Mostrando postagens com marcador Rio Grande do Norte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rio Grande do Norte. Mostrar todas as postagens

domingo, 31 de maio de 2009

Chuva faz Petrobras fechar 315 poços no RN


As chuvas intensas que caem no Rio Grande do Norte forçaram a Petrobras a fechar temporariamente 315 poços de petróleo no Estado. A medida reduz a produção local em 3,2 mil barris por dia, o equivalente a 0,2% da produção nacional de petróleo. Segundo a estatal, cortes no fornecimento de energia e dificuldade de acesso aos campos de petróleo levaram à decisão.


O problema se concentra na região oeste do Rio Grande do Norte e no Vale do Açu, onde a estatal opera 4,3 mil poços petrolíferos. Segundo nota distribuída pela companhia, a produção suspensa é equivalente a 4,2% do volume extraído pela Unidade de Negócios Rio Grande do Norte e Ceará, responsável pelas atividades na região.


No texto, a companhia esclareceu que monitora constantemente os equipamentos para garantir a segurança ambiental e evitar danos ambientais às regiões afetadas pelas chuvas.


O corte de produção prejudica municípios e proprietários de terras da região, que são beneficiados pelos royalties e pagamento pelo uso das propriedades pela estatal. Ainda não há previsão de quando as operações serão retomadas (Fonte: Ultimo Segundo - IG / Agencia Estado, 2009-05-26).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Petrobras notifica ANP sobre três descobertas de petróleo na costa brasileira


A Petrobras ( PETR3 , PETR4 ) informou à ANP (Agência Nacional do Petróleo) sobre mais três descobertas de indícios de hidrocarbonetos no Brasil.

De acordo com o site da agência, foram encontrados em terra vestígios de petróleo no bloco SEAL-T-357, situado no estado de Sergipe, nordeste do Brasil.

Além deste, a estatal verificou em terra indícios de petróleo no bloco BT-POT-8 e POT-T-520, ambos localizados na bacia de Potiguar, que abrange os estados do Rio Grande do Norte e Ceará (Fonte: Yahoo Notícias, 2009-02-09).

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Lobão pedirá à ANP retomada do 8o leilão de blocos de petróleo


O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que vai encaminhar no mês que vem uma recomendação à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para que retome a oitava rodada e realize, ainda este ano, a 10a licitação de blocos de exploração de petróleo e gás natural. "Mês que vem encaminharei uma portaria à ANP recomendando a oitava rodada e outros leilões no território de fora do pré-sal", disse Lobão em entrevista a jornalistas na sede do Operador Nacional do Sistema (ONS), menos de um mês depois de ter afirmado que nenhuma das duas seria realizada [ID:nN16469423].

A oitava rodada foi paralisada em 2006 pela Justiça, que acatou ações de investidores que não aceitaram a mudança promovida pela ANP limitando o número de áreas que poderiam ser compradas por cada empresa.

Na oitava rodada, realizada antes da descoberta de petróleo na área do cobiçado pré-sal, havia a previsão de serem leiloados dez blocos dessa região, que se estende por 800 quilômetros nas águas ultra-profundas do Espírito Santo à Santa Catarina abaixo de uma grossa camada de sal, onde a Petrobras estima ter reservatórios com grande potencial de hidrocarbonetos.

A Justiça já revogou a liminar que suspendeu a oitava rodada e a ANP voltou atrás na mudança que levou à suspensão do leilão.
Depois da oitava rodada, o governo ainda realizou com sucesso a nona licitação, em 2007. No entanto, segundo o ministro, se for realizada, a décima rodada, esta não incluiria blocos da camada pré-sal. "Vamos promover leilões para o território e para as franjas do pré-sal. No pré-sal, só depois do marco regulatório", completou Lobão, que acredita que ainda haverá tempo hábil para a ANP retomar a oitava rodada e realizar a décima neste ano. "Ainda dá tempo, se não der, faz o edital neste ano e realiza no início de 2009", disse.
No entanto, integrantes do próprio governo admitem que um leilão de blocos que não inclua o pré-sal, como sugeriu o ministro, pode não ter interessados. [ID:nN09353716]
O ministro defendeu também que a atualização do marco regulatório inclua mudanças no sistema de pagamento de royalties. "Essa riqueza pertence a todo o povo, não pode ficar circunscrita a alguns Estados ou municípios. Não queremos prejudicar Rio, Espírito Santo, Rio Grande do Norte ou outros Estados mexendo na configuração da cobrança e na distribuição dos royalties", disse (Fonte: O Globo, 2008-07-10).

