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terça-feira, 19 de abril de 2011

A petrolífera angolana Sonangol vai investir 12 milhões de dólares em São Tomé e Príncipe


A petrolífera angolana Sonangol vai investir 12 milhões de dólares ainda este ano na recuperação e modernização do porto e do aeroporto internacional de São Tomé, disse quinta-feira na capital são-tomense à Macauhub o ministro são-tomense de Recursos Naturais, Carlos Vila Nova.

Vila Nova disse ainda que o investimento da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola surge na sequência de um contrato de concessão do porto e do aeroporto da capital do país por um período de trinta anos, assinado com a petrolífera angolana quarta-feira em São Tomé.

Assinado pelo próprio ministro das Obras Públicas e Recursos Naturais são-tomense e pelo administrador executivo do Grupo Sonangol, Batista Sumbe, o acordo indica a Sonangol como a nova gestora do porto de Ana Chaves e do aeroporto Internacional de São Tomé com uma participação de 80 por cento, deixando os restantes 20 para o Estado são-tomense.

O contrato estabelece ainda “um investimento de urgência” por parte da Sonangol em mais de cinco milhões de dólares para o porto de Ana Chaves e pouco mais de sete milhões de dólares para o aeroporto internacional de São Tomé em resposta às exigências internacionais.

Apontada como uma das futuras parceiras de São Tomé e Príncipe no processo que visa a exploração de petróleo, a Sonangol é a única fornecedora de combustíveis à empresa são-tomense ENCO, que detém o monopólio de comércio desses produtos no arquipélago.(Fonte: Macauhub, 2011-04-29).

sábado, 2 de abril de 2011

Empresas americanas querem investir no pré-sal


O subsecretário para Política e Assuntos Internacionais da Secretaria de Energia dos Estados Unidos, David Sandalow, anunciou neste sábado a disposição das empresas americanas para investirem na produção do petróleo brasileiro da camada do pré-sal e também de importarem o combustível.

"Os EUA querem ser parceiros no pré-sal e esperam ser um bom comprador do petróleo brasileiro", afirmou ele, na abertura da Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos, no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília.

O encontro, promovido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e pela Câmara Americana de Comércio e Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, será encerrado no fim da tarde de hoje pelo presidente norte-americano Barack Obama.

O secretário-executivo do ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, destacou que o plano de ação firmado entre os governos do Brasil e dos EUA na área de energia em julho do ano passado, em plena execução, amplia fortemente a integração no setor entre os dois países.

O plano estabelece a cooperação bilateral em energia renovável, distribuição e transmissão de eletricidade, eficiência energética e petróleo, entre outras atividades. "Brasil e Estados Unidos, lideranças incontestes nas Américas, têm papel fundamental como supridores de energia", disse Zimmermann.

Um dos quatro participantes do painel Criando um Futuro Seguro e Sustentável para o Setor Energético, instalado em seguida à apresentação do subsecretário de Energia dos EUA, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, informou que o Brasil já é o oitavo maior fornecedor de combustíveis para os Estados Unidos.

Ele previu que, com a produção do pré-sal e a retomada da economia dos EUA, que consomem dois terços do petróleo mundial, as importações americanas de petróleo do Brasil irão se elevar substancialmente.

Segundo Gabrielli, a exploração do pré-sal não só irá demandar altos investimentos como provocará a formação de uma vasta cadeia de fornecedores, envolvendo não apenas empresas americanas, mas do mundo inteiro. "Haverá um movimento intenso no setor petrolífero", antecipou.

Outro participante do painel, o presidente do grupo Corsan, maior produtor brasileiro de etanol, Rubens Ometto, criticou como "injusta" a sobretaxa americana nas importações do etanol brasileiro, equivalente a 30% do valor FOB.

De acordo com Ometto, a medida, adotada para proteger os produtores americanos de milho, matéria-prima do etanol americano, é injusta porque as importações de petróleo pelos EUA, fonte de energia não renovável, ao contrário do etanol, não têm qualquer taxação. O presidente da Petrobras considera ser a sobretaxa insustentável no médio prazo, pela demanda crescente do mercado americano por energia renovável.

O presidente da GE (General Eletric) para a América Latina, Reinaldo Garcia, que também participou do painel, sugeriu que os governos do Brasil e EUA firmassem acordo para fixar metas conjuntas de produção de energia limpa. O outro representante de empresa americana nos debates, Aris Candis, presidente da Westinghouse, defendeu maior integração bilateral no desenvolvimento de novas tecnologias na área de energia. (Fonte: Folha - UOL, 2011-03-19).

sexta-feira, 11 de março de 2011

Petróleo pode levar 2 mil milhões de dólares a Moçambique até 2021


Em 35 anos, Moçambique gastou 4 mil milhões de dólares (2,9 mil milhões de euros) no sector do petróleo. Nos próximos 10 anos, Moçambique espera alcançar perto de 2 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros) resultantes do investimento feito nessa actividade, segundo dados governamentais divulgados pelo jornal moçambicano "Notícias".

Já no sector do carvão, foram concedidas 105 licenças de exploração desde 1975, sendo de esperar que, até ao final do próximo ano, mais três licenças sejam emitidas neste sector.

Por sua vez, o gás deverá verificar uma quase duplicação do investimento face ao ano passado. O Governo liderado por Armando Guebuza prevê um aumento no investimento para 600 milhões de dólares por ano (436 milhões de euros), quando, em 2009, esse valor se ficou pelos 362 milhões (263 milhões de euros), o que pode aumentar a produção em 52,5%

De acordo com a página online da publicação, os investimentos realizados desde que o país é independente e os que se pretendem concretizar nos próximos anos foram anunciados no seminário “Petróleo, Gás e Minerais em Moçambique – Políticas, Governação e Desenvolvimento Local”, que teve lugar em Maputo.
(Fonte: Jornal de Negócios, 2011-02-28)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Caixa vai dar financiamento ao mercado de petróleo e gás


A Caixa Econômica Federal anunciou que pretende ser um dos três maiores bancos inseridos no mercado de petróleo e gás do País nos próximos três anos. A informação foi divulgado ontem, em Santos, durante visita da presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, à Santos Offshore Oil & Gas Expo 2010, o maior evento do setor do Estado de São Paulo, que começou na terça-feira e terminou ontem no Mendes Convention Center.

