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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Indústria ligada a setor de petróleo precisa investir US$ 5 bilhões


O diretor de Planejamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), João Carlos Ferraz, afirmou que a indústria nacional de bens e serviços para o setor de petróleo e gás precisará de investimentos de US$ 5 bilhões até 2011 para fazer frente à expansão esperada do setor.


Ferraz afirmou que a demanda aumentará em todos os segmentos da indústria fornecedora, principalmente nas atividades mais ligadas à exploração de petróleo em águas profundas, como tubos e equipamentos de automação.


O diretor afirmou que a crise financeira não teve efeitos sobre este setor no Brasil. "Dado o cenário de baixo crescimento da economia esta é uma ilha na qual deveríamos concentrar muita atenção como sustentáculo do crescimento", afirmou Ferraz, que participou do 21º Fórum Nacional promovido pelo Instituto Nacional Altos Estudos.


Ferraz afirmou que o Brasil representa entre 20% e 25% da demanda mundial prevista para o setor de petróleo nos próximos anos e exemplificou a necessidade de crescimento na capacidade dos estaleiros nacionais para atender às demandas da Petrobras.


Segundo ele, os estaleiros nacionais precisam resolver problemas logísticos que não existem em seus pares sul-coreanos. O diretor ressaltou que a área de todos os estaleiros brasileiros corresponde a 3,5 milhões de metros quadrados, o que equivale, a apenas um estaleiro sul-coreano.


A despeito da diferença de escala, Ferraz destacou que os investimentos que serão feitos pela Petrobras impressionam. Segundo ele, a apresentação dos investimentos da estatal para empresários sul-coreanos provocou alterações nas cotações das ações nos estaleiros asiáticos, tal a grandeza da demanda da companhia brasileira para os próximos anos. "Nunca estivemos tão bem na foto como estamos agora", afirmou (Fonte: O Globo - Globo / Valor Online, 2009-05-20).

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Acções da Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos já admitidas na Bolsa


As acções da Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH) alienadas em Oferta Pública de Venda foram já admitidas à cotação na Bolsa de Valores de Moçambique, disse terça-feira à macauhub em Maputo Jussub Normamad, presidente da bolsa.


A Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos alienou em bolsa 593.412 acções de valor nominal unitário de 100 meticais ou 10 por cento do seu capital numa operação destinada a cidadãos nacionais ou a sociedades comerciais com um mínimo de 60 por cento de capital nacional.


Os 10 por cento do capital da CMH sairam da participação de 80 por cento detida pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos sendo que os restantes 20 por cento de capital continuam a ser detidos pelo Estado moçambicano.


A procura tanto por parte de pessoas singulares como de pessoas colectivas foi mais de duas vezes superior à oferta tendo cada acção sido colocada em Oferta Pública de Venda ao preço unitário de 275 meticais.


A CMH, criada a 26 de Outubro de 2000, é uma empresa subsidiária da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos e tem como seu principal objecto de actividade o desenvolvimento de operações na área de petróleo e gás natural dos campos de gás de Pande e Temane (Fonte: Macauhub, 2009-04-15).

sexta-feira, 13 de março de 2009

Investidor recebe com frieza os resultados da Petrobras


Logo depois de anunciar um lucro anual recorde de R$ 33 bilhões, a Petrobras não teve um grande desempenho das suas ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). As ações preferenciais subiram apenas 0,11%, enquanto as ordinárias (com direito a voto) apresentaram valorização de 0,25%. No ano, as ações preferenciais têm alta de 12,47%, mas nos últimos 12 meses a perda chega a 32,48%. O Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, encerrou o dia com retração de 0,98%, aos 36.741 pontos.


Para George Sanders, estrategista de renda variável da Infinity Asset Management, alguns fatores fizeram com que as ações apresentassem este desempenho. "Primeiro, foram as bolsas lá fora, que estão em queda. Depois, tem a questão do petróleo, que está com um valor muito baixo. E, por fim, o balanço da companhia que veio dividido e os investidores não gostaram do alto preço na produção e de o resultado ter sido ajudado pelo movimento cambial", explica Sanders.


Luiz Otávio Broad Nunes, analista do setor petrolífero da Ágora Corretora, creditou o desempenho apagado das ações da companhia ao desempenho do Ibovespa. "A Bolsa caiu quase 1%, este foi o principal fator de a Petrobras não conseguir um bom dia no mercado", afirma o analista.


O volume financeiro da Bolsa foi de R$ 2,7 bilhões, com 221.870 contratos negociados no dia. As ações PN da Petrobras foram as mais negociadas no pregão desta segunda-feira, com volume financeiro de R$ 692 milhões. As ON ficaram com a terceira maior negociação, com montante de apenas R$ 165,7 milhões.


O plano de investimentos da Petrobras para o período de 2009 a 2013 será de US$ 174,4 bilhões, e este também é um dos pontos que preocupam alguns investidores, principalmente os de curto e médio prazo. "Na minha opinião, a Petrobras esta caminhando na contramão do mercado, realizando investimentos enquanto o mundo passa por um período de desaceleração e recessão", acredita Sanders.


Quanto ao audacioso plano de investimentos, Broad é mais confiante e afirma que esta não é a principal preocupação do investidor no momento. "Com este plano, fica claro que a companhia vai ter mais despesas, mas, pensando no longo prazo, a Petrobras poderá se beneficiar de um aumento de produção vindo dos investimentos realizados", diz ele.


