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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Exploração de petróleo no país já habilitou 44 empresas

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) habilitou 44 empresas para a 11ª Rodada de Licitação de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural nas bacias sedimentares do pós-sal da costa brasileira. As licitações serão nos dias 14 e 15 de maio, no Rio de Janeiro. Seis empresas foram habilitadas hoje (12).

Segundo a ANP, 19 empresas são do Brasil, oito dos Estados Unidos, seis do Reino Unido, cinco do Canadá. Austrália, Ilhas Cayman e Colômbia participam com três empresas cada. A China tem duas empresas habilitadas, mesmo número de cinco países: Bermudas, Espanha, França, Noruega e Panamá.

A 11ª rodada vai licitar 289 blocos em 23 setores, totalizando 155,8 mil quilômetros quadrados (km²), distribuídos em 11 bacias sedimentares: Barreirinhas, Ceará, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Parnaíba, Pernambuco-Paraíba, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Tucano Sul.

As empresas habilitadas hoje foram Sonangol, Guananbi Exploração e Produção de Petróleo, Ress Corporation, Sinoco International, Trayectoria Oil & Gas, Tetra Energia e UTC Óleo e Gas.
 
Fonte: Exame/Abril, 2013-04-12.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Rodada de licitação de petróleo terá 289 blocos

O secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Almeida, disse ontem que a 11ª rodada de licitação de blocos exploratórios de petróleo e gás contará com o total de 155 mil quilômetros quadrados (km2), com 289 blocos. Segundo ele, o acréscimo de áreas ocorreu a pedido da presidente Dilma Rousseff. A rodada, marcada para os dias 14 e 15 de maio, passará a contar com mais 117 blocos, além dos 172 já anunciados no início do mês. Parte dos novos blocos virá, segundo Almeida, da 8ª rodada, que foi cancelada. A decisão ainda passará pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que se reunirá até 10 de fevereiro.

Almeida informou que a primeira rodada de licitação de blocos exploratórios na região das reservas de pré-sal, sob o novo regime de partilha, está prevista para ocorrer nos dias 28 e 29 de novembro. Segundo ele, os detalhes dessa licitação ainda serão definidos e passarão pela aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Ele disse ainda que a rodada para áreas com potencial de exploração de gás não convencional está prevista para os dias 11 e 12 de dezembro.

Ontem, a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, informou que ainda não está definido se o gigantesco campo de Libra, no pré-sal da bacia de Santos, será oferecido no primeiro leilão de áreas para exploração no regime de partilha de produção. O que está decidido é que o pré-sal terá mais de uma área em oferta no dias 28 e 29 de novembro.

Segundo Helder Queiroz, diretor da ANP responsável pela definição dos blocos que serão oferecidos, a agência já tem pronto cerca de 90% do modelo de contrato de partilha, que terá a Petrobras sempre como operadora, com participação mínima de 30%. Entre os blocos que foram adicionados à 11ª rodada, seis estão em águas profundas da bacia do Espírito Santo e 36 estão na bacia Tucano Sul.


(Fonte: Valor Econômico/Rafael Bitencourt e Cláudia Schüffner | De Brasília e do Rio citado por Revista Portos e Navios, 2013-01-24).

domingo, 19 de setembro de 2010

São Tomé e Principe prolonga leilão até Novembro


O governo de São Tomé e Príncipe decidiu prolongar por mais dois meses o período de licitação para concessão de blocos petrolífero na sua ZEE (zona económica exclusiva), segundo informação do primeiro-ministro Patrice Trovoada, recentemente eleito.

O concurso lançado em Março passado previa que o prazo terminasse a 15 de Setembro.

O governo já recebeu propostas, mas, tendo em conta o recente período eleitoral no país, o novo Executivo são tomense decidiu dar oportunidade a outras companhias para que participem no concurso público internacional.

A decisão de prolongar a licitação até 15 de Novembro foi tomada em reunião de conselho de ministros na terça-feira. (Fonte: Diário Digital, 2010-09-08).

