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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Manutenção em plataformas reduz produção de petróleo da Petrobras


A produção de petróleo da Petrobras nos campos nacionais recuou 0,7% em janeiro na comparação com o mês anterior, para de 1.972.792 barris/dia. Incluindo gás, a produção da Petrobras alcançou 2.284.440 barris diários, uma queda de 1,0% frente a dezembro.


Segundo a estatal, o recuo foi conseqüência de manutenção preventiva em três plataformas da Bacia de Campos. Na comparação com janeiro de 2009, no entanto, esses volumes representam um crescimento de 2,5% na produção de petróleo e de aumento de 2,9% incluindo gás. Considerando as operações da estatal no país e no exterior, a produção média de petróleo e gás natural atingiu, em janeiro deste ano, a média diária de 2.525.754 barris de óleo equivalente (boed) - resultado 3,8% acima do volume do mesmo mês de 2009.


Apenas no exterior, o volume atingiu 241.314 boed em janeiro, uma alta de 12,3% sobre a produção de janeiro de 2009. "Contribuíram para o resultado a entrada em produção do campo de Akpo e de novos poços no campo de Agbami, ambos na Nigéria. Quando comparado com dezembro de 2009, o volume apresentou uma redução de 1%, devido a intervenções em poços para recuperação de produção no campo de Akpo, na Nigéria", diz a estatal em nota (Fonte: G1 - Globo, 2010-02-24).

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Petrobrás ''queimou'' R$ 1,5 bi em gás em 2009


Na contramão de outros países que vêm conseguindo reduzir a queima da gás natural, a Petrobrás registrou em 2009 um aumento desta queima em grandes proporções. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), a estatal atingiu uma média de 9,38 milhões de m³ queimados em suas plataformas por dia no ano passado, o que representa um aumento de 56,5% sobre a queima média diária em 2008. O volume é recorde em um ano e coloca o Brasil no oitavo lugar em queima de gás no mundo, num ranking em que a campeã, Rússia, reduziu sua queima em 10% em 2009 sobre 2008. Há dois anos, o Brasil era o 17º nesse ranking.


De acordo com especialistas consultados pelo Estado, considerado o valor de US$ 7 por milhão de BTU (British Termal Unit) cobrados pela companhia para entregar o gás natural no maior mercado consumidor do País, que é São Paulo, a Petrobrás deixou de ganhar em 2009 algo em torno de R$ 1,5 bilhão. Os mesmos especialistas lembram, no entanto, que não é possível eliminar por completo a queima do gás natural. Há uma parte desta queima que é considerada "técnica", já que, no Brasil, o combustível é produzido associado ao óleo e, como em alguns locais a proporção desta produção é pequena, não justifica a construção de infraestrutura para carregá-lo para o mercado consumidor.


"Se ele não fosse queimado e apenas jogado na atmosfera, o impacto ambiental poderia ser muito maior. O metano emitido pelo gás é 21 vezes mais nocivo que o gás carbônico produzido pela queima", ressaltou o especialistas Luis Olavo Dantas. A título de comparação, estudo da Coppe/UFRJ de 2007 para a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da prefeitura de São Paulo estima que todo o transporte rodoviário na capital paulista lance na atmosfera 7,6 milhões de toneladas de CO2 por ano. É o setor que mais polui a cidade. Naquele ano, quando a Petrobrás queimou em média 4 milhões de m³ de gás natural por dia, foi jogada na atmosfera a mesma quantidade de CO2. A própria Petrobrás mantém um programa que visa a redução desta queima. A estatal tem como meta o aproveitamento de 92% do gás extraído. Em 2009, esse índice ficou em 80%. No ano passado, segundo a diretora de Gás e Energia da companhia, Maria das Graças Foster, o aumento da queima se justificou por problemas técnicos e paradas para manutenção em plataformas.


Visando coibir a queima, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro colocou em discussão em novembro uma possível taxação sobre o gás natural queimado. A proposta, ainda não votada, prevê uma alíquota de 6% de ICMS sobre essa queima. Tanto a Petrobrás como especialistas, descartam, entretanto, que a queima ocorrida no ano passado tenha origem no excedente de produção. Em 2009, a Petrobrás viu seu mercado consumidor encolher tanto em consequência da crise econômica internacional - que reduziu a atividade industrial - quanto pela redução do volume de energia gerado a partir das usinas térmicas movidas a gás, por causa do elevado nível dos reservatórios das hidrelétricas.


