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domingo, 31 de maio de 2009

Lula e Chávez se reúnem em meio a impasses


O presidente venezuelano, Hugo Chávez, estará hoje em Salvador para outro de seus encontros trimestrais com o colega Luiz Inácio Lula da Silva. A ampliação de linhas de financiamento do BNDES à Venezuela será a novidade em meio a antigos impasses da agenda bilateral, como a entrada da Venezuela no Mercosul e a parceria entre Petrobras e PDVSA na refinaria de Pernambuco.


Com problemas de caixa por causa do baixo preço do petróleo, a Venezuela quer financiamento do BNDES para obras já em andamento tocadas por empresas brasileiras. A negociação mais avançada envolve o empréstimo de US$ 732 milhões para o metrô de Caracas, sob responsabilidade da Odebrecht. Para garantia dos eventuais empréstimos, Chávez oferece suas reservas de petróleo como uma das alternativas.


O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou ontem que o Brasil não teria problema em aceitar petróleo como garantia. Segundo ele, o Brasil já opera sistema similar com Angola "há anos".


Segundo Garcia, os presidentes também discutirão em Salvador o imbróglio envolvendo a refinaria Abreu e Lima (PE). O negócio previa 40% de participação da PDVSA, mas isso até hoje não se concretizou (Fonte: O Globo - Globo / Folha de S. Paulo, 2009-05-26).

Preço de petróleo venezuelano dificulta acordo entre Petrobras e PDVSA


O impasse em torno da parceria entre Petrobras e PDVSA para a construção da refinaria Abreu Lima se deu por causa de três problemas, ainda insolúveis: o preço do petróleo que o Brasil utilizará do vizinho, o custo preciso do investimento (inicialmente orçada em US$ 5 bilhões, a obra já estaria avaliada em mais de US$ 20 bilhões) e a utilização do produto que sairá da refinaria, revela reportagem de Chico de Gois, publicada na edição desta quarta-feira do Globo.


O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse na terça-feira que a dificuldade em relação ao preço está em chegar a uma fórmula para um produto que, segundo ele, ainda não tem valor estipulado pelo mercado internacional.


- Nossa visão é que esse petróleo tem de ser referendado a preço internacional. A discussão é como fixar esse preço - afirmou Gabrielli.

A PDVSA planeja comercializar toda produção da refinaria no Brasil, mas, segundo Gabrielli, há empecilhos legais para isso. Sobre a questão dos preços, o presidente Hugo Chávez repetiu que a PDVSA não pode conceder preço diferenciado ao Brasil:

Em abril, o Tribunal de Contas da União apontou novos indícios de fraude na construção da refinaria. Relatório indicava que o superfaturamento na obra já chega a R$ 94 milhões - aumento de quase 60% em relação ao excedente de R$ 59 milhões estimado em dezembro pelo tribunal.


A auditoria afirma ter havido execução de serviços que não estavam previstos no contrato, "com alteração substancial do projeto da obra". Em dezembro, o TCU apontara 12 indícios de irregularidades na primeira fase da obra e listara problemas como orçamento incompleto e falta de licença ambiental no momento da licitação (Fonte: O Globo - Globo, 2009-05-27).

sábado, 14 de março de 2009

Venezuela vai definir participação em refinaria em Pernambuco


A participação da petrolífera estatal venezuelana PDVSA na refinaria Abreu e Lima, no Complexo Portuário de Suape (PE), deve ser definida esta semana. De acordo com o ministro de Minas e Energia Edison Lobão, o ministro do Petróleo e presidente da PDVSA, Rafael Ramirez, vem a Brasília na quinta-feira (12) para tratar do assunto. Tomaremos uma decisão conjunta na quinta-feira, garantiu nesta terça-feira (10) Lobão, no Palácio do Planalto.


A parceria vem sendo negociada desde 2005 e o principal impasse refere-se intenção da petrolífera venezuelana de comercializar no Brasil sua parte da produção da refinaria, com autonomia na política de preços. Também não está definido ainda o contrato de compra e venda do petróleo venezuelano e brasileiro que abastecerá a refinaria não houve acordo quanto ao preço que será cobrado pela PDVSA.


