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quarta-feira, 27 de março de 2013

Exportações de petróleo angolano em Maio aproximam-se de nível recorde de Agosto de 2012

As exportações de petróleo angolano em maio vão aproximar-se do nível recorde alcançado em agosto, quando foi vendido o correspondente a 1,831 milhões de barris diários, segundo dados de várias agências internacionais.

Segundo a Bloomberg, Angola já assegurou para maio a venda de 56.740 milhões de barris, o que corresponde a 1,830 milhões de barris diários.

As vendas confirmadas de petróleo angolano em abril totalizaram 52.900 milhões de barris ou 1.760 milhões de barris diários.

Outra agência, a Reuters, que cita um operador do mercado de compra e venda de petróleo, refere que metade do petróleo angolano exportado em maio se destina à China.

"A China comprou metade da produção angolana (de maio), e a procura tem sido consistente nos últimos meses", acrescentou a fonte.

Angola é atualmente o segundo maior produtor de petróleo da África subsaariana, atrás da Nigéria, que produz em diariamente, em média, 2 milhões de barris.

A importância de Angola e da Nigéria foi hoje destacada em Libreville, na abertura dos trabalhos da 30ª Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Associação de Produtores de Petróleo Africano (APPA), pelo primeiro-ministro do Gabão, Raymond Ndong Sima.

Os dois países têm sido fundamentais no crescimento da APPA, frisou o chefe do governo gabonês.

Angola está presente na conferência com uma missão chefiada pelo seu ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, e as delegações nacionais presentes participam terça-feira no 5º Congresso Africano de Petróleo, que decorrerá também em Libreville até à próxima quinta-feira.

O petróleo é o principal produto de exportação de Angola, com o setor petrolífero a representar 45 por cento do Produto Interno bruto, 70 por cento das receitas fiscais e 90 por cento das exportações.

Fonte: inonline - Agência Lusa, 2013-03-25.

http://www.ionline.pt/mercados/exportacoes-petroleo-angolano-maio-aproximam-se-nivel-recorde-agosto-2012

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Manutenção em plataformas reduz produção de petróleo da Petrobras


A produção de petróleo da Petrobras nos campos nacionais recuou 0,7% em janeiro na comparação com o mês anterior, para de 1.972.792 barris/dia. Incluindo gás, a produção da Petrobras alcançou 2.284.440 barris diários, uma queda de 1,0% frente a dezembro.


Segundo a estatal, o recuo foi conseqüência de manutenção preventiva em três plataformas da Bacia de Campos. Na comparação com janeiro de 2009, no entanto, esses volumes representam um crescimento de 2,5% na produção de petróleo e de aumento de 2,9% incluindo gás. Considerando as operações da estatal no país e no exterior, a produção média de petróleo e gás natural atingiu, em janeiro deste ano, a média diária de 2.525.754 barris de óleo equivalente (boed) - resultado 3,8% acima do volume do mesmo mês de 2009.


Apenas no exterior, o volume atingiu 241.314 boed em janeiro, uma alta de 12,3% sobre a produção de janeiro de 2009. "Contribuíram para o resultado a entrada em produção do campo de Akpo e de novos poços no campo de Agbami, ambos na Nigéria. Quando comparado com dezembro de 2009, o volume apresentou uma redução de 1%, devido a intervenções em poços para recuperação de produção no campo de Akpo, na Nigéria", diz a estatal em nota (Fonte: G1 - Globo, 2010-02-24).

domingo, 24 de maio de 2009

Quatro novos blocos petrolíferos na zona conjunta de São Tomé e Príncipe e Nigéria serão licitados em 2011


São Tomé e Príncipe e a Nigéria deverão licitar a partir de 2011 quatro novos blocos petrolíferos, mais pequenos do que os outros quatro já em prospecção, disse o presidente da Autoridade de Desenvolvimento Conjunto (ADC) petrolífera.


Jorge Santos disse ainda que a Autoridade que administra a Zona de Desenvolvimento Conjunto está actualmente em negociações com uma empresa especializada que fará as necessárias sondagens sísmicas, mas pondera adjudicar o trabalho a outra entidade.


Em causa estão os blocos 7, 8, 9 e 10, que serão "de um modo geral pequenos, com áreas entre 750 a 1.500 quilómetros quadrados", disse o presidente da ADC.


