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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Mantega: queremos estar "mais colados" ao preço do petróleo no exterior


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira a intenção de acompanhar mais de perto os preços do petróleo no exterior, embora tenha dito não parecer "oportuno falar de novo aumento" de combustíveis neste momento.

Na semana passada, a Petrobras anunciou o aumento do preço da gasolina na refinaria e do diesel numa manobra amplamente aguardada pelo mercado diante da defasagem dos valores dos combustíveis no país em relação às cotações internacionais.

"Queremos estar mais colados (ao preço do barril do petróleo no exterior)", disse Mantega a jornalistas, acrescentando que o objetivo é que não haja prejuízo para a Petrobras pela defasagem de valores do petróleo e dos combustíveis.

"Estaremos atentos para que haja proximidade maior do aumento da gasolina em relação ao preço dos derivados (de petróleo)", complementou.

Sobre a perda de valor dos papéis da Petrobras nesta terça-feira após a divulgação de mudança na distribuição de dividendos por parte da companhia, Mantega se limitou a dizer que essa é uma aplicação sujeita a variações.

"É renda variável, isso costuma acontecer, uma hora cai, vinha subindo há várias semanas, às vezes o fator é externo. Ontem (segunda-feira), as bolsas caíram no mundo todo, portanto, as ações também", comentou.

As ações ordinárias da Petrobras caíram 8,29 por cento nesta terça-feira, no maior recuo diário do papel desde junho de 2012, um desempenho que levou o principal índice da Bovespa ao vermelho pelo segundo pregão seguido.

Questionado sobre se o governo terá perdas com a mudança na forma de distribuição dos dividendos da Petrobras, o ministro se recusou a falar sobre o assunto e disse que era um tema a ser tratado pela diretoria da empresa.

A Petrobras decidiu fazer uma distribuição diferenciada de dividendos prevendo uma economia de 3,5 bilhões de reais com a medida, após a divulgação do fraco resultado operacional no quarto trimestre. A estatal anunciou que pagará dividendo de 47 centavos de real para cada ação ordinária e de 96 centavos de real para cada ação preferencial.
 
(Fonte: Br.Reuters, 2013-02-05).

terça-feira, 19 de abril de 2011

A petrolífera angolana Sonangol vai investir 12 milhões de dólares em São Tomé e Príncipe


A petrolífera angolana Sonangol vai investir 12 milhões de dólares ainda este ano na recuperação e modernização do porto e do aeroporto internacional de São Tomé, disse quinta-feira na capital são-tomense à Macauhub o ministro são-tomense de Recursos Naturais, Carlos Vila Nova.

Vila Nova disse ainda que o investimento da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola surge na sequência de um contrato de concessão do porto e do aeroporto da capital do país por um período de trinta anos, assinado com a petrolífera angolana quarta-feira em São Tomé.

Assinado pelo próprio ministro das Obras Públicas e Recursos Naturais são-tomense e pelo administrador executivo do Grupo Sonangol, Batista Sumbe, o acordo indica a Sonangol como a nova gestora do porto de Ana Chaves e do aeroporto Internacional de São Tomé com uma participação de 80 por cento, deixando os restantes 20 para o Estado são-tomense.

O contrato estabelece ainda “um investimento de urgência” por parte da Sonangol em mais de cinco milhões de dólares para o porto de Ana Chaves e pouco mais de sete milhões de dólares para o aeroporto internacional de São Tomé em resposta às exigências internacionais.

Apontada como uma das futuras parceiras de São Tomé e Príncipe no processo que visa a exploração de petróleo, a Sonangol é a única fornecedora de combustíveis à empresa são-tomense ENCO, que detém o monopólio de comércio desses produtos no arquipélago.(Fonte: Macauhub, 2011-04-29).

domingo, 30 de agosto de 2009

Venda de combustíveis bate recorde em julho

O consumo de combustíveis acelerou no mês de julho, em mais um sinal de retomada da atividade econômica no País. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), as distribuidoras de combustíveis venderam 9,365 bilhões de litros naquele mês, volume 2,14% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Trata-se de um recorde para o mês de julho, puxado por boas vendas de álcool e melhoria no mercado de diesel, responsável por quase 40% do mercado brasileiro de combustíveis.


As vendas de diesel, por exemplo, vêm se recuperando da forte retração no início do ano e já se aproximam dos níveis de 2008. Em julho, totalizaram 3,862 bilhões de litros, apenas 0,28% a menos do que no mesmo mês de 2008. Em fevereiro, por exemplo, a diferença chegava a 8,84%. "Houve forte parada da indústria no início do ano, mas já se vê um processo de recomposição de estoques, que gera movimentação de cargas", comenta o professor Edmar Almeida, do Instituto de Economia da UFRJ.


"O diesel é um produto muito aderente ao PIB (Produto Interno Bruto), ligado a setores que demandam transporte, como exportadores e agronegócio", reforça o vice-presidente executivo do Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o PIB do segundo trimestre no dia 11 de setembro, e o mercado espera já um resultado positivo, depois da queda de 1,8% no primeiro trimestre.


Segundo a ANP, o etanol continua sendo o carro-chefe do mercado de combustíveis este ano, com crescimento acumulado de 26%, atingindo um volume de vendas de 9,069 bilhões de litros. Em julho, o consumo do combustível foi de 1,374 bilhão de litros, alta de 22,78% em relação a julho de 2008. Os baixos preços incentivam a substituição da gasolina, cujo consumo tem caído durante todo o ano (-2,32%, em julho).


O mercado de querosene de aviação (QAV) também cresceu (4,25%) acompanhando o bom desempenho do setor aéreo em julho - quando a demanda por voos nacionais subiu 25,6%, maior alta desde setembro de 2005. Segundo os dados da ANP, as distribuidoras do combustível venderam 474 milhões de litros no mês passado. No acumulado do ano, porém, os números apresentam estabilidade com relação a 2008.


No acumulado do ano, diz a ANP, as vendas totais de combustíveis somaram 60,705 bilhões de litros, 0,6% a mais do que no mesmo período de 2008. "Pela maneira como o consumo vem se aproximando dos volumes do ano passado, podemos dizer que há uma clara tendência de recuperação." (Fonte: Estadão,2009-08-27).

