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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Petrobras assina contrato de construção de mais duas plataformas para o pré-sal

A produção de petróleo no pré-sal da Bacia de Santos, nos campos de Franco e Franco do Sul, ganhará duas plataformas que agregarão, quando estiverem em plena operação, mais 300 mil barris de petróleo e 14 milhões de metros cúbicos gás natural, diariamente, à produção nacional.

Os contratos para a construção das plataformas foram assinados hoje (11) pela Petrobras em cerimônias ocorridas no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. A construção e a integração dos módulos da P-74 e da P-76 irão gerar cerca de 4.500 empregos diretos e indiretos nas regiões de São José do Norte (RS) e Pontal do Paraná (PR), onde estão os estaleiros que executarão os serviços.

A Petrobras informou que, para a construção dos módulos das plataformas, os contratos estipulam um índice de conteúdo local de 65% nos serviços de construção e montagem; 65% nos serviços de engenharia de detalhamento, 65% nos serviços de gerenciamento e de 71% para o fornecimento de materiais. A instalação e a integração dos módulos no casco também terão conteúdo local de 65%.

O prazo contratual total é 42 meses. A produção de petróleo da P-74 está prevista para o segundo semestre de 2016, e a da P-76, para o segundo semestre de 2017.
 
Fonte: Jornal do Brasil/Agência Brasil, 2013-04-11.

Empresa inicia prospecção de petróleo, gás e potássio no Baixo Amazonas e oeste paraense

A empresa Georadar inicia no próximo dia 20 a primeira ação de prospecção na bacia do rio Amazonas localizada em território paraense na busca por vestígios de jazidas de petróleo e gás. O grupo, de capital nacional com aporte de fundos de pensão internacionais, é prestador de serviços da Petrobrás e detém a mais avançada tecnologia em sísmica terrestre no mundo. O trabalho vai capturar registros em duas dimensões do subsolo feitos em duas regiões do estado.

Na primeira, na região oeste, as prospecções acontecerão nos municípios em Belterra, Mojuí dos Campos e Santarém. A segunda etapa, que iniciará no segundo semestre e vai até o dia 30 de dezembro, compreende os municípios de Monte Alegre, Prainha e Almeirim, a leste do Rio Amazonas. O contrato de prospecção está orçado em R$ 80 milhões e prevê a geração de imagens por meio de ressonância sonora do subsolo que serão avaliadas posteriormente por técnicos da Petrobrás, indicando ou não a viabilidade da exploração comercial das jazidas, das quais há muito tempo já se tem indícios.

No último dia 9, uma equipe da empresa, chefiada pelo presidente Luiz Nagata, apresentou o projeto ao Governo do Estado. Primeiramente em uma reunião no Centro Integrado de

Governo (CIG), em Belém, para o secretário especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Indústria, Sidney Rosa, e para a secretária adjunta da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), Maria Amélia Enríquez, e sua equipe técnica. Posteriormente, no mesmo dia, o grupo foi até Santarém onde apresentou o projeto para uma comitiva de prefeitos, membros do governo e da sociedade civil.


Entre os benefícios diretos à população do Pará com a investigação dessas jazidas, está previsto o investimento de R$ 8,5 milhões em contratação de mão de obra local e serviços especializados, além de indenizações. “Nós não entramos em nenhum território sem termos todas as licenças, sem o conhecimento dos proprietários das áreas e sem comunicar as autoridades locais. Depois de entrar e executar o serviço, o solo e a cobertura vegetal são recompostos”, informou o presidente da empresa.

A secretária Maria Amélia Enríquez ressaltou a importância do projeto para o futuro do estado e frisou a necessidade de qualquer ação de exploração mineral deixar investimentos e benefícios para a população local. “Nós inauguramos uma nova etapa em relação à exploração mineral com a implantação da taxa de mineração, que não se aplica ao projeto em específico, mas que determina a vontade deste governo em assegurar que a população seja diretamente beneficiada com a exploração dos nossos recursos naturais”, disse ela.

Os executivos ressaltaram a importância dos estudos anteriores e do conhecimento desenvolvido no estado pela Universidade Federal do Pará (UFPA), que é uma instituição referenciada nacionalmente na área de Geologia. E informaram que eles apontam grande probabilidade de ocorrência de petróleo e gás natural, além de outros minerais, como o potássio. Nesse sentido, o secretário especial Sidney Rosa revelou a intenção do Estado em fomentar a indústria de fertilizantes usando a matéria prima do potássio que existe na região. “Isso vem ao encontro das nossas expectativas, pois estamos dando incentivos para empresas de fertilizantes se instalarem no estado, dinamizando a produção agrícola”, comentou Rosa.

Nagata confirmou o potencial e disse que a expectativa é que a produção mineral possa ser efetivada em dois ou três anos, com possibilidades de verticalizar a produção de fertilizantes em Belém, através da rede de infraestrutura logística (de transportes terrestres e fluviais) que está sendo fomentada pelo governo federal em parceria com o governo do Pará.

