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terça-feira, 19 de abril de 2011

A petrolífera angolana Sonangol vai investir 12 milhões de dólares em São Tomé e Príncipe


A petrolífera angolana Sonangol vai investir 12 milhões de dólares ainda este ano na recuperação e modernização do porto e do aeroporto internacional de São Tomé, disse quinta-feira na capital são-tomense à Macauhub o ministro são-tomense de Recursos Naturais, Carlos Vila Nova.

Vila Nova disse ainda que o investimento da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola surge na sequência de um contrato de concessão do porto e do aeroporto da capital do país por um período de trinta anos, assinado com a petrolífera angolana quarta-feira em São Tomé.

Assinado pelo próprio ministro das Obras Públicas e Recursos Naturais são-tomense e pelo administrador executivo do Grupo Sonangol, Batista Sumbe, o acordo indica a Sonangol como a nova gestora do porto de Ana Chaves e do aeroporto Internacional de São Tomé com uma participação de 80 por cento, deixando os restantes 20 para o Estado são-tomense.

O contrato estabelece ainda “um investimento de urgência” por parte da Sonangol em mais de cinco milhões de dólares para o porto de Ana Chaves e pouco mais de sete milhões de dólares para o aeroporto internacional de São Tomé em resposta às exigências internacionais.

Apontada como uma das futuras parceiras de São Tomé e Príncipe no processo que visa a exploração de petróleo, a Sonangol é a única fornecedora de combustíveis à empresa são-tomense ENCO, que detém o monopólio de comércio desses produtos no arquipélago.(Fonte: Macauhub, 2011-04-29).

domingo, 19 de setembro de 2010

São Tomé e Principe prolonga leilão até Novembro


O governo de São Tomé e Príncipe decidiu prolongar por mais dois meses o período de licitação para concessão de blocos petrolífero na sua ZEE (zona económica exclusiva), segundo informação do primeiro-ministro Patrice Trovoada, recentemente eleito.

O concurso lançado em Março passado previa que o prazo terminasse a 15 de Setembro.

O governo já recebeu propostas, mas, tendo em conta o recente período eleitoral no país, o novo Executivo são tomense decidiu dar oportunidade a outras companhias para que participem no concurso público internacional.

A decisão de prolongar a licitação até 15 de Novembro foi tomada em reunião de conselho de ministros na terça-feira. (Fonte: Diário Digital, 2010-09-08).

quarta-feira, 15 de julho de 2009

São Tomé e Príncipe aprova nova lei do petróleo

O parlamento são-tomense aprovou, sexta-feira (3), a Lei-quadro das Operações Petrolíferas e a Lei de Tributação do Petróleo, dois diplomas que o executivo aguardava para relançar a licitação dos blocos de petróleo na Zona Económica Exclusiva (ZEE) do arquipélago.

A aprovação desses dois diplomas não foi antecedida de qualquer discussão. O processo de votação decorreu sem qualquer dificuldade, tendo os deputados aprovado os diplomas por unanimidade.

De acordo com o regimento da Assembleia Nacional são-tomense, dentro dos próximos cinco dias úteis, as leis aprovada hoje pelo parlamento serão enviadas para a promulgação do Presidente da República que, por seu lado, terá um período de 30 dias para os promulgar.

O projecto de Lei-quadro de Operação Petrolíferas foi introduzido há pouco mais de seis meses na Assembleia Nacional pelo governo do primeiro-ministro Rafael Branco e já tinha sido aprovado na generalidade pela Quarta Comissão do parlamento são-tomense.

A sua aprovação e posterior promulgação pelo Presidente da República vai possibilitar ao governo efectuar negociações directas, sob determinadas condições, no quadro das actividades petrolíferas, na zona económica exclusiva do arquipélago.

O director da Agência Nacional de Petróleo considerou esta lei como "completamente nova, diferente", mas que "também obriga a realização de concursos públicos", apesar de abrir possibilidades para "em casos especiais haver negociações directas".

"O governo pode iniciar as negociações directas com a pessoa proponente, se no prazo de 15 dias contados a partir da data do referido anúncio, nenhuma outra pessoa declarar interesse na área referida", diz o diploma que vai esta sexta-feira para aprovação final global da Assembleia Nacional (Fonte: Africa 21 Digital, 2009-07-04).

São Tomé e Príncipe aguarda aprovação de lei sobre petróleo


A Assembleia Nacional são-tomense aprova, na sexta-feira, Lei-quadro das Operações Petrolíferas e a Lei de Tributação do Petróleo, destinadas a relançar a licitação dos blocos de petróleo na zona econômica exclusiva do arquipélago.


A sessão parlamentar também vai apreciar e aprovar o projeto de lei sobre o Regulamento de Licitação e Contratação Publica (RLCP), disse à Agência Lusa o assessor de imprensa da Assembleia Nacional.


A proposta de resolução que "manda apresentar uma queixa-crime por difamação ao Ministério Publico" contra o presidente do Tribunal de Contas, Francisco Fortunato Pires, está agendada para "apreciação e aprovação".


Paralelamente a estes projetos, estão ainda agendados para "aprovação final global" mais três textos, que já foram aprovados na generalidade, não sendo mais passíveis de discussão; apenas serão aprovados.



Texto


O projeto de Lei-quadro de Operação Petrolíferas foi introduzido há pouco mais de seis meses na Assembleia Nacional pelo governo do primeiro-ministro Rafael Branco e já foi aprovado na generalidade pela Quarta Comissão do Parlamento são-tomense.


A sua aprovação e posterior promulgação pelo presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, vai possibilitar o governo efetuar negociações diretas, sob determinadas condições, no quadro das atividades petrolíferas, na zona econômica exclusiva do arquipélago.


O diretor da Agência Nacional de Petróleo considerou esta lei como "completamente nova, diferente", mas que "também obriga a realização de concursos públicos", apesar de abrir possibilidades para "em casos especiais haver negociações diretas".


