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domingo, 24 de maio de 2009

Portugal ajuda Cabo Verde no processo de ampliação da plataforma continental


Portugal está ajudando Cabo Verde a preparar o pedido de ampliação da plataforma continental do arquipélago, que deveria ser apresentado nas Nações Unidas ainda no decorrer do mês de Maio.

De acordo com a Inforpress, em 2008, uma equipe de especialistas portugueses, chefiada pelo coordenador da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), Manuel Pinto de Abreu, esteve no arquipélago numa maratona de reuniões com responsáveis do país, para ajudar Cabo Verde a preparar a proposta de extensão da plataforma além das 200 milhas.

Com a mesma pretensão, Portugal submeteu, em 11 deste mês, à apreciação das Nações Unidas (ONU) a sua proposta de extensão da plataforma continental que, caso seja aceita, irá estender a área sob jurisdição portuguesa até 3,6 milhões de quilômetros quadrados.

"Portugal disponibilizou a EMEPC para, em conjunto, analisar as possibilidades de extensão da plataforma de Cabo Verde e avaliar os recursos que são necessários mobilizar", explicou ao Jornal “Ciência Hoje”, em 2008, Manuel Pinto de Abreu, afirmando que os trabalhos da equipe portuguesa já foram entregues à ONU.

Sem esconder que uma das vantagens do alargamento poderá estar no aumento de possibilidades de ser encontrado petróleo em zona sobre jurisdição cabo-verdiana, Pinto de Abreu admitiu que Cabo Verde tem “bons indícios” de que essa extensão possa ser aceita pela ONU, levando a que o arquipélago possa gerir e explorar recursos naturais de uma área acrescida.

Segundo Pinto de Abreu, não estaria em discussão o tamanho da extensão da plataforma continental além das atuais 200 milhas náuticas (uma milha equivale a 1,852 quilômetros), como também não se poderia quantificar que recursos estarão em causa sem haver uma pesquisa desses mesmos recursos.

O que a missão fez em Cabo Verde, escreve a “Ciência Hoje”, citando Manuel Pinto de Abreu, foi “transportar a experiência portuguesa nesta matéria, que já é longa”.

A Comissão cabo-verdiana tinha, como a portuguesa, até 13 de maio para apresentar às Nações Unidas a proposta de extensão da plataforma continental e as justificações para o pedido.

Em 2006, Portugal conseguiu junto da ONU a soberania de uma zona marinha na costa dos Açores, justificando que se tratava de um campo hidrotermal que devia ser protegido. "Portugal defendeu a classificação dessa plataforma e é hoje o único país do mundo com uma área marinha protegida", disse Manuel Pinto de Abreu, explicando que tal não se relaciona com a extensão da plataforma continental, cujo pedido só esta semana foi apresentado (Fonte: África 21 Digital, 2009-05-18).

Cabo Verde e Geocapital assinam acordo para investigar biocombustíveis


O governo cabo-verdiano e a empresa Geocapital - Investimentos Estratégicos assinaram na sexta-feira um acordo de parceria para criar um Centro Internacional de Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológicos dedicado aos biocombustíveis.

A criação do centro surge na sequência do projecto do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA), no estabelecimento de parcerias público/privadas para o fortalecimento da linha de investigação de plantas oleaginosas fornecedoras de biocombustíveis, como a cana-de-açúcar, mamona, soja ou o cânhamo, entre outras.

No caso específico de Cabo Verde a planta que vai ser alvo das investigações é a jatrofa, uma espécie que cresce espontaneamente em todo o arquipélago. Paralelamente à parceria criada, vai ser retomada a investigação em culturas não-alimentares, com especial incidência em oleaginosas produtoras de biocombustíveis, iniciada nos anos 80.