O tema vem sendo tratado em nível presidencial. Em seus encontros trimestrais de trabalho, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez vêm tentando impulsionar a parceria entre as petrolíferas dos dois países. Em setembro passado, Petrobrás e PDVSA chegaram a concluir o Acordo de Acionistas, mas a assinatura do documento e o fechamento do negócio ainda dependem da definição das questões comerciais.


Enquanto a sociedade não se concretiza, a Petrobras vem tocando sozinha o projeto de cerca de US$ 4,05 bilhões, com previsão de início das operações no segundo semestre de 2010. A partir de 2011, operando em carga plena, a Refinaria Abreu e Lima terá capacidade de processamento de 200 mil barris de petróleo pesado por dia 100 mil do campo de Carabobo 1, e outros 100 mil de Marlim Sul, na Bacia de Campos.


A produção cerca de 70% diesel - se destinará basicamente aos mercados do Norte e Nordeste: norte de Alagoas, Paraíba, interior de Pernambuco, norte da Bahia e, por navio, Ceará, Pará e Maranhão, podendo chegar ao Centro-Oeste por São Luís (MA) (Fonte: UOL / AE, 2009-03-10).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Acordo com PDVSA esbarra em preço e modelo de venda, diz Petrobras


O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou que a estatal não pretende fechar acordo com a venezuelana PDVSA para a construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, caso a empresa do país vizinho não mude os objetivos em relação à comercialização da produção e ao preço do petróleo que será comprado pela refinaria. "Queremos fechar acordo, mas tem que ser um acordo viável. Hoje, com a posição em relação ao petróleo e à comercialização, não é viável o acordo", frisou Costa, que apresentou os dados do plano de investimentos 2009-2013 relativos à área de Abastecimento.


Atualmente, as duas empresas já chegaram a um consenso em relação à minuta do acordo de acionistas, mas esbarraram nas exigências da empresa venezuelana. O objetivo da Petrobras é ficar com 60% da refinaria, abrindo os outros 40% para a PDVSA. Costa reafirmou que as obras da refinaria continuarão - atualmente estão na fase da terraplanagem - mesmo sem o acordo fechado.


De acordo com o executivo, a PDVSA pretende comercializar sozinha os 40% dos produtos a que terá direito. O objetivo da Petrobras é fazer a comercialização nos moldes do que acontece na refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul, em que a Petrobras tem 70% de participação, com 30% da espanhola Repsol. Neste modelo, a própria refinaria vende a totalidade da sua produção aos clientes.


Costa explicou que a retirada de 40% da produção de Abreu e Lima pela PDVSA para venda na Região Nordeste pode causar problemas para pequenas empresas da região. "Caso a PDVSA se recuse a vender para uma determinada empresa pequena, a Petrobras, com os 60% restantes, não será capaz de atender a todo o Nordeste. E essa empresa pequena poderá quebrar. Não é isso que a Petrobras deseja", ressaltou o diretor.


Outro obstáculo às negociações é a definição do preço do petróleo que será comprado pela refinaria. No caso do óleo que será vendido pela Petrobras, a conta será baseada no preço do barril do petróleo tipo Brent, mais um deságio, uma vez que o insumo da estatal brasileira é mais barato que o Brent. Costa explicou que a PDVSA, além do preço do Brent e do deságio, quer incluir na conta um multiplicador, "certamente maior que 1", o que tornaria mais difícil prever o preço a ser pago pela refinaria.


O diretor confirmou que o ministro de Minas e Energia da Venezuela e presidente da PDVSA, Rafael Ramírez, virá ao Brasil este mês para tentar solucionar a questão. Costa evitou, no entanto, dar um limite para as negociações. "Só digo que, sem resolver esses dois impasses, não há acordo", garantiu.


O diretor também confirmou que vai licitar novamente os quatro lotes que haviam sido levados a mercado no ano passado para os equipamentos da refinaria de Abreu e Lima. Segundo Costa, os preços das unidades de craquemento, coqueamento, hidrotratamento e integração ficaram acima do teto que a Petrobras admite pagar (Fonte: O Globo / Valor Online, 2009-02-12).

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Brasil fecha mercado para estatal venezuelana


O Governo do Brasil não vai deixar a estatal de petróleo venezuelana PDVSA entrar no mercado de distribuição de combustíveis na Região Nordeste do país, como é intenção da companhia. Nesta sexta-feira, o Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, deixou clara essa posição brasileira, argumentando que se a PDVSA entrasse na venda de combustíveis, principalmente de óleo diesel, acabaria com o mercado de distribuição no Nordeste.