Sísmica - O diretor de operações sísmicas da Georadar, Ricardo Savini, fez uma demonstração do sistema de prospecção chamado “Sísmica”. Ele comparou o processo a uma ultrassonografia. Através de canhões de emissão de ondas sonoras de alto impacto é possível atingir as mais profundas extensões no subsolo e obter a localização exata dessas jazidas. "Através dos ângulos de refração é possível calcular e projetar as camadas de solo que apontam os ambientes favoráveis a formação de jazidas minerais. Dessa forma, o processo gera imagens em duas dimensões que podem ser, dependendo dos primeiros indícios, processadas em três dimensões para análises mais precisas", explicou.

Ainda segundo Savini, a tecnologia de prospecção avança muito com a tecnologia atual, dando resultados muito mais precisos a cada ciclo de cinco ou sete anos. A Georadar adquiriu 70% das ações de uma empresa estrangeira especializada, adquirindo, assim, a mais moderna tecnologia de sísmica do mundo, com a qual inclusive já trabalham na prospecção das jazidas do pré-sal.
 
Fonte: Governo do Pará, 2013-04011.  

segunda-feira, 25 de março de 2013

UFRR desenvolve projeto para pesquisa de petróleo

Para formar profissionais aptos a pesquisar petróleo em águas profundas, a Universidade Federal de Roraima (UFRR) desenvolve, há um ano e meio, o projeto denominado 'Bioestratigrafia com base em Microfósseis Silicosos'. A pesquisa é feita por acadêmicos orientados pelo doutor em bioestratigrafia e professor do curso de Geologia da Universidade Vladimir de Souza.

Segundo ele, o trabalho consiste na formação de bioestratígrafos."O bioestratígrafo é aquele profissional que conseguirá retirar do sedimento os microfósseis da maneira mais preservada possível", explica. O projeto é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e os alunos participantes recebem bolsa no valor de R$ 400.

O material utilizado segundo Souza, foi doado pela Petrobrás e faz parte da margem equatorial das bacias do Pará (PA), Maranhão (MA) e Ceará (CE). "Nós somos o único estado da região Norte a montar um laboratório para estes estudos. No Brasil, além de Roraima, o Rio de Janeiro também possui material semelhante", afirma pesquisador.

A aluna do 6º período de geologia da UFRR Diany Monteiro conta que a pesquisa é importante para agregar valores a formação acadêmica, tendo em vista a relevância do assunto. "Além do conhecimento, estamos participando de uma experiência nova que futuramente trará muitos frutos", avalia.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Empresa de petróleo de Eike Batista acompanha Petrobras na queda


As ações da OGX, empresa de propriedade do bilionário brasileiro Eike Batista, operavam estáveis em 0% na abertura do pregão desta quarta-feira, após um rally de queda na véspera. Junto com a forte queda da Petrobras, impulsionada pelo discurso pessimista da presidente Maria das Graça Foster, a OGX também terminou o dia com seus papéis valendo menos. As ações da petrolífera do empresário Eike Batista terminou o pregão da Bovespa, nesta terça, com recuo de 6,22%. O prejuízo se estendeu também para a MMX Mineração e a LLX Logística que apresentaram perdas de 4,66% e 3,64%, respectivamente.

Na segunda-feira, a companhia havia informado que seus poços marítimos atingiram produção média de 4,9 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia em janeiro, o menor nível da série iniciada em fevereiro de 2012, após a entrada em funcionamento do terceiro poço da companhia no campo de Tubarão Azul.

Lançados no mercado acionário em meados de 2008 com grande expectativa, as empresas do bilionário brasileiro vem decepcionado os seus acionistas. Os papéis da OGX, por exemplo, registraram o pior desempenho da Bovespa no ano passado. A queda acumulada nos doze meses chegou a 68%.

Após despencar 13 posições – do 14º para o 27º lugar em 2012 – no ranking da revista norte-americana Forbes, especializada no dinheiro alheio, Eike Batista continua vendo o montante do capital que amealhou minguar dia após dia, nas bolsas de valores. Perdeu quase US$ 20 bilhões nos últimos meses. O capital acumulado era de US$ 34,5 bilhões um ano atrás e, hoje, está situado na casa dos US$ 14,5 bilhões, segundo valores estimados pela agência especializada em economia Bloomberg.

(Fonte: Correio do Brasil citado por Portogente, 2013-02-07).

Mantega: queremos estar "mais colados" ao preço do petróleo no exterior


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira a intenção de acompanhar mais de perto os preços do petróleo no exterior, embora tenha dito não parecer "oportuno falar de novo aumento" de combustíveis neste momento.

Na semana passada, a Petrobras anunciou o aumento do preço da gasolina na refinaria e do diesel numa manobra amplamente aguardada pelo mercado diante da defasagem dos valores dos combustíveis no país em relação às cotações internacionais.

"Queremos estar mais colados (ao preço do barril do petróleo no exterior)", disse Mantega a jornalistas, acrescentando que o objetivo é que não haja prejuízo para a Petrobras pela defasagem de valores do petróleo e dos combustíveis.

"Estaremos atentos para que haja proximidade maior do aumento da gasolina em relação ao preço dos derivados (de petróleo)", complementou.

Sobre a perda de valor dos papéis da Petrobras nesta terça-feira após a divulgação de mudança na distribuição de dividendos por parte da companhia, Mantega se limitou a dizer que essa é uma aplicação sujeita a variações.

"É renda variável, isso costuma acontecer, uma hora cai, vinha subindo há várias semanas, às vezes o fator é externo. Ontem (segunda-feira), as bolsas caíram no mundo todo, portanto, as ações também", comentou.

