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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Timor-Leste: Acordo com a Austrália sobre o Greater Sunrise expira em breve

O acordo sobre o Greater Sunrise, que possibilita a Timor-Leste e à Austrália a partilha de rendimentos de petróleo e gás (50-50) na Área de Desenvolvimento Conjunto Petrolífero, vai expirar em breve.

O anterior primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri e o seu homólogo australiano, John Howard, assinaram o acordo em Janeiro de 2006. O documento indica que os dois países vão discutir as questões fronteiriças ao fim de 50 anos de exploração petrolífera no Greater Sunrise.

O Governo de Alkatiri não fez nada após a assinatura do acordo devido às crises políticas e militares sentidas no mesmo ano, embora pretendesse trazer o gasoduto para Timor-Leste.

O novo Executivo timorense, criado em 2007, sob a liderança do primeiro-ministro Xanana Gusmão, começou a definir o seu plano de negociações com a petrolífera australiana Woodside e a sua «Joint Venture». As negociações, iniciadas em meados de 2008, discutem formas de exploração: trazer o gasoduto para Darwin ou Timor-Leste.

O Governo de Gusmão tenciona trazer o gasoduto para a costa sul do país, visto que o pipeline de Bayu Undang foi levado para Darwin. Entretanto, a Woodside sugeriu uma outra opção, a de uma plataforma flutuante de GNL no campo do Greater Sunrise. No entanto, Timor-Leste mantém a sua inicial posição.

Desde 2008 que surgiram fortes argumentos de ambas as partes. Sem solução para a questão do gasoduto, a empresa não pode explorar o petróleo e gás no Greater Sunrise. O problema do Greater Sunrise, cujo acordo foi alcançado após uma longa discussão entre Dili e Camberra, vai até ao fim, ou seja, 23 de Fevereiro de 2013, data em que o documento cessa. Os dois governos terão de estabelecer um novo acordo.

O ministro timorense dos Recursos Naturais, Alfredo Pires, disse que se reuniria com Xanana Gusmão para discutir a posição do país em relação ao Greater Sunrise. No entanto, defende o argumento de trazer o gasoduto para Timor-Leste. Alfredo Pires afirmou que vai anunciar a sua posição após o acordo expirar.

Meanwhil, secretário-geral da FRETILIN e o ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri são da opinião que o Governo de Gusmão não tem capacidade suficiente para negociar o problema do gasoduto com a Woodside e a sua «Joint Venture».

Meanwhil assegura que se o acordo expirou então será muito difícil de trazer o gasoduto para Timor-Leste. «Se o acordo morre, o gasoduto não vai chegar», defendeu. Contudo, considera que essa questão está agora sob a responsabilidade do Governo de Gusmão.

Há dois anos, o antigo Presidente da República Ramos Horta e Xanana Gusmão queriam que representantes da FRETILIN, incluindo Mari Alkatiri, se juntassem à equipa de negociações do Governo. No entanto, os deputados do CNRT, partido de Gusmão, não concordaram com a ideia, considerando que a equipa liderada por Francisco Monteiro, um dos homens de confiança do primeiro-ministro, teria sucesso nas negociações com a Woodside.

A Woodside, a sua «Joint Venture» e o Governo australiano sempre argumentaram que tinham como compromisso resolver a questão do gasoduto, embora considerem que cada solução deve-se basear no total interesse para ambas as partes.

No entanto, ainda não foi alcançado nenhum resultado positivo proveniente da negociação. O público é da opinião de que as negociações foram muito fracas.

(Fonte: Jornal Digital, 2013-01-29).

segunda-feira, 22 de junho de 2009

China interessada no sector dos petróleos de Timor-Leste


O ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Zacarias da Costa, disse segunda-feira em Díli ter discutido durante a sua deslocação à China a possível cooperação chinesa no sector dos hidrocarbonetos.


"O presidente Hu Jintao reconheceu que Timor-Leste é um país rico em petróleo, gás e recursos naturais que interessam à China e Timor-Leste também está interessado numa parceria estratégica como a China”, acentuou, lembrando que os negócios nortearam o seu périplo de uma semana.


