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domingo, 27 de janeiro de 2013

Fórum de Recrutamento Careers in Africa LISBOA - 10 a 12 de Maio de 2013

Vimos por este meio informá-los do lançamento da sexta edição do nosso Fórum de Recrutamento Careers in Africa, que terá lugar em Lisboa, entre os dias 10 a 12 de Maio de 2013.

O Fórum de Recrutamento Careers in Africa é o evento que conta com mais anos de existência no recrutamento para a África Lusófona em Portugal, fornecendo excelentes oportunidades aos seus participantes de entrar directamente em contacto com directores e outros responsáveis. 

Os candidatos que quiserem candidatar-se a este evento poderão obter mais informações e inscrever-se on-line clicando no link http://bit.ly/VpgZK4


No Fórum de Recrutamento - Careers in Africa - Lisboa, poderá contar com:
  • Acesso único a membros executivos num evento restrito a convidados
  • Entrevistas pré-agendadas com representantes de empresas multinacionais e/ou nacionalmente reconhecidas na sua região
  • Acesso exclusivo a pessoas seniores, que o poderão entrevistar no próprio momento
  • Apresentação de empresas, debates e workshops
  • Workshop de Competências que o poderão ajudar a desenvolver e/ou melhorar o seu desempenho numa entrevista, entre outros temas
  • Oportunidade única para conhecer e relacionar-se com outros recém-licenciados e profissionais da sua área de trabalho provenientes de diferentes países
  • Uma oportunidade excepcional de receber mais do que uma oferta de trabalho no final do Fórum
Os Fóruns de Recrutamento Careers in Africa requerem convite, logo, para poder participar deverá candidatar-se antecipadamente!
Serão aceites candidaturas de pessoas que:
  • Possuam Autorização de Trabalho em pelo menos um país do continente africano
  • Tenham adquirido um grau académico ou curso profissional
  • Fluentes em Inglês
  • Tenham disponibilidade para comparecer ao evento


(Fonte: Filipa Monteiro em Linkedin & Careers in Africa)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

REN, EDP e Portucel pedem 375 milhões para projectos em Portugal e Espanha


A REN, a EDP e a Portucel pediram ao Banco Europeu de Investimento um financiamento total de 375 milhões de euros para vários projectos separados em Espanha e Portugal no sector da energia.


A REN pediu ao BEI um financiamento de 150 milhões de euros destinados a "apoiar o plano de investimentos que visa reforçar e alargar o sistema de gás natural em Portugal", indica uma nota no site do banco.


Os beneficiários deste pedido, que deu entrada no BEI na segunda-feira, são a REN Gasodutos, a REN Atlântico e a REN Armazenagem.

O custo total do investimento da REN - empresa pública que gere em Portugal a rede de transporte de electricidade e gás natural - está estimado em 300 milhões de euros.

Já a EDP Energia pediu ao BEI um financiamento de 140 milhões de euros para construir e operar a central de ciclo combinado (a gás natural) Soto 5, em Soto de Ribera, na província espanhola das Astúrias (a oito quilómetros de Oviedo).

De acordo com a descrição do pedido, que também deu entrada no BEI na segunda-feira, a central - com uma potência de 425 MegaWatts - será construída "ao lado da Soto 4, uma unidade semelhante já em funcionamento".

Os custos totais estimados do projecto da EDP para a unidade Soto 5 ascendem a 280 milhões de euros.

O pedido da Portucel Energy, de 85 milhões de euros, destina-se "ao 'design', à construção e à operação de quatro novas unidades energéticas - uma de gás natural, duas fábricas de biomassa e uma turbina - em três instalações de pasta de papel e papel em Portugal (Setúbal, Cacia e Figueira da Foz).

"A energia produzida vai ser consumida ou pelas instalações de papel e pasta de papel ou vendida à rede pública", indica a descrição anexada ao pedido de financiamento, que entrou no BEI na terça-feira.

"O interesse económico do projecto está ligado à sua contribuição para as políticas europeias e nacionais sobre energias renováveis e alterações climáticas, bem como à eficiência energética", indica a nota do BEI nos "objectivos" do pedido.

O projecto da Portucel tem um custo total estimado em 176 milhões de euros.

Os três pedidos, indica o BEI, estão "sob apreciação". (Fonte: Aeiou Expresso, 2009-06-17).

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Galp torna-se maior acionista da Enacol


A petrolífera portuguesa Galp Energia se tornou a maior acionista da Empresa Nacional de Combustíveis (Enacol) de Cabo Verde, decisão que está criando polêmica, principalmente pela "insatisfação" da angolana Sonangol.


A decisão foi tomada em abril em uma assembleia-geral da Enacol, mas mantida em sigilo, uma vez que só foi revelado publicamente que a Galp Energia subiu a sua participação acionária de 33,2% para 45,03%, enquanto a Sonangol passou de 33,2% para 38,13%.


O jornal A Semana, num artigo intitulado "Galp assume controle da Enacol, Sonangol fala em golpe", escreve que o descontentamento da parte angolana foi manifestado na própria assembleia-geral, onde foi aprovado também o aumento de três para cinco o total de administradores.


