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domingo, 27 de janeiro de 2013

Rodada de licitação de petróleo terá 289 blocos

O secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Almeida, disse ontem que a 11ª rodada de licitação de blocos exploratórios de petróleo e gás contará com o total de 155 mil quilômetros quadrados (km2), com 289 blocos. Segundo ele, o acréscimo de áreas ocorreu a pedido da presidente Dilma Rousseff. A rodada, marcada para os dias 14 e 15 de maio, passará a contar com mais 117 blocos, além dos 172 já anunciados no início do mês. Parte dos novos blocos virá, segundo Almeida, da 8ª rodada, que foi cancelada. A decisão ainda passará pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que se reunirá até 10 de fevereiro.

Almeida informou que a primeira rodada de licitação de blocos exploratórios na região das reservas de pré-sal, sob o novo regime de partilha, está prevista para ocorrer nos dias 28 e 29 de novembro. Segundo ele, os detalhes dessa licitação ainda serão definidos e passarão pela aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Ele disse ainda que a rodada para áreas com potencial de exploração de gás não convencional está prevista para os dias 11 e 12 de dezembro.

Ontem, a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, informou que ainda não está definido se o gigantesco campo de Libra, no pré-sal da bacia de Santos, será oferecido no primeiro leilão de áreas para exploração no regime de partilha de produção. O que está decidido é que o pré-sal terá mais de uma área em oferta no dias 28 e 29 de novembro.

Segundo Helder Queiroz, diretor da ANP responsável pela definição dos blocos que serão oferecidos, a agência já tem pronto cerca de 90% do modelo de contrato de partilha, que terá a Petrobras sempre como operadora, com participação mínima de 30%. Entre os blocos que foram adicionados à 11ª rodada, seis estão em águas profundas da bacia do Espírito Santo e 36 estão na bacia Tucano Sul.


(Fonte: Valor Econômico/Rafael Bitencourt e Cláudia Schüffner | De Brasília e do Rio citado por Revista Portos e Navios, 2013-01-24).

ANP divulga pré-edital da 11ª rodada de licitações de petróleo e gás

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou na tarde desta quinta-feira (24) em sua página da internet o pré-edital e a minuta do contrato de concessão da 11ª rodada de licitações para exploração de petróleo e gás. O pré-edital foi publicado nesta quinta no Diário Oficial da União.

Segundo a minuta do pré-edital, a licitação visa a conceder contratos de concessão para exploração e produção de petróleo e gás natural em 172 blocos com risco exploratório, localizados em 17 setores de nove bacias sedimentares brasileiras: Barreirinhas, Ceará, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Parnaíba, Potiguar, Recôncavo e Sergipe-Alagoas.

Segundo o pré-edital serão ofertados blocos em bacias de novas fronteiras tecnológicas para atrair investimentos para regiões ainda pouco conhecidas geologicamente; e blocos em bacias maduras, visando a oferecer oportunidades e aumentar a participação de empresas de pequeno e médio porte na exploração e produção de petróleo e gás natural em bacias densamente exploradas, permitindo a continuidade das atividades nas regiões onde têm grande papel socioeconômico.

A minuta do contrato faz parte do pré-edital, que ficará em consulta pública pelo prazo de dez dias contatos a partir de sexta-feira (25). A audiência pública da rodada será no dia 19 de fevereiro, no auditório da Escola Superior de Guerra, no Rio de Janeiro, a partir das 9h, informou a ANP.

Na quarta-feira (23), o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antonio Martins Almeida, disse que o governo espera arrecadar até R$ 10 bilhões com a 11ª rodada.

No dia 17, a diretora da agência, Magda Chambriard, confirmou a realização de uma rodada de leilões para exploração de gás em terra em 2013. Segundo disse, as reservas brasileiras de xisto são importantes demais para serem desprezadas. Magda disse que a realização do leilão foi um pedido da presidente Dilma Rousseff. A executiva também falou sobre a mistura de etanol na gasolina. Segundo reiteirou Magda, o aumento de percentual, dos atuais 20% para 25%, poderá acontecer em abril.

(Fonte: Globo G1, 2013-01-24).

domingo, 12 de setembro de 2010

Pré-sal: governo fará primeiro leilão no início de 2011


O governo federal pretende realizar no início do próximo ano o primeiro leilão de um bloco no pré-sal, sob o novo regime de partilha da produção. A previsão foi feita pelo diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, que destacou que a ideia é oferecer no leilão a área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, mostra reportagem de Ramona Ordoñez, publicada pelo GLOBO neste domingo.


