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sexta-feira, 11 de março de 2011

Galp com Eni em Moçambique


A Eni, ainda accionista da Galp (33,34%), vai avançar com a petrolífera portuguesa com a primeira perfuração no bloco na Bacia do Rovuma, no Norte de Moçambique. Os italianos são os operadores do bloco.

Com esta parceria, a Galp marca a segunda presença em África, a seguir a Angola, no âmbito da exploração e produção de petróleo. Registre-se que a Galp já se encontra presente no Brasil, onde detém 10% no projecto Tupi, um bloco operado pela Petrobras no pré-sal da Bacia de Santos. A 5.000 metros abaixo do nível do mar e sob uma camada de sal com mais de 1 quilómetro de espessura o projecto Tupi configura uma das maiores reservas de petróleo e gás natural descobertas nos últimos 30 anos.

O projecto da Bacia do Rovuma encontra-se também localizado em águas ultra-profundas, a 2.600 metros abaixo do nível do mar, sendo que os estudos já efectuados evidenciam que a zona apresenta um potencial elevado. A concessão operada pela Eni (que detém 70% do respectivo capital) conta ainda com a presença da coreana Kogas, a Korea Gas Corporation e dos moçambicanos da ENH. Kogas, ENH e Galp detém, cada um, 10% do capital. A área de exploração compreende 17.646 quilómetros quadrados.

(Fonte: O País online, 2011-02-28).

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Petrobrás planeja fazer mapeamento de reservas em Angola


A Petrobrás e a petroleira estatal angolana Sonangol planejam realizar um mapeamento das áreas de exploração de petróleo em Angola, antes de o governo realizar uma nova rodada de licitações, afirmou o jornal português Diário Económico.


"Nós estamos esperando a visita de uma delegação brasileira nos próximos dias para iniciar as conversações sobre a organização do programa", afirmou o ministro da Defesa Nacional de Angola, Cândido Van-Dúnem, à agência de notícias Lusa, segundo o jornal.


Em julho, a Petrobrás confirmou a descoberta de petróleo em Angola, num bloco operado pela italiana Eni. Segundo a estatal, avaliações iniciais indicaram a existência de pelo menos 500 milhões de barris de petróleo de alta qualidade ("in place").


O jornal também disse, sem citar fontes, que a petroleira portuguesa Galp Energia, parceira da Petrobrás no Brasil, disse ao governo angolano que está interessada em adquirir participações minoritárias nos blocos de petróleo que deverão ser licitados. A Galp disse que não comentaria o assunto.


A Angola está tentando atrair o interesse das companhias antes de adotar medidas concretas para conceder novas licenças de exploração de petróleo no país.


Dados geológicos indicaram que as bacias do Congo e de Kwanza, em Angola, têm características similares com as bacias offshore do Brasil, onde foram feitas as maiores descobertas de petróleo do mundo nos últimos anos, afirmou o Diário Económico.

(Fonte: Economia - Estadão / Agência Estado / Dow Jones, 2010-09-29).

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Galp, Petrobras e Repsol ganham licença para explorar petróleo no Uruguai


A Galp Energia, em parceria com a Petrobras e a espanhola Repsol, conquistaram uma licença de exploração de petróleo em dois blocos na costa do Uruguai. A empresa portuguesa detêm 20% em cada um dos blocos.


De acordo com a Bloomberg, que cita um comunicado da Repsol, a YPF, unidade argentina da companhia espanhola, juntamente com a Petrobras e a Galp, ganharam o leilão para dois blocos licitados, o 3 e o 4.


A Petrobras é a operadora do Bloco 4, com 40% do capital, tendo a YPF 40% de participação e a Galp 20%. No Bloco 3, a YPF é a operadora, com 40%, sendo que a Petrobras detém outros 40% e a Galp os restantes 20%.


As três companhias vão agora poder procurar petróleo ao largo da costa do Uruguai, próximo da cidade de Punta del Este.


De acordo com a Petrobras, o consórcio liderada pela empresa brasileira apresentou a melhor proposta para os Blocos 3 e 4, localizados na bacia Punta del Este. O Bloco 3 está localizado a 150 quilómetros da costa, uma profundidade entre 100 e 200 metros. Já o Bloco 4 situa-se a 300 quilómetros da costa, a uma profundidade que varia de 200 a 1500 metros.Segundo a mesma fonte, o consórcio liderado pela Petrobras tem agora quatro anos para realizar estudos e decidir se irá efectuar perfurações.


Recorde-se que a Galp Energia, em parceria com a Petrobras, tem tido sucesso na exploração no Brasil, onde efectuou já a descoberta de vários poços de petróleo, sendo o mais conhecido o do Tupi (Fonte: Jornal de Negócios, 2009-07-02).

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Galp e Petrobras confirmam indícios de petróleo na Bacia de Potiguar


A Galp Energia e a estatal brasileira Petrobras encontraram provas de existência de petróleo num bloco "onshore" da Bacia de Potiguar, anunciou o regulador deste mercado no Brasil.


