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sábado, 29 de agosto de 2009

México quer acordo Petrobras-Pemex para aumentar produção


Uma aliança entre a empresa mexicana de petróleo Pemex, que detém o monopólio no país, e a Petrobras seria um "importante e fundamental" caminho para ajudar a melhorar a produção do produto no México, afirmou neste sábado um senador do partido governista em entrevista publicada em um jornal.

Na semana passada, o presidente do México, Felipe Calderón, afirmou, durante viagem ao Brasil, que estava interessado em um acordo com a Petrobras para aumentar a produção petrolífera de ambos os países.

"Essa aliança com a Petrobras seria importante e fundamental. A atual legislação permite isso e seria bom criá-la agora", afirmou ao El Universal o senador Ruben Camarillo, do Partido da Ação Nacional, que também é secretário da comissão de energia do Senado.

A produção da Petrobras aumentou nos últimos anos, enquanto a Pemex tem enfrentado dificuldades com a queda da produção e o encolhimento das reservas.

A diminuição na produção de petróleo é uma grande ameaça às finanças do governo mexicano, que depende dos impostos petrolíferos para formar cerca de 40 por cento do orçamento federal.

A Constituição mexicana limita o investimento estrangeiro na indústria energética do país, mas algumas parcerias com a Pemex são permitidas, contanto que não envolvam companhias que sejam pagas com uma fatia dos lucros.

A Pemex espera aumentar a produção de petróleo para 2,65 milhões de barris por dia até o final desde ano, acrescentando novos poços em seu projeto Chicontepec.

Mas analistas estão céticos de que a companhia domina os desafios técnicos e logísticos de desenvolver o petróleo bruto no local (Fonte: O Globo / Reuters, 2009-08-22).

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Brasil fecha mercado para estatal venezuelana


O Governo do Brasil não vai deixar a estatal de petróleo venezuelana PDVSA entrar no mercado de distribuição de combustíveis na Região Nordeste do país, como é intenção da companhia. Nesta sexta-feira, o Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, deixou clara essa posição brasileira, argumentando que se a PDVSA entrasse na venda de combustíveis, principalmente de óleo diesel, acabaria com o mercado de distribuição no Nordeste.


Com essa posição do Brasil ficará difícil a PDVSA se associar com a Petrobras na construção da refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, como estava sendo negociado entre os dois países e as duas empresas há três anos. O ministro Edison Lobão disse, no Rio de Janeiro, que o governo brasileiro não vai aceitar a intenção da PDVSA de vender a sua parcela de combustíveis na região Nordeste do Brasil. Segundo ministro, se a PDVSA vender óleo diesel como pretende, destruiria totalmente o mercado brasileiro de distribuição de combustíveis no Nordeste, pois eles venderiam a preços muito baixos.


"A Venezuela quer levar o diesel para vender para onde quiser, para a própria Venezuela ou outros países, ou então vender no Brasil diretamente. E nós não aceitamos essa venda lá no Pernambuco e no Nordeste, porque será uma competição que vai fechar muitas distribuidoras. Vai quebrar nossas distribuidoras porque vão vender a preços de banana" - destacou o ministro.

A Petrobras e a PDVSA discutem a sociedade na refinaria já há três anos, pela qual a Petrobras ficaria com 60% do negócio e a PDVSA com os outros 40%. A refinaria Abreu Lima terá capacidade para processar 300 mil barris por dia de petróleo pesado, dos quais metade serão da produção nacional da Petrobras e a outra metade viria da Venezuela. Outro ponto polêmico em discussão é em relação aos preços de venda do petróleo da PDVSA para a refinaria. A estatal venezuelana quer fixar preços para o petróleo bem acima das cotações internacionais.


O ministro Edison Lobão disse que a decisão final sobre a participação ou não da PDVSA na refinara de Pernambuco será definida em reunião no próximo dia 17 de fevereiro.


"A PDVSA ainda não entrou no projeto da refinaria. Só tem acordo de intenções assinado. Ainda não se fez um acordo definitivo, o que deve ocorrer no dia 17 de fevereiro, (quando) vamos fechar o acordo ou não fechar mais" - concluiu o ministro (Fonte: Jornal Dia Dia, 2009-02-01).

sábado, 31 de janeiro de 2009

Petróleo nosso, um afrodisíaco


Se olharmos o passado, a Petrobras nunca se meteu em aventuras. Sempre foi cautelosa em anunciar descobertas ou o aumento de suas reservas, de forma conservadora. O melhor exemplo disso é o comportamento adotado na questão do petróleo do pré-sal no litoral de Santos.