"O governo pode iniciar as negociações diretas com a pessoa proponente, se no prazo de 15 dias contados a partir da data do referido anúncio, nenhuma outra pessoa declarar interesse na área referida", diz o texto que vai para aprovação final global da Assembleia Nacional (Fonte: Agência Lusa, 2009-07-02).

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sonangol investe em equipamentos para porto de São Tomé

A petrolífera angolana Sonangol vai investir, ainda este ano, cerca de dois milhões de dólares (1,5 milhões de euros) em equipamentos para o porto de Ana Chaves na capital são-tomense, informou a empresa.

O investimento angolano é feito no quadro de um memorando assinado no início deste ano entre a Sonangol e o Governo de São Tomé e Príncipe, cujos contornos não foram divulgados, e que prevê o apetrechamento do porto da capital são-tomense com equipamentos de descarga e carregamento de navios em terra e no mar, bem como a reabilitação e iluminação da pista do aeroporto internacional de São Tomé.

No passado fim-de-semana as duas partes estiveram reunidas na capital de São Tomé, tendo o Governo são-tomense manifestado "muita urgência" na aquisição dos equipamentos.

O porto de São Tomé tem-se confrontado, desde há vários anos, com a grave situação de congestionamento de navios e demora na descarga, e o Governo do arquipélago pretende ver resolvido esse problema com a maior brevidade.

"Estamos a negociar com a Sonangol a possibilidade de importarem já os equipamentos necessários para o porto, nomeadamente as gruas e barcos com alguma capacidade para o transporte de mercadorias do navio para o cais e vice-versa", disse o ministro das infra-estruturas, Benjamim Vera Cruz.

O director financeiro da empresa angolana disse, por seu lado, que "por enquanto (a Sonangol) vai fazer uma acção a muito curto prazo para o porto, atendendo à urgência". Os equipamentos" já foram quantificados e agora estamos na fase de mobilização de meios para a sua efectivação", acrescentou Osvaldo Vaz.

O porto de são Tomé carece urgentemente de equipamentos para a sua operacionalidade podendo correr o risco e paralisação. "Nós analisámos inclusive a hipótese de parte desses equipamentos vir por via aérea para permitir que pudéssemos ultrapassar o grande constrangimento que existe actualmente", acrescentou o ministro são-tomense das infra-estruturas. "Há uma preocupação muito grande da parte são-tomense para que esses equipamentos cheguem a São Tomé o mais urgente possível", adiantou Osvaldo Vaz.

O investimento na reabilitação e iluminação do aeroporto internacional acontecerá depois de concluída a compra dos equipamentos para o porto da capital do arquipélago de São Tomé, segundo a fonte da empresa Sonangol (Fonte: Diário Digital - Sapo / Lusa, 2009-06-15).

domingo, 24 de maio de 2009

Quatro novos blocos petrolíferos na zona conjunta de São Tomé e Príncipe e Nigéria serão licitados em 2011


São Tomé e Príncipe e a Nigéria deverão licitar a partir de 2011 quatro novos blocos petrolíferos, mais pequenos do que os outros quatro já em prospecção, disse o presidente da Autoridade de Desenvolvimento Conjunto (ADC) petrolífera.


Jorge Santos disse ainda que a Autoridade que administra a Zona de Desenvolvimento Conjunto está actualmente em negociações com uma empresa especializada que fará as necessárias sondagens sísmicas, mas pondera adjudicar o trabalho a outra entidade.


Em causa estão os blocos 7, 8, 9 e 10, que serão "de um modo geral pequenos, com áreas entre 750 a 1.500 quilómetros quadrados", disse o presidente da ADC.


O bloco 1 já foi perfurado em 2006 pela petrolífera norte-americana Chevron, sem sucesso na detecção de reservas com potencial comercial.


Depois de um interregno de três anos, os trabalhos de campo na Zona de Desenvolvimento Conjunto (ZDC) vão prosseguir em Junho deste ano no bloco 2, pela chinesa Sinopec, e no bloco 4 em Julho, a cargo da operadora Addax Petroleum, segundo Santos.


Por resolver está o problema dos blocos 5 e 6, adjudicados, respectivamente, às empresas ICCOOECA e Filtun Huzodo, mas ainda à espera da assinatura dos contratos de partilha de produção.


O responsável admitiu também que a questão envolve a ERHC Energy, do magnata nigeriano Emeka Offor, que participa em todos os blocos da ZDC, excepto no 1, e tem 15 por cento do capital dos blocos 5 e 6.


A empresa de "Sir" Offor reclama, inclusivamente, 20 por cento do bloco 9, ainda por licitar, e direitos especiais mesmo na Zona Económica Exclusiva (ZEE) são-tomense, cujo processo de licitação é ainda aguardado.


Na ZEE, "os direitos da ERHC participar nas actividades de exploração e produção incluem o direito de receber até dois blocos à sua escolha e uma opção de compra de 15 por cento na exploração de outros dois blocos à escolha", pode ler-se na página electrónica da empresa (Fonte: Macauhub, 2009-05-22).

sábado, 20 de setembro de 2008

São Tomé deve mudar lei para aceitar Galp, diz presidente


A entrada da Galp Energia na exploração de petróleo em São Tomé e Príncipe exige que se "dê um jeito" na lei do setor, que o atual governo está em condições de fazer, disse o presidente do arquipélago, Fradique de Menezes.


As declarações de Menezes foram feitas em Lisboa, durante a apresentação do Guia do Investidor para São Tomé e Príncipe, elaborado pelo Instituto da Terra da Universidade de Columbia, dos EUA.