A descoberta foi feita no poço 4GALP32RN, no bloco “onshore” (em terra firme) POT-T-484, refere a Agência Nacional do Petróleo (ANP) no seu “site”, citada pela Bloomberg.


A Galp, que é a operadora, e a Petrobras, detêm em partes iguais esta concessão e ainda não determinaram se o crude descoberto tem viabilidade de desenvolvimento comercial, diz a mesma fonte.


Em inícios deste mês, a Petrobras também anunciou ter encontrado sinais de petróleo e gás num poço “onshore” da Bacia Espírito Santo, o 4BRSA73OES, que fica no bloco ES-T-383. A Petrobras já tinha notificado o regulador de uma outra descoberta de crude, num outro poço desta bacia, a 27 de Dezembro passado.


Os campos de São Mateus e de Guriri, no mesmo bloco, foram considerados – em Novembro - descobertas com viabilidade comercial, comentou a Bloomberg (Fonte: Jornal de Negócios, 2009-06-22).

Galp informa que primeiro navio com petróleo de Tupi chega a porto paulista


O primeiro navio com petróleo de Tupi chegará em breve ao porto de São Sebastião, no Estado de São Paulo. A portuguesa Galp, que tem participação de 10% do bloco BM-S-11, onde foram econtrados os campos de Tupi, Iara e Iacema, informou onte e Lisboa que foram transferidos 315 mil barris de petróeo da plataforma (FPSO) Cidade de São Vicente para o navio Nordic Spirit. A viagem até o porto de São Sebastião demora cerca de 15 horas.


O óleo foi extraído do poço chamado Tupi Sul, que começou a produzir oficialmente, e um teste de longa duração (TLD) no dia 1º de maio. Como a plataforma de produção não tem grande capacidade de armazenamento, assim que ela fica "cheia" tem que ser esvaziada com a transferência do petróleo para o navio chamado de aliviador, que leva o produto até uma unidade em terra para ser refinado.


Segundo a Galp, estão sendo produzidos por meio desse poço cerca de 14 mil barris de petróleo por dia. Na nota divulgada ontem, o presidente da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, ressaltou que o dia 23 de junho representa a incorporação no mercado das primeiras quantidades de óleo cru provenientes do pré-sal da Bacia de Santos, sendo assim outro dia que ficará na história desse grande projeto.


Além do BM-S-21, onde até agora foram encontrados três reservatórios, a portuguesa Galp tem a participação acionária em blocos com descobertas importantes de petróleo e gás no pré-sal: BM-S-8 (Bem-te-Vi), BM-S-24 (Júpiter), BM-S-21 (Caramba). Contabilizando as áreas ultra-profundas em alto mar, a Galp tem participação em 20 projetos no Brasil, todos em parceria com a Petrobras.


Procurada ontem, a estatal brasileira não confirmou as informações dadas pela Galp. O Valor apurou que a produção em Tupi não foi contínua desde o dia1º de maio porque houve paradas de produção para testes em horizontes mais profundos para checar o comportamento do reservatório. Se opoço Tupi Sul estivesse produzindo há 54 dias - de 1º de maio a 23 de junho, data informada pela Galp para início de transferência do petróleo armazenado - a produção acumulada seria de 756 mil barris de petróleo e não os 315 mil informados pela portuguesa. Até o fechamento da edição a Petrobras não informou qual o destino desse óleo e nem se a parte da Galp será exportada. Tupi é operada pela Petrobras (65%) tendo como sócias a BG Group (25%) e a própria Galp (10%) (Fonte: Valor Econômico, 2009-06-26)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Galp torna-se maior acionista da Enacol


A petrolífera portuguesa Galp Energia se tornou a maior acionista da Empresa Nacional de Combustíveis (Enacol) de Cabo Verde, decisão que está criando polêmica, principalmente pela "insatisfação" da angolana Sonangol.


A decisão foi tomada em abril em uma assembleia-geral da Enacol, mas mantida em sigilo, uma vez que só foi revelado publicamente que a Galp Energia subiu a sua participação acionária de 33,2% para 45,03%, enquanto a Sonangol passou de 33,2% para 38,13%.


O jornal A Semana, num artigo intitulado "Galp assume controle da Enacol, Sonangol fala em golpe", escreve que o descontentamento da parte angolana foi manifestado na própria assembleia-geral, onde foi aprovado também o aumento de três para cinco o total de administradores.


Desse grupo, três são destacados pela empresa portuguesa - que ficou também com a direção do Conselho Fiscal e da Mesa da Assembleia Geral -, um pela angolana e um pela parte cabo-verdiana.


"Detentora de 45,03% do capital social da Enacol (…) e com os acionistas minoritários a primarem pela ausência durante a reunião da Assembleia Geral, bastou à Galp uma maioria simples para impor a sua vontade", diz o jornal A Semana, que cita fontes oficiais.


Segundo o jornal, a "atitude" da Galp Energia "desagradou" à Sonangol, uma vez que a empresa angolana e portuguesa têm um acordo para os assuntos mais importantes, como a eleição de novos administradores, que devem ser concertados antes da assembleia-geral.



