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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Timor-Leste: Acordo com a Austrália sobre o Greater Sunrise expira em breve

O acordo sobre o Greater Sunrise, que possibilita a Timor-Leste e à Austrália a partilha de rendimentos de petróleo e gás (50-50) na Área de Desenvolvimento Conjunto Petrolífero, vai expirar em breve.

O anterior primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri e o seu homólogo australiano, John Howard, assinaram o acordo em Janeiro de 2006. O documento indica que os dois países vão discutir as questões fronteiriças ao fim de 50 anos de exploração petrolífera no Greater Sunrise.

O Governo de Alkatiri não fez nada após a assinatura do acordo devido às crises políticas e militares sentidas no mesmo ano, embora pretendesse trazer o gasoduto para Timor-Leste.

O novo Executivo timorense, criado em 2007, sob a liderança do primeiro-ministro Xanana Gusmão, começou a definir o seu plano de negociações com a petrolífera australiana Woodside e a sua «Joint Venture». As negociações, iniciadas em meados de 2008, discutem formas de exploração: trazer o gasoduto para Darwin ou Timor-Leste.

O Governo de Gusmão tenciona trazer o gasoduto para a costa sul do país, visto que o pipeline de Bayu Undang foi levado para Darwin. Entretanto, a Woodside sugeriu uma outra opção, a de uma plataforma flutuante de GNL no campo do Greater Sunrise. No entanto, Timor-Leste mantém a sua inicial posição.

Desde 2008 que surgiram fortes argumentos de ambas as partes. Sem solução para a questão do gasoduto, a empresa não pode explorar o petróleo e gás no Greater Sunrise. O problema do Greater Sunrise, cujo acordo foi alcançado após uma longa discussão entre Dili e Camberra, vai até ao fim, ou seja, 23 de Fevereiro de 2013, data em que o documento cessa. Os dois governos terão de estabelecer um novo acordo.

O ministro timorense dos Recursos Naturais, Alfredo Pires, disse que se reuniria com Xanana Gusmão para discutir a posição do país em relação ao Greater Sunrise. No entanto, defende o argumento de trazer o gasoduto para Timor-Leste. Alfredo Pires afirmou que vai anunciar a sua posição após o acordo expirar.

Meanwhil, secretário-geral da FRETILIN e o ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri são da opinião que o Governo de Gusmão não tem capacidade suficiente para negociar o problema do gasoduto com a Woodside e a sua «Joint Venture».

Meanwhil assegura que se o acordo expirou então será muito difícil de trazer o gasoduto para Timor-Leste. «Se o acordo morre, o gasoduto não vai chegar», defendeu. Contudo, considera que essa questão está agora sob a responsabilidade do Governo de Gusmão.

Há dois anos, o antigo Presidente da República Ramos Horta e Xanana Gusmão queriam que representantes da FRETILIN, incluindo Mari Alkatiri, se juntassem à equipa de negociações do Governo. No entanto, os deputados do CNRT, partido de Gusmão, não concordaram com a ideia, considerando que a equipa liderada por Francisco Monteiro, um dos homens de confiança do primeiro-ministro, teria sucesso nas negociações com a Woodside.

A Woodside, a sua «Joint Venture» e o Governo australiano sempre argumentaram que tinham como compromisso resolver a questão do gasoduto, embora considerem que cada solução deve-se basear no total interesse para ambas as partes.

No entanto, ainda não foi alcançado nenhum resultado positivo proveniente da negociação. O público é da opinião de que as negociações foram muito fracas.

(Fonte: Jornal Digital, 2013-01-29).

Tailândia e Timor-Leste reforçam cooperação no setor do petróleo

O memorando de entendimento foi assinado no Ministério dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, com a presença do chefe da diplomacia, José Luís Guterres, e do vice-primeiro-ministro, Fernando La Sama de Araújo.
O documento, rubricado pelo ministro do Petróleo e Recursos Naturais de Timor-Leste, Alfredo Pires, e pelo ministro da Energia da Tailândia, Pongsak Ruktapongpsial, visa o reforço da cooperação no desenvolvimento do setor energético timorense, na construção de infraestruturas e formação para a exploração, produção e comércio de petróleo.
"O memorando de entendimento reforça a cooperação entre a Tailândia e Timor-Leste no desenvolvimento do setor energético, o que inclui troca de informação e capacitação de recursos humanos na produção e exploração de petróleo", afirmou o ministro tailandês.
Segundo Pongsak Ruktapongpsial, o memorando pretende também a criação de infraestruturas para o desenvolvimento do negócio das petroquímicas no país.
"O objetivo dos acordos que assinamos hoje é dar mais um passo em frente no desenvolvimento da refinaria em Betano e para cooperarmos entre as nossas empresas nacionais petrolíferas para a venda do produto timorense", afirmou Alfredo Pires.
Além do memorando de entendimento, as empresas petrolíferas dos dois países também assinaram acordos de cooperação no setor da formação e negócios.
Timor-Leste e a Tailândia iniciaram a sua cooperação no setor petrolífero em 2009 com a assinatura de um acordo para a criação do plano timorense para os hidrocarbonetos e estudos relacionados.
A cooperação com as autoridades tailandesas vai beneficiar o projeto Tasi Mane do governo timorense, que tem como principal objetivo desenvolver a costa sul do país através da indústria petrolífera e inclui a construção de três grupos industriais, que serão a espinha dorsal daquele setor empresarial do país.
O Tasi Mane inclui a base de fornecimento do Suai, a refinaria e um grupo de indústria petroquímica em Betano e uma exploração de gás (através do gasoduto que as autoridades timorenses pretendem ver construído a partir do Greater Sunrise) em Viqueque/Beasu.
(Fonte: RTP Notícias, 2013-02-01.)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Segundo a ONU, o Timor-Leste devia repensar forma como utiliza o petróleo