O envolvimento chinês "poderá passar pela construção do gasoduto para Timor-Leste, se for possível negociar com a Austrália, e pelo estabelecimento de uma zona de apoio em Suai (sul)”, adiantou à agência noticiosa portuguesa Lusa.


O ministro adiantou estarem ainda em jogo “refinarias e de toda a infra-estrutura necessária ao sector, tanto em terra como no mar”.


O ministro dos Negócios Estrangeiros lembrou que o país “já tem um parceiro estratégico, a Petronas, da Malásia, bem como um bom grupo de apoio na Coreia do Sul, liderado pela Korgaz”.


Em 2002, realçou, a Petrochina enviou uma missão à região, para um levantamento e estudos em terra.


Na altura, foi celebrado um acordo bilateral, estando prevista para breve a deslocação de uma nova missão empresarial chinesa a Timor-Leste, com o objectivo de discutir com o Governo o envolvimento no sector, adiantou o chefe da diplomacia timorense.


Zacarias da Costa valorizou ainda a exportação de mais de uma centena de produtos timorenses para a China, fruto de um acordo bilateral assinado em 2008 (Fonte: Macauhub, 2009-06-16).

segunda-feira, 15 de junho de 2009

China pode construir gasoduto para o Timor, diz chanceler


O chefe da diplomacia timorense, Zacarias da Costa, assegurou nesta segunda-feira que a China poderá ser a construtora do gasoduto para o Timor Leste, mas ressalvou a necessidade de negociar com a Austrália.

Zacarias da Costa, recém-chegado de uma visita pela China, falava à Agência Lusa à margem da primeira sessão de seguimento da reunião de doadores no ministério das Relações Exteriores, em Díli.

“A viagem à China foi um sucesso, nem esperava tanta abertura em todos os domínios,” declarou, valorizando as “garantias incondicionais” recebidas para o apoio ao desenvolvimento do Timor Leste.

Segundo Zacarias da Costa, “o presidente (Hu Jintao) reconheceu publicamente que Timor Leste é um país rico em petróleo, gás e recursos naturais que interessam à China”.

E Timor Leste também “está interessado numa parceria estratégica como a China”, acentuou, lembrando que os negócios nortearam o seu deslocamento de uma semana.

“Foi discutida a possível cooperação chinesa no setor” dos hidrocarbonetos, com “o envolvimento de capitais chineses para o seu desenvolvimento”, indicou.

“Este envolvimento poderá passar pela construção do gasoduto para Timor Leste, se for possível negociar com a Austrália, e pelo estabelecimento de uma zona de apoio em Suai (sul)”, acrescentou.

Estão ainda em jogo “refinarias e de toda a infra-estrutura necessária ao setor, onshore e ofshore”.

Zacarias da Costa acentuou a necessidade de o Timor Leste contar com outros “parceiros estratégicos fortes, quer dizer, com bastante 'cash' (liquidez)”.

O ministro das Relações Exteriores lembrou que o país “já tem um grande parceiro estratégico, a Petronas, da Malásia, bem como um bom grupo de apoio na Coreia do Sul, liderado pela Korgaz”.

Em 2002, realçou, a Petrochina enviou uma missão à região, para um levantamento e estudos onshore. Na época, foi celebrado um acordo bilateral, estando prevista para breve a deslocação de uma nova missão empresarial chinesa ao Timor Leste, com o objetivo de discutir com o governo o envolvimento no setor, adiantou o chefe da diplomacia timorense.

Zacarias da Costa apontou que a cooperação no setor das infra-estruturas também foi tratada e, proximamente, chegará a Díli o ministro do Comércio chinês, com a tutela de grandes obras no estrangeiro.

O setor do turismo também foi abordado porque “a China gostaria de entrar, através de uma maior presença dos seus operadores”, citou. Zacarias da Costa valorizou ainda a exportação de mais de uma centena de produtos timorenses para a China, fruto de um acordo bilateral assinado em 2008 (Fonte: Agência Lusa, 2009-06-15).