segunda-feira, 30 de março de 2009

Governo moçambicano aprova Política e Estratégia Nacional de Biocombustíveis


O Governo moçambicano aprovou terça-feira a Política e Estratégia Nacional de Biocombustíveis, o mais importante instrumento para o lançamento da produção em grande escala desta actividade no país.

A estratégia aprovada em Conselho de Ministros “estabelece um quadro regulamentar para a produção de biocombustíveis pelos sectores público e privado, assente nos princípios da transparência, protecção ambiental e social”, disse o porta-voz do Governo moçambicano, Luís Covane.

O executivo moçambicano decidiu também criar o Conselho Nacional de Biocombustíveis, entidade que irá coordenar, supervisionar e avaliar as política e estratégia, que destacam a produção do etanol e biodisel, afirmou.

Este documento estabelece que a produção de biocombustíveis será feita em três etapas: a primeira fase piloto, já a decorrer, estender-se-á até ao ano 2015, seguindo-se o período operacional, que irá até 2020 e, posteriormente, a da expansão da cultura.“Este instrumento centra-se na promoção do etanol e do biodiesel produzidos a partir de matérias-primas agrícolas adequadas aos ambientes agro-climáticos variados no país”, disse Luís Covane, que é igualmente vice-ministro da Educação e Cultura de Moçambique.

O documento define as linhas gerais da política de biocombustíveis no país, nomeadamente a sua compatibilização com a produção de alimentos, bem como um mapa das terras aptas para o cultivo das culturas escolhidas (jatrofa, cana-de-açúcar, sorgo doce e girassol).“Para a produção de etanol, elegemos como culturas essenciais, a cana-de-açúcar e a mapira doce” (sorgo), enquanto “para biodiesel é a jatrofa e o coco”, acrescentou Luís Covane. (Fonte: Macauhub, 2009-03-25).

Governo angolano vai isentar de impostos empresas que explorem gás natural


O governo de Angola vai isentar de impostos as empresas que explorem gás natural e vai pressionar as empresas petrolíferas a contratarem mais trabalhadores angolanos, noticiou quarta-feira o Jornal de Angola.


Na terça-feira, o parlamento angolano aprovou uma autorização legislativa para que o governo aprove a isenção de impostos para as empresas que explorem gás natural, decisão que visa estimular o investimento no país que não dispõe de mercado doméstico para o gás.


No âmbito destas medidas, a Sonangás, subsidiária da estatal Sonangol, vai atribuir direitos de exploração durante 10 anos à ENI Angola Exploration BV, Gas Natural West Africa SL, Galp Exploração Petrolifera e Exem Energy BV.


O parlamento aprovou igualmente novas medidas destinadas a aumentar o número de trabalhadores angolanos no sector petrolífero, aprofundando a política de "angolanização" governamental.


As novas medidas obrigam as empresas petrolíferas a contribuirem para um fundo especial que será utilizado na formação e desenvolvimento de quadros angolanos não tendo o estatal Jornal de Angola anunciado qual o valor da contribuição (Fonte: Macauhub, 2009-03-26).

Geocapital negocia centro de investigação de biocombustíveis em Cabo Verde


A Geocapital está a negociar com o Governo de Cabo Verde a instalação no país de um centro de investigação, pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis, disse quinta-feira em Hong Kong Jorge Ferro Ribeiro, accionista da holding com sede em Macau.

Com interesses no sector financeiro de Cabo Verde e projectos de desenvolvimento de produção de biocombustíveis na Guiné-Bissau e Moçambique, a Geocapital quer aproveitar a experiência cabo-verdiana na produção de jatrofa, a espécie vegetal que vai utilizar em África para produzir combustíveis verdes.

Ferro Ribeiro disse ainda à agência noticiosa portuguesa Lusa que o centro de investigação tem “como ponto de referência histórica um dado que não é muito divulgado, mas que é de grande interesse”, que é o facto de Cabo Verde ter sido no início do século passado um grande produtor e exportador de jatrofa para França e Portugal.“Já nessa altura o óleo de jatrofa era utilizado como energia alternativa e fazia a iluminação pública de importantes zonas urbanas em Portugal”, disse.

O Ferro Ribeiro salientou também que actualmente existem ainda produções de jatrofa em Cabo Verde, o que “reforça a razão” da parceria que será complementar a um acordo de cooperação que a Geocapital assinou em Lisboa com o Instituto de Investigação Científica Tropical também para a investigação relacionada com a produção de biocombustíveis.

Ainda na área dos biocombustíveis com recurso ao aproveitamento da jatrofa, Jorge Ferro Ribeiro, parceiro do magnata Stanley Ho na Geocapital, salientou que a plantação desta espécie vegetal na Guiné-Bissau e em Moçambique deverá ser iniciada no final de 2009 ou início de 2010, acção que permitirá iniciar a produção de biocombustível “em dois ou três anos”. (Fonte: Macauhub, 2009-03-27).

Vale inicia exploração do carvão de Moatize em Moçambique


A brasileira Vale inicia hoje um investimento de 1300 milhões de dólares em Moçambique com o lançamento da primeira pedra do projecto de exploração do carvão de Moatize.

O evento representa o culminar de um processo que teve o seu início com a assinatura, em 2004, do acordo de prospecção e pesquisa entre o Ministério dos Recursos Minerais e a Companhia Vale Moçambique, a que se seguiu mais tarde a assinatura de um contrato mineiro, bem como a emissão do título mineiro relativo ao projecto do carvão de Moatize, em Novembro de 2006.

A exploração de carvão deverá ter início em 2011, com um produção inicial de 11 milhões de toneladas, sendo 8,5 milhões de toneladas de carvão metalúrgico e 2,5 milhões de toneladas de carvão térmico. A cerimónia de lançamento da primeira pedra contará com a presença do Presidente da República, Armando Guebuza, e outros membros do governo, altos dirigentes da empresa brasileira Vale e representantes do corpo diplomático (Fonte: Macauhub, 2009-03-28).

Futuro da Galp Energia passa por Angola diz empresário português Américo Amorim


O empresário português Américo Amorim considera que o futuro Galp Energia deve passar pela parceria entre os accionistas portugueses e a empresa angolana Sonangol, caso a italiana ENI decida sair.

O homem mais rico de Portugal, em entrevista, na sexta-feira, à agência Reuters, disse que o responsável máximo da ENI, Paolo Scaroni, já lhe disse, “várias vezes, que, não tendo a possibilidade de controlar a Galp, prefere sair”.

Américo Amorim, que já mostrara a disponibilidade em adquirir a posição de um terço do que a ENI tem na Galp, lembrou que o acordo entre a Amorim Energia, o Estado português e a empresa italiana é válido até 2014, mas frisou: “é óbvio que pode-nos convir alterá-lo e antecipá-lo”.

Embora não tenha feito referência directa à possível compra da posição da ENI, afirmou que “tudo é negociável “ e que “até 2014 são muitos anos para que nada aconteça”, lembrando que na Galp o” estado natural de desenvolvimento está feito”. O responsável máximo da ENI afirmou, no final de Outubro, que a empresa italiana está receptiva a ofertas em relação à posição que tem na Galp. “A Galp tem uma referência portuguesa, há uma relação fantástica com a Sonangol e Angola, e o Estado português também está no negócio. Acho que estamos no caminho que devemos prosseguir”, referiu o empresário. “Sempre disse que não estou disponível para abandonar o projecto Galp. Primeiro, tenho o Estado português e aquilo que subscrevi com ele. Segundo, sou português. Terceiro, tenho uma empresa responsável que é a Sonangol”, afirmou. Quanto ao possível aumento de capital da empresa para financiar a expansão, Amorim disse: “tenho uma abertura total, vivo tranquilo. Desde que estou na Galp nunca tive qualquer impedimento em relação a nenhuma solução e não quero manifestar, de uma forma ou de outra, a minha opinião”, concluiu (Fonte: Jornal de Angola, 2009-03).

Lula sugere fundo de petróleo no modelo norueguês


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que está interessado na eventual criação de um "Fundo de Petróleo" tal como o existente na Noruega. As declarações do presidente foram dadas segundos antes do início da reunião que ele manteve com o primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, no balneário chileno de Viña del Mar.


Lula e Stoltenberg participaram da Cúpula de Líderes Progressistas, que reuniu chefes de governo e intelectuais de centro-esquerda de todo o mundo no Chile. Ali, os líderes e pensadores fizeram um apelo para uma maior participação do Estado na economia, como forma de enfrentar as borrascas financeiras internacionais atuais.


