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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Petrobras assina contrato de construção de mais duas plataformas para o pré-sal

A produção de petróleo no pré-sal da Bacia de Santos, nos campos de Franco e Franco do Sul, ganhará duas plataformas que agregarão, quando estiverem em plena operação, mais 300 mil barris de petróleo e 14 milhões de metros cúbicos gás natural, diariamente, à produção nacional.

Os contratos para a construção das plataformas foram assinados hoje (11) pela Petrobras em cerimônias ocorridas no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. A construção e a integração dos módulos da P-74 e da P-76 irão gerar cerca de 4.500 empregos diretos e indiretos nas regiões de São José do Norte (RS) e Pontal do Paraná (PR), onde estão os estaleiros que executarão os serviços.

A Petrobras informou que, para a construção dos módulos das plataformas, os contratos estipulam um índice de conteúdo local de 65% nos serviços de construção e montagem; 65% nos serviços de engenharia de detalhamento, 65% nos serviços de gerenciamento e de 71% para o fornecimento de materiais. A instalação e a integração dos módulos no casco também terão conteúdo local de 65%.

O prazo contratual total é 42 meses. A produção de petróleo da P-74 está prevista para o segundo semestre de 2016, e a da P-76, para o segundo semestre de 2017.
 
Fonte: Jornal do Brasil/Agência Brasil, 2013-04-11.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Senado quer garantir royalties do petróleo a estados não produtores

A Advocacia-Geral do Senado divulgou nota na qual questiona a decisão da ministra do Supremo Tribunal Federal Carmen Lúcia de suspender temporariamente os efeitos da nova Lei de Distribuição dos Royalties de Petróleo.

A advocacia do Senado diz que a Casa foi notificada da decisão da ministra e que interpôs agravo regimental no qual questiona a decisão, por considerar que ela deveria ter sido tomada por todos os ministros e não por um único ministro, isoladamente.

Além disso, os advogados reclamam que o Senado não foi previamente chamado a prestar informações antes da concessão da liminar ao estado do Rio de Janeiro, que moveu a ação direta de inconstitucionalidade sobre a nova lei.

Os advogados do Senado disseram que a Constituição garante aos demais estados, municípios e ao Distrito Federal o direito a “participação nos resultados (natureza remuneratória) e compensação pela exploração de petróleo, gás natural, bens de propriedade da União, incumbindo à legislação ordinária a definição dos modelos de distribuição e dos percentuais respectivos”.

O agravo regimental apresentado hoje (25) ressalta que é competência do Congresso Nacional a definição e alteração das regras e que o Supremo não deve agir como órgão revisor das decisões parlamentares. “O Supremo Tribunal Federal não pode se constituir em instância revisora das decisões políticas do Poder Legislativo, sob pena de subverter a harmonia e a independência dos Poderes da República”, diz a nota.

Os advogados disseram que há prejuízos imediatos para os estados e municípios, além do Distrito Federal, não produtores de petróleo, que estão deixando de receber o dinheiro proveniente dos royalties de petróleo.

O plenário do Congresso Nacional derrubou, há cerca de três semanas, o veto presidencial à nova Lei de Distribuição dos Royalties do Petróleo. Com isso, passou a valer a lei aprovada por deputados e senadores segundo a qual os recursos dos royalties devem ser distribuídos para todos os estados e municípios do país e para o Distrito Federal e não mais apenas para os produtores de petróleo.

A nova regra vale, inclusive, para os atuais contratos de exploração do óleo e do gás natural. Com isso, os maiores produtores, Rio de Janeiro e Espírito Santo, terão prejuízos imediatos porque irão receber nos próximos anos menos do que esperavam. Com informações da Agência Brasil.

Fonte: Jornal do Brasil, 2013-03-27.

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2013/03/25/senado-quer-garantir-royalties-do-petroleo-a-estados-nao-produtores/

segunda-feira, 25 de março de 2013

Royalties do petróleo seriam insuficientes para Educação


Levantamento feito pelo professor de matemática financeira da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Gil Vicente Reis Figueiredo, mostra que a Medida Provisória 592/12, que destina a receita dosroyalties do petróleo e recursos do Fundo Social do Pré-Sal para a educação, será responsável pelo investimento no setor de 0,22% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2020.