Um conselheiro especial do secretário-geral da ONU para o Desenvolvimento defendeu hoje que Timor-Leste deveria repensar a forma como utiliza o petróleo, aumentando o investimento em áreas fundamentais para impulsionar as perspetivas de crescimento a longo prazo.


Jeffrey Sachs, professor, economista e especialista em Desenvolvimento, disse que o Governo de Xanana Gusmão deve deixar de comprar títulos norte-americanos de baixo rendimento e começar a investir.


"Acredito que o Governo pode e deve gastar mais no futuro usando o fundo de petróleo para fazer investimentos de elevados benefícios", disse aos jornalistas durante uma visita a Díli (Fonte: Diário Digital / Lusa, 2010-04-01).

segunda-feira, 22 de junho de 2009

China interessada no sector dos petróleos de Timor-Leste


O ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Zacarias da Costa, disse segunda-feira em Díli ter discutido durante a sua deslocação à China a possível cooperação chinesa no sector dos hidrocarbonetos.


"O presidente Hu Jintao reconheceu que Timor-Leste é um país rico em petróleo, gás e recursos naturais que interessam à China e Timor-Leste também está interessado numa parceria estratégica como a China”, acentuou, lembrando que os negócios nortearam o seu périplo de uma semana.


O envolvimento chinês "poderá passar pela construção do gasoduto para Timor-Leste, se for possível negociar com a Austrália, e pelo estabelecimento de uma zona de apoio em Suai (sul)”, adiantou à agência noticiosa portuguesa Lusa.


O ministro adiantou estarem ainda em jogo “refinarias e de toda a infra-estrutura necessária ao sector, tanto em terra como no mar”.


O ministro dos Negócios Estrangeiros lembrou que o país “já tem um parceiro estratégico, a Petronas, da Malásia, bem como um bom grupo de apoio na Coreia do Sul, liderado pela Korgaz”.


Em 2002, realçou, a Petrochina enviou uma missão à região, para um levantamento e estudos em terra.


Na altura, foi celebrado um acordo bilateral, estando prevista para breve a deslocação de uma nova missão empresarial chinesa a Timor-Leste, com o objectivo de discutir com o Governo o envolvimento no sector, adiantou o chefe da diplomacia timorense.


Zacarias da Costa valorizou ainda a exportação de mais de uma centena de produtos timorenses para a China, fruto de um acordo bilateral assinado em 2008 (Fonte: Macauhub, 2009-06-16).

segunda-feira, 15 de junho de 2009

China pode construir gasoduto para o Timor, diz chanceler


O chefe da diplomacia timorense, Zacarias da Costa, assegurou nesta segunda-feira que a China poderá ser a construtora do gasoduto para o Timor Leste, mas ressalvou a necessidade de negociar com a Austrália.

Zacarias da Costa, recém-chegado de uma visita pela China, falava à Agência Lusa à margem da primeira sessão de seguimento da reunião de doadores no ministério das Relações Exteriores, em Díli.

“A viagem à China foi um sucesso, nem esperava tanta abertura em todos os domínios,” declarou, valorizando as “garantias incondicionais” recebidas para o apoio ao desenvolvimento do Timor Leste.

Segundo Zacarias da Costa, “o presidente (Hu Jintao) reconheceu publicamente que Timor Leste é um país rico em petróleo, gás e recursos naturais que interessam à China”.

E Timor Leste também “está interessado numa parceria estratégica como a China”, acentuou, lembrando que os negócios nortearam o seu deslocamento de uma semana.

“Foi discutida a possível cooperação chinesa no setor” dos hidrocarbonetos, com “o envolvimento de capitais chineses para o seu desenvolvimento”, indicou.

“Este envolvimento poderá passar pela construção do gasoduto para Timor Leste, se for possível negociar com a Austrália, e pelo estabelecimento de uma zona de apoio em Suai (sul)”, acrescentou.