Desse grupo, três são destacados pela empresa portuguesa - que ficou também com a direção do Conselho Fiscal e da Mesa da Assembleia Geral -, um pela angolana e um pela parte cabo-verdiana.


"Detentora de 45,03% do capital social da Enacol (…) e com os acionistas minoritários a primarem pela ausência durante a reunião da Assembleia Geral, bastou à Galp uma maioria simples para impor a sua vontade", diz o jornal A Semana, que cita fontes oficiais.


Segundo o jornal, a "atitude" da Galp Energia "desagradou" à Sonangol, uma vez que a empresa angolana e portuguesa têm um acordo para os assuntos mais importantes, como a eleição de novos administradores, que devem ser concertados antes da assembleia-geral.



Disputa


Logo após a nomeação dos novos administradores, acrescenta-se no jornal, a parte angolana manifestou, em plena assembleia-geral, que a Galp Energia "não cumpriu", razão pela qual a Sonangol referiu que "vai ver o que se pode fazer para reverter a situação".


A luta entre a Galp Energia e a Sonangol pelo controle da Enacol é já antiga, mas a empresa portuguesa, em 2008, conseguiu obter a maioria das ações depois de adquirir 6,2% delas que obteve, via Bolsa de Valores de Cabo Verde, pela Caixa Banco de Investimentos (CBI).


Pouco depois, as ações da Enacol acabaram por valorizar em demasia e, em 4 de dezembro de 2008, a Bolsa de valores de Cabo Verde foi obrigada a suspender as transações bolsistas, que só seriam retomadas a 14 de janeiro deste ano.


Em março, o Estado cabo-verdiano alienou a sua participação na empresa por uma Operação Pública de Venda (OPC), que envolveu 28% do capital social, mantendo apenas uma golden share, de 2,13%, o que lhe permite ter uma palavra decisiva em questões estratégicas.


"Os acionistas minoritários, com 14,7%, e o Estado de Cabo Verde estão na base da pirâmide, mas os acionistas minoritários podem fazer desequilibrar a balança desde que marquem presença das reuniões da assembleia-geral", remata o A Semana (Fonte: Agência Lusa, 2009-06-12).

sábado, 6 de junho de 2009

Estudo apresentará futuros cenários de cooperação energética entre países lusófonos

O Instituto Sagres – Política e Gestão Estratégica Aplicadas, em parceria com o Centro de Estudos de Políticas e Estratégias Nacionais "General Carlos de Meira Matos", sediado na cidade do Porto, em Portugal, e com a Empresa Júnior Strategos, da Universidade de Brasília, está desenvolvendo um estudo prospectivo denominado Projeto “CPLP - Cenários Energéticos”, com o objetivo de elaborar cenários prospectivos que permitam identificar oportunidades de cooperação energética no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Segundo o portal do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, “a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) foi criada em Lisboa, em julho de 1996, com a finalidade de reunir os sete países lusófonos então existentes — Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe — em torno de três objetivos gerais, definidos nos Estatutos da Comunidade: a concertação político-diplomática entre os seus membros; a cooperação econômica, social, cultural, jurídica e técnico-científica; e a promoção e difusão da Língua Portuguesa. Após sua independência, em 20 de maio de 2002, Timor Leste passou a ser o oitavo Estado-membro da Comunidade".
Uma ampla avaliação da conjuntura possibilitou a seleção de 12 (doze) variáveis críticas — também chamadas de temas estratégicos. Essas variáveis podem assumir diferentes patamares, cuja combinação e processamento indicarão os cenários possíveis.Por intermédio desta Consulta Áugures estão sendo coletadas as percepções do maior número possível de pessoas sobre as variáveis críticas e seus patamares, de modo a destacar o Cenário de Referência e o Cenário Otimista. O primeiro é considerado o mais provável, segundo os respondentes, o que, de modo algum, significa uma tentativa de adivinhar o futuro. O Cenário Otimista, também oriundo da consulta, é aquele que, sendo exequível, representa o que de melhor poderia acontecer para a cooperação energética no âmbito da CPLP
(Fonte: www.strategos.org.br/cplp/, 2009-06-06).
Para maiores informações sobre o estudo realizado em parceria pela Strategos e Instituto Sagres, acessar o link http://www.strategos.org.br/cplp.

domingo, 24 de maio de 2009

Portugal ajuda Cabo Verde no processo de ampliação da plataforma continental


Portugal está ajudando Cabo Verde a preparar o pedido de ampliação da plataforma continental do arquipélago, que deveria ser apresentado nas Nações Unidas ainda no decorrer do mês de Maio.

De acordo com a Inforpress, em 2008, uma equipe de especialistas portugueses, chefiada pelo coordenador da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), Manuel Pinto de Abreu, esteve no arquipélago numa maratona de reuniões com responsáveis do país, para ajudar Cabo Verde a preparar a proposta de extensão da plataforma além das 200 milhas.

