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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

América Latina espera grandes investimentos em petróleo e gás


Com uma das reservas existentes de petróleo e gás de crescimento mais rápido, além de enormes recursos não convencionais, o continente latino-americano espera grandes projetos de investimento de capital em toda a região – principalmente em países com órgãos licenciadores como o Brasil, Colômbia e Peru, todos com grandes oportunidades de petróleo e gás.

A 19a conferência Latin Upstream dará destaque às oportunidades mais significativas para empresas, intervenientes estatais de petróleo, governos e investidores, líderes da indústria, autônomos, empresas de serviço/fornecimento, financistas e negociadores. A conferência ocorrerá no hotel Sofitel Copacabana, no Rio de Janeiro, de 15 a 17 de maio.

A conferência é a principal da América Latina e é o evento internacional de exploração de petróleo e gás para fazer negócios e acordos estabelecido há mais tempo, com a presença anual de 250 participantes corporativos e de nível sênior. A conferência se enfoca no cenário e estratégias latino-americanas de petróleo, gás e energia e avalia a fundo uma variedade de perspectivas de curto e longo prazo de exploração, desenvolvimento, investimento e estratégia do momento. A reunião também mostra como empresas públicas e privadas de petróleo e gás e os governos remodelarão a América Latina no jogo mundial de produção.

Apesar das iniciativas nacionalistas de recursos na Argentina, Bolívia, Equador e Venezuela, a América Latina possui várias oportunidades de área de exploração, novos projetos de petróleo/gás e GNL, além de enormes desenvolvimentos de gás em bacias terrestres e em alto mar propensas a gás e um crescente fluxo de negociações corporativas. Novas regiões oferecem maiores oportunidades de petróleo e gás.

Durante a conferência, os principais palestrantes dos principais intervenientes corporativos e estatais se enfocam em empreendimentos latinos de gás GNL e GTL, áreas de exploração desenvolvidas, potencial de petróleo pesado e águas profundas, novas jogadas e oportunidades e gigantes latinos como a Venezuela, Brasil e México.

A Petra Energia revela os planos de energia da China na América Latina. Empresas de petróleo estatais como a Petrobras e Statoil avaliam suas estratégias brasileiras, a TGP proporciona atualizações sobre a infraestrutura de gasoduto do Peru e a PetroCaribbean dá uma nova visão sobre a exploração e desenvolvimento da bacia de Putumayo na Colômbia.

Antes da 19a Latin Upstream, a 9a Latin Petroleum Strategy Briefing (Reunião Latina de Estratégia de Petróleo), que acontece no dia 15 de maio, com apresentações do Dr Duncan Clarke, oferece conhecimentos chave e um exame profundo das estratégias competitivas de produção de petróleo e gás-GNL na exploração e desenvolvimento na América Latina, além das estratégias de empresas, governos e intervenientes estatais de petróleo no continente.
Mais informações: http://www.petro21.com/events/?id=793

(Fonte: Global Pacific & Partners  citado por R7 Notícias, 2013-02-04).

sábado, 4 de abril de 2009

Crescem relações económicas e diplomáticas entre Timor Leste e China


As relações económicas e diplomáticas de Timor-Leste com a China estão em crescendo, apesar de recente polémica, e o potencial energético e as infra-estruturas projectadas no país lusófono oferecem oportunidades para as empresas chinesas, de acordo com a Fundação Jamestown.


Em relatório divulgado este mês, os investigadores da fundação norte-americana definem o acesso às reservas de petróleo e gás timorenses como “um dos principais interesses” da China no país lusófono, embora até agora “sem grandes sucessos”, nomeadamente no “on-shore”, que foi prospectado pela PetroChina em 2005. “O maior prémio para a China seria aceder às reservas de gás natural liquefeito (GNL) de Timor-Leste”, nomeadamente do campo “Greater Sunrise” avaliadas em 8,3 triliões de pés cúbicos, além de 300 milhões de barris de petróleo em rama, referem.


Em cima da mesa está a construção de um gasoduto para uma central de processamento em território timorense, projecto que estará a ser seguido muito de perto pelas energéticas públicas chinesas, interessadas na construção e na compra do gás. “A Coreia do Sul e a Tailândia mostraram-se muito interessadas em comprar GNL de Timor-Leste, embora o seu entusiasmo tenha arrefecido devido à crise financeira global e preços energéticos em quebra. Pequim, apostando num aumento do preço dos hidrocarbonetos assim que se desencadeie a inevitável recuperação económica, deverá ter uma perspectiva mais de longo prazo”, refere o relatório. “Desde a independência de Timor-Leste, a China estabeleceu-se como um importante actor nos assuntos diplomáticos e políticos do país. Mas o seu papel tem sido ampliado, sobretudo quando comparado com os da Austrália, Portugal, Indonésia e Estados Unidos”, refere o relatório do “think tank” norte-americano.