Estão ainda em jogo “refinarias e de toda a infra-estrutura necessária ao setor, onshore e ofshore”.

Zacarias da Costa acentuou a necessidade de o Timor Leste contar com outros “parceiros estratégicos fortes, quer dizer, com bastante 'cash' (liquidez)”.

O ministro das Relações Exteriores lembrou que o país “já tem um grande parceiro estratégico, a Petronas, da Malásia, bem como um bom grupo de apoio na Coreia do Sul, liderado pela Korgaz”.

Em 2002, realçou, a Petrochina enviou uma missão à região, para um levantamento e estudos onshore. Na época, foi celebrado um acordo bilateral, estando prevista para breve a deslocação de uma nova missão empresarial chinesa ao Timor Leste, com o objetivo de discutir com o governo o envolvimento no setor, adiantou o chefe da diplomacia timorense.

Zacarias da Costa apontou que a cooperação no setor das infra-estruturas também foi tratada e, proximamente, chegará a Díli o ministro do Comércio chinês, com a tutela de grandes obras no estrangeiro.

O setor do turismo também foi abordado porque “a China gostaria de entrar, através de uma maior presença dos seus operadores”, citou. Zacarias da Costa valorizou ainda a exportação de mais de uma centena de produtos timorenses para a China, fruto de um acordo bilateral assinado em 2008 (Fonte: Agência Lusa, 2009-06-15).

domingo, 31 de maio de 2009

Timor-Leste elege Angola como parceiro estratégico


O Primeiro-Ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, transmitiu, ontem, em Luanda, ao Presidente José Eduardo dos Santos, a vontade do seu Governo em construir com Angola uma “parceria estratégica com interesses mútuos”.


Xanana Gusmão discutiu com o Presidente angolano as perspectivas de cooperação entre Timor-Leste e Angola, durante um encontro, de cerca de uma hora, no Palácio Presidencial da Cidade Alta, onde, acompanhado do ministro angolano das Relações Exteriores, Assunção dos Anjos, foi recebido com honras militares.


À imprensa, no final do encontro, Xanana Gusmão disse que pediu ao Presidente de Angola apoio material e humano para a exploração do petróleo timorense. A produção de petróleo arrancou recentemente em Timor-Leste, que pretende obter a ajuda de Angola para melhorar as suas capacidades humanas e técnicas na exploração deste recurso.


No encontro com o Presidente angolano, Xanana Gusmão disse que expressou a sua admiração pelo ritmo de desenvolvimento económico de Angola.


- Timor-Leste - afirmou o histórico líder da resistência timorense - está numa fase de consolidação das suas instituições do Estado e deseja desenvolver a cooperação com Angola em várias áreas.


Xanana Gusmão considerou produtivo o encontro com José Eduado dos Santos, precisando que as conversações entre ambos deu para explorar as intenções de cooperação entre os dois países. O líder histórico da resistência timorense está em Angola, desde domingo último, em visita oficial, a convite do Primeiro-Ministro angolano, António Paulo Kassoma (Fonte: Jornal de Angola, 2009-05).

sábado, 4 de abril de 2009

Crescem relações económicas e diplomáticas entre Timor Leste e China


As relações económicas e diplomáticas de Timor-Leste com a China estão em crescendo, apesar de recente polémica, e o potencial energético e as infra-estruturas projectadas no país lusófono oferecem oportunidades para as empresas chinesas, de acordo com a Fundação Jamestown.


Em relatório divulgado este mês, os investigadores da fundação norte-americana definem o acesso às reservas de petróleo e gás timorenses como “um dos principais interesses” da China no país lusófono, embora até agora “sem grandes sucessos”, nomeadamente no “on-shore”, que foi prospectado pela PetroChina em 2005. “O maior prémio para a China seria aceder às reservas de gás natural liquefeito (GNL) de Timor-Leste”, nomeadamente do campo “Greater Sunrise” avaliadas em 8,3 triliões de pés cúbicos, além de 300 milhões de barris de petróleo em rama, referem.


Em cima da mesa está a construção de um gasoduto para uma central de processamento em território timorense, projecto que estará a ser seguido muito de perto pelas energéticas públicas chinesas, interessadas na construção e na compra do gás. “A Coreia do Sul e a Tailândia mostraram-se muito interessadas em comprar GNL de Timor-Leste, embora o seu entusiasmo tenha arrefecido devido à crise financeira global e preços energéticos em quebra. Pequim, apostando num aumento do preço dos hidrocarbonetos assim que se desencadeie a inevitável recuperação económica, deverá ter uma perspectiva mais de longo prazo”, refere o relatório. “Desde a independência de Timor-Leste, a China estabeleceu-se como um importante actor nos assuntos diplomáticos e políticos do país. Mas o seu papel tem sido ampliado, sobretudo quando comparado com os da Austrália, Portugal, Indonésia e Estados Unidos”, refere o relatório do “think tank” norte-americano.