As ações ordinárias da Petrobras caíram 8,29 por cento nesta terça-feira, no maior recuo diário do papel desde junho de 2012, um desempenho que levou o principal índice da Bovespa ao vermelho pelo segundo pregão seguido.

Questionado sobre se o governo terá perdas com a mudança na forma de distribuição dos dividendos da Petrobras, o ministro se recusou a falar sobre o assunto e disse que era um tema a ser tratado pela diretoria da empresa.

A Petrobras decidiu fazer uma distribuição diferenciada de dividendos prevendo uma economia de 3,5 bilhões de reais com a medida, após a divulgação do fraco resultado operacional no quarto trimestre. A estatal anunciou que pagará dividendo de 47 centavos de real para cada ação ordinária e de 96 centavos de real para cada ação preferencial.
 
(Fonte: Br.Reuters, 2013-02-05).

Produção de petróleo da Petrobras cai 2% no Brasil em 2012


A produção média de petróleo da Petrobras no Brasil ficou em 1,98 milhão de barris por dia em 2012, volume 2% menor que a média do ano anterior, de 2,022 milhões de barris/dia, informou a estatal nesta segunda-feira (4) em comunicado.

— A produção de petróleo e gás natural reduziu em função do maior número de perdas operacionais e da interrupção em Frade, compensados, em parte, pela entrada em produção de novos poços e pela melhoria dos níveis de eficiência operacional na bacia de Campos.

A companhia sofreu ao longo de 2012 com paradas não programadas de produção das suas plataformas e com a queda de produtividade da bacia de Campos.

No mês de setembro a extração média de petróleo da empresa atingiu o menor volume desde 2008, em 1,843 milhão de barris/dia.

Segundo a Petrobras, nos últimos três meses de 2012 houve uma recuperação dos níveis de produção, em função da entrada em operação da FPSO (plataforma) Cidade de Anchieta, adicionando 57 mil barris diários, e aumento da eficiência na bacia de Campos decorrente do Programa de Aumento da Eficiência Operacional.

A interligação de novos poços nas plataformas P-53 (Marlim Leste), P-51 e P-56 (Marlim Sul), que adicionaram mais 31 mil barris por dia, compensaram parcialmente o encerramento do teste de longa duração de Iracema e o declínio natural de produção, segundo a estatal.

Nesta segunda-feira a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis divulgou uma queda de 5% na produção de petróleo no Brasil no mês de dezembro, que somou 2,105 milhões de barris diários (bpd) em média, ante o mesmo mês de 2011.

(Fonte: R7 Notícias, 2013-02-04).

Petrobras encontra mais indícios de petróleo em Tupi Sul


A Petrobras descobriu indícios de petróleo no poço 4-BRSA-1047-RJS, em Tupi Sul, na Bacia de Santos, e comunicou o fato na última sexta-feira (01) à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O poço tem lâmina d'água de 2.182 metros.

Em 4 de janeiro, a companhia havia comunicado ter encontrado indícios de óleo no mesmo poço. Ainda não há, nesta fase, confirmação de que o poço tenha capacidade para ser explorado comercialmente.
(Fonte: Exame.Abril, 2013-02-04).

Petrobras descobre petróleo e gás na Bacia do Solimões

A Petrobras informou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ter descoberto um reservatório de óleo e gás em um dos poços em que realiza prospecção na Bacia do Solimões, no Amazonas.

No comunicado à agência reguladora, a petroleira não estima a capacidade potencial da acumulação.

A descoberta, registrada no poço 3BRSA1106DAM do bloco SOL-T-171, ainda não foi declarada comercialmente viável.

O bloco é explorado integralmente pela Petrobras, sem parceiros.


(Fonte: Exame.Abril, 2013-02-01).

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

ANP não confirma Pernambuco em leilão para pesquisa de petróleo

A Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) e o Ministério de Minas e Energia não confirmaram a inclusão da bacia Pernambuco-Paraíba no novo leilão para a exploração de petróleo e gás. Segundo a ANP e o ministério, a alteração ainda precisa do crivo do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A Secretaria de Imprensa do Estado informou como certa, nesta última quinta (24), a inclusão dos três blocos na 11ª Rodada de Licitação, que teve pré-edital publicado no Diário Oficial da União sem qualquer menção a Pernambuco.

A documentação referente à 11ª Rodada foi divulgada no Diário Oficial desta quinta, ato que marca o início do cronograma com etapas exigidas por lei: serão 10 dias com pré-edital em consulta pública na internet, uma audiência pública no próximo dia 19 e, finalmente, o leilão em maio.

No início da tarde da quinta, o Secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Martins Almeida, divulgou a ampliação da 11ª Rodada de licitação com o aumento de blocos exploratórios de petróleo e gás de 172 para 289.

O governo estadual se antecipou e divulgou que a bacia Pernambuco-Paraíba já teria sido incluída no pacote. Na nota do Estado, única fonte de informações usada pela maior parte da imprensa local ontem, a inclusão já seria fato consumado e se deu porque a presidente Dilma atendeu a uma solicitação direta do governador Eduardo Campos na semana passada.

“O governador lembrava o fato de tanto Pernambuco quanto a Paraíba não terem sido incluídos nos últimos leilões das bacias em exploração no Nordeste, apesar do ‘alto potencial produtivo’ detectado em estudos técnicos”, diz a nota do governo.

