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segunda-feira, 25 de março de 2013

UFRR desenvolve projeto para pesquisa de petróleo

Para formar profissionais aptos a pesquisar petróleo em águas profundas, a Universidade Federal de Roraima (UFRR) desenvolve, há um ano e meio, o projeto denominado 'Bioestratigrafia com base em Microfósseis Silicosos'. A pesquisa é feita por acadêmicos orientados pelo doutor em bioestratigrafia e professor do curso de Geologia da Universidade Vladimir de Souza.

Segundo ele, o trabalho consiste na formação de bioestratígrafos."O bioestratígrafo é aquele profissional que conseguirá retirar do sedimento os microfósseis da maneira mais preservada possível", explica. O projeto é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e os alunos participantes recebem bolsa no valor de R$ 400.

O material utilizado segundo Souza, foi doado pela Petrobrás e faz parte da margem equatorial das bacias do Pará (PA), Maranhão (MA) e Ceará (CE). "Nós somos o único estado da região Norte a montar um laboratório para estes estudos. No Brasil, além de Roraima, o Rio de Janeiro também possui material semelhante", afirma pesquisador.

A aluna do 6º período de geologia da UFRR Diany Monteiro conta que a pesquisa é importante para agregar valores a formação acadêmica, tendo em vista a relevância do assunto. "Além do conhecimento, estamos participando de uma experiência nova que futuramente trará muitos frutos", avalia.

sábado, 4 de abril de 2009

Governo moçambicano quer estimular pesquisa e produção de petróleo


O governo de Moçambique aprovou terça-feira um diploma para estimular o sector privado nacional e promover o investimento estrangeiro na área da pesquisa e produção de petróleo.


A Estratégia para a Concessão de Área para Operações Petrolíferas define as áreas sujeitas a concurso público, a periodicidade dos concursos e as áreas sujeitas a contratos de pesquisa e produção, disse o porta-voz do governo, Luís Covane, vice-ministro da Educação e Cultura.


Moçambique, disse, tem 600 mil quilómetros quadrados de bacias sedimentares, excelentes para prospecção, tendo as primeiras investigações sido feitas na década de 50, das quais resultou a descoberta de duas jazidas.“De 1975 até agora foram feitos 124 furos de pesquisa, de que resultaram a descoberta de mais dois campos”, disse o responsável, acrescentando que existem actualmente 13 contratos para pesquisa e produção de petróleo (Fonte: Macauhub, 2009-04-01).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Em Moçambique, Bacia do Rovuma “praticamente inexplorada”


O presidente do conselho de administração do Instituto Nacional de Petróleos, Arsénio Mabote, disse à macauhub que a bacia do Rovuma, rio que separa Moçambique e a Tanzânia, está "praticamente inexplorada”.

Mabote sublinhou que um trabalho de prospecção sísmica foi efectuado nos anos 80. O referido trabalho, efectuado pela Exxon, permitiria saber se a bacia do Rovuma é ou não bastante prospectiva, “de modo a continuar-se com o trabalho de pesquisa, mais concretamente os trabalhos de perfuração”.

Mabote apontou que do trabalho efectuado na década de 80 (1980-90), foi aberto um furo de grande profundidade em 1986, em Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, que "não teve resultados positivos” do ponto de vista de descoberta de petróleo. Mas, acrescentou, “foram encontrados indícios de existência de gás natural”, sublinhando que é por isso que as pesquisas pesquisas ainda continuam na bacia do Rovuma. Durante o período colonial, foi descoberta em Moçambique uma grande reserva de gás na província de Inhambane, o qual só viria a ser explorado depois de 1992, pela sul-africana Sasol. Em Moçambique dez empresas fazem pesquisas principalmente na área do petróleo (Fonte: Macahub, 2009-02-10).

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Empresa Indiana pesquisa óleo de xisto no Brasil