A China foi o primeiro país a estabelecer relações diplomáticas com Timor-Leste, em 2002.


A ajuda oficial tem vindo a crescer continuamente, embora esteja ainda aquém da prestada pelos parceiros tradicionais e pelas Nações Unidas.Tem sido empregue sobretudo na construção de edifícios públicos, nomeadamente os que albergam o Ministério dos Negócios Estrangeiros (entregue no início de 2008 com um custo de sete milhões de dólares), mas também o Palácio Presidencial e o Quartel-General das Forças Armadas timorenses (seis milhões de dólares cada), em construção.


Ao nível dos recursos humanos, nos últimos sete anos mais de 400 funcionários públicos e técnicos timorenses receberam formação na China, nas áreas de administração pública, planeamento económico, turismo, saúde, construção e tecnologia.“Duas áreas de apoio chinês que têm sido particularmente úteis são a Saúde Pública e a Agricultura”, através, respectivamente, do envio de médicos e de um plano de plantio de arroz híbrido, sublinha a Fundação Jamestown.


A comunidade chinesa no país está estimada em até 3 mil pessoas.


O “think tank” norte-americano salienta ainda a continuidade da ajuda e a “manifestação de confiança nas perspectivas económicas”, mesmo nos períodos de instabilidade que o país tem vivido, o que tem contribuído para cativar o governo.


As trocas comerciais expandiram-se de 1,7 milhões de dólares em 2005 para 9,4 milhões, tornando a China no quarto maior parceiro comercial timorense.


Perspectiva-se este ano o lançamento de importantes projectos de infra-estruturas, como a construção do aeroporto, novas estradas, barragens e instalações portuárias, e espera-se a participação de construtoras chinesas, embora com “forte concorrência” de congéneres coreanas, indonésias e malaias (Fonte: Macauhub, 2009-03-31).

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Petrolíferas investem 200 mil milhões de dólares no pré-sal brasileiro


O CEO da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira afirmou que as petrolíferas a operar no pré-sal brasileiro deverão investir entre 150 a 200 mil milhões de dólares na região até 2020.


Os custos operacionais da exploração deverão situar-se em cerca de dois mil milhões de dólares por ano na próxima década, estimando-se uma produção de dois milhões de barris por dia no ano de 2020.


A Galp tem, actualmente, no Brasil 23 parcerias com a Petrobras, e prevê iniciar a produção de petróleo na Bacia de Santos em Abril de 2009, com um projecto-piloto no poço Tupi, avançou Ferreira de Oliveira. "A Galp tem um papel relevante nesses números (de investimento), é um operador relevante, o segundo maior, mas a grande distância da Petrobras", acrescentou Ferreira de Oliveira.


A Galp tem como meta, no espaço de uma década, aumentar a produção dos 15.000 barris diários para 150.000. "É no Brasil e em Angola que temos a âncora do nosso futuro. Diria mais no Brasil do que em Angola. Segue-se depois a Venezuela e Timor", disse Ferreira de Oliveira.


Questionado sobre as dificuldades na conjuntura de contracção económica mundial, diz não esperar impacto significativo dos projectos de exploração petrolífera no Brasil. "Mal de nós se deixamos de pensar numa escala de décadas só porque temos uma crise que nos vai afectar durante alguns trimestres", disse o CEO da Galp (Fonte: Aeiou - Exame Expresso / Reuters, 2009-02-13).

sexta-feira, 13 de junho de 2008

JP Morgan recebe custódia de fundo petrolífero do Timor Leste


O banco JP Morgan foi escolhido pelo futuro banco central do Timor Leste como responsável pela custódia dos ativos do fundo petrolífero timorense, avaliado em US$ 2,9 bilhões.

A Autoridade Bancária e de Pagamentos do Timor Leste (ABP) é responsável pela gestão operacional do fundo petrolífero.

O acordo de custódia global com a filial australiana do JP Morgan surge na seqüência de um leilão internacional e é qualificado, em comunicado timorense, como "um importante passo à frente na gestão operacional" do fundo petrolífero.

À entidade de custódia caberá receber e organizar as instruções de gestores de recursos do fundo e avaliar seu desempenho. Segundo a ABP, este é "um passo necessário para implementar a intenção do governo de alargar o mandato de investimento do fundo a fim de, no longo prazo, alcançar lucros mais altos".

"O papel da empresa de custódia é mais como o de um treinador: assistir ao desempenho daqueles gestores para ajudar a ABP, o capitão da equipe, a ter a certeza de que a equipe está jogando bem", comparou o diretor-geral da ABP, Abraão de Vasconselos.