A China foi o primeiro país a estabelecer relações diplomáticas com Timor-Leste, em 2002.


A ajuda oficial tem vindo a crescer continuamente, embora esteja ainda aquém da prestada pelos parceiros tradicionais e pelas Nações Unidas.Tem sido empregue sobretudo na construção de edifícios públicos, nomeadamente os que albergam o Ministério dos Negócios Estrangeiros (entregue no início de 2008 com um custo de sete milhões de dólares), mas também o Palácio Presidencial e o Quartel-General das Forças Armadas timorenses (seis milhões de dólares cada), em construção.


Ao nível dos recursos humanos, nos últimos sete anos mais de 400 funcionários públicos e técnicos timorenses receberam formação na China, nas áreas de administração pública, planeamento económico, turismo, saúde, construção e tecnologia.“Duas áreas de apoio chinês que têm sido particularmente úteis são a Saúde Pública e a Agricultura”, através, respectivamente, do envio de médicos e de um plano de plantio de arroz híbrido, sublinha a Fundação Jamestown.


A comunidade chinesa no país está estimada em até 3 mil pessoas.


O “think tank” norte-americano salienta ainda a continuidade da ajuda e a “manifestação de confiança nas perspectivas económicas”, mesmo nos períodos de instabilidade que o país tem vivido, o que tem contribuído para cativar o governo.


As trocas comerciais expandiram-se de 1,7 milhões de dólares em 2005 para 9,4 milhões, tornando a China no quarto maior parceiro comercial timorense.


Perspectiva-se este ano o lançamento de importantes projectos de infra-estruturas, como a construção do aeroporto, novas estradas, barragens e instalações portuárias, e espera-se a participação de construtoras chinesas, embora com “forte concorrência” de congéneres coreanas, indonésias e malaias (Fonte: Macauhub, 2009-03-31).

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Brasil deverá exportar derivados dentro de uma década


O Brasil deverá atingir a condição de exportador líquido de petróleo e derivados na próxima década, informou a Empresa de Pesquisas Energética (EPE) no seu Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2008-2017), planejamento decenal para a expansão energética brasileira realizado anualmente pelo órgão.

Segundo a EPE, esse cenário deverá ocorrer em função do desenvolvimento da produção em campos já descobertos e dos investimentos no parque de refino. A instituição disse ainda que a produção de petróleo deverá aumentar significativamente no período, saindo dos atuais 1,85 milhão de barris por dia (bpd) em 2008 para uma produção acima de 3 milhões de bpd em 2017, mantendo a auto-suficiência na relação entre produção e consumo, condição conquistada em 2007.

Além da construção da Refinaria Abreu e Lima e do Comperj, que elevarão a capacidade de produção de derivados de petróleo para 2,375 milhões de bpd a partir de 2013, foram estudadas alternativas de expansão adicional do parque de refino, com a inclusão de uma ou duas novas refinarias.

No caso da implementação de uma refinaria de 600 mil bpd, atende-se plenamente o crescimento da demanda nacional de derivados, ocorrendo até uma pequena exportação líquida de derivados da ordem de 87 mil bpd em 2016 - não ocorrendo este excedente em 2017. Se forem construídas duas novas refinarias, num total de 900 mil bpd, o país teria capacidade de exportar cerca de 300 mil bpd em derivados de petróleo.

Na área de gás natural, projeta-se até 2017 uma ampliação e oferta e da participação deste energético no país, devido ao incremento da produção interna. Além disso, considera-se a perspectiva de novos terminais de gás natural liquefeito (GNL) além dos dois terminais do Rio de Janeiro e do Ceará que iniciam sua operação em 2009. Prevê-se também que a importação de gás importado da Bolívia permanecerá estável nos níveis atuais.

A oferta total de gás nacional alcançará o patamar de 100 milhões de m3/dia em 2017, que acrescidos ao gás boliviano importado e à futura capacidade de importação de 35 milhões de m3/dia via GNL, ampliarão a capacidade de oferta para 165 milhões de m3/dia em 2017 (Fonte: Gazeta Mercantil / InvestNews, 2009-02-06).

