Mostrando postagens com marcador consumo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador consumo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de março de 2009

Combustíveis tiveram queda no consumo em 2008 em Portugal


Em 2008, os portugueses gastaram menos combustível comparado com o ano de 2007. É o que demonstra os últimos dados dados da Direcção-geral de Energia e Geologia (DGEG), registrando uma queda de 2,6%, equivalente a menos 176 mil toneladas. A venda de gasolina registrou a maior queda de 6,4%. O decréscimo continuou a ser especialmente significativo na gasolina aditivada (-86%), que, praticamente, deixou de ser consumida. A gasolina sem chumbo de 98 octanas recuou 25,1%, enquanto que a de 95 octanas vendeu menos 3,2% e, segundo o DGEG, esta gasolina representa já 88% do mercado total de gasolinas. No que diz respeito ao diesel, as vendas baixaram 1,4% em 2008. Contas feitas, o gás foi o único combustível rodoviário que aumentou as vendas no ano passado com 16,1% de crescimento, conforme informou a Agência Financeira de Portugal (Fonte: Portugal Digital, 2009-03-10).

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Galp à procura de fontes alternativas ao gás


Empresa assinou acordo com Venezuela para o fornecimento de 2 mil milhões de metros cúbicos


O chairman da Galp Energia, Francisco Murteira Nabo, admite que Portugal "tem um problema de gás complicado". A explicação é simples: o mercado português está dependente apenas de dois países, a Argélia e a Nigéria.


O responsável diz ainda que a empresa está a lutar para "duplicar o fornecimento ao país devido ao aumento do consumo. Para isso estamos a tentar encontrar fontes alternativas do gás", refere durante o seminário «Energia: Propostas para Portugal».


Daí, a petrolífera ter assinado um acordo com a Venezuela para o fornecimento de 2 mil milhões de metros cúbicos e estar a tentar um entendimento com a Guiné Equatorial.


Além da Venezuela e Guiné "também estão à procura de oportunidades no Médio Oriente" e "em Angola, à semelhança da Venezuela, estamos em negociações para participar em projectos de liquefacção", rematou (Fonte: Agência Financeira, 2009-02-05).

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Segundo ANP, Brasil fecha primeiro semestre como importador de petróleo


Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) indicam que o Brasil fechou o primeiro semestre de 2008 como importador líquido de petróleo e derivados, o que confirma a dificuldade que a Petrobrás enfrenta para sustentar a auto-suficiência nacional na produção de petróleo.


Segundo a ANP, o País importou uma média de 97,9 mil barris por dia a mais do que exportou nos primeiros seis meses do ano. Trata-se da primeira vez, desde a conquista da auto-suficiência, em 2005, que o País fecha um semestre com saldo negativo no volume de importações. As estatísticas da agência, que usa como base números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divergem dos dados divulgados pela estatal na semana passada. Segundo a empresa, a auto-suficiência teria sido retomada com o crescimento da produção no segundo trimestre.


A balança comercial da companhia, disse o diretor financeiro, Almir Barbassa, fechou o semestre positiva em 27 mil barris por dia.


Diferenças

Há basicamente duas principais diferenças entre os dados. A primeira refere-se ao fato de a Petrobrás não contabilizar importações de petróleo e derivados por terceiros - o setor petroquímico, por exemplo, importa grande parte da nafta que utiliza. A segunda, diz a Petrobrás, é que a Secex contabiliza apenas operações contabilizadas pela Receita Federal, procedimento que pode demorar até 60 dias.


Segundo os dados da Secex, o Brasil importou um total de 129,779 milhões de barris no primeiro semestre (sendo 73,989 milhões de barris de petróleo e 55,790 milhões de barris de derivados). Já as exportações no período somaram 111,864 milhões de barris (59,104 milhões de barris de petróleo e 52,760 milhões de barris de derivados). Juntando petróleo e derivados, o déficit totaliza 17,915 milhões de barris. Do ponto de vista financeiro, os déficits são recorrentes, uma vez que os produtos importados são mais caros do que aqueles que o Brasil vende ao exterior. Este ano, o mercado estima que o déficit chegue a até US$ 8 bilhões.


