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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Sonangol inicia produção de petróleo em três poços no offshore angolano


A petrolífera angolana Sonangol anunciou nesta quinta-feira o início da produção petrolífera em três poços do Bloco 31 do offshore angolano, em que prevê atingir a produção diária de 70 mil barris.

Em comunicado, a empresa refere que o Bloco 31, situado em águas ultra-profundas, é operado conjuntamente pela Sonangol Pesquisa e Produção (20%) e pela britânica BP (26,37%), e os direitos de exploração estão atribuídos a um consórcio que integra a Sonangol (25%), a norueguesa Statoil (13,33%), a norte-americana Marathon (10%) e a empresa sino-angolana China Sonangol (5%).

A extracção de petróleo começou a ser feita em três poços do campo Plutão, que faz parte do Projecto PSVM (Plutão, Saturno, Vénus e Marte).

Segundo o comunicado da Sonangol, o Projecto PSVM deverá atingir uma produção máxima diária de 150 mil barris de petróleo, com a entrada em produção dos restantes campos: Saturno e Vénus em 2013, e Marte em 2014.

A produção do “PSVM” é feita através de uma Unidade Flutuante de Armazenamento e Descarga, com uma capacidade de armazenamento de 1,6 milhões de barris de petróleo, a primeira a operar em águas ultra-profundas em Angola, destaca o documento.

A Sonangol refere ainda no comunicado que 40 poços produtores e de injecção de água e gás submarinos serão ligados àquela Unidade Flutuante de Armazenamento através de 15 colectores e equipamentos associados.

Angola é o segundo maior produtor de petróleo do continente africano, a seguir à Nigéria.

(Fonte: Publico P Economia, 2013-01-31).

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Petrobras no Golfo do México


O Escritório de Administração, Regulamentação e Supervisão de Energia Oceânica dos EUA concedeu, na quinta-feira (17), uma licença para a Petrobras iniciar a produção de petróleo e gás natural em seu projeto nos campos de Cascade e Chinook, no golfo do México.

A direção do órgão ressaltou a colaboração entre a indústria e o governo americano para a produção de recursos de energia no país.

Com a obtenção dessa licença, a Petrobras iniciará em breve a produção no golfo do México, em campos localizados a uma profundidade de 2.500 metros.

Será o primeiro navio-plataforma tipo FPSO (navio que tem instalações de produção e estocagem) a operar na região do golfo, nos EUA. A Petrobras tem experiência com operação de FPSOs em águas profundas e ultraprofundas no Brasil, inclusive nos campos do pré-sal.

A plataforma tem capacidade para produzir 80 mil barris de petróleo e 500 mil metros cúbicos de gás por dia. Entre as principais vantagens do navio-plataforma está a mobilidade. Em caso de condições climáticas adversas, a embarcação pode ser separada do sistema de poços e navegar para áreas seguras. (Fonte: Folha - UOL, 2011-03-19).


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Petrobras pode voltar a explorar petróleo em Cuba


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negocia a volta da Petrobras na exploração de petróleo ao longo da costa cubana, disse ao R7 o ex-embaixador do Brasil na ilha, Tilden Santiago. O diplomata, que esteve à frente da embaixada em Cuba durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006), afirmou que esse será um dos temas na agenda da visita de Lula à terra de Fidel Castro nesta quarta-feira (24), ainda que de forma extraoficial:


- Tenho informações do Itamaraty e da Presidência de que o presidente [Lula] pretende retomar vários aspectos. Um deles é a possibilidade de o Brasil voltar a participar das prospecções de petróleo no entorno da ilha de Cuba. Nos dois primeiros anos em que eu estava lá [como embaixador] a Petrobras atuou no país.


Questionada, a assessoria de imprensa do Itamaraty disse que não confirma a informação sobre a Petrobras. Mas também não nega.


Lula já havia acenado para essa possibilidade em visita à ilha no final de 2008. Na agenda oficial da visita dele a Cuba, no entanto, não estão previstos novos acordos sobre petróleo.