O retorno do fundo durante o ano terminado em 31 de março foi de 9,1%, resultado qualificado pela ABP como "excelente", em especial se "comparado com os [retornos] de outros fundos congêneres", já que "alguns dos quais sofreram perdas ou tiveram retornos muito baixos durante o mesmo período em resultado da sua exposição a títulos envolvidos na chamada 'crise subprime' nos Estados Unidos".

"O fato de o fundo petrolífero [do Timor Leste] ter sido considerado como o número três no mundo e o primeiro no Sudeste Asiático em relação à transparência e à responsabilidade, em um ranking de Fundos Soberanos de Riqueza publicado pelo Instituto Petersen de Economia Internacional, de Washington, deu-lhe um perfil internacional muito alto", acredita Vasconselos (Fonte: Agência Lusa, 2008-06-03).

quarta-feira, 12 de março de 2008

Anunciada nova descoberta de petróleo no Mar do Timor


O grupo petrolífero italiano ENI anunciou, em Milão, uma nova descoberta de petróleo no Mar de Timor, numa área conjuntamente administrada por Timor-Leste e pela Austrália.
Em comunicado, a ENI refere que os testes iniciais indicam uma produção potencial de 6.100 barris de petróleo por dia.

A descoberta foi feita numa zona a 500 quilómetros da costa australiana e o poço de exploração foi perfurado a 3.568 metros de profundidade.
A concessão é operada pela ENI, com 40 por cento, numa «joint-venture» com a japonesa Inpex, com 35 por cento e a canadiana Talisman Energy, com os restantes 25 por cento.

A Galp Energia está presente na exploração petrolífera em Timor-Leste, depois de ter assinado contratos com a ENI respeitantes a cinco blocos.

Os blocos de Timor-Leste atribuem direitos de exploração em cinco áreas diferentes localizadas no mar, que totalizam uma área conjunta de 12.100 quilómetros quadrados.
As concessões atribuídas são de sete anos para a fase de exploração e de 25 anos para a fase de produção.
O consórcio para a exploração em Timor-Leste é constituído pela ENI (90 por cento) e a Galp Energia (10 por cento). A ENI detém uma participação de 33,4 por cento da Galp Energia (Fonte: Diario Digital/Lusa, 2008-03-11).

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Governo de Timor-Leste planeja reestruturação do setor petróleo

O Programa do IV Governo Constitucional do Timor-Leste apresentado ao Parlamento Nacional na semana passada contempla, entre outras ações, uma completa reestruturação do setor petóleo do país, a captação de investimentos para a implantação de uma planta de GNL e a criação de uma companhia nacional petrolífera.

domingo, 29 de abril de 2007

Galp entra na exploração petrolífera em Timor-Leste e Moçambique

A Galp Energia vai entrar na exploração petrolífera em Timor-Leste e Moçambique por via da aquisição de 10 por cento das concessões de direitos de prospecção e produção de petróleo, anunciou hoje a empresa portuguesa em comunicado.Os contratos, assinados com a empresa italiana ENI, dizem respeito a cinco blocos em Timor-Leste e um em Moçambique.De acordo com uma nota de imprensa da Galp, estas participações nos blocos em Timor-Leste e em Moçambique estão sujeitas à ratificação dos governos dos dois países.Os blocos de Timor-Leste atribuem direitos de exploração em cinco áreas diferentes localizadas no mar, que totalizam uma área conjunta de 12.100 quilómetros quadrados.As concessões atribuídas são de sete anos para a fase de exploração e de 25 anos para a fase de produção.Em Moçambique, o bloco também se localiza no mar e tem uma área de 17.000 quilómetros quadrados, com o período de exploração a estender-se por oito anos e o de produção por 30 anos.O consórcio para a exploração em Timor-Leste é constituído pela ENI (90 por cento) e a Galp Energia (10 por cento).Em Moçambique, o consórcio é constituído pela ENI (80 por cento), a Galp energia (10 por cento) e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (10 por cento).Na exploração "offshore", a empresa portuguesa tem participações em Angola (quatro blocos), Portugal (três) e Brasil (10 blocos).No que diz respeito à exploração "onshore", a Galp Energia detém uma participação no bloco Cabinda Centro, em Angola, e em 44 blocos no Brasil. (Agência Lusa)

