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quarta-feira, 27 de março de 2013

Exportações de petróleo angolano em Maio aproximam-se de nível recorde de Agosto de 2012

As exportações de petróleo angolano em maio vão aproximar-se do nível recorde alcançado em agosto, quando foi vendido o correspondente a 1,831 milhões de barris diários, segundo dados de várias agências internacionais.

Segundo a Bloomberg, Angola já assegurou para maio a venda de 56.740 milhões de barris, o que corresponde a 1,830 milhões de barris diários.

As vendas confirmadas de petróleo angolano em abril totalizaram 52.900 milhões de barris ou 1.760 milhões de barris diários.

Outra agência, a Reuters, que cita um operador do mercado de compra e venda de petróleo, refere que metade do petróleo angolano exportado em maio se destina à China.

"A China comprou metade da produção angolana (de maio), e a procura tem sido consistente nos últimos meses", acrescentou a fonte.

Angola é atualmente o segundo maior produtor de petróleo da África subsaariana, atrás da Nigéria, que produz em diariamente, em média, 2 milhões de barris.

A importância de Angola e da Nigéria foi hoje destacada em Libreville, na abertura dos trabalhos da 30ª Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Associação de Produtores de Petróleo Africano (APPA), pelo primeiro-ministro do Gabão, Raymond Ndong Sima.

Os dois países têm sido fundamentais no crescimento da APPA, frisou o chefe do governo gabonês.

Angola está presente na conferência com uma missão chefiada pelo seu ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, e as delegações nacionais presentes participam terça-feira no 5º Congresso Africano de Petróleo, que decorrerá também em Libreville até à próxima quinta-feira.

O petróleo é o principal produto de exportação de Angola, com o setor petrolífero a representar 45 por cento do Produto Interno bruto, 70 por cento das receitas fiscais e 90 por cento das exportações.

Fonte: inonline - Agência Lusa, 2013-03-25.

http://www.ionline.pt/mercados/exportacoes-petroleo-angolano-maio-aproximam-se-nivel-recorde-agosto-2012

Actual preço do barril de petróleo satisfaz os países produtores e consumidores

O Ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos considera que o actual preço do barril de petróleo, no mercado internacional satisfaz os países produtores e os consumidores.

De acordo com Botelho de Vasconcelos, os investimentos a nível da pesquisa e produção de petróleo no país, rondam os vinte mil milhões de dólares, por ano.

“Nós, no seio da organização, da OPEP, temos vindo a defender o preço acima de cem dólares, o que satisfaz os países produtores, como os consumidores. Neste momento há uma variação, entre cento e sete e cento e dez dólares e é um nível que se aceita. Os investimentos variam muito com os planos de desenvolvimento de determinados blocos”, sublinhou.

O Ministro dos Petróleos representa Angola, na 30ª Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Associação de Produtores de Petróleo Africano (APPA), e no quinto congresso da organização em Libreville, Gabão, de 25 à 28 de Março.

Fonte: AngoNotícias, 2013-03-26.

http://www.angonoticias.com/Artigos/item/38053/actual-preco-do-barril-de-petroleo-satisfaz-os-paises-produtores-e-consumidores 

segunda-feira, 25 de março de 2013

Produtores de petróleo reunidos hoje

O Conselho de Ministros da Associação de Produtores de Petróleo Africano (APPA), de que Angola faz parte, reúne hoje, na sua reunião ordinária, em Libreville (Gabão). Durante o encontro vai ser analisado o relatório de actividades da organização, a execução do orçamento do ano passado e o plano de acções para este ano, com o orçamento.

Para preparar o encontro de ministros, especialistas participaram de 18 a 22 deste mês na Reunião do Comité de Peritos que analisou o funcionamento do Secretariado Executivo da associação e do Fundo para a Cooperação Técnica.

Um dia após o Conselho de Ministros, decorre igualmente em Libreville o Congresso Africano de Petróleo e uma exposição sobre o sector que decorrem simultaneamente de 26 a 28 de Março.

No final do congresso, o país organizador (Gabão) vai assumir a presidência da associação para o exercício de 2012/13. A delegação angolana, que se desloca ao Gabão é chefiada pelo ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, e integra especialistas do Ministério dos Petróleos e da Sonangol.
 
Fonte: Jornal de Angola.Sapo, 2013-03-25.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Sonangol anuncia início de produção em águas ultraprofundas de Angola


A petrolífera angolana Sonangol anunciou o início de produção de águas ultraprofundas na Angola. A produção do projeto PSVM (Plutão, Saturno, Vênus e Marte) foi iniciada em 30 de janeiro, segundo divulgado em seu site.

