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domingo, 19 de setembro de 2010

Sinopec e Cnooc estão interessadas em ativos da OGX


Duas companhias de petróleo da China estão interessadas em comprar ativos da brasileira OGX, do empresário Eike Batista. Segundo fontes que acompanham as negociações, a transação pode alcançar US$ 7 bilhões.

As empresas interessadas são a China Petrochemical Corp. (Sinopec), que está sendo assessorada pelo Morgan Stanley, e a China National Offshore Oil Corp. (Cnooc), assistida pelo Bank of America Merrill Lynch.

Eike Batista já afirmou por diversas vezes neste ano que pretende vender entre 20% e 30% dos ativos da OGX, uma operação conhecida no mercado de petróleo como "farm out".

No dia 12 de agosto, o Conselho de Administração da OGX aprovou a cisão parcial da companhia, com a criação da OGX Campos, que terá participação de 30% nos blocos de exploração da empresa na Bacia de Campos.

A operação foi interpretada pelo mercado como preparativo para a futura venda da OGX Campos para empresas estrangeiras. A cisão ainda será submetida à aprovação de assembleia geral de acionista e da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Por volta de 15h40, as ações da OGX subiam 0,35%, para R$ 19,95.

(Fonte: O Globo/Globo, 2010-09-10).

domingo, 12 de setembro de 2010

Pré-sal deve ter recursos chineses e coreanos


Uma radiografia do perfil das empresas e de seus negócios estratégicos mostra que as estatais de petróleo da China e da Coreia do Sul deverão liderar os investimentos estrangeiros na exploração do pré-sal brasileiro.


As empresas estatais e as grandes companhias da Europa, como a britânica BP e anglo-holandesa Shell, são as que detêm capital suficiente para as demandas do pré-sal. No entanto, as companhias europeias estão hoje mais interessadas em explorar fontes não convencionais, como gás betuminoso ou areias de petróleo. Ou atravessam um momento turbulento - como é o caso da BP, ainda às voltas com as consequências do megavazamento de petróleo no Golfo do México.


Já as empresas estatais de petróleo investem prioritariamente em adquirir reservas que lhes garantam o abastecimento futuro. E esse é exatamente o perfil de empreendimento a ser oferecido no pré-sal brasileiro.


As análises e previsões foram feitas por um especialista em indústria do petróleo, o advogado Giovani Loss, que atua no escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga. 'O que é a mola propulsora dessas empresas não é só a lucratividade', afirmou.


'As estatais de países onde a produção interna já não supre a demanda, ou não vai suprir, estão mais dispostas a desembolsar dinheiro no curto prazo para garantir a segurança do suprimento energético no futuro.'



Vantagem diplomática.


No ano passado, as empresas estatais chinesas lideraram os investimentos em petróleo fora do próprio país, com um total de US$ 16 bilhões. As grandes empresas europeias ficaram em segundo lugar nesse ranking, com US$ 5,6 bilhões. Em seguida, vêm as coreanas, com US$ 5,25 bilhões.


'As chinesas são as que têm destaque internacional hoje', comentou o advogado. 'Elas fizeram 45% das grandes transações, que são as que interessam para o pré-sal.'
As estatais têm outra vantagem sobre as companhias privadas: a diplomática. 'Quando o governo brasileiro está lidando com a Sinopec (China Petroleum and Chemical Corporation), ele está necessariamente lidando também com o governo daquele país', explicou. 'Isso exerce um impacto no relacionamento.'


As estatais chinesas contam ainda com regras de repatriação de capital que lhes são favoráveis do ponto de vista de tributação. Isso é importante para a empresa estruturar suas operações e conseguir fôlego para fazer negócios que chegam à casa dos US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões, como será necessário no pré-sal.


Em países como os Estados Unidos, por exemplo, a repatriação de recursos é cara. 'Existem regras de imposto de renda sobre ganhos de capital muito pesadas. O sistema é desfavorável', disse Loss.


Não por acaso, a Sinopec já fechou um acordo com a Petrobrás, no qual as duas empresas se comprometem a atuar juntas em investimentos de interesse comum nas áreas de produção, exploração e refino de petróleo.


A estatal brasileira já havia feito, em maio do ano passado, um acerto com o Banco de Desenvolvimento da China (CDB, na sigla em inglês) envolvendo um empréstimo de US$ 10 bilhões.



Desfavorável.


De acordo com o advogado, o pré-sal brasileiro é no momento um investimento atraente para as companhias petrolíferas porque a maior parte das mais recentes descobertas de jazidas de petróleo se deu em águas profundas. A taxa de sucesso naquela área tem sido da ordem de 80%.


Além disso, a indústria de petróleo se encontra num bom momento, pois o barril está a US$ 75 e deverá chegar a US$ 85 no ano que vem. Apesar de ainda estar longe do pico de quase US$ 150 registrado em julho de 2008, esses são valores considerados 'confortáveis'.