O percentual está longe de atingir a meta desejada pelo governo para que se cumpra o Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê o investimento de 10% do PIB no período de dez anos. Atualmente, o governo investe 5,7% do PIB. A medida deveria proporcionar ao setor o complemento de 4,3%.

Figueiredo, que é diretor da Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes – Federação), explica que os valores apresentados no estudo são baseados no preço relativamente constante do barril de petróleo nos próximos anos, assim com o câmbio e o PIB brasileiro. Os número são uma estimativa.

A pesquisa foi apresentada na terça-feira (19) na comissão mista que analisa a MP 592/12. Na última audiência, no dia 14 de março, o secretário de Petróleo, Gás e Recursos Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Martins Almeida, diz que ainda não foram feitos cálculos oficiais de quanto será destinado à educação.

A MP destina 100% da receita dos royalties dos novos contratos da área de concessão firmados após 3 de dezembro de 2012, data da publicação da medida, e 50% dos rendimentos do Fundo Social do Pré-Sal para a educação. De acordo com o levantamento, imaginando que todas as atuais áreas fora do pré-sal venham a ser leiloadas novamente, “teríamos um volume de royalties e participações especiais da ordem de 0,6% do PIB”, diz em artigo. “Em 2020, dos royalties, 20% vão para a União; e das participações especiais, 46%. Na melhor das hipóteses, a destinação de recursos para a educação, por essa via, alcançará em 2020 o patamar de 0,2% do PIB”.

Somado a essa parcela, o pesquisador estima a capitalização dos recursos destinados ao Fundo Social do Pré-Sal entre 2013 e 2020. Ao final do período, o Fundo Social somaria cerca de 16% do PIB. O rendimento seria 2% em dez anos, um retorno anual de 0,03% do PIB. A metade, 0,015%, que iria para a educação.

Segundo Figueiredo, caso a integralidade do Fundo Social seja destinada ao setor seria possível chegar a 2020, com “algo próximo a 8,5% do PIB para a educação”. Ele conclui no artigo publicado que mesmo nesse caso, “ainda teriam que ser encontradas fontes suplementares”.

Fonte: Último Segundo.IG, 2013-03-22. 

Nova sonda de petróleo é testada em São Sebastião do Passé durante evento

O município de São Sebastião do Passé (a 58 km de Salvador) vai ser palco do primeiro experimento, no Brasil, com a Sonda Escola Móvel utilizada para perfurar poços de petróleo no mundo inteiro.

O equipamento é a principal atração do Workshop de Engenharia de Perfuração e Completação de Poços de Petróleo, ministrado pela Petro D’art, e será operado durante as aulas práticas, que acontecem de 25 a 30 de março, em um terreno cedido pela prefeitura de São Sebastião do Passé.

Durante uma semana, engenheiros, estudantes de engenharia, técnicos e tecnólogos de todo o país estarão reunidos na pequena cidade da Região Metropolitana de Salvador. O evento, além de movimentar a economia do local, vai atrair os olhares dos investidores de uma das áreas mais promissoras da atualidade.

O Workshop de Perfuração de Poço é, também, uma excelente oportunidade para os estudantes do curso de Engenharia de Petróleo ter contato com a máquina, pois as instituições de ensino só possuem em seus laboratórios a sonda estática, que, diferentemente da móvel, não reproduz todas as etapas do processo.

“Eu classifico esse encontro como um intercâmbio de conhecimento, pois os engenheiros que já atuam na área vão compartilhar as suas experiências com os alunos, e estes, por sua vez, participarão ativamente de todo o processo. A Sonda Escola Móvel fará a simulação completa de uma perfuração de poço em todas as suas etapas. A única diferença é que não sairá petróleo porque a área não trabalhada não possui”, explica o diretor da Petro D’art, Jefter Fernandes.
 
Fonte:  Tribuna da Bahia, 2013-03-23.

UFRR desenvolve projeto para pesquisa de petróleo

Para formar profissionais aptos a pesquisar petróleo em águas profundas, a Universidade Federal de Roraima (UFRR) desenvolve, há um ano e meio, o projeto denominado 'Bioestratigrafia com base em Microfósseis Silicosos'. A pesquisa é feita por acadêmicos orientados pelo doutor em bioestratigrafia e professor do curso de Geologia da Universidade Vladimir de Souza.