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Petrobras perde espaço na Argentina para a Repsol YPF


A Petrobras está perdendo participação de mercado na Argentina. De acordo com relatório da consultoria econômica IES sobre a produção e vendas de combustíveis no país, nos primeiros cinco meses de 2009 a filial local da estatal brasileira ficou com 12,2% das vendas de diesel, comparado a quase 14,4% no mesmo período do ano passado. A fatia foi abocanhada pela espanhola Repsol YPF, que avançou quase 3,5 pontos percentuais para 58,7%, tomando espaço também das outras grandes empresas do setor.


O diesel é o combustível mais usado na Argentina, com 63,8% do consumo - a maioria dos carros particulares do país roda a diesel, além de caminhões e tratores e praticamente não existe carro a álcool. No mercado de gasolina, a Petrobras ficou com 11,6%, ou 2,1 pontos a menos que no ano passado. O mercado de gasolina se divide entre a comum, que responde por apenas 2% do consumo; a " super " (de melhor qualidade), com 28,6%; e a de aviação com o restante.



De acordo com o levantamento da IES, a produção total dos principais combustíveis baixou 3,6% comparado ao mesmo período de 2008, para 8,216 milhões de metros cúbicos (m3). Só a gasolina super teve um crescimento de 2,9%, enquanto a comum caiu 44% e o diesel, 3,5%.


A forte desaceleração econômica causada pela crise financeira internacional e a queda da atividade agropecuária devido à seca explicam a queda de produção e vendas de combustíveis, diz o economista Alejandro Ovando, sócio da consultoria e responsável pela análise do setor.



Como consequência, todas as empresas tiveram queda nas vendas, tanto de diesel quanto de gasolina, nos primeiros cinco meses de 2009. Mas a Repsol YPF, líder de mercado no país, ganhou espaço das demais por uma " política de preços " , diz Ovando. " Enquanto as outras empresas mantiveram os preços ao consumidor final, a YPF reduziu, ganhando espaço. "



O negócio de petróleo na Argentina está em baixa. Segundo dados do Instituto Argentino de Petróleo (IAP), as reservas comprovadas do país em petróleo e gás caíram 27,8% no período 2003-2007, coincidente com a fase de recuperação da economia pós-crise. Em 2008, caiu mais 2,2%. Ou seja, as reservas caíram 30% em um período no qual a economia argentina cresceu 60%. A produção caiu 6% em 2007 e 3% em 2008.



As vendas consolidadas da Petrobras Energia no primeiro trimestre deste ano caíram 16,8% comparado ao mesmo período de 2008, totalizando 2,666 bilhões de pesos (US$ 720,5 milhões, aproximadamente). Com a queda dos preços do petróleo no ano passado e início deste, a empresa ficou no vermelho. No primeiro trimestre de 2009, a companhia registrou prejuízo de 205 milhões de pesos (US$ 55 milhões) comparado a um lucro de US$ 76 milhões no mesmo período do ano passado (Fonte: O Globo - Globo / Valor Online, 2009-07-15).

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Guerra do Petróleo

Estamos assistindo a uma guerra silenciosa, a guerra do petróleo no Brasil! Em alguns países essa guerra se dá com mísseis, canhões e porta aviões, em outros com a tentativa de derrubada de governos; é assim a geopolítica de petróleo no mundo.

No Brasil, onde o interesse é maior, dado o grande volume de petróleo e gás contido no pré-sal, as principais multinacionais do petróleo não estão caladas, muito pelo contrário, estão agindo nos bastidores, quem sabe, também via CPI do Senado.

Reiteradas "denuncias" de corrupção na Petrobras são plantadas na mídia; campanha para baixar o preço dos combustíveis etc. E até dentro do próprio governo os lobos estão agindo. O alvo do inimigo nesse momento, para onde estão mirando todo armamento bélico, é a Petrobras.

Lógico, desmoralizar a Petrobras, destruindo a imagem daquela que além de tudo descobriu o pré-sal, é acabar com nossa auto-estima e credibilidade e assim as portas ficarão escancaradas para a convocação das multis, para fazer aquilo que a Petrobras fragilizada e descaracterizada não poderia fazer (logo a Petrobras que descobriu tudo e tem a tecnologia mais avançada do mundo).

É um verdadeiro massacre onde a simples criação pela Petrobras de um novo e desconhecido blog, para responder e esclarecer as reiteradas injúrias, calúnias e difamações plantadas na grande mídia, está sendo classificada de antidemocrática.

Tudo isso é uma grande nuvem de fumaça para esconder o principal, que o Brasil com o pré-sal poderá deixar de ser uma nação em desenvolvimento, ter serviços públicos de qualidade, fazer a reforma agrária, suprir o déficit de moradias, gerar emprego e renda para toda nossa gente.

Para isso precisamos unicamente fazer valer o preceito constitucional de que toda a riqueza localizada em nosso subsolo pertence à União, principalmente considerando que esse tesouro foi descoberto pela Petrobras.

Os inimigos querem nos fazer crer que a instalação de uma CPI; discutir o preço do combustível; a criação de um blog pela Petrobras são mais importantes do que discutir o novo marco regulatório do petróleo que diz respeito à atual e à futura geração de brasileiro. O inimigo é o mesmo de sempre: o estrangeiro e os brasileiros vendidos que querem manter nosso povo na miséria e o Brasil eternamente como país do futuro! (por Emanuel Cancella, Fonte: Monitor Mercantil, 2009-06-15).

segunda-feira, 15 de junho de 2009

S&P reduz rating da Petrobras de "BBB" para "BBB-"


A agência de classificação de risco Standard & Poor's reduziu nesta quarta-feira o rating da Petrobras de "BBB" para "BBB-", com perspectiva estável. A nota ainda está na faixa do grau de investimento.


A S&P citou o elevado volume de investimentos programado para os próximos cinco anos, aliado aos preços relativamente menores do petróleo no mercado internacional e dos combustíveis no mercado brasileiro, como elementos motivadores para a redução na nota da estatal.


"O grande plano de investimentos de 174,4 bilhões de dólares da empresa para os próximos cinco anos em meio a um cenário esperado de preços menores no Brasil e no exterior para o petróleo devem resultar em fluxo de caixa operacional negativo durante esse período, exigindo esforços de financiamento significativos", disse a agência em relatório.


"Apesar do esperado aumento da alavancagem para financiar os robustos investimentos, nós acreditamos que a Petrobras vai manter sua posição satisfatoriamente, assim como boa perspectiva para crescimento", acrescentou a S&P (Fonte: O Globo - Globo, 2009-06-10).

