Mostrando postagens com marcador Moçambique. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Moçambique. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Reservas de gás natural e carvão podem tornar Moçambique referência mundial



As reservas de gás natural e de carvão podem tornar Moçambique numa das referências mundiais do setor energético nos próximos 10 anos, atingindo, nesse período, um PIB igual ou superior ao de Angola, estimou hoje a consultora SPTEC Advisory.


A consultora da área da indústria do petróleo e do gás natural em África e no Médio Oriente, que prepara uma conferência sobre o tema para maio em Maputo, lembra que, em 2012, os operadores em Moçambique anunciaram descobertas de gás natural de mais de 100 triliões de pés cúbicos (2.900 biliões de metros cúbicos), rondando as reservas de carvão as 23.000 milhões de toneladas.


"Moçambique tem hoje reservas de gás suficientes para fornecer a Alemanha e a França durante cerca de 20 anos e as reservas de carvão podem abastecer, ao ritmo atual, o mercado da União Europeia durante cerca de 25 anos", afirma Roger Carvalho, presidente executivo da SPTEC Advisory.

(Fonte, Visão.Sapo, 2013-02-04)


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Brasileira Vale vai aumentar produção de carvão em Moçambique

O grupo brasileiro Vale encomendou à Metso Corp 110 bombas para lamas de elevado débito para aumentar para 11 milhões de toneladas/ano a capacidade de produção da mina de Moatize, na província de Tete, em Moçambique, informa nesta terça-feira (29) a Rádio Moçambique.

Com um valor de 3,3 milhões de euros, esta encomenda, que será completada no último trimestre do ano, inclui formação e assistência técnica no decurso dos primeiros seis meses de operação.

A mina de carvão de Moatize fica localizada na região central da província de Tete tendo a Vale iniciado a produção em Agosto de 2011.

O grupo mineiro pretende aumentar a produção em três fases, sendo este ano para 5 milhões de toneladas e depois para 11 milhões de toneladas até atingir um objectivo final de 22 milhões de toneladas.

Este objectivo final está dependente da introdução de melhorias na linha de caminho-de-ferro do Sena e na conclusão da construção de uma outra linha de caminho-de-ferro que, saindo de Tete, passará pelo Malawi rumo ao porto de Nacala, na província de Nampula.
 
 
Beacon Hill Resources aumenta estimativa de reservas

A empresa Beacon Hill Resources anunciou um aumento de 31% nas reservas da mina de carvão de coque Minas de Moatize na província de Tete, em Moçambique, de acordo com um comunicado divulgado segunda-feira através das bolsas de Londres e da Austrália, noticia a Rádio Moçambique.

As reservas são agora estimadas em 86,8 milhões de toneladas, contra uma anterior estimativa de 66,4 milhões de toneladas e o nível de confiança nas reservas medidas e inferidas também registou uma melhoria, de 15,4%.

A nova estimativa resultou de um conjunto de furos realizados na segunda metade de 2012 para avaliar os depósitos existentes em regiões até à data não-estudadas.

Esta nova avaliação das reservas de carvão de coque existentes poderá adicionar pelo menos dois anos de exploração.

Em Dezembro de 2012, a Beacon Hill Resources anunciou estar a negociar espaço na linha de caminho-de-ferro do Sena para transportar o carvão extraído até ao porto da Beira para exportação, por meio do aluguer de material ferroviário circulante.
 
(Fonte: Africa 21 digital, 2013-01-29).

Grupo saudita participa da construção da primeira refinaria de petróleo em Moçambique


Em conferência de imprensa, o presidente do Instituto de Gestão de Participações do Estado de Moçambique (IGEPE), entidade que cuida dos interesses empresariais do Estado moçambicano, Apolinário Panguene, disse que ainda vão ser realizados estudos, para a definição do custo e prazos de construção da refinaria.

O empreendimento será instalado na cidade de Nacala, província de Nampula, norte de Moçambique, que abriga um dos maiores portos de águas profundas do mundo.
 
"O IGEPE identificou um conjunto de projetos a serem implementados no país juntamente com outros parceiros e a Radyolla tem a vantagem de ter o músculo financeiro suficiente para nos ajudar a implementar o projeto de refinaria", afirmou Apolinário Panguene.

Além de fornecer petróleo a Moçambique, a refinaria vai também abastecer países vizinhos, acrescentou o presidente do IGEPE.

Por seu turno, o presidente da Radyolla Holding Co., Abdul Aziz, afirmou que o grupo "vai fazer o melhor na implementação dos projetos com que se comprometeu em Moçambique".