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Um plano ousado e estratégico


Os US$ 174,4 bilhões em investimentos que a Petrobras anunciou com seu Plano de Negócios 2009-2013 devem, na verdade, virar US$ 150 bilhões. A redução de cerca de 15% do valor – que, se confirmado, ainda será 33,5% maior que os US$ 112,4 bilhões do plano 2008-2012 – reflete os novos paradigmas que a petroleira traçou para o futuro com base no cenário global atual e nas possibilidades reais de diminuir custos. É o advento de uma nova forma de contratar os projetos previstos em carteira para os próximos cinco anos, com maior detalhamento e uniformização e menores pacotes de equipamentos e serviços. Assim, diversificando fornecedores, espera-se maior competição e, por consequência, menores preços.


Essa meta do ousado plano, que surpreendeu um mercado abalado pela crise econômica, é apenas um dos desafios que surgem para a petroleira brasileira nos próximos cinco anos. Outro deles, que também vai na contramão do cenário atual, diz respeito a seu nível de endividamento. Com a maior parte dos cofres mundo afora fechados e com os (poucos) abertos cobrando muito para liberar recursos, a Petrobras projeta aumentar sua alavancagem de 20%, como traçado no PN 2008-2012, para até 32,4%, chegando a 2013 a 25,5%. Uma sandice, diriam analistas, não fosse o fato de, pelo menos nos próximos dois anos – considerados o “período negro” da crise global –, o governo, via BNDES, garantir boa parte desse quinhão de dívidas. Serão US$ 12,5 bilhões este ano e US$ 10 bilhões em 2010.


O próximo ano, aliás, segundo o detalhamento do PN 2009-2013 apresentado a investidores, deverá ser chave para a petroleira reduzir investimentos e captações com a nova forma de negociar contratos. Tanto é assim que, nas projeções de captação de recursos no mercado em 2010 – um total de US$ 8,9 bilhões –, a Petrobras calcula que a diminuição do valor a ser investido vai derrubar para menos de US$ 4 bilhões a necessidade de captar de fontes além-BNDES. Ou seja, menos de 50% do valor projetado. “Não vamos legitimar os preços atuais”, frisou o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, durante a divulgação do plano para a imprensa. Nem que para isso, segundo o mesmo Gabrielli, a companhia tenha de ir para o exterior contratar, apesar de seu papel de vetor de crescimento da indústria nacional do petróleo.


De fato, se considerada a evolução do Capex entre os planos 2008-2012 e 2009-2013, é fácil verificar onde a Petrobras quer ganhar. O plano atual engloba US$ 111,2 bilhões incluídos no plano anterior e mais US$ 47,9 bilhões em investimentos em novos projetos. Há ainda outros US$ 8,1 bilhões que levam em conta mudanças em modelos de negócios e alterações de cronograma. Sobra então uma fatia formada por aumento de custos, mudança no escopo de projetos e taxa de câmbio, de US$ 23,4 bilhões. É esse valor que a companhia quer economizar.



Investimentos com critério


O PN 2009-2013 prova que a crise não intimidou a Petrobras em relação ao que ela almeja para o futuro: estar entre as maiores companhias de energia do planeta. Por isso está tudo lá no plano: quase US$ 105 bilhões em investimentos em E&P – dos quais US$ 28,9 bilhões no pré-sal – para que a produção total atinja 3,655 milhões de barris de óleo equivalente (BOE)/dia em 2013; aplicação de recursos no Comperj, na Refinaria do Nordeste (RNEST), em revamps em várias plantas e até mesmo nas Premium I e II para que a empresa se torne exportadora de derivados para a Bacia do Atlântico e o Oriente Médio e faça o Brasil ser autossuficiente em óleo diesel ainda este ano; investimento quase em dobro em Gás e Energia para garantir a instalação de mais dois terminais de GNL, a fim de exportar gás – situação impensável em um país que recentemente teve problemas de suprimento; e recursos garantidos na área de biocombustíveis, tanto para aumentar a produção de etanol (principalmente) e biodiesel aqui e no exterior como para criar infraestrutura de escoamento e exportação.


