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domingo, 31 de maio de 2009

Lula e Chávez se reúnem em meio a impasses


O presidente venezuelano, Hugo Chávez, estará hoje em Salvador para outro de seus encontros trimestrais com o colega Luiz Inácio Lula da Silva. A ampliação de linhas de financiamento do BNDES à Venezuela será a novidade em meio a antigos impasses da agenda bilateral, como a entrada da Venezuela no Mercosul e a parceria entre Petrobras e PDVSA na refinaria de Pernambuco.


Com problemas de caixa por causa do baixo preço do petróleo, a Venezuela quer financiamento do BNDES para obras já em andamento tocadas por empresas brasileiras. A negociação mais avançada envolve o empréstimo de US$ 732 milhões para o metrô de Caracas, sob responsabilidade da Odebrecht. Para garantia dos eventuais empréstimos, Chávez oferece suas reservas de petróleo como uma das alternativas.


O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou ontem que o Brasil não teria problema em aceitar petróleo como garantia. Segundo ele, o Brasil já opera sistema similar com Angola "há anos".


Segundo Garcia, os presidentes também discutirão em Salvador o imbróglio envolvendo a refinaria Abreu e Lima (PE). O negócio previa 40% de participação da PDVSA, mas isso até hoje não se concretizou (Fonte: O Globo - Globo / Folha de S. Paulo, 2009-05-26).

Brasil é o futuro do petróleo latino-americano, diz 'Financial Times'


O Brasil representa o futuro do petróleo latino-americano, em contraste com os problemas enfrentados pelos dois maiores e mais tradicionais produtores da região, Venezuela e México, segundo afirma reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário britânico Financial Times.


"Nos últimos dois anos, a Petrobras, a sofisticada empresa brasileira estatal de capital aberto, descobriu reservas tão promissoras em águas profundas na costa sudeste que os executivos estão comparando esta nova fronteira com o Mar do Norte, que salvou o mundo da crise energética criada pelo Oriente Médio nos anos 1970", diz o jornal.


A reportagem afirma que até agora o Brasil tem gerido bem sua indústria, permitindo que a Petrobras se transforme em "uma das mais avançadas companhias internacionais de petróleo".


O jornal adverte, porém, que a empresa ainda tem grandes desafios técnicos e financeiros para explorar as novas reservas de petróleo e comenta que os políticos do país ainda discutem uma nova legislação para regular o desenvolvimento dessas novas reservas.

"Enquanto as discussões em Brasília prosseguem, as histórias da Venezuela e do México deveriam servir como advertência", afirma a reportagem.


Galinha dos ovos dourados

O texto comenta os efeitos negativos da má gestão das empresas públicas de petróleo nos dois países, comparando-as à fábula da galinha dos ovos dourados.

"A indústria venezuelana de petróleo pode não estar morta, como foi o destino da galinha na fábula, mas a última onda de nacionalizações no setor pode se mostrar um golpe quase fatal, advertem executivos do setor", diz o texto.

O jornal afirma que, em seus dez anos no poder, o presidente Hugo Chávez "dizimou a PDVSA, a estatal venezuelana do petróleo, que nos anos 1990 aparecia como uma das mais bem gerenciadas do mundo".

A produção venezuelana caiu de 3,4 milhões de barris em 1999, antes de Chávez chegar ao poder, a 2 milhões atualmente.


Cofrinho

Segundo o jornal, a Venezuela não está sozinha na "má gestão de seu mais precioso recurso".

"Por mais de 50 anos, o México rivalizou com a Venezuela como o mais importante produtor de petróleo da América Latina. Mas o país também usou demais sua empresa estatal de petróleo como cofrinho para tirar dinheiro", diz o texto.

A reportagem comenta que decisões políticas deixaram a estatal Pemex endividada e com dificuldades para investir na produção e no desenvolvimento das reservas de petróleo do país.

Além disso, as leis mexicanas dificultam a participação de empresas estrangeiras, que poderiam ocupar o espaço deixado pela Pemex em relação aos investimentos.

"Apesar de recentes reformas políticas, o México agora enfrenta a assombrosa perspectiva de se tornar importador líquido de petróleo em uma década", afirma o jornal (Fonte: O Globo - Globo / BBC Brasil, 2009-05-26).

Preço de petróleo venezuelano dificulta acordo entre Petrobras e PDVSA


O impasse em torno da parceria entre Petrobras e PDVSA para a construção da refinaria Abreu Lima se deu por causa de três problemas, ainda insolúveis: o preço do petróleo que o Brasil utilizará do vizinho, o custo preciso do investimento (inicialmente orçada em US$ 5 bilhões, a obra já estaria avaliada em mais de US$ 20 bilhões) e a utilização do produto que sairá da refinaria, revela reportagem de Chico de Gois, publicada na edição desta quarta-feira do Globo.


O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse na terça-feira que a dificuldade em relação ao preço está em chegar a uma fórmula para um produto que, segundo ele, ainda não tem valor estipulado pelo mercado internacional.


- Nossa visão é que esse petróleo tem de ser referendado a preço internacional. A discussão é como fixar esse preço - afirmou Gabrielli.

