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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Exploração de petróleo no país já habilitou 44 empresas

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) habilitou 44 empresas para a 11ª Rodada de Licitação de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural nas bacias sedimentares do pós-sal da costa brasileira. As licitações serão nos dias 14 e 15 de maio, no Rio de Janeiro. Seis empresas foram habilitadas hoje (12).

Segundo a ANP, 19 empresas são do Brasil, oito dos Estados Unidos, seis do Reino Unido, cinco do Canadá. Austrália, Ilhas Cayman e Colômbia participam com três empresas cada. A China tem duas empresas habilitadas, mesmo número de cinco países: Bermudas, Espanha, França, Noruega e Panamá.

A 11ª rodada vai licitar 289 blocos em 23 setores, totalizando 155,8 mil quilômetros quadrados (km²), distribuídos em 11 bacias sedimentares: Barreirinhas, Ceará, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Parnaíba, Pernambuco-Paraíba, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Tucano Sul.

As empresas habilitadas hoje foram Sonangol, Guananbi Exploração e Produção de Petróleo, Ress Corporation, Sinoco International, Trayectoria Oil & Gas, Tetra Energia e UTC Óleo e Gas.
 
Fonte: Exame/Abril, 2013-04-12.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Petrobras inicia exploração comercial do petróleo do pré-sal nesta semana


A Petrobras inicia nesta semana a exploração comercial do petróleo da camada pré-sal. O presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, afirmou no último dia 18 que as operações comerciais no Campo de Tupi devem começar entre os dias 27 e 28. Segundo o executivo, a exploração experimental de Tupi começou em maio. Atualmente, são extraídos do campo cerca de 14 mil barris de petróleo por dia. Com o início da exploração comercial, a extração pode chegar a 100 mil barris por dia. "Claro que isso não será obtido logo no início, mas é a capacidade", disse Gabrielli.

A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leito do mar, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos).

O petróleo encontrado nesta área está a profundidades que superam os 7.000 metros, abaixo de uma extensa camada de sal que, segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo. Vários campos e poços de petróleo já foram descobertos no pré-sal, entre eles o de Tupi, o principal. Há também os nomeados Guará, Bem-Te-Vi, Carioca, Júpiter e Iara, entre outros. Estimativas apontam que a camada, no total, pode abrigar algo próximo de 100 bilhões de boe (barris de óleo equivalente) em reservas, o que colocaria o Brasil entre os dez maiores produtores do mundo.

(Fonte: Portugal Digital, 2010-10-25).

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Petrobrás planeja fazer mapeamento de reservas em Angola


A Petrobrás e a petroleira estatal angolana Sonangol planejam realizar um mapeamento das áreas de exploração de petróleo em Angola, antes de o governo realizar uma nova rodada de licitações, afirmou o jornal português Diário Económico.


"Nós estamos esperando a visita de uma delegação brasileira nos próximos dias para iniciar as conversações sobre a organização do programa", afirmou o ministro da Defesa Nacional de Angola, Cândido Van-Dúnem, à agência de notícias Lusa, segundo o jornal.


Em julho, a Petrobrás confirmou a descoberta de petróleo em Angola, num bloco operado pela italiana Eni. Segundo a estatal, avaliações iniciais indicaram a existência de pelo menos 500 milhões de barris de petróleo de alta qualidade ("in place").


O jornal também disse, sem citar fontes, que a petroleira portuguesa Galp Energia, parceira da Petrobrás no Brasil, disse ao governo angolano que está interessada em adquirir participações minoritárias nos blocos de petróleo que deverão ser licitados. A Galp disse que não comentaria o assunto.


A Angola está tentando atrair o interesse das companhias antes de adotar medidas concretas para conceder novas licenças de exploração de petróleo no país.


Dados geológicos indicaram que as bacias do Congo e de Kwanza, em Angola, têm características similares com as bacias offshore do Brasil, onde foram feitas as maiores descobertas de petróleo do mundo nos últimos anos, afirmou o Diário Económico.

(Fonte: Economia - Estadão / Agência Estado / Dow Jones, 2010-09-29).

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Petrobras pode voltar a explorar petróleo em Cuba


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negocia a volta da Petrobras na exploração de petróleo ao longo da costa cubana, disse ao R7 o ex-embaixador do Brasil na ilha, Tilden Santiago. O diplomata, que esteve à frente da embaixada em Cuba durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006), afirmou que esse será um dos temas na agenda da visita de Lula à terra de Fidel Castro nesta quarta-feira (24), ainda que de forma extraoficial:


- Tenho informações do Itamaraty e da Presidência de que o presidente [Lula] pretende retomar vários aspectos. Um deles é a possibilidade de o Brasil voltar a participar das prospecções de petróleo no entorno da ilha de Cuba. Nos dois primeiros anos em que eu estava lá [como embaixador] a Petrobras atuou no país.


Questionada, a assessoria de imprensa do Itamaraty disse que não confirma a informação sobre a Petrobras. Mas também não nega.


Lula já havia acenado para essa possibilidade em visita à ilha no final de 2008. Na agenda oficial da visita dele a Cuba, no entanto, não estão previstos novos acordos sobre petróleo.


Em 2008, a Petrobras adquiriu direitos de exploração de um bloco de águas profundas cubanas no golfo do México. A empresa brasileira fez os estudos sísmicos, mas ainda não se decidiu sobre a exploração. Lula disse nesta semana em seu programa de rádio que a Petrobras poderia fazer uma prova de prospecção neste ano.