segunda-feira, 17 de março de 2008

Ação da ANP pode dobrar receita do Rio Grande do Norte com poços

Os campos de petróleo do Rio Grande do Norte serão beneficiados por uma medida da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que altera a cobrança e a alíquota da Participação Especial (PE). A taxa governamental - que hoje só incide sobre os campos de grande produção de gás natural e petróleo - passaria a ser cobrada também para os campos de grande rentabilidade como é o caso do RN. O diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, anunciou as mudanças esta semana propondo também que o aumento da alíquota que atualmente varia de 10% a 40% sobre a receita líquida do campo.

A justificativa da ANP para que as modificações na PE sejam implementadas é o grande aumento nos preços do petróleo. Segundo Lima, todos os países produtores de petróleo modificaram sua alíquotas das taxas governamentais desde que a PE foi instituída pelo Decreto nº 2.705/98, exceto o Brasil. Os estudos serão entregues em cerca de 60 dias ao Ministério das Minas e Energia.

Para o deputado federal Betinho Rosado, o anúncio da ANP corrige uma injustiça que estava sendo cometida com o Rio Grande do Norte com relação a Participação Especial. De acordo com ele, a participação da rentabilidade estava prevista na Lei nº 9.478 desde 1997, sendo sugerida pelo parlamentar potiguar. No entanto, o RN ficou para trás, perdendo espaço para estados como o Rio de Janeiro, quando a ANP estabeleceu as normas priorizando apenas o critério do volume de produção.

‘‘Por isso, o Rio de Janeiro recebe 8 centavos por barril produzido enquanto o RN recebe apenas 3. E a qualidade do petróleo extraído em Campos é baixo, tanto que nenhuma refinaria brasileira trabalha com o produto. A margem bruta do petróleo de Campos é menor que 60 dólares, enquanto no RN é de 90 dólares. E mesmo assim, a Participação Especial do RN é menor. Isso era uma absoluta injustiça’’, declara.

Rosado calcula que, com a mudança, o estado receberá cinco vezes mais de PE. Atualmente, o Rio Grande do Norte arrecada R$ 30 milhões anuais com os recursos da taxa e passaria para R$ 150 milhões ao ano, além de mais R$ 150 milhões oriundos dos royalties. O deputado federal acredita que, dentro de 90 dias, estes recursos comecem a ser repassados para o estado já que o prazo da ANP para entrega dos estudos é de dois meses.

Diante da mudança, Betinho Rosado ainda sugere que a governadora Wilma de Faria juntamente com a bancada política potiguar em Brasília se mobilizem para que o RN não seja prejudicado novamente. ‘‘Precisamos marcar uma audiência com a ANP para cobrar o que é nosso. É necessária uma intervenção para que a lei contemple as peculiaridades do estado’’. Segundo Betinho, entre características estão a produção em terra e a existência de poços de baixa vazão com pequenos volumes produzidos, mas com custos mais baratos (Fonte: Diário de Natal, 2008-03-17).

Rio Grande do Norte: “A hora é de buscar parceiros e investir em infraestrutura”


Uma das maiores autoridades do país em petróleo e gás, o consultor Jean-Paul Prates é advogado, economista, Mestre em Ciências (M.Sc.) da gestão pública de recursos energéticos e ambientais pela Universidade da Pensilvania (Filadélfia, EUA) e Mestre em Economia e Regulação da Indústria do Petróleo pelo Instituto Francês do Petróleo (Paris, França). Desde 1991 ele atua como consultor especialista em recursos naturais energéticos, comentarista do canal a cabo Globo News, colunista do Globo Online sobre petróleo e gás, e diretor-executivo da Expetro, maior consultoria nacional especializada em petróleo, gás e biocombustíveis. Com todo este currículo, Prates defende que o Rio Grande do Norte está vivendo um momento crucial para as suas pretensões de sediar um grande projeto petroquímico em seu território, alavancando seu desenvolvimento. Nesta entrevista exclusiva a O Poti, ele detalha este sentimento.