Disputa


Logo após a nomeação dos novos administradores, acrescenta-se no jornal, a parte angolana manifestou, em plena assembleia-geral, que a Galp Energia "não cumpriu", razão pela qual a Sonangol referiu que "vai ver o que se pode fazer para reverter a situação".


A luta entre a Galp Energia e a Sonangol pelo controle da Enacol é já antiga, mas a empresa portuguesa, em 2008, conseguiu obter a maioria das ações depois de adquirir 6,2% delas que obteve, via Bolsa de Valores de Cabo Verde, pela Caixa Banco de Investimentos (CBI).


Pouco depois, as ações da Enacol acabaram por valorizar em demasia e, em 4 de dezembro de 2008, a Bolsa de valores de Cabo Verde foi obrigada a suspender as transações bolsistas, que só seriam retomadas a 14 de janeiro deste ano.


Em março, o Estado cabo-verdiano alienou a sua participação na empresa por uma Operação Pública de Venda (OPC), que envolveu 28% do capital social, mantendo apenas uma golden share, de 2,13%, o que lhe permite ter uma palavra decisiva em questões estratégicas.


"Os acionistas minoritários, com 14,7%, e o Estado de Cabo Verde estão na base da pirâmide, mas os acionistas minoritários podem fazer desequilibrar a balança desde que marquem presença das reuniões da assembleia-geral", remata o A Semana (Fonte: Agência Lusa, 2009-06-12).

segunda-feira, 30 de março de 2009

Governo angolano vai isentar de impostos empresas que explorem gás natural


O governo de Angola vai isentar de impostos as empresas que explorem gás natural e vai pressionar as empresas petrolíferas a contratarem mais trabalhadores angolanos, noticiou quarta-feira o Jornal de Angola.


Na terça-feira, o parlamento angolano aprovou uma autorização legislativa para que o governo aprove a isenção de impostos para as empresas que explorem gás natural, decisão que visa estimular o investimento no país que não dispõe de mercado doméstico para o gás.


No âmbito destas medidas, a Sonangás, subsidiária da estatal Sonangol, vai atribuir direitos de exploração durante 10 anos à ENI Angola Exploration BV, Gas Natural West Africa SL, Galp Exploração Petrolifera e Exem Energy BV.


O parlamento aprovou igualmente novas medidas destinadas a aumentar o número de trabalhadores angolanos no sector petrolífero, aprofundando a política de "angolanização" governamental.


As novas medidas obrigam as empresas petrolíferas a contribuirem para um fundo especial que será utilizado na formação e desenvolvimento de quadros angolanos não tendo o estatal Jornal de Angola anunciado qual o valor da contribuição (Fonte: Macauhub, 2009-03-26).

Futuro da Galp Energia passa por Angola diz empresário português Américo Amorim


O empresário português Américo Amorim considera que o futuro Galp Energia deve passar pela parceria entre os accionistas portugueses e a empresa angolana Sonangol, caso a italiana ENI decida sair.

O homem mais rico de Portugal, em entrevista, na sexta-feira, à agência Reuters, disse que o responsável máximo da ENI, Paolo Scaroni, já lhe disse, “várias vezes, que, não tendo a possibilidade de controlar a Galp, prefere sair”.

Américo Amorim, que já mostrara a disponibilidade em adquirir a posição de um terço do que a ENI tem na Galp, lembrou que o acordo entre a Amorim Energia, o Estado português e a empresa italiana é válido até 2014, mas frisou: “é óbvio que pode-nos convir alterá-lo e antecipá-lo”.

Embora não tenha feito referência directa à possível compra da posição da ENI, afirmou que “tudo é negociável “ e que “até 2014 são muitos anos para que nada aconteça”, lembrando que na Galp o” estado natural de desenvolvimento está feito”. O responsável máximo da ENI afirmou, no final de Outubro, que a empresa italiana está receptiva a ofertas em relação à posição que tem na Galp. “A Galp tem uma referência portuguesa, há uma relação fantástica com a Sonangol e Angola, e o Estado português também está no negócio. Acho que estamos no caminho que devemos prosseguir”, referiu o empresário. “Sempre disse que não estou disponível para abandonar o projecto Galp. Primeiro, tenho o Estado português e aquilo que subscrevi com ele. Segundo, sou português. Terceiro, tenho uma empresa responsável que é a Sonangol”, afirmou. Quanto ao possível aumento de capital da empresa para financiar a expansão, Amorim disse: “tenho uma abertura total, vivo tranquilo. Desde que estou na Galp nunca tive qualquer impedimento em relação a nenhuma solução e não quero manifestar, de uma forma ou de outra, a minha opinião”, concluiu (Fonte: Jornal de Angola, 2009-03).

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Petrolíferas investem 200 mil milhões de dólares no pré-sal brasileiro


O CEO da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira afirmou que as petrolíferas a operar no pré-sal brasileiro deverão investir entre 150 a 200 mil milhões de dólares na região até 2020.