O governo Lula colocou a Petrobras para procurar petróleo em águas profundas cubanas, abriu uma linha de crédito comercial para o país, apesar da dificuldade de Havana em pagar seus fornecedores, e estabeleceu um acordo para que a construtora Odebrecht modernize o terminal de contêineres do porto de Mariel (Fonte: R7 Notícias, 2010-02-24).

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Petrobras pode ter nova fronteira exploratória

A descoberta de um novo reservatório de petróleo leve na Bacia de Campos, anunciado anteontem pela Petrobras, pode significar a abertura de nova fronteira exploratória no País, na opinião de especialistas.

Para eles, as novas reservas de Aruanã e a alta do preço do petróleo justificam o bom desempenho das ações da estatal no dia seguinte ao anúncio. As ordinárias (ON) subiram 2,04% e as preferenciais (PN), 1,75%.

Com concessões na mesma região, a OGX foi a reboque, fechando em alta de 3,87%. As duas empresas foram beneficiadas também pela alta do preço do petróleo, para US$ 73,89

“Na prática, a Petrobras está obtendo sucesso agora com esse tipo de rocha carbonática, que pode resultar numa nova série de outras descobertas na área”, comentou o analista do Banco do Brasil Investimentos, Nelson Rodrigues de Mattos.


Recorde

A companhia lembrou, em nota, na quinta-feira, que já havia realizado duas descobertas parecidas na região. Em um poço, a estatal bateu o recorde mundial de produção em rochas carbonáticas - semelhantes às do pré-sal -, com a marca de 43,5 mil barris por dia. A Petrobras afirmou ter encontrado 280 milhões barris de petróleo de boa qualidade em Aruanã. Nas descobertas anteriores, estima ter encontrado outros 695 milhões de barris. “Essa descoberta se soma a outras recentes, que mostram a grande eficiência da empresa em manter níveis elevados de sucesso na exploração”, comentou a analista Mônica Araújo, da corretora Ativa, completando que espera novos anúncios de descobertas em breve.

Para os especialistas, a maior vantagem da nova frente exploratória é já contar com a infraestrutura de escoamento. “A Petrobras pode desenvolver a área em, no máximo, três anos. Basta deslocar uma unidade que esteja subutilizada perto do local e tenha características semelhantes”, disse Mônica. Essa estratégia já foi adotada em Cachalote, no pré-sal da Bacia de Campos, que receberá a plataforma que estava em Golfinho (ES). (Fonte: G1 / Agência Estado - Jornal O Estado de S. Paulo, 2009-08-22).

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Galp, Petrobras e Repsol ganham licença para explorar petróleo no Uruguai


A Galp Energia, em parceria com a Petrobras e a espanhola Repsol, conquistaram uma licença de exploração de petróleo em dois blocos na costa do Uruguai. A empresa portuguesa detêm 20% em cada um dos blocos.


De acordo com a Bloomberg, que cita um comunicado da Repsol, a YPF, unidade argentina da companhia espanhola, juntamente com a Petrobras e a Galp, ganharam o leilão para dois blocos licitados, o 3 e o 4.


A Petrobras é a operadora do Bloco 4, com 40% do capital, tendo a YPF 40% de participação e a Galp 20%. No Bloco 3, a YPF é a operadora, com 40%, sendo que a Petrobras detém outros 40% e a Galp os restantes 20%.


As três companhias vão agora poder procurar petróleo ao largo da costa do Uruguai, próximo da cidade de Punta del Este.


De acordo com a Petrobras, o consórcio liderada pela empresa brasileira apresentou a melhor proposta para os Blocos 3 e 4, localizados na bacia Punta del Este. O Bloco 3 está localizado a 150 quilómetros da costa, uma profundidade entre 100 e 200 metros. Já o Bloco 4 situa-se a 300 quilómetros da costa, a uma profundidade que varia de 200 a 1500 metros.Segundo a mesma fonte, o consórcio liderado pela Petrobras tem agora quatro anos para realizar estudos e decidir se irá efectuar perfurações.


Recorde-se que a Galp Energia, em parceria com a Petrobras, tem tido sucesso na exploração no Brasil, onde efectuou já a descoberta de vários poços de petróleo, sendo o mais conhecido o do Tupi (Fonte: Jornal de Negócios, 2009-07-02).

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Crise facilita contratação de sondas para o pré-sal


A crise econômica mundial começa a contribuir para que a Petrobrás contorne dois grandes obstáculos em relação ao pré-sal: a escassez de equipamentos e o alto custo das encomendas para o setor. Segundo o gerente executivo da estatal para o pré-sal, José Formigli, a empresa já identificou novas oportunidades para contratar sondas de perfuração a custos cerca de 30% menores. Além disso, a queda no preço do aço deve ter efeito positivo na cadeia de suprimento.

A falta de sondas no mercado externo levou a companhia a pedir à Agência Nacional do Petróleo (ANP) extensão de prazos exploratórios do pré-sal. O pedido foi negado, detonando uma busca por equipamentos que, segundo Formigli, vem tendo sucesso. Ele disse que a companhia já negocia a contratação de novas unidades para início de operações no curto prazo. O número de novas sondas, afirmou, vai depender do custo.

