segunda-feira, 29 de junho de 2009

PT e centrais sindicais protestam em SP contra CPI da Petrobras


Sob as palavras de ordem de "A Petrobras é nossa" e "CPI é manobra da direita", cerca de 150 pessoas, entre políticos do PT e representantes de centrais sindicais, participaram nesta sexta-feira, 19, de ato público em frente à sede da Petrobras na Avenida Paulista. Manifestantes principalmente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT) se uniram das 10 horas até as 16h em defesa da Petrobras e contra a CPI criada no Senado para investigar irregularidades na estatal e na Agência Nacional do Petróleo (ANP). De acordo com os organizadores, eram esperadas três mil pessoas para o ato.


A manifestação de hoje faz parte de uma série de protestos programados para junho por entidades como a CUT, a UGT, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e a União Nacional dos Estudantes (UNE). Nomeada de "O Petróleo tem que ser nosso!", a agenda de protestos visa pressionar o governo federal por mudanças em artigos da Lei do Petróleo. Os protestos defendem que a Petrobras volte ao controle total do Estado e a revogação de artigo da lei que marca o fim do monopólio estatal sobre a produção e refino de petróleo.


Na Avenida Paulista, dois carros de som tomaram a calçada em frente à sede da empresa e não causaram transtornos ao trânsito de veículos. Quatro policiais militares e dois fiscais da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) monitoraram o trânsito no local. Cinco grandes balões de ar com os símbolos da CUT e do Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia) foram colocados junto ao prédio da Petrobras.



CPI

O principal alvo dos manifestantes foi a CPI do Senado que vai investigar irregularidades na estatal. "A CPI é um instrumento político para prejudicar a Petrobras e criar problemas para a empresa", afirmou Antonio Carlos Spis, integrante da executiva nacional da CUT.


"O que a gente percebe é que essa CPI é mais um ataque ao patrimônio público. No fundo, a oposição está preocupada com as eleições de 2010", criticou o deputado estadual Marcos Martins.


O deputado estadual Adriano Diogo (PT) também criticou a oposição. "É uma estratégia eleitoral para 2010. É papel do TCU (Tribunal de Contas da União) e de outras instituições investigar a empresa. Uma CPI é desnecessária." (Fonte: Estadão / Agência Estado - 2009-06-19).

Maputo abastecida de gás natural a partir de 2012

A província e a cidade de Maputo e a zona norte de Inhambane vão dispor de gás natural a partir de 2012 nos termos dos contratos de concessão a favor da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) aprovados terça-feira pelo governo de Moçambique.
No caso concreto da cidade de Maputo e distrito de Marracuene, o projecto representa um investimento global de cerca de 80 milhões de dólares, devendo ser realizado em duas fases. A primeira consistirá na construção de um ramal da Matola para a cidade de Maputo, avaliado em 20 milhões de dólares e ainda um anel de distribuição, calculado em sete milhões de dólares e da capital do país o gás será levado para Marracuene, prevendo-se que esta componente custe 2,5 milhões de dólares.
Caso o aumento do consumo de gás assim o exija, entrar-se-á na segunda fase que consistirá na construção de um gasoduto de reforço ligando o posto administrativo de Ressano Garcia, no distrito da Moamba, e a zona do parque industrial da Matola, num investimento fixado em 50 milhões de dólares.
“Moçambique produz gás e as quantidades são apreciáveis. O que se pretende com o decreto é autorizar a ENH a trabalhar no sentido de transportar o gás e fazê-lo chegar às pessoas, fazendo, inclusive, ligações domésticas. Significa que até 2011 o gasoduto estará a chegar a Maputo e em 2012 teremos gás a circular”, referiu o porta-voz do Governo, Luís Covane.
A expansão do uso de gás será também feita na zona norte da província de Inhambane, nomeadamente para Vilanculos, Inhassoro e Govuro. Com a expansão da exploração de gás natural de Pande e Temane o Estado moçambicano passará a receber anualmente nove milhões de gigajoules de imposto sobre a produção.
Em Moçambique o gás disponível é usado pela Matola Gás Company, que o fornece aos consumidores industriais e comerciais na cidade da Matola, outra parte pela Auto-Gás, para o abastecimento de viaturas e outra ainda pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos para consumidores domésticos e comerciais, incluindo a produção de energia eléctrica. (Fonte: Macauhub, 2009-06-24).

Petrobras comunica à ANP novos indícios de petróleo no Espírito Santo

Novos indícios de petróleo foram descobertos no Espírito Santo. A Petrobras informou à Agência Nacional do Petróleo (ANP) que foram encontrados indícios no bloco BT-ES-15, na bacia do Estado, em terra.
A descoberta do indício, no entanto, não indica que o óleo descoberto seja em grande quantidade ou explorável comercialmente. (...) Estudos posteriores devem confirmar ou não o aproveitamento da área (Fonte: Gazeta Online - Globo, 2009-06-23).

Chevron começa a produzir petróleo no campo de Frade


A norte-americana Chevron informou nesta terça-feira que iniciou a sua primeira produção de petróleo no Brasil, no campo de Frade, na bacia de Campos (RJ), com expectativa de atingir um pico de produção de 90 mil barris de óleo equivalente por dia em 2011.


O investimento no campo é estimado em 3 bilhões de dólares, sendo 51,7 por cento da Chevron, operadora do campo, e 30 por cento da Petrobras. O restante, ou 18,26 por cento, pertence a acionistas japoneses reunidos na Frade Japão Petróleo Ltda.


Segundo comunicado da Chevron enviado ao mercado nesta terça, o petróleo extraído no Brasil será exportado e o gás natural, vendido no mercado interno brasileiro.


"A evolução positiva do campo de Frade abre uma nova grande fonte de energia para as próximas duas décadas, enquanto cria uma plataforma importante para que a Chevron possa crescer o seu negócio dentro de uma das mais promissoras regiões de petróleo e gás do mundo", disse em uma nota o vice-presidente executivo de upstream e gás, George Kirkland.


Frade não está localizado na região pré-sal e empresa já afirmou interesse em avaliar sua participação na exploração do pré-sal brasileiro, área que pode conter bilhões de barris em reservas mas que depende de um novo marco regulatório para ser ofertada ao mercado.


O campo de Frade, cuja exploração é feita em águas profundas a 370 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, tem reservas entre 200 e 300 milhões de barris de óleo equivalente (boe) de óleo pesado, de cerca de 18 graus API (Fonte: Ultimo Segundo - IG, 2009-06-23).

Galp e Petrobras confirmam indícios de petróleo na Bacia de Potiguar


A Galp Energia e a estatal brasileira Petrobras encontraram provas de existência de petróleo num bloco "onshore" da Bacia de Potiguar, anunciou o regulador deste mercado no Brasil.


A descoberta foi feita no poço 4GALP32RN, no bloco “onshore” (em terra firme) POT-T-484, refere a Agência Nacional do Petróleo (ANP) no seu “site”, citada pela Bloomberg.


A Galp, que é a operadora, e a Petrobras, detêm em partes iguais esta concessão e ainda não determinaram se o crude descoberto tem viabilidade de desenvolvimento comercial, diz a mesma fonte.


Em inícios deste mês, a Petrobras também anunciou ter encontrado sinais de petróleo e gás num poço “onshore” da Bacia Espírito Santo, o 4BRSA73OES, que fica no bloco ES-T-383. A Petrobras já tinha notificado o regulador de uma outra descoberta de crude, num outro poço desta bacia, a 27 de Dezembro passado.


Os campos de São Mateus e de Guriri, no mesmo bloco, foram considerados – em Novembro - descobertas com viabilidade comercial, comentou a Bloomberg (Fonte: Jornal de Negócios, 2009-06-22).

BNDES: Pré-sal terá R$ 269 bilhões de investimentos até 2012

Empenhado em fazer jorrar mais do que petróleo dos campos do pré-sal, o governo decidiu que o país terá uma nova política industrial com a exploração dessa riqueza, envolvendo 18 setores da cadeia produtiva de óleo e gás, revela reportagem de Gustavo Paul publicada na edição deste domingo do jornal O Globo. A meta é tornar realidade - e até aumentar - as previsões de investimentos e geração de empregos desenhadas com as descobertas.