No entanto, o Brasil não é bem avaliado pelos potenciais investidores no setor por causa da elevada carga tributária e, também, da instabilidade de regras. 'Acho que é uma reflexão que teremos de fazer, dado o interesse do governo - se é que há mesmo interesse - em atrair empresas estrangeiras para fazer investimentos no pré-sal', disse Loss.


Em termos de qualidade regulatória, por exemplo, o Brasil fica atrás de países como Egito, Angola, Moçambique e Suriname, de acordo com pesquisa elaborada pelo Instituto Fraser, do Canadá.


'A imagem do Brasil, nesse aspecto, pode se tornar ainda pior, dependendo de como forem tratadas as novas leis (o novo marco regulatório do petróleo)', observou Loss, que criticou o excesso de flexibilidade que as novas regras dão ao governo.


Além disso, o advogado lembra do risco jurídico da questão. 'Se isso for levado ao Supremo (Tribunal Federal) para uma discussão que levará longos anos, haverá desinteresse ou depreciação de investimentos na área do pré-sal.'


RAZÕES PARA...

China e Coreia serem parceiras da Petrobrás

1. A extração do petróleo do pré-sal exigirá investimentos pesados, e as estatais de petróleo com atuação internacional responderam por 50% dos negócios de mais de US$ 1 bilhão no ano passado.
2. Estatais chinesas investiram US$ 16 bilhões, as coreanas US$ 5,25 bilhões e as grandes europeias, US$ 5,6 bilhões em 2009.
3. Mais do que lucro, a prioridade das estatais é garantir reservas. O petróleo do pré-sal tem exatamente esse perfil de investimento. Já as grandes empresas estatais europeias preferem ativos não convencionais, como gás betuminoso e areias de petróleo.
4. Estatais têm vantagem diplomática sobre as empresas privadas. O governo brasileiro, ao lidar com uma estatal estrangeira, está se relacionando também com o governo daquele país.

(Fonte: MSN - Estadão, 2010-09-05).

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Petrobras e Sinopec devem assinar acordo para petróleo este mês


A Petrobras deve assinar em abril com a gigante chinesa Sinopec um acordo de cooperação que prevê o fornecimento de petróleo não refinado, afirmou um executivo da estatal asiática.

"As discussões estão caminhando para uma maior cooperação entre ambas as companhias... Um acordo será assinado em meados ou no final deste mês quando visitarmos o Brasil", disse o executivo nesta quinta-feira. "A Sinopec possui a responsabilidade de importar petróleo não refinado para a China, então acreditamos que o acordo deve incluir o fornecimento da commodity."

A visita planejada pela Sinopec ao Brasil deve acontecer antes da visita do presidente chinês, Hu Jintao, prevista para o final de abril, segundo o oficial. (Fonte: O Globo - Globo / Reuters / Brasil Online, 2010-04-01).

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

China quer depender menos de petróleo angolano


As petrolíferas chinesas continuam "famintas" por petróleo angolano, competindo mesmo entre si. Contudo, Pequim prepara-se para diminuir a dependência do "ouro negro" angolano, segundo um relatório divulgado nesta segunda-feira pela Chatham House.


"A China tem estado a modernizar as suas refinarias para reduzir as necessidades de petróleo da África. É de esperar que se torne menos dependente nos próximos anos", indica o relatório do centro de estudos estratégicos britânico.


De acordo com a Chatham House, a petrolífera Sinopec "continua faminta por novas aquisições em Angola", estando pré-qualificada para a próximo leilão de blocos petrolíferos (adiado devido à conjuntura depressiva do mercado), através da SIG e da SSI, um parceria com a estatal angolana Sonangol.


A recente aquisição da norte-americana Marathon Oil pela Sinopec de uma participação de 20% no Bloco 32 em Angola, negócio que contou com o interesse paralelo da também chinesa CNPC, demonstra uma nova tendência de disputa entre as petrolíferas de Pequim, defende.


"Pela primeira vez, as petrolíferas chinesas estão a concorrer abertamente entre elas por concessões angolanas", aponta o estudo.


O documento destaca também que são "altamente exagerados" os medos de que o setor petrolífero de Angola e Nigéria sejam apropriados por petrolíferas asiáticas, uma vez que são as grandes petrolíferas norte-americanas ou europeias que reclamam uma maioria das reservas.


"Nem Nigéria nem Angola encaixam no estereótipo dos frágeis estados africanos explorados implacavelmente por tigres asiáticos famintos de recursos", diz.



Abordagem


Os pesquisadores destacam ainda a abordagem mais pragmática da China em relação a Angola, em contraste com a de outros países asiáticos, sobretudo a Índia.


"Os laços entre negócios privados e estatais são um fator chave no sucesso das estratégias petrolíferas chinesas em Angola, face às de outros países asiáticos. As profundas relações políticas e empresariais entre China e Angola contrastam fortemente com a abordagem da Índia", frisa.


