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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Empresários moçambicanos vão construir refinaria em Maputo


A Oilmoz vai construir uma refinaria na província de Maputo com capacidade para processar 350 mil barris de petróleo por dia quando ficar pronta em 2013 com um investimento de 8 mil milhões de dólares, afirmou quinta-feira em Maputo o presidente da empresa.


A Oilmoz, fundada por Leonardo Simão, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, dará emprego a 15 mil pessoas durante a construção da refinaria e a 2000 quando estiver a funcionar em pleno, adiantou Fausto Cruz, presidente executivo da empresa, no decurso de uma apresentação do projecto realizada na capital Maputo.


Esta refinaria será a primeira a ser construída em Moçambique desde que a única outra existente fechou há 24 anos, deixando o país totalmente depende de importações de combustíveis.


Fausto Cruz anunciou ainda estarem em curso e numa fase bastante adiantada negociações com um consórcio bancário com vista ao financiamento, ao mesmo tempo que estão em curso estudos de viabilidade técnico-ambiental para a instalação da refinaria.


Além da refinaria propriamente dita, a projecto integra a construção de outras infra-estruturas, como uma fábrica de petroquímicos, central termoeléctrica de 500 megawatts, estação de tratamento de lixo e de resíduos, um “tank farm” (parque de tanques) para armazenamento de petróleo em rama e combustíveis refinados, um terminal portuário em "off-shore" e casas para funcionários.


A Shell Global Solutions será responsável pelo aconselhamento técnico, estudo de viabilidade económica e concepção do projecto e posteriormente pelo fornecimento de petróleo em rama e manter-se-á como parceiro técnico por um período de 30 a 40 anos, segundo afirmou Robert Trout, director da empresa para serviços a terceiros.


O projecto é integralmente de capitais moçambicanos, tendo como accionistas a Petromoc, Leonardo Simão, que é também director-executivo da Fundação Joaquim Chissano, ex-Presidente moçambicano, e Fausto Cruz.


No ano passado, a Ayr-Petro-Nacala, da norte-americana Ayr Logistics, anunciou também a construção de uma refinaria na cidade portuária de Nacala, na província de Nampula, norte de Moçambique (Fonte: Macauhub, 2009-02-06).

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Petrolífera estadunidense manifesta interesse em Angola


Representantes da companhia petrolífera norte-americana Apex Petroleum Engineering encontraram-se, terça-feira, em Ottawa (Canadá), com o embaixador de Angola naquele país, Miguel Nzau Puna, a quem manifestaram o interesse de trabalharem no mercado do crude angolano.

Durante o encontro, os empresários explicaram as potencialidades da companhia e os benefícios que poderá proporcionar à indústria petrolífera angolana por empregar técnicas modernas na prospecção e extracção de petróleo. Referem que em função da experiência da companhia no ramo de formação, poderão, na sua eventual presença em Angola, criar centros de ensino no país para instruir técnicos angolanos nos mais variados níveis e especialidades, de acordo com as necessidades apresentadas.

O embaixador angolano Nzau Puna disse, na ocasião, que o Governo de Angola terá muito interesse em cooperar com a Apex Petroleum Engineering e garantiu prestar o apoio necessário, desde a concessão de visto e de informações, para facilitar a sua entrada no mercado angolano.

A Apex Petroleum Engineering foi representada no encontro pelos seus principais consultores, John Harkrider e Allan Jensen. A companhia, criada em 1999 no estado norte-americano de Colorado, cidade de Denver, com escritórios na província canadiana de Alberta, actua nas áreas de produção, perfuração, armazenamento e tratamento do petróleo. Possui cerca de 60 clientes dentre os quais a Texaco Exploração e Produção, Range Resources, Petrogulf Corporation, Chevron-EUA, Falcon Creek e a Forest Oil Corporation (Fonte: Angola Press, 2008-05-07).

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Repsol investe mil milhões em Portugal


A grande aposta da petrolífera espanhola passa pela construção de um projecto petroquímico em Sines.

Desde que entrou no mercado português a Repsol já investiu mil milhões de euros. Nas metas definidas para os próximos 5 anos a petrolífera hispano-argentina quer reforçar posição em Portugal e vai investir mais mil milhões de euros no nosso país. O projecto da indústria petroquímica em Sines é a grande prioridade.