Na fase inicial é proveniente de três poços do campo Plutão, com previsão de 70 mil barris de petróleo por dia, segundo a Sonangol. De acordo com a empresa, o PSVM atingirá uma produção máxima de 150 mil barris de petróleo por dia, com a entrada em produção dos campos de Saturno e Vênus ainda em 2013, e de Marte em 2014.

Um total de 40 poços produtores e de injeção de água e gás submarinos serão conectados ao FPSO PSVM por meio de 15 coletores e equipamentos associados. O FPSO PSVM tem capacidade de armazenamento de 1,6 milhões de barris de petróleo e é o primeiro a operar em águas ultra-profundas em Angola, informou a empresa.

Segundo a companhia, o projeto PSVM tem cerca de 20% de conteúdo local, com a fabricação e montagem de componentes nos estaleiros de Soyo, Dande, Luanda, Porto Amboim e Lobitom. A BP Exploration (Angola) Limited é o operador da concessão do Bloco 31 do offshore angolano com 26,67% e tem como parceiros a Sonangol E.P. (25%), a Sonangol P&P (20%), a Statoil Angola A.S. (13,33%), a Marathon Petroleum Angola Block 31 Limited (10%) e a Sonangol Sinopec Internacional Block 31 Limited (5%). A Sonangol é a concessionária.

Em setembro de 2012, a Sonangol e a Maersk Oil Angola anunciaram uma descoberta de petróleo em águas profundas do offshore angolano no Bloco 16, com a perfuração do poço Caporolo-1. No mesmo bloco, no poço Chissonga-1, também já havia revelado presença de petróleo.

(Fonte: G1.Globo, 2013-02-06).

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Sonangol inicia produção de petróleo em três poços no offshore angolano


A petrolífera angolana Sonangol anunciou nesta quinta-feira o início da produção petrolífera em três poços do Bloco 31 do offshore angolano, em que prevê atingir a produção diária de 70 mil barris.

Em comunicado, a empresa refere que o Bloco 31, situado em águas ultra-profundas, é operado conjuntamente pela Sonangol Pesquisa e Produção (20%) e pela britânica BP (26,37%), e os direitos de exploração estão atribuídos a um consórcio que integra a Sonangol (25%), a norueguesa Statoil (13,33%), a norte-americana Marathon (10%) e a empresa sino-angolana China Sonangol (5%).

A extracção de petróleo começou a ser feita em três poços do campo Plutão, que faz parte do Projecto PSVM (Plutão, Saturno, Vénus e Marte).

Segundo o comunicado da Sonangol, o Projecto PSVM deverá atingir uma produção máxima diária de 150 mil barris de petróleo, com a entrada em produção dos restantes campos: Saturno e Vénus em 2013, e Marte em 2014.

A produção do “PSVM” é feita através de uma Unidade Flutuante de Armazenamento e Descarga, com uma capacidade de armazenamento de 1,6 milhões de barris de petróleo, a primeira a operar em águas ultra-profundas em Angola, destaca o documento.

A Sonangol refere ainda no comunicado que 40 poços produtores e de injecção de água e gás submarinos serão ligados àquela Unidade Flutuante de Armazenamento através de 15 colectores e equipamentos associados.

Angola é o segundo maior produtor de petróleo do continente africano, a seguir à Nigéria.

(Fonte: Publico P Economia, 2013-01-31).

domingo, 27 de janeiro de 2013

Angolano Nembamba Vita comanda navio petroleiro

O primeiro angolano da frota de navios comerciais formado pela Sonangol, Nembamba Camilo Miezi Vita, foi ontem promovido ao grau de comandante, no decorrer de uma cerimónia realizada no navio “Loengos”, da companhia petrolífera estatal angolana, atracado na Baía de Luanda.

De 36 anos, natural do Namibe, o primeiro comandante angolano fez os seus estudos em Angola, Índia, Escócia e Grã-Bretanha, tendo atingido a categoria de mestre em Marinha Mercante.

Nembamba Vita está há mais de 12 anos nas lides marítimas, com passagens por vários portos do Mundo.

Agora, Nembamba Vita passa a comandar o “Loengos”, um navio com capacidade de transporte de 500 mil barris de petróleo.

Ao usar da palavra, a administradora da Sonangol, Anabela Fonseca, congratulou-se com o feito de Nembamba Vita, afirmando que o primeiro comandante angolano de um petroleiro deve servir de exemplo para todos os jovens angolanos, porque “para o país se desenvolver, são necessários quadros capazes”.