Nesse aspecto, porém, Formigli é otimista. Segundo ele, a redução de custos já vem sendo percebida em conversa com donos de sondas disponíveis. Para as próximas unidades, haverá ainda efeito positivo da redução do preço do aço, que chega a 40% no mercado internacional.

"Os projetos precisam suportar os preços de robustez em torno dos US$ 45 por barril. Se não suportar isso, não serão tocados. Esse é um recado para a cadeia, que tem de se adaptar à variação de preços."

Em entrevista após a abertura da feira Brasil Offshore, ele citou como exemplo da estratégia a renegociação das encomendas das plataformas P-55, P-57, P-61 e P-63, que tinham preços acima do estimado pela empresa.

A companhia negocia ainda com a Exxon a permanência, no Brasil, da West Polaris, que finaliza a perfuração de um poço no pré-sal de Santos em bloco operado pela multinacional. Formigli disse que a idéia é usar a unidade para novos poços em concessões operadas pela estatal brasileira.

Acordo semelhante foi feito com a Repsol, que liberou a sonda Stena Drill Max para uso da Petrobrás no bloco BM-S-9, onde estão as descobertas de Carioca e Guará.

Ao mesmo tempo em que negocia as sondas, a estatal quer garantir o licenciamento de testes de longa duração (TLDs) no pré-sal, semelhantes ao que vem sendo executado em Tupi. A empresa pediu ao Ibama a avaliação de licenças de até 18 TLDs até 2010. Segundo Formigli, o plano inclui testes previstos e contingentes - estes só serão feitos se a estatal achar que há necessidade de complementar estudos de reservatórios.

MARCO REGULATÓRIO

O presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), João Carlos de Luca, cobrou do governo agilidade na definição de novo marco regulatório para o setor, para garantir a retomada das licitações de áreas marítimas ainda este ano. Apesar de voltar a defender a manutenção do modelo, De Luca afirmou que, no momento, o mais importante é a definição das regras, qualquer que seja a alternativa proposta pelo governo (Fonte: Último Segundo - IG / Agência Estado, 2009-06-17).

domingo, 31 de maio de 2009

Petróleo: um fim de festa


Através da História, a Indústria do Petróleo foi marcada por um fluxo constante e transitório de grandes lucros e subseqüentes grandes perdas. No artigo a seguir, nosso professor Giuseppe Bacoccoli traça um panorama sobre a triste história do Mar do Norte, levando-nos a refletir que, se hoje é o norte que lamenta o fim da era do petróleo, amanhã poderá muito bem ser o sul. Que este futuro seja certo, não podemos afirmar. Mas a reflexão se faz necessária para que os mesmos erros não sejam repetidos.


Ao contrário do que vinha acontecendo antigamente, há muitos anos, ninguém mais informa sobre novas descobertas. Até os geólogos, sempre otimistas, não contam mais com eventuais agradáveis surpresas, tanto no pré quanto no pós-sal. De fato, todos os cantos daquela extensa província petrolífera já haviam sido vasculhados em exaustivos levantamentos sísmicos e/ou com outros métodos exploratórios. Muitos poços de exploração e de desenvolvimento foram perfurados por diversos operadores e importantes campos produtores foram descobertos, no tempo das vacas gordas, no passado. Agora, no entanto, toda aquela região sedimentar costuma ser considerada como exploratoriamente madura. No jargão dos geólogos, isto significa que, ali, a maioria das jazidas de petróleo e gás natural já teria sido encontrada, restando poucas chances de ainda se descobrirem acumulações de algum porte. “Melhor trabalhar em outras áreas” – comentam os geólogos mais preparados e experientes – “Ainda mais se for possível encontrar alhures áreas de fronteira, pouco exploradas. Quem sabe, em algum lugar do mundo...” Além disto, a presente crise econômica e o atual preço do petróleo pouco contribuem para a retomada dos trabalhos exploratórios.


Antigas enormes plataformas marítimas de produção – verdadeiros monumentos de aço implantados por toda a parte offshore, ícones emblemáticos da tecnologia e do empreendedorismo da vigorosa indústria do petróleo do passado – vem sendo desativadas (decomissioned) de tempos em tempos. Sempre que os custos operacionais destas plataformas superam as receitas oriundas da produção, os operadores decidem pelo seu abandono. E isto vem ocorrendo com muita freqüência. As grandes estruturas são desmontadas, seus equipamentos viram sucata, numerosas equipes de trabalhadores experientes acabam perdendo o emprego e, mais do que isto, perdendo o orgulho pelo que faziam. Muitos profissionais, depois de procurar sem sucesso outra atividade, mesmo no exterior, acabam abandonando o setor e trabalhando em ramos diferentes. As plataformas são totalmente arrasadas e desaparecem sem deixar sinais de sua presença, na superfície ou no fundo do mar, para não oferecer riscos à pesca ou à navegação. Para conduzir as caras operações de arrasamento foram até formalizados acordos cooperativos entre os diversos operadores, compartilhando todo o tipo de recursos necessários. No mar, onde havia plataformas iluminadas, flares acesos, ruidosas turmas de trabalhadores, barcos e helicópteros na intensa faina de apoio logístico, agora apenas as ondas e o vento. O silêncio é apenas eventualmente quebrado pela passagem de um dos poucos barcos pesqueiros.