A Geocapital acredita que a plantação da jatrofa (ou purgueira) na Guiné-Bissau e em Moçambique deverá ser iniciada no final de 2009 ou início de 2010, o que permitirá iniciar a produção de biocombustível em dois ou três anos (Fonte: Jornal Digital, 2009-05-18).

terça-feira, 1 de julho de 2008

Galp abre postos na Guiné-Bissau, sem energia há dois dias


Os postos de abastecimento de combustível da petrolífera portuguesa Galp na Guiné-Bissau abriram nesta terça-feira e irão fornecer diesel, mas apenas a veículos, para minimizar a crise energética que vive o país, onde desde domingo não é possível comprar o combustível.


Fonte da empresa contatada pela Agência Lusa disse ainda que os postos da Galp foram vistoriados pela Polícia Judiciária e inspeção da energia durante a madrugada de hoje.


Os postos de abastecimento na Guiné-Bissau fecharam domingo e desde então nenhum combustível é vendido, principalmente diesel, fundamental para o funcionamento do país. A capital guineense funciona a diesel e a sua falta pode levar ao fechamento de estabelecimentos comerciais, unidades hoteleiras e impedir o funcionamento de várias empresas.


A falta de diesel pode ainda afetar o funcionamento das telecomunicações do país.O administrador da Total, empresa francesa de distribuição de combustíveis, Idrissa Djaló, afirmou domingo que a Guiné-Bissau é o único país que baixou preço dos combustíveis, apesar da crise de preços que afeta o setor. O preço do diesel aumentou 30% no mercado internacional e o governo guineense não determina um aumento do combustível há três meses.


Segunda-feira, fonte do gabinete do primeiro-ministro guineense, Martinho N'Dafa Cabi, afirmou que havia escassez no estoque no país, mas as empresas distribuidoras negam a informação, alegando que não podem comprar o produto mais caro e vendê-lo mais barato. Durante a noite de segunda-feira e madrugada de hoje, a Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB) começou a fornecer água canalizada e alguma luz elétrica, mas não atendeu a toda capital guineense. O diretor da EAGB, Florentino Mendes, afirmou segunda-feira que iria tentar minimizar o problema, porque hoje o presidente do Gabão inicia uma visita oficial à Guiné-Bissau, que termina quinta-feira (Fonte: Lusa, 2008-06-10).

Guiné-Bissau: Duas empresas alegam compra do mesmo gasóleo ao Estado


Cinco milhões de litros do gasóleo oferecidos à Guiné-Bissau pelo Japão estão no centro de uma acesa polémica com duas empresas a reclamarem que teriam comprado o mesmo produto, numa altura em que há crise do gasóleo no país.


No passado mês de Maio, chegaram ao país cinco milhões de litros do gasóleo, uma oferta do governo japonês à Guiné-Bissau no âmbito do apoio à balança de pagamentos.


O gasóleo, em forma de donativo, seria colocado no mercado para que o dinheiro resultante do negócio pudesse resultar em receitas para o Estado.


O Ministério das Finanças constituiu uma comissão para a negociação do gasóleo, que terá sido vendido a duas empresas diferentes.


O administrador do grupo Belinca, Abel Incada, diz que foi o comprador da totalidade do gasóleo que se encontra armazenado nos depósitos da empresa CLC, na zona do porto de Bandim, subúrbios de Bissau.


Idrissa Djaló, administrador da Total Fina Elf, em Bissau, afirmou, por seu turno, que a sua empresa também comprou 300 mil litros do gasóleo oferecido pelo governo japonês.


Nos últimos dias instalou-se a polémica entre a administração das duas empresas que reclamam a compra do mesmo gasóleo.


O agravante, segundo as duas empresas, é o facto de o gasóleo não ter sido entregue a qualquer uma delas, situação que, alegam, está a motivar a penúria do produto no mercado guineense.


O Procurador-Geral da República (PGR), Luís Manuel Cabral, afirmou que o caso "parece ter contornos de crime" pelo que já deu instruções aos magistrados para que apurassem as circunstâncias da venda do gasóleo no centro desta nova polémica."Parece-me que o mesmo gasóleo, que é um donativo público, terá sido vendido a várias empresas", disse Luís Manuel Cabral à saída de uma reunião com os responsáveis da comissão dos concursos públicos do Ministério das Finanças.