quarta-feira, 4 de abril de 2007

A Autoridade Nomeada do Mar do Timor completou 4 anos de existência

Na segunda-feira, dia 2 de abril, a Autoridade Nomeada do Mar do Timor (em inglês TSDA), completou 4 anos de existência exitosa. A Autoridade funciona como uma agência reguladora das operações petrolíferas que se desenvolvem em uma parte do Mar do Timor sob disputa territorial entre a Austrália e o Timor-Leste.
A despeito das divergências com relação a demarcação das suas fronteiras marítimas, ambos os países decidiram, através da assinatura de um tratado internacional – o Tratado do Mar do Timor – assinado logo após a independência de Timor-Leste em 2002, permitir atividades petrolíferas na região e hoje já recebem os dividendos financeiros dessa decisão. O campo de Bayu-Undan já produz e exporta gás natural, condensado e GLP.
Embora ainda muito jovem, a TSDA já é considerada um caso de sucesso na administração dos recursos petrolíferos presentes em zonas de desenvolvimento conjunto.
Apesar da sua juventude, a TSDA já tem seus dias contados, pois o mesmo Tratado que a criou, determinou a sua extinção e substituição no papel de agente regulador pelo Governo do Timor-Leste. Para esse efeito, o governo estuda uma reformulação profunda do seu setor petrolífero, incluindo a criação de uma autoridade reguladora independente.

terça-feira, 20 de março de 2007

Timor-Leste vai criar sua empresa nacional petrolífera

O Governo do Timor-Leste anunciou hoje, através da internet, a abertura de uma consulta pública sobre a reorganização do setor petróleo naquele país asiático. Segundo a documentação tornada pública, o governo timorense pretende criar além de uma empresa estatal petrolífera, uma agência reguladora nacional para o setor e um conselho de política energética. A iniciativa demonstra a disposição do governo em promover o desenvolvimento nacional, ancorado na sua riqueza petrolífera, de uma maneira transparente, com a participação da sociedade e visando padrões de governança de classe mundial. Trata-se de um belo exemplo para países emergentes em situação semelhante.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Galp vai explorar petróleo em Timor-Leste e Moçambique

Lisboa, 07 Mar (Lusa) - A Galp Energia está em negociações com a petrolífera italiana Eni, sua accionista de referência, para a partilha da exploração de petróleo em Timor e Moçambique, afirmou hoje o presidente-executivo Manuel Ferreira de Oliveira. (Agência Lusa)

sexta-feira, 2 de março de 2007

"Vamos explorar todas as possibilidades de trazer um gasoduto para Timor-Leste"

O Primeiro-Ministro Dr. José Ramos-Horta promete explorar todas as possibilidades de Timor-Leste extrair a máxima vantagem do futuro desenvolvimento do campo de gás Greater Sunrise.

O D. José Ramos-Horta determinou a realização em Díli, no próximo mês, de um encontro de peritos internacionais e timorenses para delinear um plano de acção relativamente às opções onshore de Timor-Leste, no desenvolvimento daquele rico campo de gás.

“É necessário tratar agora desta questão, independentemente dos parceiros da joint-venture com a Woodside, porque temos de estar preparados para a eventualidade de a avaliação independente concluir que é técnica e economicamente exequível fazê-lo aqui”, declarou o Dr. Ramos-Horta.

“Mas, ao mesmo tempo, temos de ter consciência da necessidade de ser realistas e pragmáticos sobre o assunto, para não nos deixarmos ficar reféns dos nossos próprios desejos”, afirmou.

O encontro reunirá peritos nas diversas áreas da exploração petrolífera off-shore – dos pipelines, ao ambiente, à construção de instalações para produção de Gás Natural Liquefeito, etc. – bem como funcionários superiores e assessores da Administração Pública timorense.

“Eles irão tratar de delinear um plano, explorando todas as possibilidades de trazer para Timor-Leste o pipeline do Greater Sunrise”, acrescentou o Dr. Ramos-Horta.

O Primeiro-Ministro determinou a organização deste encontro após a troca de notas diplomática, na semana passada, que pôs em vigor os dois tratados que definemm as soluções para o Mar de Timor entre Timor-Leste e a Austrália – o Acordo Internacional para a Unitização do Greater Sunrise e do Trovador e o Tratado Relativo a Certos Acordos Marítimos sobre o Mar de Timor.

O programa do encontro de peritos em Díli bem como a data exacta da sua realização serão divulgados em breve. (Gabinete do Primeiro Ministro do Timor-Leste)

Para informação adicional, por favor contactar:

Joel Maria Pereira
Information / Media Officer
To the Prime Minister of Timor-Leste
Dr Jose Ramos Horta
Email:
riko_joel@yahoo.com or riko.joel@gmail.com
Telephone: +670 7254740

Ivana Belo
Information / Media Officer
To the Prime Minister of Timor-Leste
Dr Jose Ramos Horta
Email:
unugina2004@yahoo.com
Telephone: +670 724 3559.

