Mostrando postagens com marcador preços. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador preços. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de março de 2013

Actual preço do barril de petróleo satisfaz os países produtores e consumidores

O Ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos considera que o actual preço do barril de petróleo, no mercado internacional satisfaz os países produtores e os consumidores.

De acordo com Botelho de Vasconcelos, os investimentos a nível da pesquisa e produção de petróleo no país, rondam os vinte mil milhões de dólares, por ano.

“Nós, no seio da organização, da OPEP, temos vindo a defender o preço acima de cem dólares, o que satisfaz os países produtores, como os consumidores. Neste momento há uma variação, entre cento e sete e cento e dez dólares e é um nível que se aceita. Os investimentos variam muito com os planos de desenvolvimento de determinados blocos”, sublinhou.

O Ministro dos Petróleos representa Angola, na 30ª Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Associação de Produtores de Petróleo Africano (APPA), e no quinto congresso da organização em Libreville, Gabão, de 25 à 28 de Março.

Fonte: AngoNotícias, 2013-03-26.

http://www.angonoticias.com/Artigos/item/38053/actual-preco-do-barril-de-petroleo-satisfaz-os-paises-produtores-e-consumidores 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Mantega: queremos estar "mais colados" ao preço do petróleo no exterior


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira a intenção de acompanhar mais de perto os preços do petróleo no exterior, embora tenha dito não parecer "oportuno falar de novo aumento" de combustíveis neste momento.

Na semana passada, a Petrobras anunciou o aumento do preço da gasolina na refinaria e do diesel numa manobra amplamente aguardada pelo mercado diante da defasagem dos valores dos combustíveis no país em relação às cotações internacionais.

"Queremos estar mais colados (ao preço do barril do petróleo no exterior)", disse Mantega a jornalistas, acrescentando que o objetivo é que não haja prejuízo para a Petrobras pela defasagem de valores do petróleo e dos combustíveis.

"Estaremos atentos para que haja proximidade maior do aumento da gasolina em relação ao preço dos derivados (de petróleo)", complementou.

Sobre a perda de valor dos papéis da Petrobras nesta terça-feira após a divulgação de mudança na distribuição de dividendos por parte da companhia, Mantega se limitou a dizer que essa é uma aplicação sujeita a variações.

"É renda variável, isso costuma acontecer, uma hora cai, vinha subindo há várias semanas, às vezes o fator é externo. Ontem (segunda-feira), as bolsas caíram no mundo todo, portanto, as ações também", comentou.

As ações ordinárias da Petrobras caíram 8,29 por cento nesta terça-feira, no maior recuo diário do papel desde junho de 2012, um desempenho que levou o principal índice da Bovespa ao vermelho pelo segundo pregão seguido.

Questionado sobre se o governo terá perdas com a mudança na forma de distribuição dos dividendos da Petrobras, o ministro se recusou a falar sobre o assunto e disse que era um tema a ser tratado pela diretoria da empresa.

A Petrobras decidiu fazer uma distribuição diferenciada de dividendos prevendo uma economia de 3,5 bilhões de reais com a medida, após a divulgação do fraco resultado operacional no quarto trimestre. A estatal anunciou que pagará dividendo de 47 centavos de real para cada ação ordinária e de 96 centavos de real para cada ação preferencial.
 
(Fonte: Br.Reuters, 2013-02-05).

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Crise do álcool reacende debate sobre estoques


A entressafra de cana mais crítica dos últimos anos trouxe de volta o debate sobre medidas para reduzir as altas e baixas de preço do etanol.

Mais do que isso, ela resultou em mudanças na regulação desse mercado, com a decisão do governo, na semana passada, de dar ao álcool caráter de combustível e, assim, colocá-lo sob fiscalização da ANP (Agência Nacional do Petróleo).

"Isso poderá criar chances para um pleito antigo do setor, que é a criação de estoques estratégicos do etanol", afirmou o diretor-presidente da CBAA (Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool), José Pessoa de Queiroz Bisneto.

Além do clima, especialistas consideram que a diferença no preço do etanol praticada entre safra e entressafra se deva também à falta de programação das vendas.

"A comercialização inteira de álcool é no mercado "spot" (à vista), o que é problema. A responsabilidade de estoques fica diluída", disse Plínio Nastari, presidente da consultoria Datagro.

Apesar da ausência de um "responsável" pelos estoques, o decreto nº 238, assinado por Fernando Collor em 1991, estabelece reservas estratégicas e estoques de operação -nunca implantados.

"Quando o setor tentou fazer [estoques], os órgãos de defesa do consumidor alegaram cartel, não evoluiu", disse Antonio de Pádua Rodrigues, diretor da Unica (associação dos produtores). (Fonte: O Documento - Folha Online, 2011-05-01).

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

As expectativas em relação ao etanol no Brasil


A alta do etanol começa a atacar o bolso do consumidor brasileiro. De maio até agora, o salto dos preços do produtor às distribuidoras foi de 36,8%.

Pouco a pouco, essa esticada vai chegando às bombas dos postos de combustível. Somente nas últimas quatro semanas, os preços médios do etanol hidratado subiram 6,2% no País, apontam os levantamentos da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Desta vez, esse aumento não deve desaparecer em abril de 2011, quando recomeça a safra de cana. Deve persistir durante todo o ano. O presidente da Datagro Consultoria, Plínio Nastari, adverte que, na média, os preços serão mais altos do que os praticados em 2008 e 2009, podendo atingir o nível de R$ 1,80 por litro na entressafra.

A explicação para essa disparada está na expectativa de oferta de cana em 2011. Após quase uma década de expansão, o setor sucroalcooleiro enfrentará no ano que vem os efeitos da pisada nos freios acontecida ao longo de 2009 e 2010. A previsão é de que, na melhor das hipóteses, a próxima safra seja equivalente à deste ano.

Vários fatores explicam esse quadro de relativa estagnação. O principal deles é a estiagem dos últimos cinco meses que maltratou as plantações. A crise financeira iniciada em 2008 também pegou os produtores de surpresa, reduzindo o crédito e o apetite por investimentos. Em 2009, por exemplo, 19 usinas iniciaram a moagem de cana. Neste ano, serão apenas 10 e, em 2011, no máximo 5.