As obras deverão começar já no terceiro trimestre deste ano para que o projecto esteja em pleno funcionamento em 2010. A Repsol quer ainda avançar com prospecção de petróleo no Algarve, mas o processo ainda não passou do papel.

Já em relação à rede comercial, a gasolineira pretende adquirir mais estações de serviço e ganhar mais cota de mercado na venda de combustíveis para competir com a Galp (Fonte: TVI, 2008-04-09).

sábado, 12 de maio de 2007

A brasileira Braskem vai investir na petroquímica da Bolívia

A Braskem está disposta a investir US$ 1,5 bilhão na construção de três instalações petroquímicas na Bolívia, afirmou nesta quinta-feira o vice-presidente de Desenvolvimento de Projetos da petroquímica brasileira, Roberto Ramos. Segundo o executivo, as conversas com o governo boliviano neste sentido já foram iniciadas. Ramos indicou que a intenção de desenvolver megaprojetos na Bolívia, como os que vem desenvolvendo na Venezuela, foi comunicada ao ministro dos Hidrocarbonetos, Carlos Villegas. O executivo da Braskem, filial da brasileira Odebrecht, informou que existe a possibilidade de construir três unidades: duas de polietileno e uma de etileno, mas o lugar ainda não foi decidido. O projeto original, que data de 2000, menciona a zona fronteiriça de Puerto Suárez, no extremo leste da Bolívia, como região para a execução do megaprojeto, mas Ramos garantiu que o tema será parte da discussão. O ministério boliviano dos Hidrocarbonetos informou, por sua vez, que no prazo de um mês voltará a se reunir com a Braskem para dar continuidade às conversas iniciadas. As três instalações petroquímicas que a empresa construiria requerem "cerca de 5 milhões de metros cúbicos diários de gás", afirmou Ramos, destacando que os aspectos técnicos para viabilizar o projeto dependerão do grau de avanço do diálogo com o governo boliviano. A Braskem, uma das maiores empresas petroquímicas da América Latina, se associou à venezuelana Pequiven, filial da petrolífera PDVSA, para formar duas empresas petroquímicas (etileno e polipropileno) em Jose, no estado de Anzoátegui, a 300 km a leste de Caracas, onde se refina petróleo extra-pesado da Faixa do Orinoco. (Invertia)


sábado, 31 de março de 2007

Petrobras admite novos passos e parceiros na petroquímica

Depois da compra do Grupo Ipiranga pelo consórcio formado por Petrobras, Braskem e Ultra, o setor petroquímico brasileiro deverá ter, em um futuro relativamente próximo, novas negociações de grande porte. O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse ontem que o desenho societário do processo de reorganização do setor no Sudeste deverá ser concluído no prazo de seis meses a um ano.Costa disse, após participar de audiência pública na Câmara dos Deputados, que a estatal já manteve contatos para discutir a consolidação com as principais empresas do setor na região Sudeste, como a Suzano Petroquímica e a Unipar.'Já mantivemos os primeiros contatos com essas empresas, de modo a olhar não só o que existe hoje de ativos, mas também outro ativo muito importante, que vai agregar valor ao Sudeste, que é o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)', acrescentou.Costa lembrou que a Petrobrás tem como sócios no complexo o Grupo Ultra e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e reafirmou que haverá outros parceiros no projeto.Indagado se a Suzano Petroquímica e a Unipar poderiam ser sócias no Comperj, Costa respondeu afirmativamente. 'Podemos ter a Suzano e a Unipar, como podemos ter vários outros sócios, nacionais ou estrangeiros', disse.Costa não informou, contudo, como poderá ser o desenho acionário do setor no Sudeste após o processo de reorganização. 'Não há um desenho final de como vai ser. Estamos iniciando as discussões e é muito preliminar dizer qual será a participação de cada grupo', destacou. Segundo o diretor da Petrobras, no prazo de seis meses a um ano já será possível dizer quais serão os acionistas e suas respectivas participações.Equilíbrio De acordo com o executivo, a reorganização do setor petroquímico no Sudeste vai proporcionar o 'equilíbrio' entre os pólos do Nordeste e do Sul em relação ao da região. Costa negou que possa haver estatização do setor petroquímico, mas reforçou que a Petrobras quer ter papel ativo, deixando de ser apenas fornecedora de matéria-prima para ter uma participação maior na cadeia do setor.O executivo afirmou que é preciso fortalecer a indústria petroquímica brasileira em termos de gestão e de investimentos e chegou a afirmar que, se não houver empresas fortes, 'o setor não vai sobreviver', tendo em vista a competição com empresas estrangeiras. (Folha de São Paulo)