A produção de petróleo de toda a província já foi superior aos três milhões de barris por dia e destinava-se, em boa parte à exportação. Com a prática dos preços elevados do petróleo fazia a fortuna dos felizes operadores. Hoje, é de pouco mais de dois milhões de barris por dia e, ao persistirem as elevadas taxas de decréscimo, em breve será insuficiente para atender até mesmo ao consumo do país que deverá retornar a importar petróleo. A vazão dos velhos reservatórios já muito exauridos e “depletados” continua caindo, inexoravelmente, com índices superiores aos cinco por cento ao ano. As reservas também diminuem, face aos volumes produzidos e à falta de novas descobertas.


“Não nos resta mais nada a fazer” – lamentam com tristeza os engenheiros de reservatório. – “Já aplicamos, quando possível, métodos de recuperação secundária e terciária. Agora só falta tirar o que resta do petróleo, até quando for técnica e economicamente viável. Mas, a julgar pela presente relação R/P (Reserva/Produção), em menos de dez anos todo o petróleo terá sido produzido. Fim de festa...”.


“Estes fatos são notórios, conhecidos e bastante previsíveis, pelo menos entre os técnicos e profissionais da indústria do petróleo” – ressaltam os gerentes. Mesmo assim, a preocupação com o futuro toma conta de todos, tanto na grande empresa estatal, quanto nos numerosos operadores, muitos privados, nacionais e internacionais, que trabalham em parcerias com a estatal, ou através de contratos firmados no passado. “Hoje é difícil encontrar novos interessados em investir aqui”. – afirma uma autoridade do governo – “Antigamente, todos queriam algum tipo de concessão. Hoje é bem mais complicado, neste clima de fim de festa”.


Não menos pessimistas são os muitos fornecedores de bens e serviços para as atividades de E&P (Exploração e Produção) de petróleo, vendo seus contratos minguando ano a ano. “Nós mesmos desenvolvemos a tecnologia para produzir este petróleo”. – diz um fornecedor – “Agora só utilizando em outra região do mundo com melhores perspectivas”.


Nas cidades portuárias costeiras, que durante décadas serviram como bases de apoio logístico e operacional às atividades de extração de petróleo offshore, o clima também é de fim de festa. Com a chegada do petróleo, estas pequenas comunidades, então dedicadas apenas à pesca, à navegação, à agricultura e ao turismo, viveram dias de glória com o progresso da indústria impulsionando seu significativo crescimento. Além da maior arrecadação de impostos e tributos, o petróleo trouxe consigo o estabelecimento das grandes bases de apoio, a proliferação dos estaleiros, a multiplicação dos fornecedores de bens e serviços e, principalmente, a vinda de numerosos trabalhadores, formando uma multidão de bem remunerados recém-chegados. Por sua vez, estes novos moradores precisavam de tudo, de casa a comércio, de serviços de subsistência a serviços públicos, de hotéis a hospitais, de escolas a clubes. Assim todas as atividades cresceram, transformando velhas vilas costeiras quase desconhecidas em modernas e industrializadas cidades portuárias, exibindo invejáveis índices de bem estar.


Agora, vive-se o ciclo oposto com o encolhimento destas comunidades. À falta de oportunidades, muitos moradores, especialmente os mais novos, passaram a migrar constantemente para outros locais no país ou no exterior. Com dificuldade, as cidades tentam retomar as velhas atividades, anteriores ao petróleo, ou iniciar outras na obstinada luta pela sobrevivência através da diversificação e a sustentabilidade. Mesmo assim, todo dia casas comerciais, fábricas e escritórios fecham suas portas, demitem empregados, provocam ondas migratórias e motivam índices negativos de crescimento. Muitos lamentam não ter investido mais – no tempo das vacas gordas do petróleo – em atividades que melhor assegurassem a atual sobrevivência.


Neste momento, o leitor já confuso e perplexo deverá estar questionando se esta triste história é verdadeira, em que tempo e espaço se posiciona e por que ocuparia agora este espaço de informação. Vamos tentar responder, por partes.


Apesar de levemente romanceados, todos os fatos que acabam de ser reportados são totalmente verídicos e atuais e estão ocorrendo precisamente agora com a indústria petrolífera offshore da Noruega, no setor correspondente do Mar do Norte. Não seria muito diferente se tratasse do setor britânico, também do Mar do Norte, igualmente em clima de fim de festa. Os dados apresentados constam da BP Statistical Review of World Energy (Junho 2008).


Julgamos oportuno divulgar estes acontecimentos para que sirvam para uma reflexão sobre o passado, o presente e o possível futuro da indústria brasileira do petróleo, ainda mais após a divulgação das fantásticas reservas no pré-sal e a aparente busca de novos marcos regulatórios, alguns com suposta base no que estaria ocorrendo na Noruega.


Como podemos verificar, poucas são as atuais semelhanças ou correlações entre o presente momento da província petrolífera produtora das Bacias do Espírito Santo, Campos e Santos, no Brasil, e do setor norueguês (ou britânico), do Mar do Norte. Pelo visto, aqui a festa continua. Creio, no entanto, que devamos desde já procurar construir conscientemente nosso futuro. Vale o exercício! (Autor: Giuseppe Bacoccoli, Geólogo do Petróleo, Professor visitante - COPPE/UFRJ. Fonte: artigo enviado via e-mail em 2009-05-25).