(Fonte: Jornal de Angola, 2013-01-26)

terça-feira, 19 de abril de 2011

A petrolífera angolana Sonangol vai investir 12 milhões de dólares em São Tomé e Príncipe


A petrolífera angolana Sonangol vai investir 12 milhões de dólares ainda este ano na recuperação e modernização do porto e do aeroporto internacional de São Tomé, disse quinta-feira na capital são-tomense à Macauhub o ministro são-tomense de Recursos Naturais, Carlos Vila Nova.

Vila Nova disse ainda que o investimento da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola surge na sequência de um contrato de concessão do porto e do aeroporto da capital do país por um período de trinta anos, assinado com a petrolífera angolana quarta-feira em São Tomé.

Assinado pelo próprio ministro das Obras Públicas e Recursos Naturais são-tomense e pelo administrador executivo do Grupo Sonangol, Batista Sumbe, o acordo indica a Sonangol como a nova gestora do porto de Ana Chaves e do aeroporto Internacional de São Tomé com uma participação de 80 por cento, deixando os restantes 20 para o Estado são-tomense.

O contrato estabelece ainda “um investimento de urgência” por parte da Sonangol em mais de cinco milhões de dólares para o porto de Ana Chaves e pouco mais de sete milhões de dólares para o aeroporto internacional de São Tomé em resposta às exigências internacionais.

Apontada como uma das futuras parceiras de São Tomé e Príncipe no processo que visa a exploração de petróleo, a Sonangol é a única fornecedora de combustíveis à empresa são-tomense ENCO, que detém o monopólio de comércio desses produtos no arquipélago.(Fonte: Macauhub, 2011-04-29).

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Petrobrás planeja fazer mapeamento de reservas em Angola


A Petrobrás e a petroleira estatal angolana Sonangol planejam realizar um mapeamento das áreas de exploração de petróleo em Angola, antes de o governo realizar uma nova rodada de licitações, afirmou o jornal português Diário Económico.


"Nós estamos esperando a visita de uma delegação brasileira nos próximos dias para iniciar as conversações sobre a organização do programa", afirmou o ministro da Defesa Nacional de Angola, Cândido Van-Dúnem, à agência de notícias Lusa, segundo o jornal.


Em julho, a Petrobrás confirmou a descoberta de petróleo em Angola, num bloco operado pela italiana Eni. Segundo a estatal, avaliações iniciais indicaram a existência de pelo menos 500 milhões de barris de petróleo de alta qualidade ("in place").


O jornal também disse, sem citar fontes, que a petroleira portuguesa Galp Energia, parceira da Petrobrás no Brasil, disse ao governo angolano que está interessada em adquirir participações minoritárias nos blocos de petróleo que deverão ser licitados. A Galp disse que não comentaria o assunto.


A Angola está tentando atrair o interesse das companhias antes de adotar medidas concretas para conceder novas licenças de exploração de petróleo no país.


Dados geológicos indicaram que as bacias do Congo e de Kwanza, em Angola, têm características similares com as bacias offshore do Brasil, onde foram feitas as maiores descobertas de petróleo do mundo nos últimos anos, afirmou o Diário Económico.

(Fonte: Economia - Estadão / Agência Estado / Dow Jones, 2010-09-29).

Angola é o maior fornecedor de petróleo da China


Angola tornou-se o maior fornecedor de petróleo à China, ultrapassando a Arábia Saudita, anunciou hoje um jornal de Pequim.

Em agosto, Angola exportou para a China 3,99 milhões de toneladas de petróleo, o que correspondeu a “mais de 19 por cento do total das importações chinesas” naquele domínio, disse o Global Times, citando estatísticas das Alfândegas da China.

Em declarações àquele jornal, o ministro da Indústria angolano, Joaquim David, indicou que a capacidade de produção de Angola pode exceder os dois milhões de barris por dia, mais do que a quota fixada pela OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), mas não confirmou se isso estava a acontecer.

“Instruímos, de facto, as companhias petrolíferas a respeitarem a quota, mas não posso comentar se elas conseguem fazer isso”, afirmou Joaquim David.
Na semana passada, uma agência noticiosa norte-americana disse que Angola estava a produzir em média 1,9 milhões de barris de petróleo por dia, mais do que os 1,65 milhões fixados pela OPEP.
Aquela matéria-prima representa quase metade do Produto Interno Bruto de Angola, mas, segundo Joaquim David, “o país está a trabalhar para diversificar a sua economia e reduzir a dependência em relação ao setor petrolífero”.