O Governo moçambicano considera a futura refinaria essencial para a redução do preço de importação dos combustíveis.


(Fonte: Voz da Russia, 2013-01-31)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Galp com Eni em Moçambique


A Eni, ainda accionista da Galp (33,34%), vai avançar com a petrolífera portuguesa com a primeira perfuração no bloco na Bacia do Rovuma, no Norte de Moçambique. Os italianos são os operadores do bloco.

Com esta parceria, a Galp marca a segunda presença em África, a seguir a Angola, no âmbito da exploração e produção de petróleo. Registre-se que a Galp já se encontra presente no Brasil, onde detém 10% no projecto Tupi, um bloco operado pela Petrobras no pré-sal da Bacia de Santos. A 5.000 metros abaixo do nível do mar e sob uma camada de sal com mais de 1 quilómetro de espessura o projecto Tupi configura uma das maiores reservas de petróleo e gás natural descobertas nos últimos 30 anos.

O projecto da Bacia do Rovuma encontra-se também localizado em águas ultra-profundas, a 2.600 metros abaixo do nível do mar, sendo que os estudos já efectuados evidenciam que a zona apresenta um potencial elevado. A concessão operada pela Eni (que detém 70% do respectivo capital) conta ainda com a presença da coreana Kogas, a Korea Gas Corporation e dos moçambicanos da ENH. Kogas, ENH e Galp detém, cada um, 10% do capital. A área de exploração compreende 17.646 quilómetros quadrados.

(Fonte: O País online, 2011-02-28).

Petróleo pode levar 2 mil milhões de dólares a Moçambique até 2021


Em 35 anos, Moçambique gastou 4 mil milhões de dólares (2,9 mil milhões de euros) no sector do petróleo. Nos próximos 10 anos, Moçambique espera alcançar perto de 2 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros) resultantes do investimento feito nessa actividade, segundo dados governamentais divulgados pelo jornal moçambicano "Notícias".

Já no sector do carvão, foram concedidas 105 licenças de exploração desde 1975, sendo de esperar que, até ao final do próximo ano, mais três licenças sejam emitidas neste sector.

Por sua vez, o gás deverá verificar uma quase duplicação do investimento face ao ano passado. O Governo liderado por Armando Guebuza prevê um aumento no investimento para 600 milhões de dólares por ano (436 milhões de euros), quando, em 2009, esse valor se ficou pelos 362 milhões (263 milhões de euros), o que pode aumentar a produção em 52,5%

De acordo com a página online da publicação, os investimentos realizados desde que o país é independente e os que se pretendem concretizar nos próximos anos foram anunciados no seminário “Petróleo, Gás e Minerais em Moçambique – Políticas, Governação e Desenvolvimento Local”, que teve lugar em Maputo.
(Fonte: Jornal de Negócios, 2011-02-28)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Descoberta de nova jazida de gás natural em Moçambique


"Identificámos recursos substanciais de gás natural na bacia do Rovuma", declarou Bob Daniels, vice-presidente da empresa Anadarko Petroleum Corp.

O poço de exploração Barquentine, situado na bacia do Rovuma, onde foi descoberta nova jazida deste recurso natural, foi perfurado a uma profundidade de 16 880 pés. A Anadarko Petroleum Corp dispõe de uma concessão com 10 500 quilómetros quadrados, e já havia descoberto anteriormente gás natural no poço Windjammer.

Na concessão onde foi descoberto o gás natural participam diversas empresas como a Mitsui E&P Mozambique Limited, a BPRL Ventures Mozambique B.V., a Videocon Mozambique Rovuma 1 Limited e a Cove Energy Mozambique Rovuma Offshore, Ltd., dispondo a entidade estatal Empresa Nacional de Hidrocarbonetos 15 por cento desta área de concessão.

Fonte: Diário Digital, 2010-10-22.

Malawí quer construir oleoduto a partir do porto da Beira, em Moçambique


O Malawí lançou um concurso internacional para a construção de um oleoduto a partir do porto da Beira, Sofala, centro de Moçambique, para garantir o abastecimento ao país de 900 milhões de litros de combustível, por ano.

Orçado em 140 milhões de dólares (cerca de 100 milhões de euros), o projecto prevê, além de um oleoduto entre o porto da Beira e o distrito de Nsanje, no extremo sul do Malauí, a construção de depósitos de combustível em várias regiões daquele país.

O concurso visa ainda a realização de estudos de engenharia e de viabilidade económica e ambiental.