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Petrobras prevê 14 fundos de investimento em petróleo

O gerente de captação da Petrobras, Marcílio Miranda, disse nesta quinta-feira, 16, que o número de fundos de investimento específicos para o setor de óleo e gás, voltados para fortalecer fornecedores da companhia estatal, pode chegar a 14 até o fim do ano. Alguns deles são fundos de investimento em participação (FIP) e outros fundos de investimento em direitos creditórios (FDIC), com prazos de cinco a dez anos. "A adesão dos investidores já está sendo grande", adiantou Miranda em um seminário sobre óleo e gás realizado no Rio. Ele, no entanto, não quis citar quais instituições demonstraram interesse nos fundos.

A própria Petrobras tem mobilizado investidores e instituições. Em road shows feitos pela estatal, já foram cadastradas 4.460 empresas que podem participar dos processos concorrendo para receberem os investimentos dos fundos. "Temos que fortalecer a empresa nacional para o desafio (de atender à demanda da Petrobras). As empresas estrangeiras virão e, se nossas empresas não estiverem preparadas, elas vão sumir", afirmou.

Os FIP significam investimento em participação no capital da empresa, que assim ganha recursos e se fortalece para no futuro, talvez, abrir seu capital em bolsa. Os FDIC normalmente antecipam para a empresa fornecedora, com um desconto que resulta no lucro do investidor, recursos que ela só receberia em um prazo mais longo. "Em vez de pegar dinheiro no crédito, a empresa pega no fundo. Tem que fazer operação que não gere dívida na empresa", disse Miranda, sobre as fornecedoras.

Miranda comentou sobre nove fundos de investimento, sem dar o nome das instituições financeiras. Dois desses fundos já estão operando e um deles é um FDIC do banco Modal, cujo sócio Humberto Tupinambá participou do mesmo evento. Outros quatro estão em processo de registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou muito próximos disso, segundo o executivo, sendo que dois são FDIC e dois são FIP. Os FDIC que estão em fase de registro contarão com R$ 10 milhões da Petrobras cada um, informou Miranda.

Tupinambá contou que o Modal e a Caixa Econômica Federal (CEF) devem entrar com pedido de registro na CVM na semana que vem para um FIP de R$ 500 milhões focado em entre oito e doze empresas fornecedoras da Petrobrás.

Três outros grandes FDIC serão lançados por ocasião das licitações de compra de 28 sondas e duas plataformas marítimas de exploração e produção para os campos de Iara e Guará. De acordo com Miranda, a Petrobras informará às empresas que participarem da licitação para fornecimento que elas podem participar desses fundos.

O executivo prevê que um fundo com os direitos creditórios da licitação das 28 sondas será de mais de U$ 5 bilhões a U$ 6 bilhões (por volta de R$ 11 bilhões) e que seja formado um para cada uma das duas plataformas, de patrimônio entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3 bilhões cada (por volta de R$ 6 bilhões) (Fonte: Estadao / Agência Estado, 2009-07-16).

quarta-feira, 15 de julho de 2009

São Tomé e Príncipe aguarda aprovação de lei sobre petróleo


A Assembleia Nacional são-tomense aprova, na sexta-feira, Lei-quadro das Operações Petrolíferas e a Lei de Tributação do Petróleo, destinadas a relançar a licitação dos blocos de petróleo na zona econômica exclusiva do arquipélago.


A sessão parlamentar também vai apreciar e aprovar o projeto de lei sobre o Regulamento de Licitação e Contratação Publica (RLCP), disse à Agência Lusa o assessor de imprensa da Assembleia Nacional.


A proposta de resolução que "manda apresentar uma queixa-crime por difamação ao Ministério Publico" contra o presidente do Tribunal de Contas, Francisco Fortunato Pires, está agendada para "apreciação e aprovação".