Toda essa ousadia da Petrobras, porém, tem seu pé na realidade. Não à toa a apresentação da petroleira para investidores lembra que quase metade dos projetos incluídos no plano ainda não foi aprovado e contratado pela Petrobras. Portanto, logo depois a companhia reitera que “apenas projetos com VPL (valor presente líquido) positivo e competitivo serão de fato aprovados e implementados. Prova de que as contas, por mais exuberantes que pareçam a princípio, continuarão sendo feitas continuamente no edifício-sede (Fonte: Brasil Energia, 2009-02-03).

sábado, 31 de janeiro de 2009

Angolanização em bom ritmo


O processo de angolanização em curso no sector dos petróleos decorre a bom ritmo, de acordo com o ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, que falava durante a curta visita de trabalho que efectuou no passado fim-de-semana, ao município do Soyo, província do Zaire, para constatar o andamento das obras de construção da fábrica de gás natural liquefeito, a Angola LNG, empreendimento que o governante qualificou de "estrurante nacional, consubstanciados no aproveitmento do gás natural".


O outro benefício que a futura fábrica de gás natural liquefeito pode proporcionar à sociedade, tem a ver com absorção de uma mão-de-obra significativa de angolanos, estimada em cerca de 7.000 postos de trabalho durante a fase de construção. "Até o momento, 2.000 pessoas já trabalham no projecto, 1.500 dos quais, são cidadãos angolanos" afirmou o ministro Botelho de Vasconcelos.


A segunda componente, continuou o governante, "consiste na integração do empresariado nacional na prestação de vários serviços no sector, para tornar o processo da angolanização cada vez mais, uma realidade". No âmbito do projecto Angola LNG, o ministro Botelho Vasconcelos recebeu explicações do director-geral do empreendimento, Paul Oen, e ficou satisfeito com o andamento das obras da construção da fábrica, cujo fim das obras está previsto para o ano de 2012.


O projecto Angola LNG vai processar 5,2 milhões de toneladas de gás natural por ano, 125 milhões de metros cúbicos dos quais se destinam ao consumo interno.


No final da visita, o ministro dos Petróleos explicou o processo de angolanização em curso: "consiste na formação e na integração dos quadros nacionais nas distintas empresas do ramo, entre operadoras e empresas de prestação de serviços, no sentido dos angolanos e expatriados terem as mesmas regalias".


O ministro na sua deslocação ao Soyo estava acompanhado por uma comitiva do seu sector e foi recebido no aeroporto pelo governador em exercício do Zaire, Regerio Eduardo Zabila, que o conduziu a visitar a nova Central Elétrica a gás, a base logística de apoio às empresas petrolíferas, Kwanda e o projecto residencial Cooperativa Cajueiro com 189 casas unifamiliares (Fonte: Angonotícias, 2009-01-28).

quarta-feira, 12 de março de 2008

Petrobras e Shell firmam acordo para suprimento de GNL


A Petrobras e a Shell firmaram hoje um acordo de suprimento e entrega firme de Gás Natural Liquefeito (GNL) para atendimento aos terminais de regaseificação de Pecém (Ceará) e da Baía de Guanabara (Rio de Janeiro). A Petrobras definirá, a cada carregamento, em qual terminal será entregue o GNL.


Segundo a estatal, o acordo atende parte da capacidade de importação da Petrobras e vai compor, junto aos demais acordos em negociação já assinados, um portfólio de contratos para atendimento das necessidades de suprimento de gás natural para geração termoelétrica no Brasil. Segundo a estatal, o contrato com a Shell ainda depende da inspeção técnica de segurança dos terminais que estão sendo construídos. "Para a Petrobras, esta parceria com a Shell é muito importante. O contrato também demonstra o esforço da Petrobras na aquisição de cargas firmes de GNL para complementação da demanda brasileira de gás natural", afirmou a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster (Fonte: Agência Estado/Gas Brasil, 2008-03-12).

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Governo de Timor-Leste planeja reestruturação do setor petróleo

O Programa do IV Governo Constitucional do Timor-Leste apresentado ao Parlamento Nacional na semana passada contempla, entre outras ações, uma completa reestruturação do setor petóleo do país, a captação de investimentos para a implantação de uma planta de GNL e a criação de uma companhia nacional petrolífera.

