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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Petrobras estima ter 12 sondas até o final de 2010 para o pré-sal


O diretor financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, reafirmou ontem a intenção da estatal de continuar a investir de forma intensiva em exploração e produção de petróleo e gás mesmo depois da queda de 20% do lucro da empresa no primeiro semestre de 2009, comparado a 2008. Para isso a companhia espera receber mais duas sondas ainda este ano para aumentar a atividade na área do pré-sal na Bacia de Santos, e outras 6 no ano de 2010. Com isso, somariam 12 unidades. Além disso, o executivo explicou que a empresa está licitando mais oito cascos de navios-plataformas (FPSO, na sigla em inglês) para operar na região.

Esses investimentos estão sendo suportados pela geração de caixa da empresa e pela captação de recursos que tem encontrado no Brasil e no exterior. De acordo com o balanço da empresa sobre o desempenho no primeiro semestre, além do empréstimo de US$ 13,3 bi do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a empresa fechou acordos com o China Development Bank, no valor de US$ 10 bi e com o US EximBank no valor de US$ 2 bi. Ainda no primeiro semestre a Petrobras obteve empréstimo ponte de US$ 6,5 bi para serem trocados por emissões de títulos.


Segundo Barbassa, com esses investimentos, a meta da empresa é chegar ao fim de 2010 com uma produção de 2,25 milhões de barris no Brasil. "Essa é uma meta desafiadora", reconheceu ele. Para a corretora Geração Futuro, esse alvo é considerado agressivo e não descarta nem mesmo o não-cumprimento desse objetivo.


Durante a apresentação dos resultados da companhia a analistas de mercado e investidores, no Rio de Janeiro, Barbassa admitiu que se a empresa mantiver o ritmo dos investimentos do primeiro semestre é bem possível que o orçamento de 2009, de cerca de R$ 60 bi, possa ser revisado para cima. Até junho, a Petrobras já havia empregado R$ 32,5 bi, pouco mais de 53% do total para o ano. A aplicação dessa parcela do orçamento da empresa foi atribuída à disponibilidade e preços mais em conta dos equipamentos, fato não previsto no mercado, resultado da retração da demanda mundial na indústria do petróleo que chegou a frear a atividade de empresas mais fortemente que da brasileira. "Se analisarmos a queda de 20% de nosso lucro no segundo trimestre de 2009 ante 2008, e olharmos o exterior, veremos que estamos bem melhor, pois há casos de companhias que caíram de 70% a 80% na mesma base de comparação", exemplificou ele.

A Petrobras reafirmou ontem a intenção de continuar a investir em exploração e produção. Para isso espera receber mais duas sondas ainda este ano e 6 no ano de 2010. Com isso, se somariam 12 unidades (Fonte: DCI, 2009-08-19).

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Petrobras prevê 14 fundos de investimento em petróleo

O gerente de captação da Petrobras, Marcílio Miranda, disse nesta quinta-feira, 16, que o número de fundos de investimento específicos para o setor de óleo e gás, voltados para fortalecer fornecedores da companhia estatal, pode chegar a 14 até o fim do ano. Alguns deles são fundos de investimento em participação (FIP) e outros fundos de investimento em direitos creditórios (FDIC), com prazos de cinco a dez anos. "A adesão dos investidores já está sendo grande", adiantou Miranda em um seminário sobre óleo e gás realizado no Rio. Ele, no entanto, não quis citar quais instituições demonstraram interesse nos fundos.

A própria Petrobras tem mobilizado investidores e instituições. Em road shows feitos pela estatal, já foram cadastradas 4.460 empresas que podem participar dos processos concorrendo para receberem os investimentos dos fundos. "Temos que fortalecer a empresa nacional para o desafio (de atender à demanda da Petrobras). As empresas estrangeiras virão e, se nossas empresas não estiverem preparadas, elas vão sumir", afirmou.

Os FIP significam investimento em participação no capital da empresa, que assim ganha recursos e se fortalece para no futuro, talvez, abrir seu capital em bolsa. Os FDIC normalmente antecipam para a empresa fornecedora, com um desconto que resulta no lucro do investidor, recursos que ela só receberia em um prazo mais longo. "Em vez de pegar dinheiro no crédito, a empresa pega no fundo. Tem que fazer operação que não gere dívida na empresa", disse Miranda, sobre as fornecedoras.

