo foi muito comentada no nosso país, houve muitas expectativas, muitas especulações e de momento nós não queremos mais comentários", disse Patrice Trovoada.
Em entrevista há uma semana à Lusa, o primeiro-ministro são-tomense apontou os países do Golfo da Guiné como uma prioridade nas relações externas do país (Fonte: RTP, 2008-03-07).

Lucro da Galp cresce 1,4% em 2007


A portuguesa Galp Energia, empresa com atuação nas áreas de gás e petróleo, encerrou 2007 com lucro líquido ajustado de ? 418 milhões, uma expansão de 1,4% em relação ao ano anterior. No resultado em dólares, que ameniza os impactos da desvalorização da moeda norte-americana frente ao euro, a alta foi de 10,7%.



O saldo anual acompanhado por um Ebitda (lucro operacional antes dos impostos, depreciação e amortização) de ? 891 milhões
, alta de 0,5% em igual comparação. Contribuíram para a leve expansão dos indicadores anuais os resultados positivos das áreas de exploração e produção e gás, que compensaram as perdas dos segmentos refinaria e distribuição (Fonte: Gazeta Mercantil, 2008-03-06/Redação - InvestNews).

terça-feira, 4 de março de 2008

Em Angola, estaleiros petrolíferos faturam 800 milhões de dólares em 2007


Os estaleiros localizados nas diversas regiões do país facturaram 800 milhões de dólares durante o ano passado com a fabricação de equipamentos locais.


Os meios estão a ser usados em diferentes plataformas em offshore angolano. O dado foi avançado na segunda-feira, em Luanda, pelo administrador da Sonangol E.P, Syanga Abílio, na conferência de imprensa enquadrada no 32º aniversário da companhia de combustíveis de Angola.


Além do fabrico local dos equipamentos, as companhias investiram na formação de 100 técnicos que beneficiaram de capacitação. Syanga Abílio enfatizou o papel do Centro de Apoio Empresarial (CAE), que tem ajudado as empresas nacionais a fornecerem bens à indústria petrolífera, além da capacitação de empresários angolanos.“Temos estado a acompanhar o processo de angolanização no sector petrolífero”, realça o administrador da companhia, perante o presidente do Conselho de Administração da companhia, Manuel Vicente. Segundo o gestor, o Programa de Desenvolvimento da Participação Nacional (PDPN) encontra-se em andamento.


Dados disponíveis apontam que serão investidos cerca de 60 mil milhões de dólares, nos próximos anos. Sobre os combustíveis, o administrador da Sonangol Distribuidora, Carlos Veloso, referiu que, no ano passado, se distribuíram 2.5 milhões de toneladas métricas de combustíveis. Para o corrente ano, a empresa subsidiária da Sonangol prevê elevar a distribuição para 2.8 milhões de toneladas métricas de diferentes derivados. “Nós não temos a falta de gás e não importamos o produto, porque é nacional”, disse o responsável, para quem a empresa se depara com o problema de redistribuição de gás principalmente na capital do país. Carlos Veloso garantiu que a situação será melhorada já que se está a reorganizar os agentes de primeira e de segunda linha da cadeia de distribuição do gás de cozinha.


Para os próximos anos, a empresa vai utilizar vagões, cujo processo de aquisições de novos ainda está em curso. O objectivo é fazer-se comodamente a transportação dos combustíveis via ferroviária. Actualmente, a Sonangol Distribuidora possui 400 postos de abastecimento a nível do país. Para este ano, está prevista para a inauguração de mais 38 bombas de combustíveis, dos quais seis novos e três a reabilitar em Luanda. Até 2010, a previsão da Sonangol visa atingir mil postos de abastecimento em Angola (Fonte: Jornal de Angola).

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Portugal e Venezuela negociam venda de petróleo


Venezuela poderá vir a vender petróleo a Portugal e Lisboa pagará com bens e serviços.

