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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Sonangol inicia produção de petróleo em três poços no offshore angolano


A petrolífera angolana Sonangol anunciou nesta quinta-feira o início da produção petrolífera em três poços do Bloco 31 do offshore angolano, em que prevê atingir a produção diária de 70 mil barris.

Em comunicado, a empresa refere que o Bloco 31, situado em águas ultra-profundas, é operado conjuntamente pela Sonangol Pesquisa e Produção (20%) e pela britânica BP (26,37%), e os direitos de exploração estão atribuídos a um consórcio que integra a Sonangol (25%), a norueguesa Statoil (13,33%), a norte-americana Marathon (10%) e a empresa sino-angolana China Sonangol (5%).

A extracção de petróleo começou a ser feita em três poços do campo Plutão, que faz parte do Projecto PSVM (Plutão, Saturno, Vénus e Marte).

Segundo o comunicado da Sonangol, o Projecto PSVM deverá atingir uma produção máxima diária de 150 mil barris de petróleo, com a entrada em produção dos restantes campos: Saturno e Vénus em 2013, e Marte em 2014.

A produção do “PSVM” é feita através de uma Unidade Flutuante de Armazenamento e Descarga, com uma capacidade de armazenamento de 1,6 milhões de barris de petróleo, a primeira a operar em águas ultra-profundas em Angola, destaca o documento.

A Sonangol refere ainda no comunicado que 40 poços produtores e de injecção de água e gás submarinos serão ligados àquela Unidade Flutuante de Armazenamento através de 15 colectores e equipamentos associados.

Angola é o segundo maior produtor de petróleo do continente africano, a seguir à Nigéria.

(Fonte: Publico P Economia, 2013-01-31).

domingo, 12 de setembro de 2010

Pré-sal deve ter recursos chineses e coreanos


Uma radiografia do perfil das empresas e de seus negócios estratégicos mostra que as estatais de petróleo da China e da Coreia do Sul deverão liderar os investimentos estrangeiros na exploração do pré-sal brasileiro.


As empresas estatais e as grandes companhias da Europa, como a britânica BP e anglo-holandesa Shell, são as que detêm capital suficiente para as demandas do pré-sal. No entanto, as companhias europeias estão hoje mais interessadas em explorar fontes não convencionais, como gás betuminoso ou areias de petróleo. Ou atravessam um momento turbulento - como é o caso da BP, ainda às voltas com as consequências do megavazamento de petróleo no Golfo do México.


Já as empresas estatais de petróleo investem prioritariamente em adquirir reservas que lhes garantam o abastecimento futuro. E esse é exatamente o perfil de empreendimento a ser oferecido no pré-sal brasileiro.


As análises e previsões foram feitas por um especialista em indústria do petróleo, o advogado Giovani Loss, que atua no escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga. 'O que é a mola propulsora dessas empresas não é só a lucratividade', afirmou.


'As estatais de países onde a produção interna já não supre a demanda, ou não vai suprir, estão mais dispostas a desembolsar dinheiro no curto prazo para garantir a segurança do suprimento energético no futuro.'



Vantagem diplomática.


No ano passado, as empresas estatais chinesas lideraram os investimentos em petróleo fora do próprio país, com um total de US$ 16 bilhões. As grandes empresas europeias ficaram em segundo lugar nesse ranking, com US$ 5,6 bilhões. Em seguida, vêm as coreanas, com US$ 5,25 bilhões.


'As chinesas são as que têm destaque internacional hoje', comentou o advogado. 'Elas fizeram 45% das grandes transações, que são as que interessam para o pré-sal.'
As estatais têm outra vantagem sobre as companhias privadas: a diplomática. 'Quando o governo brasileiro está lidando com a Sinopec (China Petroleum and Chemical Corporation), ele está necessariamente lidando também com o governo daquele país', explicou. 'Isso exerce um impacto no relacionamento.'


As estatais chinesas contam ainda com regras de repatriação de capital que lhes são favoráveis do ponto de vista de tributação. Isso é importante para a empresa estruturar suas operações e conseguir fôlego para fazer negócios que chegam à casa dos US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões, como será necessário no pré-sal.


Em países como os Estados Unidos, por exemplo, a repatriação de recursos é cara. 'Existem regras de imposto de renda sobre ganhos de capital muito pesadas. O sistema é desfavorável', disse Loss.


Não por acaso, a Sinopec já fechou um acordo com a Petrobrás, no qual as duas empresas se comprometem a atuar juntas em investimentos de interesse comum nas áreas de produção, exploração e refino de petróleo.


A estatal brasileira já havia feito, em maio do ano passado, um acerto com o Banco de Desenvolvimento da China (CDB, na sigla em inglês) envolvendo um empréstimo de US$ 10 bilhões.



Desfavorável.


De acordo com o advogado, o pré-sal brasileiro é no momento um investimento atraente para as companhias petrolíferas porque a maior parte das mais recentes descobertas de jazidas de petróleo se deu em águas profundas. A taxa de sucesso naquela área tem sido da ordem de 80%.


Além disso, a indústria de petróleo se encontra num bom momento, pois o barril está a US$ 75 e deverá chegar a US$ 85 no ano que vem. Apesar de ainda estar longe do pico de quase US$ 150 registrado em julho de 2008, esses são valores considerados 'confortáveis'.


No entanto, o Brasil não é bem avaliado pelos potenciais investidores no setor por causa da elevada carga tributária e, também, da instabilidade de regras. 'Acho que é uma reflexão que teremos de fazer, dado o interesse do governo - se é que há mesmo interesse - em atrair empresas estrangeiras para fazer investimentos no pré-sal', disse Loss.


