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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Empresa inicia prospecção de petróleo, gás e potássio no Baixo Amazonas e oeste paraense

A empresa Georadar inicia no próximo dia 20 a primeira ação de prospecção na bacia do rio Amazonas localizada em território paraense na busca por vestígios de jazidas de petróleo e gás. O grupo, de capital nacional com aporte de fundos de pensão internacionais, é prestador de serviços da Petrobrás e detém a mais avançada tecnologia em sísmica terrestre no mundo. O trabalho vai capturar registros em duas dimensões do subsolo feitos em duas regiões do estado.

Na primeira, na região oeste, as prospecções acontecerão nos municípios em Belterra, Mojuí dos Campos e Santarém. A segunda etapa, que iniciará no segundo semestre e vai até o dia 30 de dezembro, compreende os municípios de Monte Alegre, Prainha e Almeirim, a leste do Rio Amazonas. O contrato de prospecção está orçado em R$ 80 milhões e prevê a geração de imagens por meio de ressonância sonora do subsolo que serão avaliadas posteriormente por técnicos da Petrobrás, indicando ou não a viabilidade da exploração comercial das jazidas, das quais há muito tempo já se tem indícios.

No último dia 9, uma equipe da empresa, chefiada pelo presidente Luiz Nagata, apresentou o projeto ao Governo do Estado. Primeiramente em uma reunião no Centro Integrado de

Governo (CIG), em Belém, para o secretário especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Indústria, Sidney Rosa, e para a secretária adjunta da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), Maria Amélia Enríquez, e sua equipe técnica. Posteriormente, no mesmo dia, o grupo foi até Santarém onde apresentou o projeto para uma comitiva de prefeitos, membros do governo e da sociedade civil.


Entre os benefícios diretos à população do Pará com a investigação dessas jazidas, está previsto o investimento de R$ 8,5 milhões em contratação de mão de obra local e serviços especializados, além de indenizações. “Nós não entramos em nenhum território sem termos todas as licenças, sem o conhecimento dos proprietários das áreas e sem comunicar as autoridades locais. Depois de entrar e executar o serviço, o solo e a cobertura vegetal são recompostos”, informou o presidente da empresa.

A secretária Maria Amélia Enríquez ressaltou a importância do projeto para o futuro do estado e frisou a necessidade de qualquer ação de exploração mineral deixar investimentos e benefícios para a população local. “Nós inauguramos uma nova etapa em relação à exploração mineral com a implantação da taxa de mineração, que não se aplica ao projeto em específico, mas que determina a vontade deste governo em assegurar que a população seja diretamente beneficiada com a exploração dos nossos recursos naturais”, disse ela.

Os executivos ressaltaram a importância dos estudos anteriores e do conhecimento desenvolvido no estado pela Universidade Federal do Pará (UFPA), que é uma instituição referenciada nacionalmente na área de Geologia. E informaram que eles apontam grande probabilidade de ocorrência de petróleo e gás natural, além de outros minerais, como o potássio. Nesse sentido, o secretário especial Sidney Rosa revelou a intenção do Estado em fomentar a indústria de fertilizantes usando a matéria prima do potássio que existe na região. “Isso vem ao encontro das nossas expectativas, pois estamos dando incentivos para empresas de fertilizantes se instalarem no estado, dinamizando a produção agrícola”, comentou Rosa.

Nagata confirmou o potencial e disse que a expectativa é que a produção mineral possa ser efetivada em dois ou três anos, com possibilidades de verticalizar a produção de fertilizantes em Belém, através da rede de infraestrutura logística (de transportes terrestres e fluviais) que está sendo fomentada pelo governo federal em parceria com o governo do Pará.

Sísmica - O diretor de operações sísmicas da Georadar, Ricardo Savini, fez uma demonstração do sistema de prospecção chamado “Sísmica”. Ele comparou o processo a uma ultrassonografia. Através de canhões de emissão de ondas sonoras de alto impacto é possível atingir as mais profundas extensões no subsolo e obter a localização exata dessas jazidas. "Através dos ângulos de refração é possível calcular e projetar as camadas de solo que apontam os ambientes favoráveis a formação de jazidas minerais. Dessa forma, o processo gera imagens em duas dimensões que podem ser, dependendo dos primeiros indícios, processadas em três dimensões para análises mais precisas", explicou.