As dificuldades para o fechamento positivo da balança devem-se ao forte ritmo de crescimento do consumo, que chegou perto dos 10% no primeiro semestre. Só as vendas de diesel cresceram 10,7% no período - o Brasil sempre foi importador de diesel, uma vez que o petróleo nacional costuma produzir derivados mais pesados. A produção de petróleo, porém, cresceu apenas 2,7% nos primeiros seis meses do ano, atingindo 1,794 milhão de barris por dia (Fonte: A Tarde, 2008-08-19).

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Angola: Crescimento do PIB abranda em 2009


O crescimento da economia angolana deverá abrandar para 5,1 por cento em 2009, metade do previsto para 2008, devido à quota de produção petrolífera da OPEP, segundo dados hoje divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

O crescimento real do PIB angolano "deverá abrandar em 2008 e 2009" para 11,5 por cento e 5,1 por cento, respectivamente, "à medida da travagem do crescimento da produção petrolífera, para 11 por cento e dois por cento, assumindo que o país cumpre a nova quota de produção petrolífera da OPEP [Oganização de Países Exportadores de Petróleo], de 1,9 milhões de barris diários".

Os dados constam do relatório "Perspectivas Económicas para África 2008", da OCDE e do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), hoje divulgado à margem da abertura da Assembleia Geral do BAD, em Maputo, Moçambique.

Para o país anfitrião da conferência, é previsto um ligeiro abrandamento da economia moçambicana - de sete por cento este ano, para 6,8 por cento em 2009 - e também da cabo-verdiana - de 7,6 por cento para sete por cento.

Segundo os dados da OCDE e BAD, a economia angolana creceu 19,8 por cento no ano passado, acelerando 1,2 pontos percentuais face a 2006.

Quanto ao sector petrolífero, OCDE e BAD sublinham a existência de "progressos" ao nível da transparência na gestão de receitas petrolíferas, "embora muito continue por fazer", nomeadamente a adesão ao mecanismo internacional Iniciativa para a Transparência nas Indústrias Extractivas, permitindo que Sonangol e Endiama continuem a ser usadas em operações do governo ou banco central.

O relatório sublinha o contributo positivo que as receitas petrolíferas têm tido para a economia angolana, mas também a "pressão" a que o governo está sujeito, para que o crescimento se traduza em benefícios no nível de vida da população.

"A incapacidade de disseminar os benefícios do crescimento pode causar um aumento das tensões sociais. A pressão política sobre o governo está a aumentar, especialmente com as eleições parlamentares e presidenciais, agendas para 2008 e 2009 e há muito adiadas", lê-se no relatório hoje divulgado.

"A prioridade", dizem BAD e OCDE, "deve ser dada à criação de um ambiente de negócios saudável para os investidores estrangeiros e domésticos, implementar reformas estruturais, continuar a reabilitar as infra-estruturas e melhorar a gestão da despesa através da descentralização dos investimentos públicos para o nível local".

OCDE e BAD sublinham ainda que "o mesmo grupo de pessoas" da elite angolana, nomeadamente os círculos "próximos" do presidente José Eduardo dos Santos, que até ao final da guerra civil tinha "total controlo da economia", continua a ser preponderante.

"Com a pacificação, o mesmo pequeno grupo de pessoas alcançou o acesso a activos anteriormente detidos pelo Estado e muitos pensam que continuam a ter acesso facilitado a licenças, concessões, crédito e oportunidades de negócio em geral", afirma.

Neste sentido, BAD e OCDE recomendam uma "abertura verdadeira da economia", salientando que apesar dos esforços que têm vindo a ser feitos, nomeadamente no campo legal, "fazer negócios em Angola continua a ser difícil", refere o relatório.