Com a mesma pretensão, Portugal submeteu, em 11 deste mês, à apreciação das Nações Unidas (ONU) a sua proposta de extensão da plataforma continental que, caso seja aceita, irá estender a área sob jurisdição portuguesa até 3,6 milhões de quilômetros quadrados.

"Portugal disponibilizou a EMEPC para, em conjunto, analisar as possibilidades de extensão da plataforma de Cabo Verde e avaliar os recursos que são necessários mobilizar", explicou ao Jornal “Ciência Hoje”, em 2008, Manuel Pinto de Abreu, afirmando que os trabalhos da equipe portuguesa já foram entregues à ONU.

Sem esconder que uma das vantagens do alargamento poderá estar no aumento de possibilidades de ser encontrado petróleo em zona sobre jurisdição cabo-verdiana, Pinto de Abreu admitiu que Cabo Verde tem “bons indícios” de que essa extensão possa ser aceita pela ONU, levando a que o arquipélago possa gerir e explorar recursos naturais de uma área acrescida.

Segundo Pinto de Abreu, não estaria em discussão o tamanho da extensão da plataforma continental além das atuais 200 milhas náuticas (uma milha equivale a 1,852 quilômetros), como também não se poderia quantificar que recursos estarão em causa sem haver uma pesquisa desses mesmos recursos.

O que a missão fez em Cabo Verde, escreve a “Ciência Hoje”, citando Manuel Pinto de Abreu, foi “transportar a experiência portuguesa nesta matéria, que já é longa”.

A Comissão cabo-verdiana tinha, como a portuguesa, até 13 de maio para apresentar às Nações Unidas a proposta de extensão da plataforma continental e as justificações para o pedido.

Em 2006, Portugal conseguiu junto da ONU a soberania de uma zona marinha na costa dos Açores, justificando que se tratava de um campo hidrotermal que devia ser protegido. "Portugal defendeu a classificação dessa plataforma e é hoje o único país do mundo com uma área marinha protegida", disse Manuel Pinto de Abreu, explicando que tal não se relaciona com a extensão da plataforma continental, cujo pedido só esta semana foi apresentado (Fonte: África 21 Digital, 2009-05-18).

segunda-feira, 30 de março de 2009

Futuro da Galp Energia passa por Angola diz empresário português Américo Amorim


O empresário português Américo Amorim considera que o futuro Galp Energia deve passar pela parceria entre os accionistas portugueses e a empresa angolana Sonangol, caso a italiana ENI decida sair.

O homem mais rico de Portugal, em entrevista, na sexta-feira, à agência Reuters, disse que o responsável máximo da ENI, Paolo Scaroni, já lhe disse, “várias vezes, que, não tendo a possibilidade de controlar a Galp, prefere sair”.

Américo Amorim, que já mostrara a disponibilidade em adquirir a posição de um terço do que a ENI tem na Galp, lembrou que o acordo entre a Amorim Energia, o Estado português e a empresa italiana é válido até 2014, mas frisou: “é óbvio que pode-nos convir alterá-lo e antecipá-lo”.

Embora não tenha feito referência directa à possível compra da posição da ENI, afirmou que “tudo é negociável “ e que “até 2014 são muitos anos para que nada aconteça”, lembrando que na Galp o” estado natural de desenvolvimento está feito”. O responsável máximo da ENI afirmou, no final de Outubro, que a empresa italiana está receptiva a ofertas em relação à posição que tem na Galp. “A Galp tem uma referência portuguesa, há uma relação fantástica com a Sonangol e Angola, e o Estado português também está no negócio. Acho que estamos no caminho que devemos prosseguir”, referiu o empresário. “Sempre disse que não estou disponível para abandonar o projecto Galp. Primeiro, tenho o Estado português e aquilo que subscrevi com ele. Segundo, sou português. Terceiro, tenho uma empresa responsável que é a Sonangol”, afirmou. Quanto ao possível aumento de capital da empresa para financiar a expansão, Amorim disse: “tenho uma abertura total, vivo tranquilo. Desde que estou na Galp nunca tive qualquer impedimento em relação a nenhuma solução e não quero manifestar, de uma forma ou de outra, a minha opinião”, concluiu (Fonte: Jornal de Angola, 2009-03).

sexta-feira, 13 de março de 2009

Combustíveis tiveram queda no consumo em 2008 em Portugal


Em 2008, os portugueses gastaram menos combustível comparado com o ano de 2007. É o que demonstra os últimos dados dados da Direcção-geral de Energia e Geologia (DGEG), registrando uma queda de 2,6%, equivalente a menos 176 mil toneladas. A venda de gasolina registrou a maior queda de 6,4%. O decréscimo continuou a ser especialmente significativo na gasolina aditivada (-86%), que, praticamente, deixou de ser consumida. A gasolina sem chumbo de 98 octanas recuou 25,1%, enquanto que a de 95 octanas vendeu menos 3,2% e, segundo o DGEG, esta gasolina representa já 88% do mercado total de gasolinas. No que diz respeito ao diesel, as vendas baixaram 1,4% em 2008. Contas feitas, o gás foi o único combustível rodoviário que aumentou as vendas no ano passado com 16,1% de crescimento, conforme informou a Agência Financeira de Portugal (Fonte: Portugal Digital, 2009-03-10).