Projeções do BNDES apontam que apenas os aportes diretamente nas atividades de exploração e produção chegarão a R$ 269,7 bilhões até 2012, incluindo Petrobras e empresas privadas. Com uma média de R$ 67,4 bilhões ao ano, os recursos deverão gerar, segundo a estatal, um milhão de vagas, diretas e indiretas, em empresas prestadoras de serviços até 2013.

O grupo interministerial que estuda o marco regulatório do pré-sal deverá anunciar, junto com o projeto das novas regras do setor, diretrizes para a contratação de empresas e fornecedores, para aumentar o conteúdo nacional nessa cadeia. O trabalho começou em julho do ano passado e tem como pano de fundo 18 setores industriais ligados diretamente ao setor. Ainda não existem números tabulados sobre os investimentos nessas áreas, mas um estudo encomendado pelo Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural, ligado à Petrobras, traçou as características e os desafios de cada segmento (Fonte: O Globo - Globo, 2009-06-20).

Novo método para remoção de petróleo usa óleo de mamona e castanha de caju


Não foram poucos os casos de derramamento de petróleo que se tornaram ameaça à natureza e ao ecossistema em diversos locais do mundo. Atualmente, com a descoberta da camada pré-sal e sua exploração pela Petrobras, é ainda maior o risco destes acidentes acontecerem em águas brasileiras.


Focados na preservação do meio ambiente, o professor Fernando Gomes de Souza Junior e um grupo de pesquisadores do Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano (Ima), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desenvolveram, com o apoio da FAPERJ, um método simples, barato e eficaz de remoção de petróleo, que tem origem no Líquido da Castanha de Caju (LCC) e no óleo da mamona, matérias-primas renováveis e abundantes no país.


- A contaminação da água com óleo, infelizmente, é um problema comum, pois o petróleo é, geralmente, transportado por longas distâncias em vias marítimas. Com este projeto, pretendemos minimizar o impacto ambiental, utilizando recursos naturais renováveis e mais eficazes para reter derramamentos acidentais - reforça o pesquisador.


O LCC é amplamente exportado e também utilizado no Brasil para diversas finalidades, como antioxidantes para combustíveis e lubrificantes.


- Há alguns anos, no laboratório, começamos a trabalhar com um plástico produzido com o líquido da castanha de caju para mudar as propriedades de um polímero. Então, percebemos que a estrutura química do LCC é muito parecida com a do petróleo e que, por suas características, poderiam se atrair, fato que foi comprovado depois em alguns testes que fizemos - revela Fernando.


A atração do plástico de LCC com o petróleo acontece porque a natureza química do principal componente do líquido da castanha de caju, o cardanol, tende a interagir com os materiais aromáticos e alifáticos que compõem o líquido negro.


Da mesma forma, os pesquisadores descobriram que a glicerina que sobra do biodiesel produzido a partir da mamona também pode atingir o mesmo objetivo.


- Este é outro material que temos em grande quantidade, há toneladas dele sobrando sem uma finalidade. O procedimento com a glicerina é o mesmo que utilizamos com o LCC. Embora a resina produzida com a mamona não seja igual à da castanha de caju, ao introduzirmos grupos aromáticos, criamos com ela um plástico de comportamento similar - explica o pesquisador.


Após constatar a eficácia do material produzido, Fernando e sua equipe precisaram elaborar como ele seria retirado da água junto com o petróleo.


- Depois de a resina ter atraído o petróleo, pensamos em peneirá-la, mas constatamos que, desta forma, perderíamos tempo e eficiência e recairíamos no mesmo método das remoções já existentes. Então, tivemos a idéia de misturar a este plástico nanopartículas magnéticas, as maghemitas, para que a remoção do material com o petróleo fosse feita pela ação de campo magnético - revela o pesquisador.


Uma vez combinada às maghemitas, a resina produzida é triturada até virar um pó para que a sua área de atuação seja ainda maior.


O material é fabricado no Laboratório de Biopolímeros e Sensores do Instituto de Macromoléculas da UFRJ. O líquido da castanha de caju ou a glicerina do biodiesel da mamona são adicionados em um balão onde há um fluxo constante de nitrogênio. Depois são adicionados catalisadores que promovem a polimerização deste material.


Antes que o processo seja concluído, são adicionadas nanopartículas magnéticas à massa dentro do balão, o que resulta em um material polimérico magnetizável. É neste mesmo laboratório onde são realizados os testes de remoção, em escala de bancada, com água do mar, petróleo fornecido pela Petrobras e as resinas magnéticas.


- Até agora trabalhamos em escala de bancada, retirando de 20 a 50 gramas de petróleo da água, com um ímã. O próximo passo será construirmos um tanque para testarmos remoções de porte maior.


Além de a resina para a retirada do petróleo ser feita a partir de matérias-primas renováveis e, por isso, não produzir resíduos poluentes, ela tem custo baixo de produção.


- A quantidade relativa de material utilizado para retirar o petróleo da água é relativamente pequena, pois um grama desta resina consegue retirar, com facilidade, de cinco a oito gramas do óleo da água. É um material muito barato e fácil de fazer, e vem de recursos renováveis muito disponíveis em nosso país, que são o caju e a mamona - afirma o pesquisador.


Geralmente, os métodos utilizados para a remoção do petróleo são por sucção da área contaminada, uso de grandes esponjas para absorverem o óleo da água, a biorremediação, na qual microorganismos ou agentes biológicos são utilizados para quebrar as moléculas maiores, a queima controlada do local contaminado, entre outras.


Há grandes vantagens da remoção de petróleo com a resina em relação a estas técnicas, pois ela retira completamente o petróleo e não contribui para o aumento da contaminação local.


Fernando e sua equipe também trabalham em outros projetos muito interessantes. Eles transformam fibras naturais, tornando-as materiais milhares de vezes mais condutores que as fibras virgens, sem modificar de forma estatisticamente significativa sua resistência mecânica.


- Assim, como as fibras estão ‘envolvidas’ por uma camada semicondutora, podemos usá-la em sensores de pressão e de temperatura - complementa.


Estas fibras poderão ser utilizadas para criar estofamentos inteligentes, com assentos e colchões capazes de identificar o usuário por processo biométrico, ajustando as condições de temperatura do ambiente, inclinação, ou qualquer outra preferência indicada ou programada pelo usuário.


- Na área médica, por exemplo, as fibras seriam de grande ajuda para pacientes imobilizados, pois poderiam proporcionar as condições de temperatura e pressão para maior conforto e para evitar feridas de pele, entre outras funções - finaliza o pesquisador.


Veja vídeo do procedimento de retirada do petróleo da água no link: http://www.youtube.com/watch?v=MBV6-UPpLlQ (Fonte: Agência Brasileira de Notícias-ABN, 2009-06-21).

Produção de petróleo e gás da Petrobras sobe 7,6%


A Petrobras anunciou hoje a produção total de petróleo e gás natural nos campos do Brasil e do exterior cresceu 7,6% em maio, na comparação com maio do ano passado, atingindo a média diária de 2.546.553 barris de óleo equivalente (boed). Em relação a abril, o volume representa um avanço de 1,1%. No Brasil, a produção média de petróleo e gás natural da estatal somou 2.310.012 barris de óleo equivalente por dia (boed) em maio, mostrando um aumento de 6,7% em relação a maio do ano passado (2.165.430 boed), e de 1,1% em relação à produção do mês anterior.

Segundo comunicado da empresa, a produção exclusiva de petróleo dos campos nacionais apresentou acréscimo de 7,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 1.989.322 barris/dia. Em relação a abril, o volume foi 0,7% superior. O aumento de 14 mil barris é atribuído à entrada em produção de poços nas plataformas P-50 (Albacora Leste) e P-53 (Marlim Leste), além do aumento da produção dos poços do navio-plataforma FPSO Cidade de Niterói (Marlim Leste), todos na Bacia de Campos.

O volume de petróleo e gás natural proveniente dos nove países onde a Petrobras mantém ativos de produção, em barris de óleo equivalente, chegou a 236.541 boed, 1,2% superior ao volume produzido no mês anterior e 17,2% acima da produção de maio de 2008. A entrada em produção de novos poços produtores nos campos de Agbami e Akpo, ambos na Nigéria, contribuiu para o aumento dos volumes produzidos no exterior.

