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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Exploração de petróleo no país já habilitou 44 empresas

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) habilitou 44 empresas para a 11ª Rodada de Licitação de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural nas bacias sedimentares do pós-sal da costa brasileira. As licitações serão nos dias 14 e 15 de maio, no Rio de Janeiro. Seis empresas foram habilitadas hoje (12).

Segundo a ANP, 19 empresas são do Brasil, oito dos Estados Unidos, seis do Reino Unido, cinco do Canadá. Austrália, Ilhas Cayman e Colômbia participam com três empresas cada. A China tem duas empresas habilitadas, mesmo número de cinco países: Bermudas, Espanha, França, Noruega e Panamá.

A 11ª rodada vai licitar 289 blocos em 23 setores, totalizando 155,8 mil quilômetros quadrados (km²), distribuídos em 11 bacias sedimentares: Barreirinhas, Ceará, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Parnaíba, Pernambuco-Paraíba, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Tucano Sul.

As empresas habilitadas hoje foram Sonangol, Guananbi Exploração e Produção de Petróleo, Ress Corporation, Sinoco International, Trayectoria Oil & Gas, Tetra Energia e UTC Óleo e Gas.
 
Fonte: Exame/Abril, 2013-04-12.

Petrobras assina contrato de construção de mais duas plataformas para o pré-sal

A produção de petróleo no pré-sal da Bacia de Santos, nos campos de Franco e Franco do Sul, ganhará duas plataformas que agregarão, quando estiverem em plena operação, mais 300 mil barris de petróleo e 14 milhões de metros cúbicos gás natural, diariamente, à produção nacional.

Os contratos para a construção das plataformas foram assinados hoje (11) pela Petrobras em cerimônias ocorridas no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. A construção e a integração dos módulos da P-74 e da P-76 irão gerar cerca de 4.500 empregos diretos e indiretos nas regiões de São José do Norte (RS) e Pontal do Paraná (PR), onde estão os estaleiros que executarão os serviços.

A Petrobras informou que, para a construção dos módulos das plataformas, os contratos estipulam um índice de conteúdo local de 65% nos serviços de construção e montagem; 65% nos serviços de engenharia de detalhamento, 65% nos serviços de gerenciamento e de 71% para o fornecimento de materiais. A instalação e a integração dos módulos no casco também terão conteúdo local de 65%.

O prazo contratual total é 42 meses. A produção de petróleo da P-74 está prevista para o segundo semestre de 2016, e a da P-76, para o segundo semestre de 2017.
 
Fonte: Jornal do Brasil/Agência Brasil, 2013-04-11.

Empresa inicia prospecção de petróleo, gás e potássio no Baixo Amazonas e oeste paraense

A empresa Georadar inicia no próximo dia 20 a primeira ação de prospecção na bacia do rio Amazonas localizada em território paraense na busca por vestígios de jazidas de petróleo e gás. O grupo, de capital nacional com aporte de fundos de pensão internacionais, é prestador de serviços da Petrobrás e detém a mais avançada tecnologia em sísmica terrestre no mundo. O trabalho vai capturar registros em duas dimensões do subsolo feitos em duas regiões do estado.

Na primeira, na região oeste, as prospecções acontecerão nos municípios em Belterra, Mojuí dos Campos e Santarém. A segunda etapa, que iniciará no segundo semestre e vai até o dia 30 de dezembro, compreende os municípios de Monte Alegre, Prainha e Almeirim, a leste do Rio Amazonas. O contrato de prospecção está orçado em R$ 80 milhões e prevê a geração de imagens por meio de ressonância sonora do subsolo que serão avaliadas posteriormente por técnicos da Petrobrás, indicando ou não a viabilidade da exploração comercial das jazidas, das quais há muito tempo já se tem indícios.

No último dia 9, uma equipe da empresa, chefiada pelo presidente Luiz Nagata, apresentou o projeto ao Governo do Estado. Primeiramente em uma reunião no Centro Integrado de

Governo (CIG), em Belém, para o secretário especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Indústria, Sidney Rosa, e para a secretária adjunta da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), Maria Amélia Enríquez, e sua equipe técnica. Posteriormente, no mesmo dia, o grupo foi até Santarém onde apresentou o projeto para uma comitiva de prefeitos, membros do governo e da sociedade civil.


Entre os benefícios diretos à população do Pará com a investigação dessas jazidas, está previsto o investimento de R$ 8,5 milhões em contratação de mão de obra local e serviços especializados, além de indenizações. “Nós não entramos em nenhum território sem termos todas as licenças, sem o conhecimento dos proprietários das áreas e sem comunicar as autoridades locais. Depois de entrar e executar o serviço, o solo e a cobertura vegetal são recompostos”, informou o presidente da empresa.