"Estamos numa fase de estabelecer o primeiro relacionamento com essa cadeia, é também uma fase de aprendizado para a Caixa", disse Maria Fernanda, afirmando que o objetivo é que, no futuro, a imagem do banco estatal seja tão forte no mercado de petróleo e gás como hoje é na habitação. Para isso, a Caixa pretende lançar diferentes linhas de crédito para atender ao mercado, principalmente aos fornecedores da Petrobrás.

"Você tem linhas de crédito que podem ser tanto para capital de giro como para investimentos. Então, dependendo da demanda e da capacidade da empresa, você opera de um jeito", explicou. Além disso, Maria Fernanda afirmou que a Caixa também assinou a participação de um fundo com a Marinha Mercante que permitirá investimentos na indústria naval nacional.

"A ideia é que a cada dia, a cada semana, surjam novos produtos absolutamente adequados a esse segmento", completou o superintendente regional da Caixa da Baixada Santista, José Paulo Gomes de Amorim.

Linha-piloto. Lançada há cerca de um mês, uma linha de crédito criada para atender a fornecedores da Petrobrás está operando de maneira piloto em 18 superintendências da Caixa, entre elas a da Baixada Santista, devendo ser estendida para todo o País em dezembro.

"É para fornecedor Petrobrás, pode ser para micro e pequena empresa ou para média e grande empresa. Os juros podem variar de 1,75% a 2,5% ao mês dependendo da análise de risco", afirma o gerente regional da Caixa, Daniel Monte Rodrigues, explicando que a linha atende a fornecedores da Petrobrás até o quinto nível, e não apenas a fornecedores diretos.

"Pode ser para o fornecedor do fornecedor do fornecedor."

Segundo ele, a maior garantia da Caixa é o "contrato Petrobrás", e o banco pode financiar até 50% do valor desse contrato. Neste mês, cerca de 20 clientes da Baixada Santista procuraram a Caixa e estão negociando o novo crédito.

"São clientes no processo entre visita, avaliação de risco, e precificação da operação de crédito", disse Rodrigues, acrescentando que o valor mais alto que está sendo negociado na região é de R$ 12 milhões.

(Fonte: Estadão / O Estado de S. Paulo, 2010-2010-10-23).

Malawí quer construir oleoduto a partir do porto da Beira, em Moçambique


O Malawí lançou um concurso internacional para a construção de um oleoduto a partir do porto da Beira, Sofala, centro de Moçambique, para garantir o abastecimento ao país de 900 milhões de litros de combustível, por ano.

Orçado em 140 milhões de dólares (cerca de 100 milhões de euros), o projecto prevê, além de um oleoduto entre o porto da Beira e o distrito de Nsanje, no extremo sul do Malauí, a construção de depósitos de combustível em várias regiões daquele país.

O concurso visa ainda a realização de estudos de engenharia e de viabilidade económica e ambiental.

Segundo noticia hoje a Rádio Moçambique (RM), o objectivo do Governo malawiano é garantir o abastecimento regular de produtos petrolíferos ao país, nomeadamente gasóleo, gasolina e petróleo de iluminação.

Actualmente, o Malawí importa 93 por cento das necessidades petrolíferas através dos portos da Beira e Nacala, província de Nampula, norte de Moçambique, em camiões cisterna, chegando o restante de Dar-es-Salam, na Tanzânia.

Com o oleoduto, o Malawí prevê receber, por ano, mais de 900 milhões de litros de combustível, o que, de acordo com o ministro da Energia, Grain Malunga, citado pela RM, aumentará as reservas de combustível para três meses, contra os atuais dez a quinze dias.

(Fonte: Portal Angop, 2010-10-07).

domingo, 19 de setembro de 2010

Petrobras: A gigante está prestes a tornar-se maior


A Petrobras prepara-se para fazer um dos maiores aumentos de capital da história mundial. A gigante do petróleo, controlada pelo governo federal brasileiro, pretende recapitalizar-se em até 25 mil milhões de dólares, numa operação que deverá estar concluída até ao final do mês de Setembro.


O objectivo é ajudar a financiar a exploração na camada pré-sal nos poços ultra-profundos na Bacia de Santos, como o Tupi, onde a Galp Energia também está presente. O Tupi foi a descoberta "offshore" mais promissora no continente americano desde o Cantarell do México, em 1976.


A Petrobras tem um plano de investimentos de 224 mil milhões de dólares até 2014, cerca de um terço dos quais serão aplicados ao longo deste ano. No âmbito do aumento de capital, a empresa está também a adquirir ao Estado os direitos de exploração em sete novos campos petrolíferos na Bacia de Santos. Em troca, o Estado, que já controla cerca de 32% do capital, recebe mais acções da petrolífera. O aumento de capital foi adiado em Junho, porque a empresa e o governo preferiram esperar para obter avaliações independentes acerca do potencial das reservas de exploração. Em causa estava o preço médio dos direitos à exploração de petróleo a ser usado no processo de capitalização da Petrobras.


E a decisão chegou na quarta-feira, ao fim de várias semanas de negociações entre a Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo (ANP). A gigante vai entregar ao governo federal 42,5 mil milhões de dólares em acções em troca dos direitos de exploração de reservas que podem conter o equivalente a 5 mil milhões de barris de petróleo. Os 8,51 dólares por barril acordados entre as partes ficaram em linha com o intervalo previsto pelo mercado. E também em Portugal foi acompanhado de perto, já que o valor serve de referência para a avaliação dos activos da Galp no Brasil, que estão geograficamente próximos dos campos petrolíferos cujas licenças estão agora a ser negociadas.


As acções da Petrobras não têm tido vida fácil na bolsa desde o início do ano, acumulando uma queda de 22,7%. Mas o mercado aposta numa recuperação do título, agora que está a reduzir-se a incerteza em torno da recapitalização."Neste momento, acredito que a Petrobras conseguirá ter uma boa evolução dos lucros, principalmente com a tendência de alta nos preços do petróleo nos mercados internacionais", comentou Alcides Leite, um professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, citado pela agência IN.