A produção de gás natural dos campos nacionais foi de 50,986 milhões de metros cúbicos diários, permanecendo nos mesmos níveis do volume produzido em abril e no mesmo mês de 2008. No exterior, a produção de gás natural foi de 17,033 milhões de metros cúbicos diários, mostrando leve acréscimo de 0,8% em relação ao mês anterior, em razão da maior demanda de gás proveniente da Bolívia. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve um aumento de 12%, devido à reversão do impacto negativo, registrado em maio de 2008, de uma paralisação operacional na Argentina. (Fonte: G1 - Globo / Agência Estado, 2009-06-18).

Petrobras estuda antecipar projetos de Guará e Iara


A Petrobras estuda antecipar em um ano o início das operações de duas plataformas do pré-sal, que devem ser instaladas nas descobertas de Guará e Iara. As unidades, que serão usadas em projetos-piloto de produção, estão previstas inicialmente para 2013 e 2014. Segundo o gerente-executivo do pré-sal da companhia, José Formigli, porém, há um esforço interno para iniciar as atividades em 2012 e 2013.


"Sabemos que tem petróleo ali e é natural que trabalhemos para tentar produzi-lo o quanto antes, desde que faça sentido do ponto de vista empresarial e não coloque em risco o reservatório", afirmou Formigli. As duas plataformas terão capacidade para produzir 120 mil barris por dia e, segundo o planejamento da Petrobras, representam o segundo e o terceiro projetos-piloto do pré-sal de Santos - o primeiro será instalado em Tupi, no final de 2010.


Formigli informou que a empresa já está consultando o mercado sobre a possibilidade de antecipar a entrega das plataformas, que já estão em licitação e deverão ser projetadas a ponto de garantir um alto índice de conteúdo nacional. As duas embarcações serão afretadas pela estatal e convertidas em plataformas produtoras de petróleo a partir de navios petroleiros.


A antecipação da produção no pré-sal faz parte de uma estratégia elaborada com o objetivo de garantir fluxo de caixa para ajudar a bancar os grandes investimentos esperados para a fase definitiva de produção nas novas jazidas, que deve ter início a partir de 2013. Segundo o cronograma da empresa, a primeira fase do pré-sal terá, além dos três pilotos, oito plataformas com capacidade para 150 mil barris por dia.


Formigli disse que a empresa ainda não bateu o martelo, mas que tende a instalar os dois pilotos em Guará e Iara. A primeira descoberta está no bloco BM-S-9, ao lado de Carioca, e ainda não tem estimativa de reservas oficiais. Já Iara está no mesmo bloco de Tupi e tem reservas projetadas entre 3 bilhões e 4 bilhões de barris de petróleo e gás.


O desenvolvimento de todo o potencial da área dependerá ainda de uma segunda fase de produção, com início a partir de 2017. A empresa, no entanto, ainda estuda o melhor modelo para essa fase, que vai depender do desenvolvimento de tecnologias específicas para a região - esforço que vai tentar superar obstáculos como a logística grande distância da costa e o escoamento do petróleo e do gás.


Em palestra na feira Brasil Offshore, Formigli disse que o financiamento para o pré-sal não é mais visto como um problema para a companhia, devido à elevação do preço do petróleo para patamares acima de US$ 60 por barril. Ele reforçou que os projetos são viáveis com óleo em torno dos US$ 40 por barril e que uma cotação superior se traduz em maior geração de caixa para financiar futuros investimentos. "A geração de caixa está boa e podemos reaplicar o dinheiro relativamente rápido", comentou o executivo. Além disso, a companhia está cada vez mais confiante em redução de custos no setor. Os investimentos de US$ 98,8 bilhões projetados para o pré-sal foram calculados com base em custos inflacionados pelos altos preços do petróleo no ano passado (Fonte: Abril, 2009-06-18).

Presidente do IBP defende regime de concessão para pré-sal

O presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), João Carlos De Luca, admitiu que o risco exploratório nos blocos do pré-sal da Bacia Santos é reduzido, mas afirmou que este conceito não foi confirmado em outras regiões do pré-sal do litoral brasileiro.

"Risco zero não existe. O cluster (região) de Santos é uma área diferenciada, que merece um tratamento diferenciado, mas não dá para extrapolar esse mesmo conceito para toda a área do pré-sal", ressaltou De Luca, que participa de audiência pública na Comissão Especial do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A comissão debate hoje as oportunidades surgidas com a descoberta de gigantescas reservas de petróleo na camada pré-sal.

De Luca, que foi presidente da Repsol no Brasil, voltou a defender a manutenção do regime de concessão de blocos exploratórios no país. De acordo com o executivo, tanto a concessão quanto a partilha de produção garantem resultados muito semelhantes em termos de apropriação de receitas por parte do Estado.

Para o presidente do IBP, o modelo de concessão, em vigor no país desde a abertura do setor de petróleo nos anos 1990, já comprovou ser eficiente para as necessidades do Brasil. "Por isso, entendemos que, se temos um modelo vitorioso, devemos adaptá-lo", destacou, acrescentando que as empresas trabalham no mundo inteiro com as mais diversas regras. "Vai depender das condições de atratividade econômica", disse, referindo-se à atuação das empresas em caso de mudança das regras atuais.

Cauteloso, De Luca afirmou acreditar que a manutenção das atuais regras ainda possam ser adotadas pela comissão encarregada de definir o marco regulatório pela exploração do pré-sal. "Acreditamos que essa hipótese ainda está sobre a mesa", afirmou. (Fonte: O Globo - Globo / Valor Online, 2009-06-18).

Copom reforça projeção de reajuste zero para gasolina e gás de bujão


O Comitê de Política Monetária (Copom) aguarda aumento zero tanto para a gasolina como para o gás de bujão em 2009. A informação consta da ata do encontro realizado nos dias 9 e 10 deste mês e repete a expectativa contida no documento do encontro anterior, do fim de abril.


No texto, o Copom menciona uma valorização importante nos preços do petróleo desde a última reunião realizada e avalia que continuam altas as incertezas com relação às cotações do produto.


Apesar disso, o cenário central adotado pelo comitê ainda é de preços domésticos da gasolina inalterados no restante deste calendário.


Há a ressalva, no entanto, que "a evolução dos preços internacionais do petróleo pode eventualmente se transmitir à economia doméstica tanto por meio de cadeias produtivas, como a petroquímica, ou sobre os custos de transporte para a indústria, quanto pelo efeito potencial sobre as expectativas de inflação".


Na reunião ocorrida no começo deste mês, o Copom decidiu cortar 1 ponto percentual da taxa básica de juro, para 9,25% ao ano. (Fonte: O Globo - Globo / Valor Online, 2009-06-18).

Petrobras testa novas áreas em Campos


A Petrobrás realiza testes em duas importantes fronteiras na Bacia de Campos, maior produtora nacional de petróleo, que foi relegada ao segundo plano após a descoberta do pré-sal. Segundo o gerente executivo da estatal para a região, José Airton de Lacerda Martins, Campos continuará a ter sua importância nos próximos anos com investimentos para manter a autossuficiência nacional enquanto as reservas gigantes de Santos não atingem produção expressiva.


A empresa tem como objetivo chegar à produção de 2 milhões de barris de petróleo por dia em Campos - hoje são 1,75 milhão - e manter esse volume até que o pré-sal esteja desenvolvido. Para isso, estão sendo realizados investimentos em três diferentes frentes: desenvolvimento de novos projetos; aumento da produção em campos já existentes; e exploração de novas fronteiras.


Nesse caso, enquadram-se, principalmente, os projetos Siri e Jabuti, que estão produzindo petróleo em rochas semelhantes às do pré-sal de Santos, que têm o nome técnico de carbonatos. Jabuti, por exemplo, bateu no mês passado o recorde de produção nacional em um só poço, com a marca de 43,5 mil barris por dia. "Os carbonatos têm se mostrado bastante produtivos na Bacia de Campos", disse Martins, em entrevista durante a feira Brasil Offshore.