A secretária Maria Amélia Enríquez ressaltou a importância do projeto para o futuro do estado e frisou a necessidade de qualquer ação de exploração mineral deixar investimentos e benefícios para a população local. “Nós inauguramos uma nova etapa em relação à exploração mineral com a implantação da taxa de mineração, que não se aplica ao projeto em específico, mas que determina a vontade deste governo em assegurar que a população seja diretamente beneficiada com a exploração dos nossos recursos naturais”, disse ela.

Os executivos ressaltaram a importância dos estudos anteriores e do conhecimento desenvolvido no estado pela Universidade Federal do Pará (UFPA), que é uma instituição referenciada nacionalmente na área de Geologia. E informaram que eles apontam grande probabilidade de ocorrência de petróleo e gás natural, além de outros minerais, como o potássio. Nesse sentido, o secretário especial Sidney Rosa revelou a intenção do Estado em fomentar a indústria de fertilizantes usando a matéria prima do potássio que existe na região. “Isso vem ao encontro das nossas expectativas, pois estamos dando incentivos para empresas de fertilizantes se instalarem no estado, dinamizando a produção agrícola”, comentou Rosa.

Nagata confirmou o potencial e disse que a expectativa é que a produção mineral possa ser efetivada em dois ou três anos, com possibilidades de verticalizar a produção de fertilizantes em Belém, através da rede de infraestrutura logística (de transportes terrestres e fluviais) que está sendo fomentada pelo governo federal em parceria com o governo do Pará.

Sísmica - O diretor de operações sísmicas da Georadar, Ricardo Savini, fez uma demonstração do sistema de prospecção chamado “Sísmica”. Ele comparou o processo a uma ultrassonografia. Através de canhões de emissão de ondas sonoras de alto impacto é possível atingir as mais profundas extensões no subsolo e obter a localização exata dessas jazidas. "Através dos ângulos de refração é possível calcular e projetar as camadas de solo que apontam os ambientes favoráveis a formação de jazidas minerais. Dessa forma, o processo gera imagens em duas dimensões que podem ser, dependendo dos primeiros indícios, processadas em três dimensões para análises mais precisas", explicou.

Ainda segundo Savini, a tecnologia de prospecção avança muito com a tecnologia atual, dando resultados muito mais precisos a cada ciclo de cinco ou sete anos. A Georadar adquiriu 70% das ações de uma empresa estrangeira especializada, adquirindo, assim, a mais moderna tecnologia de sísmica do mundo, com a qual inclusive já trabalham na prospecção das jazidas do pré-sal.
 
Fonte: Governo do Pará, 2013-04011.  

quarta-feira, 27 de março de 2013

Exportações de petróleo angolano em Maio aproximam-se de nível recorde de Agosto de 2012

As exportações de petróleo angolano em maio vão aproximar-se do nível recorde alcançado em agosto, quando foi vendido o correspondente a 1,831 milhões de barris diários, segundo dados de várias agências internacionais.

Segundo a Bloomberg, Angola já assegurou para maio a venda de 56.740 milhões de barris, o que corresponde a 1,830 milhões de barris diários.

As vendas confirmadas de petróleo angolano em abril totalizaram 52.900 milhões de barris ou 1.760 milhões de barris diários.

Outra agência, a Reuters, que cita um operador do mercado de compra e venda de petróleo, refere que metade do petróleo angolano exportado em maio se destina à China.

"A China comprou metade da produção angolana (de maio), e a procura tem sido consistente nos últimos meses", acrescentou a fonte.

Angola é atualmente o segundo maior produtor de petróleo da África subsaariana, atrás da Nigéria, que produz em diariamente, em média, 2 milhões de barris.

A importância de Angola e da Nigéria foi hoje destacada em Libreville, na abertura dos trabalhos da 30ª Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Associação de Produtores de Petróleo Africano (APPA), pelo primeiro-ministro do Gabão, Raymond Ndong Sima.

Os dois países têm sido fundamentais no crescimento da APPA, frisou o chefe do governo gabonês.

Angola está presente na conferência com uma missão chefiada pelo seu ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, e as delegações nacionais presentes participam terça-feira no 5º Congresso Africano de Petróleo, que decorrerá também em Libreville até à próxima quinta-feira.

O petróleo é o principal produto de exportação de Angola, com o setor petrolífero a representar 45 por cento do Produto Interno bruto, 70 por cento das receitas fiscais e 90 por cento das exportações.

Fonte: inonline - Agência Lusa, 2013-03-25.

http://www.ionline.pt/mercados/exportacoes-petroleo-angolano-maio-aproximam-se-nivel-recorde-agosto-2012

segunda-feira, 25 de março de 2013

UFRR desenvolve projeto para pesquisa de petróleo

Para formar profissionais aptos a pesquisar petróleo em águas profundas, a Universidade Federal de Roraima (UFRR) desenvolve, há um ano e meio, o projeto denominado 'Bioestratigrafia com base em Microfósseis Silicosos'. A pesquisa é feita por acadêmicos orientados pelo doutor em bioestratigrafia e professor do curso de Geologia da Universidade Vladimir de Souza.