Segundo noticia hoje a Rádio Moçambique (RM), o objectivo do Governo malawiano é garantir o abastecimento regular de produtos petrolíferos ao país, nomeadamente gasóleo, gasolina e petróleo de iluminação.

Actualmente, o Malawí importa 93 por cento das necessidades petrolíferas através dos portos da Beira e Nacala, província de Nampula, norte de Moçambique, em camiões cisterna, chegando o restante de Dar-es-Salam, na Tanzânia.

Com o oleoduto, o Malawí prevê receber, por ano, mais de 900 milhões de litros de combustível, o que, de acordo com o ministro da Energia, Grain Malunga, citado pela RM, aumentará as reservas de combustível para três meses, contra os atuais dez a quinze dias.

(Fonte: Portal Angop, 2010-10-07).

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Mais de 85 mil moçambicanos com gás natural a partir de 2012


Cerca de 85.000 habitantes da província de Maputo, sul de Moçambique, vão poder consumir gás natural moçambicano a partir de Junho de 2012, segundo um administrador da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

As maiores reservas de gás natural até agora descobertas em Moçambique situam-se em Temane e Pande, província de Inhambane, sul, e estão a ser exploradas desde 2004 pela sul-africana SASOL.

Tal como os distritos de Vilanculo, Inhassoro e Govuro, daquela província, já beneficiam de energia eléctrica, gerada a partir do gás natural moçambicano, também algumas empresas a operar na cidade industrial da Matola, arredores de Maputo, o usam nas suas actividades de produção.

Dentro de dois anos será a vez dos habitantes da capital e de outros potenciais clientes da Matola e do distrito de Marracuene usufruírem, anualmente, de 45 milhões de gigajoules de gás natural produzidos em Temane.

De acordo com o administrador de Engenharia, Projectos e Desenvolvimento da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Paulino Gregório, as obras de construção da rede de transporte e distribuição de gás vão começar em Março de 2011 e irão criar 230 novos postos de trabalho.

Paulino Gregório falava hoje, em Maputo, na apresentação pública do projecto que, segundo afirma estar avaliado em "95,5 milhões de dólares", o equivalente a 72,7 milhões de euros.

Segundo explicou o administrador da ENH, o consumo do gás de Temane vai permitir ao país reduzir a importação de combustíveis, que neste momento ronda os 5 milhões de barris de petróleo por ano.

(Fonte: Diário Digital - Sapo/ Lusa, 2010-09-21).

domingo, 19 de setembro de 2010

A descoberta de petróleo em Moçambique


Após alcançar a estabilidade política, os adventos da paz se fazem sentir a todos os níveis na pátria de Samora Machel. Antiga colónia e província ultramarina de Portugal, Moçambique teve a sua independência a 25 de Junho de 1975. Faz parte da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral), da Commonwealth (Associação de Estados e de Territórios Autónomos com forte ligação ao Reino Unido tendo como elo de ligação a língua inglesa), da Organização da Conferência Islâmica e da ONU (Organização das Noções Unidas).

Após a assinatura do Acordo Geral de Paz em Roma, a 4 de Outubro de 1992, pelo então Presidente da República, Joaquim Chissano, e Afonso Dhlakama, presidente da RENAMO, e por representantes dos mediadores, a Comunidade de Santo Egídio, da Itália, acordo esse que pôs fim a 16 anos de guerra civil, Moçambique passou para uma fase de reconstrução nacional que previa a recuperação de tudo o que foi destruído pela guerra e de recuperação de empresas estratégicas. É neste processo que após várias negociações, a 31 de Outubro de 2006, o Estado português vendeu parte da participação de 82 por cento que detinha no consórcio da barragem de Cahora Bassa, ao Estado moçambicano, por 740 milhões de euros, ficando apenas com 15 por cento do capital. Os restantes 85 por cento passaram a caber ao Estado moçambicano, em troca de 950 milhões de dólares.

O acordo foi assinado entre o Primeiro-Ministro português, José Sócrates, e o Presidente moçambicano, Armando Guebuza, em Maputo. A última tranche do pagamento devido pelo Estado moçambicano só se realizou a 27 de Novembro de 2007, tendo a cerimónia de reversão do empreendimento para Moçambique sido realizada na vila do Songo, a 28 de Novembro de 2007. Este negócio permitiu aos moçambicanos recuperarem um dos seus maiores símbolos de orgulho nacional.