O bloco 1 já foi perfurado em 2006 pela petrolífera norte-americana Chevron, sem sucesso na detecção de reservas com potencial comercial.


Depois de um interregno de três anos, os trabalhos de campo na Zona de Desenvolvimento Conjunto (ZDC) vão prosseguir em Junho deste ano no bloco 2, pela chinesa Sinopec, e no bloco 4 em Julho, a cargo da operadora Addax Petroleum, segundo Santos.


Por resolver está o problema dos blocos 5 e 6, adjudicados, respectivamente, às empresas ICCOOECA e Filtun Huzodo, mas ainda à espera da assinatura dos contratos de partilha de produção.


O responsável admitiu também que a questão envolve a ERHC Energy, do magnata nigeriano Emeka Offor, que participa em todos os blocos da ZDC, excepto no 1, e tem 15 por cento do capital dos blocos 5 e 6.


A empresa de "Sir" Offor reclama, inclusivamente, 20 por cento do bloco 9, ainda por licitar, e direitos especiais mesmo na Zona Económica Exclusiva (ZEE) são-tomense, cujo processo de licitação é ainda aguardado.


Na ZEE, "os direitos da ERHC participar nas actividades de exploração e produção incluem o direito de receber até dois blocos à sua escolha e uma opção de compra de 15 por cento na exploração de outros dois blocos à escolha", pode ler-se na página electrónica da empresa (Fonte: Macauhub, 2009-05-22).

sábado, 14 de março de 2009

Petrobras começa a produzir petróleo na Nigéria


O campo de petróleo de Akpo, localizado em águas profundas da Nigéria e explorado pela Petrobras, começou a produzir hoje (9), segundo informações da estatal. A Petrobras detém 16% de participação, em parceria com a francesa Total (operadora do bloco), as nigerianas NNPC (Nigerian National Petroleum Corporation) e Sapetro (South Atlantic Petroleum), além da chinesa CNOOC.

O início da produção de Akpo estava previsto para abril, mas a operadora conseguiu antecipar o cronograma em um mês. Descoberto em 2000, o campo está localizado a 200 quilômetros da costa nigeriana, em profundidade varia entre 1.200 e 1.400 metros. As reservas estimadas são da ordem de 620 milhões de barris de óleo condensado, o que significa um petróleo leve e de maior valor comercial.

Em nota, a estatal brasileira divulgou que a estimativa é de que Akpo tenha um pico de produção 175 mil barris por dia, o que deve ser alcançado no terceiro trimestre deste ano.

A Petrobras iniciou suas atividades na Nigéria em 1998, em águas profundas do delta do Rio Níger. Além da atuação no campo de Akpo, a companhia tem participação em águas profundas no campo de Agbami (Fonte: Correio 24 Horas - Globo / Agência Brasil, 2009-03-09).

sexta-feira, 13 de março de 2009

Investidor recebe com frieza os resultados da Petrobras


Logo depois de anunciar um lucro anual recorde de R$ 33 bilhões, a Petrobras não teve um grande desempenho das suas ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). As ações preferenciais subiram apenas 0,11%, enquanto as ordinárias (com direito a voto) apresentaram valorização de 0,25%. No ano, as ações preferenciais têm alta de 12,47%, mas nos últimos 12 meses a perda chega a 32,48%. O Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, encerrou o dia com retração de 0,98%, aos 36.741 pontos.


Para George Sanders, estrategista de renda variável da Infinity Asset Management, alguns fatores fizeram com que as ações apresentassem este desempenho. "Primeiro, foram as bolsas lá fora, que estão em queda. Depois, tem a questão do petróleo, que está com um valor muito baixo. E, por fim, o balanço da companhia que veio dividido e os investidores não gostaram do alto preço na produção e de o resultado ter sido ajudado pelo movimento cambial", explica Sanders.


Luiz Otávio Broad Nunes, analista do setor petrolífero da Ágora Corretora, creditou o desempenho apagado das ações da companhia ao desempenho do Ibovespa. "A Bolsa caiu quase 1%, este foi o principal fator de a Petrobras não conseguir um bom dia no mercado", afirma o analista.