Segundo ele, o trabalho consiste na formação de bioestratígrafos."O bioestratígrafo é aquele profissional que conseguirá retirar do sedimento os microfósseis da maneira mais preservada possível", explica. O projeto é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e os alunos participantes recebem bolsa no valor de R$ 400.

O material utilizado segundo Souza, foi doado pela Petrobrás e faz parte da margem equatorial das bacias do Pará (PA), Maranhão (MA) e Ceará (CE). "Nós somos o único estado da região Norte a montar um laboratório para estes estudos. No Brasil, além de Roraima, o Rio de Janeiro também possui material semelhante", afirma pesquisador.

A aluna do 6º período de geologia da UFRR Diany Monteiro conta que a pesquisa é importante para agregar valores a formação acadêmica, tendo em vista a relevância do assunto. "Além do conhecimento, estamos participando de uma experiência nova que futuramente trará muitos frutos", avalia.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Mantega: queremos estar "mais colados" ao preço do petróleo no exterior


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira a intenção de acompanhar mais de perto os preços do petróleo no exterior, embora tenha dito não parecer "oportuno falar de novo aumento" de combustíveis neste momento.

Na semana passada, a Petrobras anunciou o aumento do preço da gasolina na refinaria e do diesel numa manobra amplamente aguardada pelo mercado diante da defasagem dos valores dos combustíveis no país em relação às cotações internacionais.

"Queremos estar mais colados (ao preço do barril do petróleo no exterior)", disse Mantega a jornalistas, acrescentando que o objetivo é que não haja prejuízo para a Petrobras pela defasagem de valores do petróleo e dos combustíveis.

"Estaremos atentos para que haja proximidade maior do aumento da gasolina em relação ao preço dos derivados (de petróleo)", complementou.

Sobre a perda de valor dos papéis da Petrobras nesta terça-feira após a divulgação de mudança na distribuição de dividendos por parte da companhia, Mantega se limitou a dizer que essa é uma aplicação sujeita a variações.

"É renda variável, isso costuma acontecer, uma hora cai, vinha subindo há várias semanas, às vezes o fator é externo. Ontem (segunda-feira), as bolsas caíram no mundo todo, portanto, as ações também", comentou.

As ações ordinárias da Petrobras caíram 8,29 por cento nesta terça-feira, no maior recuo diário do papel desde junho de 2012, um desempenho que levou o principal índice da Bovespa ao vermelho pelo segundo pregão seguido.

Questionado sobre se o governo terá perdas com a mudança na forma de distribuição dos dividendos da Petrobras, o ministro se recusou a falar sobre o assunto e disse que era um tema a ser tratado pela diretoria da empresa.

A Petrobras decidiu fazer uma distribuição diferenciada de dividendos prevendo uma economia de 3,5 bilhões de reais com a medida, após a divulgação do fraco resultado operacional no quarto trimestre. A estatal anunciou que pagará dividendo de 47 centavos de real para cada ação ordinária e de 96 centavos de real para cada ação preferencial.
 
(Fonte: Br.Reuters, 2013-02-05).

América Latina espera grandes investimentos em petróleo e gás


Com uma das reservas existentes de petróleo e gás de crescimento mais rápido, além de enormes recursos não convencionais, o continente latino-americano espera grandes projetos de investimento de capital em toda a região – principalmente em países com órgãos licenciadores como o Brasil, Colômbia e Peru, todos com grandes oportunidades de petróleo e gás.

A 19a conferência Latin Upstream dará destaque às oportunidades mais significativas para empresas, intervenientes estatais de petróleo, governos e investidores, líderes da indústria, autônomos, empresas de serviço/fornecimento, financistas e negociadores. A conferência ocorrerá no hotel Sofitel Copacabana, no Rio de Janeiro, de 15 a 17 de maio.

A conferência é a principal da América Latina e é o evento internacional de exploração de petróleo e gás para fazer negócios e acordos estabelecido há mais tempo, com a presença anual de 250 participantes corporativos e de nível sênior. A conferência se enfoca no cenário e estratégias latino-americanas de petróleo, gás e energia e avalia a fundo uma variedade de perspectivas de curto e longo prazo de exploração, desenvolvimento, investimento e estratégia do momento. A reunião também mostra como empresas públicas e privadas de petróleo e gás e os governos remodelarão a América Latina no jogo mundial de produção.

