Mostrando postagens com marcador óleo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador óleo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Petrobras descobre petróleo em águas profundas em Angola


A Petrobras informou que duas novas descobertas de óleo foram feitas em águas profundas angolanas. A descoberta resulta da perfuração dos poços pioneiros, que estão situados a cerca de 350 quilômetros a noroeste da cidade de Luanda, em profundidade de água de cerca de 1.400 metros.


Durante os testes de produção realizados, um dos poços mostrou capacidade de produção superior a 1.600 barris por dia. No outro poço o teste de produção atingiu uma vazão de até 6.400 barris diários (Fonte: SRZD, 2010-02-22).

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Petróleo de Xerelete é comercial

A Petrobras declarou nesta segunda-feira a viabilidade comercial do campo de Xerelete, no Sul da Bacia de Campos, que poderá conter um volume estimado de 1,4 bilhão de barris de óleo equivalente - o correspondente a 10% das reservas privadas nacionais, de 14 bilhões de boe.
A área está localizada entre o antigo bloco BC-2, pertencente à rodada zero, quando a estatal ganhou a concessão de algumas áreas, e o BM-C-14 (da 3ª Rodada de licitações da ANP).
Segundo o consultor da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) Arlindo Charbel, deste montante, cerca de 30% (ou 420 milhões de boe) podem se transformar efetivamente em reservas.
De acordo com a empresa, a descoberta pode abranger uma área total de 26 quilômetros quadrados de óleo pesado, com cerca de 17º API (quanto mais próximo de 50º API, melhor a qualidade do óleo). A empresa tem 50% do bloco, em sociedade com a Total e a Devon. O campo fica a uma distância de 155 quilômetros da costa de Cabo Frio.
Ainda segundo informações da estatal, o poço descobridor de Xerelete foi perfurado em uma lâmina d´água de 2.483 metros, atingindo profundidade de a 3.478 metros. O recorde registrado pela empresa é de produção em lâmina d'água de 1.874 metros.
- Geralmente, a Petrobras só desenvolvia campos com mais de 300 milhões de boe. Esta descoberta está muito acima disso, sendo maior do que a do campo de Bijupirá-Salema, por exemplo, operado pela Shell, que produz 35 mil barris por dia - diz Charbel.
A descoberta também poderá aumentar o interesse dos investidores por determinados blocos a serem oferecidos na 9ª Rodada de Licitações da ANP, a ser realizada em outubro. Entre eles, estão encostados no BM-C-14 os blocos 651, 594 e 595.
- Com certeza aumenta bastante o interesse e, provavelmente, a Petrobras vai tentar, a todo custo, ficar com estes blocos. Eles serão bastante disputados porque a possibilidade de que tenham petróleo é grande, já que estão muito próximos de Xerelete - avalia o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura.
A Petrobras informou que está fazendo estudos adicionais para definir melhor o projeto de desenvolvimento da produção deste novo campo. (O Globo)

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Petrobras avaliará produção de óleo de xisto na Jordânia

A Petrobras assinou memorando de entendimento com o governo da Jordânia para desenvolver naquele país a tecnologia de produção de óleo de xisto, rocha sedimentar de onde se extrai combustível bastante semelhante ao petróleo. No Brasil, a estatal produz 4,2 mil barris diários de óleo de xisto na Unidade de Negócio da Industrialização do Xisto - Six, localizada em São Mateus do Sul, a 140 km de Curitiba. Os trabalhos de avaliação na Jordânia têm prazo de 24 meses e serão feitos no bloco AUG 21, situado no campo de Attarat, informou a Petrobras em um comunicado nesta sexta-feira. "O bloco AUG 21 tem 11 km quadrados de área e reservas potenciais de 1,7 bilhão de barris. A espessura da camada de xisto é de aproximadamente 70 metros", informou a companhia na nota. A tecnologia da Petrobras, patenteada como Petrosix, é a única com escala industrial de produção, testada, consolidada e reconhecida mundialmente, segundo a empresa. A exploração do xisto pela Petrobras teve início em 1954, no município de Tremembé, Vale do Paraíba (SP). A Petrobras informou ainda que devido aos preços atuais do petróleo no mercado internacional a exploração de óleo de xisto tomou novo impulso no contexto mundial, motivando países como Jordânia, Marrocos, Estados Unidos e China a manter contatos com a empresa para parcerias nessa atividade. (Invertia)

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Empresa Indiana pesquisa óleo de xisto no Brasil