Segundo ele, o trabalho consiste na formação de bioestratígrafos."O bioestratígrafo é aquele profissional que conseguirá retirar do sedimento os microfósseis da maneira mais preservada possível", explica. O projeto é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e os alunos participantes recebem bolsa no valor de R$ 400.

O material utilizado segundo Souza, foi doado pela Petrobrás e faz parte da margem equatorial das bacias do Pará (PA), Maranhão (MA) e Ceará (CE). "Nós somos o único estado da região Norte a montar um laboratório para estes estudos. No Brasil, além de Roraima, o Rio de Janeiro também possui material semelhante", afirma pesquisador.

A aluna do 6º período de geologia da UFRR Diany Monteiro conta que a pesquisa é importante para agregar valores a formação acadêmica, tendo em vista a relevância do assunto. "Além do conhecimento, estamos participando de uma experiência nova que futuramente trará muitos frutos", avalia.

Dilma volta a defender royalties do petróleo na educação


A presidente Dilma Rousseff voltou a defender nesta segunda-feira o uso dos royalties do petróleo para a educação, durante a cerimônia de entrega do trecho Floresta - Serra Talhada do Sistema Adutor Pajeú, no Sertão de Pernambuco. "Nenhum governador, nenhum prefeito têm dinheiro suficiente para pagar professor no Brasil", destacou.

Quando começou a falar sobre educação e foi aplaudida, Dilma retrucou: "Não adianta bater palma. Eles não têm de onde tirar o recurso. Só tem um lugar de onde a gente pode tirar esse dinheiro, que é dos royalties do petróleo. O dinheiro sai da onde tem dinheiro, que é dos recursos originários da exploração do petróleo."

De acordo com ela, além de construir escolas, é preciso investir na valorização dos professores e na qualidade do ensino. "Nenhum país do mundo virou uma nação desenvolvida sem escola em tempo integral", disse.

"Construir escola faz parte, mas é preciso valorizar aquele que ensina e formá-lo melhor", acrescentou.

Dilma reafirmou o projeto de construção de dez institutos técnicos federais até 2014. A presidente afirmou que é importante aprovar a medida provisória (MP) sobre a questão dos royalties.

"Temos de fazer isso nos próximos dez anos", disse, em referência ao investimento necessário em instrução no país. "Temos de garantir que as crianças saibam fazer as contas de aritmética, ler um texto simples e interpretar." 


Fonte: Exame.Abril, 2013-03-25


terça-feira, 19 de março de 2013

Liminar do STF suspende redistribuição dos royalties

Uma liminar do Supremo Tribunal Federal suspendeu a nova regra de distribuição dos royalties. A decisão beneficia os estados produtores de petróleo.

A relatora, ministra Carmen Lúcia, afirma que a decisão é para manter resguardados os direitos dos cidadãos dos estados e municípios produtores de petróleo, que entendem que sua capacidade financeira foi atingida pela derrubada do veto presidencial.

A decisão do Congresso Nacional aumentava a parcela de recursos aos estados não-produtores e diminuía as dos estados produtores em contratos antigos e futuros. Em nota, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse que “a liminar resgata o valor mais importante da Constituição, o profundo compromisso com o Estado Democrático de Direito“.

A decisão vale até que o caso seja julgado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal, o que ainda não tem data marcada, mas, como são, ao todo, quatro ações questionando a distribuição, a decisão não deve sair neste mês.

Fonte: G1 - Globo, 2013-03-19.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Produção de petróleo da Petrobras cai 2% no Brasil em 2012


A produção média de petróleo da Petrobras no Brasil ficou em 1,98 milhão de barris por dia em 2012, volume 2% menor que a média do ano anterior, de 2,022 milhões de barris/dia, informou a estatal nesta segunda-feira (4) em comunicado.

— A produção de petróleo e gás natural reduziu em função do maior número de perdas operacionais e da interrupção em Frade, compensados, em parte, pela entrada em produção de novos poços e pela melhoria dos níveis de eficiência operacional na bacia de Campos.

A companhia sofreu ao longo de 2012 com paradas não programadas de produção das suas plataformas e com a queda de produtividade da bacia de Campos.

No mês de setembro a extração média de petróleo da empresa atingiu o menor volume desde 2008, em 1,843 milhão de barris/dia.

Segundo a Petrobras, nos últimos três meses de 2012 houve uma recuperação dos níveis de produção, em função da entrada em operação da FPSO (plataforma) Cidade de Anchieta, adicionando 57 mil barris diários, e aumento da eficiência na bacia de Campos decorrente do Programa de Aumento da Eficiência Operacional.