Para complementar os motivos de alegria, em entrevista ao Semanário Sol, a 17 de Agosto deste ano, a ministra dos Recursos Minerais de Moçambique, Esperança Bias, confirmou a notícia avançada pela ANADARKO Petroleum Corporation, uma companhia norte-americana com sede no Texas, que anunciou a descoberta de petróleo na Bacia do Rovuma, norte de Moçambique, não se sabendo ainda se em quantidades comercializáveis. A expectativa é de que os estudos complementares fiquem prontos ainda neste ano.

Segundo a governante, a presença de petróleo associada ao gás, naquela bacia, foi detectada a uma profundidade de 5100 metros. Esta é a primeira vez que se descobre petróleo offshore na África Oriental.

A notícia foi recebida com algumas reservas por alguns sectores da sociedade civil local. Para alguns especialistas, seria surpresa se a reserva não fosse economicamente viável. Há alguns anos já se tem a informação da presença de gás na região. Se os estudos continuaram, é porque a probabilidade de extracção comercial de petróleo é grande. Mas lembra-se que a vizinha África do Sul já passou pela decepção de encontrar petróleo e não conseguir explorá-lo. “Levar esse petróleo do mar para a terra requer investimentos extraordinários. Se o petróleo for pouco, não vale a pena”, explicou o engenheiro local Inácio Bento.

Segundo a agência Lusa, há quatro anos, a ANADARKO e as autoridades moçambicanas rubricaram um acordo para a abertura de seis furos na Bacia do Rovuma. O petróleo associado ao gás foi descoberto no terceiro furo denominado Ironclad, depois de, no segundo furo, designado Windjammer, aberto em Fevereiro último, a multinacional norte-americana ter anunciado a descoberta de gás em offshore, a uma profundidade de 3600 metros e 147 de espessura.

Para além da ANADARKO, existem mais três empresas a fazerem pesquisa e prospecção de hidrocarbonetos na bacia do Rovuma: a ENI da Itália, PETRONAS da Malásia e a STATOIL da Noruega. A ANADARKO Petroleum Corporation actua em Moçambique desde 2006 e já investiu 300 milhões de dólares nas operações de prospecção. No final do mes de Julho, a companhia anunciou outra descoberta de petróleo em África, nas águas profundas da costa do Ghana, na região de Owo, no Oceano Atlântico.

A Anadarko também faz estudos para localizar petróleo nas formações geológicas parecidas em outros pontos da costa, entre o Ghana, a Costa do Marfim, Serra Leoa e a Libéria. Os investimentos na prospecção de petróleo em Moçambique vão ultrapassar 550 milhões de euros até 2011, de acordo com as projecções apontadas nos contratos do Governo com as multinacionais petrolíferas, estima o Instituto Nacional do Petróleo.

As notícias são animadoras para o Governo moçambicano, que terá certamente o país na rota de grandes empresários interessados em investir em outros sectores da vida civil, como acontece com outros países exportadores de petróleo. É de salientar que já com alguma visão no futuro, o Governo moçambicano autorizou, a 2 de Outubro de 2007, a construção da primeira refinaria de petróleo em Moçambique, destinada a produzir 300 mil barris por dia. A construção teve início no ano de 2008.

Para além das mais recentes estimativas de petróleo, Moçambique possui das maiores reservas mundiais de gás natural. O gás natural moçambicano tem como principal destino o mercado sul-africano. Existe um gasoduto de 865 km que liga os campos de Temane e Pande a Secunda, que têm como missão primária fornecer 80 milhões de Giga Joules de gás natural que servirão para substituir o carvão como matéria-prima das indústrias químicas da SASOL em Sasolburg, para além de o suplementar na unidade de combustíveis sintéticos em Secunda.

O gasoduto é detido pela SASOL e pelos governos de Moçambique e África do Sul - serve igualmente mais de 600 consumidores industriais, nomeadamente siderurgias. É caso para se dizer que a CPLP ganha mais uma perspectiva de crescimento a nível dos recursos naturais o que, aliado à estabilidade política e boa governação das elites dos Estados membros, torna os mercados da mesma em palcos cada vez mais atractivos não só para investimento mas também para propostas de adesão.

(Fonte: Jornal de Angola-SAPO: António Luvualu de Carvalho, 2010-09-19).

domingo, 5 de setembro de 2010

Fábrica de produção de etanol em Moçambique


Uma fábrica de produção de etanol vai ser erguida até 2013 em Dombe, província de Manica, no âmbito de um investimento da Mozambique Principle Energy orçado em mais de 450 milhões de dólares, anunciou Gavin Scott, director de operações do projecto.