Apesar das iniciativas nacionalistas de recursos na Argentina, Bolívia, Equador e Venezuela, a América Latina possui várias oportunidades de área de exploração, novos projetos de petróleo/gás e GNL, além de enormes desenvolvimentos de gás em bacias terrestres e em alto mar propensas a gás e um crescente fluxo de negociações corporativas. Novas regiões oferecem maiores oportunidades de petróleo e gás.

Durante a conferência, os principais palestrantes dos principais intervenientes corporativos e estatais se enfocam em empreendimentos latinos de gás GNL e GTL, áreas de exploração desenvolvidas, potencial de petróleo pesado e águas profundas, novas jogadas e oportunidades e gigantes latinos como a Venezuela, Brasil e México.

A Petra Energia revela os planos de energia da China na América Latina. Empresas de petróleo estatais como a Petrobras e Statoil avaliam suas estratégias brasileiras, a TGP proporciona atualizações sobre a infraestrutura de gasoduto do Peru e a PetroCaribbean dá uma nova visão sobre a exploração e desenvolvimento da bacia de Putumayo na Colômbia.

Antes da 19a Latin Upstream, a 9a Latin Petroleum Strategy Briefing (Reunião Latina de Estratégia de Petróleo), que acontece no dia 15 de maio, com apresentações do Dr Duncan Clarke, oferece conhecimentos chave e um exame profundo das estratégias competitivas de produção de petróleo e gás-GNL na exploração e desenvolvimento na América Latina, além das estratégias de empresas, governos e intervenientes estatais de petróleo no continente.
Mais informações: http://www.petro21.com/events/?id=793

(Fonte: Global Pacific & Partners  citado por R7 Notícias, 2013-02-04).

Petróleo será negociado na bolsa neste semestre, diz diretor da Bovespa

O diretor de commodities da BM&FBovespa, Ivan Wedekin, afirmou que o novo contrato futuro de petróleo será implementado ainda este semestre na bolsa. O produto é a segunda novidade recente do mercado financeiro brasileiro, que desde segunda-feira (28) começou a negociar contratos futuros para o setor sucroalcooleiro.


Os contratos do setor sucroalcooleiro são compostos por três tipos de papeis: um para etanol hidratado, outro etanol anidro (álcool utilizado na mistura da gasolina) e um novo contrato futuro para açúcar, detalha Wedekin, em entrevista ao Canal do Boi que será transmitida na próxima semana.

(Fonte: DCI, 2013-02-01).

Exportação brasileira de petróleo despenca em janeiro

As exportações brasileiras de petróleo despencaram 66,4 por cento no mês de janeiro ante o mesmo período de 2012, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior divulgados nesta sexta-feira.

Os embarques somaram 735 mil toneladas em janeiro, enquanto um ano antes totalizaram 2,19 milhões de toneladas, segundo a Secex, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Em comparação com o volume exportado no mês de dezembro, quando os embarques somaram 3,3 milhões de toneladas, houve uma queda ainda maior, de 77,7 por cento.

Em termos financeiros, também houve baixa relevante: as receitas despencaram 69 por cento em relação ao ano anterior, totalizando neste ano 473 milhões de dólares.

Na comparação com dezembro, quando o faturamento somou 2,3 bilhões de dólares com as vendas externas, houve redução de 79 por cento na receita de janeiro de 2013.


(Fonte: Exame.Abril, 2013-02-01).

domingo, 27 de janeiro de 2013

Karoon Gas diz ter encontrado petróleo no Brasil

A empresa Karoon Gas Australia disse nesta quinta-feira que descobriu petróleo na costa do Brasil, mas foi cautelosa sobre a qualidade, indicando que é muito cedo para determinar a viabilidade comercial da área.




O poço de exploração da empresa, Kangaroo-1, perfurado em uma joint venture com a Pacific Columbia Rubiales Energy, atingiu colunas com um comprimento total de 25 metros


O petróleo, no entanto, foi encontrado em uma formação rochosa acima da formação que a empresa estava visando.


A descoberta provou que existe petróleo no local, um sinal encorajador para a os poços da empresa na região, disse a Karoon em um comunicado.


As informações são da Dow Jones.


(Fonte: Exame Abril, 2013-01-24).

Instituto de Estudos Empresariais debate "royalties" do petróleo em Porto Alegre

Na próxima segunda-feira, dia 28 de janeiro, os "royalties" do petróleo serão discutidos no jantar-debate semanal do Instituto de Estudos Empresariais (IEE). Para abordar o tema, o IEE traz a Porto Alegre o presidente da ONG Espírito Santo em Ação, Alexandre Nunes Theodoro.

O encontro, fechado para associados do IEE, ocorre às 19h30, no Novotel Três Figueiras.

