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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Petrobras poderá zerar déficit comercial com pré-sal

O petróleo extraído abaixo da camada de sal na Bacia de Santos poderá zerar o déficit da balança comercial da Petrobras, que no ano passado chegou a quase US$3 bilhões. Apesar de não ser tão leve quanto o padrão internacional do petróleo tipo Brent e do WTI, este óleo é de melhor qualidade do que o produzido na Bacia de Campos, e deverá ter um maior valor agregado quando for produzido em larga escala.

"A partir de 2015, quando as plataformas na Bacia de Santos começarem a operar, a Petrobras poderá zerar o déficit, seja substituindo o atual petróleo leve importado, seja exportando este óleo por um melhor valor", comentou o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires.


Esta semana, a Petrobras iniciou o refino do óleo produzido no Teste de Longa Duração (TLD) do campo de Tupi. A primeira carga, de 315 mil barris, foi levada para a Refinaria de Capuava (Recap), em Mauá (Grande São Paulo). No final de 2010, concluído o TLD, entrará em operação o piloto de Tupi, que vai produzir 100 mil barris por dia de óleo. Para 2020, a previsão é de que o pré-sal brasileiro esteja produzindo 1,8 milhão de barris por dia, volume equivalente ao total de óleo produzido nacionalmente.

O óleo de Tupi é caracterizado como "médio" na escala desenvolvida pelo Instituto Americano de Petróleo (API, na sigla em inglês), utilizada para medir a densidade relativa dos líquidos. Por esta escala é considerado um óleo leve aquele que tiver mais do que 30 graus API e pesado o que ficar abaixo de 19 graus, com alta viscosidade e alta densidade. Na Bacia de Campos, responsável por mais de 80% do petróleo produzido em território nacional, a média é de 18 graus API. Já o óleo encontrado no pré-sal de Tupi possui 28,5 graus. A extração do óleo pesado é extremamente mais complexa e mais cara que a do óleo leve, por isso em muitos casos o reservatório é considerado comercialmente inviável.

Há dois anos, a estatal alcançou a autossuficiência volumétrica, pois passou a produzir o necessário para atender à demanda interna, mas ainda manteve-se dependente da importação de um óleo mais leve para fazer uma mistura nas suas refinarias, tornando o processo menos custoso. "Isso faz com que a Petrobras importe o óleo leve, que é mais caro e exporte petróleo pesado, que é mais barato, gerando um déficit em valores na balança comercial", explicou Pires.

Segundo os últimos dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), referentes ao mês de abril, a Petrobras estava importando petróleo a US$ 50 em média e exportando a US$ 32 o barril.

Para o geólogo, Giuseppe Bacoccolli, o petróleo de Tupi está ainda longe da qualidade do barril utilizado como padrão para as negociações internacionais, o WTI, que tem 40 graus API, e também está distante dos 39 graus API do Brent, "mas significa um avanço muito grande em relação ao que é produzido hoje".

Para o geólogo, o alto custo logístico das operações em Tupi (que está localizado a 300 quilômetros da costa) ou a profundidade elevada (mais de cinco mil metros), que encarecem os projetos para a camada pré-sal, não invalidam o ganho que a Petrobras terá com este produto de melhor qualidade (Fonte: Ultimo Segundo - IG / Agência Estado, 2009-07-03).

Petrobras começa a refinar petróleo de Tupi


A Petrobras informou nesta quinta-feira (02/07) que iniciou no dia 30 de junho o refino da primeira carga de petróleo extraída da camada pré-sal do campo de Tupi, localizado na Bacia de Santos.


Segundo comunicado da Petrolífera, o processamento desse petróleo é considerado importante para avaliar o rendimento e a qualidade dos derivados produzidos.


O refino foi realizado na Refinaria de Capuava (Recap), em Mauá, na região metropolitana de São Paulo. De acordo com a estatal, o óleo processado registrou 28,5 graus API (escala que permite classificar a densidade do petróleo), baixa acidez e baixo teor de enxofre.


Esse petróleo é considerado de melhor qualidade comercial do que a média encontrado no Brasil. No entanto, as suas condições de extração são difíceis: profundidade de água de 2.140 metros, mais de 3.000 metros a partir do fundo do mar, abaixo de 2.000 metros de camada de sal e a uma distância de 300 km da costa do Estado de São Paulo.

O Campo petrolífero de Tupi foi oficialmente divulgado pela Petrobras em 8 de novembro de 2007. Suas reservas são estimadas entre 5 e 8 bilhões de barris de petróleo do tipo alta qualidade, ou seja petróleo leve, além de gás natural (Fonte: Portal Exame / Abril, 2009-07-03).

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Brasil fecha mercado para estatal venezuelana


O Governo do Brasil não vai deixar a estatal de petróleo venezuelana PDVSA entrar no mercado de distribuição de combustíveis na Região Nordeste do país, como é intenção da companhia. Nesta sexta-feira, o Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, deixou clara essa posição brasileira, argumentando que se a PDVSA entrasse na venda de combustíveis, principalmente de óleo diesel, acabaria com o mercado de distribuição no Nordeste.


Com essa posição do Brasil ficará difícil a PDVSA se associar com a Petrobras na construção da refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, como estava sendo negociado entre os dois países e as duas empresas há três anos. O ministro Edison Lobão disse, no Rio de Janeiro, que o governo brasileiro não vai aceitar a intenção da PDVSA de vender a sua parcela de combustíveis na região Nordeste do Brasil. Segundo ministro, se a PDVSA vender óleo diesel como pretende, destruiria totalmente o mercado brasileiro de distribuição de combustíveis no Nordeste, pois eles venderiam a preços muito baixos.