No entanto, tanto o Ministério de Minas e Energia quanto a ANP ressalvam que a inclusão das novas áreas – entre elas a bacia Pernambuco-Paraíba – dependem da aprovação do CNPE. A ANP inclusive evitou responder questionamentos sobre os três novos blocos pela incerteza da inclusão deles na nova rodada.

“As novas áreas ainda precisam ser aprovadas pelo Conselho Nacional de Política Energética. Apenas após essa aprovação e a publicação no Diário Oficial poderemos ter as respostas solicitadas”, respondeu ao JC a ANP.

PETROGAL
A ansiedade pernambucana em torno da bacia Pernambuco-Paraíba é grande porque há fortes indícios de potencial produtivo na área. Em 2007, o consórcio Petrobras e Petrogal (braço da petrolífera portuguesa Galp) arremataram três blocos na bacia pernambucana. O prazo para a primeira fase de exploração e pesquisa é de 5 anos e se encerra dentro de dois meses. Até lá, o consórcio precisa decidir se vai em frente no processo exploratório e seguirá para segunda etapa, que é de extração. A ANP foi questionada ontem sobre um eventual pedido de perfuração dos blocos pela Petrobras e Petrogal, mas não respondeu sobre o assunto.

O consórcio arrematou os três blocos na 9ª Rodada da ANP e contratou a empresa norte-americana CGGVeritas para realizar uma pesquisa sísmica com tecnologia 3D, uma espécie de ultrassonografia do subsolo marinho que permite localizar estruturas favoráveis à acumulação de petróleo e gás.

O trabalho foi executado entre novembro de 2009 e fevereiro de 2010. Até agora não há informação sobre a existência de petróleo na região ou, mesmo em caso positivo, sobre se há viabilidade financeira para produção de petróleo na costa pernambucana.

Fonte: JC Online/Portogente, 2013-01-28). 

OGX e Petrobras anunciam novas descobertas de petróleo

A Petrobras (PETR3; PETR4) e a OGX Petróleo (OGXP3) anunciaram na última terça-feira (29) a descoberta de petróleo em terra e no mar, respectivamente. Segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural), a notificação indica apenas a presença de indícios de hidrocarbonetos, que pode não se constituir em uma acumulação comercial.

A descoberta da OGX situa-se em campo C-M-560, no poço 1OGX104RJS, localizado na bacia de Campos, no litoral sudeste do Brasil.

Já a constatação de existência de petróleo em terra feito pela Petrobras encontra-se no poço4BRSA1156ES, em Jacupemba, Espírito Santo.


(Fonte: InfoMoney, 2013-01-30). 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Petrobras no Golfo do México


O Escritório de Administração, Regulamentação e Supervisão de Energia Oceânica dos EUA concedeu, na quinta-feira (17), uma licença para a Petrobras iniciar a produção de petróleo e gás natural em seu projeto nos campos de Cascade e Chinook, no golfo do México.

A direção do órgão ressaltou a colaboração entre a indústria e o governo americano para a produção de recursos de energia no país.

Com a obtenção dessa licença, a Petrobras iniciará em breve a produção no golfo do México, em campos localizados a uma profundidade de 2.500 metros.

Será o primeiro navio-plataforma tipo FPSO (navio que tem instalações de produção e estocagem) a operar na região do golfo, nos EUA. A Petrobras tem experiência com operação de FPSOs em águas profundas e ultraprofundas no Brasil, inclusive nos campos do pré-sal.

A plataforma tem capacidade para produzir 80 mil barris de petróleo e 500 mil metros cúbicos de gás por dia. Entre as principais vantagens do navio-plataforma está a mobilidade. Em caso de condições climáticas adversas, a embarcação pode ser separada do sistema de poços e navegar para áreas seguras. (Fonte: Folha - UOL, 2011-03-19).


sexta-feira, 11 de março de 2011

Petróleo e minério lideram crescimento da economia brasileira em 2010


A indústria extrativa liderou o crescimento da economia em 2010, com avanço de 15,7%. Composta basicamente pelos segmentos de minério de ferro e petróleo, a indústria extrativa foi beneficiada pela expansão da demanda por commodities no mundo. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maior parte deste crescimento reflete as exportações de minério de ferro. A Vale produziu no ano passado cerca de 300 milhões de toneladas de minério de ferro. A Petrobras, por sua vez, extraiu por dia cerca de 2,1 milhões de barris de óleo no período.

A construção civil foi a segunda maior alta em 2010, com crescimento de 11,6% no ano passado. De acordo com o coordenador das Contas Nacionais, Roberto Olinto, a expansão foi impulsionada pelo aumento do crédito, de 31%. O emprego no setor, por sua vez, aumentou 5,8%. O comércio apresentou a terceira maior taxa (10,7%) do PIB, favorecido pela demanda aquecida das famílias. O consumo dos brasileiros voltou a crescer com mais força no final do ano, segundo mostra o detalhamento do PIB divulgado nesta quinta-feira. O gasto das famílias cresceu 2,5% entre o terceiro e quarto trimestre. No ano, a demanda avançou 7%. Também na faixa de dois dígitos, o crescimento dos serviços de intermediação financeira foi um dos destaques do PIB em 2010. Motivado pelo crédito e outras atividades bancárias, o segmento cresceu 10,7%. A indústria de transformação, com a alta de 9,7%, transportes (8,9%) e distribuição de eletricidade (7,8%) também cresceram acima da média do PIB (7,5%). Todos os subsetores investigados pelo IBGE cresceram no ano passado. Agropecuária (6,5%), serviços de informação (3,8%) ficaram abaixo da média.
(Fonte: Economia - IG, 2011-03-03).