A boa notícia é que passada essa fase, as empresas voltaram a investir, principalmente na renovação dos canaviais, o que, paradoxalmente, também prejudicará a próxima safra. "A cana nova que será plantada a partir de agora só poderá ser colhida em 2012", explica Nastari.

Outro ponto a ser levado em conta é o de que uma diminuição na quantidade de matéria-prima tende a prejudicar mais a produção de etanol do que a de açúcar, cujas cotações estão batendo recordes nas bolsas internacionais.

A tudo isso junta-se o fato de que a demanda por álcool deve continuar forte, consequência direta do aumento da frota de veículos flex. Das 2,36 milhões unidades leves vendidas entre janeiro e setembro, 86,6% são flex.

O consumidor já aprendeu que o álcool é mais vantajoso quando seus preços não ultrapassarem 70% os da gasolina. Em setembro do ano passado, por exemplo, saía mais barato abastecer com etanol em 22 Estados. Em setembro deste ano, em apenas 11. Isso significa que a gasolina deve roubar, pelo menos temporariamente, uma boa fatia do mercado do etanol. As estatísticas da ANP mostram que as vendas de álcool hidratado caíram mais de 14% no primeiro semestre em comparação com as do mesmo período de 2009.

Diante do cenário de oferta ajustada no próximo ano até mesmo para suprir a demanda doméstica, é provável que as exportações de etanol também diminuam. Nastari avisa que as remessas para o exterior só voltarão a crescer quando a produção de cana no Brasil se recuperar, o que está previsto para ocorrer na safra 2012/2013. Mas, para que isso aconteça, os produtores terão que se endividar menos, investir mais e cuidar melhor dos canaviais.

(Fonte: Estadão / O Estado de S. Paulo, 2010-10-24).

domingo, 5 de setembro de 2010

Custo do petróleo do pré-sal tende a ser mais positivo para a Petrobras


O custo médio de US$ 8,51 por barril de petróleo da camada pré sal, anunciado nesta quarta-feira (1º/9) pelo governo, tende a ser mais positivo para a Petrobras do que para a União, uma vez que a tendência é de que quando a exploração começar a ser feita, o preço do barril esteja muito mais caro do que o valor atual de mercado. A opinião é do presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Fernando Leite Siqueira.


“Este valor [US$ 8,51] é bom, mas por ser estático representa risco para todo mundo porque não considera a tendência de alta do preço do petróleo”, disse Siqueira à Agência Brasil. Segundo ele, ao atingir o pico de produção, a tendência mundial é de que haja em breve um choque de demanda. “Com isso, o preço subirá e a União vai perder”, acrescentou. “Claro que se houver queda de preço, será a Petrobras a parte prejudicada”, completou.


Para evitar que uma das partes arque com o prejuízo, o presidente da Aepet sugere que, a cada venda de petróleo da Petrobras, fossem feitos acertos de contas entre a estatal e a União, após a contabilização de todos os custos financeiros e de produção por parte da empresa.


“Como o preço é estático, alguém ganhará e alguém perderá quando o produto for vendido. Se houvesse um mecanismo que abrisse a possibilidade de ajustar esse preço em função do valor de mercado e do lucro obtido, descontados os custos financeiros e de produção, não haveria o risco de alguma das partes sair prejudicada”, argumentou o engenheiro. “Hoje, o risco maior é da União, porque o petróleo tende a subir”, reforça.


O presidente da Aepet avalia que a variação do preço a ser acertado com a União não afugentaria os investidores porque daria a eles mais certeza de que a Petrobras não perderia. “A formatação [da definição do preço] poderia ter sido melhor. Mas não deixa de ser uma boa solução porque permite à Petrobras captar recursos a um preço baixo”.


O barril de petróleo que será usado para a capitalização da Petrobras vai custar em média US$ 8,51. O valor da cessão onerosa dos 5 bilhões de barris será de US$ 42,533 bilhões. A definição desse preço é importante para definir o valor da capitalização da Petrobras, prevista para ocorrer no dia 30 de setembro.


Sete campos de reserva serão entregues à Petrobras para exploração: Tupi Sul, Florim, Peroba, Tupi Nordeste, Guará, Iara e Franco. O campo de Peroba, no entanto, só será acionado se a extração nas demais reservas não alcançar o volume de 5 bilhões de barris.


O valor de US$ 8,51 por barril refere-se à média dos campos de petróleo. O campo de Franco, que deverá fornecer 3,1 bilhões de barris, terá o valor mais alto: US$ 9,04. O menor valor será o do petróleo extraído do campo de Iara: US$ 5,82.

(Fonte: Correio Braziliense / Agência Brasil, 2010-03-02).

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Ministro destaca contribuição chinesa no desenvolvimento de Angola

O ministro angolano dos Petróleos e presidente da OPEP, José Maria Botelho de Vasconcelos, disse em Beijing, que a China está a desempenhar um papel preponderante no desenvolvimento económico de Angola, destacando a sua contribuição nos sectores petrolífero, da construção civil e agrícola.

Botelho de Vasconcelos fez estas declarações quando intervinha na Cimeira Mundial do grupo de reflexão "Think Tank", iniciada hoje na cidade capital chinesa.

Falando da relação entre a energia e a economia mundial, o ministro sublinhou que ela (energia) é o motor do crescimento económico, tendo o petróleo como fonte principal com cerca de 37% da mistura energética mundial.

O governante angolano realçou que em 2008 a procura anual de petróleo diminuiu pela primeira vez desde os princípios da década de 80. "Para nós na indústria, isto foi um grande choque, sentido directamente ao longo de toda a cadeia de fornecimento", frisou.

Botelho de Vasconcelos enfatizou que a OPEP tem agido quando necessário para restaurar a ordem e a estabilidade no mercado, no interesse de ambos, produtores e os consumidores. Isto inclui, referiu o presidente da OPEP, a decisão, tomada em Dezembro e 2008, de reduzir o nosso tecto de produção em 4,2 milhões de barris/dia, a partir do nível de produção de Setembro de 2008, para os 11 países membros que são parte do nosso acordo.