Libra está localizada a 35 quilômetros da área de Franco, que teve parte das reservas (três bilhões de barris) cedida para a exploração pela Petrobras no regime de cessão onerosa. Em Libra, a ANP está atualmente perfurando um poço, que deverá ser concluído até o próximo mês, para delimitar suas reservas.


Na entrevista ao GLOBO, Haroldo Lima disse que, por uma questão estratégica, a área de Libra não fez parte das reservas de petróleo concedidas à Petrobras para a exploração pela cessão onerosa (cinco bilhões de barris). Isso porque Libra, segundo o executivo, deverá ser o maior campo já descoberto no país, superando as reservas de Tupi (estimadas em até oito bilhões de barris) e de Franco (estimadas em 5,4 bilhões). Lima não quis fazer previsões, mas técnicos da própria ANP admitem que Libra deverá ter, no mínimo, sete bilhões de barris de petróleo em reservas.


O executivo confirmou que a ANP se prepara para realizar o primeiro leilão do pré-sal com a oferta da área de Libra no início do próximo ano. A documentação sobre o leilão de Libra já está praticamente pronta para ser encaminhada para a aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em novembro. Mas isso só será possível, segundo Lima, se a candidata do PT, Dilma Rousseff, vencer as eleições presidenciais já no primeiro turno. Dessa forma, em novembro, o Congresso poderia aprovar a nova regulamentação que cria o sistema de partilha, permitindo a realização do leilão nos primeiros meses de 2011.

(Fonte: O Globo - Globo, 2010-09-04).

quarta-feira, 29 de julho de 2009

ANP: 6 empresas desistem de blocos adquiridos em leilão


Pelo menos seis empresas desistiram de assinar os contratos para explorar áreas de petróleo e gás natural arrematadas no último leilão da Agência Nacional do Petróleo (ANP), realizado no fim do ano passado. No total, 17 companhias haviam arrematados áreas no leilão.


A Petrobras havia assinado em abril deste ano os contratos para a concessão de 27 blocos que arrematou sozinha ou em parceria. Mas no fim de junho, ficaram de fora da assinatura dos contratos as empresas Alvorada Petróleo, Silver Marlim, Synergy Group, Severo Villares Projetos e Construções, Nord Oil & Gas e o consórcio formado entre a STR Projetos e a Agemo. Estas empresas haviam arrematado 14 blocos na 10ª Rodada da ANP. As empresas terão de arcar com o prejuízo de R$ 50 mil por bloco que desistiram. A desistência das companhias foi confirmada na reunião da comissão de licitação realizada na última sexta-feira (dia 3).


Fecharam contrato com o órgão regulador o consórcio formado pelas empresas Comp (30%), Sipet (10%), Orteng (11%), Cenug (24,5%) e Codemig (24,5%); além das empresas Integral de Servicios Tecnicos e a Shell.


De acordo com a decisão da ANP, serão chamados os segundos colocados no leilão para os blocos que tiveram mais de uma oferta. Os demais voltam para a ANP (Fonte: Estadão / Agência Estado, 2009-07-08).

domingo, 31 de maio de 2009

Petrobras estuda fazer mais leilões para reduzir estoques de petróleo


A Petrobras admitiu hoje uma queda na demanda de gás natural e anunciou que fará dois ou três leilões além dos cinco previstos para este ano para reduzir os estoques do combustível.


"Hoje, temos 20 milhões de metros cúbicos de gás e não temos o que fazer com ele", disse a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, na abertura da Gas Summit Latin America 2009, que reúne, a partir de hoje, em São Paulo, empresários e representantes do setor.


A queda da demanda é decorrência da substituição do produto por outros combustíveis no setor automotivo, como o etanol, com preços quase similares aos do gás natural, explicou Foster.


Nos três leilões eletrônicos realizados para entregas de gás nos meses de maio, junho e julho, a Petrobras vendeu 5,1 milhões de metros cúbicos, mas o excedente persiste.


Foster informou que o mercado não térmico, formado pelos setores industrial, de automóveis, residencial e comercial, demandou 31,9 milhões de metros cúbicos de gás por dia no acumulado de maio, inferior aos 38,3 milhões do mesmo mês de 2008.