Ainda assim, nos últimos meses, grandes investidores internacionais, como George Soros e o "private-equity" Blackrock despejaram acções da Petrobras. Entre os 17 analistas consultados pela Bloomberg, dez recomendam a entrada nas acções e sete aconselham manter os títulos. Nenhuma casa de investimento recomenda a venda. Os analistas estão, neste momento, inibidos pelo "período de silêncio" relacionado com o aumento de capital. (Fonte: Jornal de Negócios, 2010-09-07).

domingo, 12 de setembro de 2010

Pré-sal deve ter recursos chineses e coreanos


Uma radiografia do perfil das empresas e de seus negócios estratégicos mostra que as estatais de petróleo da China e da Coreia do Sul deverão liderar os investimentos estrangeiros na exploração do pré-sal brasileiro.


As empresas estatais e as grandes companhias da Europa, como a britânica BP e anglo-holandesa Shell, são as que detêm capital suficiente para as demandas do pré-sal. No entanto, as companhias europeias estão hoje mais interessadas em explorar fontes não convencionais, como gás betuminoso ou areias de petróleo. Ou atravessam um momento turbulento - como é o caso da BP, ainda às voltas com as consequências do megavazamento de petróleo no Golfo do México.


Já as empresas estatais de petróleo investem prioritariamente em adquirir reservas que lhes garantam o abastecimento futuro. E esse é exatamente o perfil de empreendimento a ser oferecido no pré-sal brasileiro.


As análises e previsões foram feitas por um especialista em indústria do petróleo, o advogado Giovani Loss, que atua no escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga. 'O que é a mola propulsora dessas empresas não é só a lucratividade', afirmou.


'As estatais de países onde a produção interna já não supre a demanda, ou não vai suprir, estão mais dispostas a desembolsar dinheiro no curto prazo para garantir a segurança do suprimento energético no futuro.'



Vantagem diplomática.


No ano passado, as empresas estatais chinesas lideraram os investimentos em petróleo fora do próprio país, com um total de US$ 16 bilhões. As grandes empresas europeias ficaram em segundo lugar nesse ranking, com US$ 5,6 bilhões. Em seguida, vêm as coreanas, com US$ 5,25 bilhões.


'As chinesas são as que têm destaque internacional hoje', comentou o advogado. 'Elas fizeram 45% das grandes transações, que são as que interessam para o pré-sal.'
As estatais têm outra vantagem sobre as companhias privadas: a diplomática. 'Quando o governo brasileiro está lidando com a Sinopec (China Petroleum and Chemical Corporation), ele está necessariamente lidando também com o governo daquele país', explicou. 'Isso exerce um impacto no relacionamento.'


As estatais chinesas contam ainda com regras de repatriação de capital que lhes são favoráveis do ponto de vista de tributação. Isso é importante para a empresa estruturar suas operações e conseguir fôlego para fazer negócios que chegam à casa dos US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões, como será necessário no pré-sal.


Em países como os Estados Unidos, por exemplo, a repatriação de recursos é cara. 'Existem regras de imposto de renda sobre ganhos de capital muito pesadas. O sistema é desfavorável', disse Loss.


Não por acaso, a Sinopec já fechou um acordo com a Petrobrás, no qual as duas empresas se comprometem a atuar juntas em investimentos de interesse comum nas áreas de produção, exploração e refino de petróleo.


A estatal brasileira já havia feito, em maio do ano passado, um acerto com o Banco de Desenvolvimento da China (CDB, na sigla em inglês) envolvendo um empréstimo de US$ 10 bilhões.



Desfavorável.


De acordo com o advogado, o pré-sal brasileiro é no momento um investimento atraente para as companhias petrolíferas porque a maior parte das mais recentes descobertas de jazidas de petróleo se deu em águas profundas. A taxa de sucesso naquela área tem sido da ordem de 80%.


Além disso, a indústria de petróleo se encontra num bom momento, pois o barril está a US$ 75 e deverá chegar a US$ 85 no ano que vem. Apesar de ainda estar longe do pico de quase US$ 150 registrado em julho de 2008, esses são valores considerados 'confortáveis'.


No entanto, o Brasil não é bem avaliado pelos potenciais investidores no setor por causa da elevada carga tributária e, também, da instabilidade de regras. 'Acho que é uma reflexão que teremos de fazer, dado o interesse do governo - se é que há mesmo interesse - em atrair empresas estrangeiras para fazer investimentos no pré-sal', disse Loss.


Em termos de qualidade regulatória, por exemplo, o Brasil fica atrás de países como Egito, Angola, Moçambique e Suriname, de acordo com pesquisa elaborada pelo Instituto Fraser, do Canadá.


'A imagem do Brasil, nesse aspecto, pode se tornar ainda pior, dependendo de como forem tratadas as novas leis (o novo marco regulatório do petróleo)', observou Loss, que criticou o excesso de flexibilidade que as novas regras dão ao governo.


Além disso, o advogado lembra do risco jurídico da questão. 'Se isso for levado ao Supremo (Tribunal Federal) para uma discussão que levará longos anos, haverá desinteresse ou depreciação de investimentos na área do pré-sal.'


RAZÕES PARA...

China e Coreia serem parceiras da Petrobrás

1. A extração do petróleo do pré-sal exigirá investimentos pesados, e as estatais de petróleo com atuação internacional responderam por 50% dos negócios de mais de US$ 1 bilhão no ano passado.
2. Estatais chinesas investiram US$ 16 bilhões, as coreanas US$ 5,25 bilhões e as grandes europeias, US$ 5,6 bilhões em 2009.
3. Mais do que lucro, a prioridade das estatais é garantir reservas. O petróleo do pré-sal tem exatamente esse perfil de investimento. Já as grandes empresas estatais europeias preferem ativos não convencionais, como gás betuminoso e areias de petróleo.
4. Estatais têm vantagem diplomática sobre as empresas privadas. O governo brasileiro, ao lidar com uma estatal estrangeira, está se relacionando também com o governo daquele país.

(Fonte: MSN - Estadão, 2010-09-05).

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Segundo a ONU, o Timor-Leste devia repensar forma como utiliza o petróleo


Um conselheiro especial do secretário-geral da ONU para o Desenvolvimento defendeu hoje que Timor-Leste deveria repensar a forma como utiliza o petróleo, aumentando o investimento em áreas fundamentais para impulsionar as perspetivas de crescimento a longo prazo.