Paralelamente a estes projetos, estão ainda agendados para "aprovação final global" mais três textos, que já foram aprovados na generalidade, não sendo mais passíveis de discussão; apenas serão aprovados.



Texto


O projeto de Lei-quadro de Operação Petrolíferas foi introduzido há pouco mais de seis meses na Assembleia Nacional pelo governo do primeiro-ministro Rafael Branco e já foi aprovado na generalidade pela Quarta Comissão do Parlamento são-tomense.


A sua aprovação e posterior promulgação pelo presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, vai possibilitar o governo efetuar negociações diretas, sob determinadas condições, no quadro das atividades petrolíferas, na zona econômica exclusiva do arquipélago.


O diretor da Agência Nacional de Petróleo considerou esta lei como "completamente nova, diferente", mas que "também obriga a realização de concursos públicos", apesar de abrir possibilidades para "em casos especiais haver negociações diretas".


"O governo pode iniciar as negociações diretas com a pessoa proponente, se no prazo de 15 dias contados a partir da data do referido anúncio, nenhuma outra pessoa declarar interesse na área referida", diz o texto que vai para aprovação final global da Assembleia Nacional (Fonte: Agência Lusa, 2009-07-02).

Galp, Petrobras e Repsol ganham licença para explorar petróleo no Uruguai


A Galp Energia, em parceria com a Petrobras e a espanhola Repsol, conquistaram uma licença de exploração de petróleo em dois blocos na costa do Uruguai. A empresa portuguesa detêm 20% em cada um dos blocos.


De acordo com a Bloomberg, que cita um comunicado da Repsol, a YPF, unidade argentina da companhia espanhola, juntamente com a Petrobras e a Galp, ganharam o leilão para dois blocos licitados, o 3 e o 4.


A Petrobras é a operadora do Bloco 4, com 40% do capital, tendo a YPF 40% de participação e a Galp 20%. No Bloco 3, a YPF é a operadora, com 40%, sendo que a Petrobras detém outros 40% e a Galp os restantes 20%.


As três companhias vão agora poder procurar petróleo ao largo da costa do Uruguai, próximo da cidade de Punta del Este.


De acordo com a Petrobras, o consórcio liderada pela empresa brasileira apresentou a melhor proposta para os Blocos 3 e 4, localizados na bacia Punta del Este. O Bloco 3 está localizado a 150 quilómetros da costa, uma profundidade entre 100 e 200 metros. Já o Bloco 4 situa-se a 300 quilómetros da costa, a uma profundidade que varia de 200 a 1500 metros.Segundo a mesma fonte, o consórcio liderado pela Petrobras tem agora quatro anos para realizar estudos e decidir se irá efectuar perfurações.


Recorde-se que a Galp Energia, em parceria com a Petrobras, tem tido sucesso na exploração no Brasil, onde efectuou já a descoberta de vários poços de petróleo, sendo o mais conhecido o do Tupi (Fonte: Jornal de Negócios, 2009-07-02).

domingo, 24 de maio de 2009

Quatro novos blocos petrolíferos na zona conjunta de São Tomé e Príncipe e Nigéria serão licitados em 2011


São Tomé e Príncipe e a Nigéria deverão licitar a partir de 2011 quatro novos blocos petrolíferos, mais pequenos do que os outros quatro já em prospecção, disse o presidente da Autoridade de Desenvolvimento Conjunto (ADC) petrolífera.


Jorge Santos disse ainda que a Autoridade que administra a Zona de Desenvolvimento Conjunto está actualmente em negociações com uma empresa especializada que fará as necessárias sondagens sísmicas, mas pondera adjudicar o trabalho a outra entidade.


Em causa estão os blocos 7, 8, 9 e 10, que serão "de um modo geral pequenos, com áreas entre 750 a 1.500 quilómetros quadrados", disse o presidente da ADC.


O bloco 1 já foi perfurado em 2006 pela petrolífera norte-americana Chevron, sem sucesso na detecção de reservas com potencial comercial.