A previsão para este ano é de uma demanda de 7,7 milhões de metros cúbicos por dia, quase a metade dos 14,5 milhões de metros cúbicos registrados em 2008.


Na Gas Summit Latin America 2009, que termina amanhã, participam representantes da companhia colombiana Promigas, da estatal peruana Perupetro, do Instituto Argentino de Energia (IAE), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), da Corporação Andina de Fomento (CAF) e da americana Shell.

Além disso, enviaram representantes a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e da Organização Latino-Americana de Energia (Olade), entre outros organismos (Fonte: G1 - Globo / EFE, 2009-05-26).

Marco regulatório do petróleo será enviado a Lula em 15 dias


O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse hoje que as propostas para o novo marco regulatório do setor de petróleo deverão ser entregues ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em até 15 dias. "Esperamos que o Congresso aprove as mudanças na lei este ano ainda", afirmou o ministro, que trabalha para voltar a leiloar as áreas do pré-sal já no final do ano que vem.


Segundo ele, a proposta escolhida pelo presidente deverá ser levada ao Congresso em julho. "Seis meses são suficientes para que o Congresso discuta o tema", afirmou Lobão, que não vê problemas em discutir o tema em meio à CPI da Petrobras. "É um assunto do interesse de todos os brasileiros", disse.


Segundo ele, a comissão interministerial vai apresentar uma série de alternativas para avaliação do presidente, indicando uma proposta preferencial. Lobão não quis adiantar qual seria o modelo de preferência da comissão, mas voltou a defender a criação de uma estatal, com a adoção do modelo de partilha de produção. Nesse modelo, explicou, a nova estatal realizaria leilões para escolher parceiros para investir em áreas do pré-sal.


Como contrapartida, ficaria com parte da receita obtida pela venda do petróleo. Lobão disse que, atualmente, a maioria dos membros da comissão aceita a proposta de criação da estatal. "A esta altura, apenas a Petrobras tem restrições a esta posição", afirmou. De todo modo, disse o ministro, a comissão interministerial estuda maneiras de não prejudicar a Petrobras, caso a empresa seja derrotada nos leilões pelo pré-sal. "Não queremos reduzir a posição da Petrobras.


"Ele acredita ainda que todos os interessados em explorar as áreas vão buscar a companhia como parceira, uma vez que a Petrobras detém a tecnologia e o conhecimento necessários para atuar no pré-sal. Se criada, disse Lobão, a nova estatal terá um limite reduzido de número de funcionários, que seriam contratados por concurso público. Caso a mudança no modelo seja aprovada ainda este ano, Lobão disse que a proposta de novos leilões será levada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que tem a atribuição de aprovar a realização de licitações e pedir à Agência Nacional do Petróleo (ANP) que prepare sugestões de áreas a serem leiloadas (Fonte: Estadao, 2009-05-29).

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Lobão descarta regulamentação do pré-sal em 1º de maio


O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, descartou a possibilidade de o marco regulatório da exploração de petróleo na camada do pré-sal ser anunciado já em primeiro de maio, como esperava. "Infelizmente eu posso dizer para vocês que nós não teremos esta regulamentação no dia primeiro de maio. Até lá não será possível realizar aquela reunião final que teríamos que realizar, do ponto de vista do Ministério de Minas e Energia. Este é um trabalho concluído, mas temos que discutir com seriedade, com prudência, com cuidado e no dia primeiro de maio nós iremos a Tupi. O presidente (Luiz Inácio Lula da Silva) já marcou, vamos retirar o primeiro petróleo do pré sal", declarou Lobão, sem querer atribuir responsabilidades pelo atraso.

"Ninguém está emperrando, a não ser o fato de muitas vezes nós não termos conseguido reunir todos os ministros que compõem a comissão interministerial. Daí porque nós não fizemos essa reunião", declarou Lobão, que não quis sinalizar também qual é o modelo de exploração de sua preferência.

O ministro assegurou que o governo não vai realizar nenhum novo leilão na região do pré sal, antes da definição do novo modelo de regulação (Fonte: Estadão, 2009-04-16).

sábado, 4 de abril de 2009

MME confirma 11a rodada da ANP em 2009, mas sem pré-sal


O ministro interino de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, afirmou que o governo realizará a 11a rodada de licitações de áreas de petróleo e gás em 2009, mas possivelmente sem incluir blocos da camada pré-sal, como ocorreu com a 10a rodada no ano passado.