Em 2001, os levantamentos por satélite do Geological Survey dos Estados Unidos, já apontavam a localização de importantes jazimentos de óleo a grande profundidade na região da bacia de Santos, em volumes que podiam chegar a 30 bilhões de barris.


Desde então a Petrobras se dedicou a pesquisar com mais intensidade a área, atraindo discretamente parcerias privadas nacionais e estrangeiras, até que as perfurações exploratórias confirmaram a existência de óleo e gás em escala comercial.


Os primeiros anúncios oficiais datam de três ou quatro anos atrás, sempre com números conservadores em relação aos volumes mas hoje não é mais segredo que a soma das descobertas comprovadas está em torno de 80 bilhões de barris. Para se ter uma ideia, semana passada o presidente da Exxon (maior empresa mundial de petróleo), que se associou à exploração de uma pequena área de Tupi, deixou o Brasil calculando que tem lá entre 8 e 10 bilhões de barris. É algo equivalente ao que nós temos hoje em reservas.


Há quem levante dúvidas sobre nossa capacidade técnica e quanto às limitações financeiras para a extração, transporte e industrialização do óleo e gás em grandes profundidades e à distância de 200 ou 300 quilômetros da costa. A Petrobras apresentou um programa bem razoável de exploração, equilibrado, que vai atrair investimentos tanto nacionais como do exterior, estimulados pela demanda do setor nos próximos anos.


Quanto aos recursos tecnológicos, a Petrobras tem uma liderança mundial na exploração a grandes profundidades no mar e nossa indústria já alcançou um estágio de sofisticação que lhe permite atender à substanciais encomendas de equipamentos.


O certo é que vai ter uma demanda nova para a fabricação de equipamentos para o setor de petróleo que a nossa indústria terá que atender. Obviamente que uma parte das encomendas será suprida por fabricantes estrangeiros. Acredito que alguns terão que se instalar aqui para aproveitar as oportunidades de um negócio com enorme potencial de crescimento.


Joelmir Betting no jornal da TV Bandeirantes esta semana, com seu habitual senso de humor, referiu-se ao "efeito afrodisíaco" que plano estratégico da Petrobras para 2009/2013 vai exercer na economia brasileira. É uma boutade perfeitamente adequada, pois o programa do pré-sal tem tudo para se tornar o estímulo que faltava para a aceleração do crescimento pelos próximos anos, garantindo à atual geração de brasileiros que o processo não será interrompido nem por crises de energia nem por déficits em conta corrente.


Vai exigir trabalho inteligente - sem afobações ou surtos midiáticos - e paciência necessária para a maturação do programa que deverá atingir a "velocidade de cruzeiro" daqui a seis ou sete anos.


Não vai depender somente da Petrobras, mas principalmente de ajustes na política de juros, para reduzir as atuais taxas dos níveis indecentes que só o Brasil pratica, a alguma coisa próxima a 3% ao ano reais, como existe nos demais países (Fonte: Diário Comércia Indústria, 2009-01-30).

terça-feira, 22 de abril de 2008

Irã interessado em explorar petróleo em Angola


A companhia nacional de petróleos e gás do Irão -Petropars- está interessada em participar na exploração de petróleo em Angola, segundo refere o portal do Ministério do Petróleo do Irão.


O Director-Geral da Petropars, Gholam-Reza Manouchehri disse que a companhia nacional de petróleos tem vindo a avaliar vários oportunidades de investimento em África e Angola é uma das prioridades. "Para a semana vamos estudar em pormenor o modo como poderemos participar no desenvolvimentro de um poço de petróleo em Angola", disse.


O Irão é o quarto maior exportador de petróleo do mundo e possui as segundas maiores reservas de gás do mndo logo depois da Rússia (Fonte: Macauhub, 2008-04-14).

segunda-feira, 31 de março de 2008

Angola fornecerá combustíveis à Zâmbia

A Zâmbia anunciou hoje que vai passar a recorrer a Angola e outros produtores de petróleo regionais para suprir as suas necessidades de combustíveis, diminuindo as suas compras a países do Médio Oriente. "O governo vai investir 150 milhões de dólares na aquisição de equipamento a usar no processamento de crude de Angola e outros fornecedores regionais", afirma o secretário de Estado zambiano para a Energia, Peter Mumba, em declarações na edição de hoje do diário estatal Times of Zambia.