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Angola vai receber 5 por cento do investimento da Petrobras no estrangeiro até 2013


A petrolífera brasileira Petrobras anunciou sexta-feira o seu plano de investimento internacional 2009/2013 no montante de 15,9 mil milhões de dólares, 44 por cento dos quais ficaram reservados para os Estados Unidos da América e para a Argentina.

Nos Estados Unidos da América, com 28 por cento do total a investir, a Petrobras concentrará a sua actividade nas concessões do golfo do México e na refinaria de Pasadena, Texas e na Argentina continuará a ser um dos principais produtores de petróleo e de gás natural.

Em África, a Nigéria e Angola receberão 12 por cento e 5 por cento, respectivamente, do investimento ficando outros 17 por cento para os restantes países onde a Petrobras tem negócios.

A Petrobras anunciou prever um crescimento anual da produção de 8,8 por cento até 2013, de 240 mil barris por dia em 2008 para 341 mil barris em 2013.

A Petrobras tem negócios ma Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela, Cuba, Estados Unidos da América, México, Portugal, Reino Unido, Turquia, China, Singapura, Índia, Irão, Japão, Paquistão, Angola, Líbia, Moçambique, Nigéria, Senegal e Tanzânia (Fonte: Macauhub, 2009-02-16).

Petrolíferas investem 200 mil milhões de dólares no pré-sal brasileiro


O CEO da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira afirmou que as petrolíferas a operar no pré-sal brasileiro deverão investir entre 150 a 200 mil milhões de dólares na região até 2020.


Os custos operacionais da exploração deverão situar-se em cerca de dois mil milhões de dólares por ano na próxima década, estimando-se uma produção de dois milhões de barris por dia no ano de 2020.


A Galp tem, actualmente, no Brasil 23 parcerias com a Petrobras, e prevê iniciar a produção de petróleo na Bacia de Santos em Abril de 2009, com um projecto-piloto no poço Tupi, avançou Ferreira de Oliveira. "A Galp tem um papel relevante nesses números (de investimento), é um operador relevante, o segundo maior, mas a grande distância da Petrobras", acrescentou Ferreira de Oliveira.


A Galp tem como meta, no espaço de uma década, aumentar a produção dos 15.000 barris diários para 150.000. "É no Brasil e em Angola que temos a âncora do nosso futuro. Diria mais no Brasil do que em Angola. Segue-se depois a Venezuela e Timor", disse Ferreira de Oliveira.


Questionado sobre as dificuldades na conjuntura de contracção económica mundial, diz não esperar impacto significativo dos projectos de exploração petrolífera no Brasil. "Mal de nós se deixamos de pensar numa escala de décadas só porque temos uma crise que nos vai afectar durante alguns trimestres", disse o CEO da Galp (Fonte: Aeiou - Exame Expresso / Reuters, 2009-02-13).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Costa aveirense nos planos de prospecção de petróleo


A costa de Aveiro volta a ser referida nos planos da Galp Energia na busca de petróleo, numa área entre o Alentejo e Espinho, onde poderão arrancar trabalhos de perfuração no mar.



A zona da costa aveirense está concessionada a consórcios nos quais participa a Galp Energia cujo administrador executivo, Ferreira de Oliveira, admitiu na passada sexta-feira que poderá vir a iniciar a perfuração dentro de dois anos se os prospectos petrolíferos já identificados forem de suficiente dimensão.


Ferreira de Oliveira explicou que a empresa participa em consórcios “com uma área de concessão de 21 mil quilómetros quadrados, que vai desde a zona do Sul Alentejo até Espinho, entre 30 a 90 quilómetros da costa”. Os documentos que já observou não são completamente esclarecedores. “Eu já vi com os meus olhos prospectos a três, quatro quilómetros. Não quer dizer que são reservas ou recursos. São indicações de que possam existir”, afirmou o responsável. Tudo depende das próximas análises. “Se os prospectos identificados por essas ecografias, no sentido simbólico, forem de suficiente dimensão que justifiquem a sua perfuração, nós estaremos a perfurar na costa portuguesa entre 2010 e 2012”, declarou.


Neste momento, a Galp Energia está a fazer a “ecografia da terra”, adiantou o administrador, lembrando que este trabalho deve terminar no final do ano. Ferreira Oliveira acrescentou que “cada furo custa entre 50 a 100 milhões de euros” e que “pode não ser produtivo”. Em 2006, um consórcio formado pela Galp Energia, a Partex e a petrolífera Petrobras anunciou “estudos geológicos e geofísicos preliminares para obter indicações sobre o potencial de existência de petróleo em quantidade que justifique a exploração comercial” ao largo da costa de Aveiro até Sintra. Seria uma pesquisa em várias áreas situadas no mar, a cerca de 60 quilómetros da costa, em águas que vão até três mil metros de profundidade. O consórcio internacional que anunciou um investimento de quatro milhões de euros, para esta fase, pretendia procurar petróleo em águas profundas ao largo da costa portuguesa, entre Aveiro e Sintra, segundo um acordo assinado no Rio de Janeiro.