"A Venezuela quer levar o diesel para vender para onde quiser, para a própria Venezuela ou outros países, ou então vender no Brasil diretamente. E nós não aceitamos essa venda lá no Pernambuco e no Nordeste, porque será uma competição que vai fechar muitas distribuidoras. Vai quebrar nossas distribuidoras porque vão vender a preços de banana" - destacou o ministro.

A Petrobras e a PDVSA discutem a sociedade na refinaria já há três anos, pela qual a Petrobras ficaria com 60% do negócio e a PDVSA com os outros 40%. A refinaria Abreu Lima terá capacidade para processar 300 mil barris por dia de petróleo pesado, dos quais metade serão da produção nacional da Petrobras e a outra metade viria da Venezuela. Outro ponto polêmico em discussão é em relação aos preços de venda do petróleo da PDVSA para a refinaria. A estatal venezuelana quer fixar preços para o petróleo bem acima das cotações internacionais.


O ministro Edison Lobão disse que a decisão final sobre a participação ou não da PDVSA na refinara de Pernambuco será definida em reunião no próximo dia 17 de fevereiro.


"A PDVSA ainda não entrou no projeto da refinaria. Só tem acordo de intenções assinado. Ainda não se fez um acordo definitivo, o que deve ocorrer no dia 17 de fevereiro, (quando) vamos fechar o acordo ou não fechar mais" - concluiu o ministro (Fonte: Jornal Dia Dia, 2009-02-01).

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Pré-sal mais que dobrará demanda por aço e pessoal


A demanda por profissionais qualificados e por aço, importante matéria-prima para a construção de navios, refinarias e sondas de exploração petrolífera, mais que dobrará com o pré-sal, em relação ao atual plano de negócios da Petrobras, afirmou um especialista da estatal.
José Renato de Almeida, coordenador-executivo do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), chegou a essa conclusão fazendo uma simulação do impacto que os projetos já anunciados pela Petrobras terão para a demanda, em vistas das descobertas de petróleo sob a camada de sal.
"A necessidade passa de 1 milhão de toneladas de aço ao ano para 2,6 milhões de toneladas. A demanda de pessoas, como você tem projetos em lugares diferentes, é cumulativa. Então, a necessidade de qualificação, que era de 112 mil pessoas, tem um novo pico sinalizando cerca de 260 mil pessoas", disse Almeida a jornalistas, após sua conferência na Rio Oil & Gas.
De acordo com ele, essa demanda não inclui a necessidade que será gerada com a produção do petróleo na camada pré-sal e considera apenas atividades de exploração e refino já previstas.
A Petrobras já anunciou a construção de 40 sondas de perfuração (12 serão feitas no exterior), de 146 barcos de apoio, além de cinco refinarias - as duas premium (uma no Ceará e outra no Maranhão); a da Comperj, no Rio; a de Abreu e Lima, de Recife; e a ampliação da refinaria no Rio Grande do Norte.
De acordo com o coordenador do Prominp, a definição exata da demanda de equipamentos e profissionais poderá ser feita após o anúncio da revisão do plano estratégico da Petrobras, esperado para outubro deste ano.
"Quando a gente fala de pré-sal, envolve todo um plano de desenvolvimento da produção, o que estamos falando não tem plataforma", destacou ele, referindo-se aos cálculos feitos pelo Prominp.
Segundo ele, como a Petrobras precisa perfurar poços para delimitar os campos, ela já tomou a decisão de contratar a construção das 40 sondas.
A demanda por pessoal poderá variar dependendo da escolha dos locais para a construção de estaleiros, por exemplo.
"Os barcos de apoio, se forem feitos no Rio, já tem uma margem de pessoas, se for feito no Nordeste, tem que preparar gente nova", afirmou, lembrando que o tempo de construção também influenciará nos números.
"Temos uma infra-estrutura de formação profissional robusta. Na verdade, o nosso problema hoje é escala. Os trabalhadores que vamos precisar são os mesmos que a gente já tem, os equipamentos que vamos usar nas instalações, salvo algumas exceções, também... Mas o pré-sal significa aumento de escala."


INDÚSTRIA PEDE PLANEJAMENTO

A indústria de máquinas do Brasil diz ser capaz de atender boa parte das demandas para o pré-sal, mas avalia que há necessidade de um planejamento e de um estreitamento de relação entre a operadora petrolífera e as empresas produtoras de equipamentos.
"O que precisamos quando falamos do desafio de trabalhar em conjunto, e isso já está ocorrendo, é ter a informação antes da hora (sobre a necessidade de equipamentos)", afirmou José Velloso Cardoso, vice-presidente da Abimaq.
Cardoso disse ainda que a indústria de máquinas não teria problemas para ampliar a sua capacidade de produção, mas seria importante contar com mecanismos que permitam um maior capital de giro para as empresas. "A capacidade a gente resolve."
Ele concordou com a forte capacidade de geração de empregos traçada por Almeida, mas destacou que isso poderia ser ainda maior se o mercado de trabalho crescesse em atividades qualificadas como a de engenharia, e não apenas na indústria de cascos de navios.
Ricardo Pessôa, conselheiro da Abemi (entidade que reúne fornecedores), ressaltou que o setor nunca esteve tão "demandado", uma situação que supera a vivida na década de 70, em que o crescimento esteve acelerado.
"A indústria sempre antecipou as suas necessidades, mas jamais imaginou que iríamos chegar nesse ponto", declarou ele, reforçando que o governo tem que dar atenção especial para o desenvolvimento de tecnologias para o pré-sal. "Não temos engenharia para competir, isso tem que ser incentivado" (Fonte: O Globo Online, 2008-09-17).