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Petrobras inicia exploração comercial do petróleo do pré-sal nesta semana


A Petrobras inicia nesta semana a exploração comercial do petróleo da camada pré-sal. O presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, afirmou no último dia 18 que as operações comerciais no Campo de Tupi devem começar entre os dias 27 e 28. Segundo o executivo, a exploração experimental de Tupi começou em maio. Atualmente, são extraídos do campo cerca de 14 mil barris de petróleo por dia. Com o início da exploração comercial, a extração pode chegar a 100 mil barris por dia. "Claro que isso não será obtido logo no início, mas é a capacidade", disse Gabrielli.

A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leito do mar, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos).

O petróleo encontrado nesta área está a profundidades que superam os 7.000 metros, abaixo de uma extensa camada de sal que, segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo. Vários campos e poços de petróleo já foram descobertos no pré-sal, entre eles o de Tupi, o principal. Há também os nomeados Guará, Bem-Te-Vi, Carioca, Júpiter e Iara, entre outros. Estimativas apontam que a camada, no total, pode abrigar algo próximo de 100 bilhões de boe (barris de óleo equivalente) em reservas, o que colocaria o Brasil entre os dez maiores produtores do mundo.

(Fonte: Portugal Digital, 2010-10-25).

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Petrobrás planeja fazer mapeamento de reservas em Angola


A Petrobrás e a petroleira estatal angolana Sonangol planejam realizar um mapeamento das áreas de exploração de petróleo em Angola, antes de o governo realizar uma nova rodada de licitações, afirmou o jornal português Diário Económico.


"Nós estamos esperando a visita de uma delegação brasileira nos próximos dias para iniciar as conversações sobre a organização do programa", afirmou o ministro da Defesa Nacional de Angola, Cândido Van-Dúnem, à agência de notícias Lusa, segundo o jornal.


Em julho, a Petrobrás confirmou a descoberta de petróleo em Angola, num bloco operado pela italiana Eni. Segundo a estatal, avaliações iniciais indicaram a existência de pelo menos 500 milhões de barris de petróleo de alta qualidade ("in place").


O jornal também disse, sem citar fontes, que a petroleira portuguesa Galp Energia, parceira da Petrobrás no Brasil, disse ao governo angolano que está interessada em adquirir participações minoritárias nos blocos de petróleo que deverão ser licitados. A Galp disse que não comentaria o assunto.


A Angola está tentando atrair o interesse das companhias antes de adotar medidas concretas para conceder novas licenças de exploração de petróleo no país.


Dados geológicos indicaram que as bacias do Congo e de Kwanza, em Angola, têm características similares com as bacias offshore do Brasil, onde foram feitas as maiores descobertas de petróleo do mundo nos últimos anos, afirmou o Diário Económico.

(Fonte: Economia - Estadão / Agência Estado / Dow Jones, 2010-09-29).

Petrobras consegue captar recursos para extração do petróleo do pré-sal


A Petrobras anunciou nesta sexta-feira, na Bolsa de Valores de São Paulo, que conseguiu captar os recursos que serão usados na extração do petróleo do pré-sal.

O presidente Lula comandou a cerimônia de encerramento da oferta de ações da Petrobras. A empresa arrecadou perto de R$ 120 bilhões. A Petrobras subiu no ranking das empresas de petróleo.
“A Petrobras se transforma na segunda maior empresa a valores de mercado, atrás apenas da Exxon por enquanto”, destacou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
É a maior oferta pública de ações do mundo. Participaram pequenos e grandes investidores na Bolsa de São Paulo e investidores estrangeiros na Bolsa de Nova York. Mas quem mais comprou ações, cerca de dois terços do total, foi o próprio governo brasileiro.
O governo pagou as ações com 5 bilhões de barris de petróleo que serão retirados das reservas do pré-sal e aumentou sua participação no capital da Petrobras de 40% para 48%.
Com a capitalização, por meio da venda de ações, a Petrobras deve colocar em caixa US$ 25 bilhões para investimentos sem os custos de um empréstimo.
“Trata-se de impulsionar a competitividade do sistema econômico para garantir um longo ciclo de desenvolvimento, capaz de erradicar de vez a pobreza na vida do nosso povo”, declarou o presidente Lula.
(Fonte: G1 - Globo, 2010-09-24)

domingo, 19 de setembro de 2010

Produção de petróleo bateu recorde


A produção de petróleo no Brasil estabeleceu novo recorde em Agosto, com 2,078 milhões de barris diários, anunciou, na quinta-feira, em comunicado, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Bio Combustíveis (ANP). O documento refere que, desta forma, foi ultrapassado o recorde anterior, estabelecido em Abril, de 2,077 milhões de barris.