Hélder Spínola, presidente da associação ambientalista Quercus, declarou na altura que na fase de prospecção de petróleo “não são importantes as preocupações ambientais”. No entanto, adiantou o ambientalista, que “se a exploração do petróleo se mostrar economicamente viável”, a situação “vai ser ambientalmente preocupante”. Se se chegar a essa fase, Hélder Spínola defende a realização de “avaliações de impacto ambiental, para prevenir eventuais danos na fauna e flora dessa região” (Fonte: Diário de Aveiro, 2009-02).

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Galp Energia admite perfurar costa portuguesa a partir de 2010


O administrador executivo da Galp Energia, Ferreira de Oliveira, admitiu sexta-feira, na Batalha, que a empresa poderá vir a iniciar a perfuração da costa portuguesa dentro de dois anos se os prospectos petrolíferos já identificados forem de suficiente dimensão. "Eu já vi com os meus olhos prospectos a três, quatro quilómetros. Não quer dizer que são reservas ou recursos. São indicações de que possam existir", afirmou o responsável no jantar-conferência promovido pela Liga de Amigos da Casa-Museu João Soares, que reuniu sobretudo empresários.


Ferreira de Oliveira explicou que a empresa participa em consórcios "com uma área de concessão de 21 mil quilómetros quadrados, que vai desde a zona do Sul Alentejo até Espinho, entre 30 a 90 quilómetros da costa".


Neste momento, a Galp Energia está a fazer a "ecografia da terra", adiantou o administrador, lembrando que este trabalho deve terminar no final do ano. "Se os prospectos identificados por essas ecografias, no sentido simbólico, forem de suficiente dimensão que justifiquem a sua perfuração, nós estaremos a perfurar na costa portuguesa entre 2010 e 2012", declarou.


Ferreira Oliveira acrescentou que "cada furo custa entre 50 a 100 milhões de euros" e que "pode não ser produtivo".


Referindo-se depois ao preço dos combustíveis, o administrador executivo da Galp Energia reconheceu que o consumidor se irrita quando este aumenta, mas atribuiu a situação ao facto de este ser "um mercado de tanta liquidez, em que flutuações nos preços são transmitidas instantaneamente".


Ferreira de Oliveira destacou que "não há outro produto transaccionado na economia portuguesa que esteja tão exposto à economia global como o são os produtos petrolíferos".


O administrador executivo da Galp lembrou ainda que quando os preços dos combustíveis aumentam, os operadores do sector perdem "porque a procura reduz-se", além de que as empresas "não conseguem transmitir todo o seu aumento de custo".


Ferreira de Oliveira reconheceu, por outro lado, que "quando os preços descem as empresas são mais lentas a transferir como compensação a redução ao consumidor".


Abordando o tema "O mercado energético, a racionalidade da concorrência entre combustíveis e a sua implicação na competitividade das empresas", o responsável foi confrontado pela assistência com o tema da energia nuclear. "Estamos condenados um dia a usar a energia nuclear", salientou, confessando que gostaria de ver o assunto debatido (Fonte: Exame Expresso, 2009-02-07).

OPEP: Angola admite "novas medidas" para aumentar preço do petróleo



O ministro dos Petróleos angolano e presidente da OPEP, Botelho Vasconcelos, admitiu hoje à Agência Lusa, em Luanda, que a organização poderá tomar "novas medidas" se os actuais cortes na produção não resultarem na subida do preço do barril.

Segundo o presidente da OPEP, se o preço não subir quando se atingir o limite estabelecido para os actuais cortes, 4,2 milhões de barris/dia, "haverá nova reflexão e, em função da análise feita, tomar-se-ão outras medidas".

Botelho Vasconcelos estimou que "a tendência (nos preços) seja diferente" no início do segundo trimestre de 2009 porque "os cortes de 4,2 milhões de barris/dia tiveram início em Janeiro" e esse valor "ainda não foi atingido".

"A organização tem feito o acompanhamento da evolução dos preços. Passou o primeiro mês, está a decorrer o segundo e creio que os sinais positivos, que possam permitir algum conforto, poderão começar a aparecer no segundo trimestre", notou.

Referindo-se especificamente a Angola, Botelho Vasconcelos afirmou que o preço do barril de petróleo nos 75 dólares "já era muito bom", sublinhando que o preço actual, cerca de 40 dólares, "não permite levar a cabo os investimentos e os projectos, bem como manter todos os programas de aumentar as capacidades de reservas".

Estas declarações do presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) surgem depois de o secretário geral da organização, Abdullah Al-Badri, ter admitido, em Davos, a 30 de Janeiro, que poderão ser definidos novos cortes na próxima reunião dos países-membros, marcada para 15 de Fevereiro.

Em consonância com Botelho Vasconcelos, Al-Badri justifica a eventual opção de novos cortes "se o mercado não estiver equilibrado".