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Petrobras pode aumentar refino nos EUA

A Petrobras avalia a possibilidade de ter uma segunda refinaria nos Estados Unidos, que seria necessária para dar conta do esperado aumento da produção de petróleo na região, informou nesta segunda-feira o diretor da Área Internacional da estatal, Nestor Cerveró.
O diretor afirmou a jornalistas que além da ampliação da refinaria de Pasadena, no Texas, uma joint-venture da Petrobras com a Astra, a estatal discute outras alternativas para elevar sua capacidade de refino.
"Não é só a questão de ampliação, estamos examinando outro negócio de refino lá", afirmou Cerveró.
A Petrobras pretende processar de 200 mil a 250 mil barris de petróleo por dia nos EUA até 2012, dependendo das negociações para elevar a capacidade de refino no país, disse o executivo.
A refinaria de Pasadena processa cerca de 100 mil barris por dia e há planos para elevar sua capacidade.
Os Estados Unidos serão o principal destino dos investimentos no exterior da Petrobras.
Dos 15 bilhões de dólares de investimentos externos previstos no plano de negócios 2008-2012, 4,9 bilhões, ou 32 por cento, serão aplicados nos EUA.
A Petrobras é operadora em dois campos no Golfo norte-americano, Chinook e Cascade, onde começará a produzir em 2010.
Além dos EUA, Cerveró também comentou a situação no Japão. A Petrobras negocia desde o ano passado a compra de uma refinaria em Okinawa, mas até agora não houve um acordo.
"Estamos negociando há algum tempo com eles e até com outros. Essa questão do tempo causa um certo desgaste. Estamos examinando a possibilidade e vamos manter sigilo". Ele ainda descartou a possibilidade de ter uma refinaria em Roterdã, na Holanda. "Chegamos a examinar mas o processo não avançou". (Agência Estado)

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Angola apoia refinaria de petróleo em Cabo Verde

O ministro dos Petróleos angolano, Desidério Costa, manifestou em Luanda a disponibilidade de Angola apoiar a construção de uma refinaria de petróleo e gás em Cabo Verde. "Angola vai apoiar em termos de "know how" a construção de uma refinaria de petróleo e gás em Cabo Verde", disse Desidério Costa. A intenção foi anunciada aos jornalistas pelo governante angolano depois do encontro que manteve com o ministro da Economia de Cabo Verde, José Brito, no âmbito da visita que realiza a Angola. Durante o encontro, o governante cabo-verdiano referiu ter tratado com o titular dos petróleos angolano questões como "o reforço da cooperação económica, essencialmente sobre o ramo petrolífero". "Existe uma vontade política de cooperação com Angola e pensamos que se deve entrar já para as acções práticas", afirmou José de Brito. Segundo o governante, embora Cabo Verde não possua uma exploração petrolífera, a refinaria fará com que se reduza os custos de energia, abrindo mais competitividade à economia. No domínio dos petróleos, a cooperação entre Cabo Verde e Angola realiza-se através da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (SONANGOL) que detém juntamente com a portuguesa PETRGOL, ambas com 32,5 por cento das acções, a Empresa Distribuidora de Combustíveis de Cabo Verde (ENACOL). O presidente do Conselho de Administração da SONANGOL, Manuel Vicente, ao realizar uma visita ao arquipélago, em 2006, anunciou a existência de planos de expansão do Banco Africano de Investimento (BAI) em Cabo Verde, através do Novo Banco do arquipélago, que integrará também investidores locais. Na ocasião, Manuel Vicente manifestou a disponibilidade da SONANGOL em participar na exploração de petróleo e gás naquele país, especialmente nos estudos preliminares, pesquisa e produção. (Notícias Lusófonas)

sábado, 8 de setembro de 2007

Nova refinaria em Pernambuco até 2010

O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, garantiu que a Refinaria de Petróleo Abreu e Lima estará concluída no fim de 2010, independentemente da participação da estatal petrolífera venezuelana PDVSA. 'Pretendemos manter a parceria, mas, enquanto avançamos nas negociações, não podemos parar', disse, na cerimônia de início das obras de terraplenagem, ao lado do presidente Luis Inácio Lula da Silva, em Ipojuca, no litoral sul de Pernambuco. 'Em 2010 não vamos produzir plenamente, mas esperamos começar a produção ', disse Gabrielli.Segundo a Petrobrás, a PDVSA não deu retorno à proposta jurídica de como funcionaria a parceria, encaminhada pela empresa brasileira. A pedra fundamental da refinaria foi lançada em 16 de dezembro de 2005, pelos presidentes Hugo Chávez e Lula. Há um mês, em Buenos Aires, Chávez disse sentir vergonha porque as obras ainda não haviam começado. O governo brasileiro diz que tudo está dentro do cronograma.A refinaria terá investimento US$ 4 bilhões e capacidade para processar 200 mil barris de petróleo por dia. Será a primeira do Brasil a processar 100% de petróleo pesado. A produção de diesel será o principal foco e atenderá principalmente à demanda do Nordeste. A área da refinaria é de 630 hectares, no Complexo Industrial e Portuário de Suape. As obras de terraplenagem devem se estender por 18 meses.Para Gabrielli, a refinaria, que considera 'um desafio gigantesco', terá papel fundamental na estruturação da economia e no desenvolvimento do Nordeste. (Jornal do Comércio)