Em 2008, a Petrobras adquiriu direitos de exploração de um bloco de águas profundas cubanas no golfo do México. A empresa brasileira fez os estudos sísmicos, mas ainda não se decidiu sobre a exploração. Lula disse nesta semana em seu programa de rádio que a Petrobras poderia fazer uma prova de prospecção neste ano.


O governo Lula colocou a Petrobras para procurar petróleo em águas profundas cubanas, abriu uma linha de crédito comercial para o país, apesar da dificuldade de Havana em pagar seus fornecedores, e estabeleceu um acordo para que a construtora Odebrecht modernize o terminal de contêineres do porto de Mariel (Fonte: R7 Notícias, 2010-02-24).

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Petrobras descobre petróleo em águas profundas em Angola


A Petrobras informou que duas novas descobertas de óleo foram feitas em águas profundas angolanas. A descoberta resulta da perfuração dos poços pioneiros, que estão situados a cerca de 350 quilômetros a noroeste da cidade de Luanda, em profundidade de água de cerca de 1.400 metros.


Durante os testes de produção realizados, um dos poços mostrou capacidade de produção superior a 1.600 barris por dia. No outro poço o teste de produção atingiu uma vazão de até 6.400 barris diários (Fonte: SRZD, 2010-02-22).

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Companhias dos EUA exploram 50% do petróleo angolano


O petróleo está no centro das relações econômicas bilaterais entre Angola e os Estados Unidos, com duas petrolíferas norte-americanas operando poços que representam cerca de metade das exportações angolanas do combustível em estado bruto.

Segundo dados da Administração para a Informação Energética, organismo estatístico de Washington para o setor, o Bloco 15 (off-shore do Soyo), representa perto de 30% da produção angolana, e é operado pelo "gigante" norte-americano ExxonMobil, através da subsidiária Esso, com uma participação de 40% no consórcio.
Além dela, a Chevron opera o Bloco 0 (Cabinda), de onde sai aproximadamente 20% da produção angolana, tendo como parceiros a Sonangol, a TotalFinaElf e a ENI-Agip.
A Chevron ainda opera o Bloco 14, o primeiro de águas ultraprofundas a entrar em produção (105 mil barris em 2006).
O país tem ainda a também norte-americana Marathon, que recentemente chegou a acordo com duas petrolíferas chinesas - Sinopec e CNOOC - para vender, por US$ 1,2 bilhão, 20% da sua participação no Bloco 32, considerado "altamente promissor" nos trabalhos de prospecção já realizados.

De acordo com a Bloomberg, o negócio contava ainda com o interesse da indiana ONGC e da Petrobras.


China

Angola é o sexto maior fornecedor petrolífero dos Estados Unidos, sendo a venda da Marathon emblemática da sobreposição dos interesses norte-americanos com os da China.

O gigante asiático já tem em Angola o seu principal fornecedor petrolífero africano - 599 milhões de barris em 2008, no valor de US$ 59,9 bilhões, segundo dados da Agência Internacional de Energia.

"As exportações para os países asiáticos cresceram rapidamente nos últimos anos, particularmente para a China (...) A Sonangol e a Sinopec vão também estar atentas a futuras concessões, particularmente nos 23 blocos na Bacia do Kwanza e áreas abandonadas dos blocos 15, 17 e 18", diz a Administração para a Informação Energética norte-americana.

Juntos, Estados Unidos e China recebem atualmente 90% das exportações petrolíferas angolanas, que por sua vez contribuem com mais de 80% do PIB e 83% das receitas do Estado (2008) (Fonte TN Petróleo / Agência Lusa, 2009-08-06).

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Halliburton anuncia contrato de R$ 380 milhões com Petrobras


A Halliburton - segunda maior companhia de serviços do setor de petróleo do mundo em receita, atrás apenas da Schlumberger - anunciou nesta terça-feira, 21, que fechou um contrato de serviços de US$ 190 milhões com a Petrobras. A companhia norte-americana vai fornecer serviços de perfuração à estatal brasileira em campos em alto-mar - onde estão as mais promissoras descobertas de petróleo e gás do mundo.