Antonio Ramos Andre
Media Advisor
To the Prime Minister of Timor-Leste
Dr. Jose Ramos Horta
Email :
antónio.m.andre@gmail.com
Telephone: +670 7319905

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Timor-Leste e Austrália ratificam acordo do petróleo e do gás

O parlamento de Timor-Leste ratificou um acordo com a Austrália que modela os depósitos de petróleo e gás do Mar de Timor que valem biliões de dólares.Uma troca de cartas entre os governos de Timor-Leste e da Austrália é agora necessária antes de os tratados entrarem em efeito, disse uma porta-voz do Primeiro-Ministro José Ramos Horta.O parlamento de Timor-Leste aprovou na Terça-feira duas resoluções sobre o campo de gás do Greater Sunrise e o acordo da fronteira do fundo do mar relacionado, com a Austrália, com 48 votos a favor e cinco contra. Houve três abstenções, disse a porta-voz.É estimado que o campo do Greater Sunrise pode ter um potencial de $US10 biliões ($A13 biliões) para o empobrecido Timor-Leste durante 20 anos.Em Novembro, Ramos Horta disse que uma vez ratificado, o tratado "permitirá o desenvolvimento do Greater Sunrise, cujos recursos garantirão a independência económica e a prosperidade nacional ".Sob o acordo – assinado há um ano – a Austrália e Timor-Leste dividirão as royalties do campo 50:50, e atrasarão por 50 anos as negociações para uma fronteira marítima permanente.Antes, o deputado Timorense Leandro disse que havia um forte debate no parlamento sobre o tratado. No princípio deste mês, o governo Australiano mexeu-se para ratificar rapidamente a ratificação, marcando uma análise do tratado no Senado.O operador do Greater Sunrise, Woodside Petroleum congelou o projecto de $A6.6 biliões no Greater Sunrise em 2004 quando as negociações entre as duas nações se arrastavam.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

A exploração petrolífera na Área de Desenvolvimento Conjunto do Mar do Timor


Em 1989, o Tratado do Timor Gap (Timor Gap Treaty), assinado entre a Austrália e a Indonésia, criou a Zona de Cooperação do Timor Gap. O Tratado foi projectado para permitir a realização de actividades petrolíferas em uma porção da Bacia de Bonaparte, enquanto não havia um reconhecimento mútuo das fronteiras marítimas.

Com a declaração formal da independência do Timor-Leste, em 2002, foi assinado um novo tratado com a Austrália, o Tratado do Mar do Timor (Timor Sea Treaty). Por este acordo internacional, os recursos provenientes da atividade petrolífera realizada na ACDP – Área Conjunta de Desenvolvimento Petrolífero -, passaram a ser repartidos entre os estados contratantes na proporção de 90% para Timor-Leste e 10% para a Austrália. O acordo entrou em vigor em Abril de 2003, após ratificação pelas casas parlamentares de ambos os países. Os contratos de exploração e produção em vigor foram mantidos e ajustados. Na ACDP a atividade petrolífera é regulada pela Autoridade Nomeada do Mar do Timor (em inglês TSDA).

A perfuração exploratória na ACDP teve início em 1992-1993 com a perfuração de 3 poços que não revelaram mais do que a presença de indícios de óleo e gás. A primeira descoberta comercial de óleo ocorreu pela perfuração do poço Elang em 1994. No período mais intenso de atividade exploratória, entre 1994 e 1998, em apenas 4 anos foram realizadas 12 descobertas de óleo e/ou gás e condensado.

Ainda antes da criação da Zona de Cooperação do Timor Gap, que foi posteriormente sucedida pela ACDP, ocorreu o primeiro teste exploratório da região, com a perfuração em 1971, do poço Flamingo, que revelou apenas índícios de gás natural.

O potencial petrolífero da ACDP tornou-se realidade em 1994, com as descobertas de Elang e Kakatua. O início da produção comercial ocorreu em 1998, através de um sistema de produção com unidade flutuante que agregou os campos de Elang, Kakatua e Kakatua North (EKKN). Atualmente, essas acumulações já encontram-se em fase avançada de esgotamento, com produção corrente na faixa de 2.500 bbl/dia. O abandono destes campos está inicialmente previsto para Julho de 2007. Pode tratar-se de excelente oportunidade para empresas dedicadas a produção de áreas maduras.

A produção de condensado e GPL (butano e propano) do Campo de Bayu-Undan teve início em 2004 e a de gás natural, exportado sob a forma de GNL, em fevereiro de 2006, a partir de uma planta de liquefação instalada em Darwin, Austrália. A produção atual de gás natural rico é de 28,6 milhões de m3 por dia, 70.400 bbl de condensado, 18.800 bbl de propano e 16.100 bbl de butano.