A PDVSA planeja comercializar toda produção da refinaria no Brasil, mas, segundo Gabrielli, há empecilhos legais para isso. Sobre a questão dos preços, o presidente Hugo Chávez repetiu que a PDVSA não pode conceder preço diferenciado ao Brasil:

Em abril, o Tribunal de Contas da União apontou novos indícios de fraude na construção da refinaria. Relatório indicava que o superfaturamento na obra já chega a R$ 94 milhões - aumento de quase 60% em relação ao excedente de R$ 59 milhões estimado em dezembro pelo tribunal.


A auditoria afirma ter havido execução de serviços que não estavam previstos no contrato, "com alteração substancial do projeto da obra". Em dezembro, o TCU apontara 12 indícios de irregularidades na primeira fase da obra e listara problemas como orçamento incompleto e falta de licença ambiental no momento da licitação (Fonte: O Globo - Globo, 2009-05-27).

sábado, 14 de março de 2009

Venezuela vai definir participação em refinaria em Pernambuco


A participação da petrolífera estatal venezuelana PDVSA na refinaria Abreu e Lima, no Complexo Portuário de Suape (PE), deve ser definida esta semana. De acordo com o ministro de Minas e Energia Edison Lobão, o ministro do Petróleo e presidente da PDVSA, Rafael Ramirez, vem a Brasília na quinta-feira (12) para tratar do assunto. Tomaremos uma decisão conjunta na quinta-feira, garantiu nesta terça-feira (10) Lobão, no Palácio do Planalto.


A parceria vem sendo negociada desde 2005 e o principal impasse refere-se intenção da petrolífera venezuelana de comercializar no Brasil sua parte da produção da refinaria, com autonomia na política de preços. Também não está definido ainda o contrato de compra e venda do petróleo venezuelano e brasileiro que abastecerá a refinaria não houve acordo quanto ao preço que será cobrado pela PDVSA.


O tema vem sendo tratado em nível presidencial. Em seus encontros trimestrais de trabalho, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez vêm tentando impulsionar a parceria entre as petrolíferas dos dois países. Em setembro passado, Petrobrás e PDVSA chegaram a concluir o Acordo de Acionistas, mas a assinatura do documento e o fechamento do negócio ainda dependem da definição das questões comerciais.


Enquanto a sociedade não se concretiza, a Petrobras vem tocando sozinha o projeto de cerca de US$ 4,05 bilhões, com previsão de início das operações no segundo semestre de 2010. A partir de 2011, operando em carga plena, a Refinaria Abreu e Lima terá capacidade de processamento de 200 mil barris de petróleo pesado por dia 100 mil do campo de Carabobo 1, e outros 100 mil de Marlim Sul, na Bacia de Campos.


A produção cerca de 70% diesel - se destinará basicamente aos mercados do Norte e Nordeste: norte de Alagoas, Paraíba, interior de Pernambuco, norte da Bahia e, por navio, Ceará, Pará e Maranhão, podendo chegar ao Centro-Oeste por São Luís (MA) (Fonte: UOL / AE, 2009-03-10).

sexta-feira, 13 de março de 2009

Obama quer petróleo brasileiro, diz El País


O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou ontem que o Brasil tem interesse em ampliar as exportações de petróleo para os Estados Unidos e admitiu que o tema pode ser tratado na viagem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia esta semana àquele país.


Com a perspectiva de descobertas gigantes no pré-sal, o Brasil atraiu o interesse de grandes consumidores do combustível, como a China, que acena com financiamento à Petrobrás em troca de garantia de fornecimento de petróleo.


O tema vem provocando especulações na imprensa internacional. Ontem, o jornal espanhol El País publicou reportagem afirmando que já há conversas informais sobre um acordo comercial bilateral que aumente o fluxo de petróleo entre Brasil e EUA. Segundo o texto, o interesse pela compra de petróleo brasileiro já foi anunciado pela administração Barack Obama que, assim, reduziria sua dependência da Venezuela, de Hugo Chávez.


Petrobrás e Itamaraty dizem desconhecer tratativas sobre o tema, mas Lobão diz que há um interesse mútuo que poderia se transformar em acordo comercial. "O mundo inteiro quer comprar nosso petróleo. Há uma fila para comprar nosso petróleo", disse o ministro, explicando que o Brasil tem excesso de petróleo pesado e os países precisam fazer "um mix" dos óleos pesados e leves. Ele lembra que, com a exploração da camada do pré-sal, o Brasil também terá elevada produção de óleo leve."Eventualmente, pode ocorrer uma negociação na viagem (de Lula aos EUA), comentou Lobão. A agenda, porém, não prevê o fechamento de nenhum acordo durante o primeiro encontro entre Lula e Obama. No mês passado, a Petrobrás firmou um acordo de cooperação com empresas chinesas, segundo o qual garantiu um financiamento de US$ 10 bilhões em troca do fornecimento de petróleo. Os detalhes sobre volume ou preços de exportação do óleo brasileiro ainda não foram definidos.


Lobão disse que um eventual acordo com os Estados Unidos não deve provocar atritos com Hugo Chávez. "Ele é quem mais vende petróleo. Vende 2 milhões de barris por dia, mais do que consumimos no Brasil", afirmou. "O Chávez é amigo do Brasil", contemporizou, dizendo que os EUA não deixarão de comprar da Venezuela.