O mesmo responsável afirma que a alteração de estratégia permitirá à Zâmbia reduzir o preço dos produtos petrolíferos, actualmente dos mais elevados da África Austral.

Mumba não referiu prazos para instalação do equipamento de refinação ou para o início da aquisição de crude angolano.

A refinaria zambiana, em Indeni, não tem actualmente capacidade para refinar o petróleo angolano, o que obriga à necessidade de modernização.

O anúncio surge na sequência da visita a Angola do presidente da Zâmbia, Levy Mwanawasa, na semana passada.

A energia foi um dos sectores que o chefe de Estado zambiano e o seu homólogo angolano, José Eduardo dos Santos, definiram como alvo para "fortalecimento das relações comerciais" (Fonte: RTP, 2008-03-27).

Petrobras continuará parceria em Carabobo


O presidente Hugo Chávez disse nesta quinta-feira (27) que a PDVSA (petrolífera estatal venezuelana) quer a parceria da Petrobras na exploração e produção de petróleo na Faixa do Orinoco, na Venezuela. Segundo ele, a PDVSA já atua na região com países como Rússia, França, Noruega, Itália e Cuba, entre outros.


A participação brasileira vem sendo negociada pela Petrobras e pela PDVSA de forma casada ao acordo de associação da Refinaria Abreu e Lima, no Complexo Aeroportuário de Suape. Nesta quarta-feira (26), após assinatura de acordo definindo as bases de uma futura parceria na refinaria pernambucana, a Petrobras divulgou nota informando que continua realizando estudos técnicos referentes à exploração do Campo de Carabobo 1, na Faixa do Orinoco, mas que limitará sua participação acionária a 10% --a proposta anterior era de 40%.


Embora mais uma vez os contratos de parceria tenham sido adiados, Hugo Chávez disse que brasileiros e venezuelanos deveriam ter orgulho do acordo de associação firmado entre as petrolíferas. "A relação entre Brasil e Venezuela passou a um novo nível de concreção", avaliou, em declaração à imprensa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, novamente mencionando projetos semelhantes já firmados com outros países, como Cuba e Nicarágua, entre outros.
"É uma visão estratégica", justificou. E mencionou o potencial energético da região: "A maior reserva do mundo de petróleo está na América do Sul, além de uma das maiores de gás e de recursos hídricos" (Fonte: Folha Online, 2008-03-28).

Aliança proposta pelo Brasil é rejeitada pela esquerda mexicana


A proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para criar uma empresa mediante uma aliança das petroleiras brasileira e mexicana, foi rejeitada pela esquerda mexicana, mas bem aceita pelo governismo e pela oposição de centro.


Claudia Sheinbaum, colaboradora do opositor Andrés López Obrador, ex-candidato de esquerda nas eleições de julho de 2006, afirmou ser "anticonstitucional que qualquer empresa estrangeira, sendo do Brasil, Noruega, Estados Unidos ou Inglaterra, explore petróleo em nosso território". Mas o líder da bancada do opositor Partido Revolucionário Institucional (PRI, de centro), Manlio Fabio Beltrones, afirmou que não pode "se jogar fora nenhuma idéia que gire sobre uma proposta", como a do presidente Lula. "O que lamento muito é que estejamos falando de uma proposta imaginativa de um presidente e não do presidente do México, mas do Brasil", disse Beltrones. O presidente do governante Partido Ação Nacional (PAN, direita), Germán Martínez, disse que "são bem-vindas todas as experiências, incluindo a da Petrobras, que é uma empresa pública" para "fortalecer a Petróleos Mexicanos (Pemex)".


A proposta de Lula, que foi feita durante uma missão de funcionários mexicanos ao Brasil, que incluiu o ministro da Economia, Eduardo Sojo, foi lançada no momento em que o México debate uma reforma energética, ainda que esta não tenha sido enviada ao Executivo do Congresso. López Obrador fez do tema sua nova bandeira e convocou uma ampla mobilização de protesto ao denunciar que a iniciativa prevê "a privatização do petróleo mexicano", mediante a "contratos de risco", um tema que é tabu no país.


O advogado Rogelio López-Velarde, especialista na área petroleira, entrevistado hoje pelo jornal Reforma, afirmou que a Constituição proíbe qualquer esquema de participação em hidrocarbonetos com uma companhia diferente à estatal, mas não impede a criação de uma "empresa paralela" fora do território nacional mediante a uma aliança com uma companhia estrangeira (Fonte: ANSA, 2008-03-29).