Todavia, referiu, temos assistido desde então forças especulativas influentes a impulsionarem novamente a subida dos preços. Nesta conformidade, nada parece ter mudado desde 2008. Mas os preços podem simplesmente baixar de novo quando a especulação excessiva faz o contrário, como vimos no ano passado. "Em consequência de tudo isto, o mercado petrolífero encontra-se actualmente numa situação delicada", frisou.

A Cimeira, organizada pelo Centro Chinês para Intercâmbios Económicos Internacionais (CCIEE), que encerra sábado, tem como propósito discutir em profundidade as tendências da crise financeira e económica internacional e fazer sondagens sobre como revigorar o crescimento da economia mundial. O evento, o primeiro organizado pelo CCIEE desde a sua fundação a 20 de Março de 2009, conta com a participação de políticos, académicos, jornalistas e consultores de vários organismos internacionais, entre os quais o Banco Mundial, o FMI, entre outros (Fonte: Portal Angop, 2009-07-03).

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Copom reforça projeção de reajuste zero para gasolina e gás de bujão


O Comitê de Política Monetária (Copom) aguarda aumento zero tanto para a gasolina como para o gás de bujão em 2009. A informação consta da ata do encontro realizado nos dias 9 e 10 deste mês e repete a expectativa contida no documento do encontro anterior, do fim de abril.


No texto, o Copom menciona uma valorização importante nos preços do petróleo desde a última reunião realizada e avalia que continuam altas as incertezas com relação às cotações do produto.


Apesar disso, o cenário central adotado pelo comitê ainda é de preços domésticos da gasolina inalterados no restante deste calendário.


Há a ressalva, no entanto, que "a evolução dos preços internacionais do petróleo pode eventualmente se transmitir à economia doméstica tanto por meio de cadeias produtivas, como a petroquímica, ou sobre os custos de transporte para a indústria, quanto pelo efeito potencial sobre as expectativas de inflação".


Na reunião ocorrida no começo deste mês, o Copom decidiu cortar 1 ponto percentual da taxa básica de juro, para 9,25% ao ano. (Fonte: O Globo - Globo / Valor Online, 2009-06-18).

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Petrobras aprova projeto de petróleo extrapesado no RJ


A Petrobras aprovou o projeto de desenvolvimento do Campo de Siri, na Bacia de Campos, primeira produção de petróleo extrapesado em campos marítimos no mundo. O campo já está em produção desde o fim de março, mas em fase de testes, e a ideia é ir ao mercado para contratar os equipamentos definitivos em 2011.


Segundo o coordenador do projeto Siri, André Moço, o desenho aprovado pela companhia prevê a instalação de duas plataformas de perfuração conectadas a um navio tipo FPSO com capacidade para extrair 100 mil barris por dia, com previsão de início das operações entre 2015 e 2016. O projeto conceitual será levado à diretoria da empresa em setembro de 2009, para início da avaliação de custos e prazos do projeto.


Siri tem reservas recuperáveis de 270 milhões de barris de óleo altamente pesado, na faixa de 12,3º API - sendo que, quanto menor o grau API, menor o valor do petróleo no mercado -, que necessita de tecnologias especiais para extração e processamento. Até agora, a companhia vem produzindo uma média de 10 mil barris por dia na fase de testes e já identificou alguns desafios, como a necessidade de manter alta temperatura na planta de processamento.


Moço diz que o desenvolvimento do projeto pode servir de experiência para a camada do pré-sal, uma vez que o tipo de reservatório encontrado em Siri é semelhante ao das reservas localizada abaixo do leito marinho. Em Siri, porém, não há presença de sal. Segundo o coordenador do projeto, a companhia trabalha ainda no desenvolvimento de tecnologias para aumentar o fator de recuperação do óleo no campo, que tem quase 3 bilhões de barris de óleo in place (dos quais, hoje, apenas 10% são recuperáveis). "Acho que podemos chegar a um fator de recuperação de 12%", afirmou, em entrevista após apresentar o projeto em conferência na feira Brasil Offshore.


Moço não quis informar o custo de produção do projeto e evitou comentar a viabilidade de produção de petróleo extrapesado em um momento de baixas cotações, limitando-se a dizer que a questão depende "do cenário de preços do petróleo de cada empresa" (Fonte: Abril, 2009-06-17).

Guerra do Petróleo

Estamos assistindo a uma guerra silenciosa, a guerra do petróleo no Brasil! Em alguns países essa guerra se dá com mísseis, canhões e porta aviões, em outros com a tentativa de derrubada de governos; é assim a geopolítica de petróleo no mundo.

No Brasil, onde o interesse é maior, dado o grande volume de petróleo e gás contido no pré-sal, as principais multinacionais do petróleo não estão caladas, muito pelo contrário, estão agindo nos bastidores, quem sabe, também via CPI do Senado.

Reiteradas "denuncias" de corrupção na Petrobras são plantadas na mídia; campanha para baixar o preço dos combustíveis etc. E até dentro do próprio governo os lobos estão agindo. O alvo do inimigo nesse momento, para onde estão mirando todo armamento bélico, é a Petrobras.

Lógico, desmoralizar a Petrobras, destruindo a imagem daquela que além de tudo descobriu o pré-sal, é acabar com nossa auto-estima e credibilidade e assim as portas ficarão escancaradas para a convocação das multis, para fazer aquilo que a Petrobras fragilizada e descaracterizada não poderia fazer (logo a Petrobras que descobriu tudo e tem a tecnologia mais avançada do mundo).

É um verdadeiro massacre onde a simples criação pela Petrobras de um novo e desconhecido blog, para responder e esclarecer as reiteradas injúrias, calúnias e difamações plantadas na grande mídia, está sendo classificada de antidemocrática.

Tudo isso é uma grande nuvem de fumaça para esconder o principal, que o Brasil com o pré-sal poderá deixar de ser uma nação em desenvolvimento, ter serviços públicos de qualidade, fazer a reforma agrária, suprir o déficit de moradias, gerar emprego e renda para toda nossa gente.

Para isso precisamos unicamente fazer valer o preceito constitucional de que toda a riqueza localizada em nosso subsolo pertence à União, principalmente considerando que esse tesouro foi descoberto pela Petrobras.