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Nova refinaria no Brasil com ou sem a Venezuela

Se as negociações com a PDVSA, estatal petrolífera da Venezuela, não avançarem, a Petrobras ameaça construir sozinha a refinaria de Pernambuco, um investimento de US$ 4,5 bilhões. A informação foi dada, nesta segunda-feira, pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, a uma platéia de empresários, durante apresentação do Plano de Negócios da Petrobras 2020, na Federação das Indústrias do Estado do Rio de janeiro (Firjan).Gabirelli explicou que as negociações estão em andamento entre as duas empresas para a realização, em conjunto, da refinaria de Pernambuco, no Brasil, e do desenvolvimento da produção de petróleo do campo de Carabobo, na Venezuela. Apesar de garantir que as negociações estão em andamento e que a expectativa é de que se chegue a um bom termo, Gabrielli deixou claro que, no caso de uma eventual desistência da Venezuela, a Petrobras não abrirá mão do projeto no Brasil.- Nós achamos importante a associação com eles, mas estamos dispostos a fazer a refinaria sozinhos. A refinaria é muito importante para o mercado nordestino brasileiro. A expansão desempenha um papel importante no mercado de refino e estamos dispostos a fazer com eles. Se não conseguirmos, vamos fazer sozinhos. Não precisamos de dinheiro, nós queremos ter acesso ao óleo venezuelano - destacou GabrielliO presidente da Petrobras explicou que pelo acordo está previsto uma relação simétrica, entre as condições de exploração no campo de Carabobo com as condições da refinaria no Brasil. Pelo acordo, a PDVSA terá uma participação de 40% na refinaria e a Petrobras 60%. No campo de Carabobo, os percentuais seriam ao contrário, com a PDVSA ficando com 60% e a Petrobras, com 40%.A Petrobras estã tão disposta a construir a refinaria, seja com a PDVSA ou não, que no próximo dia 4 de setembro vai iniciar o trabalho de terraplanagem no local. Segundo Gabrielli, o objetivo é que, já em fins de 2010, a refinaria entre em operação. A refinaria prevê refinar 200 mil barris diários de petróleo pesado, dos quais a metade viria da Veneuela e a outra do Brasil. (Gas Brasil)

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Bolívia pode pagar por refinarias da Petrobras

Bolívia paga primeira parcela por refinarias da Petrobras na 2ª. O governo da Bolívia realizará, na próxima segunda-feira, o primeiro pagamento pelas duas refinarias que recomprou da Petrobras, para tomar imediatamente o controle de ambas, confirmou hoje o vice-presidente do país, Álvaro García Linera. O compromisso equivalerá ao depósito de US$ 56 milhões, a metade do preço combinado entre a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) e a estatal brasileira no mês passado, pelas instalações localizadas nas cidades de Cochabamba e de Santa Cruz. García Linera disse que "é decisão do governo (boliviano) e da Petrobras concretizar a transferência das refinarias", em troca de US$ 112 milhões, no prazo estipulado entre ambos governos. Ele afirmou que o ministro de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, e o presidente-executivo da YPFB, Guillermo Arequipa, estão em Santa Cruz trabalhando na etapa final de elaboração do contrato com a estatal brasileira. O jornal La Prensa diz hoje que a Petrobras já transferiu legalmente, na última semana, as ações das duas instalações, com as quais o governo criará a empresa YPFB Refinación, após quase oito anos de gestão privada. "Na próxima segunda será colocada a sigla brilhante e nova da YPFB e os bolivianos estão muito contentes por isto", declarou o vice-presidente boliviano. As usinas de refino foram compradas como parte do processo de nacionalização dos hidrocarbonetos, iniciado no dia 1º de maio de 2006, e que obrigou uma dúzia de companhias a renegociarem novos contratos de operações na Bolívia. (Invertia)