Brasil é o futuro do petróleo latino-americano, diz 'Financial Times'


O Brasil representa o futuro do petróleo latino-americano, em contraste com os problemas enfrentados pelos dois maiores e mais tradicionais produtores da região, Venezuela e México, segundo afirma reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário britânico Financial Times.


"Nos últimos dois anos, a Petrobras, a sofisticada empresa brasileira estatal de capital aberto, descobriu reservas tão promissoras em águas profundas na costa sudeste que os executivos estão comparando esta nova fronteira com o Mar do Norte, que salvou o mundo da crise energética criada pelo Oriente Médio nos anos 1970", diz o jornal.


A reportagem afirma que até agora o Brasil tem gerido bem sua indústria, permitindo que a Petrobras se transforme em "uma das mais avançadas companhias internacionais de petróleo".


O jornal adverte, porém, que a empresa ainda tem grandes desafios técnicos e financeiros para explorar as novas reservas de petróleo e comenta que os políticos do país ainda discutem uma nova legislação para regular o desenvolvimento dessas novas reservas.

"Enquanto as discussões em Brasília prosseguem, as histórias da Venezuela e do México deveriam servir como advertência", afirma a reportagem.


Galinha dos ovos dourados

O texto comenta os efeitos negativos da má gestão das empresas públicas de petróleo nos dois países, comparando-as à fábula da galinha dos ovos dourados.

"A indústria venezuelana de petróleo pode não estar morta, como foi o destino da galinha na fábula, mas a última onda de nacionalizações no setor pode se mostrar um golpe quase fatal, advertem executivos do setor", diz o texto.

O jornal afirma que, em seus dez anos no poder, o presidente Hugo Chávez "dizimou a PDVSA, a estatal venezuelana do petróleo, que nos anos 1990 aparecia como uma das mais bem gerenciadas do mundo".

A produção venezuelana caiu de 3,4 milhões de barris em 1999, antes de Chávez chegar ao poder, a 2 milhões atualmente.


Cofrinho

Segundo o jornal, a Venezuela não está sozinha na "má gestão de seu mais precioso recurso".

"Por mais de 50 anos, o México rivalizou com a Venezuela como o mais importante produtor de petróleo da América Latina. Mas o país também usou demais sua empresa estatal de petróleo como cofrinho para tirar dinheiro", diz o texto.

A reportagem comenta que decisões políticas deixaram a estatal Pemex endividada e com dificuldades para investir na produção e no desenvolvimento das reservas de petróleo do país.

Além disso, as leis mexicanas dificultam a participação de empresas estrangeiras, que poderiam ocupar o espaço deixado pela Pemex em relação aos investimentos.

"Apesar de recentes reformas políticas, o México agora enfrenta a assombrosa perspectiva de se tornar importador líquido de petróleo em uma década", afirma o jornal (Fonte: O Globo - Globo / BBC Brasil, 2009-05-26).

Chuva faz Petrobras fechar 315 poços no RN


As chuvas intensas que caem no Rio Grande do Norte forçaram a Petrobras a fechar temporariamente 315 poços de petróleo no Estado. A medida reduz a produção local em 3,2 mil barris por dia, o equivalente a 0,2% da produção nacional de petróleo. Segundo a estatal, cortes no fornecimento de energia e dificuldade de acesso aos campos de petróleo levaram à decisão.


O problema se concentra na região oeste do Rio Grande do Norte e no Vale do Açu, onde a estatal opera 4,3 mil poços petrolíferos. Segundo nota distribuída pela companhia, a produção suspensa é equivalente a 4,2% do volume extraído pela Unidade de Negócios Rio Grande do Norte e Ceará, responsável pelas atividades na região.


No texto, a companhia esclareceu que monitora constantemente os equipamentos para garantir a segurança ambiental e evitar danos ambientais às regiões afetadas pelas chuvas.


O corte de produção prejudica municípios e proprietários de terras da região, que são beneficiados pelos royalties e pagamento pelo uso das propriedades pela estatal. Ainda não há previsão de quando as operações serão retomadas (Fonte: Ultimo Segundo - IG / Agencia Estado, 2009-05-26).

Petrobras oferece parceria a chineses


A Petrobras ofereceu à chinesa Sinopec participação em duas áreas de concessões para exploração de petróleo na Bacia do Pará-Maranhão, considerada a nova fronteira exploratória brasileira. A oferta faz parte do memorando de entendimentos assinado pelas duas companhias na semana passada, em visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, e pode marcar a estreia dos chineses na exploração de petróleo no País.


Segundo a estatal petrolífera, porém, ainda não há definições sobre como e quando se dará a entrada da Sinopec nas concessões. O acordo anunciado entre os dois países garante à estatal brasileira um financiamento de US$ 10 bilhões do Banco de Desenvolvimento da China (CDB, na sigla em inglês) e um contrato de venda de petróleo para a China por dez anos. Em troca, garante 200 mil barris por dia ao mercado chinês e pode comprar equipamentos de fabricantes chineses.


A concessão de financiamento em troca de garantia de suprimento de petróleo é estratégia que vem sendo adotada pela China, hoje importadora de metade do óleo que consome. O país já se comprometeu a emprestar US$ 25 bilhões à Rússia e acenou com o abatimento de dívidas da Venezuela no CDB. Além disso, as empresas petrolíferas chinesas têm sido agressivas em leilões de áreas exploratórias realizados na África.