Angola é o maior fornecedor petrolífero africano da China - 599 milhões de barris em 2008, no valor de US$ 59,9 bilhões, segundo dados da Agência Internacional de Energia. Além disso, os empréstimos da China, que tem o petróleo como garantia, têm financiado a reconstrução do país africano.


A assistência chinesa permitiu o início de cerca de 120 projetos desde 2004, e até março deste ano o volume de ajuda financeira estava estimado em US$ 15 bilhões.


Atualmente, destaca o relatório, os empréstimos já não são exclusivamente garantidos por petróleo e o último empréstimo chinês ( de US$ 1 bilhão, em março) está direcionado para o desenvolvimento da agricultura (Fonte: TN Petróleo / Agência Lusa, 2009-08-10).

Companhias dos EUA exploram 50% do petróleo angolano


O petróleo está no centro das relações econômicas bilaterais entre Angola e os Estados Unidos, com duas petrolíferas norte-americanas operando poços que representam cerca de metade das exportações angolanas do combustível em estado bruto.

Segundo dados da Administração para a Informação Energética, organismo estatístico de Washington para o setor, o Bloco 15 (off-shore do Soyo), representa perto de 30% da produção angolana, e é operado pelo "gigante" norte-americano ExxonMobil, através da subsidiária Esso, com uma participação de 40% no consórcio.
Além dela, a Chevron opera o Bloco 0 (Cabinda), de onde sai aproximadamente 20% da produção angolana, tendo como parceiros a Sonangol, a TotalFinaElf e a ENI-Agip.
A Chevron ainda opera o Bloco 14, o primeiro de águas ultraprofundas a entrar em produção (105 mil barris em 2006).
O país tem ainda a também norte-americana Marathon, que recentemente chegou a acordo com duas petrolíferas chinesas - Sinopec e CNOOC - para vender, por US$ 1,2 bilhão, 20% da sua participação no Bloco 32, considerado "altamente promissor" nos trabalhos de prospecção já realizados.

De acordo com a Bloomberg, o negócio contava ainda com o interesse da indiana ONGC e da Petrobras.


China

Angola é o sexto maior fornecedor petrolífero dos Estados Unidos, sendo a venda da Marathon emblemática da sobreposição dos interesses norte-americanos com os da China.

O gigante asiático já tem em Angola o seu principal fornecedor petrolífero africano - 599 milhões de barris em 2008, no valor de US$ 59,9 bilhões, segundo dados da Agência Internacional de Energia.

"As exportações para os países asiáticos cresceram rapidamente nos últimos anos, particularmente para a China (...) A Sonangol e a Sinopec vão também estar atentas a futuras concessões, particularmente nos 23 blocos na Bacia do Kwanza e áreas abandonadas dos blocos 15, 17 e 18", diz a Administração para a Informação Energética norte-americana.

Juntos, Estados Unidos e China recebem atualmente 90% das exportações petrolíferas angolanas, que por sua vez contribuem com mais de 80% do PIB e 83% das receitas do Estado (2008) (Fonte TN Petróleo / Agência Lusa, 2009-08-06).

domingo, 31 de maio de 2009

Petrobras oferece parceria a chineses


A Petrobras ofereceu à chinesa Sinopec participação em duas áreas de concessões para exploração de petróleo na Bacia do Pará-Maranhão, considerada a nova fronteira exploratória brasileira. A oferta faz parte do memorando de entendimentos assinado pelas duas companhias na semana passada, em visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, e pode marcar a estreia dos chineses na exploração de petróleo no País.


Segundo a estatal petrolífera, porém, ainda não há definições sobre como e quando se dará a entrada da Sinopec nas concessões. O acordo anunciado entre os dois países garante à estatal brasileira um financiamento de US$ 10 bilhões do Banco de Desenvolvimento da China (CDB, na sigla em inglês) e um contrato de venda de petróleo para a China por dez anos. Em troca, garante 200 mil barris por dia ao mercado chinês e pode comprar equipamentos de fabricantes chineses.


A concessão de financiamento em troca de garantia de suprimento de petróleo é estratégia que vem sendo adotada pela China, hoje importadora de metade do óleo que consome. O país já se comprometeu a emprestar US$ 25 bilhões à Rússia e acenou com o abatimento de dívidas da Venezuela no CDB. Além disso, as empresas petrolíferas chinesas têm sido agressivas em leilões de áreas exploratórias realizados na África.


Segunda maior produtora de petróleo e maior refinadora chinesa, a Sinopec ainda não tem operações no segmento de exploração e produção de petróleo no País - apesar de contar com importante contrato com a Petrobras no segmento de dutos, para a construção de trechos do Gasoduto Sudeste-Nordeste (Gasene). A estatal informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que ainda não iniciou negociações para detalhar a entrada da empresa nas concessões do Pará-Maranhão (Fonte: Estadao / O Estado de S. Paulo, 2009-05-28).