A instituição também participou da elaboração da lei são-tomense do petróleo, afirmou que o objetivo "não é alterar" a legislação, mas apenas permitir "o tipo de negócios" pretendido pela petrolífera portuguesa, que pode passar por um ajuste direto, contornando a obrigação de licitações públicas.


Além da Galp, o consórcio poderá ainda integrar as petrolíferas estatais do Brasil e de Angola."Com a atual maioria parlamentar de que dispõe o primeiro-ministro, Rafael Branco, estão reunidas as condições para dar um jeito à lei. Não para alterar, não é isso que se pretende. (...) Espero que [o projeto da Galp] possa ir avante", afirmou o presidente são-tomense, sem adiantar que tipo de modificações podem ser introduzidas.



Propostas

Fradique de Menezes reclamou ter "batalhado" desde o início pela criação de um consórcio lusófono que incluísse também a Petrobras e a Sonangol, além da petrolífera são-tomense, mas lembrou que a obrigatoriedade de licitações públicas visa aumentar a transparência na adjudicação de licenças de exploração."Fomos muito rápidos, fizemos uma lei que ultrapassa as nossas possibilidades", afirmou o presidente de São Tomé e Príncipe.


O penúltimo governo são-tomense, chefiado por Tomé Vera Cruz, chegou a apresentar no Parlamento uma proposta de alteração da lei de receitas petrolíferas, que regula a atribuição de licenças na zona econômica exclusiva são-tomense.


A medida criaria um mecanismo de ajuste direto em casos excepcionais, tendo contado então com oposição de forças políticas como o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP-PSD), do premiê Rafael Branco.


Branco contestava a forma como o processo foi conduzido, por um governo que considerava ter "os dias contados", e afirmava não ver "razões legítimas" para a alteração. Na apresentação do Guia do Investidor para São Tomé e Príncipe, o presidente do Conselho de Administração da Galp, Francisco Murteira Nabo, afirmou que o projeto está nas mãos da administração da petrolífera."Estamos disponíveis para fortalecer relações, [o projeto] é do interesse do governo português", afirmou Murteira Nabo, também represente do governo luso na petrolífera (Fonte: Agência Lusa, 2008-09-19).

terça-feira, 25 de março de 2008

São Tomé e Príncipe: Incertezas no desenvolvimento do sector petrolífero


O crescimento económico em São Tomé e Príncipe mantém-se "robusto", impulsionado pelo investimento estrangeiro direccionado para o turismo, mas as "incertezas" no desenvolvimento do sector petrolífero podem criar dificuldades orçamentais, afirma o Fundo Monetário Internacional (FMI).


No último relatório sobre o arquipélago, divulgado este mês, a instituição financeira de apoio ao desenvolvimento baseada em Washington afirma que São Tomé poderá ver reduzido o nível de receitas dos bónus de assinatura de contratos de exploração petrolífera, importante componente orçamental em anos anteriores, pelo que será obrigado a encontrar fontes alternativas de financiamento, nomeadamente ajuda externa. "Ao passo que em anos recentes os bónus petrolíferos preencheram buracos de financiamento orçamental, o saldo remanescente na Conta Nacional do Petróleo é baixo, as perspectivas de bónus adicionais em 2008 são incertas e encontrar reservas de petróleo comercialmente viáveis envolve um processo longo e incerto", refere o relatório do FMI.


A Conta Nacional do Petróleo é uma conta aberta e mantida pelo Banco Central de São Tomé num banco de custódia estrangeiro, na qual são recebidas e mantidas todas as receitas relacionadas com esta actividade. Para este ano está previsto o início da exploração de novos blocos petrolíferos na zona de desenvolvimento conjunto São Tomé - Nigéria, entre estes os entregues à Addax Petroleum e à chinesa Sinopec, que deverão investir perto de 73,8 milhões de dólares nos trabalhos de prospecção.


Numa altura em que se aguarda o lançamento de uma nova ronda de licitação de blocos, desta vez na zona económica exclusiva são-tomense, o FMI considera estar no sector petrolífero um dos principais riscos a levar em conta no processo de implementação do programa de fomento de crescimento de São Tomé. "As autoridades [são-tomenses] e a equipa [do FMI] partilham a visão de que as estratégias de financiamento fiscal e externo do país têm de ser adaptadas às perspectivas incertas relativamente às receitas petrolíferas", e "além da mobilização de mais ajuda estrangeira, o contínuo ajustamento fiscal é não apenas prudente como necessário à salvaguarda da estabilidade macro-económica e crescimento a longo prazo", refere o relatório. Outros riscos identificados são a falta de capacidade de implementação das medidas e projectos delineados e também a "forte pressão para aumentos salariais".


No ano passado, a folha de pagamentos do Estado terá aumentado em mais de nove por cento, quase um ponto percentual acima da previsão, enquanto que as receitas domésticas ficaram aquém do previsto "em parte devido a uma inesperada redução nas verbas petrolíferas"."As autoridades concordaram em reduzir o ritmo do aumento salarial para manter em nível sustentável a percentagem de despesas prioritárias não-salariais e conter a pressão nos preços domésticos. A agenda de reformas estruturais vai concentrar-se na remoção de impedimentos ao investimento privado", adianta.


Além da necessidade de equilibrar as contas públicas sem o petróleo, São Tomé enfrenta um "segundo grande desafio" que é o de desenvolver os sectores produtivo e exportador, para o que precisa agora de criar condições para o investimento privado e atracção de capitais estrangeiros, afirma a instituição financeira de apoio ao desenvolvimento."Para atrair investimento privado, as autoridades têm de avançar com reformas regulatórias. Planeiam adoptar leis para reduzir de forma acentuada o custo e tempo necessário para criação de um negócio, modernizar os códigos comerciais do país e implementar o novo código de investimentos e uma revisão do código laboral", afirma o FMI.