Os inimigos querem nos fazer crer que a instalação de uma CPI; discutir o preço do combustível; a criação de um blog pela Petrobras são mais importantes do que discutir o novo marco regulatório do petróleo que diz respeito à atual e à futura geração de brasileiro. O inimigo é o mesmo de sempre: o estrangeiro e os brasileiros vendidos que querem manter nosso povo na miséria e o Brasil eternamente como país do futuro! (por Emanuel Cancella, Fonte: Monitor Mercantil, 2009-06-15).

segunda-feira, 15 de junho de 2009

S&P reduz rating da Petrobras de "BBB" para "BBB-"


A agência de classificação de risco Standard & Poor's reduziu nesta quarta-feira o rating da Petrobras de "BBB" para "BBB-", com perspectiva estável. A nota ainda está na faixa do grau de investimento.


A S&P citou o elevado volume de investimentos programado para os próximos cinco anos, aliado aos preços relativamente menores do petróleo no mercado internacional e dos combustíveis no mercado brasileiro, como elementos motivadores para a redução na nota da estatal.


"O grande plano de investimentos de 174,4 bilhões de dólares da empresa para os próximos cinco anos em meio a um cenário esperado de preços menores no Brasil e no exterior para o petróleo devem resultar em fluxo de caixa operacional negativo durante esse período, exigindo esforços de financiamento significativos", disse a agência em relatório.


"Apesar do esperado aumento da alavancagem para financiar os robustos investimentos, nós acreditamos que a Petrobras vai manter sua posição satisfatoriamente, assim como boa perspectiva para crescimento", acrescentou a S&P (Fonte: O Globo - Globo, 2009-06-10).

domingo, 31 de maio de 2009

Petróleo: um fim de festa


Através da História, a Indústria do Petróleo foi marcada por um fluxo constante e transitório de grandes lucros e subseqüentes grandes perdas. No artigo a seguir, nosso professor Giuseppe Bacoccoli traça um panorama sobre a triste história do Mar do Norte, levando-nos a refletir que, se hoje é o norte que lamenta o fim da era do petróleo, amanhã poderá muito bem ser o sul. Que este futuro seja certo, não podemos afirmar. Mas a reflexão se faz necessária para que os mesmos erros não sejam repetidos.


Ao contrário do que vinha acontecendo antigamente, há muitos anos, ninguém mais informa sobre novas descobertas. Até os geólogos, sempre otimistas, não contam mais com eventuais agradáveis surpresas, tanto no pré quanto no pós-sal. De fato, todos os cantos daquela extensa província petrolífera já haviam sido vasculhados em exaustivos levantamentos sísmicos e/ou com outros métodos exploratórios. Muitos poços de exploração e de desenvolvimento foram perfurados por diversos operadores e importantes campos produtores foram descobertos, no tempo das vacas gordas, no passado. Agora, no entanto, toda aquela região sedimentar costuma ser considerada como exploratoriamente madura. No jargão dos geólogos, isto significa que, ali, a maioria das jazidas de petróleo e gás natural já teria sido encontrada, restando poucas chances de ainda se descobrirem acumulações de algum porte. “Melhor trabalhar em outras áreas” – comentam os geólogos mais preparados e experientes – “Ainda mais se for possível encontrar alhures áreas de fronteira, pouco exploradas. Quem sabe, em algum lugar do mundo...” Além disto, a presente crise econômica e o atual preço do petróleo pouco contribuem para a retomada dos trabalhos exploratórios.


Antigas enormes plataformas marítimas de produção – verdadeiros monumentos de aço implantados por toda a parte offshore, ícones emblemáticos da tecnologia e do empreendedorismo da vigorosa indústria do petróleo do passado – vem sendo desativadas (decomissioned) de tempos em tempos. Sempre que os custos operacionais destas plataformas superam as receitas oriundas da produção, os operadores decidem pelo seu abandono. E isto vem ocorrendo com muita freqüência. As grandes estruturas são desmontadas, seus equipamentos viram sucata, numerosas equipes de trabalhadores experientes acabam perdendo o emprego e, mais do que isto, perdendo o orgulho pelo que faziam. Muitos profissionais, depois de procurar sem sucesso outra atividade, mesmo no exterior, acabam abandonando o setor e trabalhando em ramos diferentes. As plataformas são totalmente arrasadas e desaparecem sem deixar sinais de sua presença, na superfície ou no fundo do mar, para não oferecer riscos à pesca ou à navegação. Para conduzir as caras operações de arrasamento foram até formalizados acordos cooperativos entre os diversos operadores, compartilhando todo o tipo de recursos necessários. No mar, onde havia plataformas iluminadas, flares acesos, ruidosas turmas de trabalhadores, barcos e helicópteros na intensa faina de apoio logístico, agora apenas as ondas e o vento. O silêncio é apenas eventualmente quebrado pela passagem de um dos poucos barcos pesqueiros.


A produção de petróleo de toda a província já foi superior aos três milhões de barris por dia e destinava-se, em boa parte à exportação. Com a prática dos preços elevados do petróleo fazia a fortuna dos felizes operadores. Hoje, é de pouco mais de dois milhões de barris por dia e, ao persistirem as elevadas taxas de decréscimo, em breve será insuficiente para atender até mesmo ao consumo do país que deverá retornar a importar petróleo. A vazão dos velhos reservatórios já muito exauridos e “depletados” continua caindo, inexoravelmente, com índices superiores aos cinco por cento ao ano. As reservas também diminuem, face aos volumes produzidos e à falta de novas descobertas.


“Não nos resta mais nada a fazer” – lamentam com tristeza os engenheiros de reservatório. – “Já aplicamos, quando possível, métodos de recuperação secundária e terciária. Agora só falta tirar o que resta do petróleo, até quando for técnica e economicamente viável. Mas, a julgar pela presente relação R/P (Reserva/Produção), em menos de dez anos todo o petróleo terá sido produzido. Fim de festa...”.