(Fonte: Lusa, 2010-09-28).

domingo, 19 de setembro de 2010

Repsol quer exportar conceito do pré-sal brasileiro para a África


A petroleira espanhola Repsol YPF quer exportar seu conceito de reservas de petróleo do pré-sal brasileiro para o Gabão, o Congo, a República do Congo e Angola, afirmou Nemesio Fernandez-Costa, vice-presidente da companhia para exploração e produção, em apresentação feita no Peru e publicada no website do órgão regulador do mercado de ações espanhol.

Várias das maiores descobertas mundiais de petróleo e gás nos últimos anos têm sido feitas na região do pré-sal do litoral do Brasil, onde a Repsol possui uma área significativa. Essas reservas ficam sob uma espessa camada de sal, abaixo do fundo do mar.

"Nós testamos o nosso modelo para pré-sal no Brasil e tivemos bons resultados. Portanto é um conceito que vale a pena ser mais explorado", afirmou um porta-voz da Repsol. A companhia afirmou na apresentação que já possui vários blocos em áreas africanas interessantes, como Serra Leoa, Libéria e Guiné Equatorial, e disse que está em busca de oportunidades no Gabão e em Angola.

Outras companhias de petróleo - entre elas Chevron e Cobalt International Energy - também têm mostrado interesse no potencial do pré-sal africano, especialmente em Angola. No ano passado, a estatal angolana de petróleo, Sonangol, afirmou que planeja perfurar um ou dois poços na área do pré-sal do país até 2012 e espera que ali existam grandes reservas de petróleo e gás.

A Repsol mencionou também Indonésia e Rússia como áreas de interesse. A companhia espanhola já possui fatias em três blocos na Indonésia e participações em outros dois ainda esperam aprovação do governo. Na Rússia, a companhia disse que está "identificando oportunidades".

Atualmente, as reservas de petróleo da Repsol sem contar as da unidade argentina YPF estão declinando, mas a companhia acredita que essa tendência se reverta quando algumas de suas recentes descobertas no Brasil chegarem a um estágio mais avançado de desenvolvimento.

Na apresentação, a Repsol afirmou que suas reservas provadas eram de 1,042 milhão de barris de óleo equivalente no fim do segundo trimestre deste ano. O volume é menor do que o de 1,6 milhão de barris de óleo equivalente existente no fim do ano passado. Além disso, a companhia tem cerca de 1,1 milhão de barris de óleo equivalente nas reservas da YPF. (Fonte: Estadão, 2010-09-09).

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Operadoras anunciam nova descoberta de petróleo em Angola


A sociedade angolana de combustíveis, Sonangol, e a Tepa Limited, uma subsidiária do grupo francês Total, anunciaram quinta- feira a descoberta de um novo poço de petróleo (Begónia-01), perfurado na Zona Nordeste do Bloco 17/06, em águas profundas do offshore de Angola.


Segundo um comunicado citado pela Agência Angola Press (Angop), o Begónia-01 é o segundo poço de pesquisa sondado com sucesso no bloco perfurado numa lâmina de água de 453 metros.


O poço comprovou a existência de hidrocarbonetos nos reservatórios de idade Miocênica, tendo produzido na fase de teste mais de seis mil barris/dia de crude de muito boa qualidade (36 graus API de densidade).


A Sonangol é a concessionária do Bloco 17/06, enquanto a Total é a operadora com uma participação de (30 porcento), ao lado da Sonangol Pesquisa e Produção S.A (30 porcento) e da Sonangol Sinopec International Limited (SSI) Seventeen Limited (27,5 porcento).


Também operam no mesmo bloco a Acrep Bloco 17 S.A. (5 porcento), a Falcon Oil Holding Angola S.A. (5 porcento) e a Partex Oil and Gas (Holding) Corporation (2.5 porcento) (Fonte: Panapress, 2010-04-01).

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Petrobras descobre petróleo em águas profundas em Angola


A Petrobras informou que duas novas descobertas de óleo foram feitas em águas profundas angolanas. A descoberta resulta da perfuração dos poços pioneiros, que estão situados a cerca de 350 quilômetros a noroeste da cidade de Luanda, em profundidade de água de cerca de 1.400 metros.


Durante os testes de produção realizados, um dos poços mostrou capacidade de produção superior a 1.600 barris por dia. No outro poço o teste de produção atingiu uma vazão de até 6.400 barris diários (Fonte: SRZD, 2010-02-22).