A troca deverá ser incluída num acordo de cooperação económica e energética a ser assinado durante a visita do Primeiro-ministro português, José Sócrates, à Venezuela.
A notícia foi avançada na quarta-feira pelo ministro venezuelano da Energia e Petróleo, Rafael Ramírez.“Preparámos os rascunhos dos documentos que vão ser assinados (...) Estamos à espera que os Ministérios [dos Negócios Estrangeiros] de Portugal e da Venezuela, confirmem a data exacta” da visita de Sócrates, disse, em declarações à agência Lusa.
Nos últimos dias, acrescentou, “houve reuniões muito importantes” entre representantes das autoridades de Caracas e Lisboa. “A Venezuela vai fornecer petróleo e Portugal vai-nos fornecer bens e serviços, em particular alimentos”, principalmente leite, adiantou o ministro.
Segundo Rafael Ramírez, durante as últimas reuniões estiveram também sobre a mesa temas como as energias alternativas, gás e a participação da Galp Energia na exploração de projectos na Faixa Petrolífera de Orinoco.
A visita do Primeiro-ministro português está, aliás, condicionada à assinatura de um acordo de cooperação económica e energética, revelou o secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueiro, após uma visita de quatro dias a Caracas, onde manteve contactos com representantes do Ministério de Energia e Petróleo, da Habitação, de Indústrias Ligeiras e Comércio. "Conseguimos evoluir muito no sentido do acordo, o que nos permite já pensar em datas seguras para a vinda do Primeiro-ministro", afirmou, sem precisar datas – ainda que se aponte para entre os dias 15 e 20 de Abril.
Segundo Serrasqueiro "as negociações implicam predeterminação e optimismo”.“Estou convencido de que é possível ter uma visita do Primeiro-ministro com vários momentos altos", entre eles "o intensificar das relações económicas entre os dois países” (Fonte: Renascença, 2008-02-29).

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Brasil: Petrobrás ganha espaço nas vendas de gasolina em 2007


A BR Distribuidora teve um acréscimo em sua participação de mercado nas vendas de gasolina em 2007 acima do crescimento do mercado consumidor desse combustível. É o que apontam dados revelados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre a revenda de combustíveis no Brasil no ano passado. Segundo a ANP, a BR elevou sua participação no mercado de 24,29% para 25,5%. As vendas de gasolina no mercado interno subiram 1,06%. A Ipiranga teve uma queda de participação neste mercado, passando de 16,13% para 15,9%.


No segmento de diesel, a BR Distribuidora também foi destaque aumentando sua participação em 2,18 pontos porcentuais, ao passar de 30,72% para 32,9%. A Ipiranga caiu de 22,76% para 22%. Neste segmento também mereceu destaque a queda de participação da Chevron, de 9,1% para 8,8%. Já a Esso, empresa que segundo os bastidores do setor estaria vendendo seus ativos de distribuição no País, ficou praticamente estável, tanto nas vendas de gasolina como de diesel, passando de 7,74% para 7,5% no primeiro caso e de 4,61% para 4,8% no segundo. De acordo com a ANP, as vendas de diesel aumentaram em 6,31% em 2007 sobre 2006.


O maior crescimento de vendas foi com relação ao mercado de álcool. Dados da ANP apontam que este mercado cresceu 49,3% em 2007 ante o ano anterior. Segundo o superintendente de Abastecimento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Edson Silva, apenas dez pontos porcentuais deste crescimento correspondem à incorporação do mercado clandestino de álcool. O restante refere-se à expansão do mercado, principalmente devido ao maior uso do combustível proveniente da cana-de-açúcar nos carros flex. Neste mercado de álcool, a BR também aumentou sua participação, de 15,9% para 18,2%. A Ipiranga, segunda no ranking de vendas, passou de 11,23% para 12,7%, a Shell, de 8,96% para 11%, e a Chevron, de 6,18% para 6,9% (Fonte: A Tarde, 2008-02-25).

EUA, China e Índia disputam petróleo africano com europeus


No momento, os europeus dominam o mercado de petróleo africano.

A britânica Royal Dutch Shell é a maior produtora de petróleo na Nigéria, apesar dos tumultos que têm surgido no Delta do Níger. No Gabão, está a francesa Total. Entretanto, na Guiné Equatorial, encontra-se a americana Exxon Mobil e, em Angola, a Chevron, com a mesma nacionalidade.