sábado, 12 de maio de 2007

Petrobras vende refinarias à Bolívia por USD 112 milhões

A Petrobras fechou ontem acordo com o governo boliviano para receber US$ 112 milhões pela totalidade das ações das refinarias que possuía na Bolívia, mas ainda negociava, na noite de ontem, a forma de pagamento, segundo revelou o ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau. Segundo proposta da estatal, o pagamento pelas refinarias seria feito em duas parcelas iguais, uma delas quando for formalizado o contrato de venda, e a seguinte, dois meses depois. Mas, ontem, sequer estava definido se o pagamento será em dinheiro, como quer a Petrobras, ou sob a forma de gás para abastecimento do mercado brasileiro. "A questão de como pagar não é o mais importante; temos a garantia, que são 30 milhões de metros cúbicos de gás (fornecidos diariamente ao Brasil)", comentou o ministro, que negou ter havido exigência de pagamento à vista por parte da Petrobras e disse ser "possível" o pagamento em gás. Ele informou que, no preço contratado, estão incluídos os estoques de combustível produzido pela refinaria -
"ativos de trabalho líquido", no jargão contábil. Segundo cálculos informais da Petrobras, esses estoques somam cerca de US$ 40 milhões, o que reduz em mais de um terço o desembolso efetivo dos cofres bolivianos.
"Era o que a Petrobras queria desde o início", garantiu Rondeau. "As refinarias foram vendidas pelo valor de mercado, que é o fluxo de caixa descontado trazido ao valor presente; a capacidade da usina de gerar riqueza". Rondeau não foi claro, porém, ao explicar se o valor de mercado usado como referência para a venda já computou a forte depreciação nas receitas das instalações de refino provocadas pelo decreto do presidente boliviano, Evo Morales, que, na semana passada, confiscou os lucros com a venda de dois derivados importantes do petróleo refinado.
O decreto provocou a mais grave crise entre os dois governos, a ponto de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter dito a auxiliares que está farto com o comportamento "errático" de Morales, e ter ameaçado cancelar todos os acordos firmados nos últimos meses com a Bolívia.
Segundo valores citados oficiosamente durante a negociação, a Petrobras iniciou as conversas pedindo entre US$ 160 milhões e US$ 200 milhões como valor das refinarias, embora aceitasse manter até 30% das ações, durante a transição, por um período mais longo. O endurecimento do governo boliviano, que, de início, chegou a mencionar US$ 40 milhões como valor para as instalações de refino, fez desapropriada. Já no ano passado, executivos da empresa diziam que prefeririam retirar-se do negócio a permanecer como sócios minoritários.
A Petrobras, segundo Rondeau, comprometeu-se a assessorar a estatal boliviana YPFB "pelo tempo que for preciso" para que a empresa local, com experiência mínima no negócio, possa assumir as operações. "Não se pode sair todo mundo, após o pagamento e entregar a chave", argumentou o ministro. "Temos boa vontade, compromisso que a transição seja feita da melhor forma possível", comentou, ao afirmar que o sucesso na operação de refino é "muito importante" para a Bolívia.
Nos últimos dias, técnicos da Petrobras se mostravam céticos em relação a esse sucesso: uma das conseqüências da transferência de controle das operações será o forte aumento de custo nas cadeias de comercialização e no seguro das instalações, hoje a cargo da empresa brasileira, com grande conceito no mercado. Ainda não há prazo, segundo Rondeau, para que se complete a transição e a Petrobras se retire das operações.
"O acordo foi mais uma prova de que o diálogo prevaleceu", disse Rondeau. Ele negou os rumores de que Lula teria pressionado a Petrobras para apressar o acordo. "Desde o início, o presidente sempre apoiou a postura comercial da Petrobras", disse. "Lula não entrou na questão do preço".
A YPFB assumirá os ativos e todas as obrigações, inclusive dívidas que houver nas refinarias, afirmou o ministro. Ele não quis comentar as declarações de executivos da Petrobras, que afirmaram não haver mais condições de investimentos novos na Bolívia. "Não sei dizer como ficarão os investimentos; estamos fechando uma etapa, a das refinarias, e já havíamos fechado a da exploração e produção de hidrocarbonetos."
Embora as refinarias sejam fundamentais para o abastecimento de derivados de petróleo na Bolívia, elas representavam apenas 0,3% dos resultados da Petrobras, o que as tornava pouco relevantes para a estatal brasileira, argumenta Rondeau. (Valôr Econômico)

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Bolívia quer Petrobras como sócia minoritária