O Poti - O anúncio da Petrobras de que pretende construir uma "refinaria em Guamaré" não teve uma repercussão maior do que deveria, visto que, segundo o próprio mercado, a decisão de ampliar a produção de líquidos naquele pólo seria um caminho natural da estatal, ou seja, uma decisão que ela teria que tomar por questões de mercado, naturalmente?


Jean-Paul Prates - Absolutamente. Muito ao contrário. Se você se lembrar da época do anúncio da Refinaria Abreu e Lima (em Pernambuco), falou-se inclusive na possibilidade de se fechar as unidades de Guamaré tendo em vista a sua iminente inviabilidade perante um complexo de refino tão maior a ser construído logo ao lado. A grande conquista do Estado, neste sentido, foi não apenas garantir a continuidade das operações em Guamaré como conseguir que a Petrobras transfira imediatamente as instalações que atualmente já produzem diesel, biodiesel, QAV (querosene de aviação) e GLP (gás liqüefeito de petróleo) naquela cidade para a gestão da área de "Refino e Abastecimento" da empresa, que é quem comanda todas as refinarias da empresa. Isto significa que, já a partir deste ano, a Petrobras irá pensar e planejar Guamaré como refinaria, e não como mera extensão das suas unidades de produção de petróleo no RN. O efeito disso, dentro e fora da empresa, é muito mais do que meramente retórico. Representa uma mudança radical na mentalidade e nos sensos de prioridade e viabilidade quanto aos projetos de eficientização, ampliação e modernização das instalações de Guamaré. O Estado terá a 12ª refinaria de petróleo do país antes mesmo da inauguração da congênere pernambucana, contabilizada como 11ª. A partir daí, com foco diferenciado e voltado para a fabricação de produtos leves (gasolina automotiva, QAV e diesel com alta especificação ambiental), esta renovada e ampliada instalação de refino poderá chegar a processar 120 mil barris de petróleo por dia dentro de 5 ou 6 anos, o que não poderá de forma alguma ser chamado de mini-refinaria e sim, em padrões mundiais, de uma refinaria de médio porte– na mesma faixa da RBPC (Cubatão-SP) e da REPAR (Araucária–PR), e equivalente a metade da RLAN (Salvador) e ao dobro da REMAN (Manaus-AM).


Tecnicamente, quais as diferenças entre uma refinaria e um pólo petroquímico? Qual dos dois é mais vantajoso para o RN?


A atividade de refino de petróleo consiste basicamente em processá-lo e separá-lo em várias substâncias úteis. A maneira mais antiga e comum de separar os vários componentes (chamados de frações) é usar as diferenças entre as temperaturas de ebulição. Isso é chamado de destilação fracionada. Basicamente, esquenta-se o petróleo bruto deixando-o evaporar e depois condensa-se este vapor. Técnicas mais novas usam o processamento químico, térmico ou catalítico em algumas das frações para criar outras, em um processo chamado de conversão. O processamento químico, por exemplo, pode quebrar cadeias longas em outras menores. Isso permite que uma refinaria transforme óleo diesel em gasolina, de acordo com a demanda por gasolina. As refinarias fazem ainda o tratamento das frações para remover as impurezas e combinam as várias frações (processadas e não processadas) em misturas para fabricar os produtos desejados. Por exemplo, as diferentes misturas de cadeias podem criar gasolinas com diferentes índices de octanagem. Os produtos derivados são armazenados no local até que sejam entregues aos diferentes compradores, como postos de gasolina, aeroportos e pólos petroquímicos.


Então, um integra o outro?


É. A indústria petroquímica, como parte integrante da indústria química, é um segundo estágio de beneficiamento do petróleo, que abrange os segmentos de produtos químicos orgânicos, além das resinas e elastômeros. É uma indústria tão intensiva em capital quanto a de refino, e onde a escala de produção é o principal fator de viabilidade, já que exige altos investimentos e longo período de maturação. A competitividade da petroquímica está intimamente relacionada com quatro fatores: matéria-prima, escala de produção, tecnologia e facilidade de acesso ao mercado consumidor. Em relação a qual seria a atividade mais vantajosa para o Estado, eu diria que não cabe esta "competição" pois uma atividade (no caso, a petroquímica) praticamente pressupõe a existência da outra (refino ou processamento de gás) em escala razoável.


