Mostrando postagens com marcador carvão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador carvão. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Reservas de gás natural e carvão podem tornar Moçambique referência mundial
As reservas de gás natural e de carvão podem tornar Moçambique numa das referências mundiais do setor energético nos próximos 10 anos, atingindo, nesse período, um PIB igual ou superior ao de Angola, estimou hoje a consultora SPTEC Advisory.
A consultora da área da indústria do petróleo e do gás natural em África e no Médio Oriente, que prepara uma conferência sobre o tema para maio em Maputo, lembra que, em 2012, os operadores em Moçambique anunciaram descobertas de gás natural de mais de 100 triliões de pés cúbicos (2.900 biliões de metros cúbicos), rondando as reservas de carvão as 23.000 milhões de toneladas.
"Moçambique tem hoje reservas de gás suficientes para fornecer a Alemanha e a França durante cerca de 20 anos e as reservas de carvão podem abastecer, ao ritmo atual, o mercado da União Europeia durante cerca de 25 anos", afirma Roger Carvalho, presidente executivo da SPTEC Advisory.
(Fonte, Visão.Sapo, 2013-02-04)
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Brasileira Vale vai aumentar produção de carvão em Moçambique
O grupo brasileiro Vale encomendou à Metso Corp 110 bombas para lamas de elevado débito para aumentar para 11 milhões de toneladas/ano a capacidade de produção da mina de Moatize, na província de Tete, em Moçambique, informa nesta terça-feira (29) a Rádio Moçambique.
Com um valor de 3,3 milhões de euros, esta encomenda, que será completada no último trimestre do ano, inclui formação e assistência técnica no decurso dos primeiros seis meses de operação.
A mina de carvão de Moatize fica localizada na região central da província de Tete tendo a Vale iniciado a produção em Agosto de 2011.
O grupo mineiro pretende aumentar a produção em três fases, sendo este ano para 5 milhões de toneladas e depois para 11 milhões de toneladas até atingir um objectivo final de 22 milhões de toneladas.
Este objectivo final está dependente da introdução de melhorias na linha de caminho-de-ferro do Sena e na conclusão da construção de uma outra linha de caminho-de-ferro que, saindo de Tete, passará pelo Malawi rumo ao porto de Nacala, na província de Nampula.
Com um valor de 3,3 milhões de euros, esta encomenda, que será completada no último trimestre do ano, inclui formação e assistência técnica no decurso dos primeiros seis meses de operação.
A mina de carvão de Moatize fica localizada na região central da província de Tete tendo a Vale iniciado a produção em Agosto de 2011.
O grupo mineiro pretende aumentar a produção em três fases, sendo este ano para 5 milhões de toneladas e depois para 11 milhões de toneladas até atingir um objectivo final de 22 milhões de toneladas.
Este objectivo final está dependente da introdução de melhorias na linha de caminho-de-ferro do Sena e na conclusão da construção de uma outra linha de caminho-de-ferro que, saindo de Tete, passará pelo Malawi rumo ao porto de Nacala, na província de Nampula.
Beacon Hill Resources aumenta estimativa de reservas
A empresa Beacon Hill Resources anunciou um aumento de 31% nas reservas da mina de carvão de coque Minas de Moatize na província de Tete, em Moçambique, de acordo com um comunicado divulgado segunda-feira através das bolsas de Londres e da Austrália, noticia a Rádio Moçambique.
As reservas são agora estimadas em 86,8 milhões de toneladas, contra uma anterior estimativa de 66,4 milhões de toneladas e o nível de confiança nas reservas medidas e inferidas também registou uma melhoria, de 15,4%.
A nova estimativa resultou de um conjunto de furos realizados na segunda metade de 2012 para avaliar os depósitos existentes em regiões até à data não-estudadas.
Esta nova avaliação das reservas de carvão de coque existentes poderá adicionar pelo menos dois anos de exploração.
Em Dezembro de 2012, a Beacon Hill Resources anunciou estar a negociar espaço na linha de caminho-de-ferro do Sena para transportar o carvão extraído até ao porto da Beira para exportação, por meio do aluguer de material ferroviário circulante.
A empresa Beacon Hill Resources anunciou um aumento de 31% nas reservas da mina de carvão de coque Minas de Moatize na província de Tete, em Moçambique, de acordo com um comunicado divulgado segunda-feira através das bolsas de Londres e da Austrália, noticia a Rádio Moçambique.