A Petrobrás exportou, em 2008, a média de 439 mil barris de petróleo por dia, e a tendência é que o número cresça à medida que novos campos entrem em operação. Segundo os planos da empresa, o pré-sal estará produzindo, em 2020, 1,8 milhão de barris, o equivalente a todo o consumo atual do País.


Para o consultor político Thiago de Aragão, da Arko Advice, porém, as possibilidades de um acordo com os EUA no curto prazo para venda de petróleo são remotas. Ele acredita que a agenda americana com o Brasil está hoje mais voltada para o etanol. O tema, no entanto, foi retirado da pauta do encontro presidencial, informou Lobão. "O Palácio achou melhor deixar o tema para outro momento", disse o ministro, sem dar mais detalhes. "O que não impede Lula de falar sobre o assunto", acrescentou.



NÚMEROS


US% 10 bi é quanto a Petrobrás vai obter em financiamento do governo chinës em troca defornecimento de petróleo


439 mil barris de petróleo por dia foi quanto o Brasil exportou no ano passado


2 milhões de barris de petróleo por dia é quanto a Venezuela exporta


1,8 milhão de barris de petróleo por dia será quanto o País vai produzir em 2020 no pré-sal, o equivalente a todo o consumo atual do País

(Fonte: Porto Gente / O Estado de S.Paulo, 2009-03-10).

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Angola vai receber 5 por cento do investimento da Petrobras no estrangeiro até 2013


A petrolífera brasileira Petrobras anunciou sexta-feira o seu plano de investimento internacional 2009/2013 no montante de 15,9 mil milhões de dólares, 44 por cento dos quais ficaram reservados para os Estados Unidos da América e para a Argentina.

Nos Estados Unidos da América, com 28 por cento do total a investir, a Petrobras concentrará a sua actividade nas concessões do golfo do México e na refinaria de Pasadena, Texas e na Argentina continuará a ser um dos principais produtores de petróleo e de gás natural.

Em África, a Nigéria e Angola receberão 12 por cento e 5 por cento, respectivamente, do investimento ficando outros 17 por cento para os restantes países onde a Petrobras tem negócios.

A Petrobras anunciou prever um crescimento anual da produção de 8,8 por cento até 2013, de 240 mil barris por dia em 2008 para 341 mil barris em 2013.

A Petrobras tem negócios ma Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela, Cuba, Estados Unidos da América, México, Portugal, Reino Unido, Turquia, China, Singapura, Índia, Irão, Japão, Paquistão, Angola, Líbia, Moçambique, Nigéria, Senegal e Tanzânia (Fonte: Macauhub, 2009-02-16).

Petrolíferas investem 200 mil milhões de dólares no pré-sal brasileiro


O CEO da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira afirmou que as petrolíferas a operar no pré-sal brasileiro deverão investir entre 150 a 200 mil milhões de dólares na região até 2020.


Os custos operacionais da exploração deverão situar-se em cerca de dois mil milhões de dólares por ano na próxima década, estimando-se uma produção de dois milhões de barris por dia no ano de 2020.


A Galp tem, actualmente, no Brasil 23 parcerias com a Petrobras, e prevê iniciar a produção de petróleo na Bacia de Santos em Abril de 2009, com um projecto-piloto no poço Tupi, avançou Ferreira de Oliveira. "A Galp tem um papel relevante nesses números (de investimento), é um operador relevante, o segundo maior, mas a grande distância da Petrobras", acrescentou Ferreira de Oliveira.


A Galp tem como meta, no espaço de uma década, aumentar a produção dos 15.000 barris diários para 150.000. "É no Brasil e em Angola que temos a âncora do nosso futuro. Diria mais no Brasil do que em Angola. Segue-se depois a Venezuela e Timor", disse Ferreira de Oliveira.


Questionado sobre as dificuldades na conjuntura de contracção económica mundial, diz não esperar impacto significativo dos projectos de exploração petrolífera no Brasil. "Mal de nós se deixamos de pensar numa escala de décadas só porque temos uma crise que nos vai afectar durante alguns trimestres", disse o CEO da Galp (Fonte: Aeiou - Exame Expresso / Reuters, 2009-02-13).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Acordo com PDVSA esbarra em preço e modelo de venda, diz Petrobras


O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou que a estatal não pretende fechar acordo com a venezuelana PDVSA para a construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, caso a empresa do país vizinho não mude os objetivos em relação à comercialização da produção e ao preço do petróleo que será comprado pela refinaria. "Queremos fechar acordo, mas tem que ser um acordo viável. Hoje, com a posição em relação ao petróleo e à comercialização, não é viável o acordo", frisou Costa, que apresentou os dados do plano de investimentos 2009-2013 relativos à área de Abastecimento.


Atualmente, as duas empresas já chegaram a um consenso em relação à minuta do acordo de acionistas, mas esbarraram nas exigências da empresa venezuelana. O objetivo da Petrobras é ficar com 60% da refinaria, abrindo os outros 40% para a PDVSA. Costa reafirmou que as obras da refinaria continuarão - atualmente estão na fase da terraplanagem - mesmo sem o acordo fechado.