“Estes fatos são notórios, conhecidos e bastante previsíveis, pelo menos entre os técnicos e profissionais da indústria do petróleo” – ressaltam os gerentes. Mesmo assim, a preocupação com o futuro toma conta de todos, tanto na grande empresa estatal, quanto nos numerosos operadores, muitos privados, nacionais e internacionais, que trabalham em parcerias com a estatal, ou através de contratos firmados no passado. “Hoje é difícil encontrar novos interessados em investir aqui”. – afirma uma autoridade do governo – “Antigamente, todos queriam algum tipo de concessão. Hoje é bem mais complicado, neste clima de fim de festa”.


Não menos pessimistas são os muitos fornecedores de bens e serviços para as atividades de E&P (Exploração e Produção) de petróleo, vendo seus contratos minguando ano a ano. “Nós mesmos desenvolvemos a tecnologia para produzir este petróleo”. – diz um fornecedor – “Agora só utilizando em outra região do mundo com melhores perspectivas”.


Nas cidades portuárias costeiras, que durante décadas serviram como bases de apoio logístico e operacional às atividades de extração de petróleo offshore, o clima também é de fim de festa. Com a chegada do petróleo, estas pequenas comunidades, então dedicadas apenas à pesca, à navegação, à agricultura e ao turismo, viveram dias de glória com o progresso da indústria impulsionando seu significativo crescimento. Além da maior arrecadação de impostos e tributos, o petróleo trouxe consigo o estabelecimento das grandes bases de apoio, a proliferação dos estaleiros, a multiplicação dos fornecedores de bens e serviços e, principalmente, a vinda de numerosos trabalhadores, formando uma multidão de bem remunerados recém-chegados. Por sua vez, estes novos moradores precisavam de tudo, de casa a comércio, de serviços de subsistência a serviços públicos, de hotéis a hospitais, de escolas a clubes. Assim todas as atividades cresceram, transformando velhas vilas costeiras quase desconhecidas em modernas e industrializadas cidades portuárias, exibindo invejáveis índices de bem estar.


Agora, vive-se o ciclo oposto com o encolhimento destas comunidades. À falta de oportunidades, muitos moradores, especialmente os mais novos, passaram a migrar constantemente para outros locais no país ou no exterior. Com dificuldade, as cidades tentam retomar as velhas atividades, anteriores ao petróleo, ou iniciar outras na obstinada luta pela sobrevivência através da diversificação e a sustentabilidade. Mesmo assim, todo dia casas comerciais, fábricas e escritórios fecham suas portas, demitem empregados, provocam ondas migratórias e motivam índices negativos de crescimento. Muitos lamentam não ter investido mais – no tempo das vacas gordas do petróleo – em atividades que melhor assegurassem a atual sobrevivência.


Neste momento, o leitor já confuso e perplexo deverá estar questionando se esta triste história é verdadeira, em que tempo e espaço se posiciona e por que ocuparia agora este espaço de informação. Vamos tentar responder, por partes.


Apesar de levemente romanceados, todos os fatos que acabam de ser reportados são totalmente verídicos e atuais e estão ocorrendo precisamente agora com a indústria petrolífera offshore da Noruega, no setor correspondente do Mar do Norte. Não seria muito diferente se tratasse do setor britânico, também do Mar do Norte, igualmente em clima de fim de festa. Os dados apresentados constam da BP Statistical Review of World Energy (Junho 2008).


Julgamos oportuno divulgar estes acontecimentos para que sirvam para uma reflexão sobre o passado, o presente e o possível futuro da indústria brasileira do petróleo, ainda mais após a divulgação das fantásticas reservas no pré-sal e a aparente busca de novos marcos regulatórios, alguns com suposta base no que estaria ocorrendo na Noruega.


Como podemos verificar, poucas são as atuais semelhanças ou correlações entre o presente momento da província petrolífera produtora das Bacias do Espírito Santo, Campos e Santos, no Brasil, e do setor norueguês (ou britânico), do Mar do Norte. Pelo visto, aqui a festa continua. Creio, no entanto, que devamos desde já procurar construir conscientemente nosso futuro. Vale o exercício! (Autor: Giuseppe Bacoccoli, Geólogo do Petróleo, Professor visitante - COPPE/UFRJ. Fonte: artigo enviado via e-mail em 2009-05-25).

Subida do preço do petróleo "alivia pressão" orçamental angolana


A recente subida do preço do petróleo "alivia a pressão" sobre o orçamento angolano, mas, mesmo com um preço médio do barril a 50 dólares, Luanda perderá 8,5 mil milhões de dólares em receitas, afirma o Banco Português de Investimento (BPI).


As projecções do gabinete de Estudos Económicos e Financeiros do BPI constam do seu relatório periódico sobre a economia angolana, divulgado segunda-feira em Lisboa.


Depois de já ter este ano caído para próximo dos 33 dólares, o barril de petróleo norte-americano negocia-se actualmente à volta de 60 dólares.


"Admitindo que nos próximos meses se mantém a tendência ascendente do preço internacional do petróleo, pode fazer sentido admitir que na segunda metade do ano o preço de referência para o petróleo angolano ronde os 55 dólares", tal como previsto no Orçamento de Estado de 2009, afirmam os economistas do BPI.


Os cálculos do banco levam em consideração os valores de receitas petrolíferas inscritos no orçamento angolano para este ano e níveis de produção próximos de 1,7 milhões de barris diários.


Entre as principais medidas para enfrentar o abrandamento da economia, o governo angolano inclui redução das despesas orçamentadas em bens e serviços, reprogramação de investimentos públicos, evitar recurso às reservas financeiras do Estado, aceleração do processo de saneamento financeiro e reestruturação de empresas públicas estratégicas.


Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional e OCDE coincidem na previsão de que Angola vai sofrer uma contracção significativa este ano, retomando o crescimento em 2010 (9 a 10 por cento).


A OCDE é a mais pessimista (menos 7,2 por cento) e o FMI o mais optimista (menos 3,6 por cento) (Fonte: Macauhub, 2009-05-27)

Preço de petróleo venezuelano dificulta acordo entre Petrobras e PDVSA


O impasse em torno da parceria entre Petrobras e PDVSA para a construção da refinaria Abreu Lima se deu por causa de três problemas, ainda insolúveis: o preço do petróleo que o Brasil utilizará do vizinho, o custo preciso do investimento (inicialmente orçada em US$ 5 bilhões, a obra já estaria avaliada em mais de US$ 20 bilhões) e a utilização do produto que sairá da refinaria, revela reportagem de Chico de Gois, publicada na edição desta quarta-feira do Globo.