Angola, que preside à OPEP desde 01 de Janeiro e por um ano, produz uma média de 1,9 milhões de barris/dia e cortou a sua produção em cerca de 250 mil.

Os cortes e os preços baixos do petróleo são a principal razão pela qual o Banco Mundial, no seu relatório de Janeiro sobre a economia angolana, estimou 2009 como um ano "muito difícil" e apontou como cenário provável a contracção da economia (Fonte: Sapo / Lusa, 2009-02-03).

Galp à procura de fontes alternativas ao gás


Empresa assinou acordo com Venezuela para o fornecimento de 2 mil milhões de metros cúbicos


O chairman da Galp Energia, Francisco Murteira Nabo, admite que Portugal "tem um problema de gás complicado". A explicação é simples: o mercado português está dependente apenas de dois países, a Argélia e a Nigéria.


O responsável diz ainda que a empresa está a lutar para "duplicar o fornecimento ao país devido ao aumento do consumo. Para isso estamos a tentar encontrar fontes alternativas do gás", refere durante o seminário «Energia: Propostas para Portugal».


Daí, a petrolífera ter assinado um acordo com a Venezuela para o fornecimento de 2 mil milhões de metros cúbicos e estar a tentar um entendimento com a Guiné Equatorial.


Além da Venezuela e Guiné "também estão à procura de oportunidades no Médio Oriente" e "em Angola, à semelhança da Venezuela, estamos em negociações para participar em projectos de liquefacção", rematou (Fonte: Agência Financeira, 2009-02-05).

Galp prevê produzir até 2 mil barris de petróleo no Brasil


A Galp Energia vai começar a extrair ainda este ano os primeiros barris de petróleo. A garantia foi dada esta quinta-feira pelo chairman da petrolífera, Francisco Murteira Nabo. "Durante o primeiro semestre de 2009 contamos ter entre 1.500 a 2 mil barris vindo do poço do Tupi", referiu o responsável, durante o seminário «Energia: Propostas para Portugal». Para 2010, a empresa garante que será possível atingir entre 8.500 a 10 mil barris por dia.


De referir que a produção da Galp é de 15 mil barris diários. O objectivo é multiplicar por 10 a capacidade de produzir petróleo que estima ser alcançado dentro de 10 anos (150 mil barris por dia). Recorde-se que, a petrolífera portuguesa está presente no mercado brasileiro, em parceria com a Petrobras.



Empresa vai apresentar plano estratégico


Além disso, a empresa anunciou que vai apresentar um plano estratégico 2009/2013. "Ainda não foi discutido [o plano] com o Conselho de Administração". O plano de investimentos (até agora) contou com um investimento de 5,3 mil milhões de euros, dos quais 27% se dedicam à área «Energy and Power» (E&P). "O objectivo é manter esta linha. Já está tudo financiado até ao final de 2009", disse Murteira Nabo que admitiu ainda que "as actuais condições não são fáceis" e que a parte da produção, no novo plano estratégico, poderá contar com uma melhoria.


Em matéria de renováveis, o responsável reconheceu ainda que "há falta de oportunidades para entrar". Especificamente nos biocombustíveis, disse que é "um projecto difícil de montar", uma vez que envolve a "produção de 600 mil toneladas que vêm de vários países". Quando questionado se pode estar em causa a meta de incorporar 10% de biocombustíveis até 2010, Murteira Nabo respondeu: "talvez não" (Fonte: Agência Financeira, 2009-02-05).

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Consórcio da Galp e Petrobras encontra mais petróleo em Potiguar


O consórcio detido em partes iguais pela Petrobras e pela Galp Energia encontraram evidências de petróleo em mais um poço na bacia de Potiguar, de acordo com a Agência Nacional de Petróleo.


Segundo os dados publicados no site do regulador brasileiro, a evidência de petróleo foi observada no poço 1GALP26RN, no Bloco POT-T-354, situado no Potiguar.


Os dados publicados pela ANP apontam para várias descobertas de petróleo em Potiguar, nomeadamente nos Blocos POT-T-559, POT-T-520, POT-T-794. Segundo a agência Bloomberg, a Galp e a Petrobras ainda não determinaram se o petróleo encontrado em viável comercialmente (Fonte: Jornal de Negócios, 2009-02-02).

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Portugal: Ministro quer ver preços dos combustíveis a reflectirem baixa das cotações do petróleo


O Ministro da Economia, Manuel Pinho, defendeu hoje que os preços dos combustíveis devem reflectir a redução das cotações do petróleo nos mercados internacionais.


Em declarações aos jornalistas à margem da Conferência sobre Energias Renováveis, na Fundação Oriente, Manuel Pinho considerou "positiva" a descida dos preços do petróleo, mas defendeu que ela deve ser reflectida nos preços dos combustíveis.


O ministro afirmou que "há alguma carga especulativa feita pelas petrolíferas internacionais" que tem impedido a redução dos preços dos combustíveis, apesar da baixa dos preços do petróleo.


O petróleo Brent, de referência para Portugal, abriu hoje em queda acentuada no mercado de futuros de Londres, com o barril para entrega em Novembro a perder 3,56 dólares. A descida, a mais importante dos últimos quatro anos, colocou o barril de Brent a 90,68 dólares.


