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quinta-feira, 10 de abril de 2008

Petrobras é a 7ª maior empresa de petróleo do mundo, em 2007


A Petróleo Brasileiro S/A (Petrobras) surgiu em outubro de 1953, com a edição da Lei 2.004, com o objetivo de executar as atividades do setor petróleo no Brasil em nome da União. Até 1997, a empresa detinha o monopólio das operações de exploração e produção de petróleo, bem como as demais atividades ligadas ao setor, à exceção da distribuição atacadista e da revenda no varejo pelos postos de abastecimento.

Em 1997, o Brasil, através da Petrobras, ingressou no grupo de 16 países que produz mais de 1 milhão de barris de óleo por dia. No mesmo ano, o então presidente Fernando Henrique Cardoso sancionou uma lei que abria as atividades da indústria petrolífera no Brasil à iniciativa privada.

No dia 21 de abril de 2006, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início à produção da plataforma P-50, no Campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos, o que permitiu ao Brasil atingir auto-suficiência em petróleo.

Atualmente, a Companhia está presente em 27 países. Em 2007, a Petrobras foi classificada como a 7ª maior empresa de petróleo do mundo com ações negociadas em bolsas de valores, de acordo com a Petroleum Intelligence Weekly (PIW), publicação que divulga anualmente o ranking das 50 maiores e mais importantes empresas de petróleo.

A Petrobras iniciou as obras do Centro de Integração do Comperj, em São Gonçalo, também em 2007. O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro tem investimentos previstos em torno de US$ 8,38 bilhões. Com início de operação previsto para 2012, o Comperj estimulará a instalação de indústrias de bens de consumo e irá gerar cerca de 212 mil empregos diretos e indiretos.

Em 8 de novembro de 2007, a Petrobras anunciou a descoberta de uma reserva de cinco bilhões a oito bilhões de barris de petróleo de boa qualidade e gás abaixo da camada de sal em um poço na área Tupi, localizada na bacia de Santos. A descoberta poderia representar um aumento de 50% nas reservas atuais e tornar o Brasil um país exportador de petróleo.

Além disso, em 21 de janeiro deste ano, a estatal divulgou a descoberta de "uma grande jazida" de gás natural também em Santos, com profundidade de cerca de 5.100 metros e espessura de mais de 120 metros, nomeada como Campo de Júpiter.

Petrobras em Números (dados referentes ao ano de 2007)

Receitas líquidas - R$ 170.578 milhões

Lucro líquido - R$ 21.512 milhões

Investimentos - R$ 45,3 bilhões

Acionistas - 272.952

Exploração - 70 sondas de perfuração (43 marítimas)

Reservas - 11.704 bilhões de barris de óleo e gás equivalente (boe)

Poços produtores - 12.935 (738 marítimos)

Plataformas de produção - 109 (77 fixas; 32 flutuantes)

Produção diária - 1.918 mil barris por dia de petróleo e LGN; 382 mil barris de óleo equivalente de gás natural por dia

Refinarias - 15

Rendimento das refinarias - 1.965 mil barris por dia

Dutos - 23.142 km

Frota de navios - 153 (54 de propriedade da Petrobras)

Postos - 5.973

Fertilizantes - 3 Fábricas: 235 mil toneladas de amônia e 700 mil toneladas de uréia

(Fonte: Estadão/Petrobras, 2008-04-04).

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Histórico da exploração petrolífera na porção emersa de Timor-Leste

A exploração petrolífera no Timor-Leste iniciou-se de forma incipiente na primeira década do século passado, na sua porção emersa, através do aproveitamento artesanal de exudações naturais e a perfuração de três poços: Pualaca e Ranoco em 1910 e Mata-Hai em 1914. A profundidade final destes primeiros poços foi muito rasa, variando entre 140 e 170 metros. A lógica para essas perfurações foi a presença adjacente de exudações superficiais de óleo. Esse primeiro ciclo exploratório encerrou-se em 1972. Ao longo do período, foram perfurados cerca de 23 poços, a maior parte por uma empresa australiana chamada Timor Oil Ltd., entre 1957 e 1972. Foram investidos cerca de 100 milhões de dólares norte-americanos, sem sucesso comercial. Entretanto, numerosos indícios de óleo e gás foram reportados, incluindo quatro poços que produziram entre 3 e 110 barris de óleo por dia.

São conhecidas e descritas no Timor-Leste, cerca de 30 localidades onde ocorre pemanente exudação de gás e óleo leve na superfície do terreno. As exudações de gás localizadas em Aliambata, sub-districto de Viqueque, são as mais significativas. Nessas ocorrências, sob financiamento e coordenação do Banco Mundial, uma empresa Neozelandesa, Sinclair Knight Merz, conduziu um estudo de campo preliminar em abril de 2005. Nesse teste de viabilidade, a empresa concluiu que para cada pé cúbico de gás produzido por segundo, poderia ser gerado 130 a 275 kW de energia eléctrica, que permitiria suprir entre 1.300 e 2.750 domicílios residenciais. Sob estimulação, a produção poderia atingir 5 pés cúbicos por segundo, e a exudação poderia suprir electricidade para cerca de 6.500 a 13.000 casas. O sucesso deste teste é encorajador para a avaliação do potencial de outras ocorrências dessa natureza e a implantação de projecto piloto.


A Lei das Actividades Petrolíferas prevê a concessão de autorizações para a exploração das ocorrências de hidrocarbonetos acima descritas, as chamadas Autorizações de Uso de Percolação. Tais autorizações podem ensejar oportunidade de aproveitamento energético desses recursos em bases individuais ou comunitárias, colaborando com o acesso a fontes locais de energia.

As campanhas exploratórias conduzidas na porção terrestre do Timor-Leste foram basicamente focadas nas exudações superficiais e mapeamentos de superfície, além de 9 levantamentos gravimétricos, alguma cobertura de métodos magnetométricos e muito pouco dado de relflexão sísmica, estes adquiridos apenas em 1974. Dados geofísicos adquiridos posteriormente pela empresa indonésia Pertamina, não estão disponíveis.

Com base nos fortes indícios da existência de hidrocarbonetos no território emerso de Timor-Leste, na limitada cobertura de dados geológicos/geofísicos e na incipiente exploração a que essa região foi submetida, fica clara a necessidade de estímulo a investimentos nessa área.
O governo do Timor-Leste estuda a possibilidade do lançamento, ainda em 2007, de uma rodada de licitação para contratos de exploração e produção de petróleo em blocos localizados na porção emersa. A área promete.