Com essa posição do Brasil ficará difícil a PDVSA se associar com a Petrobras na construção da refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, como estava sendo negociado entre os dois países e as duas empresas há três anos. O ministro Edison Lobão disse, no Rio de Janeiro, que o governo brasileiro não vai aceitar a intenção da PDVSA de vender a sua parcela de combustíveis na região Nordeste do Brasil. Segundo ministro, se a PDVSA vender óleo diesel como pretende, destruiria totalmente o mercado brasileiro de distribuição de combustíveis no Nordeste, pois eles venderiam a preços muito baixos.


"A Venezuela quer levar o diesel para vender para onde quiser, para a própria Venezuela ou outros países, ou então vender no Brasil diretamente. E nós não aceitamos essa venda lá no Pernambuco e no Nordeste, porque será uma competição que vai fechar muitas distribuidoras. Vai quebrar nossas distribuidoras porque vão vender a preços de banana" - destacou o ministro.

A Petrobras e a PDVSA discutem a sociedade na refinaria já há três anos, pela qual a Petrobras ficaria com 60% do negócio e a PDVSA com os outros 40%. A refinaria Abreu Lima terá capacidade para processar 300 mil barris por dia de petróleo pesado, dos quais metade serão da produção nacional da Petrobras e a outra metade viria da Venezuela. Outro ponto polêmico em discussão é em relação aos preços de venda do petróleo da PDVSA para a refinaria. A estatal venezuelana quer fixar preços para o petróleo bem acima das cotações internacionais.


O ministro Edison Lobão disse que a decisão final sobre a participação ou não da PDVSA na refinara de Pernambuco será definida em reunião no próximo dia 17 de fevereiro.


"A PDVSA ainda não entrou no projeto da refinaria. Só tem acordo de intenções assinado. Ainda não se fez um acordo definitivo, o que deve ocorrer no dia 17 de fevereiro, (quando) vamos fechar o acordo ou não fechar mais" - concluiu o ministro (Fonte: Jornal Dia Dia, 2009-02-01).

segunda-feira, 31 de março de 2008

Petrobras continuará parceria em Carabobo


O presidente Hugo Chávez disse nesta quinta-feira (27) que a PDVSA (petrolífera estatal venezuelana) quer a parceria da Petrobras na exploração e produção de petróleo na Faixa do Orinoco, na Venezuela. Segundo ele, a PDVSA já atua na região com países como Rússia, França, Noruega, Itália e Cuba, entre outros.


A participação brasileira vem sendo negociada pela Petrobras e pela PDVSA de forma casada ao acordo de associação da Refinaria Abreu e Lima, no Complexo Aeroportuário de Suape. Nesta quarta-feira (26), após assinatura de acordo definindo as bases de uma futura parceria na refinaria pernambucana, a Petrobras divulgou nota informando que continua realizando estudos técnicos referentes à exploração do Campo de Carabobo 1, na Faixa do Orinoco, mas que limitará sua participação acionária a 10% --a proposta anterior era de 40%.


Embora mais uma vez os contratos de parceria tenham sido adiados, Hugo Chávez disse que brasileiros e venezuelanos deveriam ter orgulho do acordo de associação firmado entre as petrolíferas. "A relação entre Brasil e Venezuela passou a um novo nível de concreção", avaliou, em declaração à imprensa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, novamente mencionando projetos semelhantes já firmados com outros países, como Cuba e Nicarágua, entre outros.
"É uma visão estratégica", justificou. E mencionou o potencial energético da região: "A maior reserva do mundo de petróleo está na América do Sul, além de uma das maiores de gás e de recursos hídricos" (Fonte: Folha Online, 2008-03-28).