Os custos operacionais da exploração deverão situar-se em cerca de dois mil milhões de dólares por ano na próxima década, estimando-se uma produção de dois milhões de barris por dia no ano de 2020.


A Galp tem, actualmente, no Brasil 23 parcerias com a Petrobras, e prevê iniciar a produção de petróleo na Bacia de Santos em Abril de 2009, com um projecto-piloto no poço Tupi, avançou Ferreira de Oliveira. "A Galp tem um papel relevante nesses números (de investimento), é um operador relevante, o segundo maior, mas a grande distância da Petrobras", acrescentou Ferreira de Oliveira.


A Galp tem como meta, no espaço de uma década, aumentar a produção dos 15.000 barris diários para 150.000. "É no Brasil e em Angola que temos a âncora do nosso futuro. Diria mais no Brasil do que em Angola. Segue-se depois a Venezuela e Timor", disse Ferreira de Oliveira.


Questionado sobre as dificuldades na conjuntura de contracção económica mundial, diz não esperar impacto significativo dos projectos de exploração petrolífera no Brasil. "Mal de nós se deixamos de pensar numa escala de décadas só porque temos uma crise que nos vai afectar durante alguns trimestres", disse o CEO da Galp (Fonte: Aeiou - Exame Expresso / Reuters, 2009-02-13).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Costa aveirense nos planos de prospecção de petróleo


A costa de Aveiro volta a ser referida nos planos da Galp Energia na busca de petróleo, numa área entre o Alentejo e Espinho, onde poderão arrancar trabalhos de perfuração no mar.



A zona da costa aveirense está concessionada a consórcios nos quais participa a Galp Energia cujo administrador executivo, Ferreira de Oliveira, admitiu na passada sexta-feira que poderá vir a iniciar a perfuração dentro de dois anos se os prospectos petrolíferos já identificados forem de suficiente dimensão.


Ferreira de Oliveira explicou que a empresa participa em consórcios “com uma área de concessão de 21 mil quilómetros quadrados, que vai desde a zona do Sul Alentejo até Espinho, entre 30 a 90 quilómetros da costa”. Os documentos que já observou não são completamente esclarecedores. “Eu já vi com os meus olhos prospectos a três, quatro quilómetros. Não quer dizer que são reservas ou recursos. São indicações de que possam existir”, afirmou o responsável. Tudo depende das próximas análises. “Se os prospectos identificados por essas ecografias, no sentido simbólico, forem de suficiente dimensão que justifiquem a sua perfuração, nós estaremos a perfurar na costa portuguesa entre 2010 e 2012”, declarou.


Neste momento, a Galp Energia está a fazer a “ecografia da terra”, adiantou o administrador, lembrando que este trabalho deve terminar no final do ano. Ferreira Oliveira acrescentou que “cada furo custa entre 50 a 100 milhões de euros” e que “pode não ser produtivo”. Em 2006, um consórcio formado pela Galp Energia, a Partex e a petrolífera Petrobras anunciou “estudos geológicos e geofísicos preliminares para obter indicações sobre o potencial de existência de petróleo em quantidade que justifique a exploração comercial” ao largo da costa de Aveiro até Sintra. Seria uma pesquisa em várias áreas situadas no mar, a cerca de 60 quilómetros da costa, em águas que vão até três mil metros de profundidade. O consórcio internacional que anunciou um investimento de quatro milhões de euros, para esta fase, pretendia procurar petróleo em águas profundas ao largo da costa portuguesa, entre Aveiro e Sintra, segundo um acordo assinado no Rio de Janeiro.


Hélder Spínola, presidente da associação ambientalista Quercus, declarou na altura que na fase de prospecção de petróleo “não são importantes as preocupações ambientais”. No entanto, adiantou o ambientalista, que “se a exploração do petróleo se mostrar economicamente viável”, a situação “vai ser ambientalmente preocupante”. Se se chegar a essa fase, Hélder Spínola defende a realização de “avaliações de impacto ambiental, para prevenir eventuais danos na fauna e flora dessa região” (Fonte: Diário de Aveiro, 2009-02).

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Galp Energia admite perfurar costa portuguesa a partir de 2010


O administrador executivo da Galp Energia, Ferreira de Oliveira, admitiu sexta-feira, na Batalha, que a empresa poderá vir a iniciar a perfuração da costa portuguesa dentro de dois anos se os prospectos petrolíferos já identificados forem de suficiente dimensão. "Eu já vi com os meus olhos prospectos a três, quatro quilómetros. Não quer dizer que são reservas ou recursos. São indicações de que possam existir", afirmou o responsável no jantar-conferência promovido pela Liga de Amigos da Casa-Museu João Soares, que reuniu sobretudo empresários.


Ferreira de Oliveira explicou que a empresa participa em consórcios "com uma área de concessão de 21 mil quilómetros quadrados, que vai desde a zona do Sul Alentejo até Espinho, entre 30 a 90 quilómetros da costa".