Depois de um interregno de três anos, os trabalhos de campo na Zona de Desenvolvimento Conjunto (ZDC) vão prosseguir em Junho deste ano no bloco 2, pela chinesa Sinopec, e no bloco 4 em Julho, a cargo da operadora Addax Petroleum, segundo Santos.


Por resolver está o problema dos blocos 5 e 6, adjudicados, respectivamente, às empresas ICCOOECA e Filtun Huzodo, mas ainda à espera da assinatura dos contratos de partilha de produção.


O responsável admitiu também que a questão envolve a ERHC Energy, do magnata nigeriano Emeka Offor, que participa em todos os blocos da ZDC, excepto no 1, e tem 15 por cento do capital dos blocos 5 e 6.


A empresa de "Sir" Offor reclama, inclusivamente, 20 por cento do bloco 9, ainda por licitar, e direitos especiais mesmo na Zona Económica Exclusiva (ZEE) são-tomense, cujo processo de licitação é ainda aguardado.


Na ZEE, "os direitos da ERHC participar nas actividades de exploração e produção incluem o direito de receber até dois blocos à sua escolha e uma opção de compra de 15 por cento na exploração de outros dois blocos à escolha", pode ler-se na página electrónica da empresa (Fonte: Macauhub, 2009-05-22).

sábado, 4 de abril de 2009

MME confirma 11a rodada da ANP em 2009, mas sem pré-sal


O ministro interino de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, afirmou que o governo realizará a 11a rodada de licitações de áreas de petróleo e gás em 2009, mas possivelmente sem incluir blocos da camada pré-sal, como ocorreu com a 10a rodada no ano passado.


Zimmermann lembrou que as áreas do pré-sal só poderão ser leiloadas após a definição do novo marco regulatório para o setor, que ainda está sob análise e discussão dentro do governo. "Pela lógica você deve caminhar para áreas fora, já temos muitas concessões na área do pré-sal", afirmou o ministro, referindo-se a vários blocos na promissora camada que já foram licitados em rodadas anteriores da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).


Segundo Zimmermann, a 10a rodada de petróleo surpreendeu o governo por ter registrado o maior percentual de blocos adquiridos em relação aos ofertados na história dos leilões da ANP, apesar de só possuir blocos em terra.


Ele explicou que desconhece o cronograma das reuniões sobre o marco do pré-sal e que o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, está neste momento na Espanha conversando sobre energia eólica, cujo primeiro leilão no Brasil ocorrerá este ano. "De repente o ministro chega da Espanha e bate martelo (sobre o marco), aí tem o processo legislativo de mudar o marco regulatório...", observou, referindo-se à comissão liderada por Lobão que vem formulando propostas a serem levadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para mudanças na Lei do Petróleo.


O governo brasileiro realiza leilões de áreas petrolíferas desde 1999 e pela primeira vez, no ano passado, não incluiu áreas marítimas para exploração.


A decisão visou elevar a arrecadação do governo nos leilões após a descoberta em 2007 de volumes gigantescos de petróleo na região do pré-sal, uma faixa em águas ultraprofundas que se estende do Espírito Santo a Santa Catarina e pode conter bilhões de barris de óleo equivalente (Fonte: Abril, 2009-04-02).

quarta-feira, 4 de março de 2009

Campo terrestre em Carmópolis era no pré-sal

Especialistas e empresários do setor alertam que a demora do Brasil em definir o marco regulatório para a exploração no pré-sal, em discussão há dois anos, pode fazer com que as gigantes petrolíferas dêem prioridade a investimentos na exploração do pré-sal africano.


Demora para início de exploração é criticada

Para Wagner Freire, presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip), que representa as companhias petrolíferas de médio e pequeno porte, o risco de o país perder a atratividade para a África aumenta com a crise mundial que reduziu os recursos das companhias, sobretudo devido à queda dos preços do petróleo. Freire alerta ainda que, com as indefinições regulatórias, a retração nas atividades exploratórias poderá ameaçar a sustentabilidade da auto-suficiência.