O empreendimento contempla, para além da edificação da referida unidade industrial, uma área de 18 mil hectares para o cultivo de cana-de-açúcar e montagem de quatro bombas de irrigação bem como a construção de infra-estruturas de apoio social, destacando-se escolas, postos de saúde, de abastecimento de água e electrificação.


Em declarações ao diário Notícias, de Maputo, Gavin Scott disse que a fábrica, cujas obras de construção arrancaram em 2011, produzirá anualmente 220 milhões de litros de etanol, combustível destinado, na sua maioria, à exportação para a Grã-Bretanha, através da empresa petrolífera Shell.


Para dar corpo à iniciativa, a Mozambique Principle Energy iniciou há cerca de três anos o processo de produção de cana sacarina, matéria-prima que será usada na produção do etanol, tendo já sido plantados 131 hectares e estando outros 121 hectares em preparação, prevendo-se que até finais de 2011 haja cana suficiente que justifique a edificação daquela que poderá vir a ser a primeira fábrica do género no país.


Neste momento, de acordo com Gavin Scott, decorre o processo de desflorestação da área remanescente, reprodução de viveiros e plantio de cana-de-açúcar e, em paralelo à actividade agrária, a Mozambique Principle Energy já montou duas das quatro bombas previstas para a irrigação dos campos de cana, cuja água será integralmente captada no rio Lucite, que corre junto à área concessionada ao projecto.


A Mozambique Principle Energy é a subsidiária moçambicana do grupo britânica Principle Energy a quem o Conselho de Ministros de Moçambique concessionou uma área de 25 mil hectares, na margem direita do rio Lucite, em Dombe.

(Fonte: Macahub, 2010-08-27).

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Petromoc assina acordos de financiamento e assistência técnica


A Petróleos de Moçambique (Petromoc) assinou sexta-feira em Maputo acordos com o African Investment Fund, dos Estados Unidos da América, e a Transgaz, da Rússia, para o financiamento e assistência técnica a projectos.


Os acordos prevêem que o African Investment Fund participe no financiamento da construção de um oleoduto de 650 quilómetros entre Moçambique e a África do Sul e nas obras de recuperação dos armazéns da Petromoc em Maputo, sul, Beira, centro, e Nacala, norte.


“Estes acordos integram-se na estratégia da Petromoc de elevar a sua capacidade de abastecimento interno e de expansão da empresa para mercados da África Austral”, sublinhou Nuno de Oliveira, administrador delegado da Petromoc.


Através do oleoduto com ponto de partida no porto da Matola, província de Maputo, a África do Sul terá uma segunda fonte de trânsito das suas importações de combustíveis, além do porto de Durban, da África do Sul, que tem operado a níveis próximos ou superiores à sua capacidade, sublinhou Nuno de Oliveira, administrador delegado da Petromoc.


A recuperação dos armazéns da Beira e de Nacala visa aumentar a capacidade de acondicionamento de combustível em trânsito para os países sem acesso ao mar, que fazem fronteira com Moçambique a norte e centro do país.


No quadro dos acordos celebrados, a Transgaz irá prestar assistência técnica à Petromoc, para a execução dos projectos definidos no âmbito da estratégia de expansão da empresa, que ascendem a 800 milhões de dólares (Fonte: Macauhub, 2010-02-22).

domingo, 30 de agosto de 2009

Investimento na exploração ascende a 550 milhões até 2011


O investimento na exploração de petróleo em Moçambique vai ascender a 550 milhões de euros até 2011, afirmou hoje (terça-feira) o presidente do Instituto Nacional do Petróleo moçambicano, Arsénio Mabote.


Em declarações à Rádio Moçambique, Arsénio Mabote adiantou que as projecções da entidade gestora do sector petrolífero moçambicano baseiam-se no número de contratos assinados entre o governo e as 10 empresas petrolíferas que operam no país desde 2006.


Entre estas empresas destacam-se a italiana Eni, a Anadarko Petroleum, a malaia Petronas, para além da Artumas, que tem vindo a reduzir a sua presença.


A Artumas está vendedora de parte das suas participações na exploração de petróleo na bacia do Rovuma, juntamente com activos na vizinha Tanzânia.


O contrato de venda dá à Cove Energy e Maurel & Prom uma opção de compra sobre activos da Rovuma, a um preço de aproximadamente 12 milhões de dólares, devendo o processo estar concluído no terceiro trimestre do ano.


Dos 49,3 porcento no bloco "on-shore" no Rovuma, com uma área de 15.000 quilómetros quadrados na província de Cabo Delgado, serão vendidos 34 porcento.


No caso do "off-shore", operado pela Anadarko, vai vender os 8,5 porcento que detém.