A ANP revelou que vai passar a divulgar mensalmente, na última semana, os dados da produção de petróleo e gás no país e o volume por empresa. A Petrobras passa a saber, assim, qual volume de produção dos parceiros minoritários nos campos onde que ela opera, mas continua mas sem dispor dos dados nos campos em que a sua participação é menor, como são os casos de Ostra (Shell) e Frade (Chevron). “O novo recorde reflecte o trabalho que vem sendo feito ao longo dos anos”, sublinhou o director da ANP, Victor Martins, durante a Rio Oil & Gas.

Com os blocos que já foram vendidos, disse, a produção de empresas privadas no país deve aumentar nos próximos quatro anos. Em Agosto, por exemplo, a Petrobras respondeu por quase 92 por cento da produção, com 1,898 milhão de barris diários. Neste número não foram contabilizados os barris obtidos em parcerias em que a empresa estatal não é a operadora. A produção de gás natural ficou em 60,8 milhões de metros cúbicos. O estudo da ANP lembra que o Brasil tinha, em Agosto, 294 concessões em produção, 75 das quais, marítimas. A bacia de Campos continua a ser o principal pólo produtor, com 1,765 milhão de barris de petróleo em Agosto, equivalente a 84,9 por cento, seguida da do Espírito Santo, com 36,6 mil barris diários, 3,3 por cento.

(Fonte: Jornal de Angola-Sapo, 2010-09-19).

Oferta da Petrobras desperta interesse, mas especialistas pedem cautela


O gigantismo da operação de aumento de capital da Petrobras desperta, de forma inegável, o interesse de qualquer cidadão. Ainda mais quando vêm à memória os ganhos acima da média do mercado que os investidores tiveram durante o processo de reforço de caixa feito pela empresa, em 2000, e pela Vale, em 2002. E isso não é por acaso. Os fundos de ações ligados à estatal de energia e os Fundos Mútuos de Privatização (FMP) administrados pela Caixa, por exemplo, tiveram uma valorização de 863% a 910% nesses 10 anos, enquanto o rendimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ficou em 65,63% no mesmo período, conforme dados da CEF.

Enquanto a procura por ações da Petrobras naquela ocasião ficou abaixo das expectativas, a grande valorização dos papéis logo depois acabou provocando uma corrida pelos títulos da Vale. Naquelas operações, os trabalhadores puderam investir até 50% do saldo na conta do FGTS na compra das ações das empresas. Agora, com a nova oferta de papéis da Petrobras, o limite é de 30% e só poderá usar o FGTS nessa compra quem ainda mantém cotas no FMP da Petrobras criados em 2000.

O superintendente nacional do FGTS, José Maria Leão, lembra que compraram cotas do FMP-Petrobras 312 mil trabalhadores com recursos do Fundo de Garantia. Desse total, restam hoje cerca de 90 mil cotistas, mas esse número será confirmado apenas após o processo de capitalização da estatal.

“Nossa expectativa com essa operação é que ela movimente cerca de R$ 900 milhões nas contas do Fundo de Garantia”, diz ele, evitando fazer comparações entre o FGTS, que tem uma taxa de correção de TR mais 3% ao ano e os fundos.

“O FGTS não é investimento. É um mecanismo para garantir a segurança do trabalhador e, ao mesmo tempo, permitir financiamentos acessíveis ao trabalhador, como o da casa própria”, disse.

Vale lembrar que o momento agora é outro e que todo investimento no mercado de ações implica em um risco bem maior do que uma aplicação na poupança ou fundos de renda fixa. Aplicar os recursos do FGTS é uma das opções mais sugeridas pelos especialistas para a compra das ações da Petrobras.


Recomendações

Alguns dizem que não irão recomendar a compra de ações da estatal devido a dúvidas em torno do futuro da companhia. “A operação irá compensar mais para quem tiver fundo de investimento atrelado às ações da Petrobras. Nesse caso, será vantajoso para o investidor. Agora, eu não recomendo que o investidor desembolse dinheiro vivo para participar da capitalização”, diz uma fonte do mercado.

No próximo dia 29, a Petrobras pretende fazer uma oferta pública de ações no valor de R$ 110 bilhões para reforçar seu caixa e possibilitar a realização dos investimentos programados. Caso a procura supere as expectativas iniciais, esse montante pode chegar a R$ 127 bilhões com a inclusão de lotes suplementares e adicionais.

Quem é cotista do FMP da Petrobras deve formalizar o pedido de aplicação junto à administradora do fundo onde mantém o investimento apresentando apenas os documentos e o extrato do FGTS. O valor solicitado ficará indisponível na conta vinculada até o repasse do valor ao FMP, que deverá ocorrer no dia 29. Uma vez feita a reserva, não há possibilidade de desistência e o trabalhador também não poderá realizar saques na conta vinculada durante o período da oferta. Após a compra, o prazo mínimo para transferência do fundo ou para saque é de um ano, respeitando as regras de retirada do FGTS.

Já os cotistas dos fundos de ações da Petrobras poderão fazer a adesão junto às administradoras de suas respectivas carteiras até o dia 22 de setembro. O mínimo para aplicação é de R$ 200. No dia 23, será feito o fechamento das adesões e divulgado o preço inicial das ações que serão negociadas na oferta pública. No dia seguinte, será iniciada a negociação dos papéis da companhia na Bolsa de Nova York. Na BMF&Bovespa, essa transação será feita a partir do dia 27, sendo que a data fixada para a compra de fato das ações será no dia 29. Caso a demanda supere as expectativas, haverá um lote suplementar que será ofertado a partir do dia 25 de outubro.


