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quarta-feira, 15 de julho de 2009

São Tomé e Príncipe aprova nova lei do petróleo

O parlamento são-tomense aprovou, sexta-feira (3), a Lei-quadro das Operações Petrolíferas e a Lei de Tributação do Petróleo, dois diplomas que o executivo aguardava para relançar a licitação dos blocos de petróleo na Zona Económica Exclusiva (ZEE) do arquipélago.

A aprovação desses dois diplomas não foi antecedida de qualquer discussão. O processo de votação decorreu sem qualquer dificuldade, tendo os deputados aprovado os diplomas por unanimidade.

De acordo com o regimento da Assembleia Nacional são-tomense, dentro dos próximos cinco dias úteis, as leis aprovada hoje pelo parlamento serão enviadas para a promulgação do Presidente da República que, por seu lado, terá um período de 30 dias para os promulgar.

O projecto de Lei-quadro de Operação Petrolíferas foi introduzido há pouco mais de seis meses na Assembleia Nacional pelo governo do primeiro-ministro Rafael Branco e já tinha sido aprovado na generalidade pela Quarta Comissão do parlamento são-tomense.

A sua aprovação e posterior promulgação pelo Presidente da República vai possibilitar ao governo efectuar negociações directas, sob determinadas condições, no quadro das actividades petrolíferas, na zona económica exclusiva do arquipélago.

O director da Agência Nacional de Petróleo considerou esta lei como "completamente nova, diferente", mas que "também obriga a realização de concursos públicos", apesar de abrir possibilidades para "em casos especiais haver negociações directas".

"O governo pode iniciar as negociações directas com a pessoa proponente, se no prazo de 15 dias contados a partir da data do referido anúncio, nenhuma outra pessoa declarar interesse na área referida", diz o diploma que vai esta sexta-feira para aprovação final global da Assembleia Nacional (Fonte: Africa 21 Digital, 2009-07-04).

sábado, 8 de março de 2008

Governo são-tomense retira do Parlamento proposta de alteração de lei sobre petróleo e sociedade civil aplaude


A coligação internacional sediada em Londres "Publiquem o que Pagam" (PWYP, na sigla em inglês) e os seus parceiros da sociedade civil de São Tomé e Príncipe saudaram a decisão do Governo das ilhas de retirar do Parlamento a proposta de alteração da Lei Quadro das Receitas Petrolíferas, soube- se sexta-feira de fonte associativa.

A PWYP, a ONG são-tomense WEBETO e a Federação das Organizações não Governamentais de São Tomé e Príncipe (FONG) afirmam que alterar a lei nos moldes propostos enfraqueceria a transparência no sector petrolífero das ilhas e acreditam que a sua retirada do Parlamento "salvaguarda a reputação internacional e os interesses económicos e de desenvolvimento" do país.

A proposta do anterior Governo liderado pelo primeiro-ministro Tomé Vera Cruz, na altura apoiada pelo chefe de Estado Fradique de Menezes, previa a realização de concurso público como condição prévia para a adjudicação de blocos petrolíferos e a introdução de dois novos mecanismos no diploma legal a serem utilizados na Zona Económica Exclusiva (ZEE) do arquipélago, cuja licitação deverá acontecer no segundo semestre deste ano.

Além do leilão, e caso a proposta fosse aprovada pelo Parlamento, a lei passaria a consagrar regimes de "negociação directa para a fase de pesquisa" e de "dispensa excepcional e pontual de concurso público para pesquisa e produção".

Em carta enviada ao novo primeiro-ministro, Patrice Trovoada, ao seu ministro dos Petróleos e com cópias aos outros órgãos de soberania, as organizações dizem não ser contra uma possível alteração da lei petrolífera, precisando que querem apenas que uma pretensão destas não seja feita "nos termos da anterior proposta" e que se leve em conta as preocupações de todas as partes interessadas.

Na carta, a que a PANA teve acesso, elas apelam para a operacionalização urgente da Comissão de Fiscalização do Petróelo, até ao momento inoperante embora consagrada em lei desde 2004, pois acreditam que este seria um passo fundamental para introduzir maior transparência no sector (Fonte: Panapress, 2008-03-07).