O mercado consumidor caiu de 65 milhões para 48 milhões de m³ por dia, em média, considerando 28 milhões de m³ de gás nacional e 20 milhões importados da Bolívia. "Não é possível atribuir o volume queimado a um excedente de consumo, apesar de o excedente existir, porque seria leviano. Só a Petrobrás tem condições de avaliar a produção e a perda existente em cada plataforma de produção", disse o consultor Marco Tavares, da Gas Energy (Fonte: Estadão, 2010-02-21).

quinta-feira, 30 de abril de 2009

ANP pesquisará novas áreas de petróleo no CE


Os novos estudos já contam com R$ 15 milhões. Caso confirmado óleo, novos blocos podem ser leiloados no Ceará.


A Agência Nacional de Petróleo (ANP) irá avançar na procura por novos territórios petrolíferos no Ceará. Duas novas áreas já estão incluídas nos planos de pesquisa do órgão e já contam com R$ 15 milhões reservados para a realização, neste ano, de levantamentos geoquímicos para verificar se existe, ou não, petróleo e gás em quantidades comercializáveis. O valor será utilizado para pesquisar toda a Bacia do Ceará e parte da Bacia do Araripe. Entretanto, a inclusão de toda a região do Cariri, que fica nesta última bacia, também já está garantida.


A confirmação dessas pesquisas foi dada pelo presidente da ANP, Haroldo Lima. Através do Ofício IA nº 047-2009, ele assegura: ´informamos que as Bacias do Ceará e Araripe estão inclusas no Plano Plurianual de Geologia e Geofísica da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e para ambas as bacias existem investimentos previstos para o corrente ano.


A Bacia do Ceará já é explorada em plataformas marítimas no município de Paracuru. Entretanto, ainda não existe um conhecimento completo do potencial da bacia, que se estende por todo o litoral leste do Estado, abrangendo ainda o Piauí. De acordo com a ANP, os estudos serão realizados mais precisamente na porção marítima das extensões das sub-bacias de Piauí, Acaraú e Icaraí. O levantamento abrangerá uma extensão geográfica de 7,4 mil quilômetros quadrados.



Novos blocos em leilão


´(...) serão coletadas amostras de assoalho oceânico visando identificar e caracterizar a presença de geração de óleo e/ou gás na bacia´, explica o ofício. ´No caso de detectar a presença de hidrocarbonetos em parte significativa das amostras coletadas, ocorrerá uma importante elevação da atratividade dessa bacia, ou seja, diante de um resultado positivo desse levantamento, será possível a seleção de áreas para a oferta de concessões de blocos em futuras licitações´.


Já a Bacia do Araripe, localizada na região sul do Estado e englobando o Cariri cearense e os estados de Pernambuco, Piauí e Paraíba, ainda não foi explorada. Matéria publicada pelo Diário do Nordeste na edição do dia 12/3/2009 já informava, entretanto, que um estudo já vem sendo feito no local por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em parceria com a Petrobras, para identificar a possibilidade de existência de óleo na área.


Desta vez, a ANP afirma que irá coletar 2000 amostras de solo, com as quais fará análises laboratoriais e interpretação de dados geoquímicos. ´Este estudo visa à identificação de possíveis acumulações de hidrocarbonetos em superfície e a delimitação de áreas com maior atratividade exploratória´, informa a ANP. Será estudada uma área de 7.500 quilômetros quadrados e, assim como na do Ceará, caso seja detectada presença significativa de óleo e gás, ocorrerá uma importante elevação da atratividade da bacia.


A Superintendente de Definição de Blocos da ANP, Kátia da Silva Duarte, explica que ainda existe uma baixíssima densidade de dados a respeito da Bacia do Araripe, que possui apenas dois poços perfurados. Segundo ela, mesmo que não possua nenhum sistema petrolífero comprovado, a bacia pode vir a ter interesse exploratório no futuro.


De acordo com o senador Inácio Arruda, que se reuniu com o diretor da ANP no mês passado, os estudos nessas áreas serão licitados e contratados esse ano para que, no ano que vem, a pesquisa tenha início. Até o final de 2010, os resultados deverão estar prontos, afirma o senador.