"Agora que encontramos muito petróleo no Brasil estamos interessados em conhecer o Fundo de Petróleo que existe na Noruega, para que a gente possa criar algo que tenha similaridade", disse Lula. "Esse (tipo de) fundo é importante para que utilizemos as riquezas do petróleo para ajudar nossa gente...e não apenas para queimar combustível", afirmou o presidente, que, na sequência, recordou que seus vínculos com a Noruega vêm de longa data, desde os tempos em que era um líder sindical no ABC.


O modelo norueguês criado em 1990 pelo Storting (o parlamento em Oslo) para proteger o país de futuros déficits orçamentários consiste em um fundo estatal proveniente dos lucros obtidos pela empresa estatal Statoil (que em 2000 passou por um processo de privatização de 30% de sua composição). O Fundo, investido no exterior, é o resultado do fluxo de tesouraria líquido do governo norueguês proveniente das atividades petrolíferas e dos juros obtidos com esse capital.


Antes do encontro com o premiê escandinavo, Lula reuniu-se com a presidente chilena Michelle Bachelet, anfitriã do encontro progressista de Viña del Mar.


Oito chefes de governo participaram da reunião, entre eles o presidente Lula, o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, o primeiro-ministro da Espanha José Luis Zapatero, além do vice-presidente dos Estados Unidos, Joseph Biden.


A cúpula reuniu líderes políticos e intelectuais das mais diversas partes do mundo para discutir uma ofensiva "progressista" ou de "centro-esquerda" para combater a atual crise mundial por intermédio de uma maior presença do Estado na economia. A cúpula progressista foi organizada pelo think tank britânico Policy Network, o chileno Instituto Igualdad e o governo da presidente Bachelet (Fonte: Estadao, 2009-03-28).

Gentileza no fundo do barril


Ele já chamou o Ceará de Pernambuco em pleno discurso no Porto do Pecém, no ano passado. E também não é raro tirar jornalistas de tempo com seu jeitão firme, aparentemente pouco afeito às gentilezas gratuitas. Estou falando de Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras. É um grande líder, isso é fato. Afinal de contas, está à frente de uma das empresas mais poderosas do Brasil.


Na semana, durante entrevista coletiva após participar de audiência pública no Senado, Gabrielli soltou um grosseiro “Porque não subiu. O que não sobe, não baixa”, referindo-se ao preço dos combustíveis no País, que não tem acompanhado a queda do preço do barril do petróleo no mercado internacional.


O fato é que quem abastece pagando um valor altíssimo pelo combustível, como acontece no Brasil, não se contenta apenas com a explicação fria de Gabrielli. A grande curiosidade de muita gente está em entender como os preços dos combustíveis podem se manter no mesmo patamar de quando o barril do petróleo estava cotado a US$ 147, há cerca de um ano atrás. Esse preço caiu e há alguns meses vem sendo cotado na casa dos US$ 50. Na cabeça do consumidor, existe a ideia de que se baixou por lá, o natural seria baixar por aqui também. Mas tudo depende de conjunturas e especulações que vão além da nossa compreensão.


Alguns analistas defendem que já é possível falar em uma certa estabilidade no preço da commodity. No entanto, ao que tudo indica, a Petrobras desenha sua própria lógica e tem agido com cautela.


É que o preço do petróleo no Brasil é definido como uma margem de composição da Petrobras levando em conta os custos de produção, o que ajuda evitar prejuízos em caso de oscilações mais fortes e inesperadas no preço internacional. Em outras palavras, a variação do preço dos combustíveis não acompanha na mesma proporção as variações do preço do barril no mercado internacional.


Mas com todo respeito, “o que não sobe, não baixa” é uma resposta que deixa qualquer gentileza no fundo do barril. (Fonte: O Povo, 2009-03-28).

Sonangol atenta a Cuba


A petrolífera angolan, juntamente com outras de origem chinesa e russa, é candidata a exploraçao de blocos de petróleo no Mar do Carbe pertencente a Cuba. O assunto, segundo o Semanário "Novo Jornal", vem sendo falado há muito e o ano passado o presidente da Sonangol este em Havana.


Segundo ainda àquele Semanáro angolano, o assunto foi discutido durante a visita de Raúl Castro, actual Presidente Cubano Angola.


Citando à Reuters, o Novo Jornal revela que o ministro daIndustria cubana, Manuel Marrero afirmou que na capital cubana a existência de empresas chinesas e angolanas a negociar participações em blocos petrolíferos do país. Mas avançados estão investidores russos, que nos próximos dias podem assinar um acordo de exploração de 15 bcos sitados na parte cubana do Golfo do México.


Recorde-se que esta investida russa em Cuba indica reaproximação efectiva entre os dois países. Logo a seguir à queda do Muro de Berlim e consequentemente o desmoronar dos países comunistas, Rússia e Cuba foram-se afastando a nível político, diplomático e económico. Mas Vladimir Putin e agora Medvedev (actual Presidente da Rússia) retornaram a cooperação, sendo a área petrolífera uma das mais apetecíveis.


A propósito, o Manuel Marrero disse também que, apesar do interesse efectivo da parte chinesa e angolana, estas intenções são menos expansionistas do que as do Leste Europeu. Cuba dividiu a sua parte do Golfo do México em 59 blocos, sendo que 21 estão já entregues a sete Companhias petrolíferas.


O país caribenho produz 60 mil barris de petróleo por dia. Até agora, e segundo a Reuters, apenas um poço está a ser explorado com algum sucesso, através dos espanhóis da Rapsol. Estes já avisaram estar dispostos a avançar para a segunda concessão, ao mesmo tempo que a brasieira petrobras também demonstrou interesse nas águas profundas de Cuba (Fonte: Angonoticias, 2009-03-24).


APPA tem novo secretário executivo


O beninense Gabriel Lokosso é desde sábado o novo secretário executivo da Associação dos Países Africanos Produtores de Petróleo (APPA), conforme decisão saída da XXVI sessão ordinária do Conselho de Ministros da Associação reunida em Brazzaville, República do Congo.

Gabriel Lokosso substitui assim o camaronês David Ekoume que exercia o cargo, há um ano, interinamente.

O Conselho de Ministros decidiu também aprovar a candidatura do nigeriano Oyewole Babafemi para o cargo de director executivo do Fundo APPA, substituindo desse modo o argelino Mohamed Souidi.

Outra novidade da XXVI sessão ordinária do Conselho de Ministros da APPA é a adesão da Mauritânia e do Sudão como décimo quinto e décimo sexto membros da Associação Africana dos Países Produtores de Petróleo.

A sessão ordinária aprovou também o seu plano de acção para o biénio 2009/2010 elaborado com base no VII Programa de Acção 2008/2011.

Consta no plano de acção 2009/2010, a organização da Conferência de Directores dos Institutos de Formação em Petróleos, preparação do IX Fórum das Companhias Nacionais dos Países Membros da APPA, realização de estudos dos contratos petrolíferos, comércio interafricano de petróleo e produtos petrolíferos e harmonização das bacias sedimentares.

O Plano de Acção prevê igualmente a realização de um seminário sobre Poluição Marítima de Hidrocarbonetos, alimentação do banco de dados e transferência do servidor principal para a África do Sul, organização da IV edição do Congresso Africano de Petróleos e Exibição, seminário sobre maximização das receitas petrolíferas e o lançamento do concurso para obtenção de estudos sobre o comércio internacional de produtos petrolíferos.

No âmbito desse Plano terá lugar em Luanda nos próximos dias 13 e 14 de Abril, um seminário sobre contratos petrolíferos, no qual participarão todos os países membros da APPA.

O ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, chefiou a delegação angolana a XXVI sessão ordinária do Conselho de Ministros da APPA que elegeu a República Democrátida do Congo para interinamente assumir a presidência da associação, por um ano, e a Côte d'Ivoire para vice-presidência.

A próxima sessão ordinária do Conselho de Ministros da APPA terá lugar em Março de 2010, na República Democrática do Congo (Fonte: Agência Angola Press, 2009-03-29).

segunda-feira, 23 de março de 2009

Rosinha é eleita presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo


A prefeita de Campos, Rosinha Garotinho (PMDB), foi eleita agora há pouco, por unanimidade, presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo e Gás (Ompetro), para um mandato de dois anos. Ela vai suceder o prefeito de Quissamã, Armando Carneiro, que assumiu o cargo de tesoureiro; Marquinho Mendes, de Cabo Frio, é o novo secretário da entidade, que representa os 11 municípios fluminenses produtores de petróleo.


A nova presidente da Ompetro disse que a entidade vai promover a união dos municípios para que não ocorram decisões isoladas e que todos os prefeitos vão lutar para evitar a redistribuição dos royalties do petróleo, defendida por políticos de outros estados: "Os royalties do petróleo não são impostos, mas indenização pelos impactos que os municípios produtores sofrem com a exploração petrolífera. Fala-se muito dos royalties do petróleo, mas fala-se pouco dos royalties que os municípios deveriam receber pela exploração mineral, da energia nuclear, da água e de outros bens" disse Rosinha, acrescentando que os municípios fluminenses já levaram para o senador José Sarney e para o deputado Michel Temer a defesa pela manutenção do atual sistema de distribuição dos royalties.