Então esta "refinaria" pode ser a base para a criação de um pólo petroquímico no RN? Por que?


Sim. A indústria petroquímica global, assim como a nacional, se organiza em pólos para facilitar a logística de produção e o transporte dos produtos obtidos e, com isso minimizar os custos. Um dos principais fatores para a definição da localização de um novo pólo petroquímico é a proximidade de uma refinaria. Modernamente, com o advento da indústria gás-química, locais que congregam capacidade de refino e também processamento de gás natural (como será o caso de Guamaré) são ainda mais valorizados quando se coloca este tipo de escolha. Um pólo petroquímico, portanto, pressupõe a existência de uma refinaria ou de unidades de processamento de gás natural nos seus arredores, quando não integradamente. Portanto, para o Estado - uma vez que a nossa produção de gás ainda não chega a ser suficiente para justificar sozinha a instalação de indústrias petroquímicas como PVC e outras, já debatidas - ter a refinaria é um passo necessário para ir adiante rumo ao pólo petroquímico que, na verdade poderá vir a ser um pólo de nome mais complicado mas mais preciso: pólo petro-gás-químico, combinando elementos das duas vertentes. Neste sentido, a decisão de oficializar, modernizar e ampliar Guamaré como "refinaria" é fundamental para se conquistar a tão propalada "escala", que sempre serviu de empecilho às pretensões do Estado de abrigar unidades que agregassem valor à sua produção de petróleo e gás.


O que o estado precisa fazer para conseguir o pólo petroquímico? E que erros não pode cometer?


O que houve neste momento, que deu certo, foi uma coisa pela qual lutamos muito no passado recente que é um casamento entre dois fatores preponderantes: o técnico e o político. O político exercido pela união inédita obtida pela Governadora Wilma e a bancada parlamentar federal, no exato momento em que esta bancada tem o mais elevado poder representantivo já visto nos últimos tempos. E o fator técnico em função da necessidade de aumento do refino, novas grandes descobertas de petróleo, necessidade de atendimento de normas técnicas ambientais (novas especificações do diesel quanto a emissões) e o convencimento interno da Petrobras de reconhecer o mérito de se passar a unidade de Guamaré para debaixo da área de refino da empresa. O pólo petroquímico virá como decorrência destes fatores técnicos e comerciais interessantes à empresa investidora Petrobras combinados com a disposição das forças do Estado em manter esta união acima das rivalidades e pretensões políticas locais. O clima de cordialidade, receptividade e maturidade por que passamos atualmente deve ser mantido, a todo custo. Por vezes, em meio a todo este esforço iniciado em 2003, cheguei a pensar que o maior adversário do Estado era o próprio comportamento derrotista ou anti-competitivo de alguns formadores de opinião importantes que duvidavam (e talvez ainda duvidem) que o Estado pudesse conquistar a refinaria e muito mais. Não podemos voltar a este estágio precário de consenso. Do ponto de vista técnico, sabe-se que da atividade de refino resultam resíduos que precisam ser monetizados e aproveitados. Como temos aqui outras matérias primas que complementam estes resíduos (como por exemplo, na produção de resinas plásticas), as condições favoráveis estão dadas.


E que ainda falta?


No mais, resta-nos, agora, brigar em três frentes bastante desafiadoras: 1) consolidar estas decisões da Petrobras - até maio; 2) atrair empreendimentos de segunda e terceira geração que constituam mercado para os produtos da petroquímica; 3) solucionar e prover infra-estrutura de logística para o entorno do pólo, conferindo plena viabilidade técnica e econômica. Além destas frentes, o Governo do Estado já trabalha ações complementares como o estudo e controle dos impactos externos destes empreendimentos (ambiental, social, econômico) e o direcionamento de políticas educacionais e de formação profissional, bem como de estímulo a cadeias produtivas locais para a inserção da população local nestes empreendimentos (Fonte: Diário de Natal, 2008-03-17).