Jeffrey Sachs, professor, economista e especialista em Desenvolvimento, disse que o Governo de Xanana Gusmão deve deixar de comprar títulos norte-americanos de baixo rendimento e começar a investir.


"Acredito que o Governo pode e deve gastar mais no futuro usando o fundo de petróleo para fazer investimentos de elevados benefícios", disse aos jornalistas durante uma visita a Díli (Fonte: Diário Digital / Lusa, 2010-04-01).

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Investidores temem incertezas de novas regras para pré-sal


O grau de ingerência do governo na exploração e produção de petróleo é uma das principais preocupações de investidores do setor - de olho nas propostas para a regulamentação da atividade petroleira na camada pré-sal que serão apresentadas pelo Palácio do Planalto nesta segunda-feira.


Os investidores estrangeiros aguardam detalhes dos três projetos que vão regular os 71% da área do pré-sal que ainda não foram concedidos para exploração sob as regras antigas, e que o governo quer aprovar em regime de urgência para evitar que a proposta fique estancada no redemoinho eleitoral do ano que vem.


Um projeto criará uma nova empresa para gerenciar a atividade no pré-sal; outro, o fundo que receberá os seus recursos; e um terceiro estabelecerá um sistema de partilha de produção, no qual o governo terá maior poder para definir a participação da Petrobras nos projetos.


Ecoando preocupações das empresas interessadas na área, o diretor de exploração da Shell para as Américas, Mark Odum, disse nesta semana que há um "grau significativo de incertezas" envolvendo o desenvolvimento das reservas do pré-sal. Desde a abertura do setor petroleiro para o capital externo, em 1997, o Brasil tem gozado de boa reputação como mercado estável e transparente, e críticos da nova proposta temem que a concentração venha a reverter esse histórico. Fazendo ressalvas à mudança, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), que representa as petroleiras no Brasil, disse que o atual esquema de concessões já é "consagrado" e "oferece os instrumentos adequados para permitir uma maior apropriação por parte do governo da riqueza do petróleo".



Regras do jogo


Mas a questão não é apenas financeira, como aponta Ivan Londres, sócio do escritório de advocacia CMS Cameron McKenna, que presta consultoria no ramo petroleiro. "Quando estabelece a nova regra do jogo, você mostra que não está simplesmente querendo mais dinheiro, você quer uma estrutura diferente", disse ele à BBC Brasil.


Para ele, o objetivo do governo passa por aumentar o controle na distribuição dos blocos de exploração, que hoje são definidos por leilões de concessão no qual o governo tem pouca interferência. No principal modelo que serve de inspiração para o governo, a Noruega, não há leilões e é o governo quem aloca as empresas nos determinados campos, levando em consideração questões operacionais e o histórico da participação da companhia no país, entre outros critérios. Uma mudança que elevaria a preocupação com questões de transparência.


"O Brasil não é notoriamente uma Noruega. Ele tem outras questões culturais e até de tamanho - a Noruega com cinco milhões de habitantes, o Brasil com 200 milhões. É uma outra realidade", diz Londres.


Outro ponto previsto no projeto seria a confirmação de que a Petrobras se tornará operadora de todos os campos do pré-sal e de que deterá pelo menos 30% de todos os consórcios formados. Para Ivan Londres, tal mudança seria "complicada", porque participar dos projetos, tanto quanto um bônus, poderia supor um "ônus" para a Petrobras.


"Quando você está operando um campo você tem de mobilizar uma série de recursos de gestão, de pessoas, de equipamentos, de compras, etc, e às vezes pode ser um custo para a Petrobras operar tudo isso", argumentou. "Acho que esse seria um passo longo demais. Você pode complicar uma empresa, mesmo como a Petrobras, se você atribui a ela obrigações em inúmeros campos para os quais ela precisará de recursos para atender."



Mordida


As incertezas dizem respeito ainda ao tamanho da parte da receita das empresas que será destinada ao governo. Considerando todas as esferas - União, Estados e municípios -, o Brasil fica hoje com cerca de 60% da receita petroleira gerada no país, segundo o Cambridge Research Energy Associates (Cera). Grandes produtores, como Nigéria, Venezuela, Rússia, ficam com uma participação em torno de 90%. Já países com reservas maduras, como o Reino Unido e a Dinamarca, ficam com algo entre 35% e 50%.


Analistas têm reiterado que é preciso encontrar um equilíbrio fiscal para manter a atratividade dos projetos - um tema espinhoso porque nem todos concordam com o governo, para quem os investimentos no pré-sal enfrentam risco baixíssimo. Entretanto, dois porta-vozes da indústria que falaram à BBC Brasil sob condição de anonimato frisaram que a "escala da oportunidade" do pré-sal deve fazer com que as empresas continuem interessadas no negócio.


"Se olharmos para o resto do mundo, onde mais existe um país estável e com tanto potencial para os próximos anos quanto o Brasil?", resume a especialista da consultoria Economist Intelligence Unit (EIU), Justine Thody.


Estima-se que as reservas contidas na camada pré-sal se situem entre 50 bilhões e 80 bilhões de barris de petróleo, contra 14 bilhões de barris que o país conta hoje. Depois de apresentadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira em um grande evento público em Brasília, as medidas de regulamentação do pré-sal seguirão para o Congresso. O presidente Lula já adiantou que a maior parte dos recursos será direcionado para um fundo social que investirá em educação, ciência e tecnologia e combate à pobreza. (Fonte: Estadão / BBC Brasil, 2009-08-31).

domingo, 30 de agosto de 2009

Investimento na exploração ascende a 550 milhões até 2011


O investimento na exploração de petróleo em Moçambique vai ascender a 550 milhões de euros até 2011, afirmou hoje (terça-feira) o presidente do Instituto Nacional do Petróleo moçambicano, Arsénio Mabote.


Em declarações à Rádio Moçambique, Arsénio Mabote adiantou que as projecções da entidade gestora do sector petrolífero moçambicano baseiam-se no número de contratos assinados entre o governo e as 10 empresas petrolíferas que operam no país desde 2006.


Entre estas empresas destacam-se a italiana Eni, a Anadarko Petroleum, a malaia Petronas, para além da Artumas, que tem vindo a reduzir a sua presença.


A Artumas está vendedora de parte das suas participações na exploração de petróleo na bacia do Rovuma, juntamente com activos na vizinha Tanzânia.