De acordo com o executivo, a PDVSA pretende comercializar sozinha os 40% dos produtos a que terá direito. O objetivo da Petrobras é fazer a comercialização nos moldes do que acontece na refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul, em que a Petrobras tem 70% de participação, com 30% da espanhola Repsol. Neste modelo, a própria refinaria vende a totalidade da sua produção aos clientes.


Costa explicou que a retirada de 40% da produção de Abreu e Lima pela PDVSA para venda na Região Nordeste pode causar problemas para pequenas empresas da região. "Caso a PDVSA se recuse a vender para uma determinada empresa pequena, a Petrobras, com os 60% restantes, não será capaz de atender a todo o Nordeste. E essa empresa pequena poderá quebrar. Não é isso que a Petrobras deseja", ressaltou o diretor.


Outro obstáculo às negociações é a definição do preço do petróleo que será comprado pela refinaria. No caso do óleo que será vendido pela Petrobras, a conta será baseada no preço do barril do petróleo tipo Brent, mais um deságio, uma vez que o insumo da estatal brasileira é mais barato que o Brent. Costa explicou que a PDVSA, além do preço do Brent e do deságio, quer incluir na conta um multiplicador, "certamente maior que 1", o que tornaria mais difícil prever o preço a ser pago pela refinaria.


O diretor confirmou que o ministro de Minas e Energia da Venezuela e presidente da PDVSA, Rafael Ramírez, virá ao Brasil este mês para tentar solucionar a questão. Costa evitou, no entanto, dar um limite para as negociações. "Só digo que, sem resolver esses dois impasses, não há acordo", garantiu.


O diretor também confirmou que vai licitar novamente os quatro lotes que haviam sido levados a mercado no ano passado para os equipamentos da refinaria de Abreu e Lima. Segundo Costa, os preços das unidades de craquemento, coqueamento, hidrotratamento e integração ficaram acima do teto que a Petrobras admite pagar (Fonte: O Globo / Valor Online, 2009-02-12).

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Galp à procura de fontes alternativas ao gás


Empresa assinou acordo com Venezuela para o fornecimento de 2 mil milhões de metros cúbicos


O chairman da Galp Energia, Francisco Murteira Nabo, admite que Portugal "tem um problema de gás complicado". A explicação é simples: o mercado português está dependente apenas de dois países, a Argélia e a Nigéria.


O responsável diz ainda que a empresa está a lutar para "duplicar o fornecimento ao país devido ao aumento do consumo. Para isso estamos a tentar encontrar fontes alternativas do gás", refere durante o seminário «Energia: Propostas para Portugal».


Daí, a petrolífera ter assinado um acordo com a Venezuela para o fornecimento de 2 mil milhões de metros cúbicos e estar a tentar um entendimento com a Guiné Equatorial.


Além da Venezuela e Guiné "também estão à procura de oportunidades no Médio Oriente" e "em Angola, à semelhança da Venezuela, estamos em negociações para participar em projectos de liquefacção", rematou (Fonte: Agência Financeira, 2009-02-05).

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Brasil fecha mercado para estatal venezuelana


O Governo do Brasil não vai deixar a estatal de petróleo venezuelana PDVSA entrar no mercado de distribuição de combustíveis na Região Nordeste do país, como é intenção da companhia. Nesta sexta-feira, o Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, deixou clara essa posição brasileira, argumentando que se a PDVSA entrasse na venda de combustíveis, principalmente de óleo diesel, acabaria com o mercado de distribuição no Nordeste.


Com essa posição do Brasil ficará difícil a PDVSA se associar com a Petrobras na construção da refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, como estava sendo negociado entre os dois países e as duas empresas há três anos. O ministro Edison Lobão disse, no Rio de Janeiro, que o governo brasileiro não vai aceitar a intenção da PDVSA de vender a sua parcela de combustíveis na região Nordeste do Brasil. Segundo ministro, se a PDVSA vender óleo diesel como pretende, destruiria totalmente o mercado brasileiro de distribuição de combustíveis no Nordeste, pois eles venderiam a preços muito baixos.


"A Venezuela quer levar o diesel para vender para onde quiser, para a própria Venezuela ou outros países, ou então vender no Brasil diretamente. E nós não aceitamos essa venda lá no Pernambuco e no Nordeste, porque será uma competição que vai fechar muitas distribuidoras. Vai quebrar nossas distribuidoras porque vão vender a preços de banana" - destacou o ministro.

A Petrobras e a PDVSA discutem a sociedade na refinaria já há três anos, pela qual a Petrobras ficaria com 60% do negócio e a PDVSA com os outros 40%. A refinaria Abreu Lima terá capacidade para processar 300 mil barris por dia de petróleo pesado, dos quais metade serão da produção nacional da Petrobras e a outra metade viria da Venezuela. Outro ponto polêmico em discussão é em relação aos preços de venda do petróleo da PDVSA para a refinaria. A estatal venezuelana quer fixar preços para o petróleo bem acima das cotações internacionais.


O ministro Edison Lobão disse que a decisão final sobre a participação ou não da PDVSA na refinara de Pernambuco será definida em reunião no próximo dia 17 de fevereiro.


"A PDVSA ainda não entrou no projeto da refinaria. Só tem acordo de intenções assinado. Ainda não se fez um acordo definitivo, o que deve ocorrer no dia 17 de fevereiro, (quando) vamos fechar o acordo ou não fechar mais" - concluiu o ministro (Fonte: Jornal Dia Dia, 2009-02-01).