Mesmo após o decreto que retirou da Petrobras as fontes mais lucrativas de receita das refinarias da empresa na Bolívia, o governo boliviano tenta fazer com que a estatal brasileira permaneça como sócia minoritária das instalações de refino, expropriadas com a nacionalização determinada pelo presidente Evo Morales.
Ainda sem decisão sobre o preço a pagar pelas ações da Petrobras, o governo Morales constatou que a estatal brasileira pretende sair das refinarias e levar consigo o sistema de gestão usado para operá-las e os contratos que permitem a exportação de derivados, o que deve criar sérios problemas para o sistema de refino no país.
Ontem de manhã, em La Paz, ao receber a proposta definitiva de venda das refinarias, pelas quais a Petrobras quer um pagamento de US$ 112 milhões (bem menos que os US$ 160 milhões a US$ 200 milhões aventados inicialmente), o ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, chegou a sondar o presidente da estatal no país, José Fernando de Freitas, sobre a possível permanência da empresa como sócia minoritária, para operar as usinas. Freitas
negou a possibilidade.
Em um sinal do forte conteúdo político das negociações, Villegas informou à imprensa local que "nas próximas horas" a Petrobras receberá a resposta à proposta de venda das refinarias, em manifestação do próprio ministro, ou do presidente Evo Morales. Até ontem, a Bolívia admitia pagar apenas US$ 60 milhões pelas refinarias, que foram compradas em 1999 por cerca de US$ 104 milhões, e nas quais a Petrobras diz ter investido em torno de US$ 19 milhões.
O governo boliviano foi alertado pelos brasileiros sobre as dificuldades que a estatal boliviana terá para assumir as operações de refino e exportação que expropriou da Petrobras.
Por um decreto, Morales determinou, na segunda-feira, que fosse transferida à estatal YPFB a exportação de petróleo cru reconstituído, com a qual a Petrobras compensava os prejuízos com o tabelamento dos preços na venda de derivados ao mercado interno. A Petrobras argumenta que, com a proibição de exportar, caberá agora à YPFB criar canais de comercialização para o produto, que vem sendo estocado, e, logo, ocupará toda a capacidade de armazenagem das refinarias, o que pode provocar sua paralisação. Além disso, na avaliação da estatal brasileira, como as refinarias passaram a dar prejuízo após o decreto presidencial, elas correm risco de chegar, em poucos meses, a uma situação pré-falimentar.
A Petrobras tem prontos os documentos para iniciar um pedido de arbitragem internacional contra a Bolívia, caso perca as refinarias sem o pagamento que considera adequado. Nesse caso, continuaria operando as instalações, mas sem comprometer recursos da holding para garantir seu equilíbrio financeiro, e sem exportar os produtos nobres, que foram confiscados em favor da YPFB. Villegas, após se declarar "otimista" com a negociação, informou no fim da tarde o resultado das conversas com a estatal brasileira a Evo Morales. No início da noite de ontem, técnicos bolivianos preparavam a resposta a ser anunciada hoje.
Em Brasília, o governo negou rumores de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria exigido da Petrobras que aceitasse uma contra-oferta boliviana, de pagamento de US$ 110 milhões pelas refinarias. "O presidente está ocupado com a visita do papa Bento XVI e não tratou de assuntos da Bolívia", afirmou ao Valor o assessor internacional de Lula, Marco Aurélio Garcia. O próprio Lula declarou, no início da noite, ter se dedicado à visita do Papa. Bolívia é "da alçada da Petrobras", afirmou. Garcia afirmou que o governo brasileiro continuará com uma "política firme e
sóbria" em relação ao governo boliviano. "Se avançarem mais o sinal, serão eles quem perderão, não nós." "O Brasil não é refém do gás boliviano, mas a Bolívia é refém do mercado brasileiro", alertou Garcia, lembrando que, embora uma eventual interrupção no fornecimento de gás ao Brasil possa causar transtornos ao país, a Bolívia teria dificuldades ainda maiores, porque não tem alternativa de mercado para o gás - de cuja extração depende para obter também o petróleo que abastece o mercado interno. "Temos trunfos importantes, que nos dão segurança (na negociação da Petrobras)", disse Garcia. O assessor presidencial reafirmou, porém, o interesse na manutenção do governo de Morales na Bolívia. "Temos claro quais são os problemas lá, as transformações que ocorrem, as forças que governam o país", disse Garcia. "O governo de Evo é a possibilidade objetiva de estabilização na Bolívia, mais além dos comportamentos erráticos", argumentou, lembrando ter conhecido quatro presidentes do país nos
quatro anos em que assessora a Presidência da República. (Valor Econômico)

Bolívia quer Petrobras como sócia minoritária

Mesmo após o decreto que retirou da Petrobras as fontes mais lucrativas de receita das refinarias da empresa na Bolívia, o governo boliviano tenta fazer com que a estatal brasileira permaneça como sócia minoritária das instalações de refino, expropriadas com a nacionalização determinada pelo presidente Evo Morales.
Ainda sem decisão sobre o preço a pagar pelas ações da Petrobras, o governo Morales constatou que a estatal brasileira pretende sair das refinarias e levar consigo o sistema de gestão usado para operá-las e os contratos que permitem a exportação de derivados, o que deve criar sérios problemas para o sistema de refino no país.
Ontem de manhã, em La Paz, ao receber a proposta definitiva de venda das refinarias, pelas quais a Petrobras quer um pagamento de US$ 112 milhões (bem menos que os US$ 160 milhões a US$ 200 milhões aventados inicialmente), o ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, chegou a sondar o presidente da estatal no país, José Fernando de Freitas, sobre a possível permanência da empresa como sócia minoritária, para operar as usinas. Freitas
negou a possibilidade.
Em um sinal do forte conteúdo político das negociações, Villegas informou à imprensa local que "nas próximas horas" a Petrobras receberá a resposta à proposta de venda das refinarias, em manifestação do próprio ministro, ou do presidente Evo Morales. Até ontem, a Bolívia admitia pagar apenas US$ 60 milhões pelas refinarias, que foram compradas em 1999 por cerca de US$ 104 milhões, e nas quais a Petrobras diz ter investido em torno de US$ 19 milhões.
O governo boliviano foi alertado pelos brasileiros sobre as dificuldades que a estatal boliviana terá para assumir as operações de refino e exportação que expropriou da Petrobras.
Por um decreto, Morales determinou, na segunda-feira, que fosse transferida à estatal YPFB a exportação de petróleo cru reconstituído, com a qual a Petrobras compensava os prejuízos com o tabelamento dos preços na venda de derivados ao mercado interno. A Petrobras argumenta que, com a proibição de exportar, caberá agora à YPFB criar canais de comercialização para o produto, que vem sendo estocado, e, logo, ocupará toda a capacidade de armazenagem das refinarias, o que pode provocar sua paralisação. Além disso, na avaliação da estatal brasileira, como as refinarias passaram a dar prejuízo após o decreto presidencial, elas correm risco de chegar, em poucos meses, a uma situação pré-falimentar.
A Petrobras tem prontos os documentos para iniciar um pedido de arbitragem internacional contra a Bolívia, caso perca as refinarias sem o pagamento que considera adequado. Nesse caso, continuaria operando as instalações, mas sem comprometer recursos da holding para garantir seu equilíbrio financeiro, e sem exportar os produtos nobres, que foram confiscados em favor da YPFB. Villegas, após se declarar "otimista" com a negociação, informou no fim da tarde o resultado das conversas com a estatal brasileira a Evo Morales. No início da noite de ontem, técnicos bolivianos preparavam a resposta a ser anunciada hoje.
Em Brasília, o governo negou rumores de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria exigido da Petrobras que aceitasse uma contra-oferta boliviana, de pagamento de US$ 110 milhões pelas refinarias. "O presidente está ocupado com a visita do papa Bento XVI e não tratou de assuntos da Bolívia", afirmou ao Valor o assessor internacional de Lula, Marco Aurélio Garcia. O próprio Lula declarou, no início da noite, ter se dedicado à visita do Papa. Bolívia é "da alçada da Petrobras", afirmou. Garcia afirmou que o governo brasileiro continuará com uma "política firme e
sóbria" em relação ao governo boliviano. "Se avançarem mais o sinal, serão eles quem perderão, não nós." "O Brasil não é refém do gás boliviano, mas a Bolívia é refém do mercado brasileiro", alertou Garcia, lembrando que, embora uma eventual interrupção no fornecimento de gás ao Brasil possa causar transtornos ao país, a Bolívia teria dificuldades ainda maiores, porque não tem alternativa de mercado para o gás - de cuja extração depende para obter também o petróleo que abastece o mercado interno. "Temos trunfos importantes, que nos dão segurança (na negociação da Petrobras)", disse Garcia. O assessor presidencial reafirmou, porém, o interesse na manutenção do governo de Morales na Bolívia. "Temos claro quais são os problemas lá, as transformações que ocorrem, as forças que governam o país", disse Garcia. "O governo de Evo é a possibilidade objetiva de estabilização na Bolívia, mais além dos comportamentos erráticos", argumentou, lembrando ter conhecido quatro presidentes do país nos
quatro anos em que assessora a Presidência da República. (Valor Econômico)