O Espírito Santo em Ação foi fundado em 2003 por um grupo de empresários, com o objetivo de contribuir para a construção de um Estado de referência. O trabalho desta organização não governamental capixaba visa tornar as empresas ainda mais conscientes e participativas em seu papel econômico e social.

O Instituto de Estudos Empresariais foi fundado em Porto Alegre há 28 anos por 20 integrantes. Atualmente conta com cerca de 150 associados ativos, entre 20 e 35 anos, que participam semanalmente de eventos internos de desenvolvimento e formação.

(Fonte: Portugal Digital, 2013-01-26).

sexta-feira, 11 de março de 2011

Produção brasileira de petróleo sobe 6,3% em janeiro


A produção brasileira de petróleo cresceu 6,3% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, informou a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) nesta quarta-feira (2). O boletim da estatal mostra que a produção atingiu a marca de 2,122 milhões de barris por dia no primeiro mês do ano.

Por outro lado, na comparação com dezembro a produção de petróleo do mês passado recuou cerca de 2,65%. Já a produção de gás natural aumentou 13,2% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2010, segundo a ANP. No mês passado, o Brasil extraiu 66 milhões de metros cúbicos por dia. Assim como o petróleo, a produção de gás caiu 4,3% na comparação com dezembro de 2010. A soma da produção de petróleo e gás natural ficou em torno de 2,539 milhões barris de óleo por dia. Em janeiro de 2011, 23 empresas atuaram na produção nacional de petróleo, com 301 permissões de exploração, sendo 75 concessões marítimas e 226 terrestres.

Pré-sal

A produção do pré-sal em janeiro foi de 71,7 mil barris por dia de petróleo e 2,527 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural. O volume supera em cerca de 5% a produção de dezembro de 2010, que foi de 68,3 mil barris por dia de petróleo e 2,402 milhões de metros cúbicos diários de gás natural.


Queima de gás

A ANP informou ainda que as empresas que extraem gás natural reduziram em cerca de 12,4% a queima do produto em janeiro na relação com o mesmo mês de 2010. Na comparação a dezembro do ano passado, a queda foi um pouco menor, de 8,3%.


Principais campos produtores

Entre os 20 maiores campos produtores de petróleo e gás natural no Brasil, dois são operados por empresas estrangeiras - Frade/Chevron e Ostra/Shell. A Petrobras, no entanto, opera a maior parte dos campos de petróleo e gás natural brasileiros, com quase 93% do total.
(Fonte: Notícias R7, 2011-03-02).

Petróleo pode levar 2 mil milhões de dólares a Moçambique até 2021


Em 35 anos, Moçambique gastou 4 mil milhões de dólares (2,9 mil milhões de euros) no sector do petróleo. Nos próximos 10 anos, Moçambique espera alcançar perto de 2 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros) resultantes do investimento feito nessa actividade, segundo dados governamentais divulgados pelo jornal moçambicano "Notícias".

Já no sector do carvão, foram concedidas 105 licenças de exploração desde 1975, sendo de esperar que, até ao final do próximo ano, mais três licenças sejam emitidas neste sector.

Por sua vez, o gás deverá verificar uma quase duplicação do investimento face ao ano passado. O Governo liderado por Armando Guebuza prevê um aumento no investimento para 600 milhões de dólares por ano (436 milhões de euros), quando, em 2009, esse valor se ficou pelos 362 milhões (263 milhões de euros), o que pode aumentar a produção em 52,5%

De acordo com a página online da publicação, os investimentos realizados desde que o país é independente e os que se pretendem concretizar nos próximos anos foram anunciados no seminário “Petróleo, Gás e Minerais em Moçambique – Políticas, Governação e Desenvolvimento Local”, que teve lugar em Maputo.
(Fonte: Jornal de Negócios, 2011-02-28)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Petrobras inicia exploração comercial do petróleo do pré-sal nesta semana


A Petrobras inicia nesta semana a exploração comercial do petróleo da camada pré-sal. O presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, afirmou no último dia 18 que as operações comerciais no Campo de Tupi devem começar entre os dias 27 e 28. Segundo o executivo, a exploração experimental de Tupi começou em maio. Atualmente, são extraídos do campo cerca de 14 mil barris de petróleo por dia. Com o início da exploração comercial, a extração pode chegar a 100 mil barris por dia. "Claro que isso não será obtido logo no início, mas é a capacidade", disse Gabrielli.

A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leito do mar, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos).

O petróleo encontrado nesta área está a profundidades que superam os 7.000 metros, abaixo de uma extensa camada de sal que, segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo. Vários campos e poços de petróleo já foram descobertos no pré-sal, entre eles o de Tupi, o principal. Há também os nomeados Guará, Bem-Te-Vi, Carioca, Júpiter e Iara, entre outros. Estimativas apontam que a camada, no total, pode abrigar algo próximo de 100 bilhões de boe (barris de óleo equivalente) em reservas, o que colocaria o Brasil entre os dez maiores produtores do mundo.