O volume financeiro da Bolsa foi de R$ 2,7 bilhões, com 221.870 contratos negociados no dia. As ações PN da Petrobras foram as mais negociadas no pregão desta segunda-feira, com volume financeiro de R$ 692 milhões. As ON ficaram com a terceira maior negociação, com montante de apenas R$ 165,7 milhões.


O plano de investimentos da Petrobras para o período de 2009 a 2013 será de US$ 174,4 bilhões, e este também é um dos pontos que preocupam alguns investidores, principalmente os de curto e médio prazo. "Na minha opinião, a Petrobras esta caminhando na contramão do mercado, realizando investimentos enquanto o mundo passa por um período de desaceleração e recessão", acredita Sanders.


Quanto ao audacioso plano de investimentos, Broad é mais confiante e afirma que esta não é a principal preocupação do investidor no momento. "Com este plano, fica claro que a companhia vai ter mais despesas, mas, pensando no longo prazo, a Petrobras poderá se beneficiar de um aumento de produção vindo dos investimentos realizados", diz ele.


Para fazer uma análise de o que o mercado pode querer com as ações da Petrobras, Sanders prefere esperar porque ainda faltam divulgações que podem mudar o destino de alguns investidores. "A cautela deve continuar até a companhia divulgar seus resultados no mercado externo, acho que isso deve ocorrer até dez dias após a divulgação do Brasil. Como lá fora a regra contábil é mais exigente, é mais correto esperar para ver o que vai acontecer", disse ele.


Neste mês a WinTrade, home broker da Alpes Corretora, colocou em sua carteira recomendada as ações preferenciais da estatal. "A petrolífera reagiu bem tanto às declarações de seu presidente - de que não pretende, por enquanto, ajustar para baixo os preços da gasolina - quanto ao comportamento do preço do petróleo, que pelo terceiro mês consecutivo conseguiu se sustentar acima dos US$ 45,00 o barril", explicou a corretora, em sua carteira recomendada, que segue a mesma recomendação do mês de fevereiro. Não só a estatal fez parte da continuidade, como as demais companhias brasileiras.



Mercado externo


Ontem a Petrobras começou a explorar o campo de petróleo de Akpo, localizado em águas profundas da Nigéria. A estatal detém 16% de participação, em parceria com a francesa Total (operadora do bloco), as nigerianas Nigerian National Petroleum Corporation (NNPC) e South Atlantic Petroleum (Sapetro), além de uma petrolífera chinesa. O início da produção estava previsto para abril, mas a operadora conseguiu antecipar o cronograma em um mês.


Outro ponto que pode ser positivo para os investidores brasileiros e estrangeiros, e será aguardado no mercado de hoje, foi a publicação em um jornal espanhol de que o presidente dos EUA, Barack Obama, tem interesse em mais petróleo brasileiro.


Possível acordo para aumentar fluxo de venda de petróleo brasileiro para os Estados Unidos impediram que as ações da Petrobras fechassem em queda ontem, mesmo com baixa da Bolsa de Valores (Fonte: DCI, 2009-03-10).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Trabalhadores petroleiros projectam greve ilimitada na Nigéria


Uma greve ilimitada terá lugar a partir de segunda-feira proxima em protesto contra aos raptos repetidos dos parentes dos trabalhadores petroleiros na conturbada província petrolífera do Delta do Níger (no sul da Nigéria), anunciaram sábado empregados do Escritório das Indústrias Petroleiras.

"A greve é uma directiva nacional e não se limitará só ao Delta do Níger", declarou a presidente da Associação dos Altos Quadros do Petróleo e Gás da Nigéria, Preye Grace Oluwu em entrevista à imprensa.

"Três dos nossos membros continuam sequetrados. A mulher de um dos nossos membros foi raptada desde Agosto último até agora. Estamos sem notícias dela. Nós continuamos a trabalhar nestas condições", indignou-se.

Os trabalhadores do petróleo e as suas famílias foram duramente afectados por uma série de raptos que abrangeu cerca de 200 pessoas no ano passado.

O Governo atribui os raptos a grupos criminosos que extorquem dinheiro, exigindo resgates de pessoas ricas e de organizações financeiramente estáveis.

O último dos casos de rapto concerne a um rapaz de nove anos, filho dum empregado petroleiro e a sua irmã morta a tiro no mesmo momento na semana passada por homens armados quando iam à escola situada na principal cidade petrolífera de Port Harcourt, sul da Nigéria.