Ghazvinian, autor do "Derrame: a luta pelo petróleo da África", prevê que cerca de US$ 50 bilhões devem ser investidos em três anos neste setor, com empresas americanas respondendo por um terço do valor. O Oeste da África já é responsável por 17% do petróleo importado pelos Estados Unidos. Com Washington propenso a reduzir sua dependência do óleo do Oriente Médio, o Conselho Nacional de Inteligência, think-tank da CIA, prevê que esse percentual deve subir para 25% até 2015. Os EUA inclusive já aumentaram sua presença militar no Golfo da Guiné, com uma equipe naval permanente. No momento, procuram um local para estabelecer um novo comando na África. Entretanto, nesta disputa, o dinheiro pode falar mais alto do que a presença militar.

A China e a Índia têm sede de petróleo e vêm colocando bilhões de dólares na Nigéria, Angola e Guiné Equatorial. Os benefícios já estão aparecendo. Angola se tornou a principal fornecedora de petróleo da China, enviando 900 mil barris por dia em dezembro. A chinesa CNOOC espera receber petróleo pela primeira vez este ano da gigante nigeriana de águas profundas no campo de Akpo, depois de pagar US$ 2 bilhões em um contrato em 2006.

A maior parte da produção ainda está nas mãos dos europeus. As empresas chinesas e indianas ainda não têm o know-how para competir com a Shell e a Exxon Mobil, mas estão aprendendo rápido - disse Nicholas Shaxson, autor do livro "Poços envenenados: a suja política do óleo africano" (Fonte: O Globo Online, 2008-02-22).

Galp negocia com autoridades de São Tomé e Príncipe pesquisa de petróleo e gás natural


Uma delegação da Galp Energia esteve hoje reunida com o Governo e Presidência são-tomenses para "testar a possibilidade de participar em projectos de pesquisa" de petróleo e gás natural, disse à Agência Lusa o presidente da empresa. "Quisemos conhecer os planos de pesquisa de petróleo e gás natural do Estado de São Tomé em primeira-mão e testar a possibilidade de participar em alguns desses projectos", adiantou à Lusa Manuel Ferreira de Oliveira.

O presidente da Galp e o administrador da mesma empresa Fernando Gomes estiveram hoje de manhã reunidos com o novo ministro são-tomense dos Recursos Naturais e Ambiente, José da Graça Diogo, e também com o Presidente da República, Fradique de Menezes, durante a audiência que o chefe de Estado concedeu ao ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado.

"Viemos para partilhar informação e dar início ao começo de uma relação que esperamos que seja frutífera", disse Ferreira de Oliveira.


O ministro dos Recursos Naturais são-tomense confirmou à Lusa os propósitos da petrolífera portuguesa no país, adiantando que "a Galp está à procura de dados para uma eventual parceria no petróleo e gás natural".
Segundo José da Graça Diogo, essa parceria pode envolver uma estratégia lusófona e ser alargada à brasileira Petrobras e à angolana Sonangol.
"Temos tido contactos com a parte angolana e com a parte brasileira para se criar uma `joint-venture` entre estas empresas, a Galp e o Estado são-tomense", afirmou o governante, adiantando ainda que as petrolíferas têm conversado umas com as outras sobre este assunto.
"Se o Governo de São Tomé confirma esses contactos, é porque existem", disse, lacónico, Ferreira de Oliveira.

Galp, Sonangol e Petrobras estão também a apoiar o Estado de São Tomé e Príncipe na criação da Petrogas, a futura petrolífera nacional, disse ainda José da Graça Diogo, um dos novos rostos do recém-empossado elenco governativo são-tomense, chefiado por Patrice Trovoada.
O novo responsável pela pasta do Petróleo adiantou à Lusa que vai aguardar uma carta da Galp, onde espera a formalização dos propósitos da empresa portuguesa.
Embora confirmada a existência de petróleo e gás natural na Zona Económica Exclusiva são-tomense, é incerto que as jazidas em águas profundas e ultra-profundas sejam economicamente viáveis.