Além de reformas nos sectores-chave de "utilities", transportes e agricultura, as autoridades são-tomenses comprometem-se ainda a resolver as dificuldades financeiras de empresas públicas como a ENASA (aeroportos) e EMAE (água e energia), por forma a modernizá-las e viabilizá-las comercialmente.O relatório inclui ainda uma carta de compomisso do governo são-tomense, assinada pelo ex-ministro das Finanças, Arlindo de Carvalho, e pela governadora em exercício do Banco Central, Edite Soares. "As nossas políticas para 2008 visam consolidar a estabilidade financeira, garantir a gestão eficaz dos recursos relacionados com o petróleo e ajuda externa, e criar as bases para um crescimento sustentado na actividade privada. O nosso programa tem em vista uma nova redução do défice fiscal primário em relação ao produto interno bruto, combinado com um uso prudente de bónus petrolíferos, um fortalecimento das políticas monetárias e cambiais para baixar a inflação, além de ma aceleração de reformas", escrevem as autoridades são-tomenses.


Apesar da existência de pressões inflaccionistas e de desvalorização cambial, relacionadas com os aumentos salariais e encarecimento das importações petrolíferas, "a actividade económica mantém-se robusta" no arquipélago. Ao nível da inflação foi alcançado em 2007 uma redução significativa, para cerca de 14 por cento, o que representa menos 12 pontos percentuais relativamente ao registo no período homólogo."A inflação caiu de forma significativa até meados do ano, o défice primário foi contido e as reservas internacionais líquidas do banco central excederam o objectivo programado", refere o FMI, que considera "encorajador" o desempenho das autoridades no cumprimento do programa estabelecido bilateralmente.


O crescimento económico deverá baixar de forma ligeira este ano, para 6,0 por cento, ritmo que deverá manter-se nos próximos dois a três anos, segundo as projecções do Fundo Monetário Internacional (Fonte: Macauhub, 2008-03-24).

terça-feira, 18 de março de 2008

São Tomé e Príncipe: Chineses investigam possibilidade de investimento em infra-estrutura e petróleo


Empresários da China estão a pesquisar o mercado de São Tomé e Príncipe com o objectivo de investirem, sobretudo em infra-estruturas e petróleos, noticiou sábado o jornal são-tomense Correio da Semana.


Apesar de corte de relações diplomáticas há dez anos devido ao reconhecimento diplomático de Taiwan por parte das autoridades são-tomenses, o jornal revelou a passagem nas duas últimas semanas de delegações da China a nível empresarial pela capital de São Tomé e Príncipe com a missão de sondar o mercado numa perspectiva de investimentos no arquipélago.


“São sobretudo homens de negócios que estão a fazer sondagens sobre as oportunidades de investimento em São Tomé e Príncipe. Ao que parece estarão interessados nos sectores das infra-estruturas e do petróleo”, pode ler-se no semanário, que confirmou a presença de dois grupos empresariais chineses, há dias, em São Tomé no âmbito da referida prospecção do mercado.


Além de ter noticiado que ainda não foram formalmente apresentados “projectos concretos” por parte dos empresários chineses, o Correio da Semana, citando fontes oficiais, escreveu que uma equipa da engenharia de Pequim está interessada na construção de um porto em águas profundas no arquipélago são-tomense.


A República Popular da China decidiu em Maio de 1997 suspender relações de mais de 20 anos com São Tomé e Príncipe devido ao estabelecimento de relações oficiais com Taiwan.


A China nunca reconheceu Taiwan como um Estado soberano, considerando-a parte do seu território.


Além do jornal Correio da Semana, uma revista são-tomense, O Parvo, publicou um artigo segunda-feira intitulado de “Namoro diplomático à China Popular”, numa alusão à visita que o presidente do parlamento de Angola, Roberto de Almeida, efectuou na última semana a São Tomé e Príncipe no âmbito da cooperação bilateral.


A revista admitiu que a presença do dirigente angolano em São Tomé estaria também ligada às informações veiculadas pela “newsletter” África Monitor de que Angola está a apoiar a iniciativa da China para que as relações bilaterais com São Tomé e Príncipe sejam retomadas.


Na sexta-feira, numa entrevista à televisão são-tomense, TVS, o primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada, disse que “não consideramos a China uma adversária ou inimiga", tendo acrescentado que “se os nossos comerciantes tiverem a possibilidade de comprar produtos na China, isto não constituirá problema nenhum”.


Além de ter convidado São Tomé e Príncipe a participar nos jogos da lusofonia e no fórum de cooperação económica China-África, a petrolífera chinesa Sinopec ganhou o direito de operar num dos blocos de petróleo numa zona de exploração conjunta entre o arquipélago são-tomense e a Nigéria (Fonte: Macauhub, 2008-03-18).

quinta-feira, 13 de março de 2008

São Tomé e Príncipe e Nigéria retomam exploração de petróleo conjunta em maio


São Tomé e Príncipe e a Nigéria retomam em Maio próximo o processo de exploração conjunta de petróleo numa zona de comum acordo, depois de uma suspensão de 18 meses, revelou quarta-feira em São Tomé o primeiro-ministro são-tomense. Patrice Trovoada, chefe do governo são-tomense fez esta revelação em entrevista aos jornalistas no balanço da sua deslocação a Abuja, Nigéria, onde participou na reunião do Conselho Ministerial Conjunto (CMC), uma das estruturas de exploração de petróleo numa zona conjunta entre os dois países.

Além de negociações com vista à tomada de uma decisão sobre dois dos seis blocos ainda por adjudicar na zona, o Conselho Ministerial a realizar-se em São Tomé, deverá também aprovar o orçamento da Autoridade Conjunta de exploração para 2008 estimado em 13 milhões de dólares.