Cariri


Inácio informa ainda que, nesse plano, está incluída, na Bacia do Araripe, apenas a área que envolve a Chapada do Araripe, não abrangendo toda a extensão da bacia. ´Entretanto, solicitei que a ANP ampliasse a área e o diretor me garantiu que ela será estendida para todo o Cariri cearense. Ainda não tem um valor fechado para as pesquisas nessa área, mas o estudo será contratado no ano que vem´, explica.



EM MARÇO


Petrobras: mais um recorde de produção

Atualmente, a produção privada de petróleo no Brasil gira em torno dos 60 mil barris por dia


Rio. A Petrobras bateu novo recorde de produção de petróleo em março, atingindo a média de 1,992 milhão de barris por dia no Brasil. O volume é 2,7% superior ao registrado em fevereiro, o que representa um crescimento de 52 mil barris por dia, e 10,6% maior que o de março de 2007.


Segundo a empresa, o recorde foi proporcionado pela entrada de novos poços em operação nas plataformas Cidade de Niterói e P-53, no Campo de Marlim Leste, e P-54, em Roncador, ambos na Bacia de Campos. Somando o gás natural, a estatal produziu no Brasil uma média de 2,315 milhões de barris de óleo equivalente por dia. Houve crescimento expressivo na produção interna de gás, que atingiu 51,4 milhões de barris por dia, volume 5,2% superior ao registrado em fevereiro. Segundo a empresa, a maior produção é fruto de flutuações do mercado, o que pode indicar alguma recuperação no consumo do combustível.


Meta atingida

Para a analista Camila Saito, da Tendências Consultoria Integrada, o desempenho da estatal nos três primeiros meses do ano indica que a média de produção estipulada para 2009, de 2,05 milhões de barris de petróleo por dia, será atingida. ´Para este ano, nossa expectativa é de que a produção nacional se situe entre 2,06 milhões e 2,10 milhões de barris por dia´, diz a especialista. ´Além da Petrobras, a Shell e a Chevron deverão contribuir para a evolução da produção nacional no segundo semestre´, completa Camila.


Atualmente, a produção privada de petróleo no Brasil gira em torno dos 60 mil barris por dia, extraídos principalmente dos Campos de Bijupirá-Salema, que tem participação da Shell, e Polvo, operado pela norte-americana Devon.


Há também pequena produção por empresas privadas em campos terrestres, principalmente na região Nordeste.


No exterior

As atividades internacionais da Petrobras não repetiram o bom desempenho no Brasil. A produção de petróleo em outros países caiu 1,25%, na comparação com o mês anterior, para 126,2 mil barris por dia.


A produção de gás diminuiu 2,83%, para 16,378 milhões de metros cúbicos por dia. A estatal não explicou, entretanto, a razão da queda (Fonte: Diario do Nordeste - Globo, 2009-04-25).

Petrobras bate recorde mensal na produção de petróleo e gás


A Petrobras bateu em março último o recorde de produção de petróleo equivalente (petróleo e gás natural), ao atingir a extração média de 2.315.276 barris/dia. O resultado chega a ser 9,5% superior ao volume produzido no mesmo mês do ano passado e 3% maior que a de fevereiro deste ano.


Isoladamente, a produção de petróleo nos campos do país atingiu os 1.991.934 barris/dia, superando em 10,6% a produção média de março de 2008 e em 2,7% a de fevereiro deste ano, também um resultado recorde na história da companhia.


Os dados foram divulgados hoje (24) pela estatal, que atribuiu o resultado ao crescimento da produção na Bacia de Campos, no norte fluminense, com a entrada em produção de novos poços em algumas áreas de produção. Com isso, houve um incremento da extração nas plataformas P-53, e FPSO Cidade de Niterói (ambas em Marlim Leste); e na P-54 (Roncador).


A Petrobras informou ainda que no dia 19 de março conseguiu extrair 2.042.559 barris – a maior produção já obtida em um único dia pela estatal.


Já a produção de gás natural dos campos nacionais atingiu em março 51.407 milhões de metros cúbicos diários, resultado ligeiramente superior aos 48.867 milhões de metros cúbicos diários produzidos em fevereiro de 2009.


Os dados indicam que, somadas as produções dos campos da empresa
no Brasil e no exterior, a produção total de petróleo e gás natural atingiu, em março último, a média diária de 2.537.873 barris de óleo equivalente (BOE) diários.

O resultado foi 8,5% maior que a produção de igual mês de 2008 e 4,3% acima do volume total extraído em fevereiro deste ano.