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Petrobras fecha em maio nova fórmula de cálculo para o preço da nafta


A Petrobras fecha na primeira quinzena de maio uma nova fórmula para definir os preços da nafta vendida para a indústria petroquímica. A mudança na base de cálculo era uma demanda das petroquímicas nacionais, que foram afetadas até o ano passado com a explosão dos preços do petróleo e dos derivados até o desaquecimento provocado pela crise internacional.

A fórmula atualmente usada pela estatal considera o preço da nafta na região de Antuérpia, Roterdã e Amsterdã, chamada de nafta ARA, somada a um prêmio. A mudança passará a englobar na conta não apenas os valores da região europeia mas também o preço cobrado em outras áreas, como o mercado asiático.

"Não é uma questão de ajuste de preços, mas a criação de uma fórmula que vislumbre uma variação mais global " , ressaltou o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, acrescentando que, nos últimos meses, devido ao desaquecimento da economia global, o preço da nafta vendido às brasileiras Braskem e Quattor tem caído.

Questionado sobre um possível aumento dos preços do óleo combustível, o executivo negou o reajuste. Ele garantiu que o insumo obedece a uma variação de mercado. Nos últimos meses, os preços do produto têm caído.

"Não tem nenhuma previsão de reajuste do óleo combustível para as próximas semanas. Nos últimos seis meses, o óleo combustível tem ficado sempre mais barato que o gás natural " , frisou Costa, que participou de café da manhã oferecido pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), no Rio de Janeiro.

O diretor ponderou que, caso permaneça inalterado pelos próximos meses, o preço do óleo combustível acabará ficando maior que o do gás natural, com o qual compete como insumo para a indústria, uma vez que o gás tem apresentado trajetória de queda dos preços.

Costa explicou que a redução de preços também acontece com o querosene de aviação (QAV). O combustível, reajustado mensalmente com base em uma fórmula que considera os preços cobrados no Golfo do México, teve o preço reduzido por seis meses seguidos entre novembro e abril. No ano, o valor do produto vendido às companhias aéreas acumula baixa de 29,11% e no último reajuste, em abril, houve queda de 4,69% (Fonte: O Globo - Globo / Valor Online, 2009-04-28).

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Preço põe Gabrielli em rota de colisão com Mantega


No que depender da vontade da direção da Petrobras, os preços da gasolina e do óleo diesel serão mantidos, pelo menos por enquanto, disse quarta-feira o presidente da estatal José Sérgio Gabrielli no Fórunm Econômico Mundial.


Mais ou menos na mesma hora, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em audiência na Câmara dos Deputados, afirmava que a estatal vai reduzir o preço da gasolina para o consumidor, mas não deu prazo para que essa queda ocorra. "A Petrobras demora um pouco, mas ela faz. Aguarde que haverá (a queda)", disse Mantega.


Já no entender do presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, ainda é cedo para avaliar se os preços vão subir ou recuar no curto prazo, mas sinalizou que prevê estabilidade, explicando em seguida que 'quem dita uma possível redução é o preço no mercado externo'.

Mas ressalvou que a companhia não altera o preço dos derivados de petróleo na mesma velocidade das mudanças do mercado internacional, lembrando que a empresa demorou para ajustar os preços quando as cotações
dispararam no exterior. O executivo confirmou que a venda de derivados cresceu 0,4% em março, depois de uma retração de 2,6% nos dois meses anteriores.

Sobre a enxurrada de descobertas no pré-sal nos últimos dias, Gabrielli disse que os indícios de hidrocarbonetos em mais uma área do BM-S-9, confirmam o potencial da região. O bloco também abrange reservatórios em localidades batizadas de Carioca e Guará. O novo campo será chamado de Iguaçu, como já havia sido divulgado. De acordo com declarações passadas da ANP, o potencial do cluster de Santos chega a 50 bilhões de barris.

O executivo, porém, disse que só será possível contabilizar o volume de novas reservas após a perfuração de mais poços. Os reservatórios estão situados a cerca de 4.900 metros de profundidade. "Vamos iniciar a perfuração de um quarto poço e esperamos que, a partir daí, tenhamos condições de adiantar volumes. Ela apenas confirma as tendência
e perspectivas positivas de desenvolvimento da produção na região", explicou.

Gabrielli afirmou que a retirada da Petrobras da conta do superávit primário será benéfica, e lembrou que a empresa vai investir
US$ 100 milhões por dia nos próximos cinco anos, num total de US$ 174 bilhões neste período. "É uma visão distinta do significado do superávit primário. Ao invés de se manter os recursos imobilizados, eles são transformados em investimento produtivo, e, portanto, geram capacidade de pagamento de dívida no futuro", concluiu. (Fonte: Gazeta Mercantil / JB Online, 2009-04-16).

Petrobras não descarta redução dos preços dos combustíveis no País


O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, não descartou nesta quinta-feira a redução dos preços dos combustíveis no Brasil. Segundo ele, tanto componentes políticos quanto técnicos devem ser considerados porque a decisão terá um grande impacto na economia nacional.

“A decisão nunca é só política ou só econômica. As duas coisas sempre influenciam quando você tem uma empresa que produz 99,9% dos combustíveis do País. Então, é evidente que essa empresa não pode pensar só e exclusivamente do ponto de vista empresarial porque os impactos dela são macroeconômicos”, disse Gabrielli, durante o Fórum Econômico Mundial para a América Latina, no Rio de Janeiro.


De acordo com o presidente da estatal, a política de preços domésticos para diesel e gasolina não leva em consideração o comportamento de curto prazo dos mercados. Gabrielli afirmou que as decisões da Petrobrás são tomadas com base na avaliação do comportamento futuro dos diversos componentes que afetam o mercado brasileiro, como a taxa de câmbio e os preços do petróleo, do álcool, da gasolina e do diesel.

O executivo afirmou ainda que a tabela de preços depende do mercado internacional. Ele lembrou que hoje os distribuidores de combustíveis no Brasil não importam gasolina e diesel porque eles não sabem o que irá acontecer com o preço desses componentes em um curto prazo. Mas, para Gabrielli, assim que houver uma estabilização do preço a mudança no Brasil terá que acontecer.


“Depende do mercado internacional. À medida que apontar uma certa estabilidade do mercado internacional vai haver uma atualização no mercado brasileiro”, afirmou o presidente da Petrobras, não fazendo projeções de quando a estabilização dos preços poderá acontecer.