domingo, 27 de maio de 2007

Brasil compra gás da Argélia

A Petrobras e a companhia argelina Sonatrach assinaram neste sábado em Argel um princípio de acordo sobre diversos aspectos de colaboração em matéria energética, assim como um de venda de gás natural liqüefeito (GNL). O memorando foi assinado pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli Azevedo, e pelo dirigente da Sonatrach, Mohammed Meziane, na presença do ministro argelino de Energia Chakib Khelil. A minuta de acordo abrange a pesquisa e exploração de hidrocarbonetos em terra e mar, e o refino e petroquímica. O acordo contempla a compra e venda em spot de GNL com destino ao mercado brasileiro, especificando que a Petrobras poderá importar gás argelino a partir de 2008 através de dois projetos de gaseificação, que ficarão em terminais flutuantes na Baía de Guanabara (Rio de Janeiro) e em Pecém (Ceará). O gás servirá fundamentalmente para a geração de energia elétrica. (O Globo)

sábado, 28 de abril de 2007

Petrobras fecha contrato para importar gás da Nigéria

Para garantir o abastecimento nacional, diate de problemas no abastecimento da Bolívia, assinou um "contrato de intenções" para a compra de Gás Natural Liquefeito da Nigerian LNG. O acordo estabelece as condições para eventuais transações entre as empresas, sempre que houver necessidade por parte da Petrobras. O acordo foi fechado em Barcelona, pelo diretor da área de Gás da Petrobras, Ildo Sauer. A estatal brasileira também fechou um acordo de confidencialidade com a Oman LNG para a negociação de potencial suprimento. O primeiro navio, de acordo com ele, deve começar a transportar GNL em abril de 2008. O segundo, no primeiro trimestre de 2009. A Petrobras estuda, ainda, a contratação de mais uma embarcação. Ao conversar com a imprensa, Sauer afirmou que este contrato com a empresa nigeriana garantirá o suprimento aos navios que estão sendo afretados com a norueguesa Golar, conforme anunciado dias atrás. Sauer participa da 15ª Conferência Internacional de Gás Natural Liquefeito (LNG 15), maior evento mundial do setor. - Quando estiverem operando, (esses navios) acrescentarão de 20 a 21 milhões de metros cúbicos/dia ao suprimento nacional de gás. Um terceiro navio pode trazer mais 14 milhões de metros cúbicos/dia - disse. Ele destacou a flexibilidade dos contratos de GNL e estimou que o suprimento será capaz de abastecer metade das termelétricas brasileiras. Na semana passada, a empresa brasileira teve o transporte de parte da produção boliviana destinada ao Brasil suspenso, em função de conflitos locais. (O Globo)

GNL no Brasil trás novos riscos para o setor

A entrada do gás natural liquefeito na matriz energética se dará em um contexto de elevada movimentação no mercado mundial, o que pode abrir espaço para novos riscos para o setor energético nacional. A avaliação, feita por especialistas do setor que participaram do Seminário Abraget - Aspectos Estratégicos para a Evolução da Geração Termelétrica no Sistema Brasileiro, realizado nesta quinta-feira, 26 de abril, no Rio de Janeiro, é de que a inserção do insumo na matriz precisa considerar a realidade de preços praticada no mercado mundial, que vive demanda elevada.Isso porque, segundo o presidente da British Gas no Brasil, Luiz Carlos Costamilan, o mercado global está em vias de encontrar equilíbrio precário a partir de 2012. Segundo ele, os Estados Unidos têm previsão de aumentar o número atual de terminais de regaseificação (cinco unidades) para 24 até 2009. Nesse sentido, o sócio-diretor da Gas Energy, Marco Tavares, ressaltou que o cenário mundial não é tranqüilo, já que outros países também estão com o mesmo propósito de diversificar a matriz energética.O executivo salientou que não há oferta de gás firme no país para suprir a demanda térmica, como ficou comprovado no ano passado, quando 4 mil MW foram chamados a despachar e 2,8 mil MW de oferta foram frustrados. Tavares avalia que o GNL será adequado para a geração térmica adicional necessária, ao mesmo tempo em que o mercado precisa das térmicas descontratadas para reequilibrar o mercado entre 2007 e 2010.Para Costamilan, apesar do cenário global, o GNL apresenta ao país a oportunidade de diversificar a matriz, garantindo a segurança energética e traz flexibilidade para atuar em flutuaçõs da demanda térmica, em especial em momentos hidrológicos mais críticos. No entanto, o executivo advertiu para os riscos políticos e geopolíticos que o comércio do combustível poderá conter, já que exportadores do insumo, como países da África e do Oriente Médio, apresentam problemas capazes de trazer ao país transtornos semelhantes aos que acontecem atualmente na relação comercial com a Bolívia.A expansão da oferta de gás natural pela Petrobras ficou mais próxima com a assinatura de dois acordos referentes ao fornecimento de GNL, segundo o gerente geral de Operação de Ativos em Energia da Petrobras, Edio José Rodenheber. Com a assinatura do contrato para afretamento de dois navios da empresa norueguesa Golar, disse, o primeiro terminal de regaseificação entrará em operação, na Baía de Guanabara (RJ) no primeiro semestre de 2008, enquanto o segundo, em Pecém (CE) está previsto para operar a partir do início de 2009.Os navios serão adaptados para receber os equipamentos de regaseificação. A unidade da Baía de Guanabara terá capacidade de transportar e regaseificar volume equivalente a 14 milhões de metros cúbicos diários, enquanto o segundo terminal poderá processar sete milhões de metros cúbicos por dia. A estratégia da empresa, disse Rodenheber, foi baseada na busca de estrutura pronta, para agilizar a implantação do projeto. Em Pecém, o terminal ficará atracado em um píer existente, enquanto no Rio de Janeiro, será necessário construir um píer simples. (Agência CanalEnergia)