Autoridade Conjunta é o órgão executor das acções de natureza técnica concebidas pelo Conselho Ministerial Conjunto, a estrutura que decide de acordo a política traçada por governos dos respectivos países."Dentro de três meses teremos uma outra reunião do CMC aqui em São Tomé”, sublinhou Patrice Trovoada, que se manifestou preocupado com a “lentidão” por parte de algumas empresas petrolíferas que operam nesta área marítima conjunta de exploração.

Em Março de 2007, a empresa chinesa Sinopec e a suíça Addax Petroleum, operadoras de dois blocos da zona, anunciaram o início das perfurações para Agosto de 2008, enquanto a Chevron-Texaco anunciava uma descoberta petrolífera, mas sem carácter comercial resultante de um primeiro furo feito num outro poço da região.

Assinado em Fevereiro de 2001, o tratado de exploração conjunta estabelece 60 por cento de receitas para Nigéria e 40 para o arquipélago são-tomense (Fonte: Macauhub, 2008-03-13).

sábado, 8 de março de 2008

Governo são-tomense retira do Parlamento proposta de alteração de lei sobre petróleo e sociedade civil aplaude


A coligação internacional sediada em Londres "Publiquem o que Pagam" (PWYP, na sigla em inglês) e os seus parceiros da sociedade civil de São Tomé e Príncipe saudaram a decisão do Governo das ilhas de retirar do Parlamento a proposta de alteração da Lei Quadro das Receitas Petrolíferas, soube- se sexta-feira de fonte associativa.

A PWYP, a ONG são-tomense WEBETO e a Federação das Organizações não Governamentais de São Tomé e Príncipe (FONG) afirmam que alterar a lei nos moldes propostos enfraqueceria a transparência no sector petrolífero das ilhas e acreditam que a sua retirada do Parlamento "salvaguarda a reputação internacional e os interesses económicos e de desenvolvimento" do país.

A proposta do anterior Governo liderado pelo primeiro-ministro Tomé Vera Cruz, na altura apoiada pelo chefe de Estado Fradique de Menezes, previa a realização de concurso público como condição prévia para a adjudicação de blocos petrolíferos e a introdução de dois novos mecanismos no diploma legal a serem utilizados na Zona Económica Exclusiva (ZEE) do arquipélago, cuja licitação deverá acontecer no segundo semestre deste ano.

Além do leilão, e caso a proposta fosse aprovada pelo Parlamento, a lei passaria a consagrar regimes de "negociação directa para a fase de pesquisa" e de "dispensa excepcional e pontual de concurso público para pesquisa e produção".

Em carta enviada ao novo primeiro-ministro, Patrice Trovoada, ao seu ministro dos Petróleos e com cópias aos outros órgãos de soberania, as organizações dizem não ser contra uma possível alteração da lei petrolífera, precisando que querem apenas que uma pretensão destas não seja feita "nos termos da anterior proposta" e que se leve em conta as preocupações de todas as partes interessadas.

Na carta, a que a PANA teve acesso, elas apelam para a operacionalização urgente da Comissão de Fiscalização do Petróelo, até ao momento inoperante embora consagrada em lei desde 2004, pois acreditam que este seria um passo fundamental para introduzir maior transparência no sector (Fonte: Panapress, 2008-03-07).

sexta-feira, 7 de março de 2008

São Tomé e Príncipe: Acordo com Guiné Equatorial não inclui exploração conjunta de petróleo


São Tomé e Príncipe assinou com a Guiné Equatorial um acordo geral de cooperação que abrange várias áreas mas exclui qualquer acordo no domínio da exploração conjunta de petróleo, disse hoje o primeiro ministro são-tomense, Patrice Trovoada.


No regresso a São Tomé de uma visita de três dias à Líbia e ao Gabão, de que não deu pormenores, Patrice Trovoada explicou o acordo assinado há uma semana com a Guiné Equatorial, país com o qual São Tomé e Príncipe mantém laços de cooperação em diversos sectores.


"Com essa vontade de cooperarmos, fomos assinando acordos sectoriais, mas faltava o acordo mãe. E isso é que foi reposto com a assinatura de um acordo geral de cooperação", justificou Patrice Trovoada.


O primeiro-ministro são-tomense referiu ainda que o presidente da Guiné Equatorial abordou a possibilidade dos dois países virem, no futuro, a explorar em conjunto um bloco de petróleo.
"Trata-se apenas de uma possibilidade e nós iremos nas próximas semanas discutir em profundidade com a Guiné Equatorial quais as possibilidades".


Fonte da Agencia Nacional de Petróleo confirmou igualmente à Agencia Lusa não existir qualquer acordo específico sobre petróleo com a vizinha Guiné Equatorial.
"Não existe nenhum acordo específico. O que existe com a Guiné Equatorial é um acordo de delimitação de fronteiras marítimas assinado em 2000, cujo documento está depositado nas Nações Unidas", disse.

No entanto, em declarações anteriores à Televisão pública de São Tomé e Príncipe, o Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema M`Basogo, disse haver um poço "muito rico em petróleo na fronteira marítima entre os dois países", e que as duas partes estão a trabalhar para que seja feita uma exploração conjunta.

Fonte contactada pela Lusa reconhece haver "muita actividade petrolífera na (referida) zona", mas adianta que é prematuro afirmar-se categoricamente que há poços de petróleo.

A afirmação do chefe de Estado da Guiné Equatorial da existência de muito petróleo na fronteira entre os dois países e de um acordo de exploração conjunto de petróleo suscitou expectativas entre os são-tomenses, o que começa a preocupar as autoridades.
"A questão do petróleo foi muito comentada no nosso país, houve muitas expectativas, muitas especulações e de momento nós não queremos mais comentários", disse Patrice Trovoada.
Em entrevista há uma semana à Lusa, o primeiro-ministro são-tomense apontou os países do Golfo da Guiné como uma prioridade nas relações externas do país (Fonte: RTP, 2008-03-07).