Jabuti é um reservatório dentro do campo de Marlim Leste, um dos maiores em desenvolvimento atualmente no País. Já Siri fica no campo de Badejo, um dos primeiros desenvolvidos pela estatal na região.


O projeto está produzindo atualmente 10 mil barris por dia, em fase de testes. A área técnica da Petrobras já desenhou o projeto definitivo de produção, com capacidade para produzir 100 mil barris por dia e previsão de início das operações em 2015.


Os dois estão inseridos em uma estratégia da estatal para evitar o declínio de Campos prospectando novas reservas em áreas já produtivas.


Além disso, a empresa desenvolve tecnologias para garantir sobrevida aos campos em declínio. Em palestra realizada anteontem, o gerente executivo do pré-sal da companhia, José Formigli, disse que o aumento da recuperação de petróleo em campos existentes é hoje responsável por mais de 80% do "petróleo novo" encontrado no mundo.


Em Campos, a Petrobras iniciou um programa para ampliar o fator de recuperação das reservas - ou o porcentual de petróleo que pode ser retirado de um reservatório. Até agora, a companhia conseguiu um incremento de quatro pontos porcentuais nesse índice, cujo valor absoluto não é revelado pela companhia. Para os próximos quatro anos, a meta é conseguir mais três pontos porcentuais."Trabalhamos para manter os níveis atuais de produção, apesar do declínio natural dos reservatórios", afirmou o executivo.


O esforço é justificado pelo fato de que o pré-sal de Santos só vai atingir seu primeiro milhão de barris de petróleo por dia em meados da próxima década. Em 2020, a Petrobras estima que as reservas das águas profundas da Bacia de Santos atingirão produção semelhante à da Bacia de Campos atualmente (Fonte: Último Segundo - IG, 2009-06-18).

Galp informa que primeiro navio com petróleo de Tupi chega a porto paulista


O primeiro navio com petróleo de Tupi chegará em breve ao porto de São Sebastião, no Estado de São Paulo. A portuguesa Galp, que tem participação de 10% do bloco BM-S-11, onde foram econtrados os campos de Tupi, Iara e Iacema, informou onte e Lisboa que foram transferidos 315 mil barris de petróeo da plataforma (FPSO) Cidade de São Vicente para o navio Nordic Spirit. A viagem até o porto de São Sebastião demora cerca de 15 horas.


O óleo foi extraído do poço chamado Tupi Sul, que começou a produzir oficialmente, e um teste de longa duração (TLD) no dia 1º de maio. Como a plataforma de produção não tem grande capacidade de armazenamento, assim que ela fica "cheia" tem que ser esvaziada com a transferência do petróleo para o navio chamado de aliviador, que leva o produto até uma unidade em terra para ser refinado.


Segundo a Galp, estão sendo produzidos por meio desse poço cerca de 14 mil barris de petróleo por dia. Na nota divulgada ontem, o presidente da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, ressaltou que o dia 23 de junho representa a incorporação no mercado das primeiras quantidades de óleo cru provenientes do pré-sal da Bacia de Santos, sendo assim outro dia que ficará na história desse grande projeto.


Além do BM-S-21, onde até agora foram encontrados três reservatórios, a portuguesa Galp tem a participação acionária em blocos com descobertas importantes de petróleo e gás no pré-sal: BM-S-8 (Bem-te-Vi), BM-S-24 (Júpiter), BM-S-21 (Caramba). Contabilizando as áreas ultra-profundas em alto mar, a Galp tem participação em 20 projetos no Brasil, todos em parceria com a Petrobras.


Procurada ontem, a estatal brasileira não confirmou as informações dadas pela Galp. O Valor apurou que a produção em Tupi não foi contínua desde o dia1º de maio porque houve paradas de produção para testes em horizontes mais profundos para checar o comportamento do reservatório. Se opoço Tupi Sul estivesse produzindo há 54 dias - de 1º de maio a 23 de junho, data informada pela Galp para início de transferência do petróleo armazenado - a produção acumulada seria de 756 mil barris de petróleo e não os 315 mil informados pela portuguesa. Até o fechamento da edição a Petrobras não informou qual o destino desse óleo e nem se a parte da Galp será exportada. Tupi é operada pela Petrobras (65%) tendo como sócias a BG Group (25%) e a própria Galp (10%) (Fonte: Valor Econômico, 2009-06-26)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Companhia defende leis sobre exploração de petróleo


O diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV), Silvio Ramos, sugeriu nesta terça-feira (16) na Câmara a revisão da legislação sobre exploração do petróleo e do gás natural a fim de que os benefícios resultantes da exploração do petróleo encontrado na camada pré-sal atinja toda a sociedade brasileira.


Ele sugeriu a criação de um fundo para projetos de desenvolvimento social em regiões que não serão beneficiadas diretamente pela exploração do pré-sal. Pelas leis atuais, os recursos do petróleo - royalties e participação especial - são destinados às cidades localizadas na faixa costeira limítrofe com a bacia de exploração de óleo e gás natural.


Sílvio Ramos participou nesta terça-feira do seminário sobre a camada pré-sal, promovido pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Para o diretor da CDV, os municípios com sistemas de ciência, tecnologia e informação consolidados terão grandes oportunidades de desenvolvimento com a exploração de petróleo no pré-sal.



Investimentos


Até 2013, a Petrobras deverá investir US$ 174,4 bilhões em petroleiros, plataformas e navios de apoio marítimo que serão construídos no Brasil, de acordo com o secretário- executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Sérgio Leal.


Com isso, segundo ele, ao final deste ano a indústria naval deverá contar com mais 50 mil a 60 mil trabalhadores. O secretário ressaltou que o Brasil suplantou a Noruega e é atualmente o maior produtor mundial de navios de apoio marítimo. Ele disse ainda que o estaleiro Atlântico Sul, que está em construção, será o maior do mundo.


Segundo o coordenador-executivo do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural, José Renato Ferreira de Almeida, a exploração dos recursos na camada do pré-sal exigirá a criação de mais de 207 mil postos de trabalho direto (Fonte: DCI, 2009-05-16).

Petrobras aprova projeto de petróleo extrapesado no RJ


A Petrobras aprovou o projeto de desenvolvimento do Campo de Siri, na Bacia de Campos, primeira produção de petróleo extrapesado em campos marítimos no mundo. O campo já está em produção desde o fim de março, mas em fase de testes, e a ideia é ir ao mercado para contratar os equipamentos definitivos em 2011.


Segundo o coordenador do projeto Siri, André Moço, o desenho aprovado pela companhia prevê a instalação de duas plataformas de perfuração conectadas a um navio tipo FPSO com capacidade para extrair 100 mil barris por dia, com previsão de início das operações entre 2015 e 2016. O projeto conceitual será levado à diretoria da empresa em setembro de 2009, para início da avaliação de custos e prazos do projeto.


Siri tem reservas recuperáveis de 270 milhões de barris de óleo altamente pesado, na faixa de 12,3º API - sendo que, quanto menor o grau API, menor o valor do petróleo no mercado -, que necessita de tecnologias especiais para extração e processamento. Até agora, a companhia vem produzindo uma média de 10 mil barris por dia na fase de testes e já identificou alguns desafios, como a necessidade de manter alta temperatura na planta de processamento.


Moço diz que o desenvolvimento do projeto pode servir de experiência para a camada do pré-sal, uma vez que o tipo de reservatório encontrado em Siri é semelhante ao das reservas localizada abaixo do leito marinho. Em Siri, porém, não há presença de sal. Segundo o coordenador do projeto, a companhia trabalha ainda no desenvolvimento de tecnologias para aumentar o fator de recuperação do óleo no campo, que tem quase 3 bilhões de barris de óleo in place (dos quais, hoje, apenas 10% são recuperáveis). "Acho que podemos chegar a um fator de recuperação de 12%", afirmou, em entrevista após apresentar o projeto em conferência na feira Brasil Offshore.


Moço não quis informar o custo de produção do projeto e evitou comentar a viabilidade de produção de petróleo extrapesado em um momento de baixas cotações, limitando-se a dizer que a questão depende "do cenário de preços do petróleo de cada empresa" (Fonte: Abril, 2009-06-17).