sábado, 22 de setembro de 2007

Brasil e Venezuela decidem retomar Gasoduto do Sul

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Venezuela, Hugo Chávez, decidiram na quinta-feira retomar diversos projetos bilaterais e regionais, como o Gasoduto do Sul, que consideraram "estratégico" para a região. Os presidentes estiveram reunidos em Manaus (AM) por mais de três horas na tarde de ontem. Os presidentes anunciaram ainda que assinarão, no mês de dezembro, um acordo entre as petrolíferas estatais Petrobras (Brasil) e PDVSA (Venezuela) para criar sociedades conjuntas. Lula se mostrou bastante otimista com a proposta das empresas mistas. O contrato será assinado quando o presidente brasileiro for a Caracas, no final do ano. "Nós mostraremos que é possível resolver os problemas energéticos da América do Sul. Não somos ricos, mas somos ousados", disparou Lula. Sobre o gasoduto, a Petrobras estava receosa quanto à capacidade dos recursos venezuelanos para atender à região. Mas a PDVSA se comprometeu em aprofundar estudos e compartilhar informações que comprovam que a Venezuela tem potencial petrolífero para tornar o projeto viável. "Nós, os dois países, vamos contratar uma empresa de engenharia que possa oferecer subsídios técnicos para obra", explicou Chávez. Lula fez questão de desmentir qualquer animosidade entre as duas partes. "Hoje é um dia muito importante para o aperfeiçoamento das relações entre Brasil e Venezuela. Não há intriga nem boato capaz de prejudicar nossa aproximação. Nossa união pode ajudar toda a América Latina", comentou Lula. Lula e Chávez pretendem se encontrar a cada três meses. Empresários e executivos dos dois países também farão intercâmbios constantes. Chávez disse à imprensa que ratifica o interesse venezuelano de entrar no Mercosul. O presidente Lula disse que fará de tudo para que isso aconteça. "Esperamos que Chávez possa fazer a próxima visita ao Brasil já como membro do Mercosul", disse. (Invertia)

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Petrobras e PDVSA discordam sobre gás na Venezuela

A Petrobras e a PDVSA, estatal petrolífera da Venezuela, não chegaram ainda a um acordo em relação ao desenvolvimento da produção de gás natural no campo de Mariscal Sucre, na área marítima naquele país. O diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, explicou, nesta segunda-feira, que não se chegou ainda a um acordo em relação a várias questões, como investimentos, nível de produção e venda do gás.
Segundo Cerveró, a Petrobras entende que o ideal seria produzir Gás Natural Liquefeito (GNL) para exportação, enquanto que a PDVSA pretende fornecer o produto para o mercado interno. Apesar de não se referir ao fato, é certo, segundo fontes, que como a Venezuela subsidia os combustíveis no mercado interno, certamente o negócio não está se apresentando rentável para a Petrobras, caso o gás fosse destinado apenas para o país.
O projeto Mariscal Sucre prevê investimentos entre US$ 2,5 bilhões a US$ 3 bilhões e uma produção da ordem de 18 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural. Segundo Cerveró, o projeto inicial previa o início de produção a partir de 2010, que ele acha não será possível. - Até o momento, não chegamos a um entendimento. Temos visões diferentes em relação ao uso do gás, por exemplo - disse Cerveró.
A PDVSA ainda está avaliando os termos de acionistas nas duas empresas que serão criadas em associação coma Petrobras, uma para a construção da refinaria Abreu Lima em Pernambuco e outra para o desenvolvimento da produção de óleo pesado do campo de Carabobo, na Venezuela. Está previsto que, no Brasil, a PDVSA participará da refinaria com 40% e a Petrobras com 60%. Por sua vez, na Venezuela, a Petrobras ficariam com 40% do campo de Carabobo. Deiante da demora na decisão da PDVSA a Petrobras resolveu inciiar sozinha a construção da refinaria de Pernambuco. (O Globo)

sábado, 8 de setembro de 2007

Nova refinaria em Pernambuco até 2010

O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, garantiu que a Refinaria de Petróleo Abreu e Lima estará concluída no fim de 2010, independentemente da participação da estatal petrolífera venezuelana PDVSA. 'Pretendemos manter a parceria, mas, enquanto avançamos nas negociações, não podemos parar', disse, na cerimônia de início das obras de terraplenagem, ao lado do presidente Luis Inácio Lula da Silva, em Ipojuca, no litoral sul de Pernambuco. 'Em 2010 não vamos produzir plenamente, mas esperamos começar a produção ', disse Gabrielli.Segundo a Petrobrás, a PDVSA não deu retorno à proposta jurídica de como funcionaria a parceria, encaminhada pela empresa brasileira. A pedra fundamental da refinaria foi lançada em 16 de dezembro de 2005, pelos presidentes Hugo Chávez e Lula. Há um mês, em Buenos Aires, Chávez disse sentir vergonha porque as obras ainda não haviam começado. O governo brasileiro diz que tudo está dentro do cronograma.A refinaria terá investimento US$ 4 bilhões e capacidade para processar 200 mil barris de petróleo por dia. Será a primeira do Brasil a processar 100% de petróleo pesado. A produção de diesel será o principal foco e atenderá principalmente à demanda do Nordeste. A área da refinaria é de 630 hectares, no Complexo Industrial e Portuário de Suape. As obras de terraplenagem devem se estender por 18 meses.Para Gabrielli, a refinaria, que considera 'um desafio gigantesco', terá papel fundamental na estruturação da economia e no desenvolvimento do Nordeste. (Jornal do Comércio)