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

PETROBRAS e PDVSA divergem por preço de petróleo


A Petrobras está encontrando dificuldades para fechar acordo com a estatal venezuelana PDVSA sobre o preço do petróleo que será fornecido pelo país vizinho para a refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, informou nesta quarta-feira o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.


Projeto em parceria das duas estatais, sendo 60 por cento para Petrobras e 40 por cento da PDVSA, a refinaria já tem acordo de acionistas e estatuto, segundo Costa, mas ainda não conseguiu fechar um preço para a compra do pesado petróleo da Venezuela que pelo contrato seria fornecido para a refinaria.


Segundo Costa, ao contrário da Petrobras, os venezuelanos não querem utilizar um parâmetro internacional como referência para o preço do petróleo. "Nós queremos preço de mercado para o contrato, a referência pode ser (tipo) Brent ou WTI, eles querem mais (valor maior)", disse ele a jornalistas após inauguração do centro de integração do Comperj, em São Gonçalo (RJ). "Já fechamos o acordo de acionistas, o estatuto, mas não fechamos o contrato de fornecimento de petróleo...a PDVSA não fez nenhum aporte na refinaria até agora, todo o dinheiro foi da Petrobras, estamos fazendo sozinhos", disse o executivo.

Ele explicou que a expectativa era de ter fechado acordo sobre o preço do petróleo no ano passado, porém não houve consenso. Costa garantiu no entanto a construção da refinaria mesmo que os venezuelanos desistam do investimento. "O projeto não vai parar, a intenção é fechar com a PDVSA...se demorar não vai parar o projeto, petróleo pesado nós temos o suficiente para fornecer", garantiu.


O executivo destacou que as propostas de licitações para a construção da refinaria já recebidas pela Petrobras ficaram acima das expectativas da empresa e serão canceladas para reavaliação, como ocorreu recentemente com as licitações das plataformas P-61 e P-63. "Vamos cancelar mais de um pacote da Abreu Lima por preço excessivo, vamos chamar as empresas para ver o que aconteceu e exigir uma redução significativa", afirmou ele, sem dar detalhes.


Já no caso do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), cujo Centro de Integração que visa qualificar e capacitar mão de obra local, o valor do investimento, de 8,5 bilhões de dólares, deverá ser revisto para cima no novo plano de negócios que a Petrobras divulga na sexta-feira, se aprovado pelo Conselho de Administração. Segundo Costa, o motivo seria o dólar baixo da época do projeto comparado ao atual.

BALANÇA
O diretor não quis antecipar o saldo da balança comercial da Petrobras em 2008, limitando-se a comentar que apesar do déficit de 1,3 bilhão de dólares acumulado até novembro, o mês de dezembro foi bom para a companhia por conta de um grande volume de exportações -recorde de 620 mil barris por dia- e a queda na importação de diesel com a economia menos aquecida. "Os números finais ainda não foram contabilizados, o que podemos dizer é que dezembro foi um mês muito bom para a balança de líquidos da Petrobras", disse Costa sem especificar se o volume de dezembro foi suficiente para zerar o déficit.


O diretor descartou ainda mudança nos preços da gasolina e do diesel no curto prazo, afirmando que a empresa vai manter a política de não transferir a volatilidade internacional para o mercado interno. "A Petrobras trabalha com horizonte de longo prazo e não passa para o mercado a volatilidade. Na hipótese desse preço estacionar na faixa de 30, 30 e alguns dólares, vamos fazer uma reavaliação...esse momento ainda não chegou", afirmou (Fonte: Reuters/O Globo, 2009-01-21).

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Portugal/Venezuela: EDP assina acordos nas energias eólica, geração térmica e gás


A EDP assinou hoje três acordos com a petrolífera venezuelana (PDVSA) nas áreas da energia eólica, geração térmica e gás, numa cerimónia que decorreu na Faixa de Orinoco, cerca de 500 quilómetros a sul de Caracas.

Na Faixa de Orinoco, considerada uma das zonas com capacidade para maior expansão ao nível da produção petrolífera, estiveram presentes o presidente venezuelano, Hugo Chavez, e o primeiro-ministro, José Sócrates.

Na área da energia eólica, a EDP vai dar apoio do ponto de vista técnico e de transferência de energia aos trabalhos que a PDVSA tem nas Caraíbas.

A EDP fará uma avaliação do projecto e, se a análise for positiva, a empresa portuguesa terá um direito de opção ao nível do investimento.

Já com o acordo para a liquefacção e posterior comercialização de gás, a EDP passará a ter um dos três trens da PDVSA (nos outros dois a GALP está presente), entrando na exploração com uma percentagem entre 12 e 15 por cento.

Em relação à geração térmica, a eléctrica nacional tem em vista a construção a prazo de uma central de ciclo combinado em conjunto com a PDVSA e vai apoiar esta empresa venezuelana num projecto para a destilação de um subproduto do petróleo.

Em declarações à agência Lusa, o administrador da EDP Jorge Cruz Morais considerou que os acordos assinados vão ajudar a preencher as capacidades da empresa, sobretudo ao nível do gás (Fonte: RTP/Lusa, 2008-05-14).