Um gráfico da Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre as reservas atualmente conhecidas - sem contar com as do pré-sal ainda não comprovadas -, que circula entre empresários e especialistas, mostra que a auto-suficiência está garantida até por volta de 2016, considerando-se a produção atual prevista com base nas reservas existentes, as descobertas feitas da 1 ª à 7ª Rodada de Licitações da ANP (realizadas entre 1999 e 2005), e ainda os planos atuais em avaliação e em desenvolvimento. "O problema é que, depois de 2005, as rodadas seguintes não ofereceram novas áreas para exploração. Isso é muito grave, pois os prazos para se encontrar petróleo e iniciar a produção são longos. Esses campos no pré-sal foram descobertos em 2000, e a primeira produção prevista em Tupi é em 2010" - disse Freire.



Continentes eram unidos há 150 milhões de anos


Acredita-se que possam existir grandes reservas de petróleo no pré-sal na costa Oeste da África, por razões geológicas. O geólogo e colaborador do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) Antonio Manuel de Figueiredo explicou que, há cerca de 150 milhões de anos, parte do Hemisfério Sul era um só, com a América do Sul e a África unidos em um só bloco. Há cerca de 120 milhões de anos as duas regiões começaram a se separar, com a movimentação subterrânea das placas tectônicas, que estão em constante movimento.
O geólogo explicou que, ao longo do período de separação dos dois continentes, em determinado momento se formou um golfo, semelhante ao Mar Vermelho atual. O golfo se formou na costa brasileira, entre Pernambuco e Santa Catarina. Foi a partir de então que começou a se formar a camada de sal e a surgir o Oceano Atlântico. Na época, formou-se a camada de sal e, abaixo, as bacias sedimentares, propícias à formação de hidrocarbonetos (petróleo ou gás natural).

Na altura de Florianópolis, em Santa Catarina, formou-se uma barreira vulcânica que impediu a continuação da formação da camada de pré-sal no Sul do país e na Argentina. E, dentre as áreas que se descolaram, os blocos do pré-sal na Bacia de Santos estão de frente para Angola, no continente africano. "Por isso é que as companhias de petróleo estão por lá, procurando petróleo, desde Angola ao Gabão e Sul da Nigéria" - disse Figueiredo.

Por sua vez, o presidente da Abpip lembra que a costa africana, nas proximidades das ilhas de São Tomé e Príncipe, é área de ocorrências excepcionais abaixo do pré-sal e, por isso, com grandes expectativas de que existam reservas significativas de petróleo. "E todas as grandes companhias, incluindo as chinesas, estão lá. Como o Brasil despertou a atenção ao descobrir petróleo no pré-sal, todos estão interessados agora naquela região no continente africano" - disse Freire.
"O que acontece numa área, as companhias procuram em outros lugares, como é o caso do pré-sal na África. Se for mais fácil ir para lá do que no Brasil, eles irão para lá, com certeza".

Comissão entregará a Lula propostas para o setor
A advogada especialista em petróleo Marilda Rosado, do escritório Doria, Jacobina, Rosado e Gondinho Advogados, também alerta para o risco de o país perder a autossuficiência com a demora em se definir a regulamentação do setor. "O governo pôs um freio no processo exploratório no Brasil por algo que não é novo nem aqui nem no mundo. O campo terrestre de Carmópolis, em Sergipe, descoberto em 1963, era no pré-sal. O país não precisa mudar do atual modelo de concessão para o de partilha. Foi um erro parar as licitações". - lamentou Rosado.

A Comissão Interministerial que estudou o assunto deverá entregar nas próximas semanas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva suas conclusões, com as propostas da nova regulamentação (Fonte: Faxaju / O Globo, 2009-03-01).

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Petrobras vai licitar seis plataformas


A Petrobras vai lançar editais de licitação ainda neste ano para a contratação de seis novas plataformas de produção de petróleo e gás e outras 28 de sondas de prospecção, todas no Brasil. A estatal não informou, porém, o valor a ser investido.