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Exportação de petróleo angolano deverá ter pico em outubro


As exportações de petróleo angolanas deverão atingir 1,903 milhões de barris diários em outubro - o nível mais elevado do ano -, e acima da cota do país africano estabelecida pela Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep), segundo os programas de exportação.

Os programas preliminares das grandes petrolíferas que operam no país, segundo a agência de informações financeiras
Bloomberg, apontam para um total de 62 carregamentos em outubro, num valor total de 59,1 milhões de barris, uma média diária de 1,903 milhões de barris. Trata-se do nível mais elevado desde dezembro do passado, quando a Opep fez sucessivos cortes de produção para tentar conter a derrubada dos preços do produto nos mercados internacionais.

Em setembro, as exportações atingiram uma média diária de 1,854 milhões de barris, num total de 58 carregamentos.
Segundo o ministro angolano do Petróleo, Botelho de Vasconcelos, o atual objetivo de produção do país é de cerca de 1,656 milhões de barris, no âmbito da Opep. O cartel petrolífero aumentou o nível de produção em julho, após recuperação dos preços registrada nos últimos meses.


Melhora

As melhores perspectivas para o setor petrolífero angolano têm levado os analistas que acompanham a economia do país a rever em alta as previsões de crescimento, afastando o cenário de recessão profunda estimada no início do ano.

Na semana passada, o Banco Mundial reviu a quebra de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) para um crescimento nulo, afirmou à Agência Lusa o economista-chefe da instituição para Angola, Ricardo Gazel.

O economista brasileiro afirma que o crescimento angolano poderá até ser positivo, se o setor petrolífero crescer mais de 10%.
Mas, entretanto, o preço do petróleo subiu e a produção de petróleo angolana inscrita no Orçamento de Estado revisto, 1,8 milhões de barris diários, está apenas 6,5 % abaixo da registrada no ano passado.

Apesar da quebra, afirma Gazel, o valor previsto para a produção está "acima do que seria se todos os cortes acordados com a OPEP fossem implementados".


"Mas a verdade é que nenhum país está a implementar a 100%" os cortes do cartel, frisou. (Fonte: Agência Lusa, 2009-08-19).

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

China quer depender menos de petróleo angolano


As petrolíferas chinesas continuam "famintas" por petróleo angolano, competindo mesmo entre si. Contudo, Pequim prepara-se para diminuir a dependência do "ouro negro" angolano, segundo um relatório divulgado nesta segunda-feira pela Chatham House.


"A China tem estado a modernizar as suas refinarias para reduzir as necessidades de petróleo da África. É de esperar que se torne menos dependente nos próximos anos", indica o relatório do centro de estudos estratégicos britânico.


De acordo com a Chatham House, a petrolífera Sinopec "continua faminta por novas aquisições em Angola", estando pré-qualificada para a próximo leilão de blocos petrolíferos (adiado devido à conjuntura depressiva do mercado), através da SIG e da SSI, um parceria com a estatal angolana Sonangol.


A recente aquisição da norte-americana Marathon Oil pela Sinopec de uma participação de 20% no Bloco 32 em Angola, negócio que contou com o interesse paralelo da também chinesa CNPC, demonstra uma nova tendência de disputa entre as petrolíferas de Pequim, defende.


"Pela primeira vez, as petrolíferas chinesas estão a concorrer abertamente entre elas por concessões angolanas", aponta o estudo.


O documento destaca também que são "altamente exagerados" os medos de que o setor petrolífero de Angola e Nigéria sejam apropriados por petrolíferas asiáticas, uma vez que são as grandes petrolíferas norte-americanas ou europeias que reclamam uma maioria das reservas.


"Nem Nigéria nem Angola encaixam no estereótipo dos frágeis estados africanos explorados implacavelmente por tigres asiáticos famintos de recursos", diz.



Abordagem


Os pesquisadores destacam ainda a abordagem mais pragmática da China em relação a Angola, em contraste com a de outros países asiáticos, sobretudo a Índia.


"Os laços entre negócios privados e estatais são um fator chave no sucesso das estratégias petrolíferas chinesas em Angola, face às de outros países asiáticos. As profundas relações políticas e empresariais entre China e Angola contrastam fortemente com a abordagem da Índia", frisa.


Angola é o maior fornecedor petrolífero africano da China - 599 milhões de barris em 2008, no valor de US$ 59,9 bilhões, segundo dados da Agência Internacional de Energia. Além disso, os empréstimos da China, que tem o petróleo como garantia, têm financiado a reconstrução do país africano.