Jazidas

Sobre a nova jazida abaixo da camada de sal (pré-sal) descoberta na área de Iguaçu, na Bacia de Santos, José Gabrielli mostrou-se bastante otimista. Segundo ele, há indícios significativos de hidrocarbonetos a 4.900 metros de profundidade, o que confirma que a área possui um grande potencial.


“Nós não temos condições hoje de dar estimativa de volume. Ainda é preciso perfurar provavelmente mais um poço pelo menos para poder dar um pouco de confiança em qualquer potencial estimativo de volume. No entanto, tudo indica claramente que se trata de uma área prolífica e bastante produtiva”, disse (Fonte: Ultimo Segundo, 2009-04-16).

sábado, 4 de abril de 2009

Abastecer com álcool é vantajoso em 16 Estados


O álcool combustível está competitivo no tanque dos carros flex fuel em 16 Estados brasileiros, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), compilados pela Agência Estado, referentes à semana terminada na última sexta-feira (dia 27). A vantagem é calculada considerando que a potência energética do motor a álcool é de 70% dos motores à gasolina. O número de Estados em que o etanol permanece competitivo aumentou em relação à semana anterior, quando 14 Estados apresentavam o álcool mais competitivo que a gasolina. Já o combustível derivado do petróleo segue vantajosa em 6 Estados brasileiros, ante 7 no período anterior. Em cinco Estados é indiferente o uso do etanol ou da gasolina pelo consumidor.


Segundo o levantamento, os Estados onde a vantagem do etanol é mais significativa - até 70% o álcool é competitivo - são: São Paulo (preço do álcool é 55% do preço da gasolina), Mato Grosso (55,81%), Paraná (59,95%), Espírito Santo (61,75%), Pernambuco (63,34%), Alagoas (63,48%) e Bahia (64,63%). Já a gasolina continua mais vantajosa principalmente em Roraima (preço do etanol é 80,29% do valor da gasolina), Pará (75,65%) e Amapá (74,42%). É indiferente utilizar etanol ou gasolina no tanque no Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rondônia, além do Distrito Federal.


O levantamento também revela que os preços médios do álcool combustível caíram em 20 Estados brasileiro no período analisado, sendo que as maiores quedas foram registradas na Bahia (-3,2%), Ceará (-2,59%) e Maranhão (-1,35%). Já as cotações subiram em sete Estados, sendo que as maiores altas foram registradas no Paraná (+1,56%), Amapá (+0,96%) e Rio de Janeiro (+0,59%) (Fonte: Estadao, 2009-03-30).

Holanda compra gás angolano do projecto LNG


A ministra da Economia da Holanda, Maria van der Hoeven, afirmou hoje (segunda-feira), em Luanda, que o seu país está muito interessado em adquirir o gás angolano do Projecto Angola LNG (Gás Natural Liquefeito), com arranque de produção previsto para 2012.

À saída de uma audiência com o ministro angolano dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, a governante holandesa declarou à imprensa que existem já vários contactos entre empresários holandeses que trabalham na área de energia em Angola.

Maria Hoeven referiu que 19 companhias holandesas, das quais três com representação em Angola, manifestaram já o seu interesse em comprar gás nacional e fazer parte do Projecto LNG.

“Discutimos a possibilidade de empresários holandeses participarem na segunda fase de exploração de gás no Projecto Angola LNG que se encontra actualmente ainda na sua primeira fase de implementação”, disse.

A ministra da Economia do Reino dos Países Baixos salientou que a discussão das áreas a investir pelo seu país em Angola foi outro dos assuntos de realce do encontro com o ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos.

Outra questão importante, acrescentou, apresentada ao governante angolano, prende-se com o desejo da Holanda em criar uma “rotunda de gás”, de modo a servir de distribuidor do gás que chega a Holanda, a partir de Angola, para o Noroeste da Europa.

Na ocasião, o ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, referiu que o mundo tem tido uma atenção especial na garantia do fornecimento de energia, pelo facto do gás ser mais uma fonte de energia que tem contribuído para o desenvolvimento de vários países.

“(…) Em Angola, num passado recente, o aproveitamento de gás era para produzir energia nas instalações das plataformas. Hoje que foram criadas condições para que este gás associado ao petróleo pudesse ser aproveitado, criou-se o projecto que o país vem já há algum tempo perseguindo, o projecto LNG, que vai fazer o aproveitamento deste recurso que vai contribuir também para o aumento de receitas do nosso país”, afirmou.

A ministra da Economia do Reino da Holanda (Países Baixos), Maria Hoeven encontra-se no país desde dia 29 de Março para uma visita de trabalho de quatro dias ao país, no âmbito do reforço das relações de cooperação entre os dois países.

Na manhã de hoje a ministra avistou-se com o seu homólogo angolano, Manuel Júnior e foi recebida em audiência pelo ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, assim como participou no Fórum Económicos, Empresarial, Angola - Países Baixos (Fonte: Portal Angop, 2009-03-30).

segunda-feira, 30 de março de 2009

Gentileza no fundo do barril


Ele já chamou o Ceará de Pernambuco em pleno discurso no Porto do Pecém, no ano passado. E também não é raro tirar jornalistas de tempo com seu jeitão firme, aparentemente pouco afeito às gentilezas gratuitas. Estou falando de Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras. É um grande líder, isso é fato. Afinal de contas, está à frente de uma das empresas mais poderosas do Brasil.


Na semana, durante entrevista coletiva após participar de audiência pública no Senado, Gabrielli soltou um grosseiro “Porque não subiu. O que não sobe, não baixa”, referindo-se ao preço dos combustíveis no País, que não tem acompanhado a queda do preço do barril do petróleo no mercado internacional.


O fato é que quem abastece pagando um valor altíssimo pelo combustível, como acontece no Brasil, não se contenta apenas com a explicação fria de Gabrielli. A grande curiosidade de muita gente está em entender como os preços dos combustíveis podem se manter no mesmo patamar de quando o barril do petróleo estava cotado a US$ 147, há cerca de um ano atrás. Esse preço caiu e há alguns meses vem sendo cotado na casa dos US$ 50. Na cabeça do consumidor, existe a ideia de que se baixou por lá, o natural seria baixar por aqui também. Mas tudo depende de conjunturas e especulações que vão além da nossa compreensão.


