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sábado, 22 de setembro de 2007

Gazprom tem interesse no Gasoduto Sulamericano

O vice-primeiro-ministro da Rússia, Aleksandr Zhukov, ratificou hoje ao vice-presidente venezuelano, Jorge Rodríguez, o interesse do consórcio Gazprom em participar do Gasoduto do Sul, que passará pelo Brasil e outros países da América Latina."Esse 'anel do sul' unirá em uma rede energética Venezuela, Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia", destacou Zhukov durante reunião da Comissão Intergovernamental de Alto Nível russo-venezuelana (Cian), da qual ele e Rodríguez são co-presidentes.O funcionário russo constatou que "o diálogo construtivo entre Rússia e Venezuela vem acompanhado de uma dinâmica positiva na cooperação econômica bilateral, sobretudo no setor energético e de combustíveis", segundo a agência "Interfax".Acrescentou que "companhias russas líderes do setor, como a Gazprom e a Lukoil, já trabalham com sucesso no mercado venezuelano".Rodríguez ressaltou, por sua vez, que a Venezuela deseja ter acesso às tecnologias de ponta russas, e se oferece como "porta de entrada na América Latina", graças a seus laços com países "aliados" como Bolívia, Equador, Argentina, Uruguai, Nicarágua e Cuba.Zhukov indicou que os projetos prioritários serão estudados na próxima reunião da Cian, em 24 de outubro, em Caracas, o que contribuirá para "encher de conteúdo" o futuro encontro dos presidentes russo, Vladimir Putin, e venezuelano, Hugo Chávez.Acrescentou que a "ativa diplomacia presidencial" é o principal motor da crescente cooperação russo-venezuelana, pois Chávez já visitou a Rússia em cinco ocasiões e ontem mesmo telefonou para Putin para conversar sobre as relações e convidá-lo a viajar à Venezuela.O intercâmbio comercial entre ambos os países aumentou quase sete vezes ao longo dos últimos dois anos, de US$ 77,5 milhões em 2005 para US$ 517 milhões no ano passado, apesar de que, nesta soma, US$ 456,5 milhões correspondem às exportações russas e apenas US$ 60,5 milhões às venezuelanas.Esse aumento se deve antes de tudo à cooperação militar, pois a Venezuela nos últimos anos fechou contratos com a Rússia para comprar, em particular, caças, helicópteros de combate e de transporte, e sistemas aéreos de defesa, além de fuzis automáticos."É hora de passar a um novo modelo de cooperação, mais perfeito, que inclua um aumento de produção industrial, de mercadorias e serviços de indústrias transformadoras e de tecnologias de ponta nas provisões russas e venezuelanas", concluiu Zhukov. (EFE)

Brasil e Venezuela decidem retomar Gasoduto do Sul

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Venezuela, Hugo Chávez, decidiram na quinta-feira retomar diversos projetos bilaterais e regionais, como o Gasoduto do Sul, que consideraram "estratégico" para a região. Os presidentes estiveram reunidos em Manaus (AM) por mais de três horas na tarde de ontem. Os presidentes anunciaram ainda que assinarão, no mês de dezembro, um acordo entre as petrolíferas estatais Petrobras (Brasil) e PDVSA (Venezuela) para criar sociedades conjuntas. Lula se mostrou bastante otimista com a proposta das empresas mistas. O contrato será assinado quando o presidente brasileiro for a Caracas, no final do ano. "Nós mostraremos que é possível resolver os problemas energéticos da América do Sul. Não somos ricos, mas somos ousados", disparou Lula. Sobre o gasoduto, a Petrobras estava receosa quanto à capacidade dos recursos venezuelanos para atender à região. Mas a PDVSA se comprometeu em aprofundar estudos e compartilhar informações que comprovam que a Venezuela tem potencial petrolífero para tornar o projeto viável. "Nós, os dois países, vamos contratar uma empresa de engenharia que possa oferecer subsídios técnicos para obra", explicou Chávez. Lula fez questão de desmentir qualquer animosidade entre as duas partes. "Hoje é um dia muito importante para o aperfeiçoamento das relações entre Brasil e Venezuela. Não há intriga nem boato capaz de prejudicar nossa aproximação. Nossa união pode ajudar toda a América Latina", comentou Lula. Lula e Chávez pretendem se encontrar a cada três meses. Empresários e executivos dos dois países também farão intercâmbios constantes. Chávez disse à imprensa que ratifica o interesse venezuelano de entrar no Mercosul. O presidente Lula disse que fará de tudo para que isso aconteça. "Esperamos que Chávez possa fazer a próxima visita ao Brasil já como membro do Mercosul", disse. (Invertia)

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Brasil e Venezuela voltam a conversar sobre gasoduto do sul