Crise facilita contratação de sondas para o pré-sal


A crise econômica mundial começa a contribuir para que a Petrobrás contorne dois grandes obstáculos em relação ao pré-sal: a escassez de equipamentos e o alto custo das encomendas para o setor. Segundo o gerente executivo da estatal para o pré-sal, José Formigli, a empresa já identificou novas oportunidades para contratar sondas de perfuração a custos cerca de 30% menores. Além disso, a queda no preço do aço deve ter efeito positivo na cadeia de suprimento.

A falta de sondas no mercado externo levou a companhia a pedir à Agência Nacional do Petróleo (ANP) extensão de prazos exploratórios do pré-sal. O pedido foi negado, detonando uma busca por equipamentos que, segundo Formigli, vem tendo sucesso. Ele disse que a companhia já negocia a contratação de novas unidades para início de operações no curto prazo. O número de novas sondas, afirmou, vai depender do custo.

Nesse aspecto, porém, Formigli é otimista. Segundo ele, a redução de custos já vem sendo percebida em conversa com donos de sondas disponíveis. Para as próximas unidades, haverá ainda efeito positivo da redução do preço do aço, que chega a 40% no mercado internacional.

"Os projetos precisam suportar os preços de robustez em torno dos US$ 45 por barril. Se não suportar isso, não serão tocados. Esse é um recado para a cadeia, que tem de se adaptar à variação de preços."

Em entrevista após a abertura da feira Brasil Offshore, ele citou como exemplo da estratégia a renegociação das encomendas das plataformas P-55, P-57, P-61 e P-63, que tinham preços acima do estimado pela empresa.

A companhia negocia ainda com a Exxon a permanência, no Brasil, da West Polaris, que finaliza a perfuração de um poço no pré-sal de Santos em bloco operado pela multinacional. Formigli disse que a idéia é usar a unidade para novos poços em concessões operadas pela estatal brasileira.

Acordo semelhante foi feito com a Repsol, que liberou a sonda Stena Drill Max para uso da Petrobrás no bloco BM-S-9, onde estão as descobertas de Carioca e Guará.

Ao mesmo tempo em que negocia as sondas, a estatal quer garantir o licenciamento de testes de longa duração (TLDs) no pré-sal, semelhantes ao que vem sendo executado em Tupi. A empresa pediu ao Ibama a avaliação de licenças de até 18 TLDs até 2010. Segundo Formigli, o plano inclui testes previstos e contingentes - estes só serão feitos se a estatal achar que há necessidade de complementar estudos de reservatórios.

MARCO REGULATÓRIO

O presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), João Carlos de Luca, cobrou do governo agilidade na definição de novo marco regulatório para o setor, para garantir a retomada das licitações de áreas marítimas ainda este ano. Apesar de voltar a defender a manutenção do modelo, De Luca afirmou que, no momento, o mais importante é a definição das regras, qualquer que seja a alternativa proposta pelo governo (Fonte: Último Segundo - IG / Agência Estado, 2009-06-17).

REN, EDP e Portucel pedem 375 milhões para projectos em Portugal e Espanha


A REN, a EDP e a Portucel pediram ao Banco Europeu de Investimento um financiamento total de 375 milhões de euros para vários projectos separados em Espanha e Portugal no sector da energia.


A REN pediu ao BEI um financiamento de 150 milhões de euros destinados a "apoiar o plano de investimentos que visa reforçar e alargar o sistema de gás natural em Portugal", indica uma nota no site do banco.


Os beneficiários deste pedido, que deu entrada no BEI na segunda-feira, são a REN Gasodutos, a REN Atlântico e a REN Armazenagem.

O custo total do investimento da REN - empresa pública que gere em Portugal a rede de transporte de electricidade e gás natural - está estimado em 300 milhões de euros.

Já a EDP Energia pediu ao BEI um financiamento de 140 milhões de euros para construir e operar a central de ciclo combinado (a gás natural) Soto 5, em Soto de Ribera, na província espanhola das Astúrias (a oito quilómetros de Oviedo).

De acordo com a descrição do pedido, que também deu entrada no BEI na segunda-feira, a central - com uma potência de 425 MegaWatts - será construída "ao lado da Soto 4, uma unidade semelhante já em funcionamento".

Os custos totais estimados do projecto da EDP para a unidade Soto 5 ascendem a 280 milhões de euros.

O pedido da Portucel Energy, de 85 milhões de euros, destina-se "ao 'design', à construção e à operação de quatro novas unidades energéticas - uma de gás natural, duas fábricas de biomassa e uma turbina - em três instalações de pasta de papel e papel em Portugal (Setúbal, Cacia e Figueira da Foz).

"A energia produzida vai ser consumida ou pelas instalações de papel e pasta de papel ou vendida à rede pública", indica a descrição anexada ao pedido de financiamento, que entrou no BEI na terça-feira.

"O interesse económico do projecto está ligado à sua contribuição para as políticas europeias e nacionais sobre energias renováveis e alterações climáticas, bem como à eficiência energética", indica a nota do BEI nos "objectivos" do pedido.

O projecto da Portucel tem um custo total estimado em 176 milhões de euros.

Os três pedidos, indica o BEI, estão "sob apreciação". (Fonte: Aeiou Expresso, 2009-06-17).

Poço da Petrobras na Bacia de Campos bate recorde nacional de produção


O poço da Petrobras MLL-54HP, localizado a 120 quilômetros da costa, no reservatório conhecido como Jabuti, no campo de Marlim Leste, na Bacia de Campos, tornou-se o recordista brasileiro em produção diária de petróleo ao atingir, em maio, o volume de 43.588 barris de petróleo, segundo nota divulgada nesta segunda-feira pela empresa. Este número supera os 43.299 barris do poço MLS-42, interligado à plataforma P-40, registrado em dezembro de 2002.


O MLL-54HP já havia batido o recorde mundial de profundidade de água (1.413m) para produção em carbonatos fraturados (tipo de rocha reservatório). Interligado há três meses ao navio FPSO Cidade de Niterói, o MLL-54 já acumula uma produção, desde que entrou em operação, de cerca de três milhões de barris de petróleo.


O recorde é um novo marco para a companhia, já que evidencia o alto potencial dos carbonatos fraturados, e estimula a exploração e o desenvolvimento de várias jazidas similares recém-descobertas e outras já mapeadas na Bacia de Campos.


O plano de drenagem da jazida foi resultado de estudos detalhados. Por ser um reservatório fraturado, o principal desafio foi projetar o poço de forma a otimizar a produção. Para isso, buscou-se uma trajetória que conciliasse a interceptação de um grande número de fraturas com a contribuição das regiões mais porosas e permeáveis da rocha.


O MLL-54 foi o primeiro poço a produzir para o FPSO Cidade de Niterói. A plataforma conta, também, com a produção do poço MLL-20D para atingir os atuais 53 mil barris por dia (bpd). No total, a unidade marítima, com capacidade diária para produzir 100 mil barris de petróleo e 3,5 milhões de m³ de gás, terá mais sete poços de petróleo e um de gás, com pico de produção previsto para 2011 (Fonte: O Globo - Globo, 2009-06-15).

Guerra do Petróleo

Estamos assistindo a uma guerra silenciosa, a guerra do petróleo no Brasil! Em alguns países essa guerra se dá com mísseis, canhões e porta aviões, em outros com a tentativa de derrubada de governos; é assim a geopolítica de petróleo no mundo.

No Brasil, onde o interesse é maior, dado o grande volume de petróleo e gás contido no pré-sal, as principais multinacionais do petróleo não estão caladas, muito pelo contrário, estão agindo nos bastidores, quem sabe, também via CPI do Senado.

Reiteradas "denuncias" de corrupção na Petrobras são plantadas na mídia; campanha para baixar o preço dos combustíveis etc. E até dentro do próprio governo os lobos estão agindo. O alvo do inimigo nesse momento, para onde estão mirando todo armamento bélico, é a Petrobras.

Lógico, desmoralizar a Petrobras, destruindo a imagem daquela que além de tudo descobriu o pré-sal, é acabar com nossa auto-estima e credibilidade e assim as portas ficarão escancaradas para a convocação das multis, para fazer aquilo que a Petrobras fragilizada e descaracterizada não poderia fazer (logo a Petrobras que descobriu tudo e tem a tecnologia mais avançada do mundo).