Desde a semana de 08 de Julho, quando atingiu o máximo de 133,18 dólares (84,45 euros), que os preços do petróleo têm estado a cair nos mercados internacionais. Os preços dos cumbustiveis chegaram, em Julho, aos 1,51875 euros por litro a gasolina sem chumbo 95 e a 1,42225 o gasóleo [preços médios do mês de acordo com dados da Direcção Geral de Energia] e desdes então têm vindo a descer, mas mais lentamente que o preço do petroleo.

Os preços de referência na semana passada estavam em torno dos 1,38 euros por litro de gasóleo e 1,456 euros o litro da gasolina sem chumbo 95, que eram sensivelmente os mesmos de Maio, quando o preço do barril de crude estavam entre os 110 e os 120 dólares o barril [70 a 78 euros], segundo os dados da Direcção-Geral de Energia (Fonte: Sapo/Lusa, 2008-09-16).

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Combustíveis aumentam menos em Portugal do que na Zona Euro


Os constantes aumentos dos preços dos combustíveis desde o início do ano têm gerado muita polémica, com muitos intervenientes a questionarem as práticas das petrolíferas no mercado nacional, mas a verdade é que os portugueses não estão a ser mais fustigados nos orçamentos mensais com o gasóleo e a gasolina do que os seus parceiros europeus.

Pelo contrário, Portugal tem mesmo sido entre os países da Zona Euro um dos que menores aumentos dos combustíveis regista desde o início deste ano, ainda que cobre aos seus automobilistas o quarto preço mais elevado entre os Quinze na gasolina e o oitavo mais alto no gasóleo - e neste caso abaixo da média.

Em média, na Zona Euro o litro da gasolina aumentou 5,44% enquanto em Portugal a subida foi de 4,52%, de acordo com os dados divulgados pela Direcção-Geral de Energia e Geologia. E, se compararmos com o país vizinho, esta diferença aumenta. Em Espanha, os preços médios mensais da gasolina cresceram 10,34%.

Uma das razões para a diferença de preços entre Portugal e Espanha reside na taxa do IVA, que no mercado nacional se encontra nos 21% e ao lado nos 16%. Em Portugal regista-se ainda uma dupla tributação nos combustíveis, com o IVA a incidir sobre o preço base, que incorpora o imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP).

No gasóleo, a evolução é semelhante. O preço médio mensal deste combustível aumentou 9,14% em Portugal, enquanto na Zona Euro o acréscimo foi em média de 10,34% e em Espanha foi de 11,8%.

Mas se o confronto com a evolução dos preços na Zona Euros desde o início do ano é favorável aos portugueses, o mercado nacional compara ainda melhor com os mercados internacionais.

Considerando os preços médios semanais praticados em Portugal, os consumidores estão a gastar mais 9,50 euros para encherem um depósito com 50 litros de gasóleo do que no início deste ano. O que dá um aumento de 16%, menos de metade da escalada nos mercados internacionais. O contrato de gasóleo nestes mercados subiu 33,6%, e isto se considerado o impacto da valorização do euro face ao dólar (7%), já que o aumento em dólares foi de 42%.

No que respeita à gasolina, o aumento é menor, mas ainda assim os consumidores estão a pagar mais seis euros para atestar o seu veículo com 50 litros deste combustível desde o início do ano. Este combustível aumentou 8,9% para um preço médio semanal de 1,479 euros. Nos mercados internacionais, o contrato de gasolina encareceu 18,4% em euros (Fonte: Jornal de Negócios Online, 2008-05-21).

Portugal/Venezuela: EDP assina acordos nas energias eólica, geração térmica e gás


A EDP assinou hoje três acordos com a petrolífera venezuelana (PDVSA) nas áreas da energia eólica, geração térmica e gás, numa cerimónia que decorreu na Faixa de Orinoco, cerca de 500 quilómetros a sul de Caracas.

Na Faixa de Orinoco, considerada uma das zonas com capacidade para maior expansão ao nível da produção petrolífera, estiveram presentes o presidente venezuelano, Hugo Chavez, e o primeiro-ministro, José Sócrates.

Na área da energia eólica, a EDP vai dar apoio do ponto de vista técnico e de transferência de energia aos trabalhos que a PDVSA tem nas Caraíbas.

A EDP fará uma avaliação do projecto e, se a análise for positiva, a empresa portuguesa terá um direito de opção ao nível do investimento.

Já com o acordo para a liquefacção e posterior comercialização de gás, a EDP passará a ter um dos três trens da PDVSA (nos outros dois a GALP está presente), entrando na exploração com uma percentagem entre 12 e 15 por cento.

Em relação à geração térmica, a eléctrica nacional tem em vista a construção a prazo de uma central de ciclo combinado em conjunto com a PDVSA e vai apoiar esta empresa venezuelana num projecto para a destilação de um subproduto do petróleo.