Rosinha disse também que no dia 16 de abril toda a direção da ANP estará em Campos para explicar como será o comportamento da estatal com o início da era do pré-sal. "Os municípios precisam se planejar com vista à nova realidade do pré-sal. Vamos cobrar informações e tirar nossas dúvidas neste seminário com a alta direção da ANP que, pela primeira vez, virá em bloco para o encontro com os representantes dos municípios produtores de petróleo".


O prefeito de Cabo Frio, Marquinho Mendes, disse que pela primeira vez a Região dos Lagos estará representada na direção da Ompetro. Para ele, a escolha de uma ex-governadora para presidir a entidade dará maior visibilidade à Ompetro. Ele disse que os prefeitos vão convocar a bancada federal fluminense para evitar a redistribuição dos royalties do petróleo: "É preciso compreender que o royaltie é uma compensação que não beneficia apenas os municípios produtores, mas as cidades limítrofes e o estado de um modo geral. Todos serão prejudicados com a redistribuição. A luta pelos royalties é suprapartidária, é uma luta de todos os fluminenses" defendeu Mendes (Fonte: O Globo, 2009-03-19).

Petrobras pode perfurar em Cuba em um ano


A Petrobras pode começar a perfurar poços de petróleo no litoral de Cuba dentro de cerca de um ano, afirmou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que está participando do 4º seminário internacional da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), realizado em Viena.


O Brasil ainda está em negociações finais com Cuba, que precisam ser concluídas antes que a perfuração realmente possa começar, segundo o ministro.


A Petrobras e a estatal Cuba Petróleo (Cupet) assinaram em outubro do ano passado um acordo de exploração e produção de 32 anos que prevê sete anos de exploração no bloco 37, na costa cubana. O diretor internacional da Petrobras, Jorge Zelada, disse em janeiro que a companhia está em processo de contratação de estudos sísmicos para Cuba. As informações são da Dow Jones (Fonte: Estadão, 2009-03-19).

Odebrecht produz etanol em Angola


A Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom), joint venture angolano-brasileira que envolve a Odebrecht, o grupo privado angolano Damer e a estatal Sonangol, vai investir US$ 258 milhões na construção de uma usina de açúcar, etanol e bioelectricidade em Angola.

Localizada no município de Cacuso, província de Malanje, a planta terá capacidade de produção de 30 milhões de litros de etanol, 250 mil t de açúcar e 160 MWh/ano de bioeletricidade. Inicialmente, a produção servirá para abastecer apenas o mercado interno.

O projeto visa reduzir as importações de açúcar e o consumo de combustíveis fósseis em Angola e está previsto para começar a operar em 2012. A Odebrecht participará com a transferência de experiência nos setor sucroalcooleiro e com a execução e gestão do projeto.

A empresa brasileira terá 40% de participação na Biocom. A Damer possui outros 40 % e a estatal Sonangol, 20% (Fonte: Brasil Hoje, 2009-03-18).

Areva mostra otimismo com setor elétrico e petróleo e gás


A combinação entre expansão do setor elétrico e alta dos investimentos em óleo e gás é a aposta da divisão Transmissão & Distribuição da multinacional francesa Areva como a solução para crescer, no mínimo, 10% em 2009. Contudo, a meta é manter o índice médio de 20% obtido nos últimos anos. Todo esse otimismo mesmo com a crise mundial tem uma justificativa: a de que no Brasil os projetos de infraestrutura serão mantidos por ser uma necessidade do País, cujos investimentos estão incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Plano de Negócios da Petrobras para os próximos cinco anos que prevê aportes de US$ 92 bilhões em Exploração & Produção, área em que a Areva tem como objetivo fornecer equipamentos à estatal.


Esses alvos são apontados pelo novo diretor comercial da empresa, Marcelo Machado, que assumiu o posto no início do ano e é responsável pelos contratos da empresa nos países do Mercosul (Argentina, Uruguai, Paraguai) e no Chile, além do Brasil. Somente nessa região, que é atendida pela unidade brasileira, a Areva T&D faturou quase R$ 1 bilhão em 2008, valor que representa cerca de 5% do resultado mundial da divisão, que chegou a mais de US$ 7,8 bi no ano passado. Segundo o executivo, esse resultado é expressivo para a Areva pois dentre as cinco divisões da empresa, a T&D é a que apresenta maior faturamento, com mais de 25% do obtido globalmente em 2008. Do total conquistado pela operação brasileira, cerca de 40% a 45% teve como origem o fornecimento de equipamentos para o setor industrial. Sem revelar números, Machado diz que a meta é aumentar a participação da indústria nos resultados da subsidiária."Uma parte dos investimentos da Areva em 2008 foram direcionados para ampliar a capacidade de produção visando atender a demanda das petrolíferas", explicou Machado. Com isso a empresa espera conquistar crescimento no ano, uma vez que a regra prevê um índice de nacionalização de 65% para as plataformas que irão explorar o pré-sal. Dentre as ações o destaque ficou com a aquisição da Waltec de Blumenau (SC), ocorrida em outubro de 2008."A aquisição da empresa, que será renomeada para Areva-Waltec, aumenta nossa presença no mercado de óleo e gás, e reforça nossa presença para fornecimento às plataformas", explicou Machado. "Ampliamos nosso portfólio de produtos para atender as indústrias do setor secundário, mas nosso foco é atender o primário", afirmou ele.



Setor Elétrico


De acordo com o diretor da Areva, a empresa também está investindo para ampliar em 20% a capacidade instalada na fábrica de Canoas (RS), que produz transformadores e reatores de alta tensão. Neste caso, ele destaca a transferência de tecnologia do centro de pesquisa da empresa na Inglaterra para a unidade no sul do País com a meta de atender a sistemas de corrente contínua, a tecnologia utilizada no Linhão do Madeira.


Aliás, a Areva está de olho nas expansões do Sistema Interligado Nacional, que segundo previsões do Ministério de Minas e Energia, deverá, até 2012, conectar todo o País.


Dentro dessa programação está agendado para este ano o leilão de 10 linhas de transmissão que somam quase 2,3 mil quilômetros de extensão com investimentos de cerca de R$ 1,8 bi, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) que prevê até 2013 aportes de R$ 3 bilhões.


A empresa tem como seu core business o fornecimento de equipamentos e sistemas para subestações. Dentre os principais clientes, estão geradoras federais como Furnas, de transmissão e de distribuição, além do Operador Nacional do Sistema (ONS). Por essa razão, Machado acredita que focar nos setores de infraestrutura, afastará a Areva T&D dos efeitos da crise. "Nossa avaliação é de que mesmo com a crise, o Brasil e América do Sul, serão menos afetados em função das necessidades estruturais", disse Machado. Como consequência, esse fator leva os setores nos quais a empresa está focada a apresentar crescimento acima do registrado na economia da região (Fonte: DCI, 2009-03-16).

Descoberta no pré-sal pode igualar Tupi com 8 bi de barris de óleo


O poço Azulão-1 pode elevar em mais oito bilhões de barris de petróleo as reservas encontradas no pré-sal. Essa é a estimativa de volume que pode ser recuperado nessa unidade de produção que foi descoberta em janeiro deste ano pela americana ExxonMobil, que detém 40% de participação na sociedade responsável pela exploração. A Hess Corporation tem outros 40% e a Petrobras os 20% restantes. O poço está localizado no Bloco BM-S-22 na Bacia de Santos, próximo a Tupi, que possui volume de oito bilhões de barris e de Júpiter, que possui cerca de um bilhão.


Se confirmado esse volume, a região vai precisar de US$ 500 bilhões em investimentos nas próximas décadas para a construção de oleodutos, plataformas de produção, usinas de processamento de gás e outras obras de infraestrutura, estima Rex Tillerson, da ExxonMobil.


Segundo disse Luiz Lemos, um dos sócios do escritório de advocacia brasileiro TozziniFreire Advogados, que representa empresas de combustíveis estrangeiras com projetos no país, a magnitude da descoberta vai intensificar o interesse de produtoras norte-americanas, europeias e chinesas pela região ao largo da costa do Brasil, em meio à oferta decrescente de bacias inexploradas de petróleo fora do Golfo Pérsico e da Rússia. Dentre os clientes de seu escritório estão as norte-americanas ExxonMobil, Devon Energy e a norueguesa Statoil.


A Petrobras manteve sua política de não comentar os volumes de petróleo que ainda não estão confirmados e preferiu não se manifestar sobre o assunto. A posição da ExxonMobil é semelhante. Segundo Patrick McGinn, porta-voz da empresa em Houston (EUA), ainda não há idéia do tamanho da reserva encontrada, para ele, qualquer especulação é prematura enquanto não estiver feito todo o trabalho de avaliação.