Zimmermann lembrou que as áreas do pré-sal só poderão ser leiloadas após a definição do novo marco regulatório para o setor, que ainda está sob análise e discussão dentro do governo. "Pela lógica você deve caminhar para áreas fora, já temos muitas concessões na área do pré-sal", afirmou o ministro, referindo-se a vários blocos na promissora camada que já foram licitados em rodadas anteriores da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).


Segundo Zimmermann, a 10a rodada de petróleo surpreendeu o governo por ter registrado o maior percentual de blocos adquiridos em relação aos ofertados na história dos leilões da ANP, apesar de só possuir blocos em terra.


Ele explicou que desconhece o cronograma das reuniões sobre o marco do pré-sal e que o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, está neste momento na Espanha conversando sobre energia eólica, cujo primeiro leilão no Brasil ocorrerá este ano. "De repente o ministro chega da Espanha e bate martelo (sobre o marco), aí tem o processo legislativo de mudar o marco regulatório...", observou, referindo-se à comissão liderada por Lobão que vem formulando propostas a serem levadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para mudanças na Lei do Petróleo.


O governo brasileiro realiza leilões de áreas petrolíferas desde 1999 e pela primeira vez, no ano passado, não incluiu áreas marítimas para exploração.


A decisão visou elevar a arrecadação do governo nos leilões após a descoberta em 2007 de volumes gigantescos de petróleo na região do pré-sal, uma faixa em águas ultraprofundas que se estende do Espírito Santo a Santa Catarina e pode conter bilhões de barris de óleo equivalente (Fonte: Abril, 2009-04-02).

segunda-feira, 9 de março de 2009

Biodiesel: produtores pedem a ministério a exigência imediata do b5


A União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio) está reivindicando à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e biocombustíveis (ANP) e ao Ministério de Minas e Energia que a adição obrigatória de biodiesel ao diesel derivado de petróleo passe de 3% (B3) para 4% (B4) ou, até mesmo, para 5% (B5), imediatamente. A intenção é que a mudança já houvesse ocorrido antes do leilão realizado pela agência reguladora na última sexta-feira.

O argumento dos produtores de biodiesel é que as usinas estão com capacidade instalada ociosa. Pelas contas da Ubrabio, a demanda atual é de 1,3 bilhão de litros por ano, para uma capacidade de 3 bilhões de litros por ano.

Uma prova desse fato seria o resultado do leilão. Foram comercializados 315 milhões de litros, embora os produtores tivessem disponíveis 800 milhões de litros.

Para cada 1% de biodiesel adicionado ao diesel mineral, a demanda do mercado aumenta em 450 milhões de litros por ano, segundo os produtores.

Considerando os atuais 1,3 bilhão de litros por ano, com a adição de 5%, seriam comercializados anualmente 2,1 bilhões de litros, de acordo com a Ubrabio.O diretor-executivo da associação, Sérgio Beltrão, lança mão ainda de outro argumento de peso em um período de crise. "A medida ajudaria as usinas a gerar emprego. Qualquer alteração incrementa a atividade." Segundo ele, as dificuldades em adquirir insumo ou de logística de entrega às distribuidoras já foram solucionadas e não seriam empecilho. Beltrão defendeu que uma parcela da soja exportada in natura seja destinada à produção de biodiesel, pois,em sua opinião, somaria valor ao grão. As informações partem da Agência Leia (Fonte: Último Segundo, 2009-03-03).

quarta-feira, 4 de março de 2009

Leilão de biodiesel da ANP tem deságio de 8,72%


o 13o leilão de biodiesel do governo brasileiro, realizado na sexta-feira, atingiu deságio de 8,72 por cento e vendeu os 315 milhões de litros ofertados.

A Petrobras comprou 93,85 por cento do total e a refinaria Alberto Pasqualini, também da estatal, o restante.

O preço médio do litro do biocombustível ficou em 2,15 reais.

O volume negociado tem por objetivo atender à adição obrogratória de 3 por cento de biodiesel a todo diesel consumido no país.

Em novembro, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou leilão de 330 milhões de litros de biodiesel com deságio médio de 0,59 por cento no primeiro lote (2,385,93 reais o litro) e de 0,41 por cento no segundo (2,390,18 reais o litro) (Fonte: Abril / Reuters, 2009-02-28).