O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse na terça-feira que a dificuldade em relação ao preço está em chegar a uma fórmula para um produto que, segundo ele, ainda não tem valor estipulado pelo mercado internacional.


- Nossa visão é que esse petróleo tem de ser referendado a preço internacional. A discussão é como fixar esse preço - afirmou Gabrielli.

A PDVSA planeja comercializar toda produção da refinaria no Brasil, mas, segundo Gabrielli, há empecilhos legais para isso. Sobre a questão dos preços, o presidente Hugo Chávez repetiu que a PDVSA não pode conceder preço diferenciado ao Brasil:

Em abril, o Tribunal de Contas da União apontou novos indícios de fraude na construção da refinaria. Relatório indicava que o superfaturamento na obra já chega a R$ 94 milhões - aumento de quase 60% em relação ao excedente de R$ 59 milhões estimado em dezembro pelo tribunal.


A auditoria afirma ter havido execução de serviços que não estavam previstos no contrato, "com alteração substancial do projeto da obra". Em dezembro, o TCU apontara 12 indícios de irregularidades na primeira fase da obra e listara problemas como orçamento incompleto e falta de licença ambiental no momento da licitação (Fonte: O Globo - Globo, 2009-05-27).

Alta do petróleo afasta Petrobras de novas captações


Se o petróleo continuar acima dos 65 dólares a Petrobras não precisa mais captar recursos no mercado, afirmou à Reuters o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, lembrando que somente nos primeiros cinco meses desse ano a empresa já obteve 30 bilhões de dólares em financiamentos e captações. "Se os preços continuarem acima de 65 dólares não precisamos mais pegar empréstimos para o plano de negócios", afirmou o executivo, recém chegado de uma viagem à China onde obteve 10 bilhões de dólares em financiamento para ajudar a executar o plano de investimentos de 174,4 bilhões de dólares da empresa até 2013.


A companhia calcula que para cada dólar que o preço do petróleo ficar acima do nível projetado pela estatal nos anos do plano de investimentos, o ganho extra será de 500 milhões de dólares por ano. A Petrobras estimou seus gastos projetando um preço do petróleo tipo Brent de 37 dólares o barril em 2009 e de 40 dólares em 2010. Nesta sexta-feira, o Brent foi negociado perto dos 66 dólares o barril, o maior valor em seis meses.


A alta da commodity, porém, não arquiva a possibilidade da companhia reduzir os preços da gasolina e do diesel no mercado interno, congelados desde o início do ano passado quando o petróleo girava em torno dos 100 dólares o barril. "O que vai determinar (a queda) é a estabilidade de preços", disse Gabrielli, explicando que a decisão envolve também a taxa de câmbio, que no momento registra valorização do real, diminuindo o preço em dólar dos combustíveis no mercado interno, o que pode favorecer a queda de preços.



FOCO NO BRASIL


O foco no mercado interno está fazendo a empresa reavaliar o portfólio internacional de maneira geral, depois de ter congelado os investimentos externos em 16 bilhões de dólares para o período de cinco anos até 2013. Ele explicou que a intenção de possíveis vendas de participações em blocos no Golfo do México ou na África, onde possui forte atuação, não tem por objetivo conseguir recursos, mas focar nos projetos brasileiros. "Venda de ativo não é o motivo para viabilizar o investimento, é foco de atenção, é priorização de atenção, concentração de equipes e viabilização da otimização dos nossas intervenções internacionais", explicou.


Apesar da necessidade de sondas para exploração do pré-sal e de outros projetos da empresa, Gabrielli disse estar tranquilo em relação ao recebimento dos equipamentos, e negou que esteja pensando em trazer sondas de explorações de fora do país para acelerar as descobertas no Brasil. "A mobilidade de equipamento não é tão fácil, sair do Mar Negro e vir para cá não é tão fácil, e temos sondas para receber", disse o executivo.


Para 2009, segundo Gabrielli, são esperadas nove novas sondas com capacidade para perfurações até 2,5 mil metros e em breve será lançada a licitação do primeiro pacote de 28 sondas para serem entregues a partir de 2013. "Hoje nós somos a empresa que tem mais sondas contratadas para chegar até 2012", informou (Fonte: Estadao / Reuters, 2009-05-29).

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Petrobras fecha em maio nova fórmula de cálculo para o preço da nafta


A Petrobras fecha na primeira quinzena de maio uma nova fórmula para definir os preços da nafta vendida para a indústria petroquímica. A mudança na base de cálculo era uma demanda das petroquímicas nacionais, que foram afetadas até o ano passado com a explosão dos preços do petróleo e dos derivados até o desaquecimento provocado pela crise internacional.

A fórmula atualmente usada pela estatal considera o preço da nafta na região de Antuérpia, Roterdã e Amsterdã, chamada de nafta ARA, somada a um prêmio. A mudança passará a englobar na conta não apenas os valores da região europeia mas também o preço cobrado em outras áreas, como o mercado asiático.

"Não é uma questão de ajuste de preços, mas a criação de uma fórmula que vislumbre uma variação mais global " , ressaltou o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, acrescentando que, nos últimos meses, devido ao desaquecimento da economia global, o preço da nafta vendido às brasileiras Braskem e Quattor tem caído.

Questionado sobre um possível aumento dos preços do óleo combustível, o executivo negou o reajuste. Ele garantiu que o insumo obedece a uma variação de mercado. Nos últimos meses, os preços do produto têm caído.

"Não tem nenhuma previsão de reajuste do óleo combustível para as próximas semanas. Nos últimos seis meses, o óleo combustível tem ficado sempre mais barato que o gás natural " , frisou Costa, que participou de café da manhã oferecido pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), no Rio de Janeiro.

O diretor ponderou que, caso permaneça inalterado pelos próximos meses, o preço do óleo combustível acabará ficando maior que o do gás natural, com o qual compete como insumo para a indústria, uma vez que o gás tem apresentado trajetória de queda dos preços.