O contrato de cinco anos deverá ter início no terceiro trimestre deste ano. A Petrobras parece estar dando prosseguimento a seus programas de desenvolvimento. Na segunda-feira, a Transocean, maior empresa de serviços de perfuração submarina do mundo, anunciou um acordo de três anos com a estatal brasileira, no valor estimado de US$ 558,5 milhões.

A Halliburton afirmou que prevê uma recuperação mais rápida do que o esperado nos negócios internacionais, em consequência do aumento dos preços do petróleo. A companhia anunciou na segunda que teve lucro de US$ 265 milhões no segundo trimestre deste ano, o que representou queda de 48% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Apesar do declínio, o resultado veio melhor do que o esperado pelos analistas e alimentou as esperanças do setor de que o aumento dos preços do petróleo possa levar a uma recuperação da atividade de perfuração em todo o mundo. As informações são da Dow Jones (Fonte: Estadão / Agência Estado, 2009-07-21).

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Chevron começa a produzir petróleo no campo de Frade


A norte-americana Chevron informou nesta terça-feira que iniciou a sua primeira produção de petróleo no Brasil, no campo de Frade, na bacia de Campos (RJ), com expectativa de atingir um pico de produção de 90 mil barris de óleo equivalente por dia em 2011.


O investimento no campo é estimado em 3 bilhões de dólares, sendo 51,7 por cento da Chevron, operadora do campo, e 30 por cento da Petrobras. O restante, ou 18,26 por cento, pertence a acionistas japoneses reunidos na Frade Japão Petróleo Ltda.


Segundo comunicado da Chevron enviado ao mercado nesta terça, o petróleo extraído no Brasil será exportado e o gás natural, vendido no mercado interno brasileiro.


"A evolução positiva do campo de Frade abre uma nova grande fonte de energia para as próximas duas décadas, enquanto cria uma plataforma importante para que a Chevron possa crescer o seu negócio dentro de uma das mais promissoras regiões de petróleo e gás do mundo", disse em uma nota o vice-presidente executivo de upstream e gás, George Kirkland.


Frade não está localizado na região pré-sal e empresa já afirmou interesse em avaliar sua participação na exploração do pré-sal brasileiro, área que pode conter bilhões de barris em reservas mas que depende de um novo marco regulatório para ser ofertada ao mercado.


O campo de Frade, cuja exploração é feita em águas profundas a 370 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, tem reservas entre 200 e 300 milhões de barris de óleo equivalente (boe) de óleo pesado, de cerca de 18 graus API (Fonte: Ultimo Segundo - IG, 2009-06-23).

Galp informa que primeiro navio com petróleo de Tupi chega a porto paulista


O primeiro navio com petróleo de Tupi chegará em breve ao porto de São Sebastião, no Estado de São Paulo. A portuguesa Galp, que tem participação de 10% do bloco BM-S-11, onde foram econtrados os campos de Tupi, Iara e Iacema, informou onte e Lisboa que foram transferidos 315 mil barris de petróeo da plataforma (FPSO) Cidade de São Vicente para o navio Nordic Spirit. A viagem até o porto de São Sebastião demora cerca de 15 horas.


O óleo foi extraído do poço chamado Tupi Sul, que começou a produzir oficialmente, e um teste de longa duração (TLD) no dia 1º de maio. Como a plataforma de produção não tem grande capacidade de armazenamento, assim que ela fica "cheia" tem que ser esvaziada com a transferência do petróleo para o navio chamado de aliviador, que leva o produto até uma unidade em terra para ser refinado.