O rapaz foi libertado ileso quinta-feira última ao passo que o cadáver da sua irmão estava na morgue a espera do funeral.

Além disso, a esposa dum ex-ministro da Energia, Edmund Daukorou, acaba de ser libeta das garras dos seus sequestradores depois de ter passado vários dias detida.

O maior grupo irredentista desta província, o Movimento para a Emancipação do Delta do Níger (MEND), declarou sábado que o ex- ministro pagou um resgate de dois milhões 500 mil dólares americanos em troca da liberdade da sua mulher (Fonte: Portal Angop, 2009-02-08).

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Galp à procura de fontes alternativas ao gás


Empresa assinou acordo com Venezuela para o fornecimento de 2 mil milhões de metros cúbicos


O chairman da Galp Energia, Francisco Murteira Nabo, admite que Portugal "tem um problema de gás complicado". A explicação é simples: o mercado português está dependente apenas de dois países, a Argélia e a Nigéria.


O responsável diz ainda que a empresa está a lutar para "duplicar o fornecimento ao país devido ao aumento do consumo. Para isso estamos a tentar encontrar fontes alternativas do gás", refere durante o seminário «Energia: Propostas para Portugal».


Daí, a petrolífera ter assinado um acordo com a Venezuela para o fornecimento de 2 mil milhões de metros cúbicos e estar a tentar um entendimento com a Guiné Equatorial.


Além da Venezuela e Guiné "também estão à procura de oportunidades no Médio Oriente" e "em Angola, à semelhança da Venezuela, estamos em negociações para participar em projectos de liquefacção", rematou (Fonte: Agência Financeira, 2009-02-05).

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Os produtores africanos e seu melhor cliente*


A Indústria do Petróleo africana, que figura a cada dia mais importante geopoliticamente, caminha hoje entre o tênue fio que separa o potencial desenvolvimento de um país da submissão econômica. Seus produtores mais significativos são Líbia e Argélia (países do norte africano) e Nigéria e Angola (situados na costa oeste da África Subsaariana).

Altamente dependentes do petróleo, esses quatro produtores africanos respondem por estimadamente 9% da produção mundial, com uma produção diária de 8 milhões de barris. No que se refere às reservas, os quatro representam cerca de 8% das reservas mundiais, uma vez que estas totalizam 100 bilhões de barris. Dos quatro, somente Angola possui um R/P baixo. No quesito “consumo”, o quadro muda, pois quase todo o petróleo é para exportação. O consumo diário dos quatro produtores não totaliza sequer 1 milhão de barris/dia ( 876 mil por dia) – ou seja, cerca de 10% de sua produção. Entretanto, cabe ressaltar que este quadro poderá se modificar através das mudanças que certamente virão com as novas perspectivas econômicas e políticas.

Os caminhos de saída do continente africano favorecem os principais produtores. Enquanto Líbia e Argélia se beneficiam do Mar Mediterrâneo para atingir o mercado europeu, Nigéria e Angola têm à sua disposição o Oceano Atlântico, o qual lhes possibilita exportar com tranqüilidade também para as Américas (em 2007, as exportações de Angola para o Brasil praticamente duplicaram graças ao petróleo). O Egito, apesar de possuir reservas bem mais modestas, é largamente compensado por seu potencial logístico. Seu grande trunfo é o Canal de Suez, principal passagem africana para o mercado asiático. O canal detém tanto valor que chegou a ser o estopim para a segunda crise do petróleo (quando, em 1956, Gamal Nasser decidiu nacionalizar o Canal de Suez).

A situação dos dois principais “pares” de produtores é bastante distinta. Enquanto Líbia e Argélia estão posicionados entre os melhores IDHs do continente, Nigéria e Angola apresentam níveis baixos e sofrem com sérios conflitos internos (Angola vive em estado de paz nos últimos anos, o que torna as previsões mais otimistas). O único fio que realmente une estes países é a forte competição econômica envolvendo China e EUA, ambos investidores pesados do continente (a Índia, outro país em desenvolvimento, também investe, no entanto de maneira menos expressiva).