As reservas são agora estimadas em 86,8 milhões de toneladas, contra uma anterior estimativa de 66,4 milhões de toneladas e o nível de confiança nas reservas medidas e inferidas também registou uma melhoria, de 15,4%.
A nova estimativa resultou de um conjunto de furos realizados na segunda metade de 2012 para avaliar os depósitos existentes em regiões até à data não-estudadas.
Esta nova avaliação das reservas de carvão de coque existentes poderá adicionar pelo menos dois anos de exploração.
Em Dezembro de 2012, a Beacon Hill Resources anunciou estar a negociar espaço na linha de caminho-de-ferro do Sena para transportar o carvão extraído até ao porto da Beira para exportação, por meio do aluguer de material ferroviário circulante.
(Fonte: Africa 21 digital, 2013-01-29).
domingo, 31 de maio de 2009
Investimento mineiro cresce em Moçambique

O volume de investimento directo na actividade geológica-mineira em Moçambique passou de US$ 101 milhões de dólares, em 2004, para US$ 804 milhões, em 2008, segundo revelou a ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias.
Falando na Assembleia da República (AR), Esperança Bias disse que como resultado destes investimentos Moçambique registou também um aumento no valor da produção, que passou de 937,1 milhões de meticais, em 2004, para 7324 milhões de meticais, em 2008.
De acordo com a governante, a produção de recursos minerais vai ganhar ainda maior impacto no crescimento da economia e na melhoria das contas nacionais, com a concretização dos projectos em curso na área do carvão mineral, minerais industriais, para além da potencial descoberta de mais reservas de hidrocarbonetos em Moçambique.
Face ao favorável ambiente de negócios já estabelecido, nomeadamente existência de uma legislação moderna, Moçambique registou uma grande apetência que se traduziu no aumento do número de licenças para o exercício da actividade mineira. Em 2004 foram tramitados 247 pedidos de títulos mineiros, número que ultrapassou o dobro em 2008, ao se situar em 821 pedidos.
Quanto às areias pesadas de Moma, em Nampula, Esperança Bias disse que o Estado já arrecadou 1,2 milhão de meticais do Imposto de Superfície e 7,7 milhões de meticais do Imposto de Produção “royalty”, entre outros. Para além dos benefícios económicos e fiscais obtidos com a implementação deste projecto também se registaram acções no âmbito da responsabilidade social que resultaram em mais de 140 casas construídas para o reassentamento da população que residia na área em redor da mina.
Quanto ao carvão, Esperança Bias disse que se encontra na fase de produção a mina de “Chipanga XI”, localizada na província de Tete. Desde a estabilização da exploração desta mina, em 2005, foram produzidas 122,2 mil toneladas de carvão. Maior parte desta quantidade foi exportada.
Este projecto consiste na extracção de carvão em minas a céu aberto, com um investimento estimado de 1,3 bilião de dólares para a produção de 8,6 milhões de toneladas de carvão de coque por ano, para além de 2,1 milhões de toneladas de carvão de queima.
Durante a sua fase de desenvolvimento, este projecto vai empregar cerca de 4500 trabalhadores. Ainda no quadro da implementação deste projecto, está prevista a construção de uma central térmica com capacidade para produzir 1500 MW de energia.
No âmbito da responsabilidade social, este projecto já investiu cerca de sete milhões de dólares, estando previstos mais investimentos na ordem de 170 milhões de dólares para diversos programas.
Quanto à exploração de ouro, o Governo conseguiu captar, em 2005, no circuito legal, 56, 4 quilogramas deste recurso, contra 297, 8 quilogramas, em 2008. Na área de hidrocarbonetos, o país tem registado um aumento significativo da actividade de prospecção e pesquisa. Em 2004 existiam apenas quatro contratos de concessão para, em 2008, Moçambique registar 14 contratos de prospecção e pesquisa de hidrocarbonetos (Fonte: Africa 21 Digital, 2009-05-28).
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Riversdale Mining recebe licença mineira para explorar carvão em Moçambique

A empresa australiana Riversdale Mining anunciou quarta-feira em Sidney ter obtido a licença mineira para o projecto carbonífero de Benga, na região de Moatize, província de Tete, em Moçambique.
O presidente executivo da empresa, Michael O'Keeffe, disse no comunicado que a atribuição da licença mineira representa um passo importante na altura em que a empresa se prepara para dar início ao projecto de Benga.