Segundo a Galp, estão sendo produzidos por meio desse poço cerca de 14 mil barris de petróleo por dia. Na nota divulgada ontem, o presidente da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, ressaltou que o dia 23 de junho representa a incorporação no mercado das primeiras quantidades de óleo cru provenientes do pré-sal da Bacia de Santos, sendo assim outro dia que ficará na história desse grande projeto.


Além do BM-S-21, onde até agora foram encontrados três reservatórios, a portuguesa Galp tem a participação acionária em blocos com descobertas importantes de petróleo e gás no pré-sal: BM-S-8 (Bem-te-Vi), BM-S-24 (Júpiter), BM-S-21 (Caramba). Contabilizando as áreas ultra-profundas em alto mar, a Galp tem participação em 20 projetos no Brasil, todos em parceria com a Petrobras.


Procurada ontem, a estatal brasileira não confirmou as informações dadas pela Galp. O Valor apurou que a produção em Tupi não foi contínua desde o dia1º de maio porque houve paradas de produção para testes em horizontes mais profundos para checar o comportamento do reservatório. Se opoço Tupi Sul estivesse produzindo há 54 dias - de 1º de maio a 23 de junho, data informada pela Galp para início de transferência do petróleo armazenado - a produção acumulada seria de 756 mil barris de petróleo e não os 315 mil informados pela portuguesa. Até o fechamento da edição a Petrobras não informou qual o destino desse óleo e nem se a parte da Galp será exportada. Tupi é operada pela Petrobras (65%) tendo como sócias a BG Group (25%) e a própria Galp (10%) (Fonte: Valor Econômico, 2009-06-26)

domingo, 31 de maio de 2009

Angolanos anunciam descoberta de novo poço petrolífero


Uma nova descoberta petrolífera foi anunciada nesta quarta-feira pela Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) e pela British Petroleum (BP).


Segundo um comunicado da companhia petrolífera angolana, o novo poço com capacidade de produção de cinco mil barris diários, denominado “Oberon-1”, foi perfurado a 1.624 metros de profundidade a partir do fundo do mar. Ao todo, a jazida fica 3.622 metros abaixo do nível do mar.


O poço está situado na parte sul do bloco 31 das águas ultra profundas do offshore angolano e aproximadamente a 335 quilômetros a noroeste de Luanda, e a quatro quilômetros a nordeste do campo “Dione”, sendo a décima oitava descoberta da BP no bloco. No bloco 31, a Sonangol é a concessionária com 20% de participação, a British Petroleum opera 26,7%, a Esso Exploration and Production Angola 25%, a Statoil Angola A.S 13,3%, a Marathon International Petroleum Angola 10% e a TEPA 5% (Fonte: Agencia Lusa, 2009-05-27).

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Indústria ligada a setor de petróleo precisa investir US$ 5 bilhões


O diretor de Planejamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), João Carlos Ferraz, afirmou que a indústria nacional de bens e serviços para o setor de petróleo e gás precisará de investimentos de US$ 5 bilhões até 2011 para fazer frente à expansão esperada do setor.


Ferraz afirmou que a demanda aumentará em todos os segmentos da indústria fornecedora, principalmente nas atividades mais ligadas à exploração de petróleo em águas profundas, como tubos e equipamentos de automação.


O diretor afirmou que a crise financeira não teve efeitos sobre este setor no Brasil. "Dado o cenário de baixo crescimento da economia esta é uma ilha na qual deveríamos concentrar muita atenção como sustentáculo do crescimento", afirmou Ferraz, que participou do 21º Fórum Nacional promovido pelo Instituto Nacional Altos Estudos.


Ferraz afirmou que o Brasil representa entre 20% e 25% da demanda mundial prevista para o setor de petróleo nos próximos anos e exemplificou a necessidade de crescimento na capacidade dos estaleiros nacionais para atender às demandas da Petrobras.


Segundo ele, os estaleiros nacionais precisam resolver problemas logísticos que não existem em seus pares sul-coreanos. O diretor ressaltou que a área de todos os estaleiros brasileiros corresponde a 3,5 milhões de metros quadrados, o que equivale, a apenas um estaleiro sul-coreano.