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Brasil: A Política do Petróleo


O governo deixou para 2009 a definição do marco regulatório de exploração do petróleo na camada pré-sal, segundo o jornal Valor (10/7). Terá de decidir se cria uma nova estatal ou se adota regras novas apenas para a camada pré-sal. Como a decisão é essencial para os investimentos nos novos campos, os grupos privados terão de adiar seus planos até que o presidente Lula saiba se a Petrobrás descobriu ''vários lagos ou um mar contínuo de petróleo'', como se referiu às descobertas.

A ação do Planalto deverá interromper a disputa pública entre a Petrobrás e o Ministério de Minas e Energia sobre o modelo regulatório. O embate indica a falta de uma política de governo para a exploração e produção de hidrocarbonetos na área mais promissora da plataforma continental.

O ministro Edison Lobão defendeu a criação da nova estatal para o petróleo. O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, por sua vez, propôs um sistema misto, com a adoção do regime de partilha da produção para os campos da camada pré-sal, considerados de baixo risco, aplicando-se aos demais os mecanismos de concessão em vigor.

Sem pôr em dúvida o potencial das novas fronteiras petrolíferas, o ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobrás Wagner Freire prevê que poderá transcorrer uma década até a comercialização da produção. ''Os concessionários nem sequer declararam a comercialidade (ou seja, a viabilidade de exploração) dessas descobertas e é preciso perfurar mais para fazer uma avaliação mais precisa e saber exatamente a dimensão dos campos'', disse ele à jornalista Míriam Leitão, da Globo News e do jornal O Globo. ''Não há um mar de petróleo de Santa Catarina ao Espírito Santo'', completou Freire.

O governo Lula age contraditoriamente. Até a semana passada, fazia planos para gastar um dinheiro que só estará disponível dentro de alguns anos. Agora, decidiu protelar a definição do marco regulatório. Mas contradições caracterizam o jeito lulista de governar. Há dois anos, o governo comemorava a auto-suficiência em petróleo - agora desmentida até por um dos principais quadros oficiais, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, em entrevista ao Estado. Indagado se o País deixará de ser auto-suficiente em 2008, Tolmasquim afirmou: ''Este ano, sim. Tudo depende do crescimento da demanda, mas pode ser que o Brasil feche o ano como importador líquido.''

Como notou o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro Helder Queiroz, citado por Míriam Leitão em sua coluna (5/7), a falta de uma política bem definida para o petróleo contrasta com o ambiente favorável que prevaleceu desde a abertura do setor, em 1997, e que permitiu atrair dezenas de investidores, entre eles as maiores companhias do mundo, nas rodadas da Agência Nacional do Petróleo (ANP). E, sem uma política consistente, será difícil atrair novos investidores agora.

Mesmo a necessidade de alterar a Lei do Petróleo para adotar o modelo misto de exploração é contestada por Wagner Freire. Segundo ele, o aumento da participação estatal na exploração de petróleo pode ser definido por decreto. Quanto à criação de uma nova companhia estatal, o ex-diretor da Petrobrás teme que isto poderia até afetar negativamente a produção.

A confusão nas esferas federais não se limita à questão do marco regulatório. A ANP anunciou que, no primeiro quadrimestre, o Brasil importou, em média, 647 mil barris de petróleo por dia e exportou 461 mil barris, mas a informação foi desmentida pelo diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa.

O que a Petrobrás não pode negar é o atraso no cumprimento das metas de produção de petróleo e na entrada em funcionamento das plataformas submarinas. Segundo Freire, o Campo de Roncador, o maior na área da Bacia de Campos, poderia estar produzindo 500 mil barris/dia, mas produz apenas 180 mil barris/dia porque ainda se discute onde será instalada a segunda plataforma encomendada pela Petrobrás.

Num momento de turbulências no mercado do petróleo, o Brasil poderia atrair investidores privados para arcar com parte dos enormes custos de exploração da plataforma continental, definindo logo o marco regulatório. Ao adiar a decisão, o governo perde tempo precioso (Fonte: Estadão, 2008-07-13).