Em declarações à agência Lusa, o administrador da EDP Jorge Cruz Morais considerou que os acordos assinados vão ajudar a preencher as capacidades da empresa, sobretudo ao nível do gás (Fonte: RTP/Lusa, 2008-05-14).

terça-feira, 27 de maio de 2008

Portugal: Quadro regulatório do mercado energético dificulta trabalho de empresas estrangeiras


O mercado energético português continua a não ter resolvidas as questões regulamentares necessárias para que seja verdadeiramente aberto, o que não permite a empresas estrangeiras trabalhar com normalidade, afirmou o conselheiro-delegado da Gás Natural. "Portugal é um dos mercados onde queremos operar, onde queremos investir na comercialização de gás e electricidade. Mas temos que ressaltar que, apesar de formalmente o mercado português estar aberto, continuam por resolver temas regulatórios necessários", afirmou Rafael Villaseca. "É difícil operar e é necessária essa abertura", sustentou.

Em declarações em Barcelona, antes da Junta de Accionistas, Villaseca comparou a situação nos dois países ibéricos, referindo que empresas portugueses como a EDP e a Galp "actuam com normalidade" em Espanha enquanto a Gás Natural "não pode actuar em Portugal".

Considerando "certa" a ideia do desenvolvimento do MIBEL e do MIBGás, Villaseca sustentou porém que é necessário "melhorias" que "permitam comercializar", especialmente no mercado gasista. "Portugal está a abrir, como fez Espanha, para permitir que mercados sejam integrados, mas em Portugal até hoje, por não ter feito todas as mudanças necessárias, isso ainda não é possível. Estamos confiantes que num prazo breve isso não será um obstáculo", sublinhou.

Questionado sobre projectos concretos para Portugal, Villaseca notou que em termos gerais a Gás Natural quer ampliar a sua quota de mercado em Itália, França e Portugal - "países alvo" - para cinco por cento, não havendo um "objectivo concreto de quota" para o mercado português.
Notou ainda que além do projecto de Angola em que está envolvida e onde participa a Galp, não se antecipam mais projectos com a empresa portuguesa nem está prevista qualquer participação na EDP ou EDP Renováveis.
Ao mesmo tempo reiterou que a Gás Natural continua interessada no projecto de um ciclo combinado em Portugal mas que, pelos problemas regulatórios, isso "ainda não foi possível".
"O objectivo em Portugal é muito claro: Queremos poder começar a trabalhar", disse (Fonte: Sapo/Lusa, 2008-05-21).

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Importações portuguesas de petróleo atingirão quatro milhões de barris em 2009


A GALP assinou hoje com a Petróleos da Venezuela (PDVSA) cinco acordos, prevendo importações de petróleo de quatro milhões de barris em 2009, a liquefacção e comercialização conjunta de gás e a construção de quatro parques eólicos.

Os acordos foram assinados pelos presidentes da GALP e da PVSA na presença do chefe de Estado venezuelano, Hogo Chavez, e do primeiro-ministro, José Sócrates.

Além de ter começado com cerca de uma hora de atraso, a cerimónia foi longa e insólita, com o presidente Chavez a falar mais de uma hora (com Sócrates quase sempre em silêncio ao seu lado) e a interpelar por várias vezes o presidente da GALP, Ferreira de Oliveira, ou empresários portugueses que estão envolvidos em negócios com a Venezuela.

Chavez resolveu apresentar os 14 acordos celebrados entre Portugal e a Venezuela um a um, deixando muitas piadas pelo meio.

Alternando ataques violentos a adversários com notas de humor, Chavez fez críticas aos Estados Unidos, elogiou as massas portuguesas, referiu-se ao socialismo de Sócrates, às padarias da comunidade portuguesa e pediu palmas para o presidente da GALP, ou para o chefe de Estado brasileiro, Lula da Silva.

"Que o nosso primeiro petroleiro chegue a Lisboa antes de Sócrates", disse, numa referência à visita oficial de três dias do primeiro-ministro português.
No domínio da energia, PDVSA e Galp assinaram um acordo quadro para o desenvolvimento de projectos de liquefacção de gás natural.

Este acordo prevê a constituição de duas empresas mistas (uma para cada projecto), em que a GALP terá uma participação de 15 por cento.

O compromisso prevê ainda que a GALP poderá vir a adquirir uma quantidade equivalente a dois mil milhões de metros cúbicos/ano de gás natural - algo que o Executivo de Lisboa define como "fundamental" para a segurança de abastecimento.

PDVSA e GALP assinaram um memorando para avaliação de um terceiro projecto de gás liquefeito, um acordo para o estudo conjunto de desenvolvimento do Bloco Boyaca 6 na Faixa Petrolífera de Orinoco - local que quarta-feira será visitada pelo primeiro-ministro.

As petrolíferas venezuelana e portuguesa a assinaram ainda acordos para a transacção entre dois e quatro milhões de barris de petróleo por ano e um projecto para a construção na Venezuela de quatro parques eólicas na Venezuela.

Segundo a GALP, os quatro parques eólicos na Venezuela terão uma capacidade de 72 megawatts (Fonte: RTP/Lusa - 2008-05-13).