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segunda-feira, 25 de março de 2013

Nova sonda de petróleo é testada em São Sebastião do Passé durante evento

O município de São Sebastião do Passé (a 58 km de Salvador) vai ser palco do primeiro experimento, no Brasil, com a Sonda Escola Móvel utilizada para perfurar poços de petróleo no mundo inteiro.

O equipamento é a principal atração do Workshop de Engenharia de Perfuração e Completação de Poços de Petróleo, ministrado pela Petro D’art, e será operado durante as aulas práticas, que acontecem de 25 a 30 de março, em um terreno cedido pela prefeitura de São Sebastião do Passé.

Durante uma semana, engenheiros, estudantes de engenharia, técnicos e tecnólogos de todo o país estarão reunidos na pequena cidade da Região Metropolitana de Salvador. O evento, além de movimentar a economia do local, vai atrair os olhares dos investidores de uma das áreas mais promissoras da atualidade.

O Workshop de Perfuração de Poço é, também, uma excelente oportunidade para os estudantes do curso de Engenharia de Petróleo ter contato com a máquina, pois as instituições de ensino só possuem em seus laboratórios a sonda estática, que, diferentemente da móvel, não reproduz todas as etapas do processo.

“Eu classifico esse encontro como um intercâmbio de conhecimento, pois os engenheiros que já atuam na área vão compartilhar as suas experiências com os alunos, e estes, por sua vez, participarão ativamente de todo o processo. A Sonda Escola Móvel fará a simulação completa de uma perfuração de poço em todas as suas etapas. A única diferença é que não sairá petróleo porque a área não trabalhada não possui”, explica o diretor da Petro D’art, Jefter Fernandes.
 
Fonte:  Tribuna da Bahia, 2013-03-23.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Galp com Eni em Moçambique


A Eni, ainda accionista da Galp (33,34%), vai avançar com a petrolífera portuguesa com a primeira perfuração no bloco na Bacia do Rovuma, no Norte de Moçambique. Os italianos são os operadores do bloco.

Com esta parceria, a Galp marca a segunda presença em África, a seguir a Angola, no âmbito da exploração e produção de petróleo. Registre-se que a Galp já se encontra presente no Brasil, onde detém 10% no projecto Tupi, um bloco operado pela Petrobras no pré-sal da Bacia de Santos. A 5.000 metros abaixo do nível do mar e sob uma camada de sal com mais de 1 quilómetro de espessura o projecto Tupi configura uma das maiores reservas de petróleo e gás natural descobertas nos últimos 30 anos.

O projecto da Bacia do Rovuma encontra-se também localizado em águas ultra-profundas, a 2.600 metros abaixo do nível do mar, sendo que os estudos já efectuados evidenciam que a zona apresenta um potencial elevado. A concessão operada pela Eni (que detém 70% do respectivo capital) conta ainda com a presença da coreana Kogas, a Korea Gas Corporation e dos moçambicanos da ENH. Kogas, ENH e Galp detém, cada um, 10% do capital. A área de exploração compreende 17.646 quilómetros quadrados.

(Fonte: O País online, 2011-02-28).

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Petrobras descobre petróleo em águas profundas em Angola


A Petrobras informou que duas novas descobertas de óleo foram feitas em águas profundas angolanas. A descoberta resulta da perfuração dos poços pioneiros, que estão situados a cerca de 350 quilômetros a noroeste da cidade de Luanda, em profundidade de água de cerca de 1.400 metros.


Durante os testes de produção realizados, um dos poços mostrou capacidade de produção superior a 1.600 barris por dia. No outro poço o teste de produção atingiu uma vazão de até 6.400 barris diários (Fonte: SRZD, 2010-02-22).

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Galp, Petrobras e Repsol ganham licença para explorar petróleo no Uruguai


A Galp Energia, em parceria com a Petrobras e a espanhola Repsol, conquistaram uma licença de exploração de petróleo em dois blocos na costa do Uruguai. A empresa portuguesa detêm 20% em cada um dos blocos.


De acordo com a Bloomberg, que cita um comunicado da Repsol, a YPF, unidade argentina da companhia espanhola, juntamente com a Petrobras e a Galp, ganharam o leilão para dois blocos licitados, o 3 e o 4.