Vanessa Jurgenfeld
Uma empresa indiana da área de fertilizantes está iniciando pesquisas com xisto betuminoso no Brasil. A Oswal Chemicals and Fertilizers, com sede em Nova Déli, já foi autorizada a fazer pesquisas no estados do Paraná e de Santa Catarina, sendo que também poderá iniciar estudos em São Paulo. A intenção da empresa, focada principalmente em fertilizantes, é diversificar a atuação e extrair óleo a partir do processamento do xisto no Brasil - um combustível similar ao petróleo de poço. Os executivos ligados à empresa no Brasil não estão autorizados a dar entrevista. No entanto, as informações sobre a chegada da Oswal já começaram a circular nos órgãos dos governos estaduais e municipais, que foram procurados pela companhia. A Oswal se estabeleceu em Curitiba (PR) há cerca de seis meses com a denominação de Oswal Brasil Refinaria de Petróleo. E seu objetivo era fazer pesquisas na formação Irati, a principal reserva de xisto do Brasil. Formações como essas ocorrem nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul, com cerca de 2 mil quilômetros de extensão,
sendo que a principal área de exploração dessa reserva fica no estado do Paraná, em São Mateus do Sul, onde a Petrobras mantém atividades. Contudo, a Oswal quer começar suas pesquisas por Santa Catarina, em cidades vizinhas à São Mateus do Sul. A empresa pretende realizar estudos na região do Planalto Norte catarinense, em
cidades como Três Barras e Papanduvas, próximas a Canoinhas, em uma área de 16 mil hectares. Com isso, poderá saber a real capacidade das reservas de xisto por ali. Agora, caso não encontre viabilidade econômica em Santa Catarina, a empresa pretende realizar pesquisas no Paraná e em São Paulo. Mas o mapa geológico da
região que já começou a ser pesquisada em Santa Catarina deverá estar concluído em 15 dias, e depois terá início a perfuração para análise do mineral. A previsão é de que as pesquisas estejam concluídas até julho.
O estudo da empresa indiana chama a atenção. A exploração do xisto betuminoso é mais antiga do que o conhecimento do petróleo de poço, com os Estados Unidos, por exemplo, fazendo as primeiras tentativas de exploração comercial do xisto no século 18. Mas quando foi perfurado o primeiro poço de petróleo, o xisto, cujos processos de extração são mais custosos, perdeu competitividade para o novo combustível, que chegava mais barato. Nos anos 70, com a crise do petróleo, o xisto voltou a um lugar de destaque, como uma importante fonte alternativa, mas os investimentos não foram fortes suficientes e nem constantes, já que o petróleo de poço ainda se mostrou economicamente mais viável. Por enquanto, a Oswal ainda está na fase inicial de pesquisa, e conforme os resultados encontrados, fará um estudo de viabilidade econômica para construir uma refinaria. O interesse da empresa está relacionado à crescente demanda mundial por combustível e a necessidade de se buscar alternativas ao petróleo de poço, dada sua limitação natural. Da exploração do xisto, também se pode retirar o gás liqüefeito de petróleo (GLP ou gás de cozinha), enxofre e águas amoniacais. A legislação brasileira permite que estrangeiros pesquisem e explorem o xisto. Mas após as pesquisas, caso a Oswal opte pelo processamento e criação de uma refinaria, ela ainda terá que pedir uma concessão de lavra junto ao governo federal, além de licença ambiental e um plano de recuperação da área. O grupo indiano também terá que se adaptar à legislação brasileira. Segundo o vice-governador de Santa Catarina, Leonel Pavan, que recebeu os empresários no estado, nos primeiros dois anos poderão ser investidos US$ 1,7 bilhão pela empresa. Com a possibilidade de construção de uma refinaria, esses recursos seriam ainda maiores, podendo chegar a US$ 8 bilhões. De acordo com Pavan, os empresários procuraram o governo para uma parceria, mas caso de fato invistam em uma refinaria, pedem acesso à energia para o empreendimento. A Oswal Chemicals and Fertilizers faz parte do grupo Oswal, criado em 1981, sendo hoje um dos 20 maiores grupos da Índia em patrimônio líquido, que somou cerca de US$ 350 milhões (2003), segundo informações disponíveis no site da empresa. O executivo que está no Brasil coordenando os possíveis novos negócios do grupo é Rajnish Julka, um indiano que será um dos diretores principais, caso as prospecções no Brasil se mostrem economicamente viáveis. No Brasil hoje, somente a Petrobras produz óleo de xisto, por meio da unidade de São Mateus do Sul, no Paraná, onde desenvolveu uma tecnologia de processamento chamada Petrosix. O país possui a segunda maior reserva de xisto, atrás somente dos Estados Unidos. Além da formação Irati, a formação do Vale do Paraíba (SP) também é uma das principais reservas do Brasil. O xisto é uma rocha sedimentar na qual há disseminado um complexo orgânico sólido chamado querogênio. Seu óleo geralmente dá os mesmos derivados do petróleo de poço como nafta, querosene, gasolina, óleo combustível e coque. (Valor Online)