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quarta-feira, 4 de março de 2009

Campo terrestre em Carmópolis era no pré-sal

Especialistas e empresários do setor alertam que a demora do Brasil em definir o marco regulatório para a exploração no pré-sal, em discussão há dois anos, pode fazer com que as gigantes petrolíferas dêem prioridade a investimentos na exploração do pré-sal africano.


Demora para início de exploração é criticada

Para Wagner Freire, presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip), que representa as companhias petrolíferas de médio e pequeno porte, o risco de o país perder a atratividade para a África aumenta com a crise mundial que reduziu os recursos das companhias, sobretudo devido à queda dos preços do petróleo. Freire alerta ainda que, com as indefinições regulatórias, a retração nas atividades exploratórias poderá ameaçar a sustentabilidade da auto-suficiência.


Um gráfico da Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre as reservas atualmente conhecidas - sem contar com as do pré-sal ainda não comprovadas -, que circula entre empresários e especialistas, mostra que a auto-suficiência está garantida até por volta de 2016, considerando-se a produção atual prevista com base nas reservas existentes, as descobertas feitas da 1 ª à 7ª Rodada de Licitações da ANP (realizadas entre 1999 e 2005), e ainda os planos atuais em avaliação e em desenvolvimento. "O problema é que, depois de 2005, as rodadas seguintes não ofereceram novas áreas para exploração. Isso é muito grave, pois os prazos para se encontrar petróleo e iniciar a produção são longos. Esses campos no pré-sal foram descobertos em 2000, e a primeira produção prevista em Tupi é em 2010" - disse Freire.



Continentes eram unidos há 150 milhões de anos


Acredita-se que possam existir grandes reservas de petróleo no pré-sal na costa Oeste da África, por razões geológicas. O geólogo e colaborador do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) Antonio Manuel de Figueiredo explicou que, há cerca de 150 milhões de anos, parte do Hemisfério Sul era um só, com a América do Sul e a África unidos em um só bloco. Há cerca de 120 milhões de anos as duas regiões começaram a se separar, com a movimentação subterrânea das placas tectônicas, que estão em constante movimento.
O geólogo explicou que, ao longo do período de separação dos dois continentes, em determinado momento se formou um golfo, semelhante ao Mar Vermelho atual. O golfo se formou na costa brasileira, entre Pernambuco e Santa Catarina. Foi a partir de então que começou a se formar a camada de sal e a surgir o Oceano Atlântico. Na época, formou-se a camada de sal e, abaixo, as bacias sedimentares, propícias à formação de hidrocarbonetos (petróleo ou gás natural).

Na altura de Florianópolis, em Santa Catarina, formou-se uma barreira vulcânica que impediu a continuação da formação da camada de pré-sal no Sul do país e na Argentina. E, dentre as áreas que se descolaram, os blocos do pré-sal na Bacia de Santos estão de frente para Angola, no continente africano. "Por isso é que as companhias de petróleo estão por lá, procurando petróleo, desde Angola ao Gabão e Sul da Nigéria" - disse Figueiredo.

Por sua vez, o presidente da Abpip lembra que a costa africana, nas proximidades das ilhas de São Tomé e Príncipe, é área de ocorrências excepcionais abaixo do pré-sal e, por isso, com grandes expectativas de que existam reservas significativas de petróleo. "E todas as grandes companhias, incluindo as chinesas, estão lá. Como o Brasil despertou a atenção ao descobrir petróleo no pré-sal, todos estão interessados agora naquela região no continente africano" - disse Freire.
"O que acontece numa área, as companhias procuram em outros lugares, como é o caso do pré-sal na África. Se for mais fácil ir para lá do que no Brasil, eles irão para lá, com certeza".