Os últimos dados divulgados pela empresa, com base nas pesquisas sísmicas feitas até ao momento, apontam para "múltiplos" pontos de "elevado potencial" no onshore e no offshore, que serão perfurados a partir do quarto trimestre deste ano.


Um estudo de campo de 2007 na bacia do Rovuma, norte de Moçambique, apontava para a existência de potencial de petróleo em quantidades passíveis de exploração comercial.


A pesquisa, encomendada pela Artumas e realizada pela norte-americana Rose & Associates, conclui que em quatro perfurações naquele campo pode ser extraído petróleo em rama em "quantidade comercial e não comercial", sem especificar a proporção de cada uma delas.


O Governo de Moçambique lançou em Julho de 2005 um concurso para a exploração de diversos blocos "offshore" na zona conhecida como bacia do Rovuma, nome do rio que separa Moçambique da Tanzânia.


Anadarko Petroleum Corp. vai levar o navio de prospecção petrolífera Belford Dolphin para Moçambique no final do ano (Fonte: Portal Angop, 2009-08-25).

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Maputo abastecida de gás natural a partir de 2012

A província e a cidade de Maputo e a zona norte de Inhambane vão dispor de gás natural a partir de 2012 nos termos dos contratos de concessão a favor da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) aprovados terça-feira pelo governo de Moçambique.
No caso concreto da cidade de Maputo e distrito de Marracuene, o projecto representa um investimento global de cerca de 80 milhões de dólares, devendo ser realizado em duas fases. A primeira consistirá na construção de um ramal da Matola para a cidade de Maputo, avaliado em 20 milhões de dólares e ainda um anel de distribuição, calculado em sete milhões de dólares e da capital do país o gás será levado para Marracuene, prevendo-se que esta componente custe 2,5 milhões de dólares.
Caso o aumento do consumo de gás assim o exija, entrar-se-á na segunda fase que consistirá na construção de um gasoduto de reforço ligando o posto administrativo de Ressano Garcia, no distrito da Moamba, e a zona do parque industrial da Matola, num investimento fixado em 50 milhões de dólares.
“Moçambique produz gás e as quantidades são apreciáveis. O que se pretende com o decreto é autorizar a ENH a trabalhar no sentido de transportar o gás e fazê-lo chegar às pessoas, fazendo, inclusive, ligações domésticas. Significa que até 2011 o gasoduto estará a chegar a Maputo e em 2012 teremos gás a circular”, referiu o porta-voz do Governo, Luís Covane.
A expansão do uso de gás será também feita na zona norte da província de Inhambane, nomeadamente para Vilanculos, Inhassoro e Govuro. Com a expansão da exploração de gás natural de Pande e Temane o Estado moçambicano passará a receber anualmente nove milhões de gigajoules de imposto sobre a produção.
Em Moçambique o gás disponível é usado pela Matola Gás Company, que o fornece aos consumidores industriais e comerciais na cidade da Matola, outra parte pela Auto-Gás, para o abastecimento de viaturas e outra ainda pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos para consumidores domésticos e comerciais, incluindo a produção de energia eléctrica. (Fonte: Macauhub, 2009-06-24).

domingo, 31 de maio de 2009

Investimento mineiro cresce em Moçambique


O volume de investimento directo na actividade geológica-mineira em Moçambique passou de US$ 101 milhões de dólares, em 2004, para US$ 804 milhões, em 2008, segundo revelou a ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias.


Falando na Assembleia da República (AR), Esperança Bias disse que como resultado destes investimentos Moçambique registou também um aumento no valor da produção, que passou de 937,1 milhões de meticais, em 2004, para 7324 milhões de meticais, em 2008.


De acordo com a governante, a produção de recursos minerais vai ganhar ainda maior impacto no crescimento da economia e na melhoria das contas nacionais, com a concretização dos projectos em curso na área do carvão mineral, minerais industriais, para além da potencial descoberta de mais reservas de hidrocarbonetos em Moçambique.


Face ao favorável ambiente de negócios já estabelecido, nomeadamente existência de uma legislação moderna, Moçambique registou uma grande apetência que se traduziu no aumento do número de licenças para o exercício da actividade mineira. Em 2004 foram tramitados 247 pedidos de títulos mineiros, número que ultrapassou o dobro em 2008, ao se situar em 821 pedidos.