Para Luís Manuel Cabral, a Procuradoria não pode aceitar que o gasóleo oferecido ao país esteja no centro de uma "polémica desnecessária" ao ponto de privar os consumidores deste produto que "alimenta" o país, nomeadamente, 80 por cento do parque automóvel da Guiné-Bissau (Fonte: Expresso / Lusa, 2008-06-10).

sexta-feira, 27 de junho de 2008

"Holding" Geocapital aposta forte nos biocombustíveis


A Geocapital, “holding” dos empresários Stanley Ho e Ferro Ribeiro para investimentos nos países de língua portuguesa, quer afirmar-se como um dos principais produtores mundiais de biocombustíveis até 2018, baseando a operação em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau.

Ambrose So, um dos principais colaboradores de Stanley Ho, afirmou na semana passada em entrevista à agência noticiosa portuguesa Lusa que o projecto implica um investimento de até 40 mil milhões de dólares e que “os estudos de viabilidade e desenvolvimento do produto estão concluídos”.

Segundo noticiava recentemente a “newsletter” Africa Monitor, um dos projectos em fase de estudo de viabilidade técnico-económica envolve a plantação de jatrofa (pinhão-manso, na terminologia brasileira), numa área de grande dimensão no Leste da Guiné-Bissau.

O projecto seria entregue à subsidiária Geogolfo e envolverá também a construção de uma unidade de refinação, se for considerado satisfatório o volume de produção da matéria-prima, considerada uma das de maior potencial para produção de combustíveis “verdes”.

Está previsto que a plantação de jatrofa seja feita em duas modalidades: directamente pela Geogolfo, em superfícies cedidas pelo Estado, e também pelas próprias populações, com base em entendimentos com a empresa.

A Geocapital é actualmente dos investidores estrangeiros que demonstram maior interesse na Guiné-Bissau, onde no final do ano passado comprou 60 por cento do Banco da África Ocidental (BAO) aos portugueses do Montepio Geral e Banco Efisa.

Chegou também a acalentar projectos turísticos, nomeadamente um complexo hoteleiro com casino na ilha Caravela, arquipélago dos Bijagós, considerado Reserva Ecológica Biosférica pela UNESCO.

Na entrevista à agência noticiosa portuguesa, Ambrose So afirmou que o projecto dos biocombustíveis envolve a plantação de “dezenas de milhares” de quilómetros quadrados nos três países de língua portuguesa.

A produção deverá começar dentro de dois ou três anos, atingindo dentro de 10 a 15 anos 14 milhões de toneladas anuais, o equivalente a 10 por cento da produção mundial.

O projecto irá envolver parceiros que estão identificados e o financiamento será assegurado em regime de “project finance”.Baseada em Macau, a Geocapital tem vindo nos últimos anos a reforçar a sua presença nos países de língua portuguesa, notoriamente no sector financeiro.

Em Moçambique, onde já tinha tentado várias abordagens, anunciou que vai criar um banco de raiz, o Moza Banco, onde terá 49 por cento, cabendo os restantes 51 por cento a centena e meia de investidores, entre pessoas individuais e colectivas.Os planos para este país do Índico passam também por investimentos, através da subsidiária Mozacorp, na região do vale do Zambeze, considerada de grande potencial para projectos agrícolas, mineiros e hidroeléctricos.

Recentemente, a "newsletter" Africa Monitor noticiou que a Geocapital e a Sonangol chegaram a acordo para criar uma "holding" financeira denominada Geopactum, que tem por objectivo o investimento nos sectores financeiro, energético e geológico-mineiro em Angola.

Jorge Ferro Ribeiro afirma pretender nos biocombustíveis “projectos integrados, contemplando a existência de uma fileira industrial em cada um dos países, abastecida em matéria-prima por produção agrícola local que será assegurada conjuntamente pela Geocapital e, também, por grupos de agricultores independentes”.

Estes últimos “terão acesso a um quadro global de apoio financeiro e assistência técnica e tecnológica destinado a assegurar condições de produção quantitativa e qualitativa optimizadas, que possam dar o melhor aproveitamento útil às terras afectas ao projecto” disse à Lusa o empresário (Fonte: Macauhub, 2008-06-08).