Risco derruba ações

Desde o anúncio da nova capitalização da Petrobras, feito no fim do ano passado, as ações da companhia vêm registrando queda e vários investidores internacionais, entre eles o megainvestidor americano George Soros, acabaram vendendo participações. A forte oscilação dos papéis ao longo do ano levantam dúvidas quanto ao tamanho do risco que esse aumento de capital poderá oferecer, especialmente devido ao fato de o governo federal estar ampliando sua participação comprando papéis e pagando com barris do pré-sal ainda não explorados.

Alguns corretores preferem não aconselhar uma aposta nessa capitalização e afirmam que é um mau negócio para os acionistas minoritários, uma vez que o endividamento da Petrobras vem crescendo e a disponibilidade de recursos em caixa está em queda drástica nos últimos meses — apesar do lucro de R$ 16 milhões no primeiro semestre —, podendo comprometer o plano de investimentos de US$ 224 bilhões até 2014.

“Pelo contrato da cessão onerosa, o governo está comprado ações com dinheiro virtual, o que na prática, é um calote”, afirma uma fonte do setor. Ele alerta para o fato de o risco geológico da exploração do petróleo da camada pré-sal ser muito alto e cita a BP como exemplo, ressaltando que os riscos envolvidos em uma tecnologia ainda a ser desenvolvida para perfuração de camadas muito mais profundas são grandes. “Há mais riscos do que certezas”, diz.

Alguns corretores, no entanto, recomendam o investimento. Quem pode apostar com reservas dos fundos ligados ao FGTS leva vantagem, avisam, pois o rendimento nesse caso será bem maior. O FGTS rende, no máximo, 5% ao ano, mas tem garantias e ausência de risco. As ações estão em queda desde janeiro e chegaram a acumular perdas próximas a R$ 80 bilhões, o que fez com que a estatal fosse ultrapassada pela Vale em valor de mercado. Hoje, as ações da mineradora custam quase o dobro dos papéis da Petrobras (R$ 42 contra R$ 26) enquanto há algum tempo era o inverso.


Compra com barris

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, durante teleconferência na semana passada, disse que existem garantias no contrato de que mesmo se não houver petróleo na camada pré-sal a União arcará com os custos comprometidos. Pelo contrato, o Estado cedeu 5 bilhões de barris de várias áreas do pré-sal à Petrobras em troca de ações da empresa. “Os volumes estão garantidos para o contrato da cessão onerosa, de R$ 74,8 bilhões, considerando a taxa de câmbio média de agosto. Os contratos serão revisados durante a perfuração e outras áreas poderão ser incluídas caso o total de barris não seja alcançado.”

(Fonte: Correio Braziliense: Rosana Hessel, 2010-09-12).

Petrobras: A gigante está prestes a tornar-se maior


A Petrobras prepara-se para fazer um dos maiores aumentos de capital da história mundial. A gigante do petróleo, controlada pelo governo federal brasileiro, pretende recapitalizar-se em até 25 mil milhões de dólares, numa operação que deverá estar concluída até ao final do mês de Setembro.


O objectivo é ajudar a financiar a exploração na camada pré-sal nos poços ultra-profundos na Bacia de Santos, como o Tupi, onde a Galp Energia também está presente. O Tupi foi a descoberta "offshore" mais promissora no continente americano desde o Cantarell do México, em 1976.


A Petrobras tem um plano de investimentos de 224 mil milhões de dólares até 2014, cerca de um terço dos quais serão aplicados ao longo deste ano. No âmbito do aumento de capital, a empresa está também a adquirir ao Estado os direitos de exploração em sete novos campos petrolíferos na Bacia de Santos. Em troca, o Estado, que já controla cerca de 32% do capital, recebe mais acções da petrolífera. O aumento de capital foi adiado em Junho, porque a empresa e o governo preferiram esperar para obter avaliações independentes acerca do potencial das reservas de exploração. Em causa estava o preço médio dos direitos à exploração de petróleo a ser usado no processo de capitalização da Petrobras.


E a decisão chegou na quarta-feira, ao fim de várias semanas de negociações entre a Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo (ANP). A gigante vai entregar ao governo federal 42,5 mil milhões de dólares em acções em troca dos direitos de exploração de reservas que podem conter o equivalente a 5 mil milhões de barris de petróleo. Os 8,51 dólares por barril acordados entre as partes ficaram em linha com o intervalo previsto pelo mercado. E também em Portugal foi acompanhado de perto, já que o valor serve de referência para a avaliação dos activos da Galp no Brasil, que estão geograficamente próximos dos campos petrolíferos cujas licenças estão agora a ser negociadas.


As acções da Petrobras não têm tido vida fácil na bolsa desde o início do ano, acumulando uma queda de 22,7%. Mas o mercado aposta numa recuperação do título, agora que está a reduzir-se a incerteza em torno da recapitalização."Neste momento, acredito que a Petrobras conseguirá ter uma boa evolução dos lucros, principalmente com a tendência de alta nos preços do petróleo nos mercados internacionais", comentou Alcides Leite, um professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, citado pela agência IN.