O volume de petróleo e gás natural proveniente dos nove países onde a Petrobras mantém ativos de produção, em barris de óleo equivalente, chegou a 222.597, 1,9% inferior ao volume produzido no mês anterior e 1% abaixo da produção de março de 2008 (Fonte: Paraiba / Agencia Brasil, 209-04-25).

sexta-feira, 13 de março de 2009

Investidor recebe com frieza os resultados da Petrobras


Logo depois de anunciar um lucro anual recorde de R$ 33 bilhões, a Petrobras não teve um grande desempenho das suas ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). As ações preferenciais subiram apenas 0,11%, enquanto as ordinárias (com direito a voto) apresentaram valorização de 0,25%. No ano, as ações preferenciais têm alta de 12,47%, mas nos últimos 12 meses a perda chega a 32,48%. O Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, encerrou o dia com retração de 0,98%, aos 36.741 pontos.


Para George Sanders, estrategista de renda variável da Infinity Asset Management, alguns fatores fizeram com que as ações apresentassem este desempenho. "Primeiro, foram as bolsas lá fora, que estão em queda. Depois, tem a questão do petróleo, que está com um valor muito baixo. E, por fim, o balanço da companhia que veio dividido e os investidores não gostaram do alto preço na produção e de o resultado ter sido ajudado pelo movimento cambial", explica Sanders.


Luiz Otávio Broad Nunes, analista do setor petrolífero da Ágora Corretora, creditou o desempenho apagado das ações da companhia ao desempenho do Ibovespa. "A Bolsa caiu quase 1%, este foi o principal fator de a Petrobras não conseguir um bom dia no mercado", afirma o analista.


O volume financeiro da Bolsa foi de R$ 2,7 bilhões, com 221.870 contratos negociados no dia. As ações PN da Petrobras foram as mais negociadas no pregão desta segunda-feira, com volume financeiro de R$ 692 milhões. As ON ficaram com a terceira maior negociação, com montante de apenas R$ 165,7 milhões.


O plano de investimentos da Petrobras para o período de 2009 a 2013 será de US$ 174,4 bilhões, e este também é um dos pontos que preocupam alguns investidores, principalmente os de curto e médio prazo. "Na minha opinião, a Petrobras esta caminhando na contramão do mercado, realizando investimentos enquanto o mundo passa por um período de desaceleração e recessão", acredita Sanders.


Quanto ao audacioso plano de investimentos, Broad é mais confiante e afirma que esta não é a principal preocupação do investidor no momento. "Com este plano, fica claro que a companhia vai ter mais despesas, mas, pensando no longo prazo, a Petrobras poderá se beneficiar de um aumento de produção vindo dos investimentos realizados", diz ele.


Para fazer uma análise de o que o mercado pode querer com as ações da Petrobras, Sanders prefere esperar porque ainda faltam divulgações que podem mudar o destino de alguns investidores. "A cautela deve continuar até a companhia divulgar seus resultados no mercado externo, acho que isso deve ocorrer até dez dias após a divulgação do Brasil. Como lá fora a regra contábil é mais exigente, é mais correto esperar para ver o que vai acontecer", disse ele.


Neste mês a WinTrade, home broker da Alpes Corretora, colocou em sua carteira recomendada as ações preferenciais da estatal. "A petrolífera reagiu bem tanto às declarações de seu presidente - de que não pretende, por enquanto, ajustar para baixo os preços da gasolina - quanto ao comportamento do preço do petróleo, que pelo terceiro mês consecutivo conseguiu se sustentar acima dos US$ 45,00 o barril", explicou a corretora, em sua carteira recomendada, que segue a mesma recomendação do mês de fevereiro. Não só a estatal fez parte da continuidade, como as demais companhias brasileiras.



Mercado externo


Ontem a Petrobras começou a explorar o campo de petróleo de Akpo, localizado em águas profundas da Nigéria. A estatal detém 16% de participação, em parceria com a francesa Total (operadora do bloco), as nigerianas Nigerian National Petroleum Corporation (NNPC) e South Atlantic Petroleum (Sapetro), além de uma petrolífera chinesa. O início da produção estava previsto para abril, mas a operadora conseguiu antecipar o cronograma em um mês.


Outro ponto que pode ser positivo para os investidores brasileiros e estrangeiros, e será aguardado no mercado de hoje, foi a publicação em um jornal espanhol de que o presidente dos EUA, Barack Obama, tem interesse em mais petróleo brasileiro.