Neste momento, a Galp Energia está a fazer a "ecografia da terra", adiantou o administrador, lembrando que este trabalho deve terminar no final do ano. "Se os prospectos identificados por essas ecografias, no sentido simbólico, forem de suficiente dimensão que justifiquem a sua perfuração, nós estaremos a perfurar na costa portuguesa entre 2010 e 2012", declarou.


Ferreira Oliveira acrescentou que "cada furo custa entre 50 a 100 milhões de euros" e que "pode não ser produtivo".


Referindo-se depois ao preço dos combustíveis, o administrador executivo da Galp Energia reconheceu que o consumidor se irrita quando este aumenta, mas atribuiu a situação ao facto de este ser "um mercado de tanta liquidez, em que flutuações nos preços são transmitidas instantaneamente".


Ferreira de Oliveira destacou que "não há outro produto transaccionado na economia portuguesa que esteja tão exposto à economia global como o são os produtos petrolíferos".


O administrador executivo da Galp lembrou ainda que quando os preços dos combustíveis aumentam, os operadores do sector perdem "porque a procura reduz-se", além de que as empresas "não conseguem transmitir todo o seu aumento de custo".


Ferreira de Oliveira reconheceu, por outro lado, que "quando os preços descem as empresas são mais lentas a transferir como compensação a redução ao consumidor".


Abordando o tema "O mercado energético, a racionalidade da concorrência entre combustíveis e a sua implicação na competitividade das empresas", o responsável foi confrontado pela assistência com o tema da energia nuclear. "Estamos condenados um dia a usar a energia nuclear", salientou, confessando que gostaria de ver o assunto debatido (Fonte: Exame Expresso, 2009-02-07).

Galp à procura de fontes alternativas ao gás


Empresa assinou acordo com Venezuela para o fornecimento de 2 mil milhões de metros cúbicos


O chairman da Galp Energia, Francisco Murteira Nabo, admite que Portugal "tem um problema de gás complicado". A explicação é simples: o mercado português está dependente apenas de dois países, a Argélia e a Nigéria.


O responsável diz ainda que a empresa está a lutar para "duplicar o fornecimento ao país devido ao aumento do consumo. Para isso estamos a tentar encontrar fontes alternativas do gás", refere durante o seminário «Energia: Propostas para Portugal».


Daí, a petrolífera ter assinado um acordo com a Venezuela para o fornecimento de 2 mil milhões de metros cúbicos e estar a tentar um entendimento com a Guiné Equatorial.


Além da Venezuela e Guiné "também estão à procura de oportunidades no Médio Oriente" e "em Angola, à semelhança da Venezuela, estamos em negociações para participar em projectos de liquefacção", rematou (Fonte: Agência Financeira, 2009-02-05).

Galp prevê produzir até 2 mil barris de petróleo no Brasil


A Galp Energia vai começar a extrair ainda este ano os primeiros barris de petróleo. A garantia foi dada esta quinta-feira pelo chairman da petrolífera, Francisco Murteira Nabo. "Durante o primeiro semestre de 2009 contamos ter entre 1.500 a 2 mil barris vindo do poço do Tupi", referiu o responsável, durante o seminário «Energia: Propostas para Portugal». Para 2010, a empresa garante que será possível atingir entre 8.500 a 10 mil barris por dia.


De referir que a produção da Galp é de 15 mil barris diários. O objectivo é multiplicar por 10 a capacidade de produzir petróleo que estima ser alcançado dentro de 10 anos (150 mil barris por dia). Recorde-se que, a petrolífera portuguesa está presente no mercado brasileiro, em parceria com a Petrobras.



Empresa vai apresentar plano estratégico


Além disso, a empresa anunciou que vai apresentar um plano estratégico 2009/2013. "Ainda não foi discutido [o plano] com o Conselho de Administração". O plano de investimentos (até agora) contou com um investimento de 5,3 mil milhões de euros, dos quais 27% se dedicam à área «Energy and Power» (E&P). "O objectivo é manter esta linha. Já está tudo financiado até ao final de 2009", disse Murteira Nabo que admitiu ainda que "as actuais condições não são fáceis" e que a parte da produção, no novo plano estratégico, poderá contar com uma melhoria.


Em matéria de renováveis, o responsável reconheceu ainda que "há falta de oportunidades para entrar". Especificamente nos biocombustíveis, disse que é "um projecto difícil de montar", uma vez que envolve a "produção de 600 mil toneladas que vêm de vários países". Quando questionado se pode estar em causa a meta de incorporar 10% de biocombustíveis até 2010, Murteira Nabo respondeu: "talvez não" (Fonte: Agência Financeira, 2009-02-05).

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Consórcio da Galp e Petrobras encontra mais petróleo em Potiguar


O consórcio detido em partes iguais pela Petrobras e pela Galp Energia encontraram evidências de petróleo em mais um poço na bacia de Potiguar, de acordo com a Agência Nacional de Petróleo.


Segundo os dados publicados no site do regulador brasileiro, a evidência de petróleo foi observada no poço 1GALP26RN, no Bloco POT-T-354, situado no Potiguar.