Ainda assim, nos últimos meses, grandes investidores internacionais, como George Soros e o "private-equity" Blackrock despejaram acções da Petrobras. Entre os 17 analistas consultados pela Bloomberg, dez recomendam a entrada nas acções e sete aconselham manter os títulos. Nenhuma casa de investimento recomenda a venda. Os analistas estão, neste momento, inibidos pelo "período de silêncio" relacionado com o aumento de capital. (Fonte: Jornal de Negócios, 2010-09-07).

domingo, 12 de setembro de 2010

Pré-sal: governo fará primeiro leilão no início de 2011


O governo federal pretende realizar no início do próximo ano o primeiro leilão de um bloco no pré-sal, sob o novo regime de partilha da produção. A previsão foi feita pelo diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, que destacou que a ideia é oferecer no leilão a área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, mostra reportagem de Ramona Ordoñez, publicada pelo GLOBO neste domingo.


Libra está localizada a 35 quilômetros da área de Franco, que teve parte das reservas (três bilhões de barris) cedida para a exploração pela Petrobras no regime de cessão onerosa. Em Libra, a ANP está atualmente perfurando um poço, que deverá ser concluído até o próximo mês, para delimitar suas reservas.


Na entrevista ao GLOBO, Haroldo Lima disse que, por uma questão estratégica, a área de Libra não fez parte das reservas de petróleo concedidas à Petrobras para a exploração pela cessão onerosa (cinco bilhões de barris). Isso porque Libra, segundo o executivo, deverá ser o maior campo já descoberto no país, superando as reservas de Tupi (estimadas em até oito bilhões de barris) e de Franco (estimadas em 5,4 bilhões). Lima não quis fazer previsões, mas técnicos da própria ANP admitem que Libra deverá ter, no mínimo, sete bilhões de barris de petróleo em reservas.


O executivo confirmou que a ANP se prepara para realizar o primeiro leilão do pré-sal com a oferta da área de Libra no início do próximo ano. A documentação sobre o leilão de Libra já está praticamente pronta para ser encaminhada para a aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em novembro. Mas isso só será possível, segundo Lima, se a candidata do PT, Dilma Rousseff, vencer as eleições presidenciais já no primeiro turno. Dessa forma, em novembro, o Congresso poderia aprovar a nova regulamentação que cria o sistema de partilha, permitindo a realização do leilão nos primeiros meses de 2011.

(Fonte: O Globo - Globo, 2010-09-04).

domingo, 5 de setembro de 2010

Custo do petróleo do pré-sal tende a ser mais positivo para a Petrobras


O custo médio de US$ 8,51 por barril de petróleo da camada pré sal, anunciado nesta quarta-feira (1º/9) pelo governo, tende a ser mais positivo para a Petrobras do que para a União, uma vez que a tendência é de que quando a exploração começar a ser feita, o preço do barril esteja muito mais caro do que o valor atual de mercado. A opinião é do presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Fernando Leite Siqueira.


“Este valor [US$ 8,51] é bom, mas por ser estático representa risco para todo mundo porque não considera a tendência de alta do preço do petróleo”, disse Siqueira à Agência Brasil. Segundo ele, ao atingir o pico de produção, a tendência mundial é de que haja em breve um choque de demanda. “Com isso, o preço subirá e a União vai perder”, acrescentou. “Claro que se houver queda de preço, será a Petrobras a parte prejudicada”, completou.


Para evitar que uma das partes arque com o prejuízo, o presidente da Aepet sugere que, a cada venda de petróleo da Petrobras, fossem feitos acertos de contas entre a estatal e a União, após a contabilização de todos os custos financeiros e de produção por parte da empresa.


“Como o preço é estático, alguém ganhará e alguém perderá quando o produto for vendido. Se houvesse um mecanismo que abrisse a possibilidade de ajustar esse preço em função do valor de mercado e do lucro obtido, descontados os custos financeiros e de produção, não haveria o risco de alguma das partes sair prejudicada”, argumentou o engenheiro. “Hoje, o risco maior é da União, porque o petróleo tende a subir”, reforça.


O presidente da Aepet avalia que a variação do preço a ser acertado com a União não afugentaria os investidores porque daria a eles mais certeza de que a Petrobras não perderia. “A formatação [da definição do preço] poderia ter sido melhor. Mas não deixa de ser uma boa solução porque permite à Petrobras captar recursos a um preço baixo”.


O barril de petróleo que será usado para a capitalização da Petrobras vai custar em média US$ 8,51. O valor da cessão onerosa dos 5 bilhões de barris será de US$ 42,533 bilhões. A definição desse preço é importante para definir o valor da capitalização da Petrobras, prevista para ocorrer no dia 30 de setembro.


Sete campos de reserva serão entregues à Petrobras para exploração: Tupi Sul, Florim, Peroba, Tupi Nordeste, Guará, Iara e Franco. O campo de Peroba, no entanto, só será acionado se a extração nas demais reservas não alcançar o volume de 5 bilhões de barris.


O valor de US$ 8,51 por barril refere-se à média dos campos de petróleo. O campo de Franco, que deverá fornecer 3,1 bilhões de barris, terá o valor mais alto: US$ 9,04. O menor valor será o do petróleo extraído do campo de Iara: US$ 5,82.

(Fonte: Correio Braziliense / Agência Brasil, 2010-03-02).