É um verdadeiro massacre onde a simples criação pela Petrobras de um novo e desconhecido blog, para responder e esclarecer as reiteradas injúrias, calúnias e difamações plantadas na grande mídia, está sendo classificada de antidemocrática.

Tudo isso é uma grande nuvem de fumaça para esconder o principal, que o Brasil com o pré-sal poderá deixar de ser uma nação em desenvolvimento, ter serviços públicos de qualidade, fazer a reforma agrária, suprir o déficit de moradias, gerar emprego e renda para toda nossa gente.

Para isso precisamos unicamente fazer valer o preceito constitucional de que toda a riqueza localizada em nosso subsolo pertence à União, principalmente considerando que esse tesouro foi descoberto pela Petrobras.

Os inimigos querem nos fazer crer que a instalação de uma CPI; discutir o preço do combustível; a criação de um blog pela Petrobras são mais importantes do que discutir o novo marco regulatório do petróleo que diz respeito à atual e à futura geração de brasileiro. O inimigo é o mesmo de sempre: o estrangeiro e os brasileiros vendidos que querem manter nosso povo na miséria e o Brasil eternamente como país do futuro! (por Emanuel Cancella, Fonte: Monitor Mercantil, 2009-06-15).

Pré-sal seguirá o modelo da Noruega, garante ANP


O novo marco regulatório de produção de petróleo na região do pré-sal deve mesmo seguir o modelo utilizado pela Noruega, sendo então criada uma nova estatal para gerenciar os campos a serem explorados. A afirmação é do presidente da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Haroldo Lima, que ministrou ontem palestra na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.


Segundo Lima, o governo norueguês primeiro criou a estatal Statoil porque o setor petrolífero era todo privatizado e com baixa produtividade. Quando abriram o capital da estatal o governo percebeu que estava dando muito resultado e que os lucros estavam indo para o exterior e, por isso, criaram outra segunda estatal para trazer mais recursos para o país. "O estado tem que se beneficiar dos lucros do petróleo e, na minha opinião, o governo deveria recapturar ações da Petrobras e aumentar a sua participação acionária que está pequena. Pode, chegar a 60% ou 58%, por que não?"


De acordo com o presidente da ANP, o governo tem estudado formas de ampliar a sua participação na Petrobras. "O próprio ministro [da Fazenda] Guido Mantega tem se debruçado sobre o assunto. Há o desejo de se fazer que isso aconteça. Não é tão fácil, se fosse já teria sido feito", afirmou Lima. Haroldo Lima também afirmou que o novo marco regulatório deverá ter formato de Projeto de Lei para que tenha tramitação rápida "e não seja contaminado pela proximidade das eleições", disse.


O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, já havia confirmado anteriormente que o governo federal enviará até o mês de agosto ao Congresso Nacional um projeto de lei modificando o marco regulatório da produção de petróleo na região do pré-sal. Segundo o ministro, a expectativa é que a Câmara dos Deputados e o Senado votem a proposta ainda neste ano.


A previsão inicial era que o novo marco fosse concluído no ano passado, mas, com a crise econômica e a queda do preço do petróleo, o governo preferiu adiar a decisão.



Sem definição


Enquanto isso, em Brasília, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse também ontem que o governo ainda não chegou a uma definição sobre o marco regulatório.


Na quarta-feira passada, houve uma reunião com a o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ajustar os detalhes do modelo. Haroldo Lima também participou da reunião. "Não temos posição definida ainda", disse Dilma (Fonte: DCI, 209-06-16).

China interessada no sector dos petróleos de Timor-Leste


O ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Zacarias da Costa, disse segunda-feira em Díli ter discutido durante a sua deslocação à China a possível cooperação chinesa no sector dos hidrocarbonetos.


"O presidente Hu Jintao reconheceu que Timor-Leste é um país rico em petróleo, gás e recursos naturais que interessam à China e Timor-Leste também está interessado numa parceria estratégica como a China”, acentuou, lembrando que os negócios nortearam o seu périplo de uma semana.


O envolvimento chinês "poderá passar pela construção do gasoduto para Timor-Leste, se for possível negociar com a Austrália, e pelo estabelecimento de uma zona de apoio em Suai (sul)”, adiantou à agência noticiosa portuguesa Lusa.


O ministro adiantou estarem ainda em jogo “refinarias e de toda a infra-estrutura necessária ao sector, tanto em terra como no mar”.


O ministro dos Negócios Estrangeiros lembrou que o país “já tem um parceiro estratégico, a Petronas, da Malásia, bem como um bom grupo de apoio na Coreia do Sul, liderado pela Korgaz”.


Em 2002, realçou, a Petrochina enviou uma missão à região, para um levantamento e estudos em terra.


Na altura, foi celebrado um acordo bilateral, estando prevista para breve a deslocação de uma nova missão empresarial chinesa a Timor-Leste, com o objectivo de discutir com o Governo o envolvimento no sector, adiantou o chefe da diplomacia timorense.


Zacarias da Costa valorizou ainda a exportação de mais de uma centena de produtos timorenses para a China, fruto de um acordo bilateral assinado em 2008 (Fonte: Macauhub, 2009-06-16).

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sonangol investe em equipamentos para porto de São Tomé

A petrolífera angolana Sonangol vai investir, ainda este ano, cerca de dois milhões de dólares (1,5 milhões de euros) em equipamentos para o porto de Ana Chaves na capital são-tomense, informou a empresa.

O investimento angolano é feito no quadro de um memorando assinado no início deste ano entre a Sonangol e o Governo de São Tomé e Príncipe, cujos contornos não foram divulgados, e que prevê o apetrechamento do porto da capital são-tomense com equipamentos de descarga e carregamento de navios em terra e no mar, bem como a reabilitação e iluminação da pista do aeroporto internacional de São Tomé.

No passado fim-de-semana as duas partes estiveram reunidas na capital de São Tomé, tendo o Governo são-tomense manifestado "muita urgência" na aquisição dos equipamentos.

O porto de São Tomé tem-se confrontado, desde há vários anos, com a grave situação de congestionamento de navios e demora na descarga, e o Governo do arquipélago pretende ver resolvido esse problema com a maior brevidade.

"Estamos a negociar com a Sonangol a possibilidade de importarem já os equipamentos necessários para o porto, nomeadamente as gruas e barcos com alguma capacidade para o transporte de mercadorias do navio para o cais e vice-versa", disse o ministro das infra-estruturas, Benjamim Vera Cruz.

O director financeiro da empresa angolana disse, por seu lado, que "por enquanto (a Sonangol) vai fazer uma acção a muito curto prazo para o porto, atendendo à urgência". Os equipamentos" já foram quantificados e agora estamos na fase de mobilização de meios para a sua efectivação", acrescentou Osvaldo Vaz.

O porto de são Tomé carece urgentemente de equipamentos para a sua operacionalidade podendo correr o risco e paralisação. "Nós analisámos inclusive a hipótese de parte desses equipamentos vir por via aérea para permitir que pudéssemos ultrapassar o grande constrangimento que existe actualmente", acrescentou o ministro são-tomense das infra-estruturas. "Há uma preocupação muito grande da parte são-tomense para que esses equipamentos cheguem a São Tomé o mais urgente possível", adiantou Osvaldo Vaz.

O investimento na reabilitação e iluminação do aeroporto internacional acontecerá depois de concluída a compra dos equipamentos para o porto da capital do arquipélago de São Tomé, segundo a fonte da empresa Sonangol (Fonte: Diário Digital - Sapo / Lusa, 2009-06-15).

Macaé sediará principal evento do setor de petróleo


Começa na próxima terça-feira (16) a 5ª edição da Brasil Offshore 2009, o principal evento do setor de petróleo e gás offshore do país e que se realiza paralelamente à conferência internacional organizada pela Offshore Technology Conference e pelo Instituto Brasileiro do Petróleo.