A assistência chinesa permitiu o início de cerca de 120 projetos desde 2004, e até março deste ano o volume de ajuda financeira estava estimado em US$ 15 bilhões.


Atualmente, destaca o relatório, os empréstimos já não são exclusivamente garantidos por petróleo e o último empréstimo chinês ( de US$ 1 bilhão, em março) está direcionado para o desenvolvimento da agricultura (Fonte: TN Petróleo / Agência Lusa, 2009-08-10).

Companhias dos EUA exploram 50% do petróleo angolano


O petróleo está no centro das relações econômicas bilaterais entre Angola e os Estados Unidos, com duas petrolíferas norte-americanas operando poços que representam cerca de metade das exportações angolanas do combustível em estado bruto.

Segundo dados da Administração para a Informação Energética, organismo estatístico de Washington para o setor, o Bloco 15 (off-shore do Soyo), representa perto de 30% da produção angolana, e é operado pelo "gigante" norte-americano ExxonMobil, através da subsidiária Esso, com uma participação de 40% no consórcio.
Além dela, a Chevron opera o Bloco 0 (Cabinda), de onde sai aproximadamente 20% da produção angolana, tendo como parceiros a Sonangol, a TotalFinaElf e a ENI-Agip.
A Chevron ainda opera o Bloco 14, o primeiro de águas ultraprofundas a entrar em produção (105 mil barris em 2006).
O país tem ainda a também norte-americana Marathon, que recentemente chegou a acordo com duas petrolíferas chinesas - Sinopec e CNOOC - para vender, por US$ 1,2 bilhão, 20% da sua participação no Bloco 32, considerado "altamente promissor" nos trabalhos de prospecção já realizados.

De acordo com a Bloomberg, o negócio contava ainda com o interesse da indiana ONGC e da Petrobras.


China

Angola é o sexto maior fornecedor petrolífero dos Estados Unidos, sendo a venda da Marathon emblemática da sobreposição dos interesses norte-americanos com os da China.

O gigante asiático já tem em Angola o seu principal fornecedor petrolífero africano - 599 milhões de barris em 2008, no valor de US$ 59,9 bilhões, segundo dados da Agência Internacional de Energia.

"As exportações para os países asiáticos cresceram rapidamente nos últimos anos, particularmente para a China (...) A Sonangol e a Sinopec vão também estar atentas a futuras concessões, particularmente nos 23 blocos na Bacia do Kwanza e áreas abandonadas dos blocos 15, 17 e 18", diz a Administração para a Informação Energética norte-americana.

Juntos, Estados Unidos e China recebem atualmente 90% das exportações petrolíferas angolanas, que por sua vez contribuem com mais de 80% do PIB e 83% das receitas do Estado (2008) (Fonte TN Petróleo / Agência Lusa, 2009-08-06).

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Odebrecht descobre petróleo de boa qualidade em Angola, em águas profundas


A Odebrecht Óleo e Gás, do grupo Odebrecht, fez sua primeira descoberta de petróleo no exterior, em Angola. A descoberta será anunciada nesta quinta-feira em Angola, informou o presidente da Odebrecht Óleo e Gás, Miguel Gradin. Até 2011, a empresa planeja investir US$ 4 bilhões em todas as suas atividades de exploração e produção, concentradas em Angola e no Brasil.


No Brasil, a Odebrecht participa da exploração de um bloco terrestre na Bacia Potiguar. No ano passado, a companhia anunciou a viabilidade econômica da descoberta de petróleo num poço exploratório do Bloco POT-T-612 da Bacia Potiguar (Campo Carcará), no Rio Grande do Norte.
Gradin disse que o óleo encontrado em Angola é leve, de boa qualidade. O poço tem profundidade de 4.725 metros e está em águas profundas, a 1.230 metros de distância do nível ao fundo do mar.


A descoberta está 315 quilômetros a noroeste da capital, Luanda. O executivo calcula que o campo poderá entrar em produção em quatro ou cinco anos. O consórcio é formado pela Maersk Oil (operadora, com 50%), pela Sonangol (20%), pela Odebrecht Óleo e Gás (15%) e pela Devon Energy (15%) (Fonte: O Globo - Globo, 2009- 07-16).

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Participação no G-8 dá visibilidade a Angola


Maior visibilidade internacional e mais responsabilidade interna são as consequências imediatas da participação do presidente angolano, José Eduardo dos Santos, na cúpula do G-8, que acontece na quarta-feira na Itália, segundo analistas angolanos ouvidos pela Agência Lusa.