Ao contrário da área de exploração conjunta com a Nigéria, que já tem blocos delimitados e adjudicados na fase de pesquisa, o processo nas águas são-tomenses está bastante mais atrasado.
"O estudo sísmico está elaborado mas falta ainda delimitar as áreas e lançar o leilão", afirmou o ministro são-tomense, que acha "difícil" ultrapassar estas etapas até ao fim do ano.
Ferreira de Oliveira e Fernando Gomes partiram hoje à tarde com o ministro dos Negócios Estrangeiros para a Guiné Equatorial, onde permanecerão até terça-feira, e acompanharão também Luís Amado numa visita ao Gabão, na terça e quarta-feira. Segundo fonte da delegação ministerial portuguesa, estão previstos encontros dos responsáveis da Galp com as autoridades daqueles países do Golfo da Guiné (Fonte: LUSA - Agência de Notícias de Portugal, 2008-02-25).

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Internacionalização da Sonangol

Com presença já garantida em países como a Argentina, através da China Sonangol, e os Estados Unidos, onde investiu num terminal de gás natural liquefeito, a Sociedade de Combustíveis de Angola (SONANGOL) pretende agora alargar os seus horizontes.
Em busca de novos mercados, e sempre com o pensamento no crescimento, os novos alvos da SONANGOL são a Nigéria, o Sudão, a Venezuela – país no qual já conta com contactos privilegiados com as autoridades governamentais – e tem ainda perspectivas de se instalar no Brasil.
Ainda no continente africano, e na área do petróleo, a empresa presente em países como São Tomé e Cabo Verde, onde participa com a Galp Energia.A trabalhar na óptica de um plano estratégico que termina daqui a dois anos, a petrolífera angolana pretende, deste modo, transformar-se numa empresa competitiva e integrada com o objectivo de estar entre as dez principais companhias a operar em Portugal.
Um processo que, segundo as palavras do seu presidente, passa pelo “fortalecimento e crescimento” da Sonangol.
Presença estratégica em Portugal
Na óptica da internacionalização, Portugal é uma das grandes apostas da SONANGOL. A presença da petrolífera angolana em empresas portuguesas está diversificada em distintas áreas de negócios que vão desde a banca ao sector energético – através de uma participação directa de 45% na Amorim Energia, que participa, por sua vez, no capital da Galp Energia.
No final do ano passado, a SONANGOL convidou mesmo Galp Energia para participar na exploração dos blocos angolanos 15, 17 e 18, substituindo a posição dos chineses da Sino Pec pela Galp.No maior banco privado português, a SONANGOL controla 4,9% do capital e já avisou que pretende reforçar a sua posição para um valor próximo dos 10% naquela instituição.
Para além disso, a petrolífera assinou um acordo de princípio com o BCP para a entrada no Banco Millennium Angola, com uma participação de 49,99%. E na última assembleia geral de accionistas do banco, a 15 de Janeiro, foi aprovada a entrada do presidente da petrolífera angolana, Manuel Vicente, para o conselho geral e de supervisão do BCP.
Numa altura em que decorre o plano de internacionalização, o futuro da SONANGOL em Portugal passa por um aumento do investimento, que poderá alargar-se a novos sectores de actividade.
HISTÓRIA DA SONANGOL
Corria o ano de 1976, quando a nacionalização da ANGOL dá origem da Sonangol e a Direcção Nacional de Petróleos que dependia do Ministério da Indústria. A ANGOL Sociedade de Lubrificantes e Combustíveis, Sarl, tinha sido constituída em 1953 como subsidiária da SACOR (companhia Portuguesa) para actuar na área da comercialização e distribuição de combustíveis, lubrificantes e gases liquefeitos em Angola.
O Decreto-lei Nº 52/76 estabeleceu a Sonangol como sendo uma empresa estatal vocacionada para gerir a exploração dos recursos de hidrocabonetos em Angola. No entanto apesar de ter como único accionário o estado Angolano, a Sonangol é gerida como se fosse uma empresa privada sob padrões de desempenho rigídos de modo a assegurar total eficiência e productividade.
Logo a seguir a fundação da Soanangol, para a criação das infraestruturas que assegurassem o bom funcionamento da Sonangol, foi constituída uma Comissăo de Gestăo a que se seguiu o Núcleo Central da Sonangol.
Após a independência várias companhias que operavam localmente abandonaram o país, deixando para trás as suas infracturues e funcionários. Por esta razão a Sonangol comprou as instalações da Texaco, Fina e da Shell e, fruto de um acordo, ficou com as da Mobil.
No processo a Sonangol absorveu ainda os antigos trabalhadores de empresas petrolíferas que procuram emprego.
1976: Criação da Sonangol U.E.E.
1983: Fundação da primeira subsidiária internacional, a Sonangol Limited em Londres, Inglaterra.
Limited em Londres, Inglaterra.
1991: Ajudicação da primeira concessão em águas profundas, o bloco 16.
1992: Criação da subsidiária Sonangol P&P como empresa petrolífera.
1999: a Sonangol muda de estatuto e passa de U.E.E. à E.P.
2003: a Sonangol tem-lhe atríbuida a primeira concessão para prospeção e produção de hidrocarbonetos. O bloco 3 na faixa Atlântica.