domingo, 25 de março de 2007

Petrobras participará de pólo petroquímico no Peru

A Petrobras e a gigante francesa Suez SA assinaram em 05/03/07, em Lima, capital do Peru, uma carta de intenções que prevê a construção de um complexo petroquímico ao custo de US$ 1,3 bilhão em território peruano, obra que quase dobraria o consumo de gás natural do país sul-americano.

Quando for concretizada, a joint venture envolvendo as estatais de petróleo do Brasil e Peru e a Suez, que é a quarta maior empresa de energia elétrica da Europa, utilizará 150 milhões de pés cúbicos (4,2 milhões de m³) de gás natural por dia dos campos de Camisea para produzir amônia e polietileno.

A planta, que será construída no porto costeiro de Ilo ou no de Matarani, será ligada à reserva de Camisea, a mais importante do país, por um gasoduto de U$ $500 milhões, que será construído pela estatal peruana Petroperú e pela Suez.

O projeto prevê uma primeira etapa de dois meses para realizar estudos de pré-viabilidade da construção do gasoduto. Em uma segunda etapa, de quatro meses, será feito o estudo final de viabilidade do projeto.

Depois do gasoduto pronto, a planta petroquímica usará 70 milhões de pés cúbicos (1,97 milhões de m³) de gás natural por dia e a previsão é de que Suez compre outros 80 milhões de pés cúbicos (2,25 milhões de m³) diários para abastecer uma central de energia de 370 MW, também planejada para a área, de acordo com informações fornecidas pelo gerente-geral da Suez Perú, Patrick Eeckelers.

O projeto, que entrará em operação em 2010, e tem o início das construções previsto para o próximo ano, faz parte da tentativa do presidente peruano Alan García de obter US$ 5 bilhões em compromissos para investimentos no setor de combustíveis e de impulsionar o crescimento de 7% da economia do país durante os próximos cinco anos.

“Todos os investimentos têm seu momento e essa é a hora de investir no Peru”, disse García na cerimônia de assinatura da carta, realizada no palácio presidencial peruano. “Esse complexo petroquímico na Região Sul terá repercussões na criação de postos de trabalho e na industrialização”, declarou o presidente.

Ainda não há informações sobre eventuais empresas brasileiras na construção e operação do empreendimento. A Braskem, cuja principal meta para o exterior é intensificar suas ações nos mercados venezuelano e boliviano, afirmou, por meio de seu vice-presidente de relações institucionais, que não possui atualmente qualquer tipo de plano para produzir polietileno no Peru. A Odebrecht, grupo controlador da Braskem, apesar de possuir atividades naquele país, também declarou não possuir nenhum projeto de engenharia para começar a atuar no mercado petroquímico peruano.

Além do projeto fechado para a construção do complexo petroquímico, a Petroperú e a Petrobras assinaram memorando de entendimentos planejando construir uma unidade de fertilizantes no país andino. No total, os investimentos previstos nos acordos giram em torno de US$ 2,8 bilhões. (GasNet)