O contrato de venda dá à Cove Energy e Maurel & Prom uma opção de compra sobre activos da Rovuma, a um preço de aproximadamente 12 milhões de dólares, devendo o processo estar concluído no terceiro trimestre do ano.


Dos 49,3 porcento no bloco "on-shore" no Rovuma, com uma área de 15.000 quilómetros quadrados na província de Cabo Delgado, serão vendidos 34 porcento.


No caso do "off-shore", operado pela Anadarko, vai vender os 8,5 porcento que detém.


Os últimos dados divulgados pela empresa, com base nas pesquisas sísmicas feitas até ao momento, apontam para "múltiplos" pontos de "elevado potencial" no onshore e no offshore, que serão perfurados a partir do quarto trimestre deste ano.


Um estudo de campo de 2007 na bacia do Rovuma, norte de Moçambique, apontava para a existência de potencial de petróleo em quantidades passíveis de exploração comercial.


A pesquisa, encomendada pela Artumas e realizada pela norte-americana Rose & Associates, conclui que em quatro perfurações naquele campo pode ser extraído petróleo em rama em "quantidade comercial e não comercial", sem especificar a proporção de cada uma delas.


O Governo de Moçambique lançou em Julho de 2005 um concurso para a exploração de diversos blocos "offshore" na zona conhecida como bacia do Rovuma, nome do rio que separa Moçambique da Tanzânia.


Anadarko Petroleum Corp. vai levar o navio de prospecção petrolífera Belford Dolphin para Moçambique no final do ano (Fonte: Portal Angop, 2009-08-25).

Petróleo vai continuar como 'alavanca de investimento' no Rio, diz IBP

Apesar das discussões envolvendo a forma de distribuição dos recursos do pré-sal no país, o petróleo vai continuar sendo a alavanca de investimento no Estado do Rio. Prova disso é que, de acordo com dados apresentados pelo presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), João Carlos França de Luca, entre 60% e 70% dos US$ 195 bilhões de investimentos previstos para os próximos cinco anos serão aplicados no estado.
- O petróleo vai desempenhar papel relevante no investimento do Rio. Além do Comperj (complexo petroquímico), há projetos em andamento na Bacia de Campos. Só com pré-sal serão outros US$ 20 bilhões no país. E o Rio tem papel importante no país. A produção de petróleo vai dobrar em dez anos no Brasil - afirma De Luca.
Porém, o presidente do IBP frisa que o desafio é adequar a legislação (que inclui a forma de distribuir os recursos do pré-sal e a criação de uma nova estatal) sem perder o que já foi conquistado.
- O atual debate pode ser feito para incluir as demandas. Tudo tem de ser feito com cautela. E o modelo tem que ser fruto de um amplo debate - afrimou o executivo.
De Luca lembrou do avanço do setor de petróleo nos últimos 40 anos, com a produção diária que pulou de 172 mil barris em 1969 para 1,95 milhão atualmente (Fonte: O Globo - Globo, 2009-08-24).

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Petrobras estima ter 12 sondas até o final de 2010 para o pré-sal


O diretor financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, reafirmou ontem a intenção da estatal de continuar a investir de forma intensiva em exploração e produção de petróleo e gás mesmo depois da queda de 20% do lucro da empresa no primeiro semestre de 2009, comparado a 2008. Para isso a companhia espera receber mais duas sondas ainda este ano para aumentar a atividade na área do pré-sal na Bacia de Santos, e outras 6 no ano de 2010. Com isso, somariam 12 unidades. Além disso, o executivo explicou que a empresa está licitando mais oito cascos de navios-plataformas (FPSO, na sigla em inglês) para operar na região.

Esses investimentos estão sendo suportados pela geração de caixa da empresa e pela captação de recursos que tem encontrado no Brasil e no exterior. De acordo com o balanço da empresa sobre o desempenho no primeiro semestre, além do empréstimo de US$ 13,3 bi do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a empresa fechou acordos com o China Development Bank, no valor de US$ 10 bi e com o US EximBank no valor de US$ 2 bi. Ainda no primeiro semestre a Petrobras obteve empréstimo ponte de US$ 6,5 bi para serem trocados por emissões de títulos.


Segundo Barbassa, com esses investimentos, a meta da empresa é chegar ao fim de 2010 com uma produção de 2,25 milhões de barris no Brasil. "Essa é uma meta desafiadora", reconheceu ele. Para a corretora Geração Futuro, esse alvo é considerado agressivo e não descarta nem mesmo o não-cumprimento desse objetivo.


Durante a apresentação dos resultados da companhia a analistas de mercado e investidores, no Rio de Janeiro, Barbassa admitiu que se a empresa mantiver o ritmo dos investimentos do primeiro semestre é bem possível que o orçamento de 2009, de cerca de R$ 60 bi, possa ser revisado para cima. Até junho, a Petrobras já havia empregado R$ 32,5 bi, pouco mais de 53% do total para o ano. A aplicação dessa parcela do orçamento da empresa foi atribuída à disponibilidade e preços mais em conta dos equipamentos, fato não previsto no mercado, resultado da retração da demanda mundial na indústria do petróleo que chegou a frear a atividade de empresas mais fortemente que da brasileira. "Se analisarmos a queda de 20% de nosso lucro no segundo trimestre de 2009 ante 2008, e olharmos o exterior, veremos que estamos bem melhor, pois há casos de companhias que caíram de 70% a 80% na mesma base de comparação", exemplificou ele.

A Petrobras reafirmou ontem a intenção de continuar a investir em exploração e produção. Para isso espera receber mais duas sondas ainda este ano e 6 no ano de 2010. Com isso, se somariam 12 unidades (Fonte: DCI, 2009-08-19).

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Petrobras prevê 14 fundos de investimento em petróleo

O gerente de captação da Petrobras, Marcílio Miranda, disse nesta quinta-feira, 16, que o número de fundos de investimento específicos para o setor de óleo e gás, voltados para fortalecer fornecedores da companhia estatal, pode chegar a 14 até o fim do ano. Alguns deles são fundos de investimento em participação (FIP) e outros fundos de investimento em direitos creditórios (FDIC), com prazos de cinco a dez anos. "A adesão dos investidores já está sendo grande", adiantou Miranda em um seminário sobre óleo e gás realizado no Rio. Ele, no entanto, não quis citar quais instituições demonstraram interesse nos fundos.