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Importações portuguesas de petróleo atingirão quatro milhões de barris em 2009


A GALP assinou hoje com a Petróleos da Venezuela (PDVSA) cinco acordos, prevendo importações de petróleo de quatro milhões de barris em 2009, a liquefacção e comercialização conjunta de gás e a construção de quatro parques eólicos.

Os acordos foram assinados pelos presidentes da GALP e da PVSA na presença do chefe de Estado venezuelano, Hogo Chavez, e do primeiro-ministro, José Sócrates.

Além de ter começado com cerca de uma hora de atraso, a cerimónia foi longa e insólita, com o presidente Chavez a falar mais de uma hora (com Sócrates quase sempre em silêncio ao seu lado) e a interpelar por várias vezes o presidente da GALP, Ferreira de Oliveira, ou empresários portugueses que estão envolvidos em negócios com a Venezuela.

Chavez resolveu apresentar os 14 acordos celebrados entre Portugal e a Venezuela um a um, deixando muitas piadas pelo meio.

Alternando ataques violentos a adversários com notas de humor, Chavez fez críticas aos Estados Unidos, elogiou as massas portuguesas, referiu-se ao socialismo de Sócrates, às padarias da comunidade portuguesa e pediu palmas para o presidente da GALP, ou para o chefe de Estado brasileiro, Lula da Silva.

"Que o nosso primeiro petroleiro chegue a Lisboa antes de Sócrates", disse, numa referência à visita oficial de três dias do primeiro-ministro português.
No domínio da energia, PDVSA e Galp assinaram um acordo quadro para o desenvolvimento de projectos de liquefacção de gás natural.

Este acordo prevê a constituição de duas empresas mistas (uma para cada projecto), em que a GALP terá uma participação de 15 por cento.

O compromisso prevê ainda que a GALP poderá vir a adquirir uma quantidade equivalente a dois mil milhões de metros cúbicos/ano de gás natural - algo que o Executivo de Lisboa define como "fundamental" para a segurança de abastecimento.

PDVSA e GALP assinaram um memorando para avaliação de um terceiro projecto de gás liquefeito, um acordo para o estudo conjunto de desenvolvimento do Bloco Boyaca 6 na Faixa Petrolífera de Orinoco - local que quarta-feira será visitada pelo primeiro-ministro.

As petrolíferas venezuelana e portuguesa a assinaram ainda acordos para a transacção entre dois e quatro milhões de barris de petróleo por ano e um projecto para a construção na Venezuela de quatro parques eólicas na Venezuela.

Segundo a GALP, os quatro parques eólicos na Venezuela terão uma capacidade de 72 megawatts (Fonte: RTP/Lusa - 2008-05-13).

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Petrobras nega acusação do Equador de ceder direitos de exploração


A Petrobras negou nesta terça-feira as acusações pelas quais a Procuradoria equatoriana pede a suspensão de seu contrato de explorações de petróleo no país, reafirmando aguardar confiante uma resolução do governo que permita à empresa continuar operando no Equador.

A empresa brasileira foi acusada de ter cedido 40% de seus direitos de exploração à empresa japonesa Teikoku Oil sem a autorização do Estado, pelo que a procuradoria pede o cancelamento de suas operações para extrair aproximadamente 36.700 barris de petróleo por dia (b/d).

O gerente da Petrobras no Equador, Dirceu Abrahao, argumentou que a transferência dos direitos não foi concretizada, e que entre as duas empresas existe apenas uma carta de intenção avalizada pelas autoridades equatorianas desde janeiro de 2006.

"O descumprimento na realidade é da estatal Petroecuador porque existe um processo administrativo de janeiro de 2006, no qual o ministério de Petróleo pede a Petroecuador que assine os contratos modificatórios para levar à frente a operação", explicou.

Ainda assim, o procurador Xavier Garaicoa afirmou que dispõe de documentos enviados pela Petrobras às bolsas de Buenos Aires e Nova York deixando clara a cessão de direitos.

Abrahao esclareceu que essas provas correspondem aos planos de investimentos apresentados aos acionistas.
O caso deve ser tratado pelo ministro de Petróleos, Galo Chiribiga, que atua também como juiz de última instância.

A Petrobras, que garante ter investido desde 2000 aproximadamente 586 milhões de dólares, espera autorização do Estado equatoriano para dobrar a produção de 36.700 barris por dia em um dos campos que arrematou na selva da Amazônia equatoriana.

A empresa prevê novos investimentos em torno de 700 milhões de dólares (Fonte: AFP, 2008-04-09).

segunda-feira, 31 de março de 2008

Petrobras continuará parceria em Carabobo


O presidente Hugo Chávez disse nesta quinta-feira (27) que a PDVSA (petrolífera estatal venezuelana) quer a parceria da Petrobras na exploração e produção de petróleo na Faixa do Orinoco, na Venezuela. Segundo ele, a PDVSA já atua na região com países como Rússia, França, Noruega, Itália e Cuba, entre outros.


A participação brasileira vem sendo negociada pela Petrobras e pela PDVSA de forma casada ao acordo de associação da Refinaria Abreu e Lima, no Complexo Aeroportuário de Suape. Nesta quarta-feira (26), após assinatura de acordo definindo as bases de uma futura parceria na refinaria pernambucana, a Petrobras divulgou nota informando que continua realizando estudos técnicos referentes à exploração do Campo de Carabobo 1, na Faixa do Orinoco, mas que limitará sua participação acionária a 10% --a proposta anterior era de 40%.