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Petrobras faz nova proposta à Bolívia pelas refinarias

Publicada em 09/05/2007 às 19h29m O Globo, com Agências Internacionais

A Petrobras reduziu para US$ 112 milhões o preço das duas refinarias de sua propriedade em território boliviano, um desconto de 30% em relação ao valor inicial proposto pela estatal brasileira, que girava em torno de US$ 160 milhões. O presidente da Petrobras Bolívia, José
Fernando de Freitas, no entanto, não quis revelar detalhes da "oferta final" da estatal brasileira, apresentada na reunião realizada na manhã desta quarta-feira, em La Paz, com representantes do governo e da estatal petrolífera boliviana YPFB.
Diante de informações que os dois países haviam fechado um acordo em US$ 110 milhões, o Palárcio do Planalto e o ministro Silas Rondeau, das Minas e Energia , negaram que houvesse chegado a um solução final para o impasse. O país ainda aguarda a decisão da Bolívia.
A reunião entre a Petrobras e o governo boliviano terminou sem acordo. Foi o primeiro encontro entre representantes da empresa e autoridades do governo do presidente Evo Morales, após seu decreto sobre as duas refinarias da Petrobras, no território boliviano.
- Foi um encontro cordial, muito tranqüilo, onde detalhamos a proposta da Petrobras às autoridades bolivianas - disse o brasileiro José Fernando de Freitas, presidente da Petrobras Bolívia. - Agora vamos esperar a resposta do governo boliviano para continuar as negociações, acrescentou.
O prazo dado pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, lembrou Freitas, vence nesta
quinta-feira. O governo boliviano deverá responder se aceita o preço pedido pela Petrobras pela
venda total das duas refinarias que comprou nos anos noventa.
No final da tarde desta quarta-feira, a assessoria de imprensa do Ministério de Minas e Energia
confirmou que o prazo de 48 horas dado pela Petrobras a estatal boliviana YPFB para se pronunciar sobre a proposta de venda das refinarias termina na quinta-feira, já que ela foi notificada na última terça-feira. A assessoria informou ainda que o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, não vai se pronunciar até que sejam concluídas as negociações entre as duas empresas.
Expropriação
Com apoio do presidente Lula, Gabrielli, o ministro brasileiro das Minas e Energia, Silas Rondeau, e o Itamaraty reagiram ao decreto de Morales, dizendo tratar-se de uma "expropriação" do fluxo de caixa das refinarias.
A previsão é de que o ministro boliviano de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, entregue a proposta da Petrobras ao presidente Morales no prazo.
A empresa brasileira, dona das duas das seis principais refinarias da Bolívia, teria reduzido sua oferta pelas duas unidades de refino, nas últimas horas.
Assessores do ministro Villegas afirmaram, logo após a reunião, que a "nova proposta" da Petrobras era esperada, assim como a Bolívia também deverá melhorar seu preço por esta compra (agora de 100% das duas refinarias) nas próximas horas.
Não se descarta que Morales aumente "levemente" a proposta de US$ 60 milhões, com o
argumento, para o público boliviano, de que as duas unidades são simbólicas na trajetória da
nacionalização dos hidrocarbonetos no país.
As duas refinarias – Gualberto Villaroel, em Cochabamba, e Guillermo Elder, em Santa Cruz –
levam nomes de defensores históricos deste processo.
Assessores de Morales recordaram, nesta quarta-feira, que ele é a favor do “diálogo” com o Brasil, como ele mesmo disse na véspera, mas que as refinarias são "muito importantes, em termos estratégicos" para fazer valer o decreto de nacionalização do petróleo e gás, assinado em maio do ano passado.
- Todos nós queremos preço justo pelas refinarias - disse um assessor de Morales, repetindo a
palavra "justo" usada pelo presidente Lula ao se referir a esta venda.
As refinarias, relativamente pequenas, possuem capacidade de processar 40 mil barris diários de petróleo, de acordo com a Petrobras, e foram compradas pela estatal no fim de 1999, por US$ 102 milhões.
Este foi o ápice de uma onda de privatizações que, na década passada, abriu as portas da indústria petrolífera boliviana a uma dezena de transnacionais. A recuperação das refinarias por meio de recompra foi estabelecida como um dos objetivos da nacionalização do setor, decretada em 1 de maio de 2006.
As refinarias são o menor negócio da Petrobras na Bolívia, onde a gigante brasileira realiza principalmente operações de produção e transporte para garantir o bombeamento diário de até 30 milhões de metros cúbicos de gás natural ao mercado brasileiro.