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Nova refinaria no Brasil com ou sem a Venezuela

Se as negociações com a PDVSA, estatal petrolífera da Venezuela, não avançarem, a Petrobras ameaça construir sozinha a refinaria de Pernambuco, um investimento de US$ 4,5 bilhões. A informação foi dada, nesta segunda-feira, pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, a uma platéia de empresários, durante apresentação do Plano de Negócios da Petrobras 2020, na Federação das Indústrias do Estado do Rio de janeiro (Firjan).Gabirelli explicou que as negociações estão em andamento entre as duas empresas para a realização, em conjunto, da refinaria de Pernambuco, no Brasil, e do desenvolvimento da produção de petróleo do campo de Carabobo, na Venezuela. Apesar de garantir que as negociações estão em andamento e que a expectativa é de que se chegue a um bom termo, Gabrielli deixou claro que, no caso de uma eventual desistência da Venezuela, a Petrobras não abrirá mão do projeto no Brasil.- Nós achamos importante a associação com eles, mas estamos dispostos a fazer a refinaria sozinhos. A refinaria é muito importante para o mercado nordestino brasileiro. A expansão desempenha um papel importante no mercado de refino e estamos dispostos a fazer com eles. Se não conseguirmos, vamos fazer sozinhos. Não precisamos de dinheiro, nós queremos ter acesso ao óleo venezuelano - destacou GabrielliO presidente da Petrobras explicou que pelo acordo está previsto uma relação simétrica, entre as condições de exploração no campo de Carabobo com as condições da refinaria no Brasil. Pelo acordo, a PDVSA terá uma participação de 40% na refinaria e a Petrobras 60%. No campo de Carabobo, os percentuais seriam ao contrário, com a PDVSA ficando com 60% e a Petrobras, com 40%.A Petrobras estã tão disposta a construir a refinaria, seja com a PDVSA ou não, que no próximo dia 4 de setembro vai iniciar o trabalho de terraplanagem no local. Segundo Gabrielli, o objetivo é que, já em fins de 2010, a refinaria entre em operação. A refinaria prevê refinar 200 mil barris diários de petróleo pesado, dos quais a metade viria da Veneuela e a outra do Brasil. (Gas Brasil)

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Acordo Petrobras PDVSA avança rapidamente