A escassez de recursos humanos qualificados na área de hidrocarbonetos levou a que a Sonangol apostasse na formação de quadros tendo o 1o grupo de bolseiros partido para a Itália, com o apoio da ENI - Grupo Italiano de Petróleos e o 2o para a Argélia. Estes estudantes regressaram ao país nos finais da década de 70, marcando a entrada da Sonangol numa nova era.
Atenta a novas oportunidades de negócios, a Sonangol cedo desenvolveu e criou parcerias para a implantaçăo de unidades empresariais que contribuissem para o desenvolvimento de Angola e
para a expansão da própria Sonangol. Privilegiando os aspectos de gestão de recursos de hidrocarbonetos, preservaçăo do meio ambiente e a segurança industrial a Sonangol elaborou um sistema empresarial em volta do petróleo do qual fazem parte mais de 30 subsidiárias e
empresas afiliadas.
Com características de uma companhia de economia mista, a Sonangol expandiu as suas áreas de actividade e actualmente é uma empresa multinacional por mérito próprio.
Com sede na cidade de Luanda, a Sonangol orgulha-se de ser a única companhia que atua em todo o território nacional. A empresa tem também escritórios internacionais em:
• Brazaville, Congo
• Hong Kong, China
• Houston, E.U.A.
• Londres, Inglaterra e
• Singapura, Singapura
A Sonangol ao longo de três décadas cresceu e tornou-se a empresa líder na distribuiçăo de derivados no país e a maior promotora do desenvolvimento social e de recursos humanos nacionais.
A razão para o sucesso da Sonangol está na desempenho das suas actividades com eficiência. O prestígio da Sonangol nos mercados interno e internacional é fruto do seu bom relacionamento com as companhias petrolíferas que operam em Angola ou com interesses e investimentos no país.
AS SUBSIDIÁRIAS
Atenta a novas oportunidades de negócios, a Sonangol desde cedo desenvolveu e criou parcerias para a implantação de unidades empresariais que contribuíssem para o desenvolvimento de Angola e para a expansão da própria Sonangol.
Privilegiando os aspectos de gestão de recursos de hidrocarbonetos, preservaçăo do meio ambiente e a segurança industrial a Sonangol elaborou um sistema empresarial em volta do petróleo.
Hoje através das suas subsidiárias, a Sonangol oferece aos seus clientes uma vasta gama de produtos e serviços de entre os quais se destacam:
Venda de Petróleo Bruto e de Gás.
A Sonangol desenvolve actividades de prospecção, pesquisa e produção de hidrocarbonetos líquidos e gasosos e, de comercialização de petróleo bruto e gás. A promoção e/ou comercialização do petróleo bruto é feita pelas subsidiárias internacionais em Londres, Houston e Singapura.
Produtos Refinados
Os óleos e lubrificantes NGOL são produzidos e comercializados pela Distribuidora, assim como o material de queima.
Transporte Aéreo
Actividade desenvolvida pela SonAir que se destina fundamentalmente a servir os operadores do sector petrolífero, com aparelhos de asa fixa e rotativa. Oferece também serviços a clientes que procuram destinos internacionais em África, bem como um serviço de transporte directo de passageiros e carga entre Angola e os Estados Unidos da América (Houston Express).
Transporte Marítimo (Petróleo bruto e Derivados)
Esta actividade é desenvolvida pela Sonangol Shipping, para o transporte marítimo de petróleo bruto, e pela Sonaship- Companhia de Navegação Limitada, para o transporte marítimo de produtos derivados de petróleo bruto e ao abastecimento às embarcações no interior e
exterior dos portos de Angola.
Telecomunicações
Os serviços de telecomunicações são desenvolvidos pela MSTelcom que explora três tipos de sistemas de comunicações: rádiocomunicações, micro-ondas e transmissões via satélite - VSAT, para ligações nacionais e internacionais.
Formação Profissional
Através da Essa (Empresa de Serviços de Sondagens de Angola) a Sonangol oferece entre outros, serviços de formação de segurança industrial para o sector petrolífero.
Serviços Financeiros (Seguros e Gestão de Riscos)
A Sonangol possui um conjunto de serviços de natureza financeira, agrupadas na empresa AAA - serviços Financeiros. Abarca os Seguros, Gestão de Riscos e Fundo de Pensão.
Actividades de algumas das subsidiárias
Sonasia - Estabelecida em principios de 2004 tem a sede em Singapura. O seu objecto social é a venda do crude produzido em Angola aos mercados do continente Asiático.
AAA - Fundada em Janeiro de 2001, tem como missão a gestão de seguros de riscos integrados para o sector petrolífero.
Sonangol Shipping - Tem como missão o transporte marítimo de crude.
Os seus navios petroleiros têm rotas nacionais e internacionais.
Sonangol Congo - Criada em 1998, tem a sua sede em Kinshasa. O seu objecto social são actividades de downstream - comercialização, armazenagem, transporte e importação de produtos refinados.
Sonangol em Cabo Verde - desde 1997 a Sonangol é accionista da ENACOL (Empresa Nacional de Combustíveis, SARL).Esta empresa tem por objecto social a comercialização de hidrocarbonetos e actividades acessórias.
China Sonangol - A China Sonangol International Holding (CSIH) foi fundada em meados de 2004 e tem a sua sede em Hong Kong.O seu objecto social são a prospecçăo e a exploraçăo de hidrocarbonetos.
Jan 29
Fonte: DE/SONANGOL (angolaacontece)