Descoberta


Na sexta-feira, a Petrobras comunicou uma nova descoberta de gás na Bacia de Santos à Agência Nacional do Petróleo (ANP). De acordo com a empresa, as acumulações de gás estão localizadas no bloco BM-S-53, localizado próximo ao campo de Mexilhão, que começa a operar no ano que vem. Porém, a estatal não informou se a descoberta foi abaixo da camada de sal, mas os dados informados à ANP indicam profundidade de 4.574 metros. O poço onde encontrou o gás foi perfurado pela sonda Pride México, da Pride. O bloco está sob concessão total da Petrobras, sem a participação de nenhum sócio. Ele foi adquirido em 2002 (Fonte: DCI, 2009-03-16).

Projectos energéticos moçambicanos custam nove mil milhões de dólares


O investimento público e privado no domínio dos nega-projectos no sector energético vai consumir entre 8 mil milhões a 9 mil milhões de dólares nos próximos cinco anos em Moçambique, afirmou na Beira o ministro da Energia, Salvador Namburete.


De acordo com o jornal Notícias, de Maputo, Namburete disse que de entre os projectos em curso na sua área destacam-se os hidro e termoeléctricos, nomeadamente Mpanda Nkwa e as centrais a carvão de Moatize e de gás natural na Moamba, para além da transmissão de energia na linha Tete/Maputo.


No armazenamento de combustíveis a nível nacional, os portos de Maputo, Beira e Nacala vão beneficiar de recuperação das respectivas infra-estruturas, podendo assim Moçambique vir a ter uma capacidade total de armazenamento de produtos petrolíferos de aproximadamente 500 mil metros cúbicos.


No que se refere ao transporte de combustível, o titular da pasta de Energia apontou a construção do oleoduto na linha Maputo/Witbank com uma extensão de 450 quilómetros para o interior da África do Sul, com vista a melhorar a operacionalidade desta acção a níveis nacional e regional.


Na semana passada arrancou na Beira o projecto de construção de sete tanques de combustível com capacidade de armazenar 11 mil metros cúbicos cada.


Na área de transporte de energia está em curso a interligação Moçambique/Malawi, entre as estações de Matambo e Bombeya, devendo prolongar-se para Nacala com vista a cobrir a zona norte do nosso território.


Ainda na transmissão de corrente eléctrica, está em curso a ligação Tete/Maputo que inclui a construção de subestações em Chibata, Vilankulo, Chibuto e Marracuene (Fonte: Macauhub, 2009-03-17).

Petrobras devolve blocos à ANP


A Petrobras devolveu à ANP 18 blocos exploratórios ao longo do último ano nas bacias Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas, Foz do Amazonas, Campos e Santos. As devoluções totais dos direitos das áreas atingiram 11 blocos em terra e sete blocos offshore.


Na Bacia Potiguar, área onde a Petrobras mais devolveu blocos, voltaram ao portfólio da ANP os blocos BT-POT-35, BT-POT-45, BT-POT-50, BT-POT-62, BT-POT-39A e BT-POT-42. Ainda em terra, foram devolvidas as concessões das áreas BT-REC-19, BT-REC-29 e BT-REC-4, na Bacia do Recôncavo, e BT-SEAL-4 e BT-SEAL-12, na Bacia de Sergipe-Alagoas.


A estatal mais uma vez se desfez de áreas na Bacia do Foz do Amazonas, com a devolução dos blocos BM-FZA-4 e BM-FZA-5. Também voltaram para a agência parte dos direitos sobre os blocos BM-C-28 e BM-C-26, na Bacia de Campos, e BM-S-41, BM-S-42 e BM-S-36, todas na Bacia de Santos.


Foram devolvidos ainda para o órgão regulador os contratos dos campos de Lagoa Verde, Paramirim do Vencimento e Fazenda Sori, ambos na Bahia, e Rio Ibiribas e Rio Doce, no Espírito Santo (Fonte: Energia Brasil, 2009-03-09).

sábado, 14 de março de 2009

Petrobras começa a produzir petróleo na Nigéria


O campo de petróleo de Akpo, localizado em águas profundas da Nigéria e explorado pela Petrobras, começou a produzir hoje (9), segundo informações da estatal. A Petrobras detém 16% de participação, em parceria com a francesa Total (operadora do bloco), as nigerianas NNPC (Nigerian National Petroleum Corporation) e Sapetro (South Atlantic Petroleum), além da chinesa CNOOC.

O início da produção de Akpo estava previsto para abril, mas a operadora conseguiu antecipar o cronograma em um mês. Descoberto em 2000, o campo está localizado a 200 quilômetros da costa nigeriana, em profundidade varia entre 1.200 e 1.400 metros. As reservas estimadas são da ordem de 620 milhões de barris de óleo condensado, o que significa um petróleo leve e de maior valor comercial.

Em nota, a estatal brasileira divulgou que a estimativa é de que Akpo tenha um pico de produção 175 mil barris por dia, o que deve ser alcançado no terceiro trimestre deste ano.

A Petrobras iniciou suas atividades na Nigéria em 1998, em águas profundas do delta do Rio Níger. Além da atuação no campo de Akpo, a companhia tem participação em águas profundas no campo de Agbami (Fonte: Correio 24 Horas - Globo / Agência Brasil, 2009-03-09).

Petrobras notifica ANP sobre nova descoberta de petróleo na costa brasileira

A Petrobras ( PETR3 , PETR4 ) informou à ANP (Agência Nacional do Petróleo) uma nova descoberta de indícios de hidrocarbonetos.
De acordo com o site da agência, foram encontrados em terra vestígios de petróleo no bloco REC-T-265, situado na bacia de Recôncavo, localizada na região Nordeste.
No dia 27 de fevereiro, a empresa notificou uma descoberta de indícios de hidrocarbonetos na costa brasileira (Fonte: Yahoo, 2009-03-10).

Venezuela vai definir participação em refinaria em Pernambuco


A participação da petrolífera estatal venezuelana PDVSA na refinaria Abreu e Lima, no Complexo Portuário de Suape (PE), deve ser definida esta semana. De acordo com o ministro de Minas e Energia Edison Lobão, o ministro do Petróleo e presidente da PDVSA, Rafael Ramirez, vem a Brasília na quinta-feira (12) para tratar do assunto. Tomaremos uma decisão conjunta na quinta-feira, garantiu nesta terça-feira (10) Lobão, no Palácio do Planalto.


A parceria vem sendo negociada desde 2005 e o principal impasse refere-se intenção da petrolífera venezuelana de comercializar no Brasil sua parte da produção da refinaria, com autonomia na política de preços. Também não está definido ainda o contrato de compra e venda do petróleo venezuelano e brasileiro que abastecerá a refinaria não houve acordo quanto ao preço que será cobrado pela PDVSA.


O tema vem sendo tratado em nível presidencial. Em seus encontros trimestrais de trabalho, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez vêm tentando impulsionar a parceria entre as petrolíferas dos dois países. Em setembro passado, Petrobrás e PDVSA chegaram a concluir o Acordo de Acionistas, mas a assinatura do documento e o fechamento do negócio ainda dependem da definição das questões comerciais.


Enquanto a sociedade não se concretiza, a Petrobras vem tocando sozinha o projeto de cerca de US$ 4,05 bilhões, com previsão de início das operações no segundo semestre de 2010. A partir de 2011, operando em carga plena, a Refinaria Abreu e Lima terá capacidade de processamento de 200 mil barris de petróleo pesado por dia 100 mil do campo de Carabobo 1, e outros 100 mil de Marlim Sul, na Bacia de Campos.


A produção cerca de 70% diesel - se destinará basicamente aos mercados do Norte e Nordeste: norte de Alagoas, Paraíba, interior de Pernambuco, norte da Bahia e, por navio, Ceará, Pará e Maranhão, podendo chegar ao Centro-Oeste por São Luís (MA) (Fonte: UOL / AE, 2009-03-10).

sexta-feira, 13 de março de 2009

Obama quer petróleo brasileiro, diz El País


O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou ontem que o Brasil tem interesse em ampliar as exportações de petróleo para os Estados Unidos e admitiu que o tema pode ser tratado na viagem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia esta semana àquele país.


Com a perspectiva de descobertas gigantes no pré-sal, o Brasil atraiu o interesse de grandes consumidores do combustível, como a China, que acena com financiamento à Petrobrás em troca de garantia de fornecimento de petróleo.