Petrobras assina acordo para compra de GNL

A Petrobras assinou com a empresa Nigerian LNG um master agreement (acordo de intenções) para fornecimento de gás natural liquefeito. O acordo estabelece todas as condições para a negociação entre as duas empresas sempre que houver demanda de GNL por parte da estatal brasileira. A Petrobrás assinou também acordo de confidencialidade com a Oman LNG para a negociação de potencial suprimento. Segundo a Petrobrás, está sendo negociado com a empresa norueguesa Golar o afretamento das embarcações destinadas ao abastecimento de gás a partir dos terminais de GNL no Rio de Janeiro e no Ceará. A Petrobras, que estuda ainda a contratação de mais uma embarcação, acredita que o primeiro navio deva começar a transportar GNL em abril de 2008 e o segundo no primeiro trimestre de 2009.De acordo com o diretor de Gás e Energia da Petrobrás, Ildo Sauer, que assinou o contrato, os navios acrescentarão ao suprimento nacional de gás de 20 a 21 milhões de metros cúbicos por dia. Para ele, um terceiro navio poderia trazer mais 14 milhões de metros cúbicos por dia. (Agência CanalEnergia)

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Argélia poderá fonecer GNL ao Brasil

A Argélia deverá fornecer Gás Natural Liquefeito (GNL) para os projetos de regazeificação da Petrobras em Pecém, no Ceará, e na Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro. Os planos da estatal brasileira são de produzir 20 milhões de metros cúbicos de gás natural nas duas unidades instaladas em navios nessas localidades, a partir de 2008. A utilização de GNL no país foi planejada após a crise com a Bolívia, que abortou os planos da Petrobras de duplicar o fornecimento diário ao Brasil de 30 milhões de metros cúbicos de gás natural boliviano. Segundo acordo firmado entre a Petrobras e a estatal argelina Sonatrach, maior empresa de petróleo do continente africano, o fornecimento deverá seguir o modelo "Master Agreement", que consiste em um contrato com cláusulas gerais que estabelece relações comerciais entre duas empresas para compra eventual de determinado produto. Além do GNL, o acordo prevê estudos de cooperação na exploração e produção de blocos em terra, e especialmente marítimos, no Brasil, na Argélia e em países de interesse comum. "Com esta parceria serão criados grupos de trabalho que se reunirão periodicamente para discutir as oportunidades de cooperação. As empresas também avaliarão o possível aumento e desenvolvimento de novas operações comerciais com petróleo e derivados entre as partes", informou um comunicado da Petrobras divulgado na noite de segunda-feira. Segundo a nota, a Petrobras e a Sonatrach já possuem longo relacionamento comercial envolvendo, principalmente, petróleo, nafta e GLP e o acordo tem apoio dos governos dos dois países. (Invertia)

segunda-feira, 26 de março de 2007

GNL responderá por 40% do aumento da oferta de gás até 2010

O gás natural liquefeito (GNL) continua sendo o segmento mais ativo da indústria do gás. A atividade cresce sob qualquer ângulo que se examine – são mais países liquefazendo o gás, mais países recebendo e regaseificando o produto, mais navios especializados no transporte. Cresce o número de empresas envolvidas, o valor anual dos investimentos, o conhecimento do produto junto ao público e o interesse da mídia.

Entre as muitas informações sobre o momento atual do GNL no mundo, uma das mais recentes é um relatório feito pelos consultores da Pricewaterhouse Coopers (PWC), que indica uma grande participação do GNL na oferta adicional de gás que será criada até 2010. Nada menos que 40% do aumento no volume demandado será entregue por via marítima, e não pelos tradicionais gasodutos.