sábado, 22 de setembro de 2007

Petrobras pode comprar ativos da Esso na Argentina

A Petrobras é a maior interessada em comprar os ativos da americana Esso na Argentina, avaliados em US$ 200 milhões, informou nesta quarta-feira o jornal "Ámbito Financiero."
A publicação afirma que no mercado petrolífero se considera "certo" que a Petrobras fará sua oferta no máximo na próxima segunda-feira, quando expira o prazo estabelecido pela Esso para avançar em seu plano de deixar a Argentina antes do fim do ano.
Segundo o jornal, há uma semana um grupo de executivos da petrolífera brasileira analisa os números da oferta. Porta-vozes da Petrobras Argentina não quiseram comentar o assunto.
No mercado petrolífero local, disse o jornal, a estatal Enarsa (Energia Argentina), em sociedade com a PDVSA (Petróleos de Venezuela S.A.), e a americana Chevron são mencionadas como as outras interessadas em obter o negócio da Esso.
Os ativos mais importantes da Esso Argentina --que monopoliza uma parcela de 12% do mercado local de combustíveis-- são uma grande refinaria na cidade de Campana, a 160 quilômetros de Buenos Aires, 90 postos de gasolina próprios e a franquia de outros 500.
Já a Petrobras Argentina possui duas refinarias e 700 postos de gasolina, e detém uma representação de 8% da produção de petróleo deste país.
Se a petrolífera brasileira comprar a refinaria da Esso Argentina, ficaria com uma participação de entre 30% e 35% do negócio de produção e venda de combustíveis no mercado local, segundo as fontes. Além disso, passaria a gerenciar uma rede de 1.200 postos de gasolina do total de 4.100 instalados na Argentina.
No entanto, acredita-se que a empresa poderia vender parte destes postos, pois o principal interesse da Petrobras é em aumentar sua produção de óleo diesel, para reduzir os gastos na importação deste combustível.
Além da refinaria e de seus postos de gasolina, a Esso possui ainda jazidas de gás natural no norte e no sul da Argentina, três terminais de remessa de combustíveis e uma fábrica de lubrificantes.
O "Ámbito Financiero" diz que não há motivos para que a comissão antimonopólio rejeite a venda de ativos da Esso para a Petrobras, pois a hispano-argentina Repsol-YPF refina atualmente 50% dos combustíveis argentinos e detém 1.700 postos de gasolina. (Folhaonline)