A despeito da diferença de escala, Ferraz destacou que os investimentos que serão feitos pela Petrobras impressionam. Segundo ele, a apresentação dos investimentos da estatal para empresários sul-coreanos provocou alterações nas cotações das ações nos estaleiros asiáticos, tal a grandeza da demanda da companhia brasileira para os próximos anos. "Nunca estivemos tão bem na foto como estamos agora", afirmou (Fonte: O Globo - Globo / Valor Online, 2009-05-20).

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Laboratório da UFRJ dará apoio na exploração do pré-sal


Um novo laboratório de R$ 40 milhões na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vai reforçar o arsenal científico brasileiro para a conquista do pré-sal. O Laboratório de Ensaios Não Destrutivos, Corrosão e Soldagem (LNDC) dará apoio ao desenvolvimento de equipamentos e materiais capazes de suportar as condições de alta pressão presentes no campo petrolífero de Tupi, a 7 mil metros de profundidade. As instalações devem ser inauguradas hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em visita ao Rio.


O laboratório, no entanto, que faz parte do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da universidade, já está parcialmente operacional. O novo prédio, com mais de 8 mil metros quadrados de área construída, abriga dois tanques de teste e experimentação. “São testes que serão fundamentais para a exploração do pré-sal”, disse o professor da Coppe Oscar Rosa Mattos, um dos três responsáveis pelo LNDC. Em altas profundidades, toda a infraestrutura de produção do petróleo será submetida a condições extremas de temperatura e pressão.


Um dos problemas exacerbados pela profundidade é a corrosão. Novos materiais precisarão ser desenvolvidos para a construção de cabos e dutos. A construção do laboratório foi financiada pela Petrobras, Finep (fundo CT-Petro) e Agência Nacional do Petróleo (ANP). O foco das pesquisas será na exploração de petróleo em altas profundidades, mas não só nisso. “É um laboratório público de ensino e pesquisa, que vai tratar de vários problemas”, disse o diretor da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa (Fonte: G1-Globo / Agencia Estado, 2009-04-30).

sexta-feira, 13 de março de 2009

BC-10 e Frade operando em julho


A Shell e a Chevron iniciam em julho a produção nos campos Parque das Conchas (antigo BC-10) e Frade, respectivamente. A informação foi dada nesta terça-feira (10/03) pelo diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa. A empresa é sócia dos dois projetos.


Prevista anteriormente para entrar iniciar a produção em 2010, o projeto de Parque das Conchas demandará US$ 3,3 bilhões para a produção de 100 mil barris/dia. A Shell é operadora do bloco, com 50% de participação, tendo como sócios a Petrobras (35%) e ONGC (15%).


Com demanda de investimentos da ordem de US$ 2,5 bilhões, o campo de Frade terá 19 poços e deve produzir 100 mil barris/dia. A Chevron é operadora do campo com 51,74% do ativo, tendo como sócias a Petrobras e a Frade Japão (18,26%). O campo está localizado em lâmina d´água de 1.100 m, a 75 km da costa do Rio de Janeiro. Esta será a estréia da Chevron na produção offshore em águas brasileiras (Fonte: Energia Hoje, 2009-03-10).

Investidor recebe com frieza os resultados da Petrobras


Logo depois de anunciar um lucro anual recorde de R$ 33 bilhões, a Petrobras não teve um grande desempenho das suas ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). As ações preferenciais subiram apenas 0,11%, enquanto as ordinárias (com direito a voto) apresentaram valorização de 0,25%. No ano, as ações preferenciais têm alta de 12,47%, mas nos últimos 12 meses a perda chega a 32,48%. O Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, encerrou o dia com retração de 0,98%, aos 36.741 pontos.