Dependendo das circunstâncias, esta competição pode ser saudável para a África. Na Líbia, país onde o nível de pobreza é baixo em comparação a países vizinhos, a força do Estado e a relativa consistência da economia impedem que os fortes investimentos americanos (e agora chineses) coloquem o país sob jugo estrangeiro e ao mesmo tempo garantem que os contratos internacionais sejam cumpridos. Na Argélia, onde a China ainda tem dificuldades para penetrar, a situação é semelhante, ainda que os EUA tenham bases militares instaladas no país.

Para os países subsaarianos, a situação é mais complexa. A Nigéria é um exemplo bastante ilustrativo: envolvida em conflitos internos, marcada pela pobreza e pela fragilidade da economia nacional, pode vir a tornar-se um alvo fácil para o domínio estrangeiro. Por ora, tanto a Nigéria quanto outros países subsaarianos vêm aproximando-se da China, aproveitando-se da postura chinesa de auxiliar na reconstrução do continente (ao mesmo tempo em que ocupa seu espaço no mercado africano). Em 2004, o crescimento do comércio entre China e África foi de impressionantes 50%, o que prova não ser por acaso a recente decisão dos chineses de injetar dois bilhões de dólares em Angola para a construção de infraestrutura offshore.

Apesar da expressiva produção, o consumo de petróleo dos países africanos é quase insignificante. Há poucas refinarias na África e a distribuição de combustíveis é limitada. Tomemos como exemplo a indústria automobilística: somando os quatro maiores produtores (Líbia, Argélia, Nigéria e Angola), não chegamos nem a quatro milhões de automóveis; com o mesmo número de habitantes (192 milhões de habitantes), a frota do Brasil é de quase 50 milhões de veículos.

É importante lembrar que a China, que tanto ambiciona o petróleo africano para atender sua demanda crescente (contribuindo para uma preocupante disparada nas cotações), também olha com atenção para o mercado consumidor africano. A China investe pesadamente em sua Indústria Automobilística e – com seus preços “tradicionalmente” baixos – poderá, em um futuro não muito distante, revolucionar a frota de automóveis africana. Isso sem contar com os investimentos destinados ao downstream, a ampliação da malha rodoviária, a geração de empregos e o aumento de renda (ou seja, tudo que é necessário para estimular o aumento da frota e, conseqüentemente, do consumo de derivados).

O aumento da frota mundial de veículos tende a crescer, e esta é apenas uma das ramificações de mercado a serem exploradas a partir do petróleo africano. Uma tendência que se pode apontar a partir da questão africana é a manutenção das elevadas cotações do petróleo. Esta tendência poderia ser freada se a produção mundial e o descobrimento de novas reservas viessem a aumentar consideravelmente, mas essas são situações que não dependem somente de questões técnicas e objetivas. Tudo dependerá de fato da geopolítica intercontinental, a cada dia mais complexa.


Mauro Kahn & Pedro Nobrega - Clube do Petróleo - Leia outros artigos e os primeiros desta série acessando o site
www.clubedopetroleo.com.br

Na próxima semana abordaremos as questões que envolvem a exploração e produção do petróleo na América do Norte, comentando particularmente os casos do Alasca (EUA) e do Canadá. Demonstraremos como, mesmo em uma região de grande tranqüilidade internacional, o petróleo ainda encontra obstáculos dentro da própria organização política, econômica e social do país produtor.


* Publicação e divulgação integral deste artigo estão autorizadas desde que sejam preservados os créditos de autoria e mantido inalterado o conteúdo.

(Fonte: Clube do Petróleo).

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Angola é o maior produtor de petróleo em África, segundo a OPEP


Angola ultrapassou a Nigéria como o maior produtor africano de petróleo, de acordo com o mais recente Oil Mining Report (OMR) divulgado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

No seu OMR para o mês de Maio, a OPEP afirma que a produção angolana em Abril foi de 1,87 milhões de barris por dia ao passo que a produção da Nigéria caiu para 1,81 milhões de barris, contra um pico de 2,5 milhões de barris três anos antes.

De acordo com a OPEP, a produção diária da Nigéria tem vindo a cair com 2,235 milhões de barris em 2006 e 2,125 milhões de barris em 2007. Durante o mesmo período, a produção de Angola passou de 1,385 milhões de barris por dia em 2006 para 1,66 milhões em 2007.

O cartel petrolífero atribuiu o aumento da produção de Angola a novos projectos "offshore" na região rica em petróleo junto à costa da província de Cabinda (Fonte: Macauhub, 2008-06-11).