O convite feito pelo primeiro-ministro italiano, Sílvio Berlusconi, para estar em L'Aquila, deve-se ao crescente papel de Luanda na política mundial graças à sua condição de grande produtor de petróleo e o seu papel decisivo no jogo diplomático africano, especialmente na África Austral.


Segundo Justino Pinto de Andrade, professor universitário, sendo Angola atualmente “um parceiro internacional interessante” no que diz respeito ao petróleo, detendo a atual presidência rotativa da Organização de Países Produtores de Petróleo (OPEP), sua importância se torna ainda maior.


“Angola não pode ficar de fora na discussão de problemas internacionais, como a crise econômica e financeira mundial, por onde passam também os problemas energéticos”, disse Andrade. Porém, ele destaca que o convite não pode ser visto na perspectiva pessoal, mas sim “no que ele representa”.


Além de Angola, foram convidados a participar da reunião outros países africanos, como África do Sul, Argélia, Egito, Nigéria e Senegal.



Responsabilidade interna


Por outro lado, Alcides Sakala, dirigente do partido de oposição angolano Unita, acredita que a participação vai requerer “maior responsabilidade na política interna, no que diz respeito aos direitos humanos, a necessidade de combate à corrupção, maior transparência nos atos de gestão dos recursos do país, combate à pobreza”. Já o analista político Sebastião Isata, antigo vice-ministro das Relações Exteriores, também é da opinião que o papel importante de Angola na geopolítica africana, a presidência da OPEP e a consolidação da democracia angolana, ampliada no ano passado com a realização de eleições, constituíram pontos essenciais para o convite.


“O convite constitui um reconhecimento do papel importante que Angola vem desempenhando na região Austral de África, bem como do seu crescimento econômico registrado nos últimos tempos”, afirmou.



Importância


Para o ministro angolano da Economia, Manuel Nunes Júnior, o convite surge porque o país possuiu “uma das economias que mais crescem em África” e é, por isso, um importante pólo de atração para os grandes investidores internacionais.


“É um reconhecimento internacional de vigor do nosso crescimento econômico, das transformações que têm sido introduzidas e das várias reformas que também têm sido implementadas e que nos devem orgulhar e aumentar a nossa auto-estima como angolanos”, disse.


O ministro considerou ainda que se trata de uma oportunidade para Angola manifestar as suas preocupações.


“Sempre que se está a conversar com as economias mais fortes do mundo, está-se perante uma oportunidade em que se podem colocar as nossas preocupações, inquietações, sempre no sentido de fazer com que as nossas economias sejam cada vez mais equilibradas e consigam resolver os problemas sociais e outros que afetam as suas populações”, concluiu (Fonte: Agência Lusa, 2009-07-07).

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Ministro destaca contribuição chinesa no desenvolvimento de Angola

O ministro angolano dos Petróleos e presidente da OPEP, José Maria Botelho de Vasconcelos, disse em Beijing, que a China está a desempenhar um papel preponderante no desenvolvimento económico de Angola, destacando a sua contribuição nos sectores petrolífero, da construção civil e agrícola.

Botelho de Vasconcelos fez estas declarações quando intervinha na Cimeira Mundial do grupo de reflexão "Think Tank", iniciada hoje na cidade capital chinesa.

Falando da relação entre a energia e a economia mundial, o ministro sublinhou que ela (energia) é o motor do crescimento económico, tendo o petróleo como fonte principal com cerca de 37% da mistura energética mundial.

O governante angolano realçou que em 2008 a procura anual de petróleo diminuiu pela primeira vez desde os princípios da década de 80. "Para nós na indústria, isto foi um grande choque, sentido directamente ao longo de toda a cadeia de fornecimento", frisou.

Botelho de Vasconcelos enfatizou que a OPEP tem agido quando necessário para restaurar a ordem e a estabilidade no mercado, no interesse de ambos, produtores e os consumidores. Isto inclui, referiu o presidente da OPEP, a decisão, tomada em Dezembro e 2008, de reduzir o nosso tecto de produção em 4,2 milhões de barris/dia, a partir do nível de produção de Setembro de 2008, para os 11 países membros que são parte do nosso acordo.

Todavia, referiu, temos assistido desde então forças especulativas influentes a impulsionarem novamente a subida dos preços. Nesta conformidade, nada parece ter mudado desde 2008. Mas os preços podem simplesmente baixar de novo quando a especulação excessiva faz o contrário, como vimos no ano passado. "Em consequência de tudo isto, o mercado petrolífero encontra-se actualmente numa situação delicada", frisou.