Não obstante, adianta, o sector não-petrolífero continua a crescer com "força" e a atrair investimentos. "Os elevados preços e aumento da produção petrolífera continuam a possibilitar altas taxas de crescimento do PIB, e o dinamismo do sector petrolífero atraiu uma grande diversidade de investimento relacionado, como nos serviços financeiros, construção e indústria. A agricultura também começou a mostrar um crescimento forte", nomeadamente "graças à melhoria da segurança nas zonas rurais", adianta.

Um sector cujo desempenho é considerado "decepcionante" é o diamantífero, com um recuo de produção na orgem dos três por cento no primeiro semestre do ano passado, atribuído a difíceis condições climatéricas.

Por outro lado, nos biocombustíveis Angola apresenta-se com potencial para se tornar "um dos mais importantes produtores", nomeadamente com o apoio brasileiro.

O relatório salienta ainda as "novas possibilidades de financiamento" abertas para Angola através do recente acordo com os credores do Clube de Paris, conjugadas com os superávites a nível fiscal e externo, importantes na actual fase de reconstrução (Fonte: Notícias Sapo, 2008-05-12).

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Distribuição e consumo de gás natural no Brasil

Vanusa Bezerra
Distribuição e Consumo de gás natural no BrasilA indústria brasileira de gás natural vem crescendo ano a ano. Em meados dos anos 90 a participação do GN na matriz energética do país não passava dos 3,1% e hoje o insumo triplicou sua participação e já atinge 9,4%.Em todo o país já se somam mais de 1,2 milhões de consumidores de gás natural, nos diversos segmentos que utilizam o energético. O crescimento acumulado do número de consumidores de 2003 para dezembro de 2006 é de 20%.O número de consumidores nas Regiões Nordeste e Centro-Oeste cresceu respectivamente 54% e 57% de janeiro a dezembro de 2006. Enquanto que no Sudeste o crescimento foi de apenas 3%. Já na região Sul os números impressionam, houve um crescimento de 312,5% que se deve, principalmente ao aumento do número de consumidores residenciais da Companhia Paranaense de Gás - Compagas.Os projetos de interiorização do insumo se espalham por todo o território nacional. Um bom exemplo deste trabalho é desenvolvido pelas distribuidoras da região Nordeste, que ampliaram a rede de distribuição da região em 65% de 2003 até dezembro de 2006, em um total de 1.867 km.A região Sudeste concentra o maior número de concessionárias de distribuição de gás natural em uma única área de concessão - são três distribuidoras no Estado de São Paulo, e conseqüentemente tem a rede de distribuição mais extensa com 10.818 quilômetros e crescimento acumulado desde 2003 de 55%.A região Centro-Oeste surpreende em percentual de crescimento com 100,3%, considerando-se que as companhias que atuam na região estão operando há apenas três anos. Já a região Sul apresenta um crescimento estável da rede distribuição, em torno de 5% nós últimos dois anos, e possui hoje 1.559 km de gasodutos.Para os próximos três anos as empresas distribuidoras de GN pretendem construir juntas aproximadamente 5 mil quilômetros de rede distribuição. Em torno de 68,4% desta rede será construída na região Sudeste, 16,9% na região Nordeste, 4,9% no Centro-Oeste e 9,8% na região Sul.As vendas de gás natural sofreram interferências externas ao longo de 2006, no entanto o volume de gás natural comercializado no Brasil continua subindo em relação aos anos anteriores. O volume acumulado de vendas de gás natural em todo o país foi de 15,2 bilhões de metros cúbicos. Em torno de 66,68% do volume foi consumido somente na região Sudeste, o equivalente a 10,1bilhões de m³; seguida pela região nordeste com 16,41% ,o que equivale a 2,5 bilhões de m³. As regiões Centro-Oeste e Sul consumiram juntas um total de 2,7 bilhões de m³, aproximadamente 16,9%. A média diária de consumo foi de 41,7 milhões de m³.O segmento industrial segue como o maior destaque e consumiu 26,4 milhões de metros cúbicos de GN ao dia em média, precedido pelos segmentos geração elétrica com média diária de 8,2 milhões de m³ e automotivo com 6,3 milhões de m³/dia. Os segmentos residencial e comercial consumiram, respectivamente 649,8 e 556,5 mil metros cúbicos ao dia.Em comparação com o mesmo período de 2005 - janeiro a dezembro - o ano de 2006 apresenta um crescimento acumulado de 4,3%. O segmento que mais cresceu foi o automotivo com um acréscimo de 19,4% no consumo, seguido pelos segmentos comercial (7,3%), residencial (6,8%) e industrial (6,3%). O segmento geração elétrico é o único a apresentar retração de menos 11%. As projeções expansão da rede de distribuição são acompanhadas por projeções de aumento no volume comercializado de gás natural.De acordo a projeção de evolução do consumo de gás natural feita pela ABEGÁS – Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado - e avalizada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em 2015 serão utilizados diariamente 71,9 milhões de metros cúbicos e segundo a EPE, neste prazo a oferta e demanda de gás serão plenamente compatíveis. (Gás Brasil)