Alguns analistas defendem que já é possível falar em uma certa estabilidade no preço da commodity. No entanto, ao que tudo indica, a Petrobras desenha sua própria lógica e tem agido com cautela.


É que o preço do petróleo no Brasil é definido como uma margem de composição da Petrobras levando em conta os custos de produção, o que ajuda evitar prejuízos em caso de oscilações mais fortes e inesperadas no preço internacional. Em outras palavras, a variação do preço dos combustíveis não acompanha na mesma proporção as variações do preço do barril no mercado internacional.


Mas com todo respeito, “o que não sobe, não baixa” é uma resposta que deixa qualquer gentileza no fundo do barril. (Fonte: O Povo, 2009-03-28).

segunda-feira, 23 de março de 2009

Projectos energéticos moçambicanos custam nove mil milhões de dólares


O investimento público e privado no domínio dos nega-projectos no sector energético vai consumir entre 8 mil milhões a 9 mil milhões de dólares nos próximos cinco anos em Moçambique, afirmou na Beira o ministro da Energia, Salvador Namburete.


De acordo com o jornal Notícias, de Maputo, Namburete disse que de entre os projectos em curso na sua área destacam-se os hidro e termoeléctricos, nomeadamente Mpanda Nkwa e as centrais a carvão de Moatize e de gás natural na Moamba, para além da transmissão de energia na linha Tete/Maputo.


No armazenamento de combustíveis a nível nacional, os portos de Maputo, Beira e Nacala vão beneficiar de recuperação das respectivas infra-estruturas, podendo assim Moçambique vir a ter uma capacidade total de armazenamento de produtos petrolíferos de aproximadamente 500 mil metros cúbicos.


No que se refere ao transporte de combustível, o titular da pasta de Energia apontou a construção do oleoduto na linha Maputo/Witbank com uma extensão de 450 quilómetros para o interior da África do Sul, com vista a melhorar a operacionalidade desta acção a níveis nacional e regional.


Na semana passada arrancou na Beira o projecto de construção de sete tanques de combustível com capacidade de armazenar 11 mil metros cúbicos cada.


Na área de transporte de energia está em curso a interligação Moçambique/Malawi, entre as estações de Matambo e Bombeya, devendo prolongar-se para Nacala com vista a cobrir a zona norte do nosso território.


Ainda na transmissão de corrente eléctrica, está em curso a ligação Tete/Maputo que inclui a construção de subestações em Chibata, Vilankulo, Chibuto e Marracuene (Fonte: Macauhub, 2009-03-17).

sábado, 14 de março de 2009

Venezuela vai definir participação em refinaria em Pernambuco


A participação da petrolífera estatal venezuelana PDVSA na refinaria Abreu e Lima, no Complexo Portuário de Suape (PE), deve ser definida esta semana. De acordo com o ministro de Minas e Energia Edison Lobão, o ministro do Petróleo e presidente da PDVSA, Rafael Ramirez, vem a Brasília na quinta-feira (12) para tratar do assunto. Tomaremos uma decisão conjunta na quinta-feira, garantiu nesta terça-feira (10) Lobão, no Palácio do Planalto.


A parceria vem sendo negociada desde 2005 e o principal impasse refere-se intenção da petrolífera venezuelana de comercializar no Brasil sua parte da produção da refinaria, com autonomia na política de preços. Também não está definido ainda o contrato de compra e venda do petróleo venezuelano e brasileiro que abastecerá a refinaria não houve acordo quanto ao preço que será cobrado pela PDVSA.


O tema vem sendo tratado em nível presidencial. Em seus encontros trimestrais de trabalho, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez vêm tentando impulsionar a parceria entre as petrolíferas dos dois países. Em setembro passado, Petrobrás e PDVSA chegaram a concluir o Acordo de Acionistas, mas a assinatura do documento e o fechamento do negócio ainda dependem da definição das questões comerciais.


Enquanto a sociedade não se concretiza, a Petrobras vem tocando sozinha o projeto de cerca de US$ 4,05 bilhões, com previsão de início das operações no segundo semestre de 2010. A partir de 2011, operando em carga plena, a Refinaria Abreu e Lima terá capacidade de processamento de 200 mil barris de petróleo pesado por dia 100 mil do campo de Carabobo 1, e outros 100 mil de Marlim Sul, na Bacia de Campos.


A produção cerca de 70% diesel - se destinará basicamente aos mercados do Norte e Nordeste: norte de Alagoas, Paraíba, interior de Pernambuco, norte da Bahia e, por navio, Ceará, Pará e Maranhão, podendo chegar ao Centro-Oeste por São Luís (MA) (Fonte: UOL / AE, 2009-03-10).

sexta-feira, 13 de março de 2009

Obama quer petróleo brasileiro, diz El País


O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou ontem que o Brasil tem interesse em ampliar as exportações de petróleo para os Estados Unidos e admitiu que o tema pode ser tratado na viagem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia esta semana àquele país.


Com a perspectiva de descobertas gigantes no pré-sal, o Brasil atraiu o interesse de grandes consumidores do combustível, como a China, que acena com financiamento à Petrobrás em troca de garantia de fornecimento de petróleo.


O tema vem provocando especulações na imprensa internacional. Ontem, o jornal espanhol El País publicou reportagem afirmando que já há conversas informais sobre um acordo comercial bilateral que aumente o fluxo de petróleo entre Brasil e EUA. Segundo o texto, o interesse pela compra de petróleo brasileiro já foi anunciado pela administração Barack Obama que, assim, reduziria sua dependência da Venezuela, de Hugo Chávez.


Petrobrás e Itamaraty dizem desconhecer tratativas sobre o tema, mas Lobão diz que há um interesse mútuo que poderia se transformar em acordo comercial. "O mundo inteiro quer comprar nosso petróleo. Há uma fila para comprar nosso petróleo", disse o ministro, explicando que o Brasil tem excesso de petróleo pesado e os países precisam fazer "um mix" dos óleos pesados e leves. Ele lembra que, com a exploração da camada do pré-sal, o Brasil também terá elevada produção de óleo leve."Eventualmente, pode ocorrer uma negociação na viagem (de Lula aos EUA), comentou Lobão. A agenda, porém, não prevê o fechamento de nenhum acordo durante o primeiro encontro entre Lula e Obama. No mês passado, a Petrobrás firmou um acordo de cooperação com empresas chinesas, segundo o qual garantiu um financiamento de US$ 10 bilhões em troca do fornecimento de petróleo. Os detalhes sobre volume ou preços de exportação do óleo brasileiro ainda não foram definidos.


