Mostrando postagens com marcador ENI. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ENI. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Petrobrás planeja fazer mapeamento de reservas em Angola


A Petrobrás e a petroleira estatal angolana Sonangol planejam realizar um mapeamento das áreas de exploração de petróleo em Angola, antes de o governo realizar uma nova rodada de licitações, afirmou o jornal português Diário Económico.


"Nós estamos esperando a visita de uma delegação brasileira nos próximos dias para iniciar as conversações sobre a organização do programa", afirmou o ministro da Defesa Nacional de Angola, Cândido Van-Dúnem, à agência de notícias Lusa, segundo o jornal.


Em julho, a Petrobrás confirmou a descoberta de petróleo em Angola, num bloco operado pela italiana Eni. Segundo a estatal, avaliações iniciais indicaram a existência de pelo menos 500 milhões de barris de petróleo de alta qualidade ("in place").


O jornal também disse, sem citar fontes, que a petroleira portuguesa Galp Energia, parceira da Petrobrás no Brasil, disse ao governo angolano que está interessada em adquirir participações minoritárias nos blocos de petróleo que deverão ser licitados. A Galp disse que não comentaria o assunto.


A Angola está tentando atrair o interesse das companhias antes de adotar medidas concretas para conceder novas licenças de exploração de petróleo no país.


Dados geológicos indicaram que as bacias do Congo e de Kwanza, em Angola, têm características similares com as bacias offshore do Brasil, onde foram feitas as maiores descobertas de petróleo do mundo nos últimos anos, afirmou o Diário Económico.

(Fonte: Economia - Estadão / Agência Estado / Dow Jones, 2010-09-29).

domingo, 19 de setembro de 2010

A descoberta de petróleo em Moçambique


Após alcançar a estabilidade política, os adventos da paz se fazem sentir a todos os níveis na pátria de Samora Machel. Antiga colónia e província ultramarina de Portugal, Moçambique teve a sua independência a 25 de Junho de 1975. Faz parte da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral), da Commonwealth (Associação de Estados e de Territórios Autónomos com forte ligação ao Reino Unido tendo como elo de ligação a língua inglesa), da Organização da Conferência Islâmica e da ONU (Organização das Noções Unidas).

Após a assinatura do Acordo Geral de Paz em Roma, a 4 de Outubro de 1992, pelo então Presidente da República, Joaquim Chissano, e Afonso Dhlakama, presidente da RENAMO, e por representantes dos mediadores, a Comunidade de Santo Egídio, da Itália, acordo esse que pôs fim a 16 anos de guerra civil, Moçambique passou para uma fase de reconstrução nacional que previa a recuperação de tudo o que foi destruído pela guerra e de recuperação de empresas estratégicas. É neste processo que após várias negociações, a 31 de Outubro de 2006, o Estado português vendeu parte da participação de 82 por cento que detinha no consórcio da barragem de Cahora Bassa, ao Estado moçambicano, por 740 milhões de euros, ficando apenas com 15 por cento do capital. Os restantes 85 por cento passaram a caber ao Estado moçambicano, em troca de 950 milhões de dólares.

O acordo foi assinado entre o Primeiro-Ministro português, José Sócrates, e o Presidente moçambicano, Armando Guebuza, em Maputo. A última tranche do pagamento devido pelo Estado moçambicano só se realizou a 27 de Novembro de 2007, tendo a cerimónia de reversão do empreendimento para Moçambique sido realizada na vila do Songo, a 28 de Novembro de 2007. Este negócio permitiu aos moçambicanos recuperarem um dos seus maiores símbolos de orgulho nacional.

Para complementar os motivos de alegria, em entrevista ao Semanário Sol, a 17 de Agosto deste ano, a ministra dos Recursos Minerais de Moçambique, Esperança Bias, confirmou a notícia avançada pela ANADARKO Petroleum Corporation, uma companhia norte-americana com sede no Texas, que anunciou a descoberta de petróleo na Bacia do Rovuma, norte de Moçambique, não se sabendo ainda se em quantidades comercializáveis. A expectativa é de que os estudos complementares fiquem prontos ainda neste ano.