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Galp negocia com autoridades de São Tomé e Príncipe pesquisa de petróleo e gás natural


Uma delegação da Galp Energia esteve hoje reunida com o Governo e Presidência são-tomenses para "testar a possibilidade de participar em projectos de pesquisa" de petróleo e gás natural, disse à Agência Lusa o presidente da empresa. "Quisemos conhecer os planos de pesquisa de petróleo e gás natural do Estado de São Tomé em primeira-mão e testar a possibilidade de participar em alguns desses projectos", adiantou à Lusa Manuel Ferreira de Oliveira.

O presidente da Galp e o administrador da mesma empresa Fernando Gomes estiveram hoje de manhã reunidos com o novo ministro são-tomense dos Recursos Naturais e Ambiente, José da Graça Diogo, e também com o Presidente da República, Fradique de Menezes, durante a audiência que o chefe de Estado concedeu ao ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado.

"Viemos para partilhar informação e dar início ao começo de uma relação que esperamos que seja frutífera", disse Ferreira de Oliveira.


O ministro dos Recursos Naturais são-tomense confirmou à Lusa os propósitos da petrolífera portuguesa no país, adiantando que "a Galp está à procura de dados para uma eventual parceria no petróleo e gás natural".
Segundo José da Graça Diogo, essa parceria pode envolver uma estratégia lusófona e ser alargada à brasileira Petrobras e à angolana Sonangol.
"Temos tido contactos com a parte angolana e com a parte brasileira para se criar uma `joint-venture` entre estas empresas, a Galp e o Estado são-tomense", afirmou o governante, adiantando ainda que as petrolíferas têm conversado umas com as outras sobre este assunto.
"Se o Governo de São Tomé confirma esses contactos, é porque existem", disse, lacónico, Ferreira de Oliveira.

Galp, Sonangol e Petrobras estão também a apoiar o Estado de São Tomé e Príncipe na criação da Petrogas, a futura petrolífera nacional, disse ainda José da Graça Diogo, um dos novos rostos do recém-empossado elenco governativo são-tomense, chefiado por Patrice Trovoada.
O novo responsável pela pasta do Petróleo adiantou à Lusa que vai aguardar uma carta da Galp, onde espera a formalização dos propósitos da empresa portuguesa.
Embora confirmada a existência de petróleo e gás natural na Zona Económica Exclusiva são-tomense, é incerto que as jazidas em águas profundas e ultra-profundas sejam economicamente viáveis.

Ao contrário da área de exploração conjunta com a Nigéria, que já tem blocos delimitados e adjudicados na fase de pesquisa, o processo nas águas são-tomenses está bastante mais atrasado.
"O estudo sísmico está elaborado mas falta ainda delimitar as áreas e lançar o leilão", afirmou o ministro são-tomense, que acha "difícil" ultrapassar estas etapas até ao fim do ano.
Ferreira de Oliveira e Fernando Gomes partiram hoje à tarde com o ministro dos Negócios Estrangeiros para a Guiné Equatorial, onde permanecerão até terça-feira, e acompanharão também Luís Amado numa visita ao Gabão, na terça e quarta-feira. Segundo fonte da delegação ministerial portuguesa, estão previstos encontros dos responsáveis da Galp com as autoridades daqueles países do Golfo da Guiné (Fonte: LUSA - Agência de Notícias de Portugal, 2008-02-25).

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Preços de combustíveis sobem em São Tomé e Príncipe

O governo de São Tomé e Príncipe, país com grande potencial petrolífero, aumentou terça-feira os preços de combustíveis, com a gasolina a subir 25 por cento, o gasóleo 14 pc e o petróleo 23 pc. Segundo a ministra do Plano e Finanças são-tomense, Maria Tébus, igualmente vice-primeira-ministra, o aumento dos preços surgiu na sequência de uma proposta da Empresa Nacional de Combustíveis e Óleos (ENCO), tendo em conta a subida do crude nos mercados internacionais. Na nova tabela de preços, que entrou em vigor nas primeiras horas de terça-feira, um litro de gasolina que custava 16.000 dobras (0,88 euros) passou para 20.000 dobras (1,1 euros). Citando vários analistas em São Tomé, a agência noticiosa Macauhub adianta hoje que o aumento vai provocar uma inevitável subida nos preços de outros produtos e serviços do país, onde perto de 54 por cento da população vive abaixo de limiar da pobreza, com menos de um dólar por dia. Apesar de várias expectativas relativas à exploração de petróleo nas águas marítimas exclusivas do arquipélago, com um leilão de blocos previsto para o início de 2008, a petrolífera angolana Sonangol continua a ser a única fornecedora de combustíveis ao arquipélago, através da ENCO, que detém o monopólio da sua comercialização. Por outro lado, apesar de o Estado são-tomense dispor de 51 por cento do capital, a ENCO decidiu há pouco mais de uma semana suspender o fornecimento de combustíveis a crédito à empresa estatal de água e electricidade EMAE, que acumulou uma dívida de pouco mais de cinco milhões de dólares (3,7 milhões de euros). Além do capital maioritário do Estado, a ENCO conta com 40 por cento das acções da Sonangol, estando os restantes nove por cento nas mãos de investidores privados são-tomenses. (Notícias Lusófonas)

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Assinado contrato de navio-sonda para perfuração em São Tomé e Príncipe (JDZ)