Comissão entregará a Lula propostas para o setor
A advogada especialista em petróleo Marilda Rosado, do escritório Doria, Jacobina, Rosado e Gondinho Advogados, também alerta para o risco de o país perder a autossuficiência com a demora em se definir a regulamentação do setor. "O governo pôs um freio no processo exploratório no Brasil por algo que não é novo nem aqui nem no mundo. O campo terrestre de Carmópolis, em Sergipe, descoberto em 1963, era no pré-sal. O país não precisa mudar do atual modelo de concessão para o de partilha. Foi um erro parar as licitações". - lamentou Rosado.

A Comissão Interministerial que estudou o assunto deverá entregar nas próximas semanas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva suas conclusões, com as propostas da nova regulamentação (Fonte: Faxaju / O Globo, 2009-03-01).

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Chevrom obtém nova sonda para Frade

A norte-americana Chevron conseguiu uma sonda de perfuração adicional para seu projeto Frade no Brasil e vai cumprir seu cronograma de produção inicial. A companhia anunciou ainda nesta segunda-feira que não deverá haver produção antecipada em 2008. A Chevron havia dito antes que esperava alugar a sonda de perfuração a tempo de utilizá-la em alguns poços para que a primeira extração de petróleo acontecesse no terceiro trimestre do ano que vem, até seis meses antes do plano original para Frade. Mas Patricia Pradal, diretora de desenvolvimento de negócios na Chevron Brasil, afirmou que o navio-sonda adicional só estará disponível em meados de 2008, após o final de seu contrato atual. O mercado mundial para equipamentos de perfuração está aquecido, com os preços do petróleo quase atingindo recordes. Ela explicou que a Chevron alugou a sonda "Leo Segerius" da Noble Corp's para Frade. "Com este contrato, a Chevron quer garantir o total cumprimento do cronograma esperado para ter o primeiro óleo no início de 2009", disse Pradal em resposta por escrito à Reuters. A sonda está no momento trabalhando na costa do Brasil em um contrato com a Petrobras. A sonda original Sedco-706 alugada pela Chevron para Frade, da Transocean Inc, deve chegar no terceiro trimestre de 2008, após ser transformada em sonda de posicionamento dinâmico. Um sistema de posicionamento dinâmico permite manter automaticamente a posição de um navio com o uso de seus próprios propulsores e hélices, onde não é possível ancorar ou atracar, como é o caso de locais com grande profundidade. O navio FPSO, que tem capacidade para processar e armazenar o petróleo e prover a transferência do petróleo e/ou gás natural, a ser usado em Frade está sendo construído em Dubai e deve chegar em julho ou agosto de 2008 e terá capacidade de 100 mil barris por dia. A Chevron estima produzir 20 mil barris por dia em Frade, do qual é dona de 51,74%, em 2009. A produção de óleo pesado deve chegar a 80 mil bpd de petróleo em 2011. Frade tem cerca de 250 milhões de barris de reservas brutas esperadas. (Invertia)

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Aprovado plano de desenvolvimento para campo da norueguesa Hydro no Brasil

Autoridades brasileiras aprovaram o plano da norueguesa Norsk Hydro para desenvolver e operar o campo petrolífero de Peregrino, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. A Norsk Hydro é a operadora do projeto, no qual tem 50%de participação. A norte-americana Anadarko Petroleum detém a outra metade da licença. As reservas recuperáveis do campo estão estimadas entre 300 milhões e 600 milhões de barris de petróleo pesado, informou a Norsk Hydro, que está vendendo suas atividades de petróleo e gás para a norueguesa Statoil em um acordo de US$ 30 bilhões que deve ser concluído no terceiro trimestre. (Invertia)