O evento se realizará no município fluminense de Macaé e contará com a participação de expositores de 34 países, incluindo Estados Unidos, França, Finlândia, Noruega, Alemanha, além da Venezuela e Índia, que participam pela primeira vez. Este ano, a feira terá uma área 20% maior à da última edição realizada em 2007.

Serão dois dias de vento em que estarão mostrando seus produtos 636 expositores, superando em 18% os participantes da última versão.

Já estão confirmadas reuniões de 19 empresas âncoras do setor com 120 companhias que são potenciais fornecedores e foram agendados 720 encontros. A expectativa inicial é a geração de R$ 60 milhões em negócios.

“Apesar da crise, a procura está sendo grande e são esperados 45 mil visitantes, o que a confirma [a feira] como o principal gerador de negócios da indústria offshore”, afirma o diretor da Brasil Offshore, Eric Henderson.

Tecnologia de águas profundas, sistema de produção submarina, gerenciamento de reservas, otimização do desenvolvimento de campos e exploração do pré-sal são alguns dos temas que serão debatidos em oito palestras do Painel de Conferências. O painel apresentará trabalhos exclusivos apresentados na OTC realizada no mês passado, em Houston, Estados Unidos.

Uma das novidades desta edição será o Espaço Sócio-Ambiental (SA), que estará situado na área externa da feira. Sob o comando da organização não governamental Vida Sustentável, o espaço terá um balcão próprio de negócios, expositores e apresentação de projetos com a finalidade de estimular o diálogo e incentivar parcerias entre o setor privado e o terceiro setor.

Todos os resíduos do evento serão classificados por tipo e reciclados, dentro de um programa de coleta seletiva de lixo. “Além da redução do impacto ambiental, a iniciativa será uma excelente oportunidade para a criação de cooperativas, geração de emprego, renda e, o mais importante, a educação ambiental”, afirmam os organizadores (Fonte: Diário Comércio, Indústria & Serviços, 2009-06-14).

China pode construir gasoduto para o Timor, diz chanceler


O chefe da diplomacia timorense, Zacarias da Costa, assegurou nesta segunda-feira que a China poderá ser a construtora do gasoduto para o Timor Leste, mas ressalvou a necessidade de negociar com a Austrália.

Zacarias da Costa, recém-chegado de uma visita pela China, falava à Agência Lusa à margem da primeira sessão de seguimento da reunião de doadores no ministério das Relações Exteriores, em Díli.

“A viagem à China foi um sucesso, nem esperava tanta abertura em todos os domínios,” declarou, valorizando as “garantias incondicionais” recebidas para o apoio ao desenvolvimento do Timor Leste.

Segundo Zacarias da Costa, “o presidente (Hu Jintao) reconheceu publicamente que Timor Leste é um país rico em petróleo, gás e recursos naturais que interessam à China”.

E Timor Leste também “está interessado numa parceria estratégica como a China”, acentuou, lembrando que os negócios nortearam o seu deslocamento de uma semana.

“Foi discutida a possível cooperação chinesa no setor” dos hidrocarbonetos, com “o envolvimento de capitais chineses para o seu desenvolvimento”, indicou.

“Este envolvimento poderá passar pela construção do gasoduto para Timor Leste, se for possível negociar com a Austrália, e pelo estabelecimento de uma zona de apoio em Suai (sul)”, acrescentou.

Estão ainda em jogo “refinarias e de toda a infra-estrutura necessária ao setor, onshore e ofshore”.

Zacarias da Costa acentuou a necessidade de o Timor Leste contar com outros “parceiros estratégicos fortes, quer dizer, com bastante 'cash' (liquidez)”.

O ministro das Relações Exteriores lembrou que o país “já tem um grande parceiro estratégico, a Petronas, da Malásia, bem como um bom grupo de apoio na Coreia do Sul, liderado pela Korgaz”.

Em 2002, realçou, a Petrochina enviou uma missão à região, para um levantamento e estudos onshore. Na época, foi celebrado um acordo bilateral, estando prevista para breve a deslocação de uma nova missão empresarial chinesa ao Timor Leste, com o objetivo de discutir com o governo o envolvimento no setor, adiantou o chefe da diplomacia timorense.

Zacarias da Costa apontou que a cooperação no setor das infra-estruturas também foi tratada e, proximamente, chegará a Díli o ministro do Comércio chinês, com a tutela de grandes obras no estrangeiro.

O setor do turismo também foi abordado porque “a China gostaria de entrar, através de uma maior presença dos seus operadores”, citou. Zacarias da Costa valorizou ainda a exportação de mais de uma centena de produtos timorenses para a China, fruto de um acordo bilateral assinado em 2008 (Fonte: Agência Lusa, 2009-06-15).

Galp torna-se maior acionista da Enacol


A petrolífera portuguesa Galp Energia se tornou a maior acionista da Empresa Nacional de Combustíveis (Enacol) de Cabo Verde, decisão que está criando polêmica, principalmente pela "insatisfação" da angolana Sonangol.


A decisão foi tomada em abril em uma assembleia-geral da Enacol, mas mantida em sigilo, uma vez que só foi revelado publicamente que a Galp Energia subiu a sua participação acionária de 33,2% para 45,03%, enquanto a Sonangol passou de 33,2% para 38,13%.


O jornal A Semana, num artigo intitulado "Galp assume controle da Enacol, Sonangol fala em golpe", escreve que o descontentamento da parte angolana foi manifestado na própria assembleia-geral, onde foi aprovado também o aumento de três para cinco o total de administradores.


Desse grupo, três são destacados pela empresa portuguesa - que ficou também com a direção do Conselho Fiscal e da Mesa da Assembleia Geral -, um pela angolana e um pela parte cabo-verdiana.


"Detentora de 45,03% do capital social da Enacol (…) e com os acionistas minoritários a primarem pela ausência durante a reunião da Assembleia Geral, bastou à Galp uma maioria simples para impor a sua vontade", diz o jornal A Semana, que cita fontes oficiais.


Segundo o jornal, a "atitude" da Galp Energia "desagradou" à Sonangol, uma vez que a empresa angolana e portuguesa têm um acordo para os assuntos mais importantes, como a eleição de novos administradores, que devem ser concertados antes da assembleia-geral.



Disputa


Logo após a nomeação dos novos administradores, acrescenta-se no jornal, a parte angolana manifestou, em plena assembleia-geral, que a Galp Energia "não cumpriu", razão pela qual a Sonangol referiu que "vai ver o que se pode fazer para reverter a situação".


A luta entre a Galp Energia e a Sonangol pelo controle da Enacol é já antiga, mas a empresa portuguesa, em 2008, conseguiu obter a maioria das ações depois de adquirir 6,2% delas que obteve, via Bolsa de Valores de Cabo Verde, pela Caixa Banco de Investimentos (CBI).


Pouco depois, as ações da Enacol acabaram por valorizar em demasia e, em 4 de dezembro de 2008, a Bolsa de valores de Cabo Verde foi obrigada a suspender as transações bolsistas, que só seriam retomadas a 14 de janeiro deste ano.


Em março, o Estado cabo-verdiano alienou a sua participação na empresa por uma Operação Pública de Venda (OPC), que envolveu 28% do capital social, mantendo apenas uma golden share, de 2,13%, o que lhe permite ter uma palavra decisiva em questões estratégicas.


"Os acionistas minoritários, com 14,7%, e o Estado de Cabo Verde estão na base da pirâmide, mas os acionistas minoritários podem fazer desequilibrar a balança desde que marquem presença das reuniões da assembleia-geral", remata o A Semana (Fonte: Agência Lusa, 2009-06-12).

Técnicos noruegueses do ramo de petróleos formam angolanos


Especialistas noruegueses em engenheira de petróleo da Universidade de Trondheim chegam ao país, em Agosto próximo, para acções de formação profissional a técnicos angolanos, no âmbito das relações de cooperação entre ambos os países.


A informação foi avançada quinta-feira pelo embaixador norueguês em Angola, Jon Vea, em declarações à Angop, explicando que o acto resulta da parceria existente entre a Universidade Agostinho Neto (UAN) e o Governo da Noruega.