domingo, 18 de março de 2007

Grupo de empresas brasileiras adquire a Companhia de Petróleo Ipiranga

Germano Oliveira - O Globo
Juliana Rangel - Globo Online
Será anunciado nesta segunda-feira, às 9h, num hotel em São Paulo, um dos maiores negócios do setor de energia dos últimos anos: a Petrobras, a Braskem e o Grupo Ultra informarão oficialmente a compra da Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga, que atua nas áreas de petroquímica, distribuição de combustíveis e refino, além de ter participações em blocos de exploração e produção de petróleo.
No ano passado, as empresas do grupo Ipiranga faturaram R$ 31,5 bilhões, com aumento de 12% em seu resultado. O lucro líquido foi de R$ 533,8 milhões.
O acordo foi confirmado por fontes das empresas envolvidas na negociação e estaria avaliado em torno de US$ 1,5 bilhão (R$ 3,15 bilhões). O anúncio da aquisição seria feito neste domingo, mas foi postergado porque alguns detalhes ainda estavam sendo fechados. Neste domingo, o jornal "O Estado de S. Paulo" publicou a informação sobre a operação.
O negócio já esteve por ser fechado durante várias vezes, mas foi frustrado em função de desacordo entre os compradores em relação à distribuição dos ativos e entre os diferentes acionistas da companhia.
O modelo final foi apresentado e aprovado apenas na última sexta-feira, em reunião do Conselho de Administração da Petrobras. A Petrobras vê, como jóia da coroa no negócio, a área de distribuição.
Atualmente, a BR é lider no segmento, com cerca de 32% do mercado, atrás apenas dos postos de bandeira branca, segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Mas, com a compra da Ipiranga, que está em terceiro lugar no ranking, a estatal passaria a ter mais de 50% do segmento no Brasil.
De acordo com o balanço anual do grupo Ipiranga, a distribuidora tinha 19,6% do mercado no ano passado, com aumento de 2,6% no volume de vendas, contra uma média de expansão de 2% do restante do mercado. O lucro líquido da unidade no período foi de R$ 160,9 milhões.
Para o sócio da consultoria Expetro, Jean-Paul Prates, a grande concentração de mercado que a Petrobras terá a partir da compra da Ipiranga não deverá despertar problemas no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
- Com a compra da Ipiranga, a Petrobras vai ganhar a hegemonia que ainda não possui na única de todas as áreas em que atua. Ela ficará disparada na frente das outras, mas não acho que as demais marcas queiram reagir a isso. Elas não têm evoluído quase nada no Brasil e já deram vários sinais de desmobilização - avalia.
Prates lembra que a Shell, por exemplo, já foi alvo de vários rumores de que poderia deixar a atividade de distribuição no país e focar apenas em Exploração e Produção, o que a empresa nega.
- Já a Esso faz apenas uma manutenção básica de sua presença no Brasil, mas também não demonstra interesse em se expandir, assim como a Chevron Texaco.
A Repsol, por sua vez, tem poucos postos no país, enquanto a italiana Agip vendeu, em 2004, seus ativos de distribuição para a Petrobras por US$ 450 milhões.
- o mercado, por um lapso do governo, vem enfrentando sérias dificuldades no setor de distribuição, sofrendo com a indústria de liminares e com a adulteração. Não há quem mostre entusiasmo em crescer no Brasil, à exceção da Ale e da Sat, que fundiram seus negócios no ano passado. Existem hoje mais de 200 distribuidoras cadastradas na ANP, mas apenas cerca de seis atuam com mais força no Brasil - diz.
A Braskem, que é controlada pela Odebrecht e pela Petroquisa, braço petroquímico da Petrobras, deverá ficar com a Ipiranga Petroquímica, que alcançou seu recorde de produção no ano passado, de 638 mil toneladas, e de vendas, de 636 mil toneladas. A Ipiranga Petroquímica teve um lucro líquido 17,5% maior em 2006, de R$ 321,8 milhões.
Já a refinaria, mesmo sem processar petróleo em função de sérias dificuldades financeiras, focou na produção de nafta petroquímica a partir do quarto trimestre do ano passado. Em função de participações em outras empresas do grupo, conseguiu, ainda assim, registrar um lucro líquido de R$ 164 milhões.
Para Jean-Paul, a compra da refinaria Ipiranga poderia ser estrategicamente importante do ponto de vista logístico para a Petrobras, mas não agrega muito ao negócio.
- A refinaria deve ser um ponto delicado da curva porque é mal localizada, pequena e difícil de operar. Talvez venha a ser reconfigurada para a produção de produtos específicos, mas há que se considerar que não há produção de petróleo ali perto. Pode ser aproveitada ainda como um centro logístico. (O Globo)