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Grupo chinês vai investir US$ 40 bi em biocombustível na África


A Geocapital, empresa de Macau criada para desenvolver negócios em países de língua portuguesa, vai investir até US$ 40 bilhões na África, nos próximos dez anos, para produzir biocombustível em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, disse nesta sexta-feira à Agência Lusa um dos administradores da companhia, Ambrose So. A produção será iniciada em dois ou três anos e deve atingir a capacidade máxima (de 14 milhões de toneladas anuais) dentro de 10 a 15 anos, afirmou o responsável.

Ambrose So afirmou que a produção de biocombustível é "um projeto suficientemente grande e prioritário para a Geocapital" e a companhia tem planos de produção e comercialização em todos os países de língua portuguesa onde desenvolve atividades, inclusive no Brasil.

A empresa de Macau pretende produzir biocombustível na África tendo como matéria-prima o pinhão-manso, planta comum na África e na América, e, segundo alguns especialistas, um dos meios mais confiáveis e de melhor rendimento para a finalidade.

A Geocapital nasceu da parceria entre o magnata chinês Stanley Ho, ligado ao setor de cassinos de Macau, e o investidor português Jorge Ferro Ribeiro.


Retorno local

Ferro Ribeiro explicou que os estudos que antecedem o investimento na África prevêem a criação de "projetos integrados, contemplando a existência de uma cadeia industrial em cada um dos países, abastecida em matéria-prima por produção agrícola local".

Além da produção garantida pela própria Geocapital, a empresa também se valerá de agricultores independentes, que terão acesso a apoio financeiro, assistência técnica e tecnológica, para assegurar um melhor aproveitamento das terras, disse Ferro Ribeiro.

Além de assegurar que "nenhuma das terras ligadas ao projeto interfere na produção agrícola tradicional", o empreendedor defendeu que os projetos vão contribuir para o "aumento e a melhoria da qualidade de outras produções agrícolas para fins alimentares, através da ampliação do quadro de apoio financeiro, técnico e tecnológico a agricultores locais e a associações de agricultores independentes".


Emissões

Para Ferro Ribeiro, a fixação da empresa "terá como principais beneficiários as respectivas economias e as populações locais".

"Quer pelos impactos econômicos, quer pelos milhares de empregos diretos e indiretos gerados, os projetos serão uma importante contribuição para a melhoria da qualidade de vida nesses países", afirmou o empresário luso.

Ferro Ribeiro destacou ainda que o projeto é importante na redução das emissões de carbono, o que será "uma significativa ajuda para o esforço internacional de reequilíbrio e sustentabilidade ambiental" (Fonte: Folha Online/Lusa, 2008-06-06).

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Galp Energia compra Shell em Moçambique, Suazilândia e Gâmbia


A Galp Energia comprou o negócio de distribuição de produtos petrolíferos da Royal Dutch Shell em Moçambique, na Suazilândia e na Gâmbia por 55 milhões de dólares (35,6 milhões de euros), anunciou hoje a empresa em comunicado.

O negócio permitirá um aumento de 45 por cento nos volumes de vendas da distribuição de produtos petrolíferos e uma maior diversificação geográfica em África, com quotas de mercado que variam entre os 15 e os 40 por cento, refere a empresa.

Permitirá também desenvolver os negócios da Galp Energia nos eixos de Moçambique-Suazilândia e Cabo Verde-Guiné-Bissau-Gâmbia e possibilitar colaborações futuras na área dos biocombustíveis.

A Galp Energia refere que o seu foco regional em África inclui ainda uma terceira área que será desenvolvida a partir de Angola.

Segundo o administrador executivo da Galp Energia, Fernando Gomes, "esta aquisição representa uma oportunidade única para aumentar as nossas operações de distribuição de produtos petrolíferos na África Austral e Ocidental, permitindo-nos criar clusters regionais com base em países de língua oficial portuguesa, nos quais estamos já presentes".