A interligação de novos poços nas plataformas P-53 (Marlim Leste), P-51 e P-56 (Marlim Sul), que adicionaram mais 31 mil barris por dia, compensaram parcialmente o encerramento do teste de longa duração de Iracema e o declínio natural de produção, segundo a estatal.

Nesta segunda-feira a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis divulgou uma queda de 5% na produção de petróleo no Brasil no mês de dezembro, que somou 2,105 milhões de barris diários (bpd) em média, ante o mesmo mês de 2011.

(Fonte: R7 Notícias, 2013-02-04).

Produção de petróleo no país cai 4,9% em dezembro, diz ANP

A produção de petróleo no Brasil em dezembro foi de 2.105 mil barris por dia, uma redução de 4,9% em relação a dezembro de 2011 e um crescimento de 2,9% na comparação com novembro de 2012, informou a Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Já o gás natural marcou um novo recorde de produção em dezembro: 76,2 milhões de metros cúbicos por dia, superando a produção de novembro de 2012, de 73,3 MMm³/d. Houve um aumento de 6,8% na produção de gás natural em relação ao mesmo mês em 2011 e de 3,9% na comparação com o mês anterior. A queima de gás natural foi de cerca de 4,3 MMm³/d, queda de 15,2% se comparada ao mesmo mês em 2011 e de 4,7% em relação ao mês anterior.

Durante todo o ano de 2012, foram produzidos cerca de 754 milhões de barris de petróleo e 26 bilhões de metros cúbicos de gás natural, com média de produção de 2.067 Mbbl/d e 71,7 MMm³/d, respectivamente.

Em dezembro, a produção do pré-sal foi de 242,7 Mbbl/d de petróleo e 7,9 MMm³/d de gás natural, totalizando 292,5 mil barris de óleo equivalente por dia (Mboe/d), aumento de 7,5% em relação ao mês passado. O destaque, segundo a agência, foi o início de produção de um novo poço do pré-sal, 6BRSA631DBESS (Baleia Azul), com produção de 6,1 Mboe/d.

A produção de petróleo e gás natural no Brasil veio de 9.018 poços, sendo 791 marítimos e 8.227 terrestres. O campo com o maior número de poços produtores foi Carmópolis, bacia de Sergipe, com 1.106 poços, segundo a ANP.

O campo de Marlim Sul, na bacia de Campos, foi o de maior produção de petróleo e o segundo maior produtor de gás natural, com uma produção média de 346,3 Mboe/d. Já o campo com maior produção de gás natural foi Manati, na bacia de Camamu, com produção média de 6,3 MMm³/d. A plataforma P-56, no campo de Marlim Sul, marcou a maior produção: 143,4 Mboe/d por meio de oito poços interligados a ela, informou a agência.

(Fonte: G1.Globo, 2013-02-04).

Petróleo será negociado na bolsa neste semestre, diz diretor da Bovespa

O diretor de commodities da BM&FBovespa, Ivan Wedekin, afirmou que o novo contrato futuro de petróleo será implementado ainda este semestre na bolsa. O produto é a segunda novidade recente do mercado financeiro brasileiro, que desde segunda-feira (28) começou a negociar contratos futuros para o setor sucroalcooleiro.


Os contratos do setor sucroalcooleiro são compostos por três tipos de papeis: um para etanol hidratado, outro etanol anidro (álcool utilizado na mistura da gasolina) e um novo contrato futuro para açúcar, detalha Wedekin, em entrevista ao Canal do Boi que será transmitida na próxima semana.

(Fonte: DCI, 2013-02-01).

Exportação brasileira de petróleo despenca em janeiro

As exportações brasileiras de petróleo despencaram 66,4 por cento no mês de janeiro ante o mesmo período de 2012, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior divulgados nesta sexta-feira.

Os embarques somaram 735 mil toneladas em janeiro, enquanto um ano antes totalizaram 2,19 milhões de toneladas, segundo a Secex, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Em comparação com o volume exportado no mês de dezembro, quando os embarques somaram 3,3 milhões de toneladas, houve uma queda ainda maior, de 77,7 por cento.

Em termos financeiros, também houve baixa relevante: as receitas despencaram 69 por cento em relação ao ano anterior, totalizando neste ano 473 milhões de dólares.