O tema vem provocando especulações na imprensa internacional. Ontem, o jornal espanhol El País publicou reportagem afirmando que já há conversas informais sobre um acordo comercial bilateral que aumente o fluxo de petróleo entre Brasil e EUA. Segundo o texto, o interesse pela compra de petróleo brasileiro já foi anunciado pela administração Barack Obama que, assim, reduziria sua dependência da Venezuela, de Hugo Chávez.


Petrobrás e Itamaraty dizem desconhecer tratativas sobre o tema, mas Lobão diz que há um interesse mútuo que poderia se transformar em acordo comercial. "O mundo inteiro quer comprar nosso petróleo. Há uma fila para comprar nosso petróleo", disse o ministro, explicando que o Brasil tem excesso de petróleo pesado e os países precisam fazer "um mix" dos óleos pesados e leves. Ele lembra que, com a exploração da camada do pré-sal, o Brasil também terá elevada produção de óleo leve."Eventualmente, pode ocorrer uma negociação na viagem (de Lula aos EUA), comentou Lobão. A agenda, porém, não prevê o fechamento de nenhum acordo durante o primeiro encontro entre Lula e Obama. No mês passado, a Petrobrás firmou um acordo de cooperação com empresas chinesas, segundo o qual garantiu um financiamento de US$ 10 bilhões em troca do fornecimento de petróleo. Os detalhes sobre volume ou preços de exportação do óleo brasileiro ainda não foram definidos.


Lobão disse que um eventual acordo com os Estados Unidos não deve provocar atritos com Hugo Chávez. "Ele é quem mais vende petróleo. Vende 2 milhões de barris por dia, mais do que consumimos no Brasil", afirmou. "O Chávez é amigo do Brasil", contemporizou, dizendo que os EUA não deixarão de comprar da Venezuela.


A Petrobrás exportou, em 2008, a média de 439 mil barris de petróleo por dia, e a tendência é que o número cresça à medida que novos campos entrem em operação. Segundo os planos da empresa, o pré-sal estará produzindo, em 2020, 1,8 milhão de barris, o equivalente a todo o consumo atual do País.


Para o consultor político Thiago de Aragão, da Arko Advice, porém, as possibilidades de um acordo com os EUA no curto prazo para venda de petróleo são remotas. Ele acredita que a agenda americana com o Brasil está hoje mais voltada para o etanol. O tema, no entanto, foi retirado da pauta do encontro presidencial, informou Lobão. "O Palácio achou melhor deixar o tema para outro momento", disse o ministro, sem dar mais detalhes. "O que não impede Lula de falar sobre o assunto", acrescentou.



NÚMEROS


US% 10 bi é quanto a Petrobrás vai obter em financiamento do governo chinës em troca defornecimento de petróleo


439 mil barris de petróleo por dia foi quanto o Brasil exportou no ano passado


2 milhões de barris de petróleo por dia é quanto a Venezuela exporta


1,8 milhão de barris de petróleo por dia será quanto o País vai produzir em 2020 no pré-sal, o equivalente a todo o consumo atual do País

(Fonte: Porto Gente / O Estado de S.Paulo, 2009-03-10).

Combustíveis tiveram queda no consumo em 2008 em Portugal


Em 2008, os portugueses gastaram menos combustível comparado com o ano de 2007. É o que demonstra os últimos dados dados da Direcção-geral de Energia e Geologia (DGEG), registrando uma queda de 2,6%, equivalente a menos 176 mil toneladas. A venda de gasolina registrou a maior queda de 6,4%. O decréscimo continuou a ser especialmente significativo na gasolina aditivada (-86%), que, praticamente, deixou de ser consumida. A gasolina sem chumbo de 98 octanas recuou 25,1%, enquanto que a de 95 octanas vendeu menos 3,2% e, segundo o DGEG, esta gasolina representa já 88% do mercado total de gasolinas. No que diz respeito ao diesel, as vendas baixaram 1,4% em 2008. Contas feitas, o gás foi o único combustível rodoviário que aumentou as vendas no ano passado com 16,1% de crescimento, conforme informou a Agência Financeira de Portugal (Fonte: Portugal Digital, 2009-03-10).

BC-10 e Frade operando em julho


A Shell e a Chevron iniciam em julho a produção nos campos Parque das Conchas (antigo BC-10) e Frade, respectivamente. A informação foi dada nesta terça-feira (10/03) pelo diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa. A empresa é sócia dos dois projetos.


Prevista anteriormente para entrar iniciar a produção em 2010, o projeto de Parque das Conchas demandará US$ 3,3 bilhões para a produção de 100 mil barris/dia. A Shell é operadora do bloco, com 50% de participação, tendo como sócios a Petrobras (35%) e ONGC (15%).


Com demanda de investimentos da ordem de US$ 2,5 bilhões, o campo de Frade terá 19 poços e deve produzir 100 mil barris/dia. A Chevron é operadora do campo com 51,74% do ativo, tendo como sócias a Petrobras e a Frade Japão (18,26%). O campo está localizado em lâmina d´água de 1.100 m, a 75 km da costa do Rio de Janeiro. Esta será a estréia da Chevron na produção offshore em águas brasileiras (Fonte: Energia Hoje, 2009-03-10).

Investidor recebe com frieza os resultados da Petrobras


Logo depois de anunciar um lucro anual recorde de R$ 33 bilhões, a Petrobras não teve um grande desempenho das suas ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). As ações preferenciais subiram apenas 0,11%, enquanto as ordinárias (com direito a voto) apresentaram valorização de 0,25%. No ano, as ações preferenciais têm alta de 12,47%, mas nos últimos 12 meses a perda chega a 32,48%. O Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, encerrou o dia com retração de 0,98%, aos 36.741 pontos.


Para George Sanders, estrategista de renda variável da Infinity Asset Management, alguns fatores fizeram com que as ações apresentassem este desempenho. "Primeiro, foram as bolsas lá fora, que estão em queda. Depois, tem a questão do petróleo, que está com um valor muito baixo. E, por fim, o balanço da companhia que veio dividido e os investidores não gostaram do alto preço na produção e de o resultado ter sido ajudado pelo movimento cambial", explica Sanders.


Luiz Otávio Broad Nunes, analista do setor petrolífero da Ágora Corretora, creditou o desempenho apagado das ações da companhia ao desempenho do Ibovespa. "A Bolsa caiu quase 1%, este foi o principal fator de a Petrobras não conseguir um bom dia no mercado", afirma o analista.


O volume financeiro da Bolsa foi de R$ 2,7 bilhões, com 221.870 contratos negociados no dia. As ações PN da Petrobras foram as mais negociadas no pregão desta segunda-feira, com volume financeiro de R$ 692 milhões. As ON ficaram com a terceira maior negociação, com montante de apenas R$ 165,7 milhões.


O plano de investimentos da Petrobras para o período de 2009 a 2013 será de US$ 174,4 bilhões, e este também é um dos pontos que preocupam alguns investidores, principalmente os de curto e médio prazo. "Na minha opinião, a Petrobras esta caminhando na contramão do mercado, realizando investimentos enquanto o mundo passa por um período de desaceleração e recessão", acredita Sanders.


Quanto ao audacioso plano de investimentos, Broad é mais confiante e afirma que esta não é a principal preocupação do investidor no momento. "Com este plano, fica claro que a companhia vai ter mais despesas, mas, pensando no longo prazo, a Petrobras poderá se beneficiar de um aumento de produção vindo dos investimentos realizados", diz ele.


Para fazer uma análise de o que o mercado pode querer com as ações da Petrobras, Sanders prefere esperar porque ainda faltam divulgações que podem mudar o destino de alguns investidores. "A cautela deve continuar até a companhia divulgar seus resultados no mercado externo, acho que isso deve ocorrer até dez dias após a divulgação do Brasil. Como lá fora a regra contábil é mais exigente, é mais correto esperar para ver o que vai acontecer", disse ele.


Neste mês a WinTrade, home broker da Alpes Corretora, colocou em sua carteira recomendada as ações preferenciais da estatal. "A petrolífera reagiu bem tanto às declarações de seu presidente - de que não pretende, por enquanto, ajustar para baixo os preços da gasolina - quanto ao comportamento do preço do petróleo, que pelo terceiro mês consecutivo conseguiu se sustentar acima dos US$ 45,00 o barril", explicou a corretora, em sua carteira recomendada, que segue a mesma recomendação do mês de fevereiro. Não só a estatal fez parte da continuidade, como as demais companhias brasileiras.



Mercado externo


Ontem a Petrobras começou a explorar o campo de petróleo de Akpo, localizado em águas profundas da Nigéria. A estatal detém 16% de participação, em parceria com a francesa Total (operadora do bloco), as nigerianas Nigerian National Petroleum Corporation (NNPC) e South Atlantic Petroleum (Sapetro), além de uma petrolífera chinesa. O início da produção estava previsto para abril, mas a operadora conseguiu antecipar o cronograma em um mês.