Para George Sanders, estrategista de renda variável da Infinity Asset Management, alguns fatores fizeram com que as ações apresentassem este desempenho. "Primeiro, foram as bolsas lá fora, que estão em queda. Depois, tem a questão do petróleo, que está com um valor muito baixo. E, por fim, o balanço da companhia que veio dividido e os investidores não gostaram do alto preço na produção e de o resultado ter sido ajudado pelo movimento cambial", explica Sanders.


Luiz Otávio Broad Nunes, analista do setor petrolífero da Ágora Corretora, creditou o desempenho apagado das ações da companhia ao desempenho do Ibovespa. "A Bolsa caiu quase 1%, este foi o principal fator de a Petrobras não conseguir um bom dia no mercado", afirma o analista.


O volume financeiro da Bolsa foi de R$ 2,7 bilhões, com 221.870 contratos negociados no dia. As ações PN da Petrobras foram as mais negociadas no pregão desta segunda-feira, com volume financeiro de R$ 692 milhões. As ON ficaram com a terceira maior negociação, com montante de apenas R$ 165,7 milhões.


O plano de investimentos da Petrobras para o período de 2009 a 2013 será de US$ 174,4 bilhões, e este também é um dos pontos que preocupam alguns investidores, principalmente os de curto e médio prazo. "Na minha opinião, a Petrobras esta caminhando na contramão do mercado, realizando investimentos enquanto o mundo passa por um período de desaceleração e recessão", acredita Sanders.


Quanto ao audacioso plano de investimentos, Broad é mais confiante e afirma que esta não é a principal preocupação do investidor no momento. "Com este plano, fica claro que a companhia vai ter mais despesas, mas, pensando no longo prazo, a Petrobras poderá se beneficiar de um aumento de produção vindo dos investimentos realizados", diz ele.


Para fazer uma análise de o que o mercado pode querer com as ações da Petrobras, Sanders prefere esperar porque ainda faltam divulgações que podem mudar o destino de alguns investidores. "A cautela deve continuar até a companhia divulgar seus resultados no mercado externo, acho que isso deve ocorrer até dez dias após a divulgação do Brasil. Como lá fora a regra contábil é mais exigente, é mais correto esperar para ver o que vai acontecer", disse ele.


Neste mês a WinTrade, home broker da Alpes Corretora, colocou em sua carteira recomendada as ações preferenciais da estatal. "A petrolífera reagiu bem tanto às declarações de seu presidente - de que não pretende, por enquanto, ajustar para baixo os preços da gasolina - quanto ao comportamento do preço do petróleo, que pelo terceiro mês consecutivo conseguiu se sustentar acima dos US$ 45,00 o barril", explicou a corretora, em sua carteira recomendada, que segue a mesma recomendação do mês de fevereiro. Não só a estatal fez parte da continuidade, como as demais companhias brasileiras.



Mercado externo


Ontem a Petrobras começou a explorar o campo de petróleo de Akpo, localizado em águas profundas da Nigéria. A estatal detém 16% de participação, em parceria com a francesa Total (operadora do bloco), as nigerianas Nigerian National Petroleum Corporation (NNPC) e South Atlantic Petroleum (Sapetro), além de uma petrolífera chinesa. O início da produção estava previsto para abril, mas a operadora conseguiu antecipar o cronograma em um mês.


Outro ponto que pode ser positivo para os investidores brasileiros e estrangeiros, e será aguardado no mercado de hoje, foi a publicação em um jornal espanhol de que o presidente dos EUA, Barack Obama, tem interesse em mais petróleo brasileiro.


Possível acordo para aumentar fluxo de venda de petróleo brasileiro para os Estados Unidos impediram que as ações da Petrobras fechassem em queda ontem, mesmo com baixa da Bolsa de Valores (Fonte: DCI, 2009-03-10).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Começa exploração de petróleo no Maranhão


O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, participa agora pela manhã, da solenidade que marca o início da exploração, em águas profundas, de gás e petróleo no litoral de Barreirinhas.

O navio Sonda Deppwater Discovery, ancorado a 160 quilômetros da costa maranhense, pertence à empresa Devon Energy Corporation, a qual, em associação com a Petrobras, é detentora de um bloco de exploração na região.