Lobão disse que um eventual acordo com os Estados Unidos não deve provocar atritos com Hugo Chávez. "Ele é quem mais vende petróleo. Vende 2 milhões de barris por dia, mais do que consumimos no Brasil", afirmou. "O Chávez é amigo do Brasil", contemporizou, dizendo que os EUA não deixarão de comprar da Venezuela.


A Petrobrás exportou, em 2008, a média de 439 mil barris de petróleo por dia, e a tendência é que o número cresça à medida que novos campos entrem em operação. Segundo os planos da empresa, o pré-sal estará produzindo, em 2020, 1,8 milhão de barris, o equivalente a todo o consumo atual do País.


Para o consultor político Thiago de Aragão, da Arko Advice, porém, as possibilidades de um acordo com os EUA no curto prazo para venda de petróleo são remotas. Ele acredita que a agenda americana com o Brasil está hoje mais voltada para o etanol. O tema, no entanto, foi retirado da pauta do encontro presidencial, informou Lobão. "O Palácio achou melhor deixar o tema para outro momento", disse o ministro, sem dar mais detalhes. "O que não impede Lula de falar sobre o assunto", acrescentou.



NÚMEROS


US% 10 bi é quanto a Petrobrás vai obter em financiamento do governo chinës em troca defornecimento de petróleo


439 mil barris de petróleo por dia foi quanto o Brasil exportou no ano passado


2 milhões de barris de petróleo por dia é quanto a Venezuela exporta


1,8 milhão de barris de petróleo por dia será quanto o País vai produzir em 2020 no pré-sal, o equivalente a todo o consumo atual do País

(Fonte: Porto Gente / O Estado de S.Paulo, 2009-03-10).

Combustíveis tiveram queda no consumo em 2008 em Portugal


Em 2008, os portugueses gastaram menos combustível comparado com o ano de 2007. É o que demonstra os últimos dados dados da Direcção-geral de Energia e Geologia (DGEG), registrando uma queda de 2,6%, equivalente a menos 176 mil toneladas. A venda de gasolina registrou a maior queda de 6,4%. O decréscimo continuou a ser especialmente significativo na gasolina aditivada (-86%), que, praticamente, deixou de ser consumida. A gasolina sem chumbo de 98 octanas recuou 25,1%, enquanto que a de 95 octanas vendeu menos 3,2% e, segundo o DGEG, esta gasolina representa já 88% do mercado total de gasolinas. No que diz respeito ao diesel, as vendas baixaram 1,4% em 2008. Contas feitas, o gás foi o único combustível rodoviário que aumentou as vendas no ano passado com 16,1% de crescimento, conforme informou a Agência Financeira de Portugal (Fonte: Portugal Digital, 2009-03-10).

segunda-feira, 9 de março de 2009

Biodiesel: produtores pedem a ministério a exigência imediata do b5


A União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio) está reivindicando à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e biocombustíveis (ANP) e ao Ministério de Minas e Energia que a adição obrigatória de biodiesel ao diesel derivado de petróleo passe de 3% (B3) para 4% (B4) ou, até mesmo, para 5% (B5), imediatamente. A intenção é que a mudança já houvesse ocorrido antes do leilão realizado pela agência reguladora na última sexta-feira.

O argumento dos produtores de biodiesel é que as usinas estão com capacidade instalada ociosa. Pelas contas da Ubrabio, a demanda atual é de 1,3 bilhão de litros por ano, para uma capacidade de 3 bilhões de litros por ano.

Uma prova desse fato seria o resultado do leilão. Foram comercializados 315 milhões de litros, embora os produtores tivessem disponíveis 800 milhões de litros.

Para cada 1% de biodiesel adicionado ao diesel mineral, a demanda do mercado aumenta em 450 milhões de litros por ano, segundo os produtores.

Considerando os atuais 1,3 bilhão de litros por ano, com a adição de 5%, seriam comercializados anualmente 2,1 bilhões de litros, de acordo com a Ubrabio.O diretor-executivo da associação, Sérgio Beltrão, lança mão ainda de outro argumento de peso em um período de crise. "A medida ajudaria as usinas a gerar emprego. Qualquer alteração incrementa a atividade." Segundo ele, as dificuldades em adquirir insumo ou de logística de entrega às distribuidoras já foram solucionadas e não seriam empecilho. Beltrão defendeu que uma parcela da soja exportada in natura seja destinada à produção de biodiesel, pois,em sua opinião, somaria valor ao grão. As informações partem da Agência Leia (Fonte: Último Segundo, 2009-03-03).

quarta-feira, 4 de março de 2009


Mudanças climáticas e impactos de gases de efeito estufa, associados à instabilidade de preços dos combustíveis fósseis, têm contribuído para uma maior consciência e atitude quanto às mudanças na matriz energética mundial para a energia renovável, oriunda de biomassa. A agroenergia, utilizando-se adequadamente da biodiversidade e da adaptabilidade territorial, deverá ofertar a matéria-prima base de todo um sistema produtivo em função de sua possível sustentabilidade.


O Brasil reúne vantagens comparativas naturais (terra, radiação solar, água, tecnologia de sistemas agrícolas tropicais, mão-de-obra) e necessita aprimorar suas vantagens comparativas construídas (inovações tecnológicas e arranjos produtivos sustentáveis) para sua competitividade e cooperação em energia de biomassa. Fundamentalmente, a oportunidade do Brasil concentra-se na sua capacidade de associar a experiência e os ganhos de excelência em agricultura tropical com a disponibilidade de radiação solar e outros recursos, bem como em favorecer a transformação da biomassa vegetal e animal em alimentos, energia, florestas e aproveitamento de resíduos (co-produtos).


Com os marcos referenciais recentes, a agroenergia no Brasil foca os principais desafios da produção agrícola e industrial de energia renovável, suportada pelos ganhos de inovações tecnológicas e arranjos produtivos sustentáveis, para a produção de etanol, biodiesel, florestas energéticas e resíduos/co-produtos.


O Brasil necessita consolidar o programa biodiesel em dez anos

Os desafios nacionais na área da produção de alimentos, biomassa energética e de florestas (fibras/papel/celulose) são focados em cinco dimensões: econômica, social, ambiental, inserção regional e globalização.