A própria Petrobras tem mobilizado investidores e instituições. Em road shows feitos pela estatal, já foram cadastradas 4.460 empresas que podem participar dos processos concorrendo para receberem os investimentos dos fundos. "Temos que fortalecer a empresa nacional para o desafio (de atender à demanda da Petrobras). As empresas estrangeiras virão e, se nossas empresas não estiverem preparadas, elas vão sumir", afirmou.

Os FIP significam investimento em participação no capital da empresa, que assim ganha recursos e se fortalece para no futuro, talvez, abrir seu capital em bolsa. Os FDIC normalmente antecipam para a empresa fornecedora, com um desconto que resulta no lucro do investidor, recursos que ela só receberia em um prazo mais longo. "Em vez de pegar dinheiro no crédito, a empresa pega no fundo. Tem que fazer operação que não gere dívida na empresa", disse Miranda, sobre as fornecedoras.

Miranda comentou sobre nove fundos de investimento, sem dar o nome das instituições financeiras. Dois desses fundos já estão operando e um deles é um FDIC do banco Modal, cujo sócio Humberto Tupinambá participou do mesmo evento. Outros quatro estão em processo de registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou muito próximos disso, segundo o executivo, sendo que dois são FDIC e dois são FIP. Os FDIC que estão em fase de registro contarão com R$ 10 milhões da Petrobras cada um, informou Miranda.

Tupinambá contou que o Modal e a Caixa Econômica Federal (CEF) devem entrar com pedido de registro na CVM na semana que vem para um FIP de R$ 500 milhões focado em entre oito e doze empresas fornecedoras da Petrobrás.

Três outros grandes FDIC serão lançados por ocasião das licitações de compra de 28 sondas e duas plataformas marítimas de exploração e produção para os campos de Iara e Guará. De acordo com Miranda, a Petrobras informará às empresas que participarem da licitação para fornecimento que elas podem participar desses fundos.

O executivo prevê que um fundo com os direitos creditórios da licitação das 28 sondas será de mais de U$ 5 bilhões a U$ 6 bilhões (por volta de R$ 11 bilhões) e que seja formado um para cada uma das duas plataformas, de patrimônio entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3 bilhões cada (por volta de R$ 6 bilhões) (Fonte: Estadao / Agência Estado, 2009-07-16).

quinta-feira, 30 de julho de 2009

ANP procura petróleo na Bacia do Paraná


Serão investidos R$ 100 milhões no estudo geológico sobre área, que abrange oito estados do Centro-Sul do Brasil.


O Paraná está no mapa do mais audacioso plano já realizado na procura por petróleo no território brasileiro. O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, anunciou ontem, em Curitiba, o investimento de cerca de R$ 100 milhões em um estudo exploratório da Bacia do Paraná com o objetivo de encontrar óleo e gás na região. A área de 1,12 milhão de quilômetros quadrados, que abrange oito estados – de Goiás ao Rio Grande do Sul, incluindo o Paraná –, é a maior bacia sedimentar do território brasileiro, mas o conhecimento sobre o potencial petrolífero deste sistema ainda é considerado precário.


O investimento é parte dos R$ 1,55 bilhão anunciados em 2008, que serão aplicados pela ANP em pesquisas nas 24 bacias brasileiras até o fim de 2012. O volume destinado à pesquisa da Bacia do Paraná já foi licitado e contratado e representa cerca de 69% dos investimentos da ANP em 2009.


O estudo quer aprofundar o conhecimento do sistema geológico da Bacia do Paraná, indicando regiões com potencial de existência de petróleo e gás que, posteriormente, serão licitadas para exploração. O estudo é limitado à plataforma continental e não contempla explorações submarinas (offshore) ou em áreas do pré-sal.


O interesse pelo potencial petrolífero da Bacia do Paraná teve início no fim do século 19, mas a intensificação das atividades exploratórias deu-se apenas a partir da década de 1950, com a criação da Petrobras. Mesmo assim, a densidade de furos na área é considerada baixa, com um poço a cada 9 mil quilômetros quadrados. Dos 124 poços exploratórios perfurados até hoje, apenas 44 foram feitos com apoio de dados sísmicos. Destes, 16 poços indicaram a presença de gás, 5 de óleo e 2 de gás condensado. Outros 87 poços foram classificados como secos.


“Se não há conhecimento e um bloco é colocado em licitação, não aparece nenhum interessado”, justifica o diretor-geral da ANP. As tentativas de licitação na área comprovam essa tese. Entre 1998 e 2008, 11 blocos da Bacia do Paraná foram licitados em cinco rodadas. Dois blocos arrematados foram devolvidos pelas concessionárias Petrobras e pela norte-americana El Paso. Outros oito blocos não foram alvo de nenhuma oferta e apenas um bloco de exploração foi arrematado, mas o concessionário desistiu de assinar o contrato.



Promessa

Os melhores resultados na região foram obtidos no campo de Barra Bonita, no município de Pitanga (região Central), que entra em operação ainda este ano com produtividade superior a 200 mil metros cúbicos de gás por dia. Ainda no Paraná, outro poço, no município de Mato Rico, mostra “resultados promissores”, de acordo com a ANP.


Sobre a probabilidade de que de fato se encontrem grandes jazidas de petróleo na região, Lima prefere não arriscar. “É cedo para afirmar qualquer coisa. As licenças ambientais estão sendo concedidas e uma parte dos técnicos apenas iniciou o trabalho de campo”, justifica.


O mapeamento aéreo da região tem previsão para ser concluído em 2010. Já as análises do solo devem se encerrar em agosto de 2011. Uma parte do estudo prevê a coleta de amostras do solo em grandes eixos geográficos, chamados de “linhas sísmicas”, para posterior análise em laboratório de sua composição química. A linha Norte-Sul, entre o Paraná e Rio Grande do Sul tem aproximadamente 700 quilômetros de extensão (Fonte: RPC - Gazeta do Povo, 2009-07-14).

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Fiepe tem novo setor para tratar de investimentos em petróleo e gás


Nesta quinta-feira (2), a Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) completa 70 anos. Uma das novidades, para marcar esta data é a criação de um setor que vai gerar oportunidades de emprego e renda nas áreas de petróleo, gás e naval e que vai se relacionar, principalmente, com os investimentos em Suape.