Na comparação com dezembro, quando o faturamento somou 2,3 bilhões de dólares com as vendas externas, houve redução de 79 por cento na receita de janeiro de 2013.


(Fonte: Exame.Abril, 2013-02-01).

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Brasileira Vale vai aumentar produção de carvão em Moçambique

O grupo brasileiro Vale encomendou à Metso Corp 110 bombas para lamas de elevado débito para aumentar para 11 milhões de toneladas/ano a capacidade de produção da mina de Moatize, na província de Tete, em Moçambique, informa nesta terça-feira (29) a Rádio Moçambique.

Com um valor de 3,3 milhões de euros, esta encomenda, que será completada no último trimestre do ano, inclui formação e assistência técnica no decurso dos primeiros seis meses de operação.

A mina de carvão de Moatize fica localizada na região central da província de Tete tendo a Vale iniciado a produção em Agosto de 2011.

O grupo mineiro pretende aumentar a produção em três fases, sendo este ano para 5 milhões de toneladas e depois para 11 milhões de toneladas até atingir um objectivo final de 22 milhões de toneladas.

Este objectivo final está dependente da introdução de melhorias na linha de caminho-de-ferro do Sena e na conclusão da construção de uma outra linha de caminho-de-ferro que, saindo de Tete, passará pelo Malawi rumo ao porto de Nacala, na província de Nampula.
 
 
Beacon Hill Resources aumenta estimativa de reservas

A empresa Beacon Hill Resources anunciou um aumento de 31% nas reservas da mina de carvão de coque Minas de Moatize na província de Tete, em Moçambique, de acordo com um comunicado divulgado segunda-feira através das bolsas de Londres e da Austrália, noticia a Rádio Moçambique.

As reservas são agora estimadas em 86,8 milhões de toneladas, contra uma anterior estimativa de 66,4 milhões de toneladas e o nível de confiança nas reservas medidas e inferidas também registou uma melhoria, de 15,4%.

A nova estimativa resultou de um conjunto de furos realizados na segunda metade de 2012 para avaliar os depósitos existentes em regiões até à data não-estudadas.

Esta nova avaliação das reservas de carvão de coque existentes poderá adicionar pelo menos dois anos de exploração.

Em Dezembro de 2012, a Beacon Hill Resources anunciou estar a negociar espaço na linha de caminho-de-ferro do Sena para transportar o carvão extraído até ao porto da Beira para exportação, por meio do aluguer de material ferroviário circulante.
 
(Fonte: Africa 21 digital, 2013-01-29).

domingo, 27 de janeiro de 2013

Karoon Gas diz ter encontrado petróleo no Brasil

A empresa Karoon Gas Australia disse nesta quinta-feira que descobriu petróleo na costa do Brasil, mas foi cautelosa sobre a qualidade, indicando que é muito cedo para determinar a viabilidade comercial da área.




O poço de exploração da empresa, Kangaroo-1, perfurado em uma joint venture com a Pacific Columbia Rubiales Energy, atingiu colunas com um comprimento total de 25 metros


O petróleo, no entanto, foi encontrado em uma formação rochosa acima da formação que a empresa estava visando.


A descoberta provou que existe petróleo no local, um sinal encorajador para a os poços da empresa na região, disse a Karoon em um comunicado.


As informações são da Dow Jones.


(Fonte: Exame Abril, 2013-01-24).

quinta-feira, 5 de maio de 2011

ANP quer pequenas e médias empresas na produção de petróleo

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou minuta do projeto de resolução, que ainda deverá ser submetida ao crivo da presidente Dilma Rousseff, que institui uma política pública para pequenas e médias empresas de petróleo. Entre as medidas está a oferta permanente de áreas em bacias maduras. Durante seis meses a Agência Nacional de Petróleo (ANP) receberá manifestações de interesse por essa áreas e ao final do período abrirá licitação.