Segundo a governante, a presença de petróleo associada ao gás, naquela bacia, foi detectada a uma profundidade de 5100 metros. Esta é a primeira vez que se descobre petróleo offshore na África Oriental.

A notícia foi recebida com algumas reservas por alguns sectores da sociedade civil local. Para alguns especialistas, seria surpresa se a reserva não fosse economicamente viável. Há alguns anos já se tem a informação da presença de gás na região. Se os estudos continuaram, é porque a probabilidade de extracção comercial de petróleo é grande. Mas lembra-se que a vizinha África do Sul já passou pela decepção de encontrar petróleo e não conseguir explorá-lo. “Levar esse petróleo do mar para a terra requer investimentos extraordinários. Se o petróleo for pouco, não vale a pena”, explicou o engenheiro local Inácio Bento.

Segundo a agência Lusa, há quatro anos, a ANADARKO e as autoridades moçambicanas rubricaram um acordo para a abertura de seis furos na Bacia do Rovuma. O petróleo associado ao gás foi descoberto no terceiro furo denominado Ironclad, depois de, no segundo furo, designado Windjammer, aberto em Fevereiro último, a multinacional norte-americana ter anunciado a descoberta de gás em offshore, a uma profundidade de 3600 metros e 147 de espessura.

Para além da ANADARKO, existem mais três empresas a fazerem pesquisa e prospecção de hidrocarbonetos na bacia do Rovuma: a ENI da Itália, PETRONAS da Malásia e a STATOIL da Noruega. A ANADARKO Petroleum Corporation actua em Moçambique desde 2006 e já investiu 300 milhões de dólares nas operações de prospecção. No final do mes de Julho, a companhia anunciou outra descoberta de petróleo em África, nas águas profundas da costa do Ghana, na região de Owo, no Oceano Atlântico.

A Anadarko também faz estudos para localizar petróleo nas formações geológicas parecidas em outros pontos da costa, entre o Ghana, a Costa do Marfim, Serra Leoa e a Libéria. Os investimentos na prospecção de petróleo em Moçambique vão ultrapassar 550 milhões de euros até 2011, de acordo com as projecções apontadas nos contratos do Governo com as multinacionais petrolíferas, estima o Instituto Nacional do Petróleo.

As notícias são animadoras para o Governo moçambicano, que terá certamente o país na rota de grandes empresários interessados em investir em outros sectores da vida civil, como acontece com outros países exportadores de petróleo. É de salientar que já com alguma visão no futuro, o Governo moçambicano autorizou, a 2 de Outubro de 2007, a construção da primeira refinaria de petróleo em Moçambique, destinada a produzir 300 mil barris por dia. A construção teve início no ano de 2008.

Para além das mais recentes estimativas de petróleo, Moçambique possui das maiores reservas mundiais de gás natural. O gás natural moçambicano tem como principal destino o mercado sul-africano. Existe um gasoduto de 865 km que liga os campos de Temane e Pande a Secunda, que têm como missão primária fornecer 80 milhões de Giga Joules de gás natural que servirão para substituir o carvão como matéria-prima das indústrias químicas da SASOL em Sasolburg, para além de o suplementar na unidade de combustíveis sintéticos em Secunda.

O gasoduto é detido pela SASOL e pelos governos de Moçambique e África do Sul - serve igualmente mais de 600 consumidores industriais, nomeadamente siderurgias. É caso para se dizer que a CPLP ganha mais uma perspectiva de crescimento a nível dos recursos naturais o que, aliado à estabilidade política e boa governação das elites dos Estados membros, torna os mercados da mesma em palcos cada vez mais atractivos não só para investimento mas também para propostas de adesão.

(Fonte: Jornal de Angola-SAPO: António Luvualu de Carvalho, 2010-09-19).

segunda-feira, 30 de março de 2009

Governo angolano vai isentar de impostos empresas que explorem gás natural


O governo de Angola vai isentar de impostos as empresas que explorem gás natural e vai pressionar as empresas petrolíferas a contratarem mais trabalhadores angolanos, noticiou quarta-feira o Jornal de Angola.


Na terça-feira, o parlamento angolano aprovou uma autorização legislativa para que o governo aprove a isenção de impostos para as empresas que explorem gás natural, decisão que visa estimular o investimento no país que não dispõe de mercado doméstico para o gás.