(Fonte: Portugal Digital, 2010-10-25).

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

BNDES cria área para empresas de petróleo e gás


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) começa a olhar com mais atenção a cadeia de petróleo e gás. Há cerca de um mês, o banco criou o Departamento da Cadeia Produtiva de Petróleo e Gás, dirigido por Caio Brito de Azevedo, que já começou a conversar com empresários do setor para poder alinhavar quais são as principais demandas.

De acordo com Azevedo, a previsão é de que ainda no primeiro trimestre de 2011 o banco tenha um plano montado para as empresas do setor. Segundo ele, 65% das empresas ligadas ao setor de petróleo e gás faturam até R$ 25 milhões por ano. E o banco terá de se adequar a esse perfil com linhas especiais de crédito. "São empresas que sofrem com o custo elevado do capital. Queremos ter questões como esta equacionadas e com um programa em condições de operar até março do ano que vem."

Azevedo foi um dos palestrantes do evento sobre os desafios do pré-sal no Instituto Fernand Braudel, em São Paulo, na noite de segunda-feira.

A consultoria Booz&Company apresentou um estudo encomendado pela Organização Nacional da Indústria de Petróleo (Onip) que aponta para a urgência de o Brasil investir na formação de mão de obra e na cadeia de fornecedores, principalmente, quando se leva em conta um horizonte até 2020.
Neste ano, a previsão é que a atividade de petróleo e gás no País receba entre US$ 25 bilhões e US$ 30 bilhões. No acumulado até 2020, a estimativa é que se chegue a US$ 400 bilhões.

Segundo Rodrigo Sousa, coordenador do levantamento da Booz&Company, apesar da exploração do pré-sal só começar de fato daqui a dez anos, os desafios já existem. Sem planejamento, aponta o estudo, a indústria brasileira ligada à atividade de exploração de gás e petróleo não terá condições de competir.

O estudo aponta para a necessidade de coordenação do governo para que a indústria nacional consiga ganhar escala. "Só assim para não depender no futuro da ajuda externa", pondera Sousa.
Prova de que a indústria nacional não tem escala e não é globalizada está no fato de apenas uma em cada quatro empresas exportar a produção. E, para metade das exportadoras, os pedidos internacionais representam menos de 5% do faturamento. O principal destino é a América do Sul, com 50% das encomendas.
O setor de offshore é responsável por cerca de 400 mil empregos, entre diretos e indiretos. Apesar da alta empregabilidade, a falta de mão de obra especializada é uma ameaça.

(Fonte: Estadão / O Estado de S. Paulo, 2010-09-29).

Empresa colombiana anuncia descoberta de petróleo na Bacia de Campos


A estatal Empresa Colombiana de Petróleos (Ecopetrol) anunciou nesta quarta-feira a descoberta de petróleo num poço da Bacia de Campos, no estado do Rio de Janeiro, no qual tem participação de 50% através de sua filial brasileira.


"O operador do bloco BM-C-29, a empresa Anadarko, provou a presença de hidrocarbonetos no poço Itaúna", assinala um comunicado.


A fonte assinalou que no momento não se tem informações sobre as reservas do poço, pois é preciso dar continuidade aos trabalhos de exploração.


A Ecopetrol, uma das quatro principais companhias petroleiras da América Latina que gera mais e 60% da produção colombiana, opera, além do Brasil, no Peru e Estados Unidos.

(Fonte: Google / AFP, 2010-09-29).

Petrobras consegue captar recursos para extração do petróleo do pré-sal


A Petrobras anunciou nesta sexta-feira, na Bolsa de Valores de São Paulo, que conseguiu captar os recursos que serão usados na extração do petróleo do pré-sal.

O presidente Lula comandou a cerimônia de encerramento da oferta de ações da Petrobras. A empresa arrecadou perto de R$ 120 bilhões. A Petrobras subiu no ranking das empresas de petróleo.
“A Petrobras se transforma na segunda maior empresa a valores de mercado, atrás apenas da Exxon por enquanto”, destacou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
É a maior oferta pública de ações do mundo. Participaram pequenos e grandes investidores na Bolsa de São Paulo e investidores estrangeiros na Bolsa de Nova York. Mas quem mais comprou ações, cerca de dois terços do total, foi o próprio governo brasileiro.
O governo pagou as ações com 5 bilhões de barris de petróleo que serão retirados das reservas do pré-sal e aumentou sua participação no capital da Petrobras de 40% para 48%.
Com a capitalização, por meio da venda de ações, a Petrobras deve colocar em caixa US$ 25 bilhões para investimentos sem os custos de um empréstimo.
“Trata-se de impulsionar a competitividade do sistema econômico para garantir um longo ciclo de desenvolvimento, capaz de erradicar de vez a pobreza na vida do nosso povo”, declarou o presidente Lula.
(Fonte: G1 - Globo, 2010-09-24)

Angola é o maior fornecedor de petróleo da China


Angola tornou-se o maior fornecedor de petróleo à China, ultrapassando a Arábia Saudita, anunciou hoje um jornal de Pequim.