Em termos de qualidade regulatória, por exemplo, o Brasil fica atrás de países como Egito, Angola, Moçambique e Suriname, de acordo com pesquisa elaborada pelo Instituto Fraser, do Canadá.


'A imagem do Brasil, nesse aspecto, pode se tornar ainda pior, dependendo de como forem tratadas as novas leis (o novo marco regulatório do petróleo)', observou Loss, que criticou o excesso de flexibilidade que as novas regras dão ao governo.


Além disso, o advogado lembra do risco jurídico da questão. 'Se isso for levado ao Supremo (Tribunal Federal) para uma discussão que levará longos anos, haverá desinteresse ou depreciação de investimentos na área do pré-sal.'


RAZÕES PARA...

China e Coreia serem parceiras da Petrobrás

1. A extração do petróleo do pré-sal exigirá investimentos pesados, e as estatais de petróleo com atuação internacional responderam por 50% dos negócios de mais de US$ 1 bilhão no ano passado.
2. Estatais chinesas investiram US$ 16 bilhões, as coreanas US$ 5,25 bilhões e as grandes europeias, US$ 5,6 bilhões em 2009.
3. Mais do que lucro, a prioridade das estatais é garantir reservas. O petróleo do pré-sal tem exatamente esse perfil de investimento. Já as grandes empresas estatais europeias preferem ativos não convencionais, como gás betuminoso e areias de petróleo.
4. Estatais têm vantagem diplomática sobre as empresas privadas. O governo brasileiro, ao lidar com uma estatal estrangeira, está se relacionando também com o governo daquele país.

(Fonte: MSN - Estadão, 2010-09-05).

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Nova descoberta no Bloco 31 de Angola

A petrolífera britânica BP anunciou hoje a descoberta de um poço de petróleo no bloco 31 do "off-shore" angolano, baptizado "Cordélia-1", onde tem como principais parceiros a concessionária estatal angolana Sonangol e a norte-americana Esso. O novo poço situa-se 3,5 quilómetros a sudeste do "Miranda", também operado pela BP, e tem uma capacidade de produção diária de perto de 2.063 barris de petróleo, de acordo com informação divulgada pela empresa, segunda maior petrolífera do mundo. Esta descoberta, a uma profundidade superior a 2.300 metros, é a 14¦ no Bloco 31. Este bloco é operado pela BP, que tem uma participação de 26,67 por cento, e tem a Sonangol, detentora de 20 por cento, como concessionária. A norte-americana Esso tem uma participação de 25 por cento, a Statoil Angola 13,33 por cento, a Marathon International Petroleum 10 por cento e a Tepa Limited os restantes cinco por cento.(Notícias Lusófonas)

segunda-feira, 30 de abril de 2007

13a descoberta de petróleo no Bloco 31 de Angola

Sonangol and BP Exploration (Angola) Limited report that the Miranda oil discovery in ultra-deepwater Block 31, offshore Angola is the thirteenth discovery that BP has drilled in Block 31. The well is located 11 kilometers south of the recently announced Titania discovery.
Miranda was drilled by the Jack Ryan drillship, in a water depth of 2,436 meters, some 375 kilometers northwest of Luanda and reached a total depth of 5,116 meters TVD below sea level.
The well was tested at a flow rate of 3,822 barrels of oil per day (b/d) through a 48/64ths inch choke.
Sonangol is the concessionaire of Block 31. BP Exploration (Angola) Limited as operator holds 26.67 percent. The other interest owners in Block 31 are Esso Exploration and Production Angola (Block 31) Limited (25 percent), Sonangol E.P. (20 percent), Statoil Angola A.S. (13.33 percent), Marathon International Petroleum Angola Block 31 Limited (10 percent) and TEPA (BLOCK 31) LIMITED, (a subsidiary of the Total Group) with 5 percent.
BP's involvement with Angola goes back to the mid 1970s. During the 1990s, BP made very substantial investments in Angola's offshore oil and it is now an important part of the company's upstream portfolio. BP has interests in four blocks with operated interests in two.
Operatorship of Block 31 was awarded to BP Exploration (Angola) Limited in May 1999. The block covers an area of 5,349 square kilometers and lies in water depths of between 1,500 and 2,500 meters.
BP also has operated interests (BP 50.00 percent equity) in Block 18 where the Greater Plutonio Project is currently being developed and is due to come on stream in 2007.
BP has non-operated interests in Block 15, operated by Esso Exploration Angola (Block 15) Limited (BP 26.67 percent equity) and in Block 17 operated by Total (BP 16.67 percent equity).
BP also has a 13.6% interest in the Angola LNG project. (Rigzone)

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

BP anuncia sua 12a descoberta no Bloco 31 de Angola

BP said today that a 12th discovery has been made on its deep-water Block 31 off Angola. BP said the well, named Terra, was drilled by the drillship Jack Ryan to a total depth of 6118 metres in a water depth of 2328 metres. Terra lies about 411 kilometres north-west of the Angolan capital Luanda and about 30 kilometres north-west of the Titania find, which was discovered in October this year. BP said that well results have confirmed that the reservoir will have a flow capacity of 5000 barrels per day of oil. The Block 31 stakeholders are operator BP (26.67%), ExxonMobil (25%), Sonangol (20%), Statoil (13.33%), Marathon (10%), and Tepa (5%). (Upstreamonline)