As ações do Departamento de Petróleo e Gás incluem a capacitação dos empresários, a formação de mão-de-obra e a captação de novos investimentos. “Já estávamos criando essa divisão há algum tempo e ela entra em funcionamento agora no mês de julho. Ela dá apoio a dois seguimentos estruturadores quem não tem tradição no Estado”, explica o presidente da Fiepe, Jorge Côrte Real. Segundo ele, as informações sobre os cursos serão divulgados pelo Programa de Mobilização Nacional da Indústria de Petróleo e Gás Natural (Prominp). “Queremos fazer do Estado um provedor de serviços navais, de gás e petróleo”, afirma.

Fundada em 3 de janeiro de 1939 pelo industrial Joseph Turton, a entidade integra e coordena o Sistema Fiepe, composto por quatro órgãos vinculados: Sesi, Senai, Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e Ciepe. A Federação congrega ainda base sindical formada por 37 sindicatos de diversos segmentos industriais.

“Hoje são cerca de 500 indústrias sindicalizadas, ligadas a Federação das Indústrias, o que significa cerca de 80% do PIB industrial do Estado”, contabiliza Jorge Côrte Real. “A Fiepe tem sido durante esse tempo ativa, dando apoio à industria e à economia de Pernambuco. A maior prova disso é que, face a essas instabilidade econômicas, vivenciamos um aumento da produção no Estado” (Fonte: PE360graus - Globo, 2009-07-02).

segunda-feira, 29 de junho de 2009

BNDES: Pré-sal terá R$ 269 bilhões de investimentos até 2012

Empenhado em fazer jorrar mais do que petróleo dos campos do pré-sal, o governo decidiu que o país terá uma nova política industrial com a exploração dessa riqueza, envolvendo 18 setores da cadeia produtiva de óleo e gás, revela reportagem de Gustavo Paul publicada na edição deste domingo do jornal O Globo. A meta é tornar realidade - e até aumentar - as previsões de investimentos e geração de empregos desenhadas com as descobertas.

Projeções do BNDES apontam que apenas os aportes diretamente nas atividades de exploração e produção chegarão a R$ 269,7 bilhões até 2012, incluindo Petrobras e empresas privadas. Com uma média de R$ 67,4 bilhões ao ano, os recursos deverão gerar, segundo a estatal, um milhão de vagas, diretas e indiretas, em empresas prestadoras de serviços até 2013.

O grupo interministerial que estuda o marco regulatório do pré-sal deverá anunciar, junto com o projeto das novas regras do setor, diretrizes para a contratação de empresas e fornecedores, para aumentar o conteúdo nacional nessa cadeia. O trabalho começou em julho do ano passado e tem como pano de fundo 18 setores industriais ligados diretamente ao setor. Ainda não existem números tabulados sobre os investimentos nessas áreas, mas um estudo encomendado pelo Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural, ligado à Petrobras, traçou as características e os desafios de cada segmento (Fonte: O Globo - Globo, 2009-06-20).

Petrobras estuda antecipar projetos de Guará e Iara


A Petrobras estuda antecipar em um ano o início das operações de duas plataformas do pré-sal, que devem ser instaladas nas descobertas de Guará e Iara. As unidades, que serão usadas em projetos-piloto de produção, estão previstas inicialmente para 2013 e 2014. Segundo o gerente-executivo do pré-sal da companhia, José Formigli, porém, há um esforço interno para iniciar as atividades em 2012 e 2013.


"Sabemos que tem petróleo ali e é natural que trabalhemos para tentar produzi-lo o quanto antes, desde que faça sentido do ponto de vista empresarial e não coloque em risco o reservatório", afirmou Formigli. As duas plataformas terão capacidade para produzir 120 mil barris por dia e, segundo o planejamento da Petrobras, representam o segundo e o terceiro projetos-piloto do pré-sal de Santos - o primeiro será instalado em Tupi, no final de 2010.


Formigli informou que a empresa já está consultando o mercado sobre a possibilidade de antecipar a entrega das plataformas, que já estão em licitação e deverão ser projetadas a ponto de garantir um alto índice de conteúdo nacional. As duas embarcações serão afretadas pela estatal e convertidas em plataformas produtoras de petróleo a partir de navios petroleiros.


A antecipação da produção no pré-sal faz parte de uma estratégia elaborada com o objetivo de garantir fluxo de caixa para ajudar a bancar os grandes investimentos esperados para a fase definitiva de produção nas novas jazidas, que deve ter início a partir de 2013. Segundo o cronograma da empresa, a primeira fase do pré-sal terá, além dos três pilotos, oito plataformas com capacidade para 150 mil barris por dia.


Formigli disse que a empresa ainda não bateu o martelo, mas que tende a instalar os dois pilotos em Guará e Iara. A primeira descoberta está no bloco BM-S-9, ao lado de Carioca, e ainda não tem estimativa de reservas oficiais. Já Iara está no mesmo bloco de Tupi e tem reservas projetadas entre 3 bilhões e 4 bilhões de barris de petróleo e gás.


O desenvolvimento de todo o potencial da área dependerá ainda de uma segunda fase de produção, com início a partir de 2017. A empresa, no entanto, ainda estuda o melhor modelo para essa fase, que vai depender do desenvolvimento de tecnologias específicas para a região - esforço que vai tentar superar obstáculos como a logística grande distância da costa e o escoamento do petróleo e do gás.


Em palestra na feira Brasil Offshore, Formigli disse que o financiamento para o pré-sal não é mais visto como um problema para a companhia, devido à elevação do preço do petróleo para patamares acima de US$ 60 por barril. Ele reforçou que os projetos são viáveis com óleo em torno dos US$ 40 por barril e que uma cotação superior se traduz em maior geração de caixa para financiar futuros investimentos. "A geração de caixa está boa e podemos reaplicar o dinheiro relativamente rápido", comentou o executivo. Além disso, a companhia está cada vez mais confiante em redução de custos no setor. Os investimentos de US$ 98,8 bilhões projetados para o pré-sal foram calculados com base em custos inflacionados pelos altos preços do petróleo no ano passado (Fonte: Abril, 2009-06-18).

segunda-feira, 22 de junho de 2009

REN, EDP e Portucel pedem 375 milhões para projectos em Portugal e Espanha


A REN, a EDP e a Portucel pediram ao Banco Europeu de Investimento um financiamento total de 375 milhões de euros para vários projectos separados em Espanha e Portugal no sector da energia.