Ainda segundo Savini, a tecnologia de prospecção avança muito com a tecnologia atual, dando resultados muito mais precisos a cada ciclo de cinco ou sete anos. A Georadar adquiriu 70% das ações de uma empresa estrangeira especializada, adquirindo, assim, a mais moderna tecnologia de sísmica do mundo, com a qual inclusive já trabalham na prospecção das jazidas do pré-sal.
 
Fonte: Governo do Pará, 2013-04011.  

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

OGX perfura poço em Campos e não encontra petróleo

Um poço de petróleo perfurado pela petrolífera OGX no prospecto de Cozumel, na bacia de Campos, não encontrou indícios de petróleo, segundo informações da empresa. A notícia provocou uma queda relevante nas ações da companhia pelo segundo dia consecutivo.

A OGX, braço de petróleo do conglomerado de Eike Batista, tinha expectativa de que no prospecto de Cozumel houvesse um total de 168 milhões de barris de óleo equivalente, segundo relatório do Citi Research desta quinta-feira.As ações da petrolífera brasileira fecharam o pregão em baixa de 6,18%, depois de caírem mais de 10% na mínima do pregão. O Ibovespa fechou em alta de 0,72%.A descoberta em Cozumel, segundo o Citi, seria necessária para viabilizar a construção da plataforma OSX 5, o que afetou também as ações da empresa de construção naval de Eike, a OSX, que encerrou o pregão desta quinta-feira em queda de 8,54%.Com o poço seco em Cozumel, a OGX remanejou sua sonda de perfuração para outro prospecto, o de Cancun, onde há a perspectiva de haver até 205 milhões de barris de óleo equivalente, disse o relatório.

Descoberta em Tulum
A companhia informou também em seu website que encontrou indícios de hidrocarbonetos no prospecto de Tulum, também na bacia de Campos. A estimativa da OGX é de até 196 milhões de barris de óleo equivalente em Tulum.

(Fonte: Terra, 2013-01-31)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Petrobras pode voltar a explorar petróleo em Cuba


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negocia a volta da Petrobras na exploração de petróleo ao longo da costa cubana, disse ao R7 o ex-embaixador do Brasil na ilha, Tilden Santiago. O diplomata, que esteve à frente da embaixada em Cuba durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006), afirmou que esse será um dos temas na agenda da visita de Lula à terra de Fidel Castro nesta quarta-feira (24), ainda que de forma extraoficial:


- Tenho informações do Itamaraty e da Presidência de que o presidente [Lula] pretende retomar vários aspectos. Um deles é a possibilidade de o Brasil voltar a participar das prospecções de petróleo no entorno da ilha de Cuba. Nos dois primeiros anos em que eu estava lá [como embaixador] a Petrobras atuou no país.


Questionada, a assessoria de imprensa do Itamaraty disse que não confirma a informação sobre a Petrobras. Mas também não nega.


Lula já havia acenado para essa possibilidade em visita à ilha no final de 2008. Na agenda oficial da visita dele a Cuba, no entanto, não estão previstos novos acordos sobre petróleo.


Em 2008, a Petrobras adquiriu direitos de exploração de um bloco de águas profundas cubanas no golfo do México. A empresa brasileira fez os estudos sísmicos, mas ainda não se decidiu sobre a exploração. Lula disse nesta semana em seu programa de rádio que a Petrobras poderia fazer uma prova de prospecção neste ano.


O governo Lula colocou a Petrobras para procurar petróleo em águas profundas cubanas, abriu uma linha de crédito comercial para o país, apesar da dificuldade de Havana em pagar seus fornecedores, e estabeleceu um acordo para que a construtora Odebrecht modernize o terminal de contêineres do porto de Mariel (Fonte: R7 Notícias, 2010-02-24).

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Kalila Energi da Indonésia vai prospectar gás natural em Moçambique


A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) de Mocambique assinou um acordo com a PT Kalila Energi da Indonésia para a prospecção de gás no bloco do Búzi, na província de Sofala, afirmou o presidente da empresa.


Nelson Ocuane, presidente executivo da ENH, disse que a Kalila vai prospectar gás natural na área durante oito anos e que vai efectuar dois furos de prospecção e dois outros de avaliação.


O presidente executivo da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos adiantou que a empresa cedeu 75 por cento da sua participação no bloco do Búzi à Kalila Energi, que assumiu igualmente responsabilidades sociais e de formação do pessoal (Fonte: Macauhub, 2009-04-27).