Outro ponto que pode ser positivo para os investidores brasileiros e estrangeiros, e será aguardado no mercado de hoje, foi a publicação em um jornal espanhol de que o presidente dos EUA, Barack Obama, tem interesse em mais petróleo brasileiro.


Possível acordo para aumentar fluxo de venda de petróleo brasileiro para os Estados Unidos impediram que as ações da Petrobras fechassem em queda ontem, mesmo com baixa da Bolsa de Valores (Fonte: DCI, 2009-03-10).

segunda-feira, 9 de março de 2009

Movimento quer criar comitês para discutir pré-sal


Criar comitês de defesa do petróleo e aproveitar as datas marcantes da vida nacional, como o 1º de Maio, foram duas das principais decisões da 2ª Plenária Nacional da Campanha "O Petróleo é Nosso", realizado ontem no Rio de Janeiro.


O movimento foi criado para defender o petróleo como um produto relacionado à soberania nacional. Os participantes da plenária também trataram dos trabalhos da comissão interministerial criada para discutir um novo marco regulatório para o petróleo na área do pré-sal.


Manuel Cancela, coordenador geral do Sindicato Nacional dos Petroleiros do Estado do Rio (Sindipetro), disse que é preciso dar prosseguimento ao movimento de modo a chamar a atenção para o problema e garantir a soberania nacional na exploração das novas jazidas de petróleo. Segundo ele, o movimento vai aproveitar as datas significativas do calendário nacional para promover mobilizações de conscientização do povo. "Tem um calendário de lutas: o 1º de Maio, o Dia Internacional da Mulher e o 1º de Abril, quando deverá haver ações em todo o Brasil relativas à crise financeira internacional, e que aproveitaremos para inserir também a questão do petróleo", disse (Fonte: Gazeta Mercantil / Investnews, 2009-03-03).

Biodiesel: produtores pedem a ministério a exigência imediata do b5


A União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio) está reivindicando à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e biocombustíveis (ANP) e ao Ministério de Minas e Energia que a adição obrigatória de biodiesel ao diesel derivado de petróleo passe de 3% (B3) para 4% (B4) ou, até mesmo, para 5% (B5), imediatamente. A intenção é que a mudança já houvesse ocorrido antes do leilão realizado pela agência reguladora na última sexta-feira.

O argumento dos produtores de biodiesel é que as usinas estão com capacidade instalada ociosa. Pelas contas da Ubrabio, a demanda atual é de 1,3 bilhão de litros por ano, para uma capacidade de 3 bilhões de litros por ano.

Uma prova desse fato seria o resultado do leilão. Foram comercializados 315 milhões de litros, embora os produtores tivessem disponíveis 800 milhões de litros.

Para cada 1% de biodiesel adicionado ao diesel mineral, a demanda do mercado aumenta em 450 milhões de litros por ano, segundo os produtores.

Considerando os atuais 1,3 bilhão de litros por ano, com a adição de 5%, seriam comercializados anualmente 2,1 bilhões de litros, de acordo com a Ubrabio.O diretor-executivo da associação, Sérgio Beltrão, lança mão ainda de outro argumento de peso em um período de crise. "A medida ajudaria as usinas a gerar emprego. Qualquer alteração incrementa a atividade." Segundo ele, as dificuldades em adquirir insumo ou de logística de entrega às distribuidoras já foram solucionadas e não seriam empecilho. Beltrão defendeu que uma parcela da soja exportada in natura seja destinada à produção de biodiesel, pois,em sua opinião, somaria valor ao grão. As informações partem da Agência Leia (Fonte: Último Segundo, 2009-03-03).

sábado, 7 de março de 2009

Exxon planeja US$ 150 bi nos próximos cinco anos


A Exxon Mobil planeja investir entre US$ 25 bilhões e US$ 30 bilhões anuais, nos próximos cinco anos, para atender à demanda mundial de energia. O investimento é menor do que o planejado pela Petrobras no período, de US$ 174,4 bilhões.

Na área de E&P, o plano é aumentar em 485 mil b/d sua produção de óleo este ano, com a entrada em operação de nove projetos. Em 2008, oito grandes projetos entraram em operação. Quando atingirem o pico de produção, estarão produzindo mais 260 mil barris/dia de óleo.

Outros US$ 1 bilhão serão destinados à construção de três refinarias, na Europa e nos EUA. Previstas para entrarem em operação em 2010, as unidades de refino permitirão à Exxon aumentar a produção de diesel com baixo teor de enxofre em 140 mil barris/dia.

Nos negócios de petroquímica, estão previstos investimentos na construção de uma nova fábrica na Coreia do Sul, voltada para fabricação de baterias de íons de lítio. O objetivo é atender a crescente demanda por baterias para veículos híbridos e elétricos.

Ano passado, os investimentos da companhia somaram US$ 26,143 bilhões. A produção média da petroleira no período foi de 3,92 milhões de boe/dia. O lucro da petroleira em 2008 cresceu 11%, dos US$ 40,6 bilhões em 2007 para US$ 45,22 bilhões no ano passado (Fonte: Energia Hoje, 2009-03-05).

Lucro líquido da Petrobras sobe 58% em 2008


A Petrobras, maior empresa brasileira em valor de mercado, registrou um lucro líquido de R$ 7,335 bilhões no quarto trimestre de 2008, montante 46% superior ao reportado no mesmo período de 2007.


Somados os números do quarto trimestre de 2008, o ano passado propiciou à Petrobras um lucro líquido recorde de R$ 32,998 bilhões, o que representa um avanço de 58% em relação aos R$ 21,512 bilhões de 2007 (Fonte: MSN / InfoMoney, 2008-03-06).

quarta-feira, 4 de março de 2009

Petróleo baixa, mas gasolina mantém preço


Com o barril do petróleo cotado há pelo menos quatro meses abaixo de US$ 50 no mercado internacional, os consumidores brasileiros começam a se inquietar com a falta de sinais de redução de preços dos combustíveis. É fácil esquecer, neste momento, que o repasse também não ocorreu na intensidade da alta que atingiu seu pico em julho do ano passado.


Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo da Região de Blumenau, Julio Cesar Zimmermann, o valor da gasolina comum, que varia entre R$ 2,54 e R$ 2,59 na região, não tem alterações há mais de seis meses. "Acho que o preço não subiu ou baixou em 2008. Agora estamos esperando por uma redução, mas as distribuidoras não sinalizaram com nada. Acho que é por causa da entressafra do álcool, que participa com 25% na composição da gasolina comum. Talvez a redução chegue com a safra do álcool, em abril ou maio" - avalia Zimmermann.


Em Joinville, o posto Graciosa baixou o preço do litro de R$ 2,58 para R$ 2,48 por conta própria.

Em Criciúma, o posto Barp pratica R$ 2,58 desde o ano passado. Na Capital, é preciso pesquisar bastante porque a variação é alta. Os preços variam de R$ 2,42 no posto Camarão até R$ 2,69 no posto Coqueiros, mas a média é mesmo em torno de R$ 2,59, preço praticado no posto Córrego Grande desde o ano passado.


Existem justificativas para a queda não ter ocorrido ainda. Conforme Walter de Vitto, analista
de energia e petróleo da consultoria Tendências, só nos últimos dias os valores domésticos ficaram superiores aos de referência mundial considerando o período desde o último reajuste, em maio de 2008. "Os preços nacionais estão 32,4% acima dos internacionais. Comparando desde maio, quando houve o último reajuste, foi neste mês que a conta se inverteu. Até então, havia uma defasagem causada pela falta de repasse quando o petróleo era recorde. De maio até o dia, a diferença a mais é de 0,3%" - explica De Vitto.


Ministro Lobão diz que os preços podem cair

Na comparação, detalha o analista, são cotados os valores nas refinarias no Brasil, porque os custos variáveis de distribuição são elevados. Há alguns dias, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, admitiu a possibilidade de redução de preços no mercado nacional, 'se o petróleo continuar como está', sem mencionar data.


Conforme o ministro, o combustível no país leva tempo para cair, assim como demorou a subir na escalada das cotações
que atingiu pico em julho de 2008. Lobão lembrou que a Petrobras vem baixando o querosene de aviação. Para o Brasil, a queda das cotações internacionais representa uma perda de referência da maior riqueza descoberta nas últimas décadas, as jazidas da camada pré-sal (Fonte: Gazeta Mercantil / Diário Catarinense, 2009-03-02).

Repasse de royalties registra queda de 23,28% na Bahia


Nos últimos seis meses, o repasse de royalties – uma compensação financeira paga pelos produtores de petróleo e gás – para os municípios baianos caiu 23,28% e está obrigando cidades que dependem economicamente da produção do óleo a rever a previsão para obras em 2009.