Entre as seis, estão duas que vão antecipar a produção dos campos de Guará e Iara, no pré-sal da bacia de Santos. A Petrobras não descarta cancelar licitações se os valores pedidos não se ajustarem à nova realidade da cotação do petróleo (Fonte: Gazeta Mercantil / Folha de São Paulo, 2009-02-05).

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Lobão pedirá à ANP retomada do 8o leilão de blocos de petróleo


O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que vai encaminhar no mês que vem uma recomendação à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para que retome a oitava rodada e realize, ainda este ano, a 10a licitação de blocos de exploração de petróleo e gás natural. "Mês que vem encaminharei uma portaria à ANP recomendando a oitava rodada e outros leilões no território de fora do pré-sal", disse Lobão em entrevista a jornalistas na sede do Operador Nacional do Sistema (ONS), menos de um mês depois de ter afirmado que nenhuma das duas seria realizada [ID:nN16469423].

A oitava rodada foi paralisada em 2006 pela Justiça, que acatou ações de investidores que não aceitaram a mudança promovida pela ANP limitando o número de áreas que poderiam ser compradas por cada empresa.

Na oitava rodada, realizada antes da descoberta de petróleo na área do cobiçado pré-sal, havia a previsão de serem leiloados dez blocos dessa região, que se estende por 800 quilômetros nas águas ultra-profundas do Espírito Santo à Santa Catarina abaixo de uma grossa camada de sal, onde a Petrobras estima ter reservatórios com grande potencial de hidrocarbonetos.

A Justiça já revogou a liminar que suspendeu a oitava rodada e a ANP voltou atrás na mudança que levou à suspensão do leilão.
Depois da oitava rodada, o governo ainda realizou com sucesso a nona licitação, em 2007. No entanto, segundo o ministro, se for realizada, a décima rodada, esta não incluiria blocos da camada pré-sal. "Vamos promover leilões para o território e para as franjas do pré-sal. No pré-sal, só depois do marco regulatório", completou Lobão, que acredita que ainda haverá tempo hábil para a ANP retomar a oitava rodada e realizar a décima neste ano. "Ainda dá tempo, se não der, faz o edital neste ano e realiza no início de 2009", disse.
No entanto, integrantes do próprio governo admitem que um leilão de blocos que não inclua o pré-sal, como sugeriu o ministro, pode não ter interessados. [ID:nN09353716]
O ministro defendeu também que a atualização do marco regulatório inclua mudanças no sistema de pagamento de royalties. "Essa riqueza pertence a todo o povo, não pode ficar circunscrita a alguns Estados ou municípios. Não queremos prejudicar Rio, Espírito Santo, Rio Grande do Norte ou outros Estados mexendo na configuração da cobrança e na distribuição dos royalties", disse (Fonte: O Globo, 2008-07-10).

segunda-feira, 17 de março de 2008

ANP assina concessão dos blocos de exploração de petróleo licitados na 9ª Rodada


A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) assinou hoje (12) os contratos de concessão dos blocos para exploração de petróleo e gás licitados na 9ª Rodada, realizada em novembro passado. A ANP obteve arrecadação recorde nessa rodada, de R$ 2,1 bilhões. Previsto para durar dois dias, o leilão foi encerrado ainda no primeiro dia, quando a ANP conseguiu transferir para a iniciativa privada 117 dos 271 blocos exploratórios ofertados em nove bacias sedimentares – 43% do total, o equivalente a uma área de 45,6 mil quilômetros quadrados.


O diretor-geral da Agência, Haroldo Lima, destacou que a partir da abertura da atividade ao capital internacional o setor vem crescendo acima do Produto Interno Bruto brasileiro (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país): “Nos dez anos de existência da ANP, e da abertura do setor, enquanto a economia brasileira cresceu 22%, o setor de petróleo chegou a crescer 318%. Nós tínhamos apenas uma empresa participando do setor de exploração e produção, e hoje temos pouco mais de 60."