“Considero a aprovação dessas medidas um acontecimento de extrema importância para o setor. Foi também uma vitória da ANP”, afirmou o diretor-geral da agência reguladora, Haroldo Lima, logo após participar da reunião do CNPE, ocorrida em Brasília. Durante a reunião também foi aprovada a constituição de um comitê técnico que será coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e um grupo de trabalho formado pela ANP, MME e Petrobras. O comitê técnico fará um acompanhamento do desenvolvimento tecnológico do setor, enquanto o grupo de trabalho discutirá quais áreas serão licitadas. O projeto de resolução do CNPE também prevê acesso a linhas de financiamento para pequenas e médias empresas que desejam investir na exploração de óleo e gás. Além disso, de forma que as pequenas e médias empresas também possam se beneficiar com uma linha especial de equipamentos, foi aprovada a adequação do Repetro, que é um regime especial aduaneiro voltado para o setor de petróleo e gás. A ANP também fará um contrato de concessão para pequenas e médias empresas. (Fonte: Vermelho, 2011-04-29).



Maior feira mundial de petróleo reúne 33 empresas brasileiras


Pela 12ª edição consecutiva, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP) organizam o Pavilhão Brasil da maior feira mundial de petróleo offshore, a OTC - Offshore Technology Conference . Neste ano, o evento será realizado entre os dias 2 e 5 de maio e receberá uma delegação com 33 empresas expositoras no Pavilhão Brasileiro, sendo que 18 delas participam pelo terceiro ano consecutivo.

O objetivo do Pavilhão Brasil, integrante do Projeto Oil Brazil - que conta com o financiamento da Agência Brasileira de Promoção de exportações e Investimentos (Apex) e coordenação da ONIP, é o de incrementar exportações e dar maior visibilidade aos fornecedores nacionais de bens e serviços. A OTC 2011, mais uma vez, será promovida na cidade de Houston, Texas, reunindo mais de dois mil expositores de mais de 110 países. A estimativa é de receber cerca de 60 mil visitantes. A delegação brasileira é composta pelas seguintes empresas: Altona; Altus; Automind; Chemtech; Coester; Device; FAP; Flexomarine; Grupo GP; Grupo IFM; Jaraguá; Keppel Fels; Kromav; LabOceano; Lupatech; MCS; Maxen; Metroval; Oceânica; Orteng; Poland; Protubo; Radix; Sacor; Schulz; Stemac; Subsin; T&B; Tomé Engenharia; Usiminas; Vanasa; WBS e WEG.

Além das empresas, estarão presentes no Pavilhão Brasileiro a ABEMI - Associação Brasileira de Engenharia Industrial, a ANP - Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e Rio Negócios, Agência oficial da cidade do Rio de Janeiro responsável por atrair novos investimentos. (Fonte: Revista Fator, 2011-05-03).

sábado, 2 de abril de 2011

Brasil vai colocar mais água na gasolina e importar álcool


Em nova tentativa de conter a escalada de preços dos combustíveis, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) autorizou o aumento na quantidade de água no álcool anidro, que é misturado à gasolina vendida nos postos, informam José Ernesto Credendio e Leila Coimbra, em reportagem na Folha deste sábado (a íntegra está disponível para assinantes do UOL e do jornal). Desde ontem, o etanol anidro pode ter até 1% de água, que é a especificação no exterior. Antes, no Brasil, o teor máximo era de 0,4%. O limite para o etanol ser considerado anidro é 1% de água. A mudança, assim, permitirá a importação de álcool dos EUA, que tem mais água. Com a alta dos preços do petróleo, é mais barato para o país importar álcool do que gasolina. A mudança não afetará o álcool combustível (hidratado), vendido nos postos. (Fonte: ClickPB, 2010-03-27).

sexta-feira, 11 de março de 2011

Petróleo e minério lideram crescimento da economia brasileira em 2010


A indústria extrativa liderou o crescimento da economia em 2010, com avanço de 15,7%. Composta basicamente pelos segmentos de minério de ferro e petróleo, a indústria extrativa foi beneficiada pela expansão da demanda por commodities no mundo. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maior parte deste crescimento reflete as exportações de minério de ferro. A Vale produziu no ano passado cerca de 300 milhões de toneladas de minério de ferro. A Petrobras, por sua vez, extraiu por dia cerca de 2,1 milhões de barris de óleo no período.