O ministro desembarcou, na noite desta terça-feira, 10, no aeroporto do Tirirical, pernoitou em São Luís e, hoje pela manhã seguiu em helicóptero para o local da visita. Ao retornar do local (horário previsto para às 13h30, Lobão e diretores da Agência Nacional do Petróleo concederão entrevista coletiva à imprensa, no aeroporto.

Com base nos estudos desenvolvidos no âmbito do seu ministério, Lobão acredita na existência de petróleo fino, de alta qualidade, no litoral maranhense, principalmente na bacia sedimentar de Barreirinhas, onde, três décadas atrás, foram iniciadas perfurações em terra. A exploração que começa agora se dá em águas profundas, a mais de 4 mil metros de profundidade. Análises geológicas preliminares indicam a presença, no local, de gás e, muito provavelmente, de petróleo, em quantidade a ser ainda comprovada.

Além do ministro, também foi convidado o governador Jackson Lago. Os dois serão recepcionados pelos executivos da Devon, Steve Hadden (vice-presidente executivo de Exploração e Produção), Joseph Ash (vice-presidente da Divisão Internacional), Bret Jameson (vice-presidente de Engenharia de Reservatório) e Murilo Marroquim (presidente da Devon Energy do Brasil Ltda). Também farão parte da comitiva que irá ao navio os diretores da ANP, Magda Chambriard, Allan Kardeck Duailibe e Nelson Narciso Filho. Os convidados conhecerão a embarcação de 227 metros de comprimento e uma das 32 plataformas em alto-especificação da empresa Transocean, com capacidade para operar em profundidade de até 10 mil pés. O navio-sonda, contratado por US$ 1,5 bilhão, realiza há mais de 20 dias a prospecção no primeiro poço do bloco BM-BAR-3, arrematado pela Devon, em 2002, por R$ 6,75 milhões. A área reúne uma extensão de 2.180 Km².

Embora a Devon Energy admita que essa é uma operação exploratória de risco, pois as estatísticas mostram que a cada 10 poços perfurados, somente em dois são encontrados óleo em volume comercial, a empresa está otimista de que perfuração seja bem sucedida e que se encontrem reservas de petróleo na Bacia de Barreirinhas (Fonte: Imirante - Globo, 2009-02-11).

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Italiana ENI optimista quanto à descoberta de petróleo em Moçambique


O grupo petrolífero italiano ENI está optimista quanto à descoberta de grandes quantidades de petróleo na bacia do Rovuma, norte de Moçambique, afirmou terça-feira em Maputo o vice-ministro italiano para o Desenvolvimento Económico, Adolfo Urso.

Em declarações a jornalistas, Urso adiantou que as prospecções da ENI desde 2007 confirmaram o seu optimismo quanto à possibilidade de descobrir petróleo, particularmente no segmento marítimo da bacia do Rovuma."É muito provável que se venha a descobrir grandes quantidades de petróleo nas águas profundas da bacia", frisou o vice-ministro.

Os estudos sísmicos e a perfuração começaram e 2007 depois de o governo de Moçambique ter atribuído concessões à ENI e a três outras empresas - Artumas, da Noruega, a norte-americana Anadarko e a Petronas da Malásia.

Estas empresas já investiram uma soma próxima de 300 milhões de dólares na perfuração de oito poços de exploração.

A bacia do Rovuma, com 400 por 160 quilómetros, situa-se no delta do rio Rovuma, na fronteira entre Moçambique e a Tanzânia. A bacia fica tanto em terra como no mar, de acordo com o Instituto Nacional do Petróleo de Moçambique, e cobre 64 mil quilómetros quadrados nas províncias de Nampula e Cabo Delgado.