A razão principal do surpreendente aumento da capacidade de produção de GNL está no suprimento do mercado norte-americano. Desde a desativação dos quatro antigos terminais de regaseificação de GNL da costa atlântica, ocorrida em início da década de 90, a demanda americana vinha sendo atendida exclusivamente com a produção própria do país e importações do Canadá e México, via gasodutos. Ambas as fontes estão hoje estacionadas ou declinantes, em um momento em que aumenta a pressão para substituição do carvão por gás na geração elétrica – o Texas e a Califórnia são dois exemplos recentes destacados pela imprensa, mas vários outros Estados têm programas semelhantes. O GNL parece ser a solução mais fácil para balancear o mercado, e mais de vinte novos terminais se somarão aos quatro (já agora reativado) nos próximos anos.

Outro fator que impulsiona o GNL é, como diz Michael Hurley, da PWC, a compreensão de que o mercado de gás natural se afasta cada vez mais do esquema “predominantemente linear, de uma cadeia de suprimento fixa entre fornecedor e comprador”. Em parte por razões geográficas, que inviabilizam economicamente a solução gasodutos, em parte pela agressiva posição assumida recentemente por alguns produtores, como Rússia e Bolívia, ganha força em todo o mundo o chamado “modelo flexível ou desagregado”, em que o comprador tem a opção de alterar sua fonte de suprimento. Em função do GNL, o gás vai a caminho de se tornar uma “commodity” global, com preços internacionais estabelecidos em bolsas de mercadorias, e não sujeitos a variações arbitrárias de produtores dispostos a desligar suas estações de compressão.

Há também razões técnicas para o “boom” do GNL. Novos equipamentos estão permitindo o aumento rápido das instalações de liquefação, e produtores tradicionais, como Nigéria, Austrália e Qatar estão no momento construindo mega-parques, acrescentando às unidades existentes novas linhas de liquefação (“trains”) que atingem 8 milhões de ton/ano. Em paralelo, como acentua o relatório da PWC, está em andamento uma pulverização da produção, com unidades de pequena escala, inclusive instaladas em navios, o que viabiliza a utilização de reservatórios de gás isolados ou de difícil acesso.

Na outra ponta da cadeia de suprimento, os terminais de regaseificação têm sua instalação facilitada por unidades montadas em plataformas offshore ou sobre navios, fugindo às restrições ambientais que vêm impedindo ou retardando a construção de terminais terrestres. Esta é a opção feita pelos técnicos brasileiros para o rápido recebimento de GNL em Pecém, no Ceará, e na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

Um fator menos comentado, mas de grande significação na expansão do mercado de GNL, é a segurança em que se processam atualmente as operações de liquefação, transporte e regaseificação. Normas mais rigorosas, equipamentos e controles mais sofisticados e operadores de alto nível fizeram com que a memória de acidentes passados vá aos poucos se dissipando, e a confiança de usuários, empresários e financiadores no uso do GNL seja equivalente a de quaisquer outros combustíveis. No momento em que esta indústria se aproxima do Brasil, vamos nos assegurar que o que nos for entregue corresponda ao mais eficiente e seguro hoje disponível. (GasNet)

terça-feira, 6 de março de 2007

Sonangol assume participação da ExxonMobil no GNL Angola


A multinacional norte-americana ExxonMobil saiu oficialmente do negócio de liquefacção de gás natural em Angola, depois de ter sido convidada a fazê-lo pela Sonangol, divulgou a empresa pública angolana de combustíveis em comunicado.O acordo foi formalizado em Luanda, com os 13,6 por cento de participação que os norte-americanos detinham no Projecto Angola LNG a passarem para as mãos da Sonangol que assim fica com uma percentagem idêntica à dos norte-americanos da Chevron (36,4 por cento).

Além das referidas empresas, também a BP e a Total estão envolvidas no projecto.Segundo o comunicado da Sonangol, a razão para o afastamento da ExxonMobil deve-se "ao impasse" que esta "criou nas vésperas de assinatura a 31 de Janeiro do contrato de fornecimento para a fábrica de liquefacção do gás" que vai ser construída no Soyo, cidade da província angolana do Zaire, na fronteira com a RDCongo.
"O Governo de Angola havia já aprovado a 24 de Janeiro o essencial do enquadramento legal e contratual do projecto e este passo da Sonangol agora consumado representa o firme engajamento e fé que o governo de Angola através da sua empresa petrolífera coloca no projecto", lê-se no comunicado.As reservas provadas de gás natural em Angola estão avaliadas em 10,5 biliões de pés cúbicos, no entanto, só que o facto de estar situada no sul de África pressupunha custos demasiados elevados para a construção de um gasoduto para transportar o produto até aos principais mercados de gás que são essencialmente os Estados Unidos e a União Europeia.