A Petrobras é a operadora do Bloco 4, com 40% do capital, tendo a YPF 40% de participação e a Galp 20%. No Bloco 3, a YPF é a operadora, com 40%, sendo que a Petrobras detém outros 40% e a Galp os restantes 20%.


As três companhias vão agora poder procurar petróleo ao largo da costa do Uruguai, próximo da cidade de Punta del Este.


De acordo com a Petrobras, o consórcio liderada pela empresa brasileira apresentou a melhor proposta para os Blocos 3 e 4, localizados na bacia Punta del Este. O Bloco 3 está localizado a 150 quilómetros da costa, uma profundidade entre 100 e 200 metros. Já o Bloco 4 situa-se a 300 quilómetros da costa, a uma profundidade que varia de 200 a 1500 metros.Segundo a mesma fonte, o consórcio liderado pela Petrobras tem agora quatro anos para realizar estudos e decidir se irá efectuar perfurações.


Recorde-se que a Galp Energia, em parceria com a Petrobras, tem tido sucesso na exploração no Brasil, onde efectuou já a descoberta de vários poços de petróleo, sendo o mais conhecido o do Tupi (Fonte: Jornal de Negócios, 2009-07-02).

segunda-feira, 23 de março de 2009

Petrobras pode perfurar em Cuba em um ano


A Petrobras pode começar a perfurar poços de petróleo no litoral de Cuba dentro de cerca de um ano, afirmou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que está participando do 4º seminário internacional da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), realizado em Viena.


O Brasil ainda está em negociações finais com Cuba, que precisam ser concluídas antes que a perfuração realmente possa começar, segundo o ministro.


A Petrobras e a estatal Cuba Petróleo (Cupet) assinaram em outubro do ano passado um acordo de exploração e produção de 32 anos que prevê sete anos de exploração no bloco 37, na costa cubana. O diretor internacional da Petrobras, Jorge Zelada, disse em janeiro que a companhia está em processo de contratação de estudos sísmicos para Cuba. As informações são da Dow Jones (Fonte: Estadão, 2009-03-19).

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Petrobras encontra indícios de petróleo em bloco no Irã


A Petrobras encontrou indícios de petróleo no Irã e dentro de no máximo 3 meses deve concluir uma análise de viabilidade econômica da prospecção no local, afirmou nessa sexta-feira o diretor da área internacional da estatal, Jorge Luiz Zelada.


Segundo ele, a Petrobras já realizou duas perfurações no bloco de Tusan, localizado na região do Golfo Pérsico. "Não podemos divulgar detalhes ainda. Dentro de dois ou três meses vamos fechar esse assunto. Nosso programa exploratório foi cumprido", disse Zelada a jornalistas. "Há indícios de hidrocarbonetos e avaliamos o potencial. Não sabemos se podemos dar continuidade", complementou.


A Petrobras está no Irã desde 2004 e já investiu no seu programa exploratório cerca de 100 milhões de dólares.


Segundo Zelada, além da viabilidade econômica de Tusan, outro ponto fundamental para a continuidade das atividades no Irã é o modelo regulatório daquele país. A Petrobras foi contratada pelo governo do Irã para fazer o trabalho exploratório inicial em Tusan e ainda não definiu como será a sua participação na fase de produção. "Estamos com um contrato de serviço lá, mas nós não somos prestadores de serviço. Dependendo dessas discussões, poderemos continuar lá, até como minoritários", declarou o executivo. "Estamos discutindo algo como uma partilha de produção" (Fonte: Reuters, 2009-02-13).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Em Moçambique, Bacia do Rovuma “praticamente inexplorada”


O presidente do conselho de administração do Instituto Nacional de Petróleos, Arsénio Mabote, disse à macauhub que a bacia do Rovuma, rio que separa Moçambique e a Tanzânia, está "praticamente inexplorada”.

Mabote sublinhou que um trabalho de prospecção sísmica foi efectuado nos anos 80. O referido trabalho, efectuado pela Exxon, permitiria saber se a bacia do Rovuma é ou não bastante prospectiva, “de modo a continuar-se com o trabalho de pesquisa, mais concretamente os trabalhos de perfuração”.