O vice-ministro italiano para o Desenvolvimento Económico esteve em Moçambique à frente de um grupo de investidores em busca de oportunidades de negócio naquele país africano (Fonte: Macauhub, 2008-07-11).

segunda-feira, 12 de março de 2007

A primeira plataforma redonda do mundo começa a operar no Brasil em Julho

A primeira plataforma redonda do mundo, a SSP-Piranema, deverá entrar em operação até julho desse ano no litoral sul de Sergipe. O campo, que leva o nome da plataforma, fica na cidade de Estância, a 68 km de Aracaju. "É um campo que detém o petróleo com a melhor qualidade do Brasil e só comparável a alguns locais do mundo, como o existente no Golfo Pérsico", ressalta o gerente da Unidade da Petrobras Sergipe Alagoas (UN-Seal), Eugênio Dezen. Segundo ele, a SSP-Piranema, do grupo norueguês Sevan Marine, está aguardando os procedimentos normais para sua liberação, como também a perfuração dos poços do projeto. "É uma plataforma com capacidade para produzir 30 mil barris por dia de óleo e 3,6 milhões de metros cúbicos/dia de gás", cita o gerente. A Piranema - que será instalada em lâmina d´água de 1,1 mil metros, e ficará alugada à Petrobras pelo prazo de 11 anos - tem capacidade de estocar 300 mil barris. Quando começar a funcionar, a primeira plataforma de casco cilíndrico do mundo estará finalizando um projeto que começou em janeiro de 2004. As duas etapas da construção foram realizadas no exterior. A primeira, na China, no estaleiro Yantai Raffles, onde foi fabricado o casco, e a segunda, na Holanda, no Keppel Verolme, responsável por executar o trabalho de integração e instalação dos módulos da planta de processo. O diferencial da plataforma com o seu casco cilíndrico e duplo é que ela possui maior estabilidade, podendo suportar condições adversas de mar. A unidade deixou a Holanda rumo ao Brasil no dia 29 de janeiro e chegou na Bahia no dia 1° de março, onde permanece atracada na Base Naval de Aratu, em Salvador. Cerca de 50 profissionais permanecem trabalhando no local, além das 63 pessoas embarcadas. Quando estiver em Sergipe, a SSP-Piranema ficará interligada a seis poços (três produtores e três injetores) e produzirá um óleo leve, considerado de excelente qualidade, com 43º API. Antes da terceira viagem, a plataforma passará por inspeções rotineiras que serão realizadas pela Polícia Federal, Marinha e Receita Federal. Segundo Dezen, também está prevista a realização de um teste de aceitação, a ser conduzido pela Petrobras. "Esse é um projeto estratégico para a Petrobras na medida em que vai aumentar a produção brasileira de óleo leve, que é um dos objetivos da empresa, além de criar o primeiro pólo de produção em águas profundas do Nordeste do Brasil", afirma o gerente da UN-Seal. O novo campo de exploração representará um aumento de 60% da capacidade de produção de Sergipe e R$ 5 milhões de royalties por mês para os cofres públicos do Estado. A Plataforma Piranema representa um investimento de quase US$ 1 bilhão da Petrobras. (Investia)

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Petrobras vai explorar petróleo no Paquistão

A Petrobras anunciou a assinatura de contrato com a Oil and Gas Development Company Limited, a estatal do petróleo no Paquistão, para exploração e produção em bloco localizado na bacia Indus, no Oceano Índico, em águas com 2 mil metros de profundidade. A estatal brasileira terá 50% de participação e o bloco cobre uma área de 7.400 quilômetros quadrados, a cerca de 200 quilômetros de Karachi, a maior cidade litorânea daquele país.
No bloco há apenas 11 poços perfurados e segundo a nota da Petrobras, serão feitos estudos geológicos e geofísicos da área, para confirmar o potencial exploratório da bacia. Quando esteve no Brasil em 2005, acrescenta a nota, o presidente Pervez Musharraf já havia manifestado interesse em ter a Petrobras como parceira na atividade exploratória offshore, devido à prioridade do Paquistão em descobrir reservas de óleo e gás natural.