A transacção deverá agora ser aprovada pelas autoridades competentes.

Actualmente, a Galp Energia está presente na actividade de distribuição de produtos petrolíferos em África, nomeadamente Angola, Cabo-Verde, Guiné-Bissau e Moçambique.

Em 2007, as vendas da actividade internacional cresceram 38 por cento, para os 369 mil metros cúbicos, nos segmentos de retalho, vendas grossistas, gás propano liquefeito (GPL) e lubrificantes (Fonte: RTP, 2008-05-06).

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Guiné-Bissau ainda mantém a esperança

Premier Oil prossegue exploração de petróleo apesar de novo desaire. O consórcio liderado pela petrolífera britânica Premier Oil vai prosseguir os trabalhos de exploração de petróleo na Guiné-Bissau, apesar de os dois primeiros furos se terem revelado "secos". A garantia foi hoje dada à Lusa em Lisboa pelo responsável da Premier Oil para a Guiné-Bissau, Stephen Want, que precisou que os trabalhos no segundo poço, “Eirozes 1”, iniciados em Abril, foram infrutíferos, não tendo sido descoberto petróleo com valor comercial. Want encontra-se em Lisboa com outros responsáveis do consórcio - que integra ainda a Sterling e a Occidental - e da petrolífera estatal guineense, Petroguin, para avaliar os mais recentes dados recolhidos no terreno. "Não como inicialmente, mas ainda acreditamos nas possibilidades [de existência de petróleo] na Guiné-Bissau", referiu o mesmo responsável, à margem da reunião, que no início dos trabalhos contou com a participação do ministro dos Petróleos da Guiné-Bissau, Soares Sambú. Em Abril, a Premier Oil abandonou e selou o primeiro furo efectuado na Guiné-Bissau, “Espinafre 1”, e deslocou a plataforma para o novo local. Depois de ter completado a aquisição de informação sísmica sobre o “offshore” guineense, a petrolífera retomou no final de 2006 os trabalhos de exploração no país, onde é concessionária dos campos Esperança e Sinapa, na sub-bacia Casamança-Bissau. Estes têm uma área total superior a 5.800 quilómetros quadrados, com profundidades entre 10 metros e 2.000 metros. A Premier, que tem as suas principais operações na Indonésia e Vietname, é ainda concessionária dos blocos 7B e 7C. A falta de resultados positivos contraria o optimismo dos responsáveis da Petroguin e do governo guineense, nomeadamente o ministro do Petróleo, que afirmou que "estão a ser negociadas" várias propostas de adjudicação directa submetidas por petrolíferas estrangeiras à Petroguin. "Temos vindo a ser abordados por diversas empresas estrangeiras [interessadas na exploração], num assédio quase diário", disse o ministro guineense. Soares Sambú sublinhou que os dados disponíveis dos diferentes trabalhos de exploração "indicam a existência de petróleo”, mas que “o problema é passar à fase de produção", dado que "até agora" ainda não foram encontradas reservas em quantidade e com a qualidade necessária. "Há indicações fortes de que o país pode dar petróleo. Onde, quando e como é que não se sabe", disse o ministro guineense. (Notícias Lusófonas)