Os dados publicados pela ANP apontam para várias descobertas de petróleo em Potiguar, nomeadamente nos Blocos POT-T-559, POT-T-520, POT-T-794. Segundo a agência Bloomberg, a Galp e a Petrobras ainda não determinaram se o petróleo encontrado em viável comercialmente (Fonte: Jornal de Negócios, 2009-02-02).

sábado, 20 de setembro de 2008

São Tomé deve mudar lei para aceitar Galp, diz presidente


A entrada da Galp Energia na exploração de petróleo em São Tomé e Príncipe exige que se "dê um jeito" na lei do setor, que o atual governo está em condições de fazer, disse o presidente do arquipélago, Fradique de Menezes.


As declarações de Menezes foram feitas em Lisboa, durante a apresentação do Guia do Investidor para São Tomé e Príncipe, elaborado pelo Instituto da Terra da Universidade de Columbia, dos EUA.


A instituição também participou da elaboração da lei são-tomense do petróleo, afirmou que o objetivo "não é alterar" a legislação, mas apenas permitir "o tipo de negócios" pretendido pela petrolífera portuguesa, que pode passar por um ajuste direto, contornando a obrigação de licitações públicas.


Além da Galp, o consórcio poderá ainda integrar as petrolíferas estatais do Brasil e de Angola."Com a atual maioria parlamentar de que dispõe o primeiro-ministro, Rafael Branco, estão reunidas as condições para dar um jeito à lei. Não para alterar, não é isso que se pretende. (...) Espero que [o projeto da Galp] possa ir avante", afirmou o presidente são-tomense, sem adiantar que tipo de modificações podem ser introduzidas.



Propostas

Fradique de Menezes reclamou ter "batalhado" desde o início pela criação de um consórcio lusófono que incluísse também a Petrobras e a Sonangol, além da petrolífera são-tomense, mas lembrou que a obrigatoriedade de licitações públicas visa aumentar a transparência na adjudicação de licenças de exploração."Fomos muito rápidos, fizemos uma lei que ultrapassa as nossas possibilidades", afirmou o presidente de São Tomé e Príncipe.


O penúltimo governo são-tomense, chefiado por Tomé Vera Cruz, chegou a apresentar no Parlamento uma proposta de alteração da lei de receitas petrolíferas, que regula a atribuição de licenças na zona econômica exclusiva são-tomense.


A medida criaria um mecanismo de ajuste direto em casos excepcionais, tendo contado então com oposição de forças políticas como o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP-PSD), do premiê Rafael Branco.


Branco contestava a forma como o processo foi conduzido, por um governo que considerava ter "os dias contados", e afirmava não ver "razões legítimas" para a alteração. Na apresentação do Guia do Investidor para São Tomé e Príncipe, o presidente do Conselho de Administração da Galp, Francisco Murteira Nabo, afirmou que o projeto está nas mãos da administração da petrolífera."Estamos disponíveis para fortalecer relações, [o projeto] é do interesse do governo português", afirmou Murteira Nabo, também represente do governo luso na petrolífera (Fonte: Agência Lusa, 2008-09-19).

Lula promete fortalecer Petrobras e critica privatização parcial


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou hoje a privatização parcial da Petrobras e prometeu fortalecê-la e prepará-la para a nova era energética do país. "Temos 62% das ações vendidas. O Governo só tem 38% das ações. Menos mal que não tiraram do Presidente da República o direito de designar o presidente da Petrobras e sua direção", disse Lula.


A companhia foi parcialmente vendida nos anos 90, durante o Governo de Fernando Henrique Cardoso (1994-2002), em meio a uma onda de privatizações na América Latina, que vivia uma crise econômica.


Segundo Lula, foi um erro se desfazer do patrimônio público em momentos em que o Brasil tinha problemas de balanço de pagamentos. "Em uma crise, não se deve vender nada porque vai vender mais barato. Nunca aceitei a idéia de que para resolver um problema seria preciso criar outro problema", disse o presidente durante um ato oficial em uma nova plataforma petrolífera da companhia.


O tema da propriedade acionária da Petrobras ganhou maior relevância nos últimos meses, quando a empresa anunciou descobertas de enormes jazidas de petróleo e gás natural na camada pré-sal.


Essas reservas poderiam chegar a entre 50 bilhões e 80 bilhões de barris, o que colocaria o Brasil entre as dez maiores potências petrolíferas do mundo na próxima década, segundo o Governo.


Duas destas jazidas, com até cerca de 12 bilhões de barris, foram descobertas por um consórcio formado pela Petrobras (40%), a portuguesa Galp e a britânica BG. "Não tenho nada contra a Petrobras ter ações na bolsa, mas a verdade é que é uma empresa estratégica para a construção da soberania de um país", ressaltou Lula.