Mabote apontou que do trabalho efectuado na década de 80 (1980-90), foi aberto um furo de grande profundidade em 1986, em Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, que "não teve resultados positivos” do ponto de vista de descoberta de petróleo. Mas, acrescentou, “foram encontrados indícios de existência de gás natural”, sublinhando que é por isso que as pesquisas pesquisas ainda continuam na bacia do Rovuma. Durante o período colonial, foi descoberta em Moçambique uma grande reserva de gás na província de Inhambane, o qual só viria a ser explorado depois de 1992, pela sul-africana Sasol. Em Moçambique dez empresas fazem pesquisas principalmente na área do petróleo (Fonte: Macahub, 2009-02-10).

Costa aveirense nos planos de prospecção de petróleo


A costa de Aveiro volta a ser referida nos planos da Galp Energia na busca de petróleo, numa área entre o Alentejo e Espinho, onde poderão arrancar trabalhos de perfuração no mar.



A zona da costa aveirense está concessionada a consórcios nos quais participa a Galp Energia cujo administrador executivo, Ferreira de Oliveira, admitiu na passada sexta-feira que poderá vir a iniciar a perfuração dentro de dois anos se os prospectos petrolíferos já identificados forem de suficiente dimensão.


Ferreira de Oliveira explicou que a empresa participa em consórcios “com uma área de concessão de 21 mil quilómetros quadrados, que vai desde a zona do Sul Alentejo até Espinho, entre 30 a 90 quilómetros da costa”. Os documentos que já observou não são completamente esclarecedores. “Eu já vi com os meus olhos prospectos a três, quatro quilómetros. Não quer dizer que são reservas ou recursos. São indicações de que possam existir”, afirmou o responsável. Tudo depende das próximas análises. “Se os prospectos identificados por essas ecografias, no sentido simbólico, forem de suficiente dimensão que justifiquem a sua perfuração, nós estaremos a perfurar na costa portuguesa entre 2010 e 2012”, declarou.


Neste momento, a Galp Energia está a fazer a “ecografia da terra”, adiantou o administrador, lembrando que este trabalho deve terminar no final do ano. Ferreira Oliveira acrescentou que “cada furo custa entre 50 a 100 milhões de euros” e que “pode não ser produtivo”. Em 2006, um consórcio formado pela Galp Energia, a Partex e a petrolífera Petrobras anunciou “estudos geológicos e geofísicos preliminares para obter indicações sobre o potencial de existência de petróleo em quantidade que justifique a exploração comercial” ao largo da costa de Aveiro até Sintra. Seria uma pesquisa em várias áreas situadas no mar, a cerca de 60 quilómetros da costa, em águas que vão até três mil metros de profundidade. O consórcio internacional que anunciou um investimento de quatro milhões de euros, para esta fase, pretendia procurar petróleo em águas profundas ao largo da costa portuguesa, entre Aveiro e Sintra, segundo um acordo assinado no Rio de Janeiro.


Hélder Spínola, presidente da associação ambientalista Quercus, declarou na altura que na fase de prospecção de petróleo “não são importantes as preocupações ambientais”. No entanto, adiantou o ambientalista, que “se a exploração do petróleo se mostrar economicamente viável”, a situação “vai ser ambientalmente preocupante”. Se se chegar a essa fase, Hélder Spínola defende a realização de “avaliações de impacto ambiental, para prevenir eventuais danos na fauna e flora dessa região” (Fonte: Diário de Aveiro, 2009-02).

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Galp Energia admite perfurar costa portuguesa a partir de 2010


O administrador executivo da Galp Energia, Ferreira de Oliveira, admitiu sexta-feira, na Batalha, que a empresa poderá vir a iniciar a perfuração da costa portuguesa dentro de dois anos se os prospectos petrolíferos já identificados forem de suficiente dimensão. "Eu já vi com os meus olhos prospectos a três, quatro quilómetros. Não quer dizer que são reservas ou recursos. São indicações de que possam existir", afirmou o responsável no jantar-conferência promovido pela Liga de Amigos da Casa-Museu João Soares, que reuniu sobretudo empresários.


Ferreira de Oliveira explicou que a empresa participa em consórcios "com uma área de concessão de 21 mil quilómetros quadrados, que vai desde a zona do Sul Alentejo até Espinho, entre 30 a 90 quilómetros da costa".