domingo, 26 de agosto de 2007

Investidores em Guiné-Bissau reúnem-se em Lisboa

Empresas petrolíferas reúnem-se em Lisboa a 30 de Agosto. Quatro empresas de prospecção do petróleo no offshore da Guiné-Bissau reúnem-se em Lisboa no próximo dia 30 para preparar o orçamento de operações futuras de prospecção, disse hoje o director-geral da Petroguin. Leonardo Cardoso disse que a reunião servirá para juntar à mesma mesa as empresas Petroguin, da Guiné-Bissau, Premier Oil, da Grã-Bretanha, e as norte-americanas Oxidental Petroleum (Oxy) e Esterling, ambas sedeadas em Houston. Em conjunto, as quatro empresas detêm as licenças de prospecção dos blocos petrolíferos Esperança e Sinapa, situados no offshore guineense, estando em curso estudos para a recolha das amostras do petróleo. De acordo com Leonardo Cardoso, as amostras recolhidas até aqui indicam “boas perspectivas”, mas ainda não foi descoberto petróleo com valor comercial na Guiné-Bissau. A reunião de Lisboa, a primeira a ser realizada fora da Guiné-Bissau, destina-se a preparar o orçamento para as operações futuras e analisar os parâmetros técnicos dos trabalhos até aqui realizados no campo da prospecção, conduzida em conjunto pelas quatro empresas, disse o director-geral da Petroguin. No total, as autoridades da Guiné-Bissau já concederam autorização para a prospecção em quatro blocos petrolíferos: Esperança, Sinapa, Caúdo e Golfinho, estes dois últimos atribuídos ao consórcio Larsen Oil & Gaz e GB Oil & Gaz, sedeado no Dubai. Ainda segundo Leonardo Cardoso, estão em curso “negociações avançadas” entre a Petroguin, representante do Estado guineense, e algumas empresas estrangeiras, entre as quais a Sociedade Angolana de Hidrocarbonetos (SHA) para a concessão de mais licenças de exploração do petróleo. Além da SHA, as empresas Sphere Petroleum, da Austrália, e a Super Nova, da Holanda, também manifestaram interesse na compra de licenças de prospecção, indicou ainda Leonardo Cardoso. As empresas Svenska, da Suécia, e a israelita Delek manifestaram a intenção de adquirir parte das acções de licenças atribuídas aos consórcios que já estão no terreno, disse ainda o director-geral da Petroguin. Recentemente, a Guiné-Bissau assinou com a empresa norte-americana TerrAliance um acordo para a realização de estudos técnicos em cinco blocos petrolíferos, devendo os resultados ser conhecidos dentro de seis meses. Outro acordo do género foi estabelecido também entre a Petroguin e uma empresa norueguesa, a Nordic Oil, para a realização de estudos de delimitação de eventuais blocos no on-shore. Até ao momento, e contando com os trabalhos de prospecção realizados na época colonial, já foram feitas 18 perfurações petrolíferas, precisou Leonardo Cardoso, sublinhando o facto de em nenhuma delas ter sido encontrado petróleo com valor comercial “apesar de boas perspectivas”. (Noticias Lusófonas)

sábado, 6 de janeiro de 2007

Produção de petróleo na Guiné-Bissau ainda é uma promessa

Atualmente, ainda não existem reservas provadas ou produção de petróleo na Guiné-Bissau. O país está localizado em uma região da costa oeste africana ainda desprovida de importantes províncias produtoras, embora novas perspectivas estejam emergindo a partir da vizinha Mauritânia.

Em abril de 2004 foi anunciada a primeira descoberta de petróleo na Guiné-Bissau, como resultado da perfuração do prospecto Sinapa no Bloco 2, sendo ainda entretanto, muito cedo para se afirmar que a descoberta seja comercialmente viável. Essa descoberta comprovou o potencial petrolífero de reservatórios arenosos albianos da bacia e abriu perspectivas para esta área de fronteira. O prospecto Sinapa é uma estrutura dômica de origem salina com volumes in place estimados em 250 MMbo. O interesse na região aumentou consideravelmente após a descoberta de cerca de 500 milhões de barris de reservas recuperáveis de óleo equivalente efetuada em águas profundas da Mauritânia. Até o momento, nenhuma descoberta de petróleo foi desenvolvida na Guiné-Bissau, apesar da descoberta em 1967 dos depósitos do Domo de Flores, na Zona de Desenvolvimento Conjunto Senegal Guiné-Bissau.

Dentre os detentores de direitos de pesquisa estão cerca de meia dúzia de outras empresas ou agências de cooperação. Estão delineados em território Guinense 14 blocos marítimos e uma concessão em terra. Na zona de desenvolvimento Conjunto são 3 blocos todos mantidos sob contratos de exploração e explotação. Oito blocos estão livres e podem ser negociados diretamente com a estatal petrolífera Petroguin.