Quanto às areias pesadas de Moma, em Nampula, Esperança Bias disse que o Estado já arrecadou 1,2 milhão de meticais do Imposto de Superfície e 7,7 milhões de meticais do Imposto de Produção “royalty”, entre outros. Para além dos benefícios económicos e fiscais obtidos com a implementação deste projecto também se registaram acções no âmbito da responsabilidade social que resultaram em mais de 140 casas construídas para o reassentamento da população que residia na área em redor da mina.


Quanto ao carvão, Esperança Bias disse que se encontra na fase de produção a mina de “Chipanga XI”, localizada na província de Tete. Desde a estabilização da exploração desta mina, em 2005, foram produzidas 122,2 mil toneladas de carvão. Maior parte desta quantidade foi exportada.


Este projecto consiste na extracção de carvão em minas a céu aberto, com um investimento estimado de 1,3 bilião de dólares para a produção de 8,6 milhões de toneladas de carvão de coque por ano, para além de 2,1 milhões de toneladas de carvão de queima.


Durante a sua fase de desenvolvimento, este projecto vai empregar cerca de 4500 trabalhadores. Ainda no quadro da implementação deste projecto, está prevista a construção de uma central térmica com capacidade para produzir 1500 MW de energia.


No âmbito da responsabilidade social, este projecto já investiu cerca de sete milhões de dólares, estando previstos mais investimentos na ordem de 170 milhões de dólares para diversos programas.


Quanto à exploração de ouro, o Governo conseguiu captar, em 2005, no circuito legal, 56, 4 quilogramas deste recurso, contra 297, 8 quilogramas, em 2008. Na área de hidrocarbonetos, o país tem registado um aumento significativo da actividade de prospecção e pesquisa. Em 2004 existiam apenas quatro contratos de concessão para, em 2008, Moçambique registar 14 contratos de prospecção e pesquisa de hidrocarbonetos (Fonte: Africa 21 Digital, 2009-05-28).

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Refinaria de Nacala cada vez mais distante


A instalação de uma refinaria de petróleo no distrito de Nacala-a-Velha, em Nampula, parece cada vez mais distante devido ao afastamento dos investidores e à dificuldade em angariar 5 mil milhões de dólares para a sua construção, de acordo com o jornal Notícias, de Maputo.


O jornal adianta que devido a constrangimentos de natureza financeira a firma Five International, que de parceria com a Air Logistic constituíam o consórcio responsável pela construção da refinaria, anunciou recentemente a sua retirada do projecto, tendo, inclusivamente, colocado à venda as acções que detinha no empreendimento.


Francisco Mucanheia, secretário permanente da província de Nampula, reconheceu ao Notícias que a dinâmica que caracterizou o projecto na sua fase inicial de execução esmoreceu nos últimos tempos, sobretudo a partir da altura em que o impacto da crise económica começou a fazer-se sentir também no país.


Por outro lado, segundo Francisco Mucanheia, os bancos com quem o referido consórcio trabalhava também foram afectados pela crise, outra das razões que condicionam o decurso normal do projecto.


Em meados de 2008 a Air Logistic e o grupo Five Internacional reuniram-se com o governo distrital para definir as linhas de orientação do processo de implantação física do mega-projecto da refinaria, tendo na altura ficado acordado que o consórcio pagaria as indemnizações às populações residentes na área do projecto de aproximadamente 800 hectares (Fonte: Macauhub, 2009-05-22).

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Kalila Energi da Indonésia vai prospectar gás natural em Moçambique


A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) de Mocambique assinou um acordo com a PT Kalila Energi da Indonésia para a prospecção de gás no bloco do Búzi, na província de Sofala, afirmou o presidente da empresa.


Nelson Ocuane, presidente executivo da ENH, disse que a Kalila vai prospectar gás natural na área durante oito anos e que vai efectuar dois furos de prospecção e dois outros de avaliação.


O presidente executivo da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos adiantou que a empresa cedeu 75 por cento da sua participação no bloco do Búzi à Kalila Energi, que assumiu igualmente responsabilidades sociais e de formação do pessoal (Fonte: Macauhub, 2009-04-27).

Petromoc torna-se membro da Cruz Vermelha e recebe acções de formação


A Cruz Vermelha de Moçambique (CVM) vai fazer acções de formação na Petromoc, empresa estatal de produtos petrolíferos, que em troca se tornou membro da instituição, com uma quota de dois mil euros anuais.

O acordo entre a CVM e a Petróleos de Moçambique foi hoje assinado em Maputo pela secretária-geral da CVM, Fernanda Teixeira, e pelo presidente do conselho de administração da Petromoc, José Mateus Katupha, tornando a maior empresa de distribuição de produtos petrolíferos em "membro ouro" da organização.