No âmbito destas medidas, a Sonangás, subsidiária da estatal Sonangol, vai atribuir direitos de exploração durante 10 anos à ENI Angola Exploration BV, Gas Natural West Africa SL, Galp Exploração Petrolifera e Exem Energy BV.


O parlamento aprovou igualmente novas medidas destinadas a aumentar o número de trabalhadores angolanos no sector petrolífero, aprofundando a política de "angolanização" governamental.


As novas medidas obrigam as empresas petrolíferas a contribuirem para um fundo especial que será utilizado na formação e desenvolvimento de quadros angolanos não tendo o estatal Jornal de Angola anunciado qual o valor da contribuição (Fonte: Macauhub, 2009-03-26).

Futuro da Galp Energia passa por Angola diz empresário português Américo Amorim


O empresário português Américo Amorim considera que o futuro Galp Energia deve passar pela parceria entre os accionistas portugueses e a empresa angolana Sonangol, caso a italiana ENI decida sair.

O homem mais rico de Portugal, em entrevista, na sexta-feira, à agência Reuters, disse que o responsável máximo da ENI, Paolo Scaroni, já lhe disse, “várias vezes, que, não tendo a possibilidade de controlar a Galp, prefere sair”.

Américo Amorim, que já mostrara a disponibilidade em adquirir a posição de um terço do que a ENI tem na Galp, lembrou que o acordo entre a Amorim Energia, o Estado português e a empresa italiana é válido até 2014, mas frisou: “é óbvio que pode-nos convir alterá-lo e antecipá-lo”.

Embora não tenha feito referência directa à possível compra da posição da ENI, afirmou que “tudo é negociável “ e que “até 2014 são muitos anos para que nada aconteça”, lembrando que na Galp o” estado natural de desenvolvimento está feito”. O responsável máximo da ENI afirmou, no final de Outubro, que a empresa italiana está receptiva a ofertas em relação à posição que tem na Galp. “A Galp tem uma referência portuguesa, há uma relação fantástica com a Sonangol e Angola, e o Estado português também está no negócio. Acho que estamos no caminho que devemos prosseguir”, referiu o empresário. “Sempre disse que não estou disponível para abandonar o projecto Galp. Primeiro, tenho o Estado português e aquilo que subscrevi com ele. Segundo, sou português. Terceiro, tenho uma empresa responsável que é a Sonangol”, afirmou. Quanto ao possível aumento de capital da empresa para financiar a expansão, Amorim disse: “tenho uma abertura total, vivo tranquilo. Desde que estou na Galp nunca tive qualquer impedimento em relação a nenhuma solução e não quero manifestar, de uma forma ou de outra, a minha opinião”, concluiu (Fonte: Jornal de Angola, 2009-03).

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Moçambique assina novos contratos

Declared the bid winner in March 2006, Anadarko has now signed the Exploration and Production Concession Contract for the 10,683 sq km Offshore Area 1 with the Ministry of Mineral Resources. Offered as part of the country's second licensing round, the license is described by Bob Daniels, Anadarko senior vice president of exploration and production as "a ground-floor opportunity to explore the highly prospective Rovuma Basin, where only two wells have ever been drilled." The company holds the view that the basin is similar in nature to the proven world-class petroleum systems of the Niger Delta, Mahakam Delta and the Gulf of Mexico. The award carries a work obligation of an unspecified amount of both 2D and 3D seismic acquisition and the drilling of seven wells during the initial exploration period of five years. It is understood that seismic and well planning is in progress. At about the same time, Eni signed an EPCC for the 17,201 sq km Offshore Area 4 with the Ministry of Mineral Resources and ENH. Eni will operate the block with a 90% interest, ENH holding the balance as a carried partner. This tract, in which water depths range down to 2,000m, is the most northerly deepwater block in Mozambique and is contiguous with the maritime boundary with Tanzania. The award carries a work obligation of 2D and 3D seismic during the four-year initial exploration period. The second period of two years calls for the drilling of two wells while the third period of two years also carries a two-well obligation. (IHS Energy - 08/01/2007)