Possível acordo para aumentar fluxo de venda de petróleo brasileiro para os Estados Unidos impediram que as ações da Petrobras fechassem em queda ontem, mesmo com baixa da Bolsa de Valores (Fonte: DCI, 2009-03-10).

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Petrobras: produção de petróleo ficou estável em julho


O volume de produção de óleo pelo Petrobras em julho foi de 1,867 milhão de barris por dia, exatamente igual ao do mês anterior. A produção ainda está 133 mil barris por dia menor do que a meta de 2 milhões de barris diários prevista para ser a média anual da estatal no fim do ano. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a média diária está em 1,839 milhão, 2,6% maior do que a registrada em 2007.


No mês de julho, a Petrobras registrou queda de cerca de 1 milhão de metros cúbicos por dia de gás natural, o que equivale a 2,1% de redução na produção diária em relação ao mês de junho. A estatal produziu em julho uma média de 52,254 milhões de metros cúbicos diários de gás natural no País. No acumulado dos sete primeiros meses do ano a produção diária de gás natural foi de 50,051 milhões, volume 15,5% maior do que na média de 2007.


No total, considerando também a sua produção de gás e óleo no exterior, a Petrobras teve um aumento de 3,2% na média dos sete primeiros meses sobre o volume total em 2007. Na média acumulada, o volume é de 2,375 milhões de barris por dia. Em julho, a produção média total foi de 2,42 milhões de barris por dia, volume estável em relação em relação a junho (Fonte: A Tarde, 2008-08-19).

Lula quer distribuir melhor royalties do Pré-Sal


Em reunião do Conselho Político hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a regulamentação da exploração do petróleo da camada pré-sal deve alterar o pagamento de royalties para beneficiar regiões que não são produtoras de petróleo e destinar recursos para a área social, segundo contaram líderes partidários que estiveram no encontro hoje no Palácio do Planalto.


"Vai ser estudada uma forma de os royalties chegarem aos outros Estados. Os royalties terão de ser distribuídos de uma maneira melhor", afirmou o líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), depois da reunião. "O presidente disse que o regulamento da exploração do petróleo vai destinar recursos para a área social", disse o líder do PP na Câmara, deputado Mário Negromonte (BA). "O presidente quer fazer da melhor forma possível para atender as questões sociais", acrescentou Negromonte (Fonte: G1-Globo, 2008-08-19).

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Angola ultrapassou Nigéria como maior produtor de petróleo no continente africano


A produção petrolífera de Angola foi a maior do continente africano no mês de Abril, superando a da Nigéria, afectada por ataques a instalações petrolíferas, segundo dados hoje divulgados pela Organização de Países Exportadores d Petróleo (OPEP).

A OPEP indica que em Abril, Angola produziu em média 1,873 milhões de barris de petróleo, mais 55 mil do que a Nigéria.

No final de Abril, a produção petrolífera da Nigéria estava nos 1,36 milhões de barris, 40 por cento da capacidade instalada no país, que é anualmente o maior produtor de petróleo em África desde 1978, e no ano passado atingiu um débito de perto de 2,4 milhões de barris diários.

A redução deve-se aos constantes ataques por parte de rebeldes no Delta do Níger, "coração" da produção de petróleo no país, que reclamam contra a poluição causada pela indústria petrolífera e exigem parte da riqueza produzida na região.

A produção na Nigéria foi entretanto regularizada, mas a situação no terreno continua a ser instável, e a generalidade dos analistas admitem a ocorrência de novos ataques a plataformas petrolíferas ou oleodutos.

Angola aderiu à OPEP no início deste ano, e tem uma quota de produção de 1,9 milhões de barris.

Entre os três maiores produtores africanos está ainda a Líbia, com 1,72 milhões de barris (Fonte: RTP/Lusa, 2008-05-15).