A construção civil foi a segunda maior alta em 2010, com crescimento de 11,6% no ano passado. De acordo com o coordenador das Contas Nacionais, Roberto Olinto, a expansão foi impulsionada pelo aumento do crédito, de 31%. O emprego no setor, por sua vez, aumentou 5,8%. O comércio apresentou a terceira maior taxa (10,7%) do PIB, favorecido pela demanda aquecida das famílias. O consumo dos brasileiros voltou a crescer com mais força no final do ano, segundo mostra o detalhamento do PIB divulgado nesta quinta-feira. O gasto das famílias cresceu 2,5% entre o terceiro e quarto trimestre. No ano, a demanda avançou 7%. Também na faixa de dois dígitos, o crescimento dos serviços de intermediação financeira foi um dos destaques do PIB em 2010. Motivado pelo crédito e outras atividades bancárias, o segmento cresceu 10,7%. A indústria de transformação, com a alta de 9,7%, transportes (8,9%) e distribuição de eletricidade (7,8%) também cresceram acima da média do PIB (7,5%). Todos os subsetores investigados pelo IBGE cresceram no ano passado. Agropecuária (6,5%), serviços de informação (3,8%) ficaram abaixo da média.
(Fonte: Economia - IG, 2011-03-03).

Produção brasileira de petróleo sobe 6,3% em janeiro


A produção brasileira de petróleo cresceu 6,3% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, informou a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) nesta quarta-feira (2). O boletim da estatal mostra que a produção atingiu a marca de 2,122 milhões de barris por dia no primeiro mês do ano.

Por outro lado, na comparação com dezembro a produção de petróleo do mês passado recuou cerca de 2,65%. Já a produção de gás natural aumentou 13,2% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2010, segundo a ANP. No mês passado, o Brasil extraiu 66 milhões de metros cúbicos por dia. Assim como o petróleo, a produção de gás caiu 4,3% na comparação com dezembro de 2010. A soma da produção de petróleo e gás natural ficou em torno de 2,539 milhões barris de óleo por dia. Em janeiro de 2011, 23 empresas atuaram na produção nacional de petróleo, com 301 permissões de exploração, sendo 75 concessões marítimas e 226 terrestres.

Pré-sal

A produção do pré-sal em janeiro foi de 71,7 mil barris por dia de petróleo e 2,527 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural. O volume supera em cerca de 5% a produção de dezembro de 2010, que foi de 68,3 mil barris por dia de petróleo e 2,402 milhões de metros cúbicos diários de gás natural.


Queima de gás

A ANP informou ainda que as empresas que extraem gás natural reduziram em cerca de 12,4% a queima do produto em janeiro na relação com o mesmo mês de 2010. Na comparação a dezembro do ano passado, a queda foi um pouco menor, de 8,3%.


Principais campos produtores

Entre os 20 maiores campos produtores de petróleo e gás natural no Brasil, dois são operados por empresas estrangeiras - Frade/Chevron e Ostra/Shell. A Petrobras, no entanto, opera a maior parte dos campos de petróleo e gás natural brasileiros, com quase 93% do total.
(Fonte: Notícias R7, 2011-03-02).

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Caixa vai dar financiamento ao mercado de petróleo e gás


A Caixa Econômica Federal anunciou que pretende ser um dos três maiores bancos inseridos no mercado de petróleo e gás do País nos próximos três anos. A informação foi divulgado ontem, em Santos, durante visita da presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, à Santos Offshore Oil & Gas Expo 2010, o maior evento do setor do Estado de São Paulo, que começou na terça-feira e terminou ontem no Mendes Convention Center.

"Estamos numa fase de estabelecer o primeiro relacionamento com essa cadeia, é também uma fase de aprendizado para a Caixa", disse Maria Fernanda, afirmando que o objetivo é que, no futuro, a imagem do banco estatal seja tão forte no mercado de petróleo e gás como hoje é na habitação. Para isso, a Caixa pretende lançar diferentes linhas de crédito para atender ao mercado, principalmente aos fornecedores da Petrobrás.

"Você tem linhas de crédito que podem ser tanto para capital de giro como para investimentos. Então, dependendo da demanda e da capacidade da empresa, você opera de um jeito", explicou. Além disso, Maria Fernanda afirmou que a Caixa também assinou a participação de um fundo com a Marinha Mercante que permitirá investimentos na indústria naval nacional.

"A ideia é que a cada dia, a cada semana, surjam novos produtos absolutamente adequados a esse segmento", completou o superintendente regional da Caixa da Baixada Santista, José Paulo Gomes de Amorim.

Linha-piloto. Lançada há cerca de um mês, uma linha de crédito criada para atender a fornecedores da Petrobrás está operando de maneira piloto em 18 superintendências da Caixa, entre elas a da Baixada Santista, devendo ser estendida para todo o País em dezembro.