Costa explicou que a redução de preços também acontece com o querosene de aviação (QAV). O combustível, reajustado mensalmente com base em uma fórmula que considera os preços cobrados no Golfo do México, teve o preço reduzido por seis meses seguidos entre novembro e abril. No ano, o valor do produto vendido às companhias aéreas acumula baixa de 29,11% e no último reajuste, em abril, houve queda de 4,69% (Fonte: O Globo - Globo / Valor Online, 2009-04-28).

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Preço põe Gabrielli em rota de colisão com Mantega


No que depender da vontade da direção da Petrobras, os preços da gasolina e do óleo diesel serão mantidos, pelo menos por enquanto, disse quarta-feira o presidente da estatal José Sérgio Gabrielli no Fórunm Econômico Mundial.


Mais ou menos na mesma hora, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em audiência na Câmara dos Deputados, afirmava que a estatal vai reduzir o preço da gasolina para o consumidor, mas não deu prazo para que essa queda ocorra. "A Petrobras demora um pouco, mas ela faz. Aguarde que haverá (a queda)", disse Mantega.


Já no entender do presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, ainda é cedo para avaliar se os preços vão subir ou recuar no curto prazo, mas sinalizou que prevê estabilidade, explicando em seguida que 'quem dita uma possível redução é o preço no mercado externo'.

Mas ressalvou que a companhia não altera o preço dos derivados de petróleo na mesma velocidade das mudanças do mercado internacional, lembrando que a empresa demorou para ajustar os preços quando as cotações
dispararam no exterior. O executivo confirmou que a venda de derivados cresceu 0,4% em março, depois de uma retração de 2,6% nos dois meses anteriores.

Sobre a enxurrada de descobertas no pré-sal nos últimos dias, Gabrielli disse que os indícios de hidrocarbonetos em mais uma área do BM-S-9, confirmam o potencial da região. O bloco também abrange reservatórios em localidades batizadas de Carioca e Guará. O novo campo será chamado de Iguaçu, como já havia sido divulgado. De acordo com declarações passadas da ANP, o potencial do cluster de Santos chega a 50 bilhões de barris.

O executivo, porém, disse que só será possível contabilizar o volume de novas reservas após a perfuração de mais poços. Os reservatórios estão situados a cerca de 4.900 metros de profundidade. "Vamos iniciar a perfuração de um quarto poço e esperamos que, a partir daí, tenhamos condições de adiantar volumes. Ela apenas confirma as tendência
e perspectivas positivas de desenvolvimento da produção na região", explicou.

Gabrielli afirmou que a retirada da Petrobras da conta do superávit primário será benéfica, e lembrou que a empresa vai investir
US$ 100 milhões por dia nos próximos cinco anos, num total de US$ 174 bilhões neste período. "É uma visão distinta do significado do superávit primário. Ao invés de se manter os recursos imobilizados, eles são transformados em investimento produtivo, e, portanto, geram capacidade de pagamento de dívida no futuro", concluiu. (Fonte: Gazeta Mercantil / JB Online, 2009-04-16).

Petrobras não descarta redução dos preços dos combustíveis no País


O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, não descartou nesta quinta-feira a redução dos preços dos combustíveis no Brasil. Segundo ele, tanto componentes políticos quanto técnicos devem ser considerados porque a decisão terá um grande impacto na economia nacional.

“A decisão nunca é só política ou só econômica. As duas coisas sempre influenciam quando você tem uma empresa que produz 99,9% dos combustíveis do País. Então, é evidente que essa empresa não pode pensar só e exclusivamente do ponto de vista empresarial porque os impactos dela são macroeconômicos”, disse Gabrielli, durante o Fórum Econômico Mundial para a América Latina, no Rio de Janeiro.


De acordo com o presidente da estatal, a política de preços domésticos para diesel e gasolina não leva em consideração o comportamento de curto prazo dos mercados. Gabrielli afirmou que as decisões da Petrobrás são tomadas com base na avaliação do comportamento futuro dos diversos componentes que afetam o mercado brasileiro, como a taxa de câmbio e os preços do petróleo, do álcool, da gasolina e do diesel.

O executivo afirmou ainda que a tabela de preços depende do mercado internacional. Ele lembrou que hoje os distribuidores de combustíveis no Brasil não importam gasolina e diesel porque eles não sabem o que irá acontecer com o preço desses componentes em um curto prazo. Mas, para Gabrielli, assim que houver uma estabilização do preço a mudança no Brasil terá que acontecer.


“Depende do mercado internacional. À medida que apontar uma certa estabilidade do mercado internacional vai haver uma atualização no mercado brasileiro”, afirmou o presidente da Petrobras, não fazendo projeções de quando a estabilização dos preços poderá acontecer.


Jazidas

Sobre a nova jazida abaixo da camada de sal (pré-sal) descoberta na área de Iguaçu, na Bacia de Santos, José Gabrielli mostrou-se bastante otimista. Segundo ele, há indícios significativos de hidrocarbonetos a 4.900 metros de profundidade, o que confirma que a área possui um grande potencial.


“Nós não temos condições hoje de dar estimativa de volume. Ainda é preciso perfurar provavelmente mais um poço pelo menos para poder dar um pouco de confiança em qualquer potencial estimativo de volume. No entanto, tudo indica claramente que se trata de uma área prolífica e bastante produtiva”, disse (Fonte: Ultimo Segundo, 2009-04-16).

segunda-feira, 30 de março de 2009

Gentileza no fundo do barril


Ele já chamou o Ceará de Pernambuco em pleno discurso no Porto do Pecém, no ano passado. E também não é raro tirar jornalistas de tempo com seu jeitão firme, aparentemente pouco afeito às gentilezas gratuitas. Estou falando de Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras. É um grande líder, isso é fato. Afinal de contas, está à frente de uma das empresas mais poderosas do Brasil.


Na semana, durante entrevista coletiva após participar de audiência pública no Senado, Gabrielli soltou um grosseiro “Porque não subiu. O que não sobe, não baixa”, referindo-se ao preço dos combustíveis no País, que não tem acompanhado a queda do preço do barril do petróleo no mercado internacional.