Em agosto, Angola exportou para a China 3,99 milhões de toneladas de petróleo, o que correspondeu a “mais de 19 por cento do total das importações chinesas” naquele domínio, disse o Global Times, citando estatísticas das Alfândegas da China.

Em declarações àquele jornal, o ministro da Indústria angolano, Joaquim David, indicou que a capacidade de produção de Angola pode exceder os dois milhões de barris por dia, mais do que a quota fixada pela OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), mas não confirmou se isso estava a acontecer.

“Instruímos, de facto, as companhias petrolíferas a respeitarem a quota, mas não posso comentar se elas conseguem fazer isso”, afirmou Joaquim David.
Na semana passada, uma agência noticiosa norte-americana disse que Angola estava a produzir em média 1,9 milhões de barris de petróleo por dia, mais do que os 1,65 milhões fixados pela OPEP.
Aquela matéria-prima representa quase metade do Produto Interno Bruto de Angola, mas, segundo Joaquim David, “o país está a trabalhar para diversificar a sua economia e reduzir a dependência em relação ao setor petrolífero”.

(Fonte: Lusa, 2010-09-28).

domingo, 19 de setembro de 2010

Produção de petróleo bateu recorde


A produção de petróleo no Brasil estabeleceu novo recorde em Agosto, com 2,078 milhões de barris diários, anunciou, na quinta-feira, em comunicado, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Bio Combustíveis (ANP). O documento refere que, desta forma, foi ultrapassado o recorde anterior, estabelecido em Abril, de 2,077 milhões de barris.

A ANP revelou que vai passar a divulgar mensalmente, na última semana, os dados da produção de petróleo e gás no país e o volume por empresa. A Petrobras passa a saber, assim, qual volume de produção dos parceiros minoritários nos campos onde que ela opera, mas continua mas sem dispor dos dados nos campos em que a sua participação é menor, como são os casos de Ostra (Shell) e Frade (Chevron). “O novo recorde reflecte o trabalho que vem sendo feito ao longo dos anos”, sublinhou o director da ANP, Victor Martins, durante a Rio Oil & Gas.

Com os blocos que já foram vendidos, disse, a produção de empresas privadas no país deve aumentar nos próximos quatro anos. Em Agosto, por exemplo, a Petrobras respondeu por quase 92 por cento da produção, com 1,898 milhão de barris diários. Neste número não foram contabilizados os barris obtidos em parcerias em que a empresa estatal não é a operadora. A produção de gás natural ficou em 60,8 milhões de metros cúbicos. O estudo da ANP lembra que o Brasil tinha, em Agosto, 294 concessões em produção, 75 das quais, marítimas. A bacia de Campos continua a ser o principal pólo produtor, com 1,765 milhão de barris de petróleo em Agosto, equivalente a 84,9 por cento, seguida da do Espírito Santo, com 36,6 mil barris diários, 3,3 por cento.

(Fonte: Jornal de Angola-Sapo, 2010-09-19).

A descoberta de petróleo em Moçambique


Após alcançar a estabilidade política, os adventos da paz se fazem sentir a todos os níveis na pátria de Samora Machel. Antiga colónia e província ultramarina de Portugal, Moçambique teve a sua independência a 25 de Junho de 1975. Faz parte da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral), da Commonwealth (Associação de Estados e de Territórios Autónomos com forte ligação ao Reino Unido tendo como elo de ligação a língua inglesa), da Organização da Conferência Islâmica e da ONU (Organização das Noções Unidas).

Após a assinatura do Acordo Geral de Paz em Roma, a 4 de Outubro de 1992, pelo então Presidente da República, Joaquim Chissano, e Afonso Dhlakama, presidente da RENAMO, e por representantes dos mediadores, a Comunidade de Santo Egídio, da Itália, acordo esse que pôs fim a 16 anos de guerra civil, Moçambique passou para uma fase de reconstrução nacional que previa a recuperação de tudo o que foi destruído pela guerra e de recuperação de empresas estratégicas. É neste processo que após várias negociações, a 31 de Outubro de 2006, o Estado português vendeu parte da participação de 82 por cento que detinha no consórcio da barragem de Cahora Bassa, ao Estado moçambicano, por 740 milhões de euros, ficando apenas com 15 por cento do capital. Os restantes 85 por cento passaram a caber ao Estado moçambicano, em troca de 950 milhões de dólares.

