segunda-feira, 31 de março de 2008

Angola necessita de matriz energética


Angola não possui ainda uma matriz energética nacional. Estima-se que 60 por cento da população angolana vive no meio rural, e encontra na utilização da lenha e do carvão vegetal a sua própria fonte energética.


O director nacional da Agricultura, Pecuária e Floresta, Domingos Nazaré, afirmou que o uso da lenha e carvão representa 56,8 por cento, seguido do petróleo com 41,7%, electricidade com 1,45% e o gás natural representa apenas 0,1 por cento.
Segundo disse, calcula-se que as necessidades anuais de lenha e carvão vegetal rondem os 6 milhões de metros cúbicos por ano, o que corresponde a aproximadamente 510 milhões de dólares. Por isso, defende que Angola deve promover gradualmente a substituição do consumo de lenha e do carvão vegetal por gás de origem vegetal.


Um estudo levado a cabo pelo Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural (MINADER) para a apresentação da estratégia dos biodiesel revela que as reservas de gás natural estão estimadas em cerca de 0,53 triliões de metros cúbicos, 85 por cento dos quais são actualmente queimados, o que pode provocar alguma anomalia no meio ambiente.

Domingos Nazaré disse que diversos países, principalmente aqueles capazes de produzir biocombustível com matéria-prima local, estão neste momento a dedicar-se à investigação e desenvolvimento de programas de produção e uso de biocombustíveis (etanol e biodiesel). A lista destes países é liderada pelos Estados Unidos, Canadá, Venezuela, Nigéria e mais vinte Estados europeus.

A produção de biodiesel começou no ano de 1993. Segundo dados da European Biodiesel Board, o consumo de diesel na Europa atingiu até 2005 a fasquia de 138 biliões de litros. E para a produção de 7,9 biliões de litros de biodiesel por ano precisa-se de 7 milhões de hectares para a produção de oleaginosas.


O biodiesel é combustível líquido derivado de biomassa renovável, que substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores de ignição por compressão, automóveis e outros.


Entretanto, segundo a Agência Internacional de Energia Atómica, o consumo mundial de energia até 2030 deverá conhecer um crescimento de 71 por cento (Fonte: Angola Digital, 2008-03-28).

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