O Plano Nacional de Agroenergia (2006-2011) define quatro grandes plataformas de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I): etanol, biodiesel, florestas energéticas e resíduos/co-produtos.


O Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) está delineado para atender às demandas de curto, médio e longo prazos de metas definidas pela Lei 11.097/05 (Lei de Biodiesel, B2/B5), em consonância às orientações governamentais de produção de biomassa. A partir de julho de 2008, a obrigatoriedade de uso de biodiesel ao diesel é da mistura B3.

O programa de biodiesel necessita incorporar plenamente a dimensão energética (produção de energia renovável). Os próximos três anos serão definidores do futuro do programa do Brasil, e o biênio 2008/09 será especialmente decisivo para aspectos críticos como ordenamento e gestão territorial, matéria-prima, logísticas agrícola e industrial, arranjos produtivos locais/regionais e infraestrutura de produção/armazenagem/escoamento.

Para a produção de biodiesel há necessidade de vencer gargalos desafiadores, que se constituem em grandes oportunidades e riscos: desafios técnico-científicos (agronômicos e industriais), disponibilidade de matéria-prima, disponibilidade de insumos modernos para a agroenergia, resíduos e co-produtos nas cadeias produtivas, maquinaria e motores veiculares e estacionários, investimento e gestão, e mercado e logística.

Uma das áreas estratégicas para PD&I em biodiesel é a dos desafios técnico-científicos, os quais compreendem o desenvolvimento e produção de fontes de óleos e gorduras (vegetal e animal), novos fertilizantes e nutrientes para a agroenergia, domínio da rota de produção etílica, valorização de co-produtos e validação do uso em motores veiculares e estacionários.


Soja e mamona para bio-óleos e bioenergia do Brasil

Até 2010, a soja representará cerca de 80% da disponibilidade de matéria-prima vegetal para o atendimento de produção da mistura legal de biodiesel (2008: B2, 1 bilhão de litros; B3, 1,3 bilhão de litros). E cerca de 12% da logística da soja plantada no Brasil (safra 2007/08: 21 milhões de hectares plantados e um volume de produção de 58 milhões de t, com produtividade média de 2,8 t/ha de grão-18% de óleo) é suficiente para atender o B3.

É fato que o histórico dos dados da produção e uso de soja no Brasil mostram a alta participação (absoluta e relativa) da logística montada da soja para a produção de biodiesel. Temos adequado domínio tecnológico da soja (requerimento para incorporação de matéria-prima ao sistema produtivo) em uma vasta região do país (parâmetros: zoneamento agroclimático, sistemas de produção, materiais certificados – variedades melhoradas e adaptadas, infraestrutura de produção e comercialização de sementes, etc.).

As ações que se esperam focam os mecanismos e instrumentos do mercado (público e privado) que podem ser aplicados visando manter relações de oferta e demanda de produtos (grãos, farelo e óleo de soja) e preços relativos nos mercados nacional e internacional, a fim de fortalecer e consolidar o programa Biodiesel Brasil nos próximos dez anos. O biênio 2008/09 e os próximos 3-5 anos serão decisivos para esta estratégia obter êxito.

A mamona e também o dendê foram incluídos, com isenções fiscais, no PNPB, visando promover a inclusão social (via uso intensivo de mão-de-obra, especialmente em abundância em empreendimentos familiares) e o desenvolvimento regional (para as regiões Norte e Nordeste).


Na safra 2007/08, a mamona foi cultivada em 186 mil hectares, e obteve uma produção de 155 mil t de baga-grão (45% de óleo), com produtividade média de 834 kg/ha. A mamona apresenta peculiaridades de óleo que limitam seu uso como biodiesel. Entretanto, as normas vigentes possibilitam o uso em mistura ao diesel até o B30.

Por estas duas razões – logística e disponibilidade para a soja e bandeira social para a mamona –, as duas matérias-primas são colocadas em destaque para o programa nacional de desenvolvimento de produção e uso de biodiesel. Com o crescimento das metas legais para a produção de B5 (2013 em diante: 2,4 bilhões de litros) e atendimento ao Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2010: 3,3 bilhões de litros), é necessário domínio tecnológico de outras fontes de matéria-prima (oleaginosas convencionais e potenciais, e gorduras animais).

É fato que, correntemente, a disponibilidade de sementes oleaginosas e de matérias-primas animais (sebo e gorduras), sistemas de produção sustentáveis, eficiência de conversão e integração agrícola-industrial são temas de pauta de diferentes atores e agências (públicas e privadas).


As ações e as atividades de produção e de incorporação de inovações tecnológicas, no médio e longo prazos, são objeto de decisões presentes quanto à disponibilidade de matéria-prima. Esta estratégia visa domínio tecnológico de espécies potenciais de alto rendimento, que produzam mais de 2 mil kg de óleo por hectare, a exemplo de pinhão-manso e palmeiras oleíferas.

Nestas cadeias produtivas, a da soja, bem-estruturada nos últimos 30 anos, e a da mamona, ainda sem integração consolidada, o Brasil aprende a necessidade de horizontalizar e verticalizar processos agrícolas e industriais e integrar produtos e resíduos em cadeias produtivas associadas, de alto valor agregado, como as cadeias de produção de proteína animal. Produtividade, destoxificação das tortas, logística e preços de insumos e produtos constituem fatores componentes dessas cadeias e altamente influenciados pelos mercados nacional e internacional.



Palmas para o biodiesel

Há necessidade de estruturação de programas de produção econômica de biomassa em outros patamares de rendimento de óleo por hectare (por exemplo, incentivo à produção de palmeiras oleíferas, como dendê, macaúba, inajá, tucumã, babaçu, e de pinhão-manso) para efeitos no médio e longo prazos, visando consolidação e sustentabilidade do programa do biodiesel. O fato é que as espécies oleaginosas convencionais, sobre as quais temos domínio tecnológico, como soja, girassol, mamona, algodão, amendoim e canola, têm potencial de rendimento de 500 kg a 1,5 mil kg/ha de óleo, mas estão produzindo efetivamente entre 400 kg a 800 kg/ha de óleo.

Espécies das quais ainda não detemos domínio tecnológico e de alto rendimento, como pinhão-manso e palmeiras (macaúba, inajá, tucumã), têm potencial de rendimento de 2 mil a 5 mil kg de óleo por hectare. O dendê da espécie africana (Elaeis guineensis), ou seu híbrido com a espécie amazônica (E. guineensis x E. oleifera), têm alto potencial de rendimento de óleo. Entretanto, além da circunscrição de área cultivada no Brasil (bolsões nos estados do Pará, Amazonas e Bahia), somam apenas cerca de 80 mil hectares cultivados no Brasil.