Para fazer uma análise de o que o mercado pode querer com as ações da Petrobras, Sanders prefere esperar porque ainda faltam divulgações que podem mudar o destino de alguns investidores. "A cautela deve continuar até a companhia divulgar seus resultados no mercado externo, acho que isso deve ocorrer até dez dias após a divulgação do Brasil. Como lá fora a regra contábil é mais exigente, é mais correto esperar para ver o que vai acontecer", disse ele.


Neste mês a WinTrade, home broker da Alpes Corretora, colocou em sua carteira recomendada as ações preferenciais da estatal. "A petrolífera reagiu bem tanto às declarações de seu presidente - de que não pretende, por enquanto, ajustar para baixo os preços da gasolina - quanto ao comportamento do preço do petróleo, que pelo terceiro mês consecutivo conseguiu se sustentar acima dos US$ 45,00 o barril", explicou a corretora, em sua carteira recomendada, que segue a mesma recomendação do mês de fevereiro. Não só a estatal fez parte da continuidade, como as demais companhias brasileiras.



Mercado externo


Ontem a Petrobras começou a explorar o campo de petróleo de Akpo, localizado em águas profundas da Nigéria. A estatal detém 16% de participação, em parceria com a francesa Total (operadora do bloco), as nigerianas Nigerian National Petroleum Corporation (NNPC) e South Atlantic Petroleum (Sapetro), além de uma petrolífera chinesa. O início da produção estava previsto para abril, mas a operadora conseguiu antecipar o cronograma em um mês.


Outro ponto que pode ser positivo para os investidores brasileiros e estrangeiros, e será aguardado no mercado de hoje, foi a publicação em um jornal espanhol de que o presidente dos EUA, Barack Obama, tem interesse em mais petróleo brasileiro.


Possível acordo para aumentar fluxo de venda de petróleo brasileiro para os Estados Unidos impediram que as ações da Petrobras fechassem em queda ontem, mesmo com baixa da Bolsa de Valores (Fonte: DCI, 2009-03-10).

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Pré-sal só é viável com barril a US$ 60, diz BP


A BP (British Petroleum), a segunda maior companhia petroleira europeia, afirmou que a exploração de petróleo em águas profundas no Brasil, como é o caso do pré-sal, é viável comercialmente apenas com o barril valendo ao menos US$ 60. A afirmação contrasta com as mais recentes declarações do governo brasileiro, que estima que o barril deva valer entre US$ 30 e US$ 40.


Nos últimos meses, com a queda na cotação do barril nos mercados internacionais, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, vêm afirmando que a exploração do petróleo do pré-sal é viável mesmo com o preço atual -que gira em torno de US$ 40. Em seu plano de investimentos para os próximos anos, a Petrobras usa como referência a cotação do petróleo a US$ 37 o barril.


A visão do grupo britânico, no entanto, é diferente da brasileira. Para a BP, o preço do barril precisa subir logo para que ela não precise se endividar para conseguir manter seu nível de investimento.


De acordo com ela, se a recuperação na cotação demorar a chegar, as empresas petrolíferas ficarão em uma situação cada vez mais desconfortável.


Para chegar ao nível desejado pela companhia britânica, o preço do barril precisaria subir cerca de 50% em relação à cotação atual. Não faz muito tempo que a commodity valia ao menos US$ 60: a última vez ocorreu no início de novembro do ano passado. O problema é que a cotação do produto, que chegou ao recorde de US$ 145,29 em julho do ano passado, vem despencando, após ficarem mais claros os sinais de que a economia mundial está em crise e que o consumo de combustível deverá cair. O FMI estima para este ano o menor avanço do PIB global desde 1945.


Uma das consequências na queda do preço do barril foi sentida no balanço das grandes empresas petrolíferas mundiais. A ExxonMobil, a maior petroleira com ações negociadas em Bolsa do mundo, teve uma queda de 33% no lucro do quarto trimestre. A sua principal rival, a Shell, teve um prejuízo de US$ 2,8 bilhões no período, e a BP perdeu US$ 3,3 bilhões, o primeiro resultado negativo em sete anos.


O recuo na cotação também é observado nos investimentos globais para a descoberta de novos poços e, consequentemente, a manutenção do fornecimento do produto. No final do ano passado, a AIE (Agência Internacional de Energia) alertou sobre que os gastos para a descoberta de petróleo estão abaixo do necessário, com vários projetos sendo adiados (Fonte: Gazeta Mercantil / Folha de São Paulo, 2009-02-06).

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Moçambique: Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos vende 10 por cento das acções


Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) anunciou quarta-feira em Maputo ter procedido à venda de 10 por cento das acções da Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH), gerando um encaixe de 163,18 milhões de meticais ou cerca de 6,7 milhões de dólares.

A CMH foi constituída em Outubro de 2006 como o veículo para a participação moçambicana na exploração e processamento do gás natural de Temane, na província de Inhambane, onde é parceira do grupo petroquímico sul-africano Sasol.

A CMH tem dois accionistas, a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) com 80 por cento e o Estado moçambicano com os restantes 20 por cento, tendo os 10 por cento agora vendidos saído da participação da ENH.

Os 10 por cento da CMH representavam 593412 accções com um valor nominal de 275 meticais cada, ou 11,4 dólares, podendo ser adquiridas apenas por cidadãos moçambicanos ou por empresas em que o capital fosse detido em pelo menos 60 por cento por sócios moçambicanos.

A Bolsa de Valores informou ainda que a procura pelas acções foi grande tendo 1179 pessoas manifestado intenção de comprar 512010 acções e 51 empresas e outras instituições pretendido 685470 acções.

No final, adianta a BVM, 1173 pessoas singulares adquiriram 296700 acções e 49 pessoas colectivas 296712, que vao agora ser admitidas à cotação (Fonte: Macauhub, 2008-06-06).