O presidente ainda destacou que agora o país terá que fazer altos investimentos para extrair o óleo e o gás encontrados e transformá-los em mais emprego, saúde, ciência e educação. "Necessitamos fazer com que o resultado seja partilhado entre todos. Se não, uns ficam mais ricos e outros mais pobres", acrescentou o presidente, ao afirmar que as novas descobertas são uma oportunidade para corrigir erros históricos na distribuição da riqueza no Brasil. "Estamos só começando, mas vamos transformar este país. Vamos fortalecer a Petrobras e ter uma indústria petrolífera muito forte no mundo", prometeu o chefe de Estado.


Lula liderou a cerimônia oficial de lançamento da plataforma P-53, com capacidade para produzir 180 mil barris de petróleo por dia, armazenar dois milhões de barris e comprimir seis milhões de metros cúbicos de gás natural.


A gigantesca estrutura foi construída durante mais de dois anos no estado do Rio Grande do Sul, a um custo de US$ 1,3 bilhão.


Ela será instalada no campo Marlim Leste, na Bacia de Campos, a 120 quilômetros do litoral do estado do Rio de Janeiro, a principal província petrolífera do país.

Sua capacidade instalada equivale a 10% da produção atual de todo o Brasil e, segundo a Petrobras, será fundamental para manter a auto-suficiência do petróleo e deve começar a operar ainda em 2008, após ser gradualmente conectada a 13 poços produtores de petróleo e gás em águas de 1.080 metros de profundidade (Fonte: Globo, 2008-09-18).

terça-feira, 1 de julho de 2008

Galp abre postos na Guiné-Bissau, sem energia há dois dias


Os postos de abastecimento de combustível da petrolífera portuguesa Galp na Guiné-Bissau abriram nesta terça-feira e irão fornecer diesel, mas apenas a veículos, para minimizar a crise energética que vive o país, onde desde domingo não é possível comprar o combustível.


Fonte da empresa contatada pela Agência Lusa disse ainda que os postos da Galp foram vistoriados pela Polícia Judiciária e inspeção da energia durante a madrugada de hoje.


Os postos de abastecimento na Guiné-Bissau fecharam domingo e desde então nenhum combustível é vendido, principalmente diesel, fundamental para o funcionamento do país. A capital guineense funciona a diesel e a sua falta pode levar ao fechamento de estabelecimentos comerciais, unidades hoteleiras e impedir o funcionamento de várias empresas.


A falta de diesel pode ainda afetar o funcionamento das telecomunicações do país.O administrador da Total, empresa francesa de distribuição de combustíveis, Idrissa Djaló, afirmou domingo que a Guiné-Bissau é o único país que baixou preço dos combustíveis, apesar da crise de preços que afeta o setor. O preço do diesel aumentou 30% no mercado internacional e o governo guineense não determina um aumento do combustível há três meses.


Segunda-feira, fonte do gabinete do primeiro-ministro guineense, Martinho N'Dafa Cabi, afirmou que havia escassez no estoque no país, mas as empresas distribuidoras negam a informação, alegando que não podem comprar o produto mais caro e vendê-lo mais barato. Durante a noite de segunda-feira e madrugada de hoje, a Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB) começou a fornecer água canalizada e alguma luz elétrica, mas não atendeu a toda capital guineense. O diretor da EAGB, Florentino Mendes, afirmou segunda-feira que iria tentar minimizar o problema, porque hoje o presidente do Gabão inicia uma visita oficial à Guiné-Bissau, que termina quinta-feira (Fonte: Lusa, 2008-06-10).

terça-feira, 27 de maio de 2008

Portugal: Quadro regulatório do mercado energético dificulta trabalho de empresas estrangeiras


O mercado energético português continua a não ter resolvidas as questões regulamentares necessárias para que seja verdadeiramente aberto, o que não permite a empresas estrangeiras trabalhar com normalidade, afirmou o conselheiro-delegado da Gás Natural. "Portugal é um dos mercados onde queremos operar, onde queremos investir na comercialização de gás e electricidade. Mas temos que ressaltar que, apesar de formalmente o mercado português estar aberto, continuam por resolver temas regulatórios necessários", afirmou Rafael Villaseca. "É difícil operar e é necessária essa abertura", sustentou.

Em declarações em Barcelona, antes da Junta de Accionistas, Villaseca comparou a situação nos dois países ibéricos, referindo que empresas portugueses como a EDP e a Galp "actuam com normalidade" em Espanha enquanto a Gás Natural "não pode actuar em Portugal".

Considerando "certa" a ideia do desenvolvimento do MIBEL e do MIBGás, Villaseca sustentou porém que é necessário "melhorias" que "permitam comercializar", especialmente no mercado gasista. "Portugal está a abrir, como fez Espanha, para permitir que mercados sejam integrados, mas em Portugal até hoje, por não ter feito todas as mudanças necessárias, isso ainda não é possível. Estamos confiantes que num prazo breve isso não será um obstáculo", sublinhou.