O problema atinge cidades como São Francisco do Condé, Madré de Deus, Entre Rios, Esplanada, Pojuca, São Sebastião do Passe, Araçás, Cardeal da Silva, entre outras. Pior para a população, que vê o sonho da moradia decente ser contingenciado, ou a reurbanização no bairro em que falta tudo, menos lama e lixo, sem data para sair do papel.

Madre de Deus, 22ª em desenvolvimento econômico e 8ª no quesito social, tem nos royalties a fonte para cerca de 20%. A queda de R$ 827 mil no repasse interrompeu a construção de imóveis para a população de baixa renda. O município recebeu em janeiro R$ 1,39 milhão por sediar o terminal de Mataripe.

De acordo com a Prefeitura de Madre de Deus, as obras na Nova Quitéria, conjunto habitacional projetado para abrigar moradores da antiga Quitéria, uma invasão vizinha aos dutos da Petrobras, são o destino de 60% dos recursos de royalties. O secretário de governo, André Ferraro, reconhece que a cidade é altamente dependente economicamente do petróleo. A previsão é que o orçamento deste ano sofra um corte de 25%. Ferraro garante que os investimentos não serão prejudicados. Segundo ele, a obra em Nova Quitéria está “a passos lentos, mas não parou”, diferente do que afirma a população . “Tivemos que colocar o pé no freio. Sobrou até para o Carnaval. Este ano, o Madrefolia aconteceu sem o palco da prefeitura”, conta.

O prefeito Fernando Oliveira diz que assumiu a Prefeitura de Entre Rios, 85ª em desenvolvimento social e 152ª no quesito social, com a folha de dezembro e o décimo terceiro do funcionalismo por pagar. Neste cenário, avalia, só terá condições de investir com recursos próprios em melhorias através dos royalties, “pelo menos até colocar as contas em dia”. A redução no repasse mensal de R$ 445 mil para R$ 292 mil não poderia ter vindo em hora mais imprópria, lamenta. “Vai ser difícil fazer tudo o que a cidade precisa”.

Perspectivas – De acordo o coordenador do Laboratório de Petróleo da Unifacs, James Correia, as prefeituras brasileiras devem se habituar a trabalhar com um novo patamar para a cotação do óleo, a médio prazo. “Pode-se levar entre dois e três anos para o barril chegar aos US$ 80”, calcula, ressaltando que o tempo para a cotação voltar aos US$ 120 de antes da crise não pode ser definido exatamente. Hoje, o barril está cotado em torno de US$ 42.

O superintendente de controle e participações da Agência Nacional de Petróleo (ANP), José Gudman, explica que os royalties são calculados com base na cotação do no petróleo no mercado internacional. “Se aumenta o preço, a arrecadação vai junto. Se cai, acontece o mesmo” (Fonte: A Tarde, 2009-02-28).

Leilão de biodiesel da ANP tem deságio de 8,72%


o 13o leilão de biodiesel do governo brasileiro, realizado na sexta-feira, atingiu deságio de 8,72 por cento e vendeu os 315 milhões de litros ofertados.

A Petrobras comprou 93,85 por cento do total e a refinaria Alberto Pasqualini, também da estatal, o restante.

O preço médio do litro do biocombustível ficou em 2,15 reais.

O volume negociado tem por objetivo atender à adição obrogratória de 3 por cento de biodiesel a todo diesel consumido no país.

Em novembro, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou leilão de 330 milhões de litros de biodiesel com deságio médio de 0,59 por cento no primeiro lote (2,385,93 reais o litro) e de 0,41 por cento no segundo (2,390,18 reais o litro) (Fonte: Abril / Reuters, 2009-02-28).

Mudanças climáticas e impactos de gases de efeito estufa, associados à instabilidade de preços dos combustíveis fósseis, têm contribuído para uma maior consciência e atitude quanto às mudanças na matriz energética mundial para a energia renovável, oriunda de biomassa. A agroenergia, utilizando-se adequadamente da biodiversidade e da adaptabilidade territorial, deverá ofertar a matéria-prima base de todo um sistema produtivo em função de sua possível sustentabilidade.


O Brasil reúne vantagens comparativas naturais (terra, radiação solar, água, tecnologia de sistemas agrícolas tropicais, mão-de-obra) e necessita aprimorar suas vantagens comparativas construídas (inovações tecnológicas e arranjos produtivos sustentáveis) para sua competitividade e cooperação em energia de biomassa. Fundamentalmente, a oportunidade do Brasil concentra-se na sua capacidade de associar a experiência e os ganhos de excelência em agricultura tropical com a disponibilidade de radiação solar e outros recursos, bem como em favorecer a transformação da biomassa vegetal e animal em alimentos, energia, florestas e aproveitamento de resíduos (co-produtos).


Com os marcos referenciais recentes, a agroenergia no Brasil foca os principais desafios da produção agrícola e industrial de energia renovável, suportada pelos ganhos de inovações tecnológicas e arranjos produtivos sustentáveis, para a produção de etanol, biodiesel, florestas energéticas e resíduos/co-produtos.


O Brasil necessita consolidar o programa biodiesel em dez anos

Os desafios nacionais na área da produção de alimentos, biomassa energética e de florestas (fibras/papel/celulose) são focados em cinco dimensões: econômica, social, ambiental, inserção regional e globalização.

O Plano Nacional de Agroenergia (2006-2011) define quatro grandes plataformas de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I): etanol, biodiesel, florestas energéticas e resíduos/co-produtos.


O Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) está delineado para atender às demandas de curto, médio e longo prazos de metas definidas pela Lei 11.097/05 (Lei de Biodiesel, B2/B5), em consonância às orientações governamentais de produção de biomassa. A partir de julho de 2008, a obrigatoriedade de uso de biodiesel ao diesel é da mistura B3.

O programa de biodiesel necessita incorporar plenamente a dimensão energética (produção de energia renovável). Os próximos três anos serão definidores do futuro do programa do Brasil, e o biênio 2008/09 será especialmente decisivo para aspectos críticos como ordenamento e gestão territorial, matéria-prima, logísticas agrícola e industrial, arranjos produtivos locais/regionais e infraestrutura de produção/armazenagem/escoamento.

Para a produção de biodiesel há necessidade de vencer gargalos desafiadores, que se constituem em grandes oportunidades e riscos: desafios técnico-científicos (agronômicos e industriais), disponibilidade de matéria-prima, disponibilidade de insumos modernos para a agroenergia, resíduos e co-produtos nas cadeias produtivas, maquinaria e motores veiculares e estacionários, investimento e gestão, e mercado e logística.

Uma das áreas estratégicas para PD&I em biodiesel é a dos desafios técnico-científicos, os quais compreendem o desenvolvimento e produção de fontes de óleos e gorduras (vegetal e animal), novos fertilizantes e nutrientes para a agroenergia, domínio da rota de produção etílica, valorização de co-produtos e validação do uso em motores veiculares e estacionários.


Soja e mamona para bio-óleos e bioenergia do Brasil

Até 2010, a soja representará cerca de 80% da disponibilidade de matéria-prima vegetal para o atendimento de produção da mistura legal de biodiesel (2008: B2, 1 bilhão de litros; B3, 1,3 bilhão de litros). E cerca de 12% da logística da soja plantada no Brasil (safra 2007/08: 21 milhões de hectares plantados e um volume de produção de 58 milhões de t, com produtividade média de 2,8 t/ha de grão-18% de óleo) é suficiente para atender o B3.

É fato que o histórico dos dados da produção e uso de soja no Brasil mostram a alta participação (absoluta e relativa) da logística montada da soja para a produção de biodiesel. Temos adequado domínio tecnológico da soja (requerimento para incorporação de matéria-prima ao sistema produtivo) em uma vasta região do país (parâmetros: zoneamento agroclimático, sistemas de produção, materiais certificados – variedades melhoradas e adaptadas, infraestrutura de produção e comercialização de sementes, etc.).

As ações que se esperam focam os mecanismos e instrumentos do mercado (público e privado) que podem ser aplicados visando manter relações de oferta e demanda de produtos (grãos, farelo e óleo de soja) e preços relativos nos mercados nacional e internacional, a fim de fortalecer e consolidar o programa Biodiesel Brasil nos próximos dez anos. O biênio 2008/09 e os próximos 3-5 anos serão decisivos para esta estratégia obter êxito.

A mamona e também o dendê foram incluídos, com isenções fiscais, no PNPB, visando promover a inclusão social (via uso intensivo de mão-de-obra, especialmente em abundância em empreendimentos familiares) e o desenvolvimento regional (para as regiões Norte e Nordeste).


Na safra 2007/08, a mamona foi cultivada em 186 mil hectares, e obteve uma produção de 155 mil t de baga-grão (45% de óleo), com produtividade média de 834 kg/ha. A mamona apresenta peculiaridades de óleo que limitam seu uso como biodiesel. Entretanto, as normas vigentes possibilitam o uso em mistura ao diesel até o B30.