"É para fornecedor Petrobrás, pode ser para micro e pequena empresa ou para média e grande empresa. Os juros podem variar de 1,75% a 2,5% ao mês dependendo da análise de risco", afirma o gerente regional da Caixa, Daniel Monte Rodrigues, explicando que a linha atende a fornecedores da Petrobrás até o quinto nível, e não apenas a fornecedores diretos.

"Pode ser para o fornecedor do fornecedor do fornecedor."

Segundo ele, a maior garantia da Caixa é o "contrato Petrobrás", e o banco pode financiar até 50% do valor desse contrato. Neste mês, cerca de 20 clientes da Baixada Santista procuraram a Caixa e estão negociando o novo crédito.

"São clientes no processo entre visita, avaliação de risco, e precificação da operação de crédito", disse Rodrigues, acrescentando que o valor mais alto que está sendo negociado na região é de R$ 12 milhões.

(Fonte: Estadão / O Estado de S. Paulo, 2010-2010-10-23).

As expectativas em relação ao etanol no Brasil


A alta do etanol começa a atacar o bolso do consumidor brasileiro. De maio até agora, o salto dos preços do produtor às distribuidoras foi de 36,8%.

Pouco a pouco, essa esticada vai chegando às bombas dos postos de combustível. Somente nas últimas quatro semanas, os preços médios do etanol hidratado subiram 6,2% no País, apontam os levantamentos da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Desta vez, esse aumento não deve desaparecer em abril de 2011, quando recomeça a safra de cana. Deve persistir durante todo o ano. O presidente da Datagro Consultoria, Plínio Nastari, adverte que, na média, os preços serão mais altos do que os praticados em 2008 e 2009, podendo atingir o nível de R$ 1,80 por litro na entressafra.

A explicação para essa disparada está na expectativa de oferta de cana em 2011. Após quase uma década de expansão, o setor sucroalcooleiro enfrentará no ano que vem os efeitos da pisada nos freios acontecida ao longo de 2009 e 2010. A previsão é de que, na melhor das hipóteses, a próxima safra seja equivalente à deste ano.

Vários fatores explicam esse quadro de relativa estagnação. O principal deles é a estiagem dos últimos cinco meses que maltratou as plantações. A crise financeira iniciada em 2008 também pegou os produtores de surpresa, reduzindo o crédito e o apetite por investimentos. Em 2009, por exemplo, 19 usinas iniciaram a moagem de cana. Neste ano, serão apenas 10 e, em 2011, no máximo 5.

A boa notícia é que passada essa fase, as empresas voltaram a investir, principalmente na renovação dos canaviais, o que, paradoxalmente, também prejudicará a próxima safra. "A cana nova que será plantada a partir de agora só poderá ser colhida em 2012", explica Nastari.

Outro ponto a ser levado em conta é o de que uma diminuição na quantidade de matéria-prima tende a prejudicar mais a produção de etanol do que a de açúcar, cujas cotações estão batendo recordes nas bolsas internacionais.

A tudo isso junta-se o fato de que a demanda por álcool deve continuar forte, consequência direta do aumento da frota de veículos flex. Das 2,36 milhões unidades leves vendidas entre janeiro e setembro, 86,6% são flex.

O consumidor já aprendeu que o álcool é mais vantajoso quando seus preços não ultrapassarem 70% os da gasolina. Em setembro do ano passado, por exemplo, saía mais barato abastecer com etanol em 22 Estados. Em setembro deste ano, em apenas 11. Isso significa que a gasolina deve roubar, pelo menos temporariamente, uma boa fatia do mercado do etanol. As estatísticas da ANP mostram que as vendas de álcool hidratado caíram mais de 14% no primeiro semestre em comparação com as do mesmo período de 2009.

Diante do cenário de oferta ajustada no próximo ano até mesmo para suprir a demanda doméstica, é provável que as exportações de etanol também diminuam. Nastari avisa que as remessas para o exterior só voltarão a crescer quando a produção de cana no Brasil se recuperar, o que está previsto para ocorrer na safra 2012/2013. Mas, para que isso aconteça, os produtores terão que se endividar menos, investir mais e cuidar melhor dos canaviais.

(Fonte: Estadão / O Estado de S. Paulo, 2010-10-24).