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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Petromoc assina acordos de financiamento e assistência técnica


A Petróleos de Moçambique (Petromoc) assinou sexta-feira em Maputo acordos com o African Investment Fund, dos Estados Unidos da América, e a Transgaz, da Rússia, para o financiamento e assistência técnica a projectos.


Os acordos prevêem que o African Investment Fund participe no financiamento da construção de um oleoduto de 650 quilómetros entre Moçambique e a África do Sul e nas obras de recuperação dos armazéns da Petromoc em Maputo, sul, Beira, centro, e Nacala, norte.


“Estes acordos integram-se na estratégia da Petromoc de elevar a sua capacidade de abastecimento interno e de expansão da empresa para mercados da África Austral”, sublinhou Nuno de Oliveira, administrador delegado da Petromoc.


Através do oleoduto com ponto de partida no porto da Matola, província de Maputo, a África do Sul terá uma segunda fonte de trânsito das suas importações de combustíveis, além do porto de Durban, da África do Sul, que tem operado a níveis próximos ou superiores à sua capacidade, sublinhou Nuno de Oliveira, administrador delegado da Petromoc.


A recuperação dos armazéns da Beira e de Nacala visa aumentar a capacidade de acondicionamento de combustível em trânsito para os países sem acesso ao mar, que fazem fronteira com Moçambique a norte e centro do país.


No quadro dos acordos celebrados, a Transgaz irá prestar assistência técnica à Petromoc, para a execução dos projectos definidos no âmbito da estratégia de expansão da empresa, que ascendem a 800 milhões de dólares (Fonte: Macauhub, 2010-02-22).

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Petromoc torna-se membro da Cruz Vermelha e recebe acções de formação


A Cruz Vermelha de Moçambique (CVM) vai fazer acções de formação na Petromoc, empresa estatal de produtos petrolíferos, que em troca se tornou membro da instituição, com uma quota de dois mil euros anuais.

O acordo entre a CVM e a Petróleos de Moçambique foi hoje assinado em Maputo pela secretária-geral da CVM, Fernanda Teixeira, e pelo presidente do conselho de administração da Petromoc, José Mateus Katupha, tornando a maior empresa de distribuição de produtos petrolíferos em "membro ouro" da organização.

Em breve, disse Fernanda Teixeira, será feita uma acção de formação sobre primeiros socorros, envolvendo todos os trabalhadores da empresa.

"Uma empresa que lida com produtos com muita volatilidade necessita de manter alerta os seus trabalhadores", disse Mateus Katupha, acrescentando que todos os trabalhadores da Petromoc devem ter acesso a acções de formação, dado o tipo de produtos que manuseiam.

A Petromoc tem a maior rede de distribuição de produtos petrolíferos de Moçambique, com cerca de 120 estações de serviço e outros tantos postos locais. Tem armazéns e oleodutos em todos os portos e 19 depósitos no parque de armazenamento, fornecendo combustível à Zâmbia, Zimbabué, Malawi e RD Congo.

A Cruz Vermelha de Moçambique tem cerca de 70.000 membros e mais de 4.400 voluntários activos e emprega 211 pessoas (Fonte: Portal Angop, 2009-04-28).

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Empresários moçambicanos vão construir refinaria em Maputo


A Oilmoz vai construir uma refinaria na província de Maputo com capacidade para processar 350 mil barris de petróleo por dia quando ficar pronta em 2013 com um investimento de 8 mil milhões de dólares, afirmou quinta-feira em Maputo o presidente da empresa.


A Oilmoz, fundada por Leonardo Simão, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, dará emprego a 15 mil pessoas durante a construção da refinaria e a 2000 quando estiver a funcionar em pleno, adiantou Fausto Cruz, presidente executivo da empresa, no decurso de uma apresentação do projecto realizada na capital Maputo.


Esta refinaria será a primeira a ser construída em Moçambique desde que a única outra existente fechou há 24 anos, deixando o país totalmente depende de importações de combustíveis.


Fausto Cruz anunciou ainda estarem em curso e numa fase bastante adiantada negociações com um consórcio bancário com vista ao financiamento, ao mesmo tempo que estão em curso estudos de viabilidade técnico-ambiental para a instalação da refinaria.


Além da refinaria propriamente dita, a projecto integra a construção de outras infra-estruturas, como uma fábrica de petroquímicos, central termoeléctrica de 500 megawatts, estação de tratamento de lixo e de resíduos, um “tank farm” (parque de tanques) para armazenamento de petróleo em rama e combustíveis refinados, um terminal portuário em "off-shore" e casas para funcionários.


A Shell Global Solutions será responsável pelo aconselhamento técnico, estudo de viabilidade económica e concepção do projecto e posteriormente pelo fornecimento de petróleo em rama e manter-se-á como parceiro técnico por um período de 30 a 40 anos, segundo afirmou Robert Trout, director da empresa para serviços a terceiros.


O projecto é integralmente de capitais moçambicanos, tendo como accionistas a Petromoc, Leonardo Simão, que é também director-executivo da Fundação Joaquim Chissano, ex-Presidente moçambicano, e Fausto Cruz.


No ano passado, a Ayr-Petro-Nacala, da norte-americana Ayr Logistics, anunciou também a construção de uma refinaria na cidade portuária de Nacala, na província de Nampula, norte de Moçambique (Fonte: Macauhub, 2009-02-06).