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Angola ultrapassou Nigéria como maior produtor de petróleo no continente africano


A produção petrolífera de Angola foi a maior do continente africano no mês de Abril, superando a da Nigéria, afectada por ataques a instalações petrolíferas, segundo dados hoje divulgados pela Organização de Países Exportadores d Petróleo (OPEP).

A OPEP indica que em Abril, Angola produziu em média 1,873 milhões de barris de petróleo, mais 55 mil do que a Nigéria.

No final de Abril, a produção petrolífera da Nigéria estava nos 1,36 milhões de barris, 40 por cento da capacidade instalada no país, que é anualmente o maior produtor de petróleo em África desde 1978, e no ano passado atingiu um débito de perto de 2,4 milhões de barris diários.

A redução deve-se aos constantes ataques por parte de rebeldes no Delta do Níger, "coração" da produção de petróleo no país, que reclamam contra a poluição causada pela indústria petrolífera e exigem parte da riqueza produzida na região.

A produção na Nigéria foi entretanto regularizada, mas a situação no terreno continua a ser instável, e a generalidade dos analistas admitem a ocorrência de novos ataques a plataformas petrolíferas ou oleodutos.

Angola aderiu à OPEP no início deste ano, e tem uma quota de produção de 1,9 milhões de barris.

Entre os três maiores produtores africanos está ainda a Líbia, com 1,72 milhões de barris (Fonte: RTP/Lusa, 2008-05-15).

terça-feira, 22 de abril de 2008

Petrobras deve começar a produzir petróleo em dois campos da Nigéria


A Petrobras deverá começar a produzir petróleo em dois campos gigantes na Nigéria ainda neste ano.

Segundo o diretor Internacional da companhia, Jorge Zelada, o campo de Agbami, que terá produção de 250 mil barris por dia de petroleo, deverá iniciar a operação em julho.

Já o outro campo, de Akpo, com cerca de 200 mil barris diários de capacidade de produção, deve ter início da operação em dezembro. No primeiro, a participação da Petrobras no projeto é de 13% e no segundo, de 20%.

As parceiras da Petrobras nos dois projetos são a americana Chevron e a francesa Total (Fonte: Globo online, 2008-04-15).

quinta-feira, 13 de março de 2008

São Tomé e Príncipe e Nigéria retomam exploração de petróleo conjunta em maio


São Tomé e Príncipe e a Nigéria retomam em Maio próximo o processo de exploração conjunta de petróleo numa zona de comum acordo, depois de uma suspensão de 18 meses, revelou quarta-feira em São Tomé o primeiro-ministro são-tomense. Patrice Trovoada, chefe do governo são-tomense fez esta revelação em entrevista aos jornalistas no balanço da sua deslocação a Abuja, Nigéria, onde participou na reunião do Conselho Ministerial Conjunto (CMC), uma das estruturas de exploração de petróleo numa zona conjunta entre os dois países.

Além de negociações com vista à tomada de uma decisão sobre dois dos seis blocos ainda por adjudicar na zona, o Conselho Ministerial a realizar-se em São Tomé, deverá também aprovar o orçamento da Autoridade Conjunta de exploração para 2008 estimado em 13 milhões de dólares.

Autoridade Conjunta é o órgão executor das acções de natureza técnica concebidas pelo Conselho Ministerial Conjunto, a estrutura que decide de acordo a política traçada por governos dos respectivos países."Dentro de três meses teremos uma outra reunião do CMC aqui em São Tomé”, sublinhou Patrice Trovoada, que se manifestou preocupado com a “lentidão” por parte de algumas empresas petrolíferas que operam nesta área marítima conjunta de exploração.

Em Março de 2007, a empresa chinesa Sinopec e a suíça Addax Petroleum, operadoras de dois blocos da zona, anunciaram o início das perfurações para Agosto de 2008, enquanto a Chevron-Texaco anunciava uma descoberta petrolífera, mas sem carácter comercial resultante de um primeiro furo feito num outro poço da região.

Assinado em Fevereiro de 2001, o tratado de exploração conjunta estabelece 60 por cento de receitas para Nigéria e 40 para o arquipélago são-tomense (Fonte: Macauhub, 2008-03-13).