O fato é que quem abastece pagando um valor altíssimo pelo combustível, como acontece no Brasil, não se contenta apenas com a explicação fria de Gabrielli. A grande curiosidade de muita gente está em entender como os preços dos combustíveis podem se manter no mesmo patamar de quando o barril do petróleo estava cotado a US$ 147, há cerca de um ano atrás. Esse preço caiu e há alguns meses vem sendo cotado na casa dos US$ 50. Na cabeça do consumidor, existe a ideia de que se baixou por lá, o natural seria baixar por aqui também. Mas tudo depende de conjunturas e especulações que vão além da nossa compreensão.


Alguns analistas defendem que já é possível falar em uma certa estabilidade no preço da commodity. No entanto, ao que tudo indica, a Petrobras desenha sua própria lógica e tem agido com cautela.


É que o preço do petróleo no Brasil é definido como uma margem de composição da Petrobras levando em conta os custos de produção, o que ajuda evitar prejuízos em caso de oscilações mais fortes e inesperadas no preço internacional. Em outras palavras, a variação do preço dos combustíveis não acompanha na mesma proporção as variações do preço do barril no mercado internacional.


Mas com todo respeito, “o que não sobe, não baixa” é uma resposta que deixa qualquer gentileza no fundo do barril. (Fonte: O Povo, 2009-03-28).

sábado, 14 de março de 2009

Venezuela vai definir participação em refinaria em Pernambuco


A participação da petrolífera estatal venezuelana PDVSA na refinaria Abreu e Lima, no Complexo Portuário de Suape (PE), deve ser definida esta semana. De acordo com o ministro de Minas e Energia Edison Lobão, o ministro do Petróleo e presidente da PDVSA, Rafael Ramirez, vem a Brasília na quinta-feira (12) para tratar do assunto. Tomaremos uma decisão conjunta na quinta-feira, garantiu nesta terça-feira (10) Lobão, no Palácio do Planalto.


A parceria vem sendo negociada desde 2005 e o principal impasse refere-se intenção da petrolífera venezuelana de comercializar no Brasil sua parte da produção da refinaria, com autonomia na política de preços. Também não está definido ainda o contrato de compra e venda do petróleo venezuelano e brasileiro que abastecerá a refinaria não houve acordo quanto ao preço que será cobrado pela PDVSA.


O tema vem sendo tratado em nível presidencial. Em seus encontros trimestrais de trabalho, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez vêm tentando impulsionar a parceria entre as petrolíferas dos dois países. Em setembro passado, Petrobrás e PDVSA chegaram a concluir o Acordo de Acionistas, mas a assinatura do documento e o fechamento do negócio ainda dependem da definição das questões comerciais.


Enquanto a sociedade não se concretiza, a Petrobras vem tocando sozinha o projeto de cerca de US$ 4,05 bilhões, com previsão de início das operações no segundo semestre de 2010. A partir de 2011, operando em carga plena, a Refinaria Abreu e Lima terá capacidade de processamento de 200 mil barris de petróleo pesado por dia 100 mil do campo de Carabobo 1, e outros 100 mil de Marlim Sul, na Bacia de Campos.


A produção cerca de 70% diesel - se destinará basicamente aos mercados do Norte e Nordeste: norte de Alagoas, Paraíba, interior de Pernambuco, norte da Bahia e, por navio, Ceará, Pará e Maranhão, podendo chegar ao Centro-Oeste por São Luís (MA) (Fonte: UOL / AE, 2009-03-10).

quarta-feira, 4 de março de 2009

Petróleo baixa, mas gasolina mantém preço


Com o barril do petróleo cotado há pelo menos quatro meses abaixo de US$ 50 no mercado internacional, os consumidores brasileiros começam a se inquietar com a falta de sinais de redução de preços dos combustíveis. É fácil esquecer, neste momento, que o repasse também não ocorreu na intensidade da alta que atingiu seu pico em julho do ano passado.


Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo da Região de Blumenau, Julio Cesar Zimmermann, o valor da gasolina comum, que varia entre R$ 2,54 e R$ 2,59 na região, não tem alterações há mais de seis meses. "Acho que o preço não subiu ou baixou em 2008. Agora estamos esperando por uma redução, mas as distribuidoras não sinalizaram com nada. Acho que é por causa da entressafra do álcool, que participa com 25% na composição da gasolina comum. Talvez a redução chegue com a safra do álcool, em abril ou maio" - avalia Zimmermann.


Em Joinville, o posto Graciosa baixou o preço do litro de R$ 2,58 para R$ 2,48 por conta própria.

Em Criciúma, o posto Barp pratica R$ 2,58 desde o ano passado. Na Capital, é preciso pesquisar bastante porque a variação é alta. Os preços variam de R$ 2,42 no posto Camarão até R$ 2,69 no posto Coqueiros, mas a média é mesmo em torno de R$ 2,59, preço praticado no posto Córrego Grande desde o ano passado.


Existem justificativas para a queda não ter ocorrido ainda. Conforme Walter de Vitto, analista
de energia e petróleo da consultoria Tendências, só nos últimos dias os valores domésticos ficaram superiores aos de referência mundial considerando o período desde o último reajuste, em maio de 2008. "Os preços nacionais estão 32,4% acima dos internacionais. Comparando desde maio, quando houve o último reajuste, foi neste mês que a conta se inverteu. Até então, havia uma defasagem causada pela falta de repasse quando o petróleo era recorde. De maio até o dia, a diferença a mais é de 0,3%" - explica De Vitto.


Ministro Lobão diz que os preços podem cair

Na comparação, detalha o analista, são cotados os valores nas refinarias no Brasil, porque os custos variáveis de distribuição são elevados. Há alguns dias, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, admitiu a possibilidade de redução de preços no mercado nacional, 'se o petróleo continuar como está', sem mencionar data.


Conforme o ministro, o combustível no país leva tempo para cair, assim como demorou a subir na escalada das cotações
que atingiu pico em julho de 2008. Lobão lembrou que a Petrobras vem baixando o querosene de aviação. Para o Brasil, a queda das cotações internacionais representa uma perda de referência da maior riqueza descoberta nas últimas décadas, as jazidas da camada pré-sal (Fonte: Gazeta Mercantil / Diário Catarinense, 2009-03-02).