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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

América Latina espera grandes investimentos em petróleo e gás


Com uma das reservas existentes de petróleo e gás de crescimento mais rápido, além de enormes recursos não convencionais, o continente latino-americano espera grandes projetos de investimento de capital em toda a região – principalmente em países com órgãos licenciadores como o Brasil, Colômbia e Peru, todos com grandes oportunidades de petróleo e gás.

A 19a conferência Latin Upstream dará destaque às oportunidades mais significativas para empresas, intervenientes estatais de petróleo, governos e investidores, líderes da indústria, autônomos, empresas de serviço/fornecimento, financistas e negociadores. A conferência ocorrerá no hotel Sofitel Copacabana, no Rio de Janeiro, de 15 a 17 de maio.

A conferência é a principal da América Latina e é o evento internacional de exploração de petróleo e gás para fazer negócios e acordos estabelecido há mais tempo, com a presença anual de 250 participantes corporativos e de nível sênior. A conferência se enfoca no cenário e estratégias latino-americanas de petróleo, gás e energia e avalia a fundo uma variedade de perspectivas de curto e longo prazo de exploração, desenvolvimento, investimento e estratégia do momento. A reunião também mostra como empresas públicas e privadas de petróleo e gás e os governos remodelarão a América Latina no jogo mundial de produção.

Apesar das iniciativas nacionalistas de recursos na Argentina, Bolívia, Equador e Venezuela, a América Latina possui várias oportunidades de área de exploração, novos projetos de petróleo/gás e GNL, além de enormes desenvolvimentos de gás em bacias terrestres e em alto mar propensas a gás e um crescente fluxo de negociações corporativas. Novas regiões oferecem maiores oportunidades de petróleo e gás.

Durante a conferência, os principais palestrantes dos principais intervenientes corporativos e estatais se enfocam em empreendimentos latinos de gás GNL e GTL, áreas de exploração desenvolvidas, potencial de petróleo pesado e águas profundas, novas jogadas e oportunidades e gigantes latinos como a Venezuela, Brasil e México.

A Petra Energia revela os planos de energia da China na América Latina. Empresas de petróleo estatais como a Petrobras e Statoil avaliam suas estratégias brasileiras, a TGP proporciona atualizações sobre a infraestrutura de gasoduto do Peru e a PetroCaribbean dá uma nova visão sobre a exploração e desenvolvimento da bacia de Putumayo na Colômbia.

Antes da 19a Latin Upstream, a 9a Latin Petroleum Strategy Briefing (Reunião Latina de Estratégia de Petróleo), que acontece no dia 15 de maio, com apresentações do Dr Duncan Clarke, oferece conhecimentos chave e um exame profundo das estratégias competitivas de produção de petróleo e gás-GNL na exploração e desenvolvimento na América Latina, além das estratégias de empresas, governos e intervenientes estatais de petróleo no continente.
Mais informações: http://www.petro21.com/events/?id=793

(Fonte: Global Pacific & Partners  citado por R7 Notícias, 2013-02-04).

domingo, 31 de maio de 2009

Brasil é o futuro do petróleo latino-americano, diz 'Financial Times'


O Brasil representa o futuro do petróleo latino-americano, em contraste com os problemas enfrentados pelos dois maiores e mais tradicionais produtores da região, Venezuela e México, segundo afirma reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário britânico Financial Times.


"Nos últimos dois anos, a Petrobras, a sofisticada empresa brasileira estatal de capital aberto, descobriu reservas tão promissoras em águas profundas na costa sudeste que os executivos estão comparando esta nova fronteira com o Mar do Norte, que salvou o mundo da crise energética criada pelo Oriente Médio nos anos 1970", diz o jornal.


A reportagem afirma que até agora o Brasil tem gerido bem sua indústria, permitindo que a Petrobras se transforme em "uma das mais avançadas companhias internacionais de petróleo".


O jornal adverte, porém, que a empresa ainda tem grandes desafios técnicos e financeiros para explorar as novas reservas de petróleo e comenta que os políticos do país ainda discutem uma nova legislação para regular o desenvolvimento dessas novas reservas.

"Enquanto as discussões em Brasília prosseguem, as histórias da Venezuela e do México deveriam servir como advertência", afirma a reportagem.


Galinha dos ovos dourados

O texto comenta os efeitos negativos da má gestão das empresas públicas de petróleo nos dois países, comparando-as à fábula da galinha dos ovos dourados.