O gás natural liquefeito é a forma de ultrapassar esse problema, porque ao arrefecer o gás até aos 162 graus negativos este condensa-se e, em estado líquido, permite-se o seu transporte mais barato por via marítima, no entanto, os investimentos necessários para a construção de uma unidade fabril do género são muitos elevados.

O recente aumento do custo das matérias-primas essenciais para a construção de uma fábrica de liquefacção, como o aço, poderá estar na origem da hesitação da ExxonMobil, referiu o "site" Schlumberger.

A fábrica do Soyo é a primeira a ser construída em Angola e tem uma capacidade de produção prevista de cinco milhões de toneladas métricas de Gás Natural Liquefeito por ano. (Diário Econômico)

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

LNG Angola recebe licença ambiental de instalação

Angola LNG confirmed two significant accomplishments in its work with the Government of Angola to complete the conditions necessary to sanction development of the Angola LNG Project. Specifically, in January the Minister of the Ministry of Urbanism and Environment issued the "Licenca Ambiental de Instalacao" that approves the Environmental, Social, and Health Impact Assessment (ESHIA). The Council of Ministers also endorsed the enabling legislation and project agreements necessary to develop the project and submitted these to the National Assembly for legislative authorization.
Mr Manuel Vicente, Chairman of Sonangol EP, expressed his appreciation to the Angola LNG sponsors for the excellent work that had been developed and for their continued support of Angola LNG. Mr Vicente also expressed the recognition that the project will bring strategic benefits to Angola as the largest single investment in country. Mr Syanga Abilio, Chairman of Angola LNG, noted the project continues to place great importance on stimulating Angola's economy and creating new employment opportunities for Angolans. Mr Abilio, on behalf of the consortium, also expressed satisfaction for the continuous support Angola LNG had been receiving from the Angola Government.
Angola LNG also confirmed the award of two contracts in its continuing preliminary development program: a contract for preparation of the plant site in Soyo, Angola to the joint venture of Boskalis International -- Jan de Nul Dredging, and a contract for advance engineering and procurement to Overseas Bechtel. Angola LNG Limited is a venture that is developing an integrated gas utilization project encompassing offshore and onshore operations to monetize gas resources from Blocks located offshore of Angola. The project plans to receive approximately 1 bn cfpd of associated gas from offshore oil fields and produce 5 mm tpy of LNG and related gas liquids products as well as supply up to 125 mm cfpd for Angola's domestic gas needs. The project is expected to facilitate continued offshore oil development while reducing gas flaring in Angola. (Angola LNG)

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Petrobras pode antecipar plantas de GNL

As novas plantas de gás natural liquefeito (GNL) da Petrobras no Rio de Janeiro e no Ceará devem entrar em operação em 2008, antes do prazo previsto de 2009, informou nessa quinta-feira o gerente-executivo de gás e energia da companhia, Antônio Eduardo Monteiro de Castro. ``O projeto original tinha como previsão o início de 2009, mas examinando as possibilidades e os custos, achamos que eles poderiam ser antecipados'', disse o executivo a jornalistas na Câmara Americana de Comércio no Rio. Segundo ele, a planta de regaseificação do Porto do Ceará deve entrar em operação em março de 2008, e a unidade no Rio deve começar as atividades em maio de 2008. A planta no Ceará terá uma capacidade para produzir 7 milhões de metros cúbicos ao dia de gás, e a fluminense, para 14 milhões de metros cúbicos. A unidade cearense vai ser do tipo FFSRU (estática), e a unidade do Rio será SRV (móvel). A Petrobras já iniciou o processo de afretamento dos navios do transporte de gás que serão convertidos em unidades de regaseificação. ``A conversão de um navio desses leva de 12 a 18 meses, portanto estamos em cima da hora. A decisão sobre o afretamento do navio deve sair nos próximos dois meses'', disse Castro Ele disse que os projetos de GNL foram sobrevalorizados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado pelo governo na segunda-feira. Segundo o executivo, a instalação da planta no Ceará está orçada em 40 milhões de dólares, e a da baía de Guanabara, em 140 milhões de dólares. ``Os números divulgados ao mercado incluem além do investimento na infra-estrutura, o que a Petrobras vai pagar pelo afretamento, pelo aluguel e também o valor do projeto, é por isso que os números são diferentes e mais altos.'' (O Globo)