A Venezuela buscará retomar nesta semana o projeto de um gasoduto continental com o Brasil, que estava reticente sobre a obra destinada a conectar as grandes reservas de gás natural da América do Sul. Chávez, que pretende dobrar a produção de gás na Venezuela com investimentos de US$ 18 bilhões no setor até 2016, promove a construção de dois gasodutos: o Transguajiro, que cruzaria a Colômbia até o Pacífico, e o Gasoduto do Sul, ligando o Caribe à Argentina, num trajeto de mais de 8 mil km. "(O presidente Luiz Inácio Lula da Silva) me telefonou e quer que discutamos o tema do gasoduto em Manaus. Eu disse: Lula, já era hora, faz um ano que não falamos do gasoduto", disse Chávez no domingo durante seu programa semanal de rádio e TV, o Aló, Presidente. Chávez e Lula se reúnem no dia 20 em Manaus para discutir projetos de integração regional, como o Banco do Sul e a Petrosur. Analistas e empresas vêem com ceticismo o gasoduto, um investimento de US$ 20 bilhões, pois consideram que a liquefação do gás e seu transporte marítimo seria uma opção mais econômica. "Dizem que o gasoduto é inviável. Sobretudo se levantou uma corrente muito forte no Brasil contra o tema. Essa corrente vem de Washington para tentar sabotar o projeto", disse Chávez no pronunciamento, anunciando a "revolução gasífera socialista". Chávez diz que o duto seria importante para evitar o desabastecimento de gás no Cone Sul, mas os críticos argumentam que o projeto é político e duvidam da capacidade venezuelana de fornecer gás natural a outros países. Ele afirmou que a Venezuela possui 80% das reservas sul-americanas de gás e 30% das de todo o continente. O bom relacionamento político entre os governos de Chávez e Lula se traduz em diversos projetos bilaterais, sobretudo no setor energético, como a refinaria que começou a ser construída em Pernambuco. Chávez deve se reunir no próximo dia 12 com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, para inaugurar o Transguajiro, que liga a costa oriental do lago de Maracaibo, no oeste da Venezuela, às jazidas colombianas de Puerto Ballena, a 225 km dali. Esse duto, no qual Caracas investiu cerca de US$ 335 milhões, se complementaria com o chamado Gasoduto Transoceânico, que uniria a Venezuela ao Panamá através do Caribe colombiano. (Invertia)

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Gasoduto da América do Sul terá decisão até o fim do ano

A Petrobras e a estatal venezuelana PDVSA decidirão, até dezembro, se prosseguem os estudos para a construção do Gasoduto do Sul, projeto capitaneado pelo governo Hugo Chávez com o objetivo de levar gás da Venezuela ao sul do continente, num percurso de 8 mil quilômetros. Segundo o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, é esse o prazo final para a entrega do estudo de viabilidade do empreendimento. 'Há uma série de questões pendentes do ponto de vista técnico', ponderou o executivo. Em entrevista ao Estado publicada domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o interesse do governo brasileiro em estudar o projeto, que parecia estar sendo cozinhado em banho-maria pela estatal brasileira, hoje buscando gás natural de fontes fora do continente. 'Se ficar comprovada toda a reserva de gás da faixa do Orinoco, nós temos um potencial extraordinário para desenvolver a América do Sul', afirmou o presidente.A certificação das reservas venezuelanas, por sinal, foi uma das 'questões pendentes' citadas por Gabrielli em entrevista coletiva ontem. A Venezuela estima ter 4,2 trilhões de metros cúbicos de gás natural - mais de 10 vezes as reservas brasileiras - mas há, no mercado, grande desconfiança com relação aos números divulgados por Chávez. O projeto inicial previa a interligação até Buenos Aires, com capacidade para transportar 150 milhões de metros cúbicos por dia e investimentos superiores a US$ 20 bilhões. Segundo Gabrielli, é preciso definir questões como o traçado, as tarifas e a estrutura acionária do projeto. Durante a feira Rio Oil & Gas, no ano passado, a PDVSA apresentou uma versão reduzida do empreendimento, ligando as reservas venezuelanas ao Maranhão apenas. Dali, o gás seria inserido na malha brasileira de gasodutos.O presidente da Petrobrás reiterou que a empresa vai construir a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, independentemente da participação da PDVSA. As duas companhias estão estudando uma parceria que envolve a troca de fatia no projeto brasileiro por participação da Petrobrás em reservas da bacia venezuelana do Orinoco. Gabrielli esteve em Caracas na quinta-feira para discutir a questão, mas não quis adiantar novidades: 'Negociações como essa demoram mesmo.' (Folha de São Paulo)

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Venezuela adverte Brasil

CARACAS - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, advertiu, neste domingo, o Brasil de que pode ser "catastrófico" adiar decisões que poderiam afetar as necessidades de gás do país no futuro.
A afirmação foi feita pelo presidente durante seu programa dominical "¡Aló, Presidente!", após enfatizar que as atuais reservas de gás brasileiras mal durariam dez anos.
- O tema do Gasoduto do Sul é para mim uma necessidade, mas foi posto de lado no Brasil. Respeito profundamente esta decisão, mas cada dia perdido hoje pode ser catastrófico para o futuro, e não para o da Venezuela, pois nós não perdemos tempo - afirmou Chávez.
O Gasoduto do Sul é um projeto que ligaria as jazidas de gás da costa leste venezuelana à Argentina, cruzando o Brasil em plena floresta amazônica, com ramais ligando à Bolívia, ao Uruguai e ao Paraguai.
O projeto foi bem acolhido inicialmente, mas pouco a pouco foi perdendo fôlego até ficar praticamente estagnado, segundo o Governo venezuelano.
Chávez passou do caso do gás para o do petróleo e reiterou que a Venezuela tem reservas para suprir as necessidades da América Latina pelos próximos 200 anos.
- Não precisam buscar petróleo na Ásia ou na África. Aqui está o petróleo das futuras gerações. Aqui, na Faixa do Orinoco, há petróleo para 200 anos - disse Chávez.
O presidente dirigiu a oferta principalmente ao Brasil e à Argentina, mas, depois, esclareceu que é uma concepção que inclui todos os povos latino-americanos.
Chávez lembrou que na Faixa do Orinoco há "mais de 300 bilhões de barris" de petróleo aproveitáveis.
- Vamos trabalhar juntos: Brasil, Argentina, Equador, Bolívia, para conseguir a união energética latino-americana", conclamou o presidente venezuelano. (O Globo)