"A indústria venezuelana de petróleo pode não estar morta, como foi o destino da galinha na fábula, mas a última onda de nacionalizações no setor pode se mostrar um golpe quase fatal, advertem executivos do setor", diz o texto.

O jornal afirma que, em seus dez anos no poder, o presidente Hugo Chávez "dizimou a PDVSA, a estatal venezuelana do petróleo, que nos anos 1990 aparecia como uma das mais bem gerenciadas do mundo".

A produção venezuelana caiu de 3,4 milhões de barris em 1999, antes de Chávez chegar ao poder, a 2 milhões atualmente.


Cofrinho

Segundo o jornal, a Venezuela não está sozinha na "má gestão de seu mais precioso recurso".

"Por mais de 50 anos, o México rivalizou com a Venezuela como o mais importante produtor de petróleo da América Latina. Mas o país também usou demais sua empresa estatal de petróleo como cofrinho para tirar dinheiro", diz o texto.

A reportagem comenta que decisões políticas deixaram a estatal Pemex endividada e com dificuldades para investir na produção e no desenvolvimento das reservas de petróleo do país.

Além disso, as leis mexicanas dificultam a participação de empresas estrangeiras, que poderiam ocupar o espaço deixado pela Pemex em relação aos investimentos.

"Apesar de recentes reformas políticas, o México agora enfrenta a assombrosa perspectiva de se tornar importador líquido de petróleo em uma década", afirma o jornal (Fonte: O Globo - Globo / BBC Brasil, 2009-05-26).

sexta-feira, 8 de junho de 2007

RepsolYPF cria a Petrolífera Latino-Americana

A companhia petrolífera Repsol YPF transformará a filial argentina YPF em uma companhia com ativos em oito países latino-americanos, disseram fontes da empresa citadas na edição de hoje do jornal Clarín.A Yacimientos Petroliferos Fiscales (YPF) receberá todos os campos de petróleo e gás, refinarias e outros bens que a Repsol YPF tem em Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador e Venezuela.De acordo com as fontes, a companhia passará a ser uma petrolífera "latino-americana" assim que a Repsol YPF vender 25% do pacote acionário a um sócio local, passo que requer de "seis a sete semanas"."É uma operação pendente da aprovação do sócio local, primeiro, e que as autoridades e regulamentações de cada país permitam, em segundo lugar", especificaram as fontes."A idéia é montar uma empresa latino-americana líder em termos energéticos e que seja a referência da Repsol na região", acrescentaram.Isto significa que a YPF, privatizada na década de 90, reunirá "todos os ativos que permitam ter grandes possibilidades de crescimento, das estratégicas reservas de gás da Bolívia à potencialidade das áreas mar adentro do Brasil, passando pelos ricos campos da Venezuela"."Será uma companhia grande, com projeção", asseguraram as fontes.O Clarín publicou as declarações depois da reunião de diretores da Repsol YPF ocorrida na quarta-feira, em Buenos Aires, com a presença do presidente da companhia, Antonio Brufau.O jornal de maior tiragem da Argentina também citou declarações de Sonia Ruiz de Garibay, analista da empresa Caja Madrid Bolsa, para quem "tudo o que reduza o risco latino-americano é bom para a Repsol".A companhia petrolífera desmentiu, na quarta-feira, que espera obter entre US$ 10 bilhões e 12 bilhões pelos ativos da venda de 45% das ações da YPF, como tinha indicado o "número dois" da companhia, Miguel Martínez.Por meio de um comunicado, Martínez assegurou que tal avaliação "não corresponde às estimativas preliminares" para realizar a operação, que consiste em vender primeiro 25% da YPF para uma empresa argentina e depois colocar outros 20% das ações em oferta pública na Bolsa de Buenos Aires.O jornal de negócios "Ámbito Financiero" comentou hoje que o desmentido foi "insólito", em vista de que a avaliação em questão "foi exposta a vários banqueiros" na terça-feira, "depois de ser profundamente analisada durante vários meses".De acordo com o jornal, a Repsol YPF tem uma "acelerada intenção" de se desprender de ativos da filial argentina, "quase na mesma velocidade que a dos próprios interessados em comprar".Vários diários argentinos concordaram hoje que o principal candidato a comprar os 25% da YPF é o proprietário do Grupo Petersen, o banqueiro Enrique Ezquenazi, um dos empresários com bons vínculos com o presidente da Argentina, Néstor Kirchner. (Invertia)