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Petrobras teve lucro recorde em 2006

A Petrobras registrou lucro recorde de R$ 25,9 bilhões ao longo de 2006, com alta de 9% em relação ao ano anterior. O resultado é o maior já obtido por uma empresa brasileira e representa um ganho de R$ 5,94 por ação, contra R$ 5,34 no ano anterior. Segundo o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da estatal, Almir Barbassa, o lucro é atribuído ao aumento do preço de realização do petróleo, que subiu 21% na comparação anual, e ao volume total vendido no Brasil, que ficou 3% maior.
As vendas totais da empresa, incluindo suas operações no exterior, subiram 19% em função da compra da refinaria de Pasadena, no Texas, e de ativos da Shell no Paraguai, Uruguai e Colômbia. Já a produção da estatal aumentou cerca de 6% no Brasil na comparação entre um ano e outro. Mas, quando considerada a área internacional, esta alta é de apenas 4%. - A nossa produção só não foi maior em função da renegociação de contratos na Venezuela e de negociações salariais na Argentina, que acabaram paralisando a produção - explicou.
Perdas na Venezuela com novos contratos
Os novos contratos da Venezuela fizeram com que a participação da empresa em seus negócios no país, por meio da Petrobras Energia, baixasse de 100% para 40%.- Perdemos receita porque perdemos produção e isso teve um grande efeito no ano. Com a mudança, tivemos um impacto de R$ 380 milhões no lucro bruto do país, que ficou em R$ 94 milhões, contra R$ 164 milhões em 2005 - explicou. Perdas na Bolívia Apenas na Bolívia, o lucro líquido da Petrobras recuou de R$ 250 milhões em 2005 para R$ 57 milhões no ano passado. O aumento dos impostos
promovido por Evo Morales representou um gasto adicional de R$ 210 milhões para a empresa brasileira.
Além disso, havia um contrato de hedge com a empresa boliviana Andina que, em 2005, havia permitido que a Petrobras provisionasse um ganho de R$ 400 milhões em 2005. Com o cancelamento do contrato no ano passado, a empresa teve que computar uma perda de R$ 170 milhões em 2006. Prejuízo da área de gás e reajuste à vista
O prejuízo líquido da Petrobras na área de Gás e Energia em 2006 duplicou na comparação com o ano anterior. No ano passado, a empresa teve perdas de R$ 1,188 bilhão com as atividades no segmento, contra um impacto negativo de R$ 520,345 milhões em 2005.
A ampliação do prejuízo foi registrada mesmo com a compra de térmicas no Brasil. Em função de contratos firmados no governo de Fernando Henrique Cardoso, a Petrobras, antes das aquisições, tinha que remunerar essas empresas ainda que elas não produzissem sequer um megawatt de energia. Ainda assim, a área de Gás e Energia contribuiu com R$ 990 milhões para o lucro operacional da Petrobras no ano passado, de R$ 42,237 bilhões. De acordo com Barbassa, houve aumento do consumo de gás natural veicular e de gás industrial. Segundo ele, o preço do gás natural no Brasil terá que ser reajustado. - O gás ainda está muito atrativo, o que vai levar a um ajustamento do preço no momento oportuno. Por isso, houve um crescimento tão grande tanto no segmento de GNV (Gás Natural Veicular) quanto no de gás industrial - disse. Crescimento do lucro em dólares Segundo nota divulgada pela empresa, o resultado representou o maior crescimento de lucro em dólares entre as grandes operadoras do setor, que também registraram resultados recordes impulsionadas pela alta do preço do petróleo. A americana Exxon, maior petroleira do mundo com ações em bolsa, teve lucro recorde em 2006 de US$ 39,5 bilhões , três vezes maior do que o da estatal brasileira. Outra gigante, a Shell lucrou US$ 25,36 bilhões .
Resultado trimestral decepcionante
No quarto trimestre do ano a estatal teve lucro líquido de R$ 5,2 bilhões, com queda de 35,8% na comparação com os últimos três meses de 2005, quando o ganho foi de R$ 8,1 bilhões. A redução foi atribuída ao aumento dos custos do estoque do petróleo, de acordo com o diretor Financeiro e de Relações com investidores da empresa, Almir Barbassa. - Compramos o produto a um determinado custo no terceiro trimestre do ano, que só foi usado no quarto trimestre, quando o preço já havia baixado (com a redução das cotações do petróleo no mercado internacional). Em função desta queda, nosso preço de exportação foi inferior ao cobrado no terceiro trimestre. Além disso, tivemoso impacto do dissídio coletivo, que foi dado em setembro, mas que acaba onerando o quarto trimestre - explicou. O custo de extração da Petrobras, considerando as participações governamentais, subiu 20% entre 2005 e 2006. De acordo com Barbassa, a Petrobras irá distribuir dividendos da ordem de R$ 7,9 bilhões relativos ao ano de 2006 a seus acionistas. Petrobras teve lucro recorde de R$ 25,9 bilhões em 2006 . (O Globo Online)