Petrobras dá ultimato à Bolívia

Plantão Publicada em 07/05/2007 às 18h26m GloboNews
RIO - O governo brasileiro decidiu vender 100% das duas refinarias da Petrobras ao governo boliviano, diante do decreto anunciado, neste domingo, que proíbe a estatal brasileira de exportar sua produção de gasolina e petróleo naquele país. Segundo o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, o governo brasileiro ficou sabendo pela imprensa , e apenas nesta segunda-feira, a decisão de o governo bolviano nacionalizar também a exportação dos produtos (gasolina e petróleo) de todas as empresas estrangeiras que atuam na Bolívia.
O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, afirmou, por sua vez, que esta decisão significa uma expropiação do fluxo de caixa da Petrobras e, por causa dela, o governo brasileiro decidiu encaminhar, ainda nesta segunda-feira, uma proposta final ao governo da Bolívia para a venda das duas refinarias.
A Bolívia terá de dois a três dias para dizer se aceita ou não a oferta. Caso não haja acordo entre as partes, segundo Gabrielli, a empresa estatal brasileira vai recorrer a cortes internacionais ou à própria Justiça boliviana, já que esta decisão reduz enormemente o fluxo de caixa da Petrobras.
Sérgio Gabrielli disse ainda que a Petrobras pode cortar investimenos futuros na Bolívia diante desta decisão caso não se chegue a um acordo.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Petrobras bate recorde de refino com 1,899 milhão de barris

A Petrobras bateu mais um recorde de refino no dia 27 de fevereiro, atingindo 1,899 milhão de barris de petróleo e superando o recorde anterior de 1,883 milhão de barris alcançado em 16 de agosto de 2005. A capacidade de refino da estatal está próxima dos 2 milhões de barris diários, informou a assessoria da companhia, e os recordes indicam a pressão da demanda do mercado. (Invertia)

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Galp investe no seu sistema de refino

Portugal's biggest oil and gas group, Galp Energia, said it would invest EUR 1.4 bn ($ 1.8 bn) until 2010 to upgrade its refining system in the country. The bulk of the spending, around EUR 998 mm, will be used to maintain the existing installed refining capacity at its refineries at Sines and Oporto of 15.2 mm tpy, it said. "Moreover the technical solutions implemented will allow higher incorporation of heavier crudes available at lower prices in the international markets," it said. This investment at the two refineries is projected to have a positive impact on refining margins of $ 3 per barrel, the company said. Galp Energia will also spend EUR 147 mm to build a cogeneration plant with 82 MW of installed capacity at its refinery at Oporto and another EUR 274 mm to boost energy efficiency and processing optimization. (www.petroleumworld.com / AFP)

Brasil será auto-suficiente em diesel em 2014

O Brasil será auto-suficiente em óleo diesel a partir de 2014, após a Petrobras instalar três projetos de refino, segundo o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa. "Quando entrarmos com o Comperj e com as refinarias de Pernambuco e a Premium, em 2014 o país vai ser auto-suficiente em diesel", disse. Atualmente, o país importa 10% do que consome e, de acordo com o executivo, as importações correspondem a 30 mil barris ao dia. O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), cujos investimentos somam US$ 8,3 bilhões, tem previsão para começar a operar em 2012 com capacidade de processar 150 mil barris de petróleo ao dia. Já a refinaria Premium, cuja localização ainda não foi definida, deve ficar pronta em 2014 e será a maior refinaria da Petrobras, com capacidade de processar 500 mil barris de petróleo diariamente. A refinaria de Pernambuco, em sociedade com a venezuelana PDVSA, tem previsão de iniciar suas operações em 2012, com capacidade de processar 200 mil barris/dia. O diretor da Petrobras descartou a possibilidade da PDVSA sair do negócio, embora até o momento as duas empresas não tenham assinado um contrato. "Nossa visão é de que essa parceria é bastante forte", afirmou. A refinaria será operada pela Petrobras, que terá 60% de participação. Os 40% restantes ficarão com a PDVSA. A refinaria envolve, entretanto, projetos conjuntos de produção de petróleo e gás na Venezuela, cuja configuração societária ainda não foi definida. (O Globo)

sábado, 6 de janeiro de 2007

Recorde de Processamento no Brasil

A Petrobras, empresa estatal brasileira de petróleo, bateu recorde de processamento de carga média de petróleo nas refinarias do País em 2006. Foram processados 1.784.000 de barris por dia (bpd) de carga total, representando acréscimo de 1,5% sobre a carga processada nas refinarias da Petrobras em 2005 (1.758.000 bpd).
Esses números se aproximam da capacidade nominal instalada das refinarias em operação, o que sinaliza para a inevitabilidade da construção de novas unidades, entre as quais as anunciadas refinarias de Pernambuco e do Rio de Janeiro.