As demais ocorrências de hidrocarbonetos permanecem como recursos petrolíferos não desenvolvidos e aguardam a satisfação de requisitos de economicidade e consolidação de tratados bilaterais com a Austrália sobre a questão das fronteiras marítimas.
O complexo de campos de gás e condensado de Sunrise, do qual faz parte a descoberta de Sunset, distribui-se por uma região que está 20,1% dentro da ACDP e 79,9% fora dela, em uma área do solo oceânico sob disputa de fronteira entre a Austrália e Timor-Leste. A submissão e aprovação do plano de desenvolvimento para a acumulação, de cerca de 7,7 Tcf de gás e 300 milhões de barris de condensado, depende ainda da ratificação de um acordo de unitização, pelo Parlamento do Timor-Leste, e de um tratado adicional assinado em 2005, mas ainda não ratificado pelas casas parlamentares dos dois países.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Brunei e Filipinas vão explorar petróleo no Timor-Leste

O Brunei e as Filipinas acordaram em desenvolver conjuntamente os recursos de petróleo e de gás natural de Timor - Leste, afirmou quinta-feira em Manila o secretário para a Energia das Filipinas, Raphael Lotilla.Em conferência de imprensa, Lotilla afirmou que o acordo entre as três nações foi feito à margem da cimeira da Associação dos Países do Sudeste Asiático realizado em Cebu, região central das Filipinas.O secretário disse que vai incumbir a empresa estatal PNOC Exploration Corp. de representar o país neste acordo, cujos pormenores têm ainda de ser decididos pelos responsáveis dos três países."Timor Leste tem os depósitos de petróleo e gás natural mais ricos da região e se conseguirmos explorar esses recursos então ajudar-nos-emos mutuamente", afirmou Lotilla.Na sequência da independência de Timor-Leste, o acordo que a Austrália tinha assinado com a Indonésia foi renegociado com Díli e actualmente o país recebe cerca de 100 milhões de dólares por mês pelo gás natural, verba que o secretário para a Energia das Filipinas considera representar apenas uma pequena porção dos recursos à disposição de Timor-Leste. (Agência Brasileira de Notícias)

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Histórico da exploração petrolífera na porção emersa de Timor-Leste

A exploração petrolífera no Timor-Leste iniciou-se de forma incipiente na primeira década do século passado, na sua porção emersa, através do aproveitamento artesanal de exudações naturais e a perfuração de três poços: Pualaca e Ranoco em 1910 e Mata-Hai em 1914. A profundidade final destes primeiros poços foi muito rasa, variando entre 140 e 170 metros. A lógica para essas perfurações foi a presença adjacente de exudações superficiais de óleo. Esse primeiro ciclo exploratório encerrou-se em 1972. Ao longo do período, foram perfurados cerca de 23 poços, a maior parte por uma empresa australiana chamada Timor Oil Ltd., entre 1957 e 1972. Foram investidos cerca de 100 milhões de dólares norte-americanos, sem sucesso comercial. Entretanto, numerosos indícios de óleo e gás foram reportados, incluindo quatro poços que produziram entre 3 e 110 barris de óleo por dia.

São conhecidas e descritas no Timor-Leste, cerca de 30 localidades onde ocorre pemanente exudação de gás e óleo leve na superfície do terreno. As exudações de gás localizadas em Aliambata, sub-districto de Viqueque, são as mais significativas. Nessas ocorrências, sob financiamento e coordenação do Banco Mundial, uma empresa Neozelandesa, Sinclair Knight Merz, conduziu um estudo de campo preliminar em abril de 2005. Nesse teste de viabilidade, a empresa concluiu que para cada pé cúbico de gás produzido por segundo, poderia ser gerado 130 a 275 kW de energia eléctrica, que permitiria suprir entre 1.300 e 2.750 domicílios residenciais. Sob estimulação, a produção poderia atingir 5 pés cúbicos por segundo, e a exudação poderia suprir electricidade para cerca de 6.500 a 13.000 casas. O sucesso deste teste é encorajador para a avaliação do potencial de outras ocorrências dessa natureza e a implantação de projecto piloto.


A Lei das Actividades Petrolíferas prevê a concessão de autorizações para a exploração das ocorrências de hidrocarbonetos acima descritas, as chamadas Autorizações de Uso de Percolação. Tais autorizações podem ensejar oportunidade de aproveitamento energético desses recursos em bases individuais ou comunitárias, colaborando com o acesso a fontes locais de energia.

As campanhas exploratórias conduzidas na porção terrestre do Timor-Leste foram basicamente focadas nas exudações superficiais e mapeamentos de superfície, além de 9 levantamentos gravimétricos, alguma cobertura de métodos magnetométricos e muito pouco dado de relflexão sísmica, estes adquiridos apenas em 1974. Dados geofísicos adquiridos posteriormente pela empresa indonésia Pertamina, não estão disponíveis.

Com base nos fortes indícios da existência de hidrocarbonetos no território emerso de Timor-Leste, na limitada cobertura de dados geológicos/geofísicos e na incipiente exploração a que essa região foi submetida, fica clara a necessidade de estímulo a investimentos nessa área.
O governo do Timor-Leste estuda a possibilidade do lançamento, ainda em 2007, de uma rodada de licitação para contratos de exploração e produção de petróleo em blocos localizados na porção emersa. A área promete.