A REN pediu ao BEI um financiamento de 150 milhões de euros destinados a "apoiar o plano de investimentos que visa reforçar e alargar o sistema de gás natural em Portugal", indica uma nota no site do banco.


Os beneficiários deste pedido, que deu entrada no BEI na segunda-feira, são a REN Gasodutos, a REN Atlântico e a REN Armazenagem.

O custo total do investimento da REN - empresa pública que gere em Portugal a rede de transporte de electricidade e gás natural - está estimado em 300 milhões de euros.

Já a EDP Energia pediu ao BEI um financiamento de 140 milhões de euros para construir e operar a central de ciclo combinado (a gás natural) Soto 5, em Soto de Ribera, na província espanhola das Astúrias (a oito quilómetros de Oviedo).

De acordo com a descrição do pedido, que também deu entrada no BEI na segunda-feira, a central - com uma potência de 425 MegaWatts - será construída "ao lado da Soto 4, uma unidade semelhante já em funcionamento".

Os custos totais estimados do projecto da EDP para a unidade Soto 5 ascendem a 280 milhões de euros.

O pedido da Portucel Energy, de 85 milhões de euros, destina-se "ao 'design', à construção e à operação de quatro novas unidades energéticas - uma de gás natural, duas fábricas de biomassa e uma turbina - em três instalações de pasta de papel e papel em Portugal (Setúbal, Cacia e Figueira da Foz).

"A energia produzida vai ser consumida ou pelas instalações de papel e pasta de papel ou vendida à rede pública", indica a descrição anexada ao pedido de financiamento, que entrou no BEI na terça-feira.

"O interesse económico do projecto está ligado à sua contribuição para as políticas europeias e nacionais sobre energias renováveis e alterações climáticas, bem como à eficiência energética", indica a nota do BEI nos "objectivos" do pedido.

O projecto da Portucel tem um custo total estimado em 176 milhões de euros.

Os três pedidos, indica o BEI, estão "sob apreciação". (Fonte: Aeiou Expresso, 2009-06-17).

China interessada no sector dos petróleos de Timor-Leste


O ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Zacarias da Costa, disse segunda-feira em Díli ter discutido durante a sua deslocação à China a possível cooperação chinesa no sector dos hidrocarbonetos.


"O presidente Hu Jintao reconheceu que Timor-Leste é um país rico em petróleo, gás e recursos naturais que interessam à China e Timor-Leste também está interessado numa parceria estratégica como a China”, acentuou, lembrando que os negócios nortearam o seu périplo de uma semana.


O envolvimento chinês "poderá passar pela construção do gasoduto para Timor-Leste, se for possível negociar com a Austrália, e pelo estabelecimento de uma zona de apoio em Suai (sul)”, adiantou à agência noticiosa portuguesa Lusa.


O ministro adiantou estarem ainda em jogo “refinarias e de toda a infra-estrutura necessária ao sector, tanto em terra como no mar”.


O ministro dos Negócios Estrangeiros lembrou que o país “já tem um parceiro estratégico, a Petronas, da Malásia, bem como um bom grupo de apoio na Coreia do Sul, liderado pela Korgaz”.


Em 2002, realçou, a Petrochina enviou uma missão à região, para um levantamento e estudos em terra.


Na altura, foi celebrado um acordo bilateral, estando prevista para breve a deslocação de uma nova missão empresarial chinesa a Timor-Leste, com o objectivo de discutir com o Governo o envolvimento no sector, adiantou o chefe da diplomacia timorense.


Zacarias da Costa valorizou ainda a exportação de mais de uma centena de produtos timorenses para a China, fruto de um acordo bilateral assinado em 2008 (Fonte: Macauhub, 2009-06-16).

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sonangol investe em equipamentos para porto de São Tomé

A petrolífera angolana Sonangol vai investir, ainda este ano, cerca de dois milhões de dólares (1,5 milhões de euros) em equipamentos para o porto de Ana Chaves na capital são-tomense, informou a empresa.

O investimento angolano é feito no quadro de um memorando assinado no início deste ano entre a Sonangol e o Governo de São Tomé e Príncipe, cujos contornos não foram divulgados, e que prevê o apetrechamento do porto da capital são-tomense com equipamentos de descarga e carregamento de navios em terra e no mar, bem como a reabilitação e iluminação da pista do aeroporto internacional de São Tomé.

No passado fim-de-semana as duas partes estiveram reunidas na capital de São Tomé, tendo o Governo são-tomense manifestado "muita urgência" na aquisição dos equipamentos.

O porto de São Tomé tem-se confrontado, desde há vários anos, com a grave situação de congestionamento de navios e demora na descarga, e o Governo do arquipélago pretende ver resolvido esse problema com a maior brevidade.

"Estamos a negociar com a Sonangol a possibilidade de importarem já os equipamentos necessários para o porto, nomeadamente as gruas e barcos com alguma capacidade para o transporte de mercadorias do navio para o cais e vice-versa", disse o ministro das infra-estruturas, Benjamim Vera Cruz.

O director financeiro da empresa angolana disse, por seu lado, que "por enquanto (a Sonangol) vai fazer uma acção a muito curto prazo para o porto, atendendo à urgência". Os equipamentos" já foram quantificados e agora estamos na fase de mobilização de meios para a sua efectivação", acrescentou Osvaldo Vaz.

O porto de são Tomé carece urgentemente de equipamentos para a sua operacionalidade podendo correr o risco e paralisação. "Nós analisámos inclusive a hipótese de parte desses equipamentos vir por via aérea para permitir que pudéssemos ultrapassar o grande constrangimento que existe actualmente", acrescentou o ministro são-tomense das infra-estruturas. "Há uma preocupação muito grande da parte são-tomense para que esses equipamentos cheguem a São Tomé o mais urgente possível", adiantou Osvaldo Vaz.

O investimento na reabilitação e iluminação do aeroporto internacional acontecerá depois de concluída a compra dos equipamentos para o porto da capital do arquipélago de São Tomé, segundo a fonte da empresa Sonangol (Fonte: Diário Digital - Sapo / Lusa, 2009-06-15).