Embora mais uma vez os contratos de parceria tenham sido adiados, Hugo Chávez disse que brasileiros e venezuelanos deveriam ter orgulho do acordo de associação firmado entre as petrolíferas. "A relação entre Brasil e Venezuela passou a um novo nível de concreção", avaliou, em declaração à imprensa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, novamente mencionando projetos semelhantes já firmados com outros países, como Cuba e Nicarágua, entre outros.
"É uma visão estratégica", justificou. E mencionou o potencial energético da região: "A maior reserva do mundo de petróleo está na América do Sul, além de uma das maiores de gás e de recursos hídricos" (Fonte: Folha Online, 2008-03-28).

domingo, 9 de março de 2008

Portugal e Venezuela prosseguem com acordo de cooperação econômica e energética


O presidente da entidade venezuelana para a aquisição de produtos agro-alimentares inicia segunda-feira uma visita a Lisboa para negociações com empresas do sector, no âmbito do futuro acordo de cooperação económica e energética entre os dois países.


Georges Kabboul, presidente da Bariven-Pdvsa, vai começar por reunir-se, segunda-feira, com o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, iniciando depois contactos com empresas com vista à celebração de contratos para fornecimentos portugueses à Venezuela.


Segundo o Ministério da Economia, que divulgou a informação, a agenda da reunião dos dois responsáveis contempla nomeadamente a questão da inclusão do azeite, do bacalhau e de equipamentos de padaria na lista de produtos que podem ser importados pela Venezuela.


O comunicado refere que esta questão tem vindo a ser colocada recorrentemente às autoridades venezuelanas por Fernando Serrasqueiro com o objectivo de aproveitar o momento de relançamento das relações económicas bilaterais para "dar cumprimento aos interesses da comunidade portuguesa na Venezuela".


No início de Fevereiro, Portugal e Venezuela assinaram em Lisboa um protocolo que cria condições para que as exportações portuguesas para este país possam ser multiplicadas por 10 até ao montante das importações de petróleo de empresas portuguesas.


"Através deste protocolo, que será seguido por um acordo entre os dois governos, Portugal cria condições para vender à Venezuela produtos diversificados num montante até às importações de petróleo de empresas portuguesas", explicou então o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho.


Na ocasião, Pinho indicou que a Galp Energia estima que em 2008 as exportações de petróleo da Venezuela possam ultrapassar os 300 milhões de dólares (202,7 milhões de euros), quando o valor de exportações de Portugal para a Venezuela é actualmente de apenas cerca de 20 milhões de euros, pelo que o acordo visa equilibrar a balança comercial, a prazo, entre os dois países.


A Venezuela definiu como uma das áreas prioritárias os produtos alimentares, com destaque para o leite, mas de acordo com o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Luís Mira, Portugal não tem bens alimentares excedentários para vender à Venezuela em troca de petróleo.


"Portugal é apenas excedentário em vinho, mas não me parece que seja um bem de primeira necessidade para a Venezuela", disse Luís Mira em declarações à Agência Lusa em finais de Fevereiro.


O acordo formal entre os dois governos será assinado durante a visita do primeiro-ministro português, José Sócrates, a Caracas, prevista para Abril (Fonte RTP, 2008-03-09).

sábado, 22 de setembro de 2007

Gazprom tem interesse no Gasoduto Sulamericano

O vice-primeiro-ministro da Rússia, Aleksandr Zhukov, ratificou hoje ao vice-presidente venezuelano, Jorge Rodríguez, o interesse do consórcio Gazprom em participar do Gasoduto do Sul, que passará pelo Brasil e outros países da América Latina."Esse 'anel do sul' unirá em uma rede energética Venezuela, Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia", destacou Zhukov durante reunião da Comissão Intergovernamental de Alto Nível russo-venezuelana (Cian), da qual ele e Rodríguez são co-presidentes.O funcionário russo constatou que "o diálogo construtivo entre Rússia e Venezuela vem acompanhado de uma dinâmica positiva na cooperação econômica bilateral, sobretudo no setor energético e de combustíveis", segundo a agência "Interfax".Acrescentou que "companhias russas líderes do setor, como a Gazprom e a Lukoil, já trabalham com sucesso no mercado venezuelano".Rodríguez ressaltou, por sua vez, que a Venezuela deseja ter acesso às tecnologias de ponta russas, e se oferece como "porta de entrada na América Latina", graças a seus laços com países "aliados" como Bolívia, Equador, Argentina, Uruguai, Nicarágua e Cuba.Zhukov indicou que os projetos prioritários serão estudados na próxima reunião da Cian, em 24 de outubro, em Caracas, o que contribuirá para "encher de conteúdo" o futuro encontro dos presidentes russo, Vladimir Putin, e venezuelano, Hugo Chávez.Acrescentou que a "ativa diplomacia presidencial" é o principal motor da crescente cooperação russo-venezuelana, pois Chávez já visitou a Rússia em cinco ocasiões e ontem mesmo telefonou para Putin para conversar sobre as relações e convidá-lo a viajar à Venezuela.O intercâmbio comercial entre ambos os países aumentou quase sete vezes ao longo dos últimos dois anos, de US$ 77,5 milhões em 2005 para US$ 517 milhões no ano passado, apesar de que, nesta soma, US$ 456,5 milhões correspondem às exportações russas e apenas US$ 60,5 milhões às venezuelanas.Esse aumento se deve antes de tudo à cooperação militar, pois a Venezuela nos últimos anos fechou contratos com a Rússia para comprar, em particular, caças, helicópteros de combate e de transporte, e sistemas aéreos de defesa, além de fuzis automáticos."É hora de passar a um novo modelo de cooperação, mais perfeito, que inclua um aumento de produção industrial, de mercadorias e serviços de indústrias transformadoras e de tecnologias de ponta nas provisões russas e venezuelanas", concluiu Zhukov. (EFE)