segunda-feira, 26 de março de 2007

Petrobras mantém planos de investimento na América Latina


Os problemas enfrentados pela Petrobras em alguns países da América Latina não arrefeceram o interesse da estatal pela região. E nem tiram o tom paciente da voz do diretor da área internacional da companhia, Nestor Cerveró, quando discorre com sobre negociações com estatais de alguns países da região que elegeram lideranças populares, como Evo Morales (Bolívia) e Hugo Chávez (Venezuela).
Cerveró disse que a América Latina continua sendo prioridade da companhia, que também aposta em Angola e na Nigéria. Neste país, a Petrobras vai investir US$ 1,81 bilhão referente à sua participação nos campos gigantes Akpo (onde tem 10%) e Agbami (16%).
Até 2011, estão previstos US$ 12 bilhões no exterior. Em volume, a maior parte (US$ 2,72 bilhões) irá para os Estados Unidos, onde a estatal investe fortemente na exploração e produção de petróleo e gás e na ampliação da refinaria que adquiriu no ano passado. A América do Sul vai receber US$ 3,4 bilhões, sendo a maior parte, US$ 2,5 bilhões, destinados à Argentina.
Na Bolívia, a Petrobras entrou esta semana com recurso administrativo junto à Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) contra a cobrança de US$ 32 milhões acima do previsto nos contratos de produção assinados dia 29 de outubro. Já foram pagos US$ 90 milhões acima do previsto nos contratos. A soma é dividida pelos três sócios dos campos de San Alberto e San Antonio, os maiores produtores de gás do país. À Petrobras coube US$ 11,2 milhões por mês - 35% da sua participação.
"Eles fizeram uma prorrogação do Decreto Supremo e não achamos isso correto. Tanto que estamos entrando com recurso, uma vez que o próprio Congresso já aprovou os contratos. Há um problema de regulamentação. Enquanto isso, estamos chiando e pagando", resume.
Ele explicou que apesar da estatal ter negociado o pagamento de um valor adicional pelos líquidos mais nobres que vêm com o gás da Bolívia, a empresa não vê viabilidade econômica no pólo petroquímico da fronteira, que seria construído no Mato Grosso do Sul. No máximo, espaço para uma unidade separadora para retirar insumos nobres, como GLP.
"Hoje, o cenário mudou. Esse pólo foi desenvolvido há quatro anos com a Braskem e a Repsol mas desde então mudou o preço do gás e a situação do mercado petroquímico. Hoje temos um projeto gigantesco de refinaria e petroquímica no Rio e a viabilidade que foi estabelecida em 2003 já não está dentro das mesmas condições."
Cerveró antecipou que tem planos de investir na distribuição de biocombustíveis no Equador, onde a companhia teve a produção paralisada por manifestantes alguns dias atrás. Ele vai assinar novos acordos de produção conjunta com a PetroEquador durante a visita do presidente Rafael Corrêa ao Brasil. A estatal brasileira já investiu US$ 200 milhões em exploração no Bloco 31, dentro do Parque Nacional de Yasuní, na fronteira com o Peru, mas ainda discute com o governo o local exato de instalação da unidade de produção.
O executivo diz que a configuração original do projeto previa que as instalações ficariam fora do parque, que também abriga a reserva indígena Huaorani, e perto de um rio para facilitar o escoamento. O governo da época pediu que ficasse dentro do parque para evitar o surgimento de aglomeração habitacional de baixa renda, com possibilidades de invasão da reserva. "Refizemos o projeto", afirma.
Tempos depois, nova reviravolta. "Com a mudança de governo (do presidente Lucio Gutiérrez, que foi deposto) nos disseram que todas as instalações tinham que ficar fora do parque e voltamos à configuração inicial. Recebemos a primeira aprovação em setembro do ano passado. Mas só vamos produzir depois que recebermos a licença de operação", explicou.
Na Venezuela, a Petrobras já perfurou três poços para delimitar as reservas de petróleo do campo de Carabobo, onde terá participação minoritária de 40%. A sócia é a PDVSA, com 60%. A estatal já estuda antecipar o início da produção na área, de 200 mil barris/dia de óleo pesado, e também estuda investir em uma unidade para melhorar a qualidade desse petróleo. A expectativa é que Carabobo comece a produzir antes da refinaria de Pernambuco, no Brasil, onde a PDVSA terá 40%.
No Oriente Médio, a companhia tem investimentos na Turquia, Líbia e Irã, onde analisa investimentos de exploração e produção no Mar Cáspio em exploração e produção em águas rasas. (Valor Econômico)