A Cimeira, organizada pelo Centro Chinês para Intercâmbios Económicos Internacionais (CCIEE), que encerra sábado, tem como propósito discutir em profundidade as tendências da crise financeira e económica internacional e fazer sondagens sobre como revigorar o crescimento da economia mundial. O evento, o primeiro organizado pelo CCIEE desde a sua fundação a 20 de Março de 2009, conta com a participação de políticos, académicos, jornalistas e consultores de vários organismos internacionais, entre os quais o Banco Mundial, o FMI, entre outros (Fonte: Portal Angop, 2009-07-03).

Chevron produz em Angola

A subsidiária da Chevron Cabinda Gulf Oil Company Limited (CABGOC) produziu hoje o primeiro óleo do projeto Mafumeira Norte, em Angola, no continente africano.

Em lâmina d'água de 49 m e a cerca de 24 km da costa angolana, o projeto Mafumeira Norte é a primeira fase do exploração do campo de Mafumeira, localizado na area A do bloco 0, e conta com 14 poços.

O pico de produção deve ser atingido em 2011, com 30 mil b/d de óleo bruto e cerca de 0,85 milhão de m³/dia de gás natural.

A CABGOC é a operadora do bloco, com 39,2%. O consórcio inclui também Sonangol P & P (41%), Total (10%) e ENI (9,8%) (Fonte: Energa Hoje, 2009-07-03).

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Galp torna-se maior acionista da Enacol


A petrolífera portuguesa Galp Energia se tornou a maior acionista da Empresa Nacional de Combustíveis (Enacol) de Cabo Verde, decisão que está criando polêmica, principalmente pela "insatisfação" da angolana Sonangol.


A decisão foi tomada em abril em uma assembleia-geral da Enacol, mas mantida em sigilo, uma vez que só foi revelado publicamente que a Galp Energia subiu a sua participação acionária de 33,2% para 45,03%, enquanto a Sonangol passou de 33,2% para 38,13%.


O jornal A Semana, num artigo intitulado "Galp assume controle da Enacol, Sonangol fala em golpe", escreve que o descontentamento da parte angolana foi manifestado na própria assembleia-geral, onde foi aprovado também o aumento de três para cinco o total de administradores.


Desse grupo, três são destacados pela empresa portuguesa - que ficou também com a direção do Conselho Fiscal e da Mesa da Assembleia Geral -, um pela angolana e um pela parte cabo-verdiana.


"Detentora de 45,03% do capital social da Enacol (…) e com os acionistas minoritários a primarem pela ausência durante a reunião da Assembleia Geral, bastou à Galp uma maioria simples para impor a sua vontade", diz o jornal A Semana, que cita fontes oficiais.


Segundo o jornal, a "atitude" da Galp Energia "desagradou" à Sonangol, uma vez que a empresa angolana e portuguesa têm um acordo para os assuntos mais importantes, como a eleição de novos administradores, que devem ser concertados antes da assembleia-geral.



Disputa


Logo após a nomeação dos novos administradores, acrescenta-se no jornal, a parte angolana manifestou, em plena assembleia-geral, que a Galp Energia "não cumpriu", razão pela qual a Sonangol referiu que "vai ver o que se pode fazer para reverter a situação".


A luta entre a Galp Energia e a Sonangol pelo controle da Enacol é já antiga, mas a empresa portuguesa, em 2008, conseguiu obter a maioria das ações depois de adquirir 6,2% delas que obteve, via Bolsa de Valores de Cabo Verde, pela Caixa Banco de Investimentos (CBI).


Pouco depois, as ações da Enacol acabaram por valorizar em demasia e, em 4 de dezembro de 2008, a Bolsa de valores de Cabo Verde foi obrigada a suspender as transações bolsistas, que só seriam retomadas a 14 de janeiro deste ano.


Em março, o Estado cabo-verdiano alienou a sua participação na empresa por uma Operação Pública de Venda (OPC), que envolveu 28% do capital social, mantendo apenas uma golden share, de 2,13%, o que lhe permite ter uma palavra decisiva em questões estratégicas.


"Os acionistas minoritários, com 14,7%, e o Estado de Cabo Verde estão na base da pirâmide, mas os acionistas minoritários podem fazer desequilibrar a balança desde que marquem presença das reuniões da assembleia-geral", remata o A Semana (Fonte: Agência Lusa, 2009-06-12).