Brasil e Venezuela decidem retomar Gasoduto do Sul

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Venezuela, Hugo Chávez, decidiram na quinta-feira retomar diversos projetos bilaterais e regionais, como o Gasoduto do Sul, que consideraram "estratégico" para a região. Os presidentes estiveram reunidos em Manaus (AM) por mais de três horas na tarde de ontem. Os presidentes anunciaram ainda que assinarão, no mês de dezembro, um acordo entre as petrolíferas estatais Petrobras (Brasil) e PDVSA (Venezuela) para criar sociedades conjuntas. Lula se mostrou bastante otimista com a proposta das empresas mistas. O contrato será assinado quando o presidente brasileiro for a Caracas, no final do ano. "Nós mostraremos que é possível resolver os problemas energéticos da América do Sul. Não somos ricos, mas somos ousados", disparou Lula. Sobre o gasoduto, a Petrobras estava receosa quanto à capacidade dos recursos venezuelanos para atender à região. Mas a PDVSA se comprometeu em aprofundar estudos e compartilhar informações que comprovam que a Venezuela tem potencial petrolífero para tornar o projeto viável. "Nós, os dois países, vamos contratar uma empresa de engenharia que possa oferecer subsídios técnicos para obra", explicou Chávez. Lula fez questão de desmentir qualquer animosidade entre as duas partes. "Hoje é um dia muito importante para o aperfeiçoamento das relações entre Brasil e Venezuela. Não há intriga nem boato capaz de prejudicar nossa aproximação. Nossa união pode ajudar toda a América Latina", comentou Lula. Lula e Chávez pretendem se encontrar a cada três meses. Empresários e executivos dos dois países também farão intercâmbios constantes. Chávez disse à imprensa que ratifica o interesse venezuelano de entrar no Mercosul. O presidente Lula disse que fará de tudo para que isso aconteça. "Esperamos que Chávez possa fazer a próxima visita ao Brasil já como membro do Mercosul", disse. (Invertia)

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Brasil e Venezuela voltam a conversar sobre gasoduto do sul

A Venezuela buscará retomar nesta semana o projeto de um gasoduto continental com o Brasil, que estava reticente sobre a obra destinada a conectar as grandes reservas de gás natural da América do Sul. Chávez, que pretende dobrar a produção de gás na Venezuela com investimentos de US$ 18 bilhões no setor até 2016, promove a construção de dois gasodutos: o Transguajiro, que cruzaria a Colômbia até o Pacífico, e o Gasoduto do Sul, ligando o Caribe à Argentina, num trajeto de mais de 8 mil km. "(O presidente Luiz Inácio Lula da Silva) me telefonou e quer que discutamos o tema do gasoduto em Manaus. Eu disse: Lula, já era hora, faz um ano que não falamos do gasoduto", disse Chávez no domingo durante seu programa semanal de rádio e TV, o Aló, Presidente. Chávez e Lula se reúnem no dia 20 em Manaus para discutir projetos de integração regional, como o Banco do Sul e a Petrosur. Analistas e empresas vêem com ceticismo o gasoduto, um investimento de US$ 20 bilhões, pois consideram que a liquefação do gás e seu transporte marítimo seria uma opção mais econômica. "Dizem que o gasoduto é inviável. Sobretudo se levantou uma corrente muito forte no Brasil contra o tema. Essa corrente vem de Washington para tentar sabotar o projeto", disse Chávez no pronunciamento, anunciando a "revolução gasífera socialista". Chávez diz que o duto seria importante para evitar o desabastecimento de gás no Cone Sul, mas os críticos argumentam que o projeto é político e duvidam da capacidade venezuelana de fornecer gás natural a outros países. Ele afirmou que a Venezuela possui 80% das reservas sul-americanas de gás e 30% das de todo o continente. O bom relacionamento político entre os governos de Chávez e Lula se traduz em diversos projetos bilaterais, sobretudo no setor energético, como a refinaria que começou a ser construída em Pernambuco. Chávez deve se reunir no próximo dia 12 com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, para inaugurar o Transguajiro, que liga a costa oriental do lago de Maracaibo, no oeste da Venezuela, às jazidas colombianas de Puerto Ballena, a 225 km dali. Esse duto, no qual Caracas investiu cerca de US$ 335 milhões, se complementaria com o chamado Gasoduto Transoceânico, que uniria a Venezuela ao Panamá através do Caribe colombiano. (Invertia)