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domingo, 31 de maio de 2009

Angolanos anunciam descoberta de novo poço petrolífero


Uma nova descoberta petrolífera foi anunciada nesta quarta-feira pela Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) e pela British Petroleum (BP).


Segundo um comunicado da companhia petrolífera angolana, o novo poço com capacidade de produção de cinco mil barris diários, denominado “Oberon-1”, foi perfurado a 1.624 metros de profundidade a partir do fundo do mar. Ao todo, a jazida fica 3.622 metros abaixo do nível do mar.


O poço está situado na parte sul do bloco 31 das águas ultra profundas do offshore angolano e aproximadamente a 335 quilômetros a noroeste de Luanda, e a quatro quilômetros a nordeste do campo “Dione”, sendo a décima oitava descoberta da BP no bloco. No bloco 31, a Sonangol é a concessionária com 20% de participação, a British Petroleum opera 26,7%, a Esso Exploration and Production Angola 25%, a Statoil Angola A.S 13,3%, a Marathon International Petroleum Angola 10% e a TEPA 5% (Fonte: Agencia Lusa, 2009-05-27).

quarta-feira, 4 de março de 2009

British Petroleum acha óleo no pré-sal angolano


A petroleira britânica BP anunciou nesta terça-feira (3/3) a descoberta de novas reservas na porção centro-norte do Bloco 31, a 415 km a nordeste de Luanda, em Angola. O prospecto denominado Leda foi perfurado em lâmina d´água de 2.070 m e poço descobrir alcançou a profundidade de 5.907 m.

A reserva foi comprovada através de teste a cabo. Esta é a quinta descoberta feita pela petroleira britânica abaixo da camada de sal no bloco 31.

O direito de operar o bloco foi adquirido pela BP em 1999. A petroleira britânica é a operadora da área com 26,7% de participação. A empresa tem como sócias a Esso (com 25%), Sonangol P&P (20%), Statoil Angola (13,33%), Marathon (10%) e TEPA (5%) (Fonte: Brasil Energia, 2009-03-03).

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Pré-sal só é viável com barril a US$ 60, diz BP


A BP (British Petroleum), a segunda maior companhia petroleira europeia, afirmou que a exploração de petróleo em águas profundas no Brasil, como é o caso do pré-sal, é viável comercialmente apenas com o barril valendo ao menos US$ 60. A afirmação contrasta com as mais recentes declarações do governo brasileiro, que estima que o barril deva valer entre US$ 30 e US$ 40.


Nos últimos meses, com a queda na cotação do barril nos mercados internacionais, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, vêm afirmando que a exploração do petróleo do pré-sal é viável mesmo com o preço atual -que gira em torno de US$ 40. Em seu plano de investimentos para os próximos anos, a Petrobras usa como referência a cotação do petróleo a US$ 37 o barril.


A visão do grupo britânico, no entanto, é diferente da brasileira. Para a BP, o preço do barril precisa subir logo para que ela não precise se endividar para conseguir manter seu nível de investimento.


De acordo com ela, se a recuperação na cotação demorar a chegar, as empresas petrolíferas ficarão em uma situação cada vez mais desconfortável.


Para chegar ao nível desejado pela companhia britânica, o preço do barril precisaria subir cerca de 50% em relação à cotação atual. Não faz muito tempo que a commodity valia ao menos US$ 60: a última vez ocorreu no início de novembro do ano passado. O problema é que a cotação do produto, que chegou ao recorde de US$ 145,29 em julho do ano passado, vem despencando, após ficarem mais claros os sinais de que a economia mundial está em crise e que o consumo de combustível deverá cair. O FMI estima para este ano o menor avanço do PIB global desde 1945.


Uma das consequências na queda do preço do barril foi sentida no balanço das grandes empresas petrolíferas mundiais. A ExxonMobil, a maior petroleira com ações negociadas em Bolsa do mundo, teve uma queda de 33% no lucro do quarto trimestre. A sua principal rival, a Shell, teve um prejuízo de US$ 2,8 bilhões no período, e a BP perdeu US$ 3,3 bilhões, o primeiro resultado negativo em sete anos.


O recuo na cotação também é observado nos investimentos globais para a descoberta de novos poços e, consequentemente, a manutenção do fornecimento do produto. No final do ano passado, a AIE (Agência Internacional de Energia) alertou sobre que os gastos para a descoberta de petróleo estão abaixo do necessário, com vários projetos sendo adiados (Fonte: Gazeta Mercantil / Folha de São Paulo, 2009-02-06).