O acordo entre a Petrobras e a estatal venezuelana PDVSA para a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, "caminha a passos largos", disse nesta segunda-feira, 14, o diretor de Abastecimento e Refino da estatal, Paulo Roberto Costa, ao ser indagado por jornalistas sobre a possibilidade de desistência da PDVSA no negócio.Segundo ele, o acordo que prevê a parceria entre as duas empresas está atrelado à entrada em produção do campo de Orinoco, na Venezuela, no qual a Petrobras teria participação de 40%. Em relação inversamente proporcional, no caso da refinaria em Pernambuco, seria a PDVSA quem ficaria com 40%.O impasse principal para a assinatura do contrato diz respeito ao valor das reservas do Orinoco e o bônus que caberá à Petrobras por participar da exploração das reservas locais. O óleo naquela região é ultra pesado e exigirá até mesmo um processamento de pré-refino, antes de chegar a uma refinaria convencional. Estima-se que o investimento nessa unidade seria de US$ 1 bilhão.Recentemente, o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, comentou em entrevista que também falta definir qual será o destino do óleo produzido na região, já que a estatal quer ser remunerada por sua parte no negócio pelos preços internacionais e a Venezuela quer garantir a produção para consumo local, onde subsidia o óleo para a população.Segundo Costa, a Petrobras está tocando adiante o processo burocrático para a instalação da refinaria, independentemente do fechamento do acordo com a Venezuela. No próximo dia 23 de maio, por exemplo, a estatal realiza audiência pública para obtenção de licenciamento ambiental para a instalação da unidade.JapãoSobre os planos para a aquisição de uma refinaria no Japão, Costa afirmou que as negociações estão "complexas", disse Costa. "Temos tudo para fechar o negócio, mas existem alguns detalhes complexos que ainda emperram", disse, sem querer detalhar quais seriam os pontos principais que geram impasse na negociação. A Petrobras está de olho numa refinaria de propriedade conjunta da Exxon (85%) e da Sumitomo (15%), localizada no sul da ilha de Okinawa, com capacidade de 100 mil barris por dia. Os investimentos, segundo expectativa do mercado, devem ficar em torno de US$ 1 bilhão."Estamos olhando todas as oportunidades do mercado. O nosso objetivo principal é processar no exterior petróleo produzido pela Petrobras. Não necessariamente temos que ter produção local onde tivermos a refinaria", disse Costa.Exportação EUACosta informou ainda que a Petrobras exportou sua primeira carga de álcool para os Estados Unidos na semana passada. Segundo ele, foram enviados 12 milhões de litros para uma trading norte-americana. "O volume ainda é muito insignificante, perto dos cerca dos 2,8 bilhões que o Brasil exportou no ano passado, dos quais 1 bilhão só para os Estados Unidos, mas temos perspectivas de muitos negócios com entre a Petrobras e o mercado americano", disse. Ele admitiu, inclusive, que a estatal já estuda a aquisição de tanques de armazenagem de álcool em território americano.De acordo com Costa, a estatal também deve embarcar nos próximos dias uma carga de 20 milhões de litros de álcool para a Nigéria, repetindo o que já fez no ano passado. Outra perspectiva de contrato é com a Venezuela. No ano passado, explicou o diretor, a Petrobras embarcou para o país vizinho um total de 150 milhões de litros negociados no mercado spot. Mas nas próximas semanas, pretende fechar um contrato fixo para a exportação de 20 milhões de litros mensais por um período de um ano, prorrogável por mais um ano.No total, a Petrobras quer exportar em 2007 um volume de 850 milhões de litros, que deverão chegar a até 3,5 bilhões em 2011, quando já estiver valendo a parceria com a Mitsui para embarque do combustível para o Japão. ÁlcoolSegundo Costa, o acordo com a Mitsui está sendo finalizado e ainda depende de regulamentação da legislação japonesa para adição de álcool à gasolina. Além disso, explicou, a Petrobras quer colocar o combustível proveniente da cana-de-açúcar nas usinas térmicas japonesas.Para isso, pretende iniciar em agosto testes locais na Usina Termelétrica Barbosa Lima Sobrinho, no Rio, com a utilização desse combustível. "Seria uma alternativa altamente viável para substituir o gás natural ou mesmo o óleo combustível numa emergência no Brasil", sinalizou. Segundo ele, o álcool "tem se demonstrado competitivo nessa forma de geração de energia", mas um maior nível de detalhamento técnico só será possível com os testes na usina.Costa também informou que estão avançando as negociações da Petrobras com grupos interessados em investir em novas usinas de produção de álcool no País. A Petrobras, em parceria com a Mitsui, tem interesse em participar com no máximo 20% do capital acionário de cerca de 40 novos empreendimentos nessa área, que estarão localizados entre os Estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins."A idéia é assinar contratos e tocar as obras para que em 2009 já esteja sendo produzido o álcool a ser exportado para o Japão", afirmou o diretor, que participou hoje da assinatura de convênio entre a Petrobras e o Senai para a capacitação de três mil profissionais que vão atuar no complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). (Agência Estado)

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Construção do gasoduto Venezuela-Brasil pode começar em 2009