O recorde na arrecadação da 9ª Rodada foi obtido mesmo com a decisão do governo federal de retirar, as vésperas do início da rodada, os 41 blocos exploratórios localizados na camada pré-sal, em razão da descoberta do megacampo de Tupi, com reservas da ordem de 14 bilhões de barris de óleo equivalente.

Das empresas participantes do leilão, o destaque foi a estreante OGX Petróleo e Gás, que sozinha ou em parceria arrematou 21 blocos e pagou R$ 1,56 bilhão em bônus de assinatura.


Em relação à 8ª Rodada de Licitações, iniciada em 2006 e suspensa por decisão judicial, o diretor-geral da ANP informou que em dois meses deverão ser definidas as condições para a realização e que existem três opções: "O leilão pode ser retomado nas mesmas condições em que foi aberto, inclusive com os blocos situados próximos à camada do pré-sal; o leilão pode ser retomado sem esses blocos; ou pode ser retomado para viabilizar a concretização da transferência das áreas já licitadas, e depois encerrado para evitar a oferta dos blocos do pré-sal”.

Na avaliação de Haroldo Lima, caso o governo decida pela retirada desses blocos, não deverá haver maior interesse por parte das empresas cadastradas. A 8ª Rodada chegou a licitar 38 dos 284 blocos exploratórios ofertados. A ANP arrecadou R$ 588,147 milhões em Bônus de Assinatura, mas até hoje os contratos não foram assinados (Agência Brasil, 2008-03-12).

No Brasil, Fórum pede que ANP suspenda licitações para exploração de blocos de petróleo


Movimentos sociais e sindicais lançaram hoje (15), no Rio de Janeiro, o Fórum Nacional Contra a Privatização do Petróleo e Gás. O objetivo do movimento é pedir a suspensão das licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que permitem a exploração de blocos petrolíferos brasileiros por empresas privadas.


Na pauta de reivindicações do movimento está a suspensão definitiva da 8ª Rodada de Licitações da ANP, que foi interrompida em 2006, por decisão da Justiça, depois de ter licitado apenas 38 dos mais de 280 blocos oferecidos.

Fazem parte do fórum entidades como a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o Sindicato dos Petroleiros do Rio (Sindipetro), a Frente Nacional Petroleira (FNP) e a Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet). O movimento também tem a participação de organizações não ligadas ao setor petrolífero, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), a Central Única dos Trabalhadores e a Federação Internacionalista dos Sem Teto (Fist).


De acordo com o diretor do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro), Abílio Tozini, é preciso rever a Lei do Petróleo (Lei 9.478/97), elaborada antes das grandes descobertas de óleo e gás na camada geológica pré-sal, que inclui o megacampo de Tupi. Segundo o sindicalista, empresas privadas seguem regras de mercado e, por isso, podem colocar o petróleo no preço que desejarem e podem optar por exportá-lo, em vez de vendê-lo para o mercado nacional.


“Queremos evitar que se coloque essa riqueza, que é multiplicadora de recursos, nas mãos de empresas privadas. E evitar, inclusive, que se exporte essa riqueza, em vez de colocá-la a serviço da população brasileira”, afirmou Tozini.


Por meio de sua assessoria de imprensa, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou que a realização das rodadas de licitação de blocos petrolíferos é determinada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), vinculado ao Ministério de Minas e Energia. Ainda segundo a ANP, a abertura do setor petrolífero foi permitida pela Lei do Petróleo. A agência declarou que apenas segue a legislação.


Já o Ministério de Minas e Energia informou que o governo não pensa em mudar a Lei do Petróleo, porque os “especialistas do setor energético” ainda não apresentaram essa demanda. Sobre a 8ª Rodada de Licitações, o Ministério destacou que o governo ainda está estudando se vai prosseguir com a rodada ou se vai suspendê-la definitivamente (Fonte: Agência Brasil, 2008-03-15).