Vanessa Jurgenfeld
Uma empresa indiana da área de fertilizantes está iniciando pesquisas com xisto betuminoso no Brasil. A Oswal Chemicals and Fertilizers, com sede em Nova Déli, já foi autorizada a fazer pesquisas no estados do Paraná e de Santa Catarina, sendo que também poderá iniciar estudos em São Paulo. A intenção da empresa, focada principalmente em fertilizantes, é diversificar a atuação e extrair óleo a partir do processamento do xisto no Brasil - um combustível similar ao petróleo de poço. Os executivos ligados à empresa no Brasil não estão autorizados a dar entrevista. No entanto, as informações sobre a chegada da Oswal já começaram a circular nos órgãos dos governos estaduais e municipais, que foram procurados pela companhia. A Oswal se estabeleceu em Curitiba (PR) há cerca de seis meses com a denominação de Oswal Brasil Refinaria de Petróleo. E seu objetivo era fazer pesquisas na formação Irati, a principal reserva de xisto do Brasil. Formações como essas ocorrem nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul, com cerca de 2 mil quilômetros de extensão,
sendo que a principal área de exploração dessa reserva fica no estado do Paraná, em São Mateus do Sul, onde a Petrobras mantém atividades. Contudo, a Oswal quer começar suas pesquisas por Santa Catarina, em cidades vizinhas à São Mateus do Sul. A empresa pretende realizar estudos na região do Planalto Norte catarinense, em
cidades como Três Barras e Papanduvas, próximas a Canoinhas, em uma área de 16 mil hectares. Com isso, poderá saber a real capacidade das reservas de xisto por ali. Agora, caso não encontre viabilidade econômica em Santa Catarina, a empresa pretende realizar pesquisas no Paraná e em São Paulo. Mas o mapa geológico da
região que já começou a ser pesquisada em Santa Catarina deverá estar concluído em 15 dias, e depois terá início a perfuração para análise do mineral. A previsão é de que as pesquisas estejam concluídas até julho.
O estudo da empresa indiana chama a atenção. A exploração do xisto betuminoso é mais antiga do que o conhecimento do petróleo de poço, com os Estados Unidos, por exemplo, fazendo as primeiras tentativas de exploração comercial do xisto no século 18. Mas quando foi perfurado o primeiro poço de petróleo, o xisto, cujos processos de extração são mais custosos, perdeu competitividade para o novo combustível, que chegava mais barato. Nos anos 70, com a crise do petróleo, o xisto voltou a um lugar de destaque, como uma importante fonte alternativa, mas os investimentos não foram fortes suficientes e nem constantes, já que o petróleo de poço ainda se mostrou economicamente mais viável. Por enquanto, a Oswal ainda está na fase inicial de pesquisa, e conforme os resultados encontrados, fará um estudo de viabilidade econômica para construir uma refinaria. O interesse da empresa está relacionado à crescente demanda mundial por combustível e a necessidade de se buscar alternativas ao petróleo de poço, dada sua limitação natural. Da exploração do xisto, também se pode retirar o gás liqüefeito de petróleo (GLP ou gás de cozinha), enxofre e águas amoniacais. A legislação brasileira permite que estrangeiros pesquisem e explorem o xisto. Mas após as pesquisas, caso a Oswal opte pelo processamento e criação de uma refinaria, ela ainda terá que pedir uma concessão de lavra junto ao governo federal, além de licença ambiental e um plano de recuperação da área. O grupo indiano também terá que se adaptar à legislação brasileira. Segundo o vice-governador de Santa Catarina, Leonel Pavan, que recebeu os empresários no estado, nos primeiros dois anos poderão ser investidos US$ 1,7 bilhão pela empresa. Com a possibilidade de construção de uma refinaria, esses recursos seriam ainda maiores, podendo chegar a US$ 8 bilhões. De acordo com Pavan, os empresários procuraram o governo para uma parceria, mas caso de fato invistam em uma refinaria, pedem acesso à energia para o empreendimento. A Oswal Chemicals and Fertilizers faz parte do grupo Oswal, criado em 1981, sendo hoje um dos 20 maiores grupos da Índia em patrimônio líquido, que somou cerca de US$ 350 milhões (2003), segundo informações disponíveis no site da empresa. O executivo que está no Brasil coordenando os possíveis novos negócios do grupo é Rajnish Julka, um indiano que será um dos diretores principais, caso as prospecções no Brasil se mostrem economicamente viáveis. No Brasil hoje, somente a Petrobras produz óleo de xisto, por meio da unidade de São Mateus do Sul, no Paraná, onde desenvolveu uma tecnologia de processamento chamada Petrosix. O país possui a segunda maior reserva de xisto, atrás somente dos Estados Unidos. Além da formação Irati, a formação do Vale do Paraíba (SP) também é uma das principais reservas do Brasil. O xisto é uma rocha sedimentar na qual há disseminado um complexo orgânico sólido chamado querogênio. Seu óleo geralmente dá os mesmos derivados do petróleo de poço como nafta, querosene, gasolina, óleo combustível e coque. (Valor Online)