Produção de independentes inicia-se no Brasil

Recentemente tivemos um importante marco na produção de petróleo no país, o primeiro óleo do Campo de Polvo é também o início da produção de petróleo por empresas independentes no Brasil em volumes relevantes.
O Campo de Polvo, situado no Sul da Bacia de Campos, operado pela Devon produzirá até 50 mil barris/dia por meio de 9 poços produtores conectados a uma plataforma fixa que irá escoar a produção para um FPSO com capacidade de armazenar até 1.800.000 barris. Por turno, serão 150 pessoas em atividade offshore.
A Devon, operadora e majoritária do empreendimento que conta com a participação de 40% da SK Corporation da Coréia, produz hoje quase 600 mil barris/dia com atuação em diversos países.
Merece destaque o prazo de apenas três anos entre a descoberta e o início da produção, prova inequívoca da relevância que o investimento no Brasil adquiriu dentro da empresa e de sua excelência técnica.
Abre-se assim, de fato, o caminho para a ampliação do mercado para os fornecedores nacionais de bens e serviços para a indústria do petróleo. A indústria brasileira, ao atender empresas internacionais do setor, simultaneamente prepara-se para uma atuação internacional, inclusive como fornecedor destas próprias operadoras em empreendimentos no exterior, ganhando assim escala e aumentando seu grau de competitividade.
Esperamos que a visão da Devon, que vem sendo compartilhada por outras operadoras internacionais, continue na direção de investimentos no Brasil e na busca da parceria sólida e duradoura com a indústria fornecedora nacional. (Globonline - Eloi Fernandez)

Gazprom tem interesse no Gasoduto Sulamericano

O vice-primeiro-ministro da Rússia, Aleksandr Zhukov, ratificou hoje ao vice-presidente venezuelano, Jorge Rodríguez, o interesse do consórcio Gazprom em participar do Gasoduto do Sul, que passará pelo Brasil e outros países da América Latina."Esse 'anel do sul' unirá em uma rede energética Venezuela, Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia", destacou Zhukov durante reunião da Comissão Intergovernamental de Alto Nível russo-venezuelana (Cian), da qual ele e Rodríguez são co-presidentes.O funcionário russo constatou que "o diálogo construtivo entre Rússia e Venezuela vem acompanhado de uma dinâmica positiva na cooperação econômica bilateral, sobretudo no setor energético e de combustíveis", segundo a agência "Interfax".Acrescentou que "companhias russas líderes do setor, como a Gazprom e a Lukoil, já trabalham com sucesso no mercado venezuelano".Rodríguez ressaltou, por sua vez, que a Venezuela deseja ter acesso às tecnologias de ponta russas, e se oferece como "porta de entrada na América Latina", graças a seus laços com países "aliados" como Bolívia, Equador, Argentina, Uruguai, Nicarágua e Cuba.Zhukov indicou que os projetos prioritários serão estudados na próxima reunião da Cian, em 24 de outubro, em Caracas, o que contribuirá para "encher de conteúdo" o futuro encontro dos presidentes russo, Vladimir Putin, e venezuelano, Hugo Chávez.Acrescentou que a "ativa diplomacia presidencial" é o principal motor da crescente cooperação russo-venezuelana, pois Chávez já visitou a Rússia em cinco ocasiões e ontem mesmo telefonou para Putin para conversar sobre as relações e convidá-lo a viajar à Venezuela.O intercâmbio comercial entre ambos os países aumentou quase sete vezes ao longo dos últimos dois anos, de US$ 77,5 milhões em 2005 para US$ 517 milhões no ano passado, apesar de que, nesta soma, US$ 456,5 milhões correspondem às exportações russas e apenas US$ 60,5 milhões às venezuelanas.Esse aumento se deve antes de tudo à cooperação militar, pois a Venezuela nos últimos anos fechou contratos com a Rússia para comprar, em particular, caças, helicópteros de combate e de transporte, e sistemas aéreos de defesa, além de fuzis automáticos."É hora de passar a um novo modelo de cooperação, mais perfeito, que inclua um aumento de produção industrial, de mercadorias e serviços de indústrias transformadoras e de tecnologias de ponta nas provisões russas e venezuelanas", concluiu Zhukov. (EFE)