Neste momento, a Galp Energia está a fazer a "ecografia da terra", adiantou o administrador, lembrando que este trabalho deve terminar no final do ano. "Se os prospectos identificados por essas ecografias, no sentido simbólico, forem de suficiente dimensão que justifiquem a sua perfuração, nós estaremos a perfurar na costa portuguesa entre 2010 e 2012", declarou.


Ferreira Oliveira acrescentou que "cada furo custa entre 50 a 100 milhões de euros" e que "pode não ser produtivo".


Referindo-se depois ao preço dos combustíveis, o administrador executivo da Galp Energia reconheceu que o consumidor se irrita quando este aumenta, mas atribuiu a situação ao facto de este ser "um mercado de tanta liquidez, em que flutuações nos preços são transmitidas instantaneamente".


Ferreira de Oliveira destacou que "não há outro produto transaccionado na economia portuguesa que esteja tão exposto à economia global como o são os produtos petrolíferos".


O administrador executivo da Galp lembrou ainda que quando os preços dos combustíveis aumentam, os operadores do sector perdem "porque a procura reduz-se", além de que as empresas "não conseguem transmitir todo o seu aumento de custo".


Ferreira de Oliveira reconheceu, por outro lado, que "quando os preços descem as empresas são mais lentas a transferir como compensação a redução ao consumidor".


Abordando o tema "O mercado energético, a racionalidade da concorrência entre combustíveis e a sua implicação na competitividade das empresas", o responsável foi confrontado pela assistência com o tema da energia nuclear. "Estamos condenados um dia a usar a energia nuclear", salientou, confessando que gostaria de ver o assunto debatido (Fonte: Exame Expresso, 2009-02-07).

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Petrobras diz ainda não ter comprovado comercialidade do BM-S-12


A Petrobras informou nesta quarta-feira que ainda não é possível confirmar a comercialidade da descoberta feita no bloco BM-S-12, na bacia de Santos, uma parceria da empresa com a Queiroz Galvão, que tem 30 por cento do bloco.


A Petrobras, operadora do bloco com os 70 por cento restantes, informou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis na segunda-feira que tinha encontrado indícios de hidrocarbonetos (petróleo e gás natural) no poço 1-SCS-13 (1-BRSA-617-SCS) do bloco BM-S-12.


Uma fonte da agência disse à Reuters que a Petrobras havia descoberto boa quantidade de óleo, após uma perfuração mais profunda no mesmo poço onde já havia descoberto pequena quantidade de gás no passado.


Segundo a empresa, no entanto, por problemas operacionais a sonda não terminou o trabalho e voltará para o local a fim de continuar as perfurações. "Embora a notificação de indícios de hidrocarbonetos seja um dado positivo, ela não implica em descoberta comercial de óleo ou gás. Isto só poderá ser avaliado com a conclusão do poço e a continuidade das operações no bloco BM-S-12", afirmou a companhia em um comunicado à Comissão de Valores Mobiliários.

"Após a conclusão da perfuração do poço e caso as avaliações subsequentes demonstrem relevância técnico-econômica, a Petrobras fará tempestivamente a divulgação simultânea à ANP e ao mercado", concluiu a nota (Fonte: O Globo, 2008-10-15).

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Pré-sal mais que dobrará demanda por aço e pessoal