The Nigeria Sao Tome and Principe Joint Development Authority (JDA), Addax petroleum and Sinopec of China have signed an agreement on the "Aban Abraham'' deep water drill ship. The agreement was aimed at drilling 10 wells on blocks two, three and four in the Joint Development Zone (JDZ) between Nigeria and Sao Tome and Principe in the Gulf of Guinea.
Jeff Schrull, General Manager, Addax petroleum signed on behalf of his company while Messrs Lian Mingxiang and Ado Wanka endorsed the agreement on behalf of Sinopec and JDA respectively. The agreement was signed in Sao Tome and the drilling which is expected to start in August next year will end in December same year at the rate of $ 410,000 per day. “I am delighted that we have secured drilling capability of our project on competitive terms from Aban Abraham,” Schrull was saying.
Pact -- 2 According to him, Addax and its co-ventures were fortunate to find Aban Abraham drillers, given the rising cost of drilling. “The contract will enable us to complete an extensive exploration and appraisal programme which has the potential to realise considerable value for Addax, its shareholders and other stakeholders in terms of crude exploitation,” Schrull said. He said that his company and their partners were committed to minimum work programme before the discovery of the first oil. Speaking at the occasion, JDA Chairman Ado Wanka, said the initiative would go a long way to facilitate the exploration and exploitation of crude in the JDZ. He described the event as a “huge success” which signified that stakeholders were eager to get the first oil on record time.
Pact -- 3 Commenting, Sinopec’s representative, Lian Mingxiang said the company was opportune to be part of the venture. "We will do everything humanly possible to ensure the success of the project while bringing our varied expertise to bear on the projects'', Mingxiang said. Addax petroleum is the operator of block four, Sinopec operates blocks two and three and JDA is the concessionaire.
Aban Abraham is a deep water drill ship built in 1976 as a world class second generation drill ship which is currently being upgraded from second generation to fourth generation capability. JDA was established in 2001 to manage hydrocarbon and non-hydrocarbon resources on 60:40 in favour of Nigeria in the JDZ and had since 2003 been awarded six oil blocks out of the nine blocks identified. (UPI)

quinta-feira, 29 de março de 2007

Petroleiras lusófonas em São Tomé

A idéia de se criar uma joint-venture petrolífera entre Brasil, Portugal, Angola e São Tomé e Príncipe "ainda está de pé", mas necessita de ajustes na legislação são-tomense, disse à Agência Lusa Carlos Gustavo dos Anjos, ministro das Relações Exteriores de São Tomé."A conversa com os países já está feita, mas temos a necessidade de fazer alguns ajustes na nossa lei do petróleo, que impõe regras para a concessão dos blocos e que prevê a realização de concurso público", afirmou o chanceler, que está em Brasília.O chefe da diplomacia são-tomense adiantou que é importante encontrar um consenso nacional que permita esta alteração à lei, e manifestou o interesse do governo de São Tomé de que esta mudança seja realizada o mais breve possível.O consórcio seria constituído pela Petrobras, Galp Energia, de Portugal, Sonangol, de Angola, e Petrogás, de São Tomé e Príncipe.Gustavo dos Anjos destacou ainda que já existe uma oferta do governo brasileiro de formar profissionais na área petrolífera e que São Tomé e Príncipe "vai, com certeza, explorar esta via".1 milhão de barris por diaDe acordo com estimativas de empresas petrolíferas, a produção em São Tomé e Príncipe pode chegar a um milhão de barris por dia em dez anos, o que poderia reverter o atual quadro de pobreza em que se encontra o arquipélago, localizado no Golfo da Guiné.Carlos Gustavo dos Anjos lembrou, entretanto, que São Tomé e Princípe ainda não é produtor de petróleo e que "todas as cifras que se avançam nesta área são apenas especulativas", porque dependem de estudos mais aprofundados.O país tem registrado avanços neste setor com a assinatura de acordos de partilha com a Nigéria. Firmado em 2001, o tratado de exploração conjunta entre os dois países estabelece 60% de receitas para os nigerianos e 40% para o arquipélago são-tomense.No entanto, o consórcio das quatro empresas petrolíferas será efetivado quando começar a exploração na área exclusiva, onde ainda não foram sequer feitos os estudos geológicos nem há uma estimativa quanto ao petróleo disponível, dado que se encontra em águas muito profundas.Visita ao BrasilEm Brasília, Carlos Gustavo dos Anjos, acompanhado pelo ministro das Obras Públicas e Infra-estruturas, Delfin Santiago das Neves, e pelo embaixador de São Tomé e Príncipe no Brasil, Ovídio Pequeno, teve reuniões de trabalho nesta segunda-feira com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.A visita a Brasília resultou na assinatura de sete acordos de cooperação técnica com o Brasil, que somam cerca de US$ 700 mil nas áreas de educação, processamento de dados e desenvolvimento urbano, entre outras.A delegação são-tomense partiu nesta terça-feira para São Paulo, onde tem previstas reuniões com representantes da Embraer e com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), seguindo na quarta-feira para o Rio de Janeiro para tratar da cooperação com a Petrobras. (Agência Lusa)

domingo, 11 de março de 2007

Contratada sonda para perfurar Bloco 2 da Zona Conjunta de São Tomé em 2008

Equator Exploration Limited announces that Sinopec, as operator on behalf of the participants in Block 2 of the Nigeria and São Tomé & Príncipe Joint Development Zone (“JDZ”), has entered into an agreement with Aban Abraham Pte Ltd (“Aban”), for the provision of the Aban Abraham deep water drillship to drill a well in the second half of 2008. The agreement, which has been entered into jointly with Addax Petroleum, has secured the Aban Abraham to drill up to ten wells in total. These wells will be shared across those blocks in which Addax and Sinopec respectively operate. The agreement contemplates five firm well slots and five optional well slots. Under a separate rig sharing agreement, Sinopec will be allocated one of the firm well slots which will fulfil the commitment well as agreed under the Block 2 Production Sharing Contract. Additionally, and as required, a share of the optional slots may be available. The day-rate for the rig is a maximum of $410,000 per day.The JDZ was created through an agreement between the governments of Nigeria and São Tomé & Príncipe in 2001 whereby revenues derived from the JDZ will be shared 60:40 between these governments respectively. Block 2 was awarded to Equator and the other participants in March 2006. Subsequent to a farm-in to the interest of another participant, A & Hatman, Equator has a 9% interest, of which 0.25% is allocated to another partner. The other participants are Sinopec, ERHC Energy and Addax Petroleum, who together have 65%, ONGC (13.5%), A & Hatman (2.5%), Amber Petroleum (5%) and Foby Engineering (5%). In its News Release of 11 January 2007, the Company reported the Best Estimate Prospective Resources for its net interest as prepared by Netherland, Sewell & Associates Inc. On an un-risked basis net to Equator they are 121 million barrels of oil and 168 billion standard cubic feet of gas, while on a risked basis they are 32 million barrels of oil and 50 billion standard cubic feet of gas. (Oilvoice)