Brasil e Venezuela decidem retomar Gasoduto do Sul

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Venezuela, Hugo Chávez, decidiram na quinta-feira retomar diversos projetos bilaterais e regionais, como o Gasoduto do Sul, que consideraram "estratégico" para a região. Os presidentes estiveram reunidos em Manaus (AM) por mais de três horas na tarde de ontem. Os presidentes anunciaram ainda que assinarão, no mês de dezembro, um acordo entre as petrolíferas estatais Petrobras (Brasil) e PDVSA (Venezuela) para criar sociedades conjuntas. Lula se mostrou bastante otimista com a proposta das empresas mistas. O contrato será assinado quando o presidente brasileiro for a Caracas, no final do ano. "Nós mostraremos que é possível resolver os problemas energéticos da América do Sul. Não somos ricos, mas somos ousados", disparou Lula. Sobre o gasoduto, a Petrobras estava receosa quanto à capacidade dos recursos venezuelanos para atender à região. Mas a PDVSA se comprometeu em aprofundar estudos e compartilhar informações que comprovam que a Venezuela tem potencial petrolífero para tornar o projeto viável. "Nós, os dois países, vamos contratar uma empresa de engenharia que possa oferecer subsídios técnicos para obra", explicou Chávez. Lula fez questão de desmentir qualquer animosidade entre as duas partes. "Hoje é um dia muito importante para o aperfeiçoamento das relações entre Brasil e Venezuela. Não há intriga nem boato capaz de prejudicar nossa aproximação. Nossa união pode ajudar toda a América Latina", comentou Lula. Lula e Chávez pretendem se encontrar a cada três meses. Empresários e executivos dos dois países também farão intercâmbios constantes. Chávez disse à imprensa que ratifica o interesse venezuelano de entrar no Mercosul. O presidente Lula disse que fará de tudo para que isso aconteça. "Esperamos que Chávez possa fazer a próxima visita ao Brasil já como membro do Mercosul", disse. (Invertia)

Petrobras confirma descoberta de Tupi na Bacia de Santos

A Petrobras informou nesta quinta-feira que testes em um segundo poço na área de Tupi, na bacia de Santos, comprovam a descoberta de petróleo leve em águas profundas, com produção de cerca de 2 mil barris por dia. Os trabalhos indicaram ainda uma produção de 65 mil metros cúbicos de gás natural por dia na área de Tupi, segundo a estatal, que observou esses volumes em meio a uma "vazão limitada pelas instalações operacionais e de segurança durante o teste". Segundo a empresa, "os testes confirmam a descoberta de petróleo leve pelo poço pioneiro comunicada ao mercado em 11 de julho de 2006". "O segundo poço está localizado a 9,5 km a sudoeste do pioneiro descobridor, em lâmina d'água de 2.166 m, distante 286 km da costa sul da cidade do Rio de Janeiro", acrescentou uma nota ao mercado. A área de Tupi está localizada no Bloco BM-S-11, operado em consórcio pela Petrobras (65% de participação), o BG Group (25%) e a Petrogal (10%). Segundo a Petrobras, o consórcio dará continuidade às atividades e aos investimentos previstos no Plano de Avaliação da jazida de óleo leve, aprovado pela ANP em 27 de fevereiro de 2007. "A principal finalidade dessas atividades é a verificação das dimensões e de características mais detalhadas do reservatório de óleo e gás, objetivando obter dados que garantam a viabilidade econômica do desenvolvimento do projeto de produção." Segundo o comunicado, dados mais conclusivos sobre a potencialidade da descoberta somente serão conhecidos após a conclusão das demais fases do processo de avaliação. Nesta semana, a Petrobras anunciou pequena queda na sua produção em relação a julho. A estatal produziu no país 1,807 milhão de barris por dia, baixa de 8 mil barrils antes o mês anterior. A produção de gás natural no País foi de 43,05 milhões de metros cúbicos, estável ante julho. (Invertia)