Por estas duas razões – logística e disponibilidade para a soja e bandeira social para a mamona –, as duas matérias-primas são colocadas em destaque para o programa nacional de desenvolvimento de produção e uso de biodiesel. Com o crescimento das metas legais para a produção de B5 (2013 em diante: 2,4 bilhões de litros) e atendimento ao Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2010: 3,3 bilhões de litros), é necessário domínio tecnológico de outras fontes de matéria-prima (oleaginosas convencionais e potenciais, e gorduras animais).

É fato que, correntemente, a disponibilidade de sementes oleaginosas e de matérias-primas animais (sebo e gorduras), sistemas de produção sustentáveis, eficiência de conversão e integração agrícola-industrial são temas de pauta de diferentes atores e agências (públicas e privadas).


As ações e as atividades de produção e de incorporação de inovações tecnológicas, no médio e longo prazos, são objeto de decisões presentes quanto à disponibilidade de matéria-prima. Esta estratégia visa domínio tecnológico de espécies potenciais de alto rendimento, que produzam mais de 2 mil kg de óleo por hectare, a exemplo de pinhão-manso e palmeiras oleíferas.

Nestas cadeias produtivas, a da soja, bem-estruturada nos últimos 30 anos, e a da mamona, ainda sem integração consolidada, o Brasil aprende a necessidade de horizontalizar e verticalizar processos agrícolas e industriais e integrar produtos e resíduos em cadeias produtivas associadas, de alto valor agregado, como as cadeias de produção de proteína animal. Produtividade, destoxificação das tortas, logística e preços de insumos e produtos constituem fatores componentes dessas cadeias e altamente influenciados pelos mercados nacional e internacional.



Palmas para o biodiesel

Há necessidade de estruturação de programas de produção econômica de biomassa em outros patamares de rendimento de óleo por hectare (por exemplo, incentivo à produção de palmeiras oleíferas, como dendê, macaúba, inajá, tucumã, babaçu, e de pinhão-manso) para efeitos no médio e longo prazos, visando consolidação e sustentabilidade do programa do biodiesel. O fato é que as espécies oleaginosas convencionais, sobre as quais temos domínio tecnológico, como soja, girassol, mamona, algodão, amendoim e canola, têm potencial de rendimento de 500 kg a 1,5 mil kg/ha de óleo, mas estão produzindo efetivamente entre 400 kg a 800 kg/ha de óleo.

Espécies das quais ainda não detemos domínio tecnológico e de alto rendimento, como pinhão-manso e palmeiras (macaúba, inajá, tucumã), têm potencial de rendimento de 2 mil a 5 mil kg de óleo por hectare. O dendê da espécie africana (Elaeis guineensis), ou seu híbrido com a espécie amazônica (E. guineensis x E. oleifera), têm alto potencial de rendimento de óleo. Entretanto, além da circunscrição de área cultivada no Brasil (bolsões nos estados do Pará, Amazonas e Bahia), somam apenas cerca de 80 mil hectares cultivados no Brasil.

Uma ação sugerida é a criação do Propalm – Programa de Incentivo à Produção de Palmeiras Oleíferas para a Produção de Biodiesel em Áreas Selecionadas do Brasil, incluindo um “Programa específico para o Plantio e Produção de Óleo de Dendê em regiões selecionadas da Amazônia e Bahia” e um “Programa de Extrativismo Sustentável e Domesticação de Palmeiras Oleíferas Nativas com potencial para plantios comerciais em regiões distintas do Brasil”.

Os dados atuais e as perspectivas futuras, de curto, médio e longo prazos, mostram objetivamente a necessidade de ampliação da estrutura e das ações de PD&I em espécies vegetais potenciais e a exploração racional extrativista de matérias-primas para a produção e uso de biodiesel, visando produtividade, sustentabilidade de sistemas, integração e desenvolvimento regional, e ampliação de emprego e renda. O fato é que o Brasil tem ampla capacidade de produzir com sustentabilidade e critérios de eficiência em três vertentes de agricultura: de alimentos, de biomassa energética e de florestas (fibras/papel/celulose), com recuperação de áreas degradadas e combinando áreas de proteção ambiental com preservação de biomas naturais (Amazônia, Pantanal, Caatinga, Cerrados, Mata Atlântica e Pampas) (Fonte: Brasil Energia, 2009-03-03).

Campo terrestre em Carmópolis era no pré-sal

Especialistas e empresários do setor alertam que a demora do Brasil em definir o marco regulatório para a exploração no pré-sal, em discussão há dois anos, pode fazer com que as gigantes petrolíferas dêem prioridade a investimentos na exploração do pré-sal africano.


Demora para início de exploração é criticada

Para Wagner Freire, presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip), que representa as companhias petrolíferas de médio e pequeno porte, o risco de o país perder a atratividade para a África aumenta com a crise mundial que reduziu os recursos das companhias, sobretudo devido à queda dos preços do petróleo. Freire alerta ainda que, com as indefinições regulatórias, a retração nas atividades exploratórias poderá ameaçar a sustentabilidade da auto-suficiência.


Um gráfico da Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre as reservas atualmente conhecidas - sem contar com as do pré-sal ainda não comprovadas -, que circula entre empresários e especialistas, mostra que a auto-suficiência está garantida até por volta de 2016, considerando-se a produção atual prevista com base nas reservas existentes, as descobertas feitas da 1 ª à 7ª Rodada de Licitações da ANP (realizadas entre 1999 e 2005), e ainda os planos atuais em avaliação e em desenvolvimento. "O problema é que, depois de 2005, as rodadas seguintes não ofereceram novas áreas para exploração. Isso é muito grave, pois os prazos para se encontrar petróleo e iniciar a produção são longos. Esses campos no pré-sal foram descobertos em 2000, e a primeira produção prevista em Tupi é em 2010" - disse Freire.



Continentes eram unidos há 150 milhões de anos


Acredita-se que possam existir grandes reservas de petróleo no pré-sal na costa Oeste da África, por razões geológicas. O geólogo e colaborador do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) Antonio Manuel de Figueiredo explicou que, há cerca de 150 milhões de anos, parte do Hemisfério Sul era um só, com a América do Sul e a África unidos em um só bloco. Há cerca de 120 milhões de anos as duas regiões começaram a se separar, com a movimentação subterrânea das placas tectônicas, que estão em constante movimento.
O geólogo explicou que, ao longo do período de separação dos dois continentes, em determinado momento se formou um golfo, semelhante ao Mar Vermelho atual. O golfo se formou na costa brasileira, entre Pernambuco e Santa Catarina. Foi a partir de então que começou a se formar a camada de sal e a surgir o Oceano Atlântico. Na época, formou-se a camada de sal e, abaixo, as bacias sedimentares, propícias à formação de hidrocarbonetos (petróleo ou gás natural).

Na altura de Florianópolis, em Santa Catarina, formou-se uma barreira vulcânica que impediu a continuação da formação da camada de pré-sal no Sul do país e na Argentina. E, dentre as áreas que se descolaram, os blocos do pré-sal na Bacia de Santos estão de frente para Angola, no continente africano. "Por isso é que as companhias de petróleo estão por lá, procurando petróleo, desde Angola ao Gabão e Sul da Nigéria" - disse Figueiredo.

Por sua vez, o presidente da Abpip lembra que a costa africana, nas proximidades das ilhas de São Tomé e Príncipe, é área de ocorrências excepcionais abaixo do pré-sal e, por isso, com grandes expectativas de que existam reservas significativas de petróleo. "E todas as grandes companhias, incluindo as chinesas, estão lá. Como o Brasil despertou a atenção ao descobrir petróleo no pré-sal, todos estão interessados agora naquela região no continente africano" - disse Freire.
"O que acontece numa área, as companhias procuram em outros lugares, como é o caso do pré-sal na África. Se for mais fácil ir para lá do que no Brasil, eles irão para lá, com certeza".

Comissão entregará a Lula propostas para o setor
A advogada especialista em petróleo Marilda Rosado, do escritório Doria, Jacobina, Rosado e Gondinho Advogados, também alerta para o risco de o país perder a autossuficiência com a demora em se definir a regulamentação do setor. "O governo pôs um freio no processo exploratório no Brasil por algo que não é novo nem aqui nem no mundo. O campo terrestre de Carmópolis, em Sergipe, descoberto em 1963, era no pré-sal. O país não precisa mudar do atual modelo de concessão para o de partilha. Foi um erro parar as licitações". - lamentou Rosado.

A Comissão Interministerial que estudou o assunto deverá entregar nas próximas semanas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva suas conclusões, com as propostas da nova regulamentação (Fonte: Faxaju / O Globo, 2009-03-01).