A demanda por profissionais qualificados e por aço, importante matéria-prima para a construção de navios, refinarias e sondas de exploração petrolífera, mais que dobrará com o pré-sal, em relação ao atual plano de negócios da Petrobras, afirmou um especialista da estatal.
José Renato de Almeida, coordenador-executivo do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), chegou a essa conclusão fazendo uma simulação do impacto que os projetos já anunciados pela Petrobras terão para a demanda, em vistas das descobertas de petróleo sob a camada de sal.
"A necessidade passa de 1 milhão de toneladas de aço ao ano para 2,6 milhões de toneladas. A demanda de pessoas, como você tem projetos em lugares diferentes, é cumulativa. Então, a necessidade de qualificação, que era de 112 mil pessoas, tem um novo pico sinalizando cerca de 260 mil pessoas", disse Almeida a jornalistas, após sua conferência na Rio Oil & Gas.
De acordo com ele, essa demanda não inclui a necessidade que será gerada com a produção do petróleo na camada pré-sal e considera apenas atividades de exploração e refino já previstas.
A Petrobras já anunciou a construção de 40 sondas de perfuração (12 serão feitas no exterior), de 146 barcos de apoio, além de cinco refinarias - as duas premium (uma no Ceará e outra no Maranhão); a da Comperj, no Rio; a de Abreu e Lima, de Recife; e a ampliação da refinaria no Rio Grande do Norte.
De acordo com o coordenador do Prominp, a definição exata da demanda de equipamentos e profissionais poderá ser feita após o anúncio da revisão do plano estratégico da Petrobras, esperado para outubro deste ano.
"Quando a gente fala de pré-sal, envolve todo um plano de desenvolvimento da produção, o que estamos falando não tem plataforma", destacou ele, referindo-se aos cálculos feitos pelo Prominp.
Segundo ele, como a Petrobras precisa perfurar poços para delimitar os campos, ela já tomou a decisão de contratar a construção das 40 sondas.
A demanda por pessoal poderá variar dependendo da escolha dos locais para a construção de estaleiros, por exemplo.
"Os barcos de apoio, se forem feitos no Rio, já tem uma margem de pessoas, se for feito no Nordeste, tem que preparar gente nova", afirmou, lembrando que o tempo de construção também influenciará nos números.
"Temos uma infra-estrutura de formação profissional robusta. Na verdade, o nosso problema hoje é escala. Os trabalhadores que vamos precisar são os mesmos que a gente já tem, os equipamentos que vamos usar nas instalações, salvo algumas exceções, também... Mas o pré-sal significa aumento de escala."


INDÚSTRIA PEDE PLANEJAMENTO

A indústria de máquinas do Brasil diz ser capaz de atender boa parte das demandas para o pré-sal, mas avalia que há necessidade de um planejamento e de um estreitamento de relação entre a operadora petrolífera e as empresas produtoras de equipamentos.
"O que precisamos quando falamos do desafio de trabalhar em conjunto, e isso já está ocorrendo, é ter a informação antes da hora (sobre a necessidade de equipamentos)", afirmou José Velloso Cardoso, vice-presidente da Abimaq.
Cardoso disse ainda que a indústria de máquinas não teria problemas para ampliar a sua capacidade de produção, mas seria importante contar com mecanismos que permitam um maior capital de giro para as empresas. "A capacidade a gente resolve."
Ele concordou com a forte capacidade de geração de empregos traçada por Almeida, mas destacou que isso poderia ser ainda maior se o mercado de trabalho crescesse em atividades qualificadas como a de engenharia, e não apenas na indústria de cascos de navios.
Ricardo Pessôa, conselheiro da Abemi (entidade que reúne fornecedores), ressaltou que o setor nunca esteve tão "demandado", uma situação que supera a vivida na década de 70, em que o crescimento esteve acelerado.
"A indústria sempre antecipou as suas necessidades, mas jamais imaginou que iríamos chegar nesse ponto", declarou ele, reforçando que o governo tem que dar atenção especial para o desenvolvimento de tecnologias para o pré-sal. "Não temos engenharia para competir, isso tem que ser incentivado" (Fonte: O Globo Online, 2008-09-17).

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Italiana ENI optimista quanto à descoberta de petróleo em Moçambique


O grupo petrolífero italiano ENI está optimista quanto à descoberta de grandes quantidades de petróleo na bacia do Rovuma, norte de Moçambique, afirmou terça-feira em Maputo o vice-ministro italiano para o Desenvolvimento Económico, Adolfo Urso.

Em declarações a jornalistas, Urso adiantou que as prospecções da ENI desde 2007 confirmaram o seu optimismo quanto à possibilidade de descobrir petróleo, particularmente no segmento marítimo da bacia do Rovuma."É muito provável que se venha a descobrir grandes quantidades de petróleo nas águas profundas da bacia", frisou o vice-ministro.

Os estudos sísmicos e a perfuração começaram e 2007 depois de o governo de Moçambique ter atribuído concessões à ENI e a três outras empresas - Artumas, da Noruega, a norte-americana Anadarko e a Petronas da Malásia.

Estas empresas já investiram uma soma próxima de 300 milhões de dólares na perfuração de oito poços de exploração.