Em breve, disse Fernanda Teixeira, será feita uma acção de formação sobre primeiros socorros, envolvendo todos os trabalhadores da empresa.

"Uma empresa que lida com produtos com muita volatilidade necessita de manter alerta os seus trabalhadores", disse Mateus Katupha, acrescentando que todos os trabalhadores da Petromoc devem ter acesso a acções de formação, dado o tipo de produtos que manuseiam.

A Petromoc tem a maior rede de distribuição de produtos petrolíferos de Moçambique, com cerca de 120 estações de serviço e outros tantos postos locais. Tem armazéns e oleodutos em todos os portos e 19 depósitos no parque de armazenamento, fornecendo combustível à Zâmbia, Zimbabué, Malawi e RD Congo.

A Cruz Vermelha de Moçambique tem cerca de 70.000 membros e mais de 4.400 voluntários activos e emprega 211 pessoas (Fonte: Portal Angop, 2009-04-28).

Riversdale Mining recebe licença mineira para explorar carvão em Moçambique


A empresa australiana Riversdale Mining anunciou quarta-feira em Sidney ter obtido a licença mineira para o projecto carbonífero de Benga, na região de Moatize, província de Tete, em Moçambique.


O presidente executivo da empresa, Michael O'Keeffe, disse no comunicado que a atribuição da licença mineira representa um passo importante na altura em que a empresa se prepara para dar início ao projecto de Benga.


Uma vez iniciada, a operação terá uma produção anual de 20 milhões de toneladas de carvão metalúrgico e térmico estando o investimento inicial estimado em 800 milhões de dólares.


A Riversdale Mining Ltd detém uma participação de 65 por cento no projecto de Benga, sendo os restantes 35 por cento detidos pela Tata Steel Ltd. da Índia.


A empresa australiana está igualmente envolvida num projecto de construção de uma central térmica em Moçambique, um investimento de 3,1 mil milhões de dólares (Fonte: Macauhub, 2009-04-30).

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Acções da Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos já admitidas na Bolsa


As acções da Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH) alienadas em Oferta Pública de Venda foram já admitidas à cotação na Bolsa de Valores de Moçambique, disse terça-feira à macauhub em Maputo Jussub Normamad, presidente da bolsa.


A Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos alienou em bolsa 593.412 acções de valor nominal unitário de 100 meticais ou 10 por cento do seu capital numa operação destinada a cidadãos nacionais ou a sociedades comerciais com um mínimo de 60 por cento de capital nacional.


Os 10 por cento do capital da CMH sairam da participação de 80 por cento detida pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos sendo que os restantes 20 por cento de capital continuam a ser detidos pelo Estado moçambicano.


A procura tanto por parte de pessoas singulares como de pessoas colectivas foi mais de duas vezes superior à oferta tendo cada acção sido colocada em Oferta Pública de Venda ao preço unitário de 275 meticais.


A CMH, criada a 26 de Outubro de 2000, é uma empresa subsidiária da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos e tem como seu principal objecto de actividade o desenvolvimento de operações na área de petróleo e gás natural dos campos de gás de Pande e Temane (Fonte: Macauhub, 2009-04-15).

Sasol aumenta produção de gás natural em Moçambique


A empresa petroquímica sul-africana Sasol vai aumentar a produção de gás natural a partir de Pande e Temane, na província de Inhambane, na sequência da descoberta de novas reservas naquela área, informou o jornal Notícias, de Maputo.


Trabalhos adicionais realizados naqueles dois blocos permitiram a expansão da produção de 120 milhões para 183 milhões de gigajoules por ano, adianta o jornal, para acrescentar que o governo moçambicano aprovou uma proposta nesse sentido.


O jornal diz ainda ter obtido informações segundo as quais os 63 milhões de gigajoules adicionais a serem produzidos serão repartidos em 27 gigajoules para uma central eléctrica a ser construída em Moçambique, com capacidade para gerar 700 megawatts de energia eléctrica, outros 27 serão exportados para a África do Sul e os restantes nove destinam-se a vários outros projectos em Moçambique.


A comercialização deste gás será orientada por um acordo de vendas a ser celebrado entre os parceiros do consórcio Sasol Petroleum Temane (SPT), Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH) e Corporação Financeira Internacional (IFC), do grupo Banco Mundial, e os respectivos compradores.


O Notícias diz ainda notar-se um aumento considerável da procura de gás natural em Moçambique e na África do Sul, facto consubstanciado pelo interesse de vários investidores em envolver-se em novos projectos com base neste produto (Fonte: Macauhub, 2009-04-16).