Segunda maior produtora de petróleo e maior refinadora chinesa, a Sinopec ainda não tem operações no segmento de exploração e produção de petróleo no País - apesar de contar com importante contrato com a Petrobras no segmento de dutos, para a construção de trechos do Gasoduto Sudeste-Nordeste (Gasene). A estatal informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que ainda não iniciou negociações para detalhar a entrada da empresa nas concessões do Pará-Maranhão (Fonte: Estadao / O Estado de S. Paulo, 2009-05-28).

Investimento mineiro cresce em Moçambique


O volume de investimento directo na actividade geológica-mineira em Moçambique passou de US$ 101 milhões de dólares, em 2004, para US$ 804 milhões, em 2008, segundo revelou a ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias.


Falando na Assembleia da República (AR), Esperança Bias disse que como resultado destes investimentos Moçambique registou também um aumento no valor da produção, que passou de 937,1 milhões de meticais, em 2004, para 7324 milhões de meticais, em 2008.


De acordo com a governante, a produção de recursos minerais vai ganhar ainda maior impacto no crescimento da economia e na melhoria das contas nacionais, com a concretização dos projectos em curso na área do carvão mineral, minerais industriais, para além da potencial descoberta de mais reservas de hidrocarbonetos em Moçambique.


Face ao favorável ambiente de negócios já estabelecido, nomeadamente existência de uma legislação moderna, Moçambique registou uma grande apetência que se traduziu no aumento do número de licenças para o exercício da actividade mineira. Em 2004 foram tramitados 247 pedidos de títulos mineiros, número que ultrapassou o dobro em 2008, ao se situar em 821 pedidos.


Quanto às areias pesadas de Moma, em Nampula, Esperança Bias disse que o Estado já arrecadou 1,2 milhão de meticais do Imposto de Superfície e 7,7 milhões de meticais do Imposto de Produção “royalty”, entre outros. Para além dos benefícios económicos e fiscais obtidos com a implementação deste projecto também se registaram acções no âmbito da responsabilidade social que resultaram em mais de 140 casas construídas para o reassentamento da população que residia na área em redor da mina.


Quanto ao carvão, Esperança Bias disse que se encontra na fase de produção a mina de “Chipanga XI”, localizada na província de Tete. Desde a estabilização da exploração desta mina, em 2005, foram produzidas 122,2 mil toneladas de carvão. Maior parte desta quantidade foi exportada.


Este projecto consiste na extracção de carvão em minas a céu aberto, com um investimento estimado de 1,3 bilião de dólares para a produção de 8,6 milhões de toneladas de carvão de coque por ano, para além de 2,1 milhões de toneladas de carvão de queima.


Durante a sua fase de desenvolvimento, este projecto vai empregar cerca de 4500 trabalhadores. Ainda no quadro da implementação deste projecto, está prevista a construção de uma central térmica com capacidade para produzir 1500 MW de energia.


No âmbito da responsabilidade social, este projecto já investiu cerca de sete milhões de dólares, estando previstos mais investimentos na ordem de 170 milhões de dólares para diversos programas.


Quanto à exploração de ouro, o Governo conseguiu captar, em 2005, no circuito legal, 56, 4 quilogramas deste recurso, contra 297, 8 quilogramas, em 2008. Na área de hidrocarbonetos, o país tem registado um aumento significativo da actividade de prospecção e pesquisa. Em 2004 existiam apenas quatro contratos de concessão para, em 2008, Moçambique registar 14 contratos de prospecção e pesquisa de hidrocarbonetos (Fonte: Africa 21 Digital, 2009-05-28).

Timor-Leste elege Angola como parceiro estratégico


O Primeiro-Ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, transmitiu, ontem, em Luanda, ao Presidente José Eduardo dos Santos, a vontade do seu Governo em construir com Angola uma “parceria estratégica com interesses mútuos”.


Xanana Gusmão discutiu com o Presidente angolano as perspectivas de cooperação entre Timor-Leste e Angola, durante um encontro, de cerca de uma hora, no Palácio Presidencial da Cidade Alta, onde, acompanhado do ministro angolano das Relações Exteriores, Assunção dos Anjos, foi recebido com honras militares.


À imprensa, no final do encontro, Xanana Gusmão disse que pediu ao Presidente de Angola apoio material e humano para a exploração do petróleo timorense. A produção de petróleo arrancou recentemente em Timor-Leste, que pretende obter a ajuda de Angola para melhorar as suas capacidades humanas e técnicas na exploração deste recurso.


No encontro com o Presidente angolano, Xanana Gusmão disse que expressou a sua admiração pelo ritmo de desenvolvimento económico de Angola.


- Timor-Leste - afirmou o histórico líder da resistência timorense - está numa fase de consolidação das suas instituições do Estado e deseja desenvolver a cooperação com Angola em várias áreas.


Xanana Gusmão considerou produtivo o encontro com José Eduado dos Santos, precisando que as conversações entre ambos deu para explorar as intenções de cooperação entre os dois países. O líder histórico da resistência timorense está em Angola, desde domingo último, em visita oficial, a convite do Primeiro-Ministro angolano, António Paulo Kassoma (Fonte: Jornal de Angola, 2009-05).

Irã em Angola


A petrolífera estatal iraniana Petropars meteu um peão em África ao conseguir a sua primeira licença de exploração. Teerão procurava há muito penetrar no mundo do petróleo africano, conseguiu-o agora... em Angola (Correio da Manha, 2009-05-30).