Uma vez iniciada, a operação terá uma produção anual de 20 milhões de toneladas de carvão metalúrgico e térmico estando o investimento inicial estimado em 800 milhões de dólares.
A Riversdale Mining Ltd detém uma participação de 65 por cento no projecto de Benga, sendo os restantes 35 por cento detidos pela Tata Steel Ltd. da Índia.
A empresa australiana está igualmente envolvida num projecto de construção de uma central térmica em Moçambique, um investimento de 3,1 mil milhões de dólares (Fonte: Macauhub, 2009-04-30).
segunda-feira, 30 de março de 2009
Vale inicia exploração do carvão de Moatize em Moçambique

A brasileira Vale inicia hoje um investimento de 1300 milhões de dólares em Moçambique com o lançamento da primeira pedra do projecto de exploração do carvão de Moatize.
O evento representa o culminar de um processo que teve o seu início com a assinatura, em 2004, do acordo de prospecção e pesquisa entre o Ministério dos Recursos Minerais e a Companhia Vale Moçambique, a que se seguiu mais tarde a assinatura de um contrato mineiro, bem como a emissão do título mineiro relativo ao projecto do carvão de Moatize, em Novembro de 2006.
A exploração de carvão deverá ter início em 2011, com um produção inicial de 11 milhões de toneladas, sendo 8,5 milhões de toneladas de carvão metalúrgico e 2,5 milhões de toneladas de carvão térmico. A cerimónia de lançamento da primeira pedra contará com a presença do Presidente da República, Armando Guebuza, e outros membros do governo, altos dirigentes da empresa brasileira Vale e representantes do corpo diplomático (Fonte: Macauhub, 2009-03-28).
segunda-feira, 23 de março de 2009
Projectos energéticos moçambicanos custam nove mil milhões de dólares

O investimento público e privado no domínio dos nega-projectos no sector energético vai consumir entre 8 mil milhões a 9 mil milhões de dólares nos próximos cinco anos em Moçambique, afirmou na Beira o ministro da Energia, Salvador Namburete.
De acordo com o jornal Notícias, de Maputo, Namburete disse que de entre os projectos em curso na sua área destacam-se os hidro e termoeléctricos, nomeadamente Mpanda Nkwa e as centrais a carvão de Moatize e de gás natural na Moamba, para além da transmissão de energia na linha Tete/Maputo.
No armazenamento de combustíveis a nível nacional, os portos de Maputo, Beira e Nacala vão beneficiar de recuperação das respectivas infra-estruturas, podendo assim Moçambique vir a ter uma capacidade total de armazenamento de produtos petrolíferos de aproximadamente 500 mil metros cúbicos.
No que se refere ao transporte de combustível, o titular da pasta de Energia apontou a construção do oleoduto na linha Maputo/Witbank com uma extensão de 450 quilómetros para o interior da África do Sul, com vista a melhorar a operacionalidade desta acção a níveis nacional e regional.
Na semana passada arrancou na Beira o projecto de construção de sete tanques de combustível com capacidade de armazenar 11 mil metros cúbicos cada.
Na área de transporte de energia está em curso a interligação Moçambique/Malawi, entre as estações de Matambo e Bombeya, devendo prolongar-se para Nacala com vista a cobrir a zona norte do nosso território.
Ainda na transmissão de corrente eléctrica, está em curso a ligação Tete/Maputo que inclui a construção de subestações em Chibata, Vilankulo, Chibuto e Marracuene (Fonte: Macauhub, 2009-03-17).
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Moçambique quer reiniciar exportação de carvão em 2010

Entre cinco e nove milhões de toneladas de carvão mineral poderão ser exportadas em 2010, marcando o reinício da exploração moçambicana de carvão, com contribuições de produções de duas empresas licenciadas para operar no sector, designadamente a Minas de Moatize e a brasileira Companhia Vale do Rio Doce (CVRD).
A directora nacional de Minas, Fátima Momade, disse que apesar de a área de mineração do carvão estar no seu reinício, o Executivo conta com ela para um incremento das exportações e do Produto Interno Bruto (PIB), informa nesta quarta-feira (20) o jornal Notícias.