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Ainda é cedo para prever produção de petróleo em São Tomé e Príncipe

É prematuro avançar datas para os primeiros barris, diz a Chevron. A empresa petrolífera norte-americana Chevron defendeu hoje em São Tomé ser ainda cedo para se adiantar uma data para a chegada dos primeiros barris de crude provenientes das jazidas ao largo do arquipélago são-tomense. "Até que se possa definir que a acumulação de petróleo é comercial, é prematuro especular-se sobre qualquer data para os primeiros barris", disse Tim Parsons, responsável da Chevron na capital são-tomense, ao Jornal de São Tomé e Príncipe. Para já, segundo Parsons, as reservas encontradas na estrutura testada no primeiro poço exploratório ("Obo-1") e no Bloco 1 "são insuficientes para justificar um desenvolvimento económico isolado". O representante da Chevron em São Tomé acrescentou que a petrolífera só comentará a situação depois de chegarem os resultados da perfuração das concessões adjacentes e de se analisar se se justifica fazer novas perfurações. Parsons mostrou-se, por outro lado, satisfeito com a aprovação, em 2004 , pelo governo são-tomense, da Lei sobre a Gestão das Receitas do Petróleo, elaborada com o objectivo de regular o pagamento, gestão, utilização e supervisão de qualquer receita relacionada com o crude. Nesse sentido, lembrou que São Tomé e Príncipe é um Estado soberano e que, como tal, nem a Chevron nem qualquer uma das outras petrolíferas que operam nas águas territoriais são-tomenses "poderá ditar como devem ser utilizadas as receitas do petróleo". De acordo com Parsons, a Chevron "está empenhada" em desenvolver as sua s actividades de forma "consistente com os seus valores", "operando com respeito ético e social, respeitando a universalidade dos direitos humanos e contribuindo para a melhoria das condições de vida das comunidades onde opera". O representante da Chevron afirmou que a empresa, obrigada contratualmente, disponibilizou em 2006 cerca de 202 mil dólares (cerca de 155.400 euros) para projectos de desenvolvimento nas áreas sociais e que espera continuar a realizar acções idênticas ao longo deste ano. São Tomé e Príncipe já leiloou seis dos nove blocos na zona conjunta com a Nigéria, país que fica com 60 por cento das receitas, enquanto o arquipélago arrecada os restantes 40 por cento. (Notícias Lusófonas)

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Anunciada descoberta em São Tomé e Príncipe


A petrolífera norte-americana Chevron Texaco anunciou a descoberta de petróleo, mas ainda sem garantia comercial, num bloco situado na zona conjunta entre São Tomé e Príncipe e a Nigéria.O anúncio foi feito este fim-de-semana na capital de São Tomé pelo representante da Chevron Texaco, Tim Parsons, no final de uma audiência com o presidente de São Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes, no âmbito deste processo de exploração petrolífera.No balanço de uma primeira perfuração feita no referido bloco petrolífero, Tim Persons sublinhou que “a quantidade de petróleo descoberta ainda não justifica uma produção comercial”.Adiantou que a Chevron Texaco efectuará “dentro de pouco tempo” outros furos, de modo a efectuar uma avaliação global sobre a potencialidade comercialo do bloco.Em Maio de 2006, a Chevron Texaco já havia anunciado que foram encontrados neste bloco um acumulativo total de pelo menos 150 pés (45 metros) de hidrocarbonetos. O bloco denominado de Ôbo (floresta em crioulo são-tomense) está localizado a uma profundidade de 1720 metros (5.640 pés) no mar e a operação de perfuração foi concluída em 63 dias, a 15 de Março de 2006, num orçamento de 37 milhões de dólares.Com uma participação de 51 por cento, a Chevron Texaco conta com a parceria da outra norte americana, a Exxon Mobil com 40 por cento e a Dongote Energy Resource, um consórcio nigeriano e norueguês com nove por cento.Adjudicado em 2003, o bloco “Obô” custou à Chevron Texaco e parceiros 123 milhões de dólares por bónus de assinatura de contrato.Assinado em Fevereiro de 2001, o tratado de exploração conjunta entre São Tomé e Príncipe e Nigéria estabelece 60 por cento de receitas para os nigerianos e 40 para o arquipélago são tomense. (Agência Brasileira de Notícias)

sábado, 13 de janeiro de 2007

ExxonMobil quer sair de São Tomé e Príncipe

Em janeiro de 2007, fontes de indústria indicam que a ExxonMobil está buscando farm-out de sua participação no Bloco 1, na Bacia do Delta do Níger. O Bloco 1 cobre 704 km2 na fronteira marítima de São Tomé e Príncipe com a Nigéria, a sul do prolífico bloco OML 130 da Total, que inclui o Campo de Akpo (600 Mmbo). O Bloco 1 teve seu primeiro poço perfurado em 2006, Obo-1, que foi abandonado como uma descoberta de hidrocarbonetos em março. Chevron, o operador do bloco mantêm silêncio sobre o poço, que é pelo menos um sucesso técnico se não um comercial. Os sócios atuais no Bloco 1 são: o operador Chevron (51%), ExxonMobil (40%) e a companhia nigeriana Dangote (9%). (IHS Energy)