sexta-feira, 16 de março de 2007

Norsk Hydro e Anadarko vão desenvolver o Campo de Peregrino no Brasil

Norwegian producer Norsk Hydro and its partner, US independent Anadarko, have delivered a declaration of commerciality for the Peregrino oilfield, in Brazil's Campos basin, to the country's National Petroleum Agency (ANP).
Hydro's Brazil boss Kjetil Solbraekke said: “The project is now moving forward, and the partnership intends to sanction the development by the end of this month."
Peregrino lies 85 kilometres off Brazil's coast in about 100 metres of water. The field's recoverable reserves are estimated at between 300 million and 600 million barrels of heavy oil.
Hydro and Anadarko, who will now take over operatorship of the field, will develop Peregrino via a floating production, storage and offloading vessel and two drilling platforms.
The pair will drill 30 horizontal production wells and seven water injection wells, with first oil scheduled for 2010.
The development was given the green light by Hydro's board on 12 March.
Hydro and Anadarko both hold 50% stakes in the project. (Upstream)

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Petrobras implanta 8 projetos de produção de petróleo em 2007

A Petrobras prevê iniciar neste ano a operação de oito grandes projetos de produção de petróleo e gás no Brasil. Pela primeira vez em sua história, a estatal possui um elevado número de projetos com início de operação em apenas um ano. "Nenhuma empresa petrolífera no mundo está com tantos projetos em um período tão curto", disse o diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella, ao "Valor Online". A concentração de projetos, fruto de um grande investimento para sustentar a auto-suficiência de petróleo nos próximos anos, também resulta de atrasos na entrada em operação de plataformas que impediram a empresa a atingir a meta de produção em 2006. Com a entrada da operação das plataformas, a meta de produção diária da estatal para 2007 foi fixada em 1,919 milhão de barris, acima da obtida em 2006, de 1,777 milhão de barris. A produção do ano passado ficou abaixo da meta de 1,88 milhão de barris diários devido, segundo Estrella, ao aquecimento do setor petrolífero no mundo. "Há um contexto mundial absolutamente congestionado de obras e de fornecimento de equipamentos." Estrella, entretanto, afirma que a Petrobras está estruturada para colocar em produção os projetos programados. Em janeiro começaram a operar as plataformas de Manati, na Bahia, com uma capacidade de 6 milhões de metros cúbicos de gás, e o navio-plataforma Cidade do Rio de Janeiro, na Bacia de Campos, com capacidade de 100 mil barris de petróleo diários. No primeiro semestre está prevista a entrada da produção da plataforma de Piranema, na Bacia de Sergipe, com capacidade de 20 mil barris diários de óleo leve. Ainda no primeiro semestre, a Petrobras planeja iniciar a produção de 100 mil barris/dia no navio-plataforma Cidade de Vitória, no campo de Golfinho, na Bacia do Espírito Santo. Além disso, deverá ser instalada na Bacia de Campos a plataforma de rebombeio PRA-1. Até o início do segundo semestre, está programada o início da operação dos maiores projetos do ano, as plataformas P-52 e P-54, que deverão produzir 180 mil barris diários, cada, no campo de Roncador, na Bacia de Campos. Para dar apoio a essas duas plataformas será instalada o navio-plataforma Cidade de Macaé, que pode armazenar 2,2 milhões de barris. A produção ainda será reforçada pela produção plena da P-34, de 60 mil barris/dia, e da plataforma Capixaba, de 100 mil barris diários. Segundo o diretor da companhia, a produção média diária deve atingir 2 milhões de barris em setembro e fechar o mês de dezembro com 2,03 milhões de barris. O investimento de exploração e produção da estatal previsto para este ano é 45% superior ao de 2006, no montante de R$ 26 bilhões. A área vai abocanhar a maior parte do orçamento (47%) da Petrobras. Estrella explica que o aumento dos recursos deve-se não somente às novas plataformas, mas ao investimento de US$ 1 bilhão em exploração, à alta de 50% nos custos de equipamentos e serviços e ao plano de crescimento da produção de gás, o Plangás. Somente o Plangás, cujas áreas devem começar a produzir em 2008, tem um investimento previsto de US$ 9 bilhões até 2010, quando a produção de gás da Petrobras deve chegar a cerca de 70 milhões de metros cúbicos/dia. (Gás Brasil)