Estão actualmente licenciadas no sector 42 empresas, das quais 95 por cento baseadas na província de Tete e as restantes no Niassa, disse a directora nacional de Minas. Falando a jornalistas à margem da 3ª reunião do Governo com as empresas licenciadas para exercer actividades no sector do carvão, Fátima Momade referiu-se ainda aos esforços em curso para acelerar a implementação de infra-estruturas que facilitem a exportação de carvão, em particular, e a actividade do sector mineiro, em geral. “O governo discutiu essa matéria e já existe um plano-director para colmatar o problema das infra-estrutura. Penso que dentro em breve teremos as soluções. Sabido também que a primeira exportação está prevista para 2010, temos tempo para solucionar o problema, particularmente no que respeita à linha férrea de Sena e o Porto da Beira, bem como relativamente às estradas. São projectos que já estão em curso”, disse.
Entretanto, a ministra dos Recursos Minerais e Energia, Esperança Bias, disse que as reuniões que o governo tem mantido com as empresas titulares de licenças mineiras visam identificar soluções para os diferentes problemas que afectam o sector. “Queremos que este fórum seja um interlocutor válido no diálogo com o governo em matérias relacionadas com a logística, prestação de serviços, projectos sociais e reassentamento das populações nas áreas onde serão desenvolvidos projectos e gestão ambiental”, disse Esperança Bias. A ministra apelou às empresas licenciadas a definirem projectos “que visem a adição de valor aos nossos minerais e que possam levar a que a utilização do carvão seja maximizado internamente, por exemplo, na produção de coque, extracção de metano e sua utilização, bem como na produção de diesel ou outros combustíveis”.
Esperança Bias manifestou a apreensão do Governo relativamente ao facto de algumas empresas titulares de licenças de carvão estarem a veicular publicamente dados sobre o sector com base em informações não fiáveis. “Referimo-nos a informações sobre o início da produção e sobre as capacidades dos jazigos. Isto acontece mesmo sem que estas empresas possuam as devidas licenças ou tenham realizado trabalho suficiente que garanta a publicação deste tipo de informação. Todos nós, actores deste sector, temos que ter a mesma linguagem”, disse a ministra (Fonte: Africa 21 Digital, 2008-08-20).
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Moçambique: Carvão reforça estatuto de potência energética regional

Os projectos de exploração de carvão multiplicaram-se nos últimos meses em Moçambique, promovidos sobretudo por transnacionais e empresas indianas, permitindo ao país exportador de electricidade reforçar o estatuto de potência energética regional.
Abdul Kamara, especialista energético do Banco de Desenvolvimento Africano, previa na semana passada que o investimento na exploração das extensas reservas carboníferas moçambicanas e projectos energéticos relacionados ascenda a 30 mil milhões de dólares na próxima década. “Espera-se que Moçambique se torne o segundo maior produtor africano de carvão (depois da África do Sul) com o desenvolvimento do projecto de Moatize, em 2010”, afirmou Kamara, citado pela Reuters.
O governo de Moçambique entregou oficialmente à brasileira Vale por 25 anos os direitos de exploração de carvão na mina de Moatize em Julho de 2007. Com reservas estimadas em 2,5 mil milhões de toneladas, a mina deverá começar a produzir no primeiro trimestre de 2011, após um investimento de 1.398 milhões de dólares. A Vale pretende extrair 11 milhões de toneladas de carvão por ano, sendo 8,5 milhões de toneladas de coque para a indústria metalúrgica e 2,5 milhões de toneladas de carvão térmico para a produção de energia eléctrica.
Segundo o BAD, a produção carbonífera em África vai crescer em média três por cento ao ano até 2011, especialmente graças ao aumento da procura asiática. O preço da matéria-prima tem vindo a escalar “à boleia” do petróleo, apresentando-se como uma alternativa mais barata. “O carvão voltou a estar na moda recentemente, devido a três vantagens: preços mais baixos por unidade energética, um rácio mais elevado de reservas/produção e uma diferente distribuição geográfica das reservas”, afirmou Kamara.
A Índia e a China serão responsáveis por um aumento de 73 por cento na procura mundial de carvão em 2030, para 4994 milhões de toneladas equivalentes de petróleo, quando em 2005 consumiam 2892 milhões de toneladas, de acordo com a Agência Internacional de Energia.