A bacia do Rovuma, com 400 por 160 quilómetros, situa-se no delta do rio Rovuma, na fronteira entre Moçambique e a Tanzânia. A bacia fica tanto em terra como no mar, de acordo com o Instituto Nacional do Petróleo de Moçambique, e cobre 64 mil quilómetros quadrados nas províncias de Nampula e Cabo Delgado.

O vice-ministro italiano para o Desenvolvimento Económico esteve em Moçambique à frente de um grupo de investidores em busca de oportunidades de negócio naquele país africano (Fonte: Macauhub, 2008-07-11).

sábado, 15 de setembro de 2007

Petrobras inicia perfuração marítima na Colômbia

A Petrobras a norte-americana Exxon Mobil e a colombiana Ecopetrol deram início à perfuração de um poço para explorar petróleo e gás no mar do Caribe da Colômbia, informou na quinta-feira a Ecopetrol. A empresa colombiana informou à Superintendência Financeira que espera finalizar os trabalhos no poço Arazá 1 no final de 2007 e que ele faz parte das atividades que as três empresas realizam na baía de Cartagena, no Bloco Tayrona. A Petrobras é a operadora do bloco e dona de 40% dele, a Exxon Mobil possui 40% e a Ecopetrol tem os 20% restantes. O poço alcançará uma profundidade aproximada de 9,1 mil pés, segundo a Ecopetrol. Especialistas esperam que a reserva onde as três empresas exploram seja rica em gás, no momento em que a Colômbia se apresenta para exportar esse recurso à Venezuela, atrávés de um duto recém-construído que será inaugurado em 12 de outubro pelos presidentes Alvaro Uribe e Hugo Chávez. A Colômbia está correndo contra o relógio para encontrar novas reservas de hidrocarbonetos, para que não perca a auto-suficiência petroleira. (Invertia)

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Norueguesa vai perfurar no Brasil para a ExxonMobil

Um navio-sonda da norueguesa Seadrill é o principal candidato a perfurar os poços exploratórios no BM-S-22, bloco localizado em águas ultraprofundas na Bacia de Santos e único operado pela petroleira norte-americana ExxonMobil no Brasil. A sonda - denominada West Polaris - ainda está em construção no estaleiro Samsung Shipyard, na Coréia do Sul, e ficará pronta no segundo trimestre de 2008.
A West Polaris foi contratada pela ExxonMobil por três anos para atender seus projetos no mercado internacional. O Brasil deverá ser um dos primeiros destinos da sonda porque a major norte-americana tem tido dificuldades de encontrar equipamentos de perfuração disponíveis para seus projetos. O BM-S-22 é um bloco da 3a rodada de licitações da ANP, realizada em 2001. E, de acordo com o contrato firmado com a agência brasileira, sua fase exploratória terminará em 2009.
A ExxonMobil é operadora com 40% de participação no bloco, tendo como sócios a Amerada Hess (40%) e Petrobras (20%). A Exxon e a estatal brasileira adquiriram as participações do bloco em 2004. Naquela época, a Amerada detinha 100% do ativo na Bacia de Santos. Originalmente, o BM-S-22 foi adquirido no leilão pelo consórcio Amerada Hess/Ocean Energy.
Quando ficar pronta, a sonda West Polaris terá capacidade de perfurar poços em lâmina d'água de 3 mil m e atingir profundidade de até 10.668 m. O navio sonda começou a ser construído em 2005, com investimentos de US$ 490 milhões da Seadrill.
Segundo a perfuradora norueguesa, a Exxon assegurou três anos de contrato para a West Polaris, sendo que um terço de duração será utilizado por outras operadoras, principalmente a Ophir Energy. O contrato firmado entre a ExxonMobil e a Seadrill é avaliado em US$ 570 milhões, segundo comunicado da prestadora de serviços ao mercado.
Listada na Bolsa de Valores de Oslo, na Noruega, a Seadrill opera em 14 países e tem mais de 5 mil funcionários. Em parceria com sócios, a empresa tem 37 sondas de perfuração, sendo que 15 ainda em construção. A empresa informou que tem conversado com petroleiras brasileiras em várias ocasiões e que vê o mercado brasileiro como "muito promissor". A empresa já operou no passado no Brasil, mas há muitos anos não traz uma sonda para o País.
(Brasil Energia)