Uma ação sugerida é a criação do Propalm – Programa de Incentivo à Produção de Palmeiras Oleíferas para a Produção de Biodiesel em Áreas Selecionadas do Brasil, incluindo um “Programa específico para o Plantio e Produção de Óleo de Dendê em regiões selecionadas da Amazônia e Bahia” e um “Programa de Extrativismo Sustentável e Domesticação de Palmeiras Oleíferas Nativas com potencial para plantios comerciais em regiões distintas do Brasil”.

Os dados atuais e as perspectivas futuras, de curto, médio e longo prazos, mostram objetivamente a necessidade de ampliação da estrutura e das ações de PD&I em espécies vegetais potenciais e a exploração racional extrativista de matérias-primas para a produção e uso de biodiesel, visando produtividade, sustentabilidade de sistemas, integração e desenvolvimento regional, e ampliação de emprego e renda. O fato é que o Brasil tem ampla capacidade de produzir com sustentabilidade e critérios de eficiência em três vertentes de agricultura: de alimentos, de biomassa energética e de florestas (fibras/papel/celulose), com recuperação de áreas degradadas e combinando áreas de proteção ambiental com preservação de biomas naturais (Amazônia, Pantanal, Caatinga, Cerrados, Mata Atlântica e Pampas) (Fonte: Brasil Energia, 2009-03-03).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Mesmo com crise, Petrobras faz apostas ambiciosas, diz 'Economist'

Apesar da crise econômica e da queda no preço do petróleo, a Petrobras continua anunciando investimentos recordes e apostando em objetivos "ambiciosos", diz a revista britânica The Economist, na edição que chegou às bancas nesta sexta-feira.

Intitulado "Pluging In" (uma expressão que tanto pode significar algo como "cavando fundo" ou "apostando alto", em tradução livre), o artigo cita o anúncio de investimentos da ordem de US$ 174 bilhões em cinco anos anunciado no mês passado pela estatal brasileira. "Em um momento em que os gráficos mostram grandes declives que ameaçam empregos e as vendas de veículos, a ousadia da Petrobras pode ser um alívio para os brasileiros", diz a publicação, citando as projeções de produção de barris petróleo e de investimentos em refinarias anunciados pela empresa.

A revista também cita as descobertas das reservas na camada pré-sal, em 2007, "que deixaram os políticos intoxicados com a perspectiva de grandes riquezas" e fizeram com que o governo Lula propusesse a criação de um fundo soberano e a mudança no regime de exploração do combustível nestas áreas.



Ambição

Segundo a publicação, mesmo com a grande queda registrada nos preços do petróleo e a notícia de que a camada pré-sal dificilmente poderá ser explorada antes de 2013 por causa de dificuldades técnicas, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, continua "destemido". "Nós temos a tecnologia, o acesso às reservas e achamos que podemos financiá-la. Por que não?", disse Gabrielli à publicação.

A Economist ainda enumera todos os planos da Petrobras para financiar a exploração das reservas, que vão desde financiamento com o BNDES até empréstimos que "são um voto de confiança de um mercado financeiro hesitante". "O presidente da Petrobras insiste que os investimentos na camada pré-sal podem se pagar mesmo com o petróleo na faixa dos US$ 45."
"Com tantas companhias de petróleo cortando investimentos e produção, o preço do petróleo pode estar bem mais alto na época em que o combustível começar a sair do oceano (em 2013). Esta, pelo menos, é a aposta razoável por trás de um plano ambicioso", diz a revista.
Mesmo assim, muitos brasileiros, segundo a Economist, levantaram suspeitas de que "o plano de investimentos foi inflado para agradar políticos que estão no Conselho (de Administração) da Petrobras, presidido por Dilma Rousseff, apontada pelo presidente Lula como seu candidato favorito para as próximas eleições presidenciais" (Fonte: BBC Brasil, 2009-02-03).

Petrobras pode estar se aproveitando dos preços altos


Diante da queda da cotação do petróleo no mercado externo, a Petrobras poderia reduzir os preços cobrados pelos combustíveis internamente, o que seria um fator de baixa para a inflação, entretanto, como aparentemente a empresa está com problemas de caixa, e também por não ter aumentado os preços quando a defasagem era inversa, é pouco provável que eles reduzam os preços no curto prazo. A avaliação é do economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto. "Apesar disso, ainda podem ocorrer efeitos benignos na inflação, decorrentes dos preços de derivados que são utilizados como insumos na indústria. Ou seja, mesmo sem a queda dos combustíveis, a baixa dos preços do petróleo reduzem custos de produção de determinados setores e bens", disse.

O gerente da mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora, Rodrigo Nassar, aposta que o governo não vai reduzir os preços frente a uma inflação comportada. "A Petrobras é a 'galinha de ouro do governo'. O governo não vai abrir mão dessa fonte de captação, ainda mais em meio a crise", acredita.

No entanto, para Nassar, a redução dos combustíveis teria impacto pequeno na inflação, pois o corte não seria totalmente repassado ao consumidor. "Só um aumento iria influenciar, mas isso não deve ocorrer tão cedo. A menos que o petróleo sofra outra disparada significativa", avalia.

Em meio a especulações sobre uma possível queda do preço dos combustíveis, o mercado acompanha atentamente os resultados da Petrobras. Para muitos especialistas, a estatal ainda não promoveu o ajuste por conta de problemas financeiros. Em 27 de novembro, a companhia chegou a desmentir a imprensa, informando que Plano de Negócios 2008-2012 prevê investimentos de US$112,4 bilhões (média anual de US$ 22,5 bilhões), com necessidade de captações médias anuais de US$ 4,0 bilhões.

Por conta disso, desde então a companhia vem tomando empréstimos e também emitindo bônus - a oferta de US$ 1,5 bilhão em títulos do tipo "Global Notes" concluída quarta-feira pela Petrobras teve uma demanda 3,5 vezes superior ao seu volume final e foi destinada a mais de 230 investidores, a maioria oferecida ao mercado de renda fixa de empresas com grau de investimento (Fonte: Gazeta Mercantil / InvestNews, 2009-02-13).