Segundo Jon Vea, o seu país corresponde, assim, as dificuldades que Angola atravessa actualmente e para os desafios do futuro no sector. “Angola vai precisar de centenas de engenheiros na área petrolífera no âmbito do desenvolvimento do seu potencial energético e a Noruega com uma vasta experiência pode ajudar a obter um maior desenvolvimento, do qual muito depende o seu crescimento económico”.


Segundo o diplomata, Angola, para criar uma economia diversificada, necessita de pessoas competentes, o que torna relevante uma cooperação com a experiente área universitária da Noruega.


“Temos (Noruega) uma vasta competência a nível mundial. Angola só tem imensas vantagens aprendendo com os nossos técnicos e a nossa experiência”, sublinhou Jon Vea. A presença norueguesa no sector petrolífero angolano está corporizada por duas empresas do ramo, nomeadamente Statoil e Norsk Hydro, dedicando-se na exploração do crude em águas profundas (Fonte: Portal Angop, 2009-06-12).

S&P reduz rating da Petrobras de "BBB" para "BBB-"


A agência de classificação de risco Standard & Poor's reduziu nesta quarta-feira o rating da Petrobras de "BBB" para "BBB-", com perspectiva estável. A nota ainda está na faixa do grau de investimento.


A S&P citou o elevado volume de investimentos programado para os próximos cinco anos, aliado aos preços relativamente menores do petróleo no mercado internacional e dos combustíveis no mercado brasileiro, como elementos motivadores para a redução na nota da estatal.


"O grande plano de investimentos de 174,4 bilhões de dólares da empresa para os próximos cinco anos em meio a um cenário esperado de preços menores no Brasil e no exterior para o petróleo devem resultar em fluxo de caixa operacional negativo durante esse período, exigindo esforços de financiamento significativos", disse a agência em relatório.


"Apesar do esperado aumento da alavancagem para financiar os robustos investimentos, nós acreditamos que a Petrobras vai manter sua posição satisfatoriamente, assim como boa perspectiva para crescimento", acrescentou a S&P (Fonte: O Globo - Globo, 2009-06-10).

Lula pede pressa para o novo marco para o petróleo


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu, na última quarta-feira, a líderes da base aliada agilidade na conclusão do projeto de exploração da camada do pré-sal. Uma comissão interministerial já trabalha na elaboração de um novo marco regulatório para o setor de petróleo e exploração da reserva submarina. "O presidente está insistindo muito para que tenhamos rapidamente o projeto completo para ser enviado [ao Legislativo]. É claro que um projeto dessa magnitude, que envolve trilhões de dólares, é algo que precisa ser feito com todo cuidado, inclusive para não gerar questionamentos", disse a líder do governo no Congresso Ideli Salvatti (PT-SC), após reunião com Lula.


Segundo ela, ainda há acertos de texto a serem feitos no projeto para dar a ele uma redação que não gere qualquer dúvida jurídica a respeito do pré-sal. O presidente reuniu-se com Salvatti, o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e com o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro.


A reunião foi convocada para tentar "aparar arestas" que ainda existem na equipe de governo com relação à definição das novas regras para a produção petrolífera. Já está praticamente certo que o governo pretende estabelecer o chamado regime de partilha. Por esse sistema, a União é a proprietária do óleo e reparte a produção ou as receitas com as empresas escolhidas para explorar.


Segundo fontes do governo, falta decidir se as empresas darão à União uma parte do óleo produzido ou parte da receita obtida com as vendas da commodity. Outra aresta diz respeito à criação de uma estatal 100% pública para administrar as reservas.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a líderes da base aliada agilidade na conclusão do projeto de exploração da camada do pré-sal. Uma comissão já elabora um novo marco regulatório para o setor (Fonte: Diário Comercio, Indústria & Serviços - DCI, 2009-06-15).

domingo, 7 de junho de 2009

A crise financeira internacional e o petróleo de Angola


A crise financeira que o mundo atravessa actualmente tem origens inéditas associadas à construção de um mundo financeiro virtual sem muita base na realidade produtiva. Essa crise tem raízes na incrível expansão que o mercado de capitais experimentou nas últimas décadas, conduzido por novos e diversificados instrumentos financeiros que permitiram o crescimento exuberante da comercialização de papéis com garantias que nem sempre eram muito claras, mesmo para os próprios economistas e agentes económicos.

A multiplicação de instrumentos financeiros, ao mesmo tempo que introduziu novas formas de investimentos, não só consumiram recursos financeiros que de outra forma seriam aplicados no sistema produtivo, como também aumentou o risco intrínseco do sistema sem que isso tivesse sido claramente entendido pela comunidade financeira e governos. O diagrama abaixo sumariza as origens e consequências da crise sobre uma economia análoga à angolana.

A perda de confiança nas instituições financeiras varreu o mundo e trouxe consigo um crescimento da percepção de risco na avaliação de qualquer projecto de investimento. Essa percepção de risco elevado provoca, por sua vez, um comportamento conservador nos mercados, que se traduz por queda de encomendas, adiamento de projectos e redução das actividades produtivas.




As consequências da crise financeira na economia angolana são diversificadas porque essa é uma economia altamente dependente das receitas petrolíferas, que sofrem impacto directo da desaceleração do crescimento mundial.

Um dos remédios contra a crise que os governos de vários países estão a adoptar, além, é claro, dos pacotes de resgate de empresas insolventes, é a injecção maciça de recursos dos Estados em projectos de infra-estruturas que contribuam para a redução dos custos da economia, aumentem encomendas e mantenham o nível de empregos. Esse tratamento pode não ser aplicável em sua plenitude ao caso de Angola devido às limitações de reservas internacionais disponíveis para investimentos.

Na economia angolana, a maior parte dos investimentos nos sectores não petrolíferos é oriunda de projectos de infra-estrutura e sociais do Governo, cujo orçamento deverá sofrer ajuste considerável em função da variação das receitas petrolíferas, mesmo com a utilização das reservas existentes. Uma retracção real da economia em 2009 não será surpresa.
O impacto potencial da queda dos preços internacionais do petróleo e os cortes de produção orientados pela OPEP são os factores mais importantes a serem compreendidos (Por Renato Pimenta de Azevedo, Fonte: Revista Petroleo, 2009-Janeiro/Fevereiro/Março).

sábado, 6 de junho de 2009

Estudo apresentará futuros cenários de cooperação energética entre países lusófonos

O Instituto Sagres – Política e Gestão Estratégica Aplicadas, em parceria com o Centro de Estudos de Políticas e Estratégias Nacionais "General Carlos de Meira Matos", sediado na cidade do Porto, em Portugal, e com a Empresa Júnior Strategos, da Universidade de Brasília, está desenvolvendo um estudo prospectivo denominado Projeto “CPLP - Cenários Energéticos”, com o objetivo de elaborar cenários prospectivos que permitam identificar oportunidades de cooperação energética no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Segundo o portal do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, “a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) foi criada em Lisboa, em julho de 1996, com a finalidade de reunir os sete países lusófonos então existentes — Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe — em torno de três objetivos gerais, definidos nos Estatutos da Comunidade: a concertação político-diplomática entre os seus membros; a cooperação econômica, social, cultural, jurídica e técnico-científica; e a promoção e difusão da Língua Portuguesa. Após sua independência, em 20 de maio de 2002, Timor Leste passou a ser o oitavo Estado-membro da Comunidade".
Uma ampla avaliação da conjuntura possibilitou a seleção de 12 (doze) variáveis críticas — também chamadas de temas estratégicos. Essas variáveis podem assumir diferentes patamares, cuja combinação e processamento indicarão os cenários possíveis.Por intermédio desta Consulta Áugures estão sendo coletadas as percepções do maior número possível de pessoas sobre as variáveis críticas e seus patamares, de modo a destacar o Cenário de Referência e o Cenário Otimista. O primeiro é considerado o mais provável, segundo os respondentes, o que, de modo algum, significa uma tentativa de adivinhar o futuro. O Cenário Otimista, também oriundo da consulta, é aquele que, sendo exequível, representa o que de melhor poderia acontecer para a cooperação energética no âmbito da CPLP
(Fonte: www.strategos.org.br/cplp/, 2009-06-06).
Para maiores informações sobre o estudo realizado em parceria pela Strategos e Instituto Sagres, acessar o link http://www.strategos.org.br/cplp.