O acordo foi assinado entre o Primeiro-Ministro português, José Sócrates, e o Presidente moçambicano, Armando Guebuza, em Maputo. A última tranche do pagamento devido pelo Estado moçambicano só se realizou a 27 de Novembro de 2007, tendo a cerimónia de reversão do empreendimento para Moçambique sido realizada na vila do Songo, a 28 de Novembro de 2007. Este negócio permitiu aos moçambicanos recuperarem um dos seus maiores símbolos de orgulho nacional.

Para complementar os motivos de alegria, em entrevista ao Semanário Sol, a 17 de Agosto deste ano, a ministra dos Recursos Minerais de Moçambique, Esperança Bias, confirmou a notícia avançada pela ANADARKO Petroleum Corporation, uma companhia norte-americana com sede no Texas, que anunciou a descoberta de petróleo na Bacia do Rovuma, norte de Moçambique, não se sabendo ainda se em quantidades comercializáveis. A expectativa é de que os estudos complementares fiquem prontos ainda neste ano.

Segundo a governante, a presença de petróleo associada ao gás, naquela bacia, foi detectada a uma profundidade de 5100 metros. Esta é a primeira vez que se descobre petróleo offshore na África Oriental.

A notícia foi recebida com algumas reservas por alguns sectores da sociedade civil local. Para alguns especialistas, seria surpresa se a reserva não fosse economicamente viável. Há alguns anos já se tem a informação da presença de gás na região. Se os estudos continuaram, é porque a probabilidade de extracção comercial de petróleo é grande. Mas lembra-se que a vizinha África do Sul já passou pela decepção de encontrar petróleo e não conseguir explorá-lo. “Levar esse petróleo do mar para a terra requer investimentos extraordinários. Se o petróleo for pouco, não vale a pena”, explicou o engenheiro local Inácio Bento.

Segundo a agência Lusa, há quatro anos, a ANADARKO e as autoridades moçambicanas rubricaram um acordo para a abertura de seis furos na Bacia do Rovuma. O petróleo associado ao gás foi descoberto no terceiro furo denominado Ironclad, depois de, no segundo furo, designado Windjammer, aberto em Fevereiro último, a multinacional norte-americana ter anunciado a descoberta de gás em offshore, a uma profundidade de 3600 metros e 147 de espessura.

Para além da ANADARKO, existem mais três empresas a fazerem pesquisa e prospecção de hidrocarbonetos na bacia do Rovuma: a ENI da Itália, PETRONAS da Malásia e a STATOIL da Noruega. A ANADARKO Petroleum Corporation actua em Moçambique desde 2006 e já investiu 300 milhões de dólares nas operações de prospecção. No final do mes de Julho, a companhia anunciou outra descoberta de petróleo em África, nas águas profundas da costa do Ghana, na região de Owo, no Oceano Atlântico.

A Anadarko também faz estudos para localizar petróleo nas formações geológicas parecidas em outros pontos da costa, entre o Ghana, a Costa do Marfim, Serra Leoa e a Libéria. Os investimentos na prospecção de petróleo em Moçambique vão ultrapassar 550 milhões de euros até 2011, de acordo com as projecções apontadas nos contratos do Governo com as multinacionais petrolíferas, estima o Instituto Nacional do Petróleo.

As notícias são animadoras para o Governo moçambicano, que terá certamente o país na rota de grandes empresários interessados em investir em outros sectores da vida civil, como acontece com outros países exportadores de petróleo. É de salientar que já com alguma visão no futuro, o Governo moçambicano autorizou, a 2 de Outubro de 2007, a construção da primeira refinaria de petróleo em Moçambique, destinada a produzir 300 mil barris por dia. A construção teve início no ano de 2008.

Para além das mais recentes estimativas de petróleo, Moçambique possui das maiores reservas mundiais de gás natural. O gás natural moçambicano tem como principal destino o mercado sul-africano. Existe um gasoduto de 865 km que liga os campos de Temane e Pande a Secunda, que têm como missão primária fornecer 80 milhões de Giga Joules de gás natural que servirão para substituir o carvão como matéria-prima das indústrias químicas da SASOL em Sasolburg, para além de o suplementar na unidade de combustíveis sintéticos em Secunda.

O gasoduto é detido pela SASOL e pelos governos de Moçambique e África do Sul - serve igualmente mais de 600 consumidores industriais, nomeadamente siderurgias. É caso para se dizer que a CPLP ganha mais uma perspectiva de crescimento a nível dos recursos naturais o que, aliado à estabilidade política e boa governação das elites dos Estados membros, torna os mercados da mesma em palcos cada vez mais atractivos não só para investimento mas também para propostas de adesão.

(Fonte: Jornal de Angola-SAPO: António Luvualu de Carvalho, 2010-09-19).