Questionado sobre projectos concretos para Portugal, Villaseca notou que em termos gerais a Gás Natural quer ampliar a sua quota de mercado em Itália, França e Portugal - "países alvo" - para cinco por cento, não havendo um "objectivo concreto de quota" para o mercado português.
Notou ainda que além do projecto de Angola em que está envolvida e onde participa a Galp, não se antecipam mais projectos com a empresa portuguesa nem está prevista qualquer participação na EDP ou EDP Renováveis.
Ao mesmo tempo reiterou que a Gás Natural continua interessada no projecto de um ciclo combinado em Portugal mas que, pelos problemas regulatórios, isso "ainda não foi possível".
"O objectivo em Portugal é muito claro: Queremos poder começar a trabalhar", disse (Fonte: Sapo/Lusa, 2008-05-21).

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Importações portuguesas de petróleo atingirão quatro milhões de barris em 2009


A GALP assinou hoje com a Petróleos da Venezuela (PDVSA) cinco acordos, prevendo importações de petróleo de quatro milhões de barris em 2009, a liquefacção e comercialização conjunta de gás e a construção de quatro parques eólicos.

Os acordos foram assinados pelos presidentes da GALP e da PVSA na presença do chefe de Estado venezuelano, Hogo Chavez, e do primeiro-ministro, José Sócrates.

Além de ter começado com cerca de uma hora de atraso, a cerimónia foi longa e insólita, com o presidente Chavez a falar mais de uma hora (com Sócrates quase sempre em silêncio ao seu lado) e a interpelar por várias vezes o presidente da GALP, Ferreira de Oliveira, ou empresários portugueses que estão envolvidos em negócios com a Venezuela.

Chavez resolveu apresentar os 14 acordos celebrados entre Portugal e a Venezuela um a um, deixando muitas piadas pelo meio.

Alternando ataques violentos a adversários com notas de humor, Chavez fez críticas aos Estados Unidos, elogiou as massas portuguesas, referiu-se ao socialismo de Sócrates, às padarias da comunidade portuguesa e pediu palmas para o presidente da GALP, ou para o chefe de Estado brasileiro, Lula da Silva.

"Que o nosso primeiro petroleiro chegue a Lisboa antes de Sócrates", disse, numa referência à visita oficial de três dias do primeiro-ministro português.
No domínio da energia, PDVSA e Galp assinaram um acordo quadro para o desenvolvimento de projectos de liquefacção de gás natural.

Este acordo prevê a constituição de duas empresas mistas (uma para cada projecto), em que a GALP terá uma participação de 15 por cento.

O compromisso prevê ainda que a GALP poderá vir a adquirir uma quantidade equivalente a dois mil milhões de metros cúbicos/ano de gás natural - algo que o Executivo de Lisboa define como "fundamental" para a segurança de abastecimento.

PDVSA e GALP assinaram um memorando para avaliação de um terceiro projecto de gás liquefeito, um acordo para o estudo conjunto de desenvolvimento do Bloco Boyaca 6 na Faixa Petrolífera de Orinoco - local que quarta-feira será visitada pelo primeiro-ministro.

As petrolíferas venezuelana e portuguesa a assinaram ainda acordos para a transacção entre dois e quatro milhões de barris de petróleo por ano e um projecto para a construção na Venezuela de quatro parques eólicas na Venezuela.

Segundo a GALP, os quatro parques eólicos na Venezuela terão uma capacidade de 72 megawatts (Fonte: RTP/Lusa - 2008-05-13).

quarta-feira, 14 de maio de 2008

BPI diz que descoberta da Eni em Angola pode ser "positiva" para a Galp


Os analistas do Banco BPI consideram que a descoberta por parte dos italianos da Eni de uma jazida significativa de petróleo no poço 'Sangos 1' ao largo de Angola deverá ter um impacto "neutral a positivo" nas acções da Gaçp Energia, uma vez que esta detém participações em blocos que estão na proximidade deste.

Segundo o 'Iberian Daily' de hoje do BPI, a descoberta da Eni "pode aumentar as expectativas de descoberta de petróleo na área".

O documento relembra que a Galp detém participações de 9 e de 5% nos blocos 14 e 32, que são próximos do local da descoberta da Eni, tendo também uma participação de 5% no bloco 33, que está logo abaixo do bloco 32.

No mesmo documento, o BPI diz ser 'neutral' para a Galp as notícias de que a brasileira Petrobras vai começar testes de produção no campo de Tupi, na bacia de Santos, já em 2009. "O 'timing' dos testes de produção não constitui novidade, e tinha sido já avançado pela BG [que também tem participações nesta área]. Isto pode implicar uma produção total de 7,3 milhões de barris, da qual 10% será atribuível à Galp, e que não é assim tão relevante tendo em conta os actuais 4,6 milhões de barris que a empresa teve atribuídos em Angola durante o ano de 2007", diz o BPI.O BPI diz ainda "esperar que a produção em tupi acelere nos próximos 4 a 5 anos para 1,12 milhões de barris por dia, de acordo com as previsões das companhias".

O BPI tem uma recomendação de 'manter' para a Galp, com um preço-alvo de 17,05 euros. Às 12h08, a Galp subia 2,27% para os 16,24 euros (Fonte: Diario Economico, 2008-05-06).