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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Petrobras estuda antecipar projetos de Guará e Iara


A Petrobras estuda antecipar em um ano o início das operações de duas plataformas do pré-sal, que devem ser instaladas nas descobertas de Guará e Iara. As unidades, que serão usadas em projetos-piloto de produção, estão previstas inicialmente para 2013 e 2014. Segundo o gerente-executivo do pré-sal da companhia, José Formigli, porém, há um esforço interno para iniciar as atividades em 2012 e 2013.


"Sabemos que tem petróleo ali e é natural que trabalhemos para tentar produzi-lo o quanto antes, desde que faça sentido do ponto de vista empresarial e não coloque em risco o reservatório", afirmou Formigli. As duas plataformas terão capacidade para produzir 120 mil barris por dia e, segundo o planejamento da Petrobras, representam o segundo e o terceiro projetos-piloto do pré-sal de Santos - o primeiro será instalado em Tupi, no final de 2010.


Formigli informou que a empresa já está consultando o mercado sobre a possibilidade de antecipar a entrega das plataformas, que já estão em licitação e deverão ser projetadas a ponto de garantir um alto índice de conteúdo nacional. As duas embarcações serão afretadas pela estatal e convertidas em plataformas produtoras de petróleo a partir de navios petroleiros.


A antecipação da produção no pré-sal faz parte de uma estratégia elaborada com o objetivo de garantir fluxo de caixa para ajudar a bancar os grandes investimentos esperados para a fase definitiva de produção nas novas jazidas, que deve ter início a partir de 2013. Segundo o cronograma da empresa, a primeira fase do pré-sal terá, além dos três pilotos, oito plataformas com capacidade para 150 mil barris por dia.


Formigli disse que a empresa ainda não bateu o martelo, mas que tende a instalar os dois pilotos em Guará e Iara. A primeira descoberta está no bloco BM-S-9, ao lado de Carioca, e ainda não tem estimativa de reservas oficiais. Já Iara está no mesmo bloco de Tupi e tem reservas projetadas entre 3 bilhões e 4 bilhões de barris de petróleo e gás.


O desenvolvimento de todo o potencial da área dependerá ainda de uma segunda fase de produção, com início a partir de 2017. A empresa, no entanto, ainda estuda o melhor modelo para essa fase, que vai depender do desenvolvimento de tecnologias específicas para a região - esforço que vai tentar superar obstáculos como a logística grande distância da costa e o escoamento do petróleo e do gás.


Em palestra na feira Brasil Offshore, Formigli disse que o financiamento para o pré-sal não é mais visto como um problema para a companhia, devido à elevação do preço do petróleo para patamares acima de US$ 60 por barril. Ele reforçou que os projetos são viáveis com óleo em torno dos US$ 40 por barril e que uma cotação superior se traduz em maior geração de caixa para financiar futuros investimentos. "A geração de caixa está boa e podemos reaplicar o dinheiro relativamente rápido", comentou o executivo. Além disso, a companhia está cada vez mais confiante em redução de custos no setor. Os investimentos de US$ 98,8 bilhões projetados para o pré-sal foram calculados com base em custos inflacionados pelos altos preços do petróleo no ano passado (Fonte: Abril, 2009-06-18).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Repsol estima reservas de bloco na bacia de Santos entre 2 e 6 bi barris


A Repsol informou nesta quarta-feira que as primeiras estimativas para o bloco BM-S-9 da bacia de Santos apontam para reservas de 2 bilhões a 6 bilhões de barris de óleo equivalente. A empresa, no entanto, disse que os baixos preços do petróleo podem obrigá-la a rever alguns investimentos.

Segundo o diretor de exploração e produção da Repsol, Nemesio Fernández Cuesta, serão realizadas mais avaliações para avançar com as estimativas do bloco, onde estão localizados os poços de Carioca e Guará.

A Repsol detém 25 por cento de participação no bloco, sendo que a Petrobras possui 45 por cento (operadora) e o BG Group, 30 por cento. Procurada, a estatal brasileira afirmou que ainda não há dados oficiais sobre o potencial do local. Na bacia de Santos já foram estimadas as reservas de Tupi -- 5 a 8 bilhões de boe -- e Iara -- 3 a 4 bilhões de boe.

A Repsol destacou entretanto que os baixos preços do petróleo podem obrigá-la a rever os investimentos em projetos que deixariam de ser rentáveis. "Se o petróleo se mantiver nesses níveis, teremos que rever outros investimentos", disse Cuesta, admitindo que a petroleira já está reavaliando o investimento de 350 milhões de euros no bloco 39 no Peru, rentável a partir dos 70 dólares o barril. Na quarta-feira, o petróleo era negociado abaixo dos 40 dólares.

Além do Peru, a Repsol tem investimentos projetados para o Golfo do México, Líbia, Argélia e Brasil, totalizando 12,3 bilhões de euros.

Cuesta afirmou, no entanto, que a exploração no bloco BM-S-9 é rentável mesmo com o petróleo ao redor dos 40 dólares por barril, apesar do local estar distante cerca de 300 km da costa brasileira.

A empresa calculou os investimentos -- incluídos em seu plano estratégico 2008-2012 -- em um preço médio do barril de petróleo em 57 dólares. Fernández afirmou que esta estimativa continua sendo correta já que "reflete os fundamentos". "O mercado não está agora tão concentrado no longo prazo, mas sim no impacto no curto prazo dos atuais preços do petróleo no fluxo de caixa e nos planos de investimento", disse um analista do setor.

A diversificação geográfica da extração foi um dos pontos mais importantes incluídos no plano estratégico da Repsol. A empresa incluiu Golfo do México e Brasil como novas áreas estratégicas, além do Alasca. Canadá, Noruega e África Ocidental foram consideradas áreas de crescimento no meio a longo prazo (Fonte: Abril / Reuters, 2009-02-11).