Depois de uma primeira vaga que trouxe até Moçambique grandes multinacionais do sector mineiro como a Vale ou a Arcellor Mittal, nos últimos meses são principalmente as empresas indianas a assegurar fontes da matéria-prima. A indicação foi dada oficialmente no parlamento indiano pelo ministro do Carvão, Dasari Narayana Rao, quando há poucos meses anunciou que iria ser constituída uma "joint-venture" para aquisição de activos no estrangeiro integrada por empresas estatais de energia e recursos minerais como NTPC, Steel Authority of India, NMDC, Rashtriya Ispat Nigam e Coal India. Este grupo de empresas, que deverá ter um capital próximo de 2,3 mil milhões de dólares, tem vindo a efectuar visitas a Moçambique, para deslocações a minas e conversações com as autoridades, até agora sem “fumo branco”.
Entretanto, na semana passada, a BEML Midwest - uma "joint-venture" entre a Bharat Earth Movers, Midwest Granite e Sumber Mitra Jaya da Indonésia - adquiriu a sua primeira mina moçambicana de carvão, que será exportado para a Índia. No mesmo sentido, a Global Steel Holdings, que reúne as participações siderúrgicas do grupo Ispat, comprou dois blocos para a exploração de carvão, num investimento de 4600 milhões de rupias (cerca de 116 milhões de dólares).
Situados na província de Tete – próximo das áreas em exploração pela ArcelorMittal, Tata Steel e Vale - os blocos cobrem uma área de 30 mil hectares e têm reservas comprovadas de 70 milhões de toneladas de carvão de coque. O carvão será encaminhado para exportação através do porto da Beira, a cerca de 600 quilómetros, através da linha de caminho-de-ferro em reconstrução, que dentro de 12 meses deverá estar operacional.
Associada à Riversdale Mining australiana, a gigante indiana Tata Steel está envolvida em dois dos principais projectos de exploração de carvão em curso em Moçambique: Benga e Tete, que deverão arrancar em 2010. A licença de Benga, distrito de Moatize, deverá ter reservas de 1255 mil milhões de toneladas de carvão, de qualidades adequada ao uso no fabrico de aço e queima para produção de energia. A multinacional ArcelorMittal, também de capital indiano, adquiriu recentemente 35 por cento da "joint-venture" Rio Minjova Mining and Exploration Company, por 2,5 milhões de dólares, enquanto a associada Black Gold Mining (Moc), entrou com as suas concessões de carvão – com 49.360 hectares, na área do rio Minjova, na província de Tete.
A ArcelorMittal tem ainda a opção de passar a accionista maioritário na "joint-venture" desde que pague 2,5 milhões de dólares adicionais e haja confirmação de que as reservas "provadas e prováveis" são em quantidade considerada satisfatória.Também em Tete, a Central African Mining and Exploration (Camec) fez recentemente uma importante descoberta de carvão – até 868 milhões de toneladas.
Mais recentemente, o Japão também vem demonstrando interesse em ganhar posição no sector carbonífero moçambicano. A braços com o aumento do preço das matérias-primas, a japonesa Nippon Steel anunciou recentemente que pretende associar-se à Vale de Rio Doce na mina de Tete. “Nesta circunstância extraordinária de subida dos preços das matérias-primas, temos um grande interesse em fontes alternativas. Queremos investir se tivermos oportunidades”, afirmou Shoji Muneoka, que assumiu a presidência da empresa japonesa em Abril (Fonte: Macauhub, 2008-06-02).
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Importante descoberta de carvão em Moçambique
A Central African Mining and Exploration (Camec) anunciou sexta-feira em Londres ter efectuado uma importante descoberta de carvão em Moçambique.Em comunicado, a empresa cotada na Bolsa de Londres informou que a descoberta, efectuada no âmbito da prospecção sistemática das 21 áreas concessionadas na província de Tete, poderá conter 868 milhões de toneladas de carvão passível de ser processado.
A empresa adiantou que a quantidade de carvão deverá aumentar substancialmente à medida que a prospecção prosseguir. Entretanto, responsáveis da monopólio estatal indiano Coal India deslocar-se-ão a Moçambique em Maio próximo a fim de examinarem uma mina de carvão de coque que a empresa pretende adquirir juntamente com a Steel Authority of India e outras empresas estatais.
Esta aquisição visa aumentar o fornecimento doméstico de carvão, com a procura a ser superior à oferta.A Coal India, que controla a maior parte do fornecimento de carvao no país, a Steel Authority, a Rashtriya Ispat Nigam e a NMDC constituíram uma "join-venture" para proceder à compra de activos carboníferos no estrangeiro, dispondo de um capital inicial de 2300 milhões de dólares (Fonte: Macauhub, 2008-04-28).
Assinar:
Postagens (Atom)