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Crescimento da produção brasileira de petróleo pode atrasar

A Agência Internacional de Energia (AIE) disse nesta semana que as perspectivas de longo prazo para o crescimento da produção petrolífera do Brasil "podem estar escorregando" ante as notícias que sinalizam atrasos no início das operações nos campos de Jubarte e Roncador, previstas para o fim da década. Mas, em relação à produção do País neste ano, a agência manteve suas previsões praticamente inalteradas. Em seu relatório mensal divulgado na última sexta (19), a AIE calcula que a produção total de combustíveis líquidos no Brasil deverá atingir 2,3 milhões de barris por dia em 2007 ante os 2,1 milhões de 2006. Essa soma inclui 400 mil barris diários de etanol e gás natural liquefeito.Mas isso "desde que o impacto do atraso no início do projeto Piranema seja compensado pelo início antecipado em janeiro das operações de Espadarte". O consumo médio diário de petróleo no Brasil em 2007, segundo a AIE, deverá ser de 2,27 milhões de barris.Já a previsão para aumento do consumo mundial de petróleo em 2007 foi reduzida de 1,7% para 1,6%. Com isso, a demanda deverá crescer em 1,39 milhões de barris diários, somando 85,8 milhões de barris por dia. O aumento no consumo em 2006 também foi revisado para 0,9%, 120 mil barris diários menos do que a previsão anterior.Em seu relatório, a organização com sede em Paris salientou que os preços do petróleo atingiram seus níveis mais baixos dos últimos 20 meses no início de 2007. "A explicação para a recente queda nos preços parece simples: o clima (no Hemisfério Norte) tem sido quente, a demanda tem sido fraca e a oferta da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) tem ficado acima dos níveis sinalizados por seus cortes na produção anunciados no final do ano passado." Mas a agência ressaltou que os estoques de petróleo nos países consumidores têm declinado e isso, em algum ponto, poderá novamente pressionar os preços para cima.A produção mundial de petróleo cresceu em 110 mil barris diários em dezembro, atingindo a média de 85,4 milhões de barris diários, estimulada principalmente pelo aumento da oferta pelos países que não são membros da Opep. Entretanto, revisões na produção da Noruega, Canadá, México e outros países da América Latina fizeram com que a estimativa de oferta de petróleo nos países de fora da Opep fosse reduzida em 300 mil barris diários em 2007, somando 52,3 milhões de barris diários. Os estoques dos países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) caíram 33 milhões de barris em novembro, e dados preliminares sugerem que essa tendência continuou em dezembro. (Agência Estado)