Meeting in Rio de Janeiro, Brazilian President Luis Inacio Lula da Silva and his Venezuelan counterpart, Hugo Chavez, signed an accord that foresees construction beginning in 2009 on the first leg of what is intended to be a continent-spanning pipeline to carry natural gas from Venezuela to the Southern Cone. The declaration represents the first concrete step toward realizing Chavez's proposal for a 12,515-km (7,776-mile) conduit to transport Venezuela's abundant gas to Brazil, Argentina, Uruguay and Paraguay, at an estimated cost of $ 23 bn. Chavez, who champions South American integration, and his host agreed to authorize engineering studies on the proposed first leg of the pipeline. The initial portion would run from the gas fields in Mariscal Sucre, Venezuela, to a processing facility that the respective state-owned oil companies -- Brazil's Petrobras and Venezuela's PdVSA -- plan to build near the Brazilian city of Recife. But Petrobras CEO Jose Sergio Gabrielli said that the pipeline would include spurs to every state capital in Brazil's underdeveloped north and northeast. "The declaration indicates that there's already significant definition about the economic viability of the project, demand and the proven reserves of gas," said PdVSA boss and Venezuelan Energy Minister Rafael Ramirez. Besides the joint presidential declaration on the pipeline, Petrobras and PdVSA signed a letter of intent to develop joint oil and gas projects in the respective nations. The documents were inked after a meeting among Lula, Chavez, Gabrielli and Ramirez on the sidelines of the Mercosur trade summit in Rio de Janeiro. Officials from both governments told that they expected work to begin on the first leg of the pipeline in 2009. Prior to the announcements, Chavez said earlier that his country could provide all the natural gas Brazil needs. "We have already made quite a bit of progress on the issue of the gas and bringing it from the coast of Venezuela to Brazil, and we will reviewthe issue again with the presidents of Petrobras and of PdVSA," he told. "Brazil does not have to worry because all the gas it needs is in Venezuela and we can send it to the north and northeast (of Brazil)," Chavez said. The Brazilian government has been discussing several projects to guarantee the supply of natural gas in the future, since consumption of the fuel has been surging in South America's largest economy and domestic production has not kept pace. Domestic demand for natural gas is expected to reach 121 mm cmpd in 2011, substantially above the current level of 45.5 mm cmpd, according to Petrobras estimates. Brazil currently imports 26 mm cmpd from Bolivia, or a bit more than half of its needs, but this high level of dependence on one supplier has even been questioned by Lula, especially since La Paz began insisting on a price increase. Regarding future supply, up to 30 mm cmpd will be imported from Bolivia and 71 mm cmpd will be produced by Petrobras in Brazil, requiring 20 mm cmpd from other sources to meet demand in the market. Venezuela, the world's No. 5 oil exporter, has the eighth-largest gas reserves in the world and the largest in South America at 150 tcf. Recent studies, in fact, have shown that the country's reserves could be even more extensive. The South American country may have another 196 tcf of gas that, if confirmed, would give it the world's third-largest reserves, trailing only Russia and Iran, according to estimates. Chavez said the energy integration projects being discussed by his country and Brazil, in addition to the pipeline project, included collaboration between Petrobras and PdVSA on oil drilling in Venezuela's Orinoco Belt. (EFE News Services)

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Petrobras já se adequou às novas regras na Venezuela

O anúncio feito nesta quarta-feira, pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de que seu governo vai assumir o controle do setor de gás não altera em nada as atividades da Petrobras naquele país. A informação foi divulgada nesta data pela estatal, por meio de uma nota. A Petrobras produz cerca de 16 mil barris diários de petróleo e 2,1 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural nos chamados campos maduros "on shore", terrestres. Segundo a compania, desde o início do ano passado, seus contratos já foram adequados à nova legislação. A produção nos campos maduros é feita por empresas mistas, nas quais a PDVSA (estatal venezuelana de petróleo) tem 60% e a Petrobras 40%, dentro da novas normas criadas no ano passado. Segundo a Petrobras, não existe qualquer sinalização do governo de que haverá mudanças. Ao contrário, a Petrobras segue negociando com a PDVSA a atuação em novos campos maduros para produzir dentro dessa modalidade. A Petrobras informou ainda que recentemente adquiriu dois blocos "off-shore", no mar, onde pretende iniciar a fase exploratória. Eles deverão entrar em produção daqui a alguns anos. A Petrobras está negociando, também com a PDVSA, o projeto de Mariscal Sucre que envolve produção de gás em grande quantidade, mas também somente iniciará a produção daqui a alguns anos. Segundo a estatal brasileira, todos esses projetos estão já dentro das novas regulamentações implantadas pelo governo Venezuelano e portanto não se espera nenhum problema. (Jornal O Globo)