Miranda comentou sobre nove fundos de investimento, sem dar o nome das instituições financeiras. Dois desses fundos já estão operando e um deles é um FDIC do banco Modal, cujo sócio Humberto Tupinambá participou do mesmo evento. Outros quatro estão em processo de registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou muito próximos disso, segundo o executivo, sendo que dois são FDIC e dois são FIP. Os FDIC que estão em fase de registro contarão com R$ 10 milhões da Petrobras cada um, informou Miranda.

Tupinambá contou que o Modal e a Caixa Econômica Federal (CEF) devem entrar com pedido de registro na CVM na semana que vem para um FIP de R$ 500 milhões focado em entre oito e doze empresas fornecedoras da Petrobrás.

Três outros grandes FDIC serão lançados por ocasião das licitações de compra de 28 sondas e duas plataformas marítimas de exploração e produção para os campos de Iara e Guará. De acordo com Miranda, a Petrobras informará às empresas que participarem da licitação para fornecimento que elas podem participar desses fundos.

O executivo prevê que um fundo com os direitos creditórios da licitação das 28 sondas será de mais de U$ 5 bilhões a U$ 6 bilhões (por volta de R$ 11 bilhões) e que seja formado um para cada uma das duas plataformas, de patrimônio entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3 bilhões cada (por volta de R$ 6 bilhões) (Fonte: Estadao / Agência Estado, 2009-07-16).

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Crise facilita contratação de sondas para o pré-sal


A crise econômica mundial começa a contribuir para que a Petrobrás contorne dois grandes obstáculos em relação ao pré-sal: a escassez de equipamentos e o alto custo das encomendas para o setor. Segundo o gerente executivo da estatal para o pré-sal, José Formigli, a empresa já identificou novas oportunidades para contratar sondas de perfuração a custos cerca de 30% menores. Além disso, a queda no preço do aço deve ter efeito positivo na cadeia de suprimento.

A falta de sondas no mercado externo levou a companhia a pedir à Agência Nacional do Petróleo (ANP) extensão de prazos exploratórios do pré-sal. O pedido foi negado, detonando uma busca por equipamentos que, segundo Formigli, vem tendo sucesso. Ele disse que a companhia já negocia a contratação de novas unidades para início de operações no curto prazo. O número de novas sondas, afirmou, vai depender do custo.

Nesse aspecto, porém, Formigli é otimista. Segundo ele, a redução de custos já vem sendo percebida em conversa com donos de sondas disponíveis. Para as próximas unidades, haverá ainda efeito positivo da redução do preço do aço, que chega a 40% no mercado internacional.

"Os projetos precisam suportar os preços de robustez em torno dos US$ 45 por barril. Se não suportar isso, não serão tocados. Esse é um recado para a cadeia, que tem de se adaptar à variação de preços."

Em entrevista após a abertura da feira Brasil Offshore, ele citou como exemplo da estratégia a renegociação das encomendas das plataformas P-55, P-57, P-61 e P-63, que tinham preços acima do estimado pela empresa.

A companhia negocia ainda com a Exxon a permanência, no Brasil, da West Polaris, que finaliza a perfuração de um poço no pré-sal de Santos em bloco operado pela multinacional. Formigli disse que a idéia é usar a unidade para novos poços em concessões operadas pela estatal brasileira.

Acordo semelhante foi feito com a Repsol, que liberou a sonda Stena Drill Max para uso da Petrobrás no bloco BM-S-9, onde estão as descobertas de Carioca e Guará.

Ao mesmo tempo em que negocia as sondas, a estatal quer garantir o licenciamento de testes de longa duração (TLDs) no pré-sal, semelhantes ao que vem sendo executado em Tupi. A empresa pediu ao Ibama a avaliação de licenças de até 18 TLDs até 2010. Segundo Formigli, o plano inclui testes previstos e contingentes - estes só serão feitos se a estatal achar que há necessidade de complementar estudos de reservatórios.

MARCO REGULATÓRIO

O presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), João Carlos de Luca, cobrou do governo agilidade na definição de novo marco regulatório para o setor, para garantir a retomada das licitações de áreas marítimas ainda este ano. Apesar de voltar a defender a manutenção do modelo, De Luca afirmou que, no momento, o mais importante é a definição das regras, qualquer que seja a alternativa proposta pelo governo (Fonte: Último Segundo - IG / Agência Estado, 2009-06-17).