Lobão pedirá à ANP retomada do 8o leilão de blocos de petróleo


O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que vai encaminhar no mês que vem uma recomendação à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para que retome a oitava rodada e realize, ainda este ano, a 10a licitação de blocos de exploração de petróleo e gás natural. "Mês que vem encaminharei uma portaria à ANP recomendando a oitava rodada e outros leilões no território de fora do pré-sal", disse Lobão em entrevista a jornalistas na sede do Operador Nacional do Sistema (ONS), menos de um mês depois de ter afirmado que nenhuma das duas seria realizada [ID:nN16469423].

A oitava rodada foi paralisada em 2006 pela Justiça, que acatou ações de investidores que não aceitaram a mudança promovida pela ANP limitando o número de áreas que poderiam ser compradas por cada empresa.

Na oitava rodada, realizada antes da descoberta de petróleo na área do cobiçado pré-sal, havia a previsão de serem leiloados dez blocos dessa região, que se estende por 800 quilômetros nas águas ultra-profundas do Espírito Santo à Santa Catarina abaixo de uma grossa camada de sal, onde a Petrobras estima ter reservatórios com grande potencial de hidrocarbonetos.

A Justiça já revogou a liminar que suspendeu a oitava rodada e a ANP voltou atrás na mudança que levou à suspensão do leilão.
Depois da oitava rodada, o governo ainda realizou com sucesso a nona licitação, em 2007. No entanto, segundo o ministro, se for realizada, a décima rodada, esta não incluiria blocos da camada pré-sal. "Vamos promover leilões para o território e para as franjas do pré-sal. No pré-sal, só depois do marco regulatório", completou Lobão, que acredita que ainda haverá tempo hábil para a ANP retomar a oitava rodada e realizar a décima neste ano. "Ainda dá tempo, se não der, faz o edital neste ano e realiza no início de 2009", disse.
No entanto, integrantes do próprio governo admitem que um leilão de blocos que não inclua o pré-sal, como sugeriu o ministro, pode não ter interessados. [ID:nN09353716]
O ministro defendeu também que a atualização do marco regulatório inclua mudanças no sistema de pagamento de royalties. "Essa riqueza pertence a todo o povo, não pode ficar circunscrita a alguns Estados ou municípios. Não queremos prejudicar Rio, Espírito Santo, Rio Grande do Norte ou outros Estados mexendo na configuração da cobrança e na distribuição dos royalties", disse (Fonte: O Globo, 2008-07-10).

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Índia participará do próximo leilão de blocos petrolíferos em Angola

A Índia vai apostar no próximo leilão de blocos de exploração petrolífera em Angola, previsto para este ano, para reforçar o abastecimento da matéria-prima energética, conforme garantiu o ministro indiano do Petróleo, Murli Deora. "Angola é o próximo país em que nos vamos concentrar", para obtenção de fontes seguras de abastecimento de petróleo, afirmou Deora em declarações à imprensa indiana.

Nos últimos anos, as empresas petrolíferas indianas terão perdido para as chinesas contratos de exploração petrolífera em diversos países produtores, avaliados em perto de 10 mil milhões de dólares, mas o governante afirma ter tirado as necessárias ilações. "Perdemos porque a nossa oferta não era suficientemente boa. E aprendemos com esta situação", afirma o ministro da Índia, país que é o terceiro maior consumidor mundial de petróleo.
O prazo para entrega de propostas para a nova ronda de licitação de blocos petrolíferos em Angola foi inicialmente definido para 13 de Março, mas no início do mês as autoridades angolanas resolveram adiá-lo "sine die" A concurso estarão blocos terrestres em Cabinda (Bloco Centro) e Kwanza (KON11 e KON12) e ainda um de águas rasas (Bloco 9).


A concessionária estatal Sonangol receberá também propostas para três blocos de águas profundas (19, 20 e 21) e outros tantos de águas ultra-profundas (46, 47 e 48). A produção petrolífera interna da Índia está em curva descendente, cerca de 30 anos depois do início da extracção nos principais blocos, e a procura tem vindo a crescer continuamente, levando o país a tentar assegurar fornecimento em países como a Nigéria, Sudão e o Cazaquistão.


As estimativas internas indicam que o consumo deverá crescer perto de 62 por cento nos próximos cinco anos, para o equivalente a 4,8 milhões de barris diários. Em Novembro, a Índia organizou uma conferência com países africanos sobre petróleo, em que o governo se manifestou disponível para apoiar a construção de refinarias e oleodutos, tal como a China tem vindo a fazer (Fonte: Jornal de Angola).