Marco regulatório do petróleo será enviado a Lula em 15 dias


O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse hoje que as propostas para o novo marco regulatório do setor de petróleo deverão ser entregues ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em até 15 dias. "Esperamos que o Congresso aprove as mudanças na lei este ano ainda", afirmou o ministro, que trabalha para voltar a leiloar as áreas do pré-sal já no final do ano que vem.


Segundo ele, a proposta escolhida pelo presidente deverá ser levada ao Congresso em julho. "Seis meses são suficientes para que o Congresso discuta o tema", afirmou Lobão, que não vê problemas em discutir o tema em meio à CPI da Petrobras. "É um assunto do interesse de todos os brasileiros", disse.


Segundo ele, a comissão interministerial vai apresentar uma série de alternativas para avaliação do presidente, indicando uma proposta preferencial. Lobão não quis adiantar qual seria o modelo de preferência da comissão, mas voltou a defender a criação de uma estatal, com a adoção do modelo de partilha de produção. Nesse modelo, explicou, a nova estatal realizaria leilões para escolher parceiros para investir em áreas do pré-sal.


Como contrapartida, ficaria com parte da receita obtida pela venda do petróleo. Lobão disse que, atualmente, a maioria dos membros da comissão aceita a proposta de criação da estatal. "A esta altura, apenas a Petrobras tem restrições a esta posição", afirmou. De todo modo, disse o ministro, a comissão interministerial estuda maneiras de não prejudicar a Petrobras, caso a empresa seja derrotada nos leilões pelo pré-sal. "Não queremos reduzir a posição da Petrobras.


"Ele acredita ainda que todos os interessados em explorar as áreas vão buscar a companhia como parceira, uma vez que a Petrobras detém a tecnologia e o conhecimento necessários para atuar no pré-sal. Se criada, disse Lobão, a nova estatal terá um limite reduzido de número de funcionários, que seriam contratados por concurso público. Caso a mudança no modelo seja aprovada ainda este ano, Lobão disse que a proposta de novos leilões será levada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que tem a atribuição de aprovar a realização de licitações e pedir à Agência Nacional do Petróleo (ANP) que prepare sugestões de áreas a serem leiloadas (Fonte: Estadao, 2009-05-29).

domingo, 24 de maio de 2009

Petrobras tem de acelerar exploração


A Petrobras terá que acelerar as atividades de exploração nos próximos três anos para conseguir delimitar a tempo as reservas de petróleo e gás nos blocos onde fez descobertas no pré-sal na Bacia de Santos e não ter de devolver áreas. A corrida contra o tempo será necessária porque a Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmou ontem uma decisão tomada no dia 12: negar à Petrobras a prorrogação por mais quatro anos do contrato de concessão de cinco blocos do pré-sal. Os contratos vencem entre 2010 e 2012.


A Petrobras poderá ficar com a parte desses blocos onde já descobriu petróleo, como Tupi — pois deve conseguir fazer a delimitação no prazo. Mas corre o risco de ter de devolver outras áreas dos blocos. Na hipótese de essas áreas serem leiloadas pela ANP, a Petrobras pode entrar na disputa. Mas o ágio no leilão deverá ser bastante elevado.


O gerente executivo de Pré-sal da Petrobras, José Formigle, garantiu que não existe risco de a estatal ter que devolver áreas onde descobriu petróleo. A estatal vai se esforçar para realocar sondas de outras áreas — inclusive do próprio pré-sal — ou contratar equipamentos para delimitar as reservas.

— Nós vamos deslocar sondas que estão operando em outras áreas. A Petrobras não vai ficar devolvendo áreas se achar que tem boas oportunidades. Pode ter certeza disso — garantiu Formigle.


O primeiro vencimento, em dezembro de 2010, é da concessão do bloco B-MS-11, onde a Petrobras descobriu as reservas gigantes de Tupi e Iara, com estimativas de extrair até 12 bilhões de barris. A Petrobras também não conseguiu a prorrogação nos blocos B-MS-9, BMS10 e B-M-S-21. No BM-S-8, onde foi descoberta a reserva de Bem-te-vi, houve só uma pequena mudança: o prazo para avaliação foi adiado para agosto de 2010 e o de complementação de serviços, para 2012.

Segundo Formigle, o pedido de prorrogação dos prazos se deveu a duas questões: a escassez de sondas com capacidade para perfurar poços em grandes profundidades e o fato de os blocos terem apresentado um grande potencial de reservas, que exige mais tempo para sua delimitação: — Na época da assinatura dos contratos não se imaginava a magnitude das reservas existentes no pré-sal.

A Petrobras tem 12 sondas de perfuração em atividade, sendo que quatro podem perfurar em águas profundas no pré-sal.

Para o analista do Banco Modal Eduardo Roche, a Petrobras ainda dispõe de tempo hábil para cumprir o cronograma: — A empresa pode ter avaliado que precisaria de mais tempo. Há problemas de infraestrutura e falta de equipamentos.

O professor do Grupo de Economia da Energia da UFRJ, Helder Queiroz, diz que a agência deveria ter alguma flexibilidade, pois a indústria fornecedora de equipamentos está aquecida: — A agência não tem que olhar apenas a lei, mas as condições de base da indústria. A lei é feita para que uma concessionária não fique sentada em um bloco ou campo, sem um programa de exploração. Não é esse o caso da Petrobras, que tem um programa definido.

Para Queiroz, sem a prorrogação pela ANP, será necessário à estatal intensificar investimentos e buscar os equipamentos de que necessita pagando ágio.

Temores de desabastecimento continuaram pressionando ontem os preços do petróleo.

Em Nova York, o barril do tipo leve americano fechou a US$ 62,04, alta de 3,4%, mas chegou a ser negociado a US$ 62,26. Em Londres, o Brent subiu 2,8%, para US$ 60,59 (Fonte: Gas Brasil / O Globo, 2009-05-21).

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Governo pode anunciar nova estatal de petróleo para pré-sal


O governo federal pode anunciar neste 1º de maio a criação de uma nova estatal ou autarquia para explorar o petróleo da camada pré-sal, de acordo com informações do jornal O Estado de S.Paulo. O modelo de exploração é discutido por várias autoridades do governo desde o ano passado e a definição já foi adiada diversas vezes.


Segundo a publicação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciaria um modelo nos moldes do utilizado na Noruega, em que uma autarquia federal seria incumbida da tarefa em sociedade com investidores.


Lula participará nesta sexta-feira de uma cerimônia que marca a extração simbólica do primeiro barril de óleo do pré-sal, na Marina da Glória, Rio de Janeiro. De acordo com o jornal Valor Econômico, ainda restam algumas dúvidas sobre o modelo - uma das questões sem definição é de que modo seria feita a capitalização da Petrobras.


A Petrobras descobriu a região pré-sal em 2007, uma faixa de 800 km que se estende do Espírito Santo a Santa Catarina e que pode conter reservas de 100 bilhões de barris de óleo equivalente, segundo analistas. Somente com as reservas já conhecidas de apenas dois campos, o Brasil dobraria as reservas atuais (Fonte: Invertia / Terra, 2009-04-30).

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Ecopetrol e Anadarko explorarão petróleo no Brasil


A empresa estatal colombiana Ecopetrol informou hoje que assinou com a americana Anadarko um acordo para explorar petróleo no litoral do Brasil.


A Ecopetrol afirmou, em comunicado, que sua filial no Brasil terá uma participação de 50% no bloco BMC-29.

"A concessão está localizada costa afora na Bacia de Campos (RJ), com uma profundidade de água entre 30 e 100 metros e com uma área de 179 quilômetros quadrados. Esta concessão foi concedida 100% à Anadarko e se encontra em fase de prospecção", afirma a mensagem.


O acordo assinado com a americana faz parte do processo de internacionalização da Ecopetrol, especialmente no Brasil.


A companhia petrolífera colombiana participa de outros blocos de prospecção e produção de hidrocarbonetos no Brasil, em conjunto com outras empresas, como a Petrobras, a Vale e a Petrogal nas bacias de Campos, de Santos e do Pará-Maranhão.


A Ecopetrol é a maior companhia da Colômbia, concentra mais de 60% da produção de petróleo do país, com 447 mil barris diários em média, e tem atividades de prospecção e produção no Brasil e no Peru (Fonte: G1 / EFE, 2009-04-14).

Sonangol associa-se à Esso para explorar bacia do Quanza


A Sonangol associou-se à Esso, uma subsidiária da ExxonMobil Corp, para analisar a possibilidade de explorar petróleo na bacia do rio Quanza, afirmou terça-feira em Luanda o chefe do Departamento de Exploração da petrolífera.


Depois de adiantar que estudos realizados indicaram a existência de 6 milhões de barris de petróleo naquela bacia, Severino Cardoso adiantou que a Sonangol poderá também explorar petróleo nas águas profundas da mesma bacia e está a ponderar investimentos em terra nas bacias dos rios Cassanje e Ocavango.


No passado, a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola retirou 80 mil barris por dia da bacia do rio Quanza mas o início da guerra civil após a independência do país da antiga potência colonial Portugal forçou a estatal a parar com essa actividade.


Angola, actualmente o maior produtor africano de petróleo depois da Nigéria, retira a maior parte da sua produção de 1,6 milhões de barris por dia de poços no mar (Fonte: Macauhub, 2009-04-15).

Lobão descarta regulamentação do pré-sal em 1º de maio


O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, descartou a possibilidade de o marco regulatório da exploração de petróleo na camada do pré-sal ser anunciado já em primeiro de maio, como esperava. "Infelizmente eu posso dizer para vocês que nós não teremos esta regulamentação no dia primeiro de maio. Até lá não será possível realizar aquela reunião final que teríamos que realizar, do ponto de vista do Ministério de Minas e Energia. Este é um trabalho concluído, mas temos que discutir com seriedade, com prudência, com cuidado e no dia primeiro de maio nós iremos a Tupi. O presidente (Luiz Inácio Lula da Silva) já marcou, vamos retirar o primeiro petróleo do pré sal", declarou Lobão, sem querer atribuir responsabilidades pelo atraso.

"Ninguém está emperrando, a não ser o fato de muitas vezes nós não termos conseguido reunir todos os ministros que compõem a comissão interministerial. Daí porque nós não fizemos essa reunião", declarou Lobão, que não quis sinalizar também qual é o modelo de exploração de sua preferência.

O ministro assegurou que o governo não vai realizar nenhum novo leilão na